A Baixa Idade Média

1.485 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.485
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
0
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

A Baixa Idade Média

  1. 1. A Baixa Idade Média: as origens da crise feudal-Baixa= final-Características:*baixo nível técnico da produção agrícola, já que atuavam na economia de subsistência(produção para consumo próprio), não possuindo incentivos para esse aprimoramento*Ocupação de novas terras por causa do crescimento demográfico*Relações feitas através do medo, como a suserania e a vassalagem-Causas: como o período se encontrava sem guerras (as quais regulam o crescimentodemográfico), houve uma baixa taxa de mortalidade e, portanto, mais pessoas viviam,provocando a escassez de recursos básicos (alimentos, água). A solução encontrada foi aexpulsão de algumas pessoas do feudo, como trabalhadores e suas famílias, os quais vãopara as cidades, causando a urbanização, trabalhando no artesanato e no comércio-Os senhores feudais também foi afetada, já que não havia mais feudos para distribuir,fazendo com que houvesse a criação do princípio da sucessão pelo primogênito. Comisso surgia, além dos pobres buscando as cidades, uma massa de nobres sem posses, jáque a aliança com a Igreja não era suficiente para absorver essa massa-Esse crescimento dos centros urbanos levou a uma necessidade de expansão dosmercados, porém, o domínio árabe sobre o Mediterrâneo era um obstáculo para essaexpansão. Com isso, o norte da Europa era visto como uma possibilidade de saída viaMar do Norte e Mar Báltico, fazendo com que toda essa região apresentasse grandecomércio em direção às ricas regiões do Oriente. A chamada Rota do Norte foi aprimeira via a permitir o contato mais intenso entre a Europa e o Oriente. Essa região,denominada Flandres, foi, ao lado das cidades italianas, o primeiro polo de crescimentodo comércio europeuAs Cruzadas-1096-1270 – Europeus realizaram uma série de expedições militares (Cruzadas) sobreo Oriente. Tradicionalmente, as Cruzadas são vistas como expedições visando retomar acidade de Jerusalém (centro do Oriente)-O Cisma do Oriente também contribuiu para essa expansão territorial, já que, com acriação da Igreja Ortodoxa Grega, representando um poder contrário ao da Igreja, aInstituição teve como solução a expansão para reunificar a cristandade sob controle deRoma ao mesmo tempo em que se impunha sobre o Império Bizantino
  2. 2. -A expansão dos turcos trouxe alterações para as relações com os europeus, já queassumiram uma postura mais radical, proibindo as peregrinações cristãs a Jerusalém.Essa atitude deu início a uma série de Cruzadas:*Cruzadas dos Mendigos*Cruzadas dos Nobres: manifestava um interesse econômico e político*Cruzadas das Crianças: organizada com o pensamento de que apenas almas puraspoderiam conquistar Jerusalém*Cruzada Comercial: organizada pelos comerciantes de Veneza, voltou-se contra oImpério Bizantino. Veneza pôde, assim, assumir o controle comercial do Mediterrâneooriental*Sexta Cruzada: organizada pelo imperador Frederico II que, sem combater, conseguiua cessão de Jerusalém por 10 anos, através de acordos diplomáticosO Renascimento comercial e urbano-A expressão “renascimento” é incorreta, já que o comércio não havia desaparecidocompletamente-Após as Cruzadas, o comércio é intensificado e se torna uma atividade necessária àsobrevivência europeia-Veneza redistribuiu, a toda a Europa, arroz, algodão e, principalmente, açúcar-O Mediterrâneo foi a principal via de riqueza da Europa. Ao mesmo tempo, a atividadecomercial e artesanal crescia na região de Flandres e na costa do Mar Báltico, através deuma rota terrestre que se centrava no condado francês da Champagne. Flandres passou asediar feiras permanentes, que reuniam anualmente comerciantes e mercadorias-Rotas comerciais e feiras foram os grandes agentes impulsionadores do comércioeuropeu, assim, o crescimento urbano acompanhou esse Renascimento Comercial-As novas oportunidades abertas por essa nova economia urbana e de mercadoampliaram as fugas de servos dos feudos, mesmo porque a fixação em uma cidade podiasignificar a liberdade definitiva, já que, se uma pessoa residir em uma cidade duranteum ano e um dia, sem ser formalmente indiciado, tornava-se totalmente liberto de todassuas obrigações e culpas passadas
