idade média - Crescimento ubano e sociedade

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  • Olá gostaria que me enviasse essa apresentação por mail... mirelazini@yahoo.com.br... Obrigada !
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idade média - Crescimento ubano e sociedade

  1. 1. - Idade Média - Crescimento Urbano; Comércio e Sociedade
  2. 2. Idade Média – As Cidades <ul><li>A partir do século XI, mas sobretudo nos séculos XII e XIII, verificou-se um ressurgimento demográfico, económico e urbano na Europa. Portugal acompanhou este desenvolvimento a partir de meados do Século XIII. O crescimento demográfico e económico das cidades gerou uma nova sociedade e uma nova mentalidade, em que a burguesia passou a ter crescente importância. A expansão urbana reflectiu-se numa nova sensibilidade cultural, religiosa e artística. </li></ul>
  3. 3. Idade Média - O Espaço Urbano <ul><li>Embora permanecesse rural, a Europa dos Séculos XII e XIII conheceu um significativo crescimento urbano. O desenvolvimento urbano manifestou-se primeiro pelo crescimento dos velhos centros populacionais ou burgos. A população aumentara de tal forma que a área urbana deixara de a comportar, obrigando à formação de novos bairros fora das muralhas. Os burgos de fora foram crescendo na zona de arrabalde, terras vizinhas onde os moradores da cidade possuíam campos de cultivo, vinhedos e pomares. </li></ul>
  4. 4. Idade Média – O Burgo <ul><li>Conceito: - Burgo - </li></ul><ul><li>Cidade ou vila medieval, geralmente fortificada e quase sempre associada a um castelo ou mosteiro. A partir dos séculos XI e XII em consequência da expansão económica, novas zonas de povoamento urbano nasceram fora das primitivas muralhas, dando origem a burgos novos e a novas muralhas exteriores. </li></ul>
  5. 5. Idade Média – O caso de Lisboa <ul><li>No período da Reconquista Cristã , a Lisboa muçulmana é uma cidade cobiçada e várias vezes atacada e ocupada pelos exércitos cristãos (ocupação por Castela em 1000 d.C.). Lisboa era então o mais opulento centro comercial de toda a África e de uma grande parte da Europa. É abundante de todas as mercadorias tem ouro e prata. Não faltam ferreiros. Nada há nela inculto ou estéril; antes, os seus campos são bons para toda a cultura...os seus ares são saudáveis, e há na cidade banhos quentes. ... o alto do monte é cingido por uma muralha circular, e os muros da cidade descem pela encosta, à direita e à esquerda, até à margem do Tejo </li></ul>Lisboa Medieval
  6. 6. Idade Média – O caso de Lisboa <ul><li>Em 1147, D. Afonso Henriques, 1º Rei de Portugal, conquista a cidade. Com a   participação cristã, dá-se a  expansão de Lisboa para além das suas muralhas. Herdados do passado existiram dois arrabaldes - a Baixa e Alfama. O braço do rio desaparece definitivamente no séc. XIII . Lisboa é então o núcleo de um importante sistema económico de trocas, localizando-se as pequenas propriedades em que predomina a cultura hortícola, na proximidade imediata, facto que poderá ter influenciado a localização dos dois mercados centrais de hortaliças: Praça da Figueira e Praça da Ribeira </li></ul><ul><li>D. Fernando, então Rei de Portugal, perante as ameaças de Castela (Espanha), cria uma nova muralha de defesa designada por &quot;Cerca Nova&quot;(1373-75). </li></ul>Lisboa Moderna
  7. 7. Idade Média – Portugal e o Mar <ul><li>Medidas régias de desenvolvimento naval, protecção do litoral e incremento do comércio correspondiam, no século XII e XIII, às tendências de vida da população das terras portuguesas. </li></ul><ul><li>A antiga prática das pescarias, a navegação de cabotagem e o comércio formaram uma burguesia comercial activa. </li></ul><ul><li>Destacam-se os seguintes contactos comerciais: </li></ul><ul><li>Em finais do século XI, um grupo de mercadores montou feitoria em Bruges, na Flandres. </li></ul><ul><li>No Mediterrânieo, há notícia de barcos portugueses, no início do século XII, nos mercados de Marselha, Génova e outras zonas. </li></ul>
  8. 8. Idade Média – Rotas Comerciais <ul><li>Nos séculos XII e XIII, o comércio desenvolveu-se com maior dinamismo em algumas regiões europeias: </li></ul><ul><li>No Mediterrâneo , as cidades do Norte da Península Itálica eram palco de um grande crescimento económico desde o século X. Instaladas em zonas agrícolas férteis , desenvolveram também o artesanato de têxteis de lã e seda. </li></ul>Veneza Século XIII
  9. 9. Idade Média – Rotas Comerciais <ul><li>Nos mares nórdicos , as rotas comerciais eram dominadas pelas cidades litorais do mar do Norte e do mar Báltico, particularmente as cidades da região da Flandres e as cidade alemãs do Noroeste europeu. Os artesãos urbanos da Flandres estavam unidos em corporações que zelavam pelos interesses e pela qualidade das obras. Os mercadores das diferentes cidades uniram-se também para defender os seus interesses numa guilda , a Guilda das Dezassete Cidades , que representava numerosos e poderosos mercadores e lhes permitia obter contratos vantajosos. </li></ul>A Guilda - Rembrandt
  10. 10. Idade Média – A Liga Hanseática <ul><li>As cidades alemãs do Noroeste Europeu, no século XIII, organizadas numa só liga, a Liga Hanseática , tinham um vasto dinamismo comercial. Era a maior força económica e comercial do Báltico, onde controlava todo o comércio. </li></ul>
  11. 11. Idade Média – A zona da Champagne <ul><li>Na Zona da Champagne , situada no eixo viário mais importante entre o Norte e o Sul da Europa, entre a zona da Flandres e a Itália, as feiras atraíam comerciantes de todas as partes da Europa. Aí se trocavam os lanifícios da Flandres e do Norte da França, as sedas da Itália, os artigos de couro da Espanha, Norte de África e Provença, as peles da Alemanha e da Rússia, os linhos da Champagne e da Alemanha, os cereais, vinhos e artigos de toda a Europa, as especiarias, açúcar, madeiras e corantes do Oriente. </li></ul>
  12. 12. Idade Média – A Moeda <ul><li>Com a evolução comercial da Europa, a economia monetária sobrepunha-se lentamente à economia natural. O comércio tornava-se o motor da dinamização da economia e o grande mercador tomava cada vez mais importância na sociedade. O intenso desenvolvimento comercial obrigava a uma maior utilização da moeda e a inovações nas técnicas dos negócios (letras de câmbio). </li></ul>
  13. 13. Idade Média – A Burguesia <ul><li>O desenvolvimento das cidades trouxe significativas alterações sociais. Os comerciantes medievais tiveram, em primeiro lugar, necessidade de liberdade. Liberdade pessoal e Liberdade de Circulação. Por outro lado, como o comércio não se desenvolve sem protecção, sentiram necessidade de assegurar a sua defesa, mas sem recorrer à protecção dos senhores. </li></ul>
  14. 14. Idade Média - Burguesia <ul><li>Desde muito cedo que as populações dos burgos – burguesia – reclamaram certos privilégios e regalias: </li></ul><ul><li>O direito a construir muralhas e fortificações nos seus burgos; </li></ul><ul><li>A liberdade pessoal para os seus membros . Em muitas regiões a permanência na cidade por um ano e um dia era condição suficiente para um servo ser considerado homem livre. </li></ul><ul><li>A abolição das peagens, portagens e outros impostos de circulação para feiras e mercados. </li></ul><ul><li>A partir do século XII, reivindicaram o direito de possuírem tribunal próprio para julgar as questões comercias. </li></ul><ul><li>Reivindicaram ainda o direito a participarem na administração das cidades . </li></ul>
  15. 15. Idade Média - Burguesia <ul><li>Genericamente podemos dividir a burguesia em dois grandes grupos profissionais: </li></ul><ul><li>Os artesãos – Constituíram o grupo mais numeroso. Faziam parte dele os artífices por conta de outrém; os mestres; e os chefes das associações profissionais (corporações). </li></ul><ul><li>Os comerciantes ou mercadores . Estes eram compostos por diversos grupos profissionais – os carreterios, barqueiros e freteiros encarregues do transporte; os tendeiros e vendedores ambulantes e os grandes mercadores internacionais. </li></ul><ul><li>Nos séculos XII e XIII, duas elites, a dos chefes das corporações e dos grandes mercadores dominaram a vida das cidades formando uma espécie de aristocracia urbana. </li></ul>
  16. 16. Idade Média – Nova Urbanidade <ul><li>No mundo medieval urbano, as relações de vizinhança geraram associações e solidariedade entre iguais, sobretudo de base religiosa e profissional. </li></ul><ul><li>As associações de base religiosa denominavam-se confrarias e agrupavam, em regra, mas não obrigatoriamente, os vizinhos de uma mesma paróquia ou bairro. </li></ul><ul><li>As associações profissionais, denominavam-se corporações entre artesões e guildas entre mercadores. </li></ul><ul><li>As confrarias e corporações constituíam os principais centros de sociabilidade no mundo urbano medieval. </li></ul><ul><li>Contudo, fora destas estruturas, a cidade oferecia muitos outros locais de convívio. </li></ul><ul><li>O mais importante era a rua. O homem medieval vivia principalmente fora de casa. A taberna e o terreiro eram os locais preferidos pelos homens; a igreja, fonte ou lavadouro, pelas mulheres. </li></ul><ul><li>As festas religiosas eram as grandes ocasiões de convívio. </li></ul>
  17. 17. <ul><li>FIM </li></ul>

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