  3. 3. -Essas fugas fizeram com que os senhores feudais, ameaçados de ficar sem mão-de-obra, reduzissem a exploração sobre os servos, permitindo que os mesmos arrendassemsuas terras, produzissem nelas e vendessem sua produção, pagando uma quantia emmoeda pelo uso da terra. Esse processo de monetarização das obrigações servis fezcom que os servos, agora podendo acumular um excedente, tivessem o interesse emampliar a produtividade-Para isso, teriam de promover uma revolução nas técnicas agrícolas: o uso do aradopesado, as novas formas de atrelagem aos bois, a disseminação do processo de rotaçãotrienal (exemplo: 2 terras produzem e 1 descansa) do uso da terra ampliaram aprodução, gerando excedentes que contribuíram para o abastecimento dos centrosurbano e para o crescimento do comércio-Houve a criação de cidades, enquanto as antigas cidades romanas renasceram. Muitassurgiram em torno dos burgos (fortificações), sendo amuralhadas, servindo de abrigopara as populações vizinhas em caso de invasões-Os primeiros habitantes eram chamados de burgueses, denominação que passou aabranger todos os moradores-Antigamente, as cidades se organizavam em torno de um senhor, com seudesenvolvimento, passaram a buscar sua autonomia no movimento comunal. Pagandopor sua liberdade, ou lutando para consegui-la, as cidades adquiriram uma carta defranquia, documento que formalizava sua autonomia tributária, militar, administrativae jurídica. São chamadas de comunas na França-Esse crescimento da economia e da importância das cidades levou à necessidade deorganização das novas ou renovadas atividades, como o comércio. As cidades marítimasalemãs fundaram a Liga Hanseática, visando defender os interesses comuns dascidades comerciais da costa do Mar do Norte e do Báltico-Houve, além do comércio, a produção artesanal, a qual contava com as corporações deofício, as quais visavam preservar o monopólio da atividade econômica, banindo todaconcorrência e estabelecendo um equilíbrio entre a oferta e a procura, assim como asguildas visavam em relação ao comércio-Uma nova classe social surgia, denominada burguesia, composta por comerciantes,artesão e banqueiros, ao lado de uma nobreza
  4. 4. Formação das monarquias nacionais-A autonomia das cidades não sobreviveu a uma centralização que deu origem àsmonarquias nacionais-Fatores que levaram à centralização:*enfraquecimento da nobreza (devido ao comércio, ao excedente para os servos, fuga deservos, apenas o primogênito com as terras, deixando seus irmãos sem terra), ao mesmotempo que a mesma passava a conviver com a burguesia e com intensas revoltascamponesas que não podia deter, estando enfraquecida e contando apenas com a defesalocal-A sobrevivência da nobreza dependia de um poder forte (monarquia), capaz de conteros camponeses, a ascensão política da burguesia e garantir-lhes a manutenção de suasterras, de sua condição hegemônica e seu poder-Para a burguesia, uma centralização acabaria com a diversidade de moedas epadronizaria a tributação, o que permitiria um maior desenvolvimento comercial eterminaria com os pedágios. Além disso, essa monarquia significava uma redução depoder da Igreja, a qual começava o próprio meio de vida burguês, com a proibição àusura (empréstimo de dinheiro a juros) e ao lucro excessivo (considerado pecado)-A centralização foi efetuada através de três mecanismos: a força (exército), atributação (aumentar o lucro) e a justiça. Com um exército forte à sua disposição, o reipôde ampliar seus domínios, submeter o poder político da nobreza e, principalmente,aumentar sua arrecadação através da imposição de novos impostos-As leis feudais, baseadas nos usos e costumes, foram sendo substituídas por leisescritas com jurisdição sobre toda nação. A transformação da corte real no mais altotribunal de justiça consolidou a centralizaçãoMonarquia Francesa-Foi sob os reis da dinastia capetíngia que se iniciou um processo de fortalecimento ecentralização-O rei Filipe Augusto anexou a Flandres, até então pertencente aos ingleses. Ésignificativo que essa área não tenha sido cedida a nobres, permanecendo sob controledireto do rei. Foi durante seu reinado que, através das cartas de comuna, concedidaspela monarquia, surgiram as cidades que fariam a riqueza comercial da Flandres
  5. 5. -No reinado de Luís IX, surgiram iniciativas de centralização. O rei instituiu a moeda decirculação nacional e criou o direito de apelo, pelo qual qualquer um de seus súditospodia pelar para a corte real, fortalecendo-a em detrimento da justiça feudal (controletotal)-No reinado de Felipe IV, o Belo, a luta pela centralização foi direcionada contra aIgreja. Não penas ele dissolveu a Ordem dos Templários, apossando-se de seus bens,como também taxou os bens do clero. A medida fez eclodir um conflito com o papaBonifácio VIII, resultando na invasão de Roma e na captura do Papa. Com a morte domesmo, Felipe, o Belo, impôs um novo papa, Clemente V, e transferiu a sede do papadopara a cidade de Avignon-Isso deu origem ao Cisma do Oriente, no qual alguns estados europeus aderiram aonovo papado, enquanto outros se mantiveram fiéis a Roma, o que contribuiu para odeclínio da Igreja-A sucessão de Felipe, o Belo, foi conturbada e deu-se através de seus três filhos: LuísX, Felipe V e Carlos IV, os três morrendo sem filhos herdeiros. A morte de Carlos IVdeu origem a um conflito sucessório com a Inglaterra, o que levou à Guerra dos CemAnosMonarquia Inglesa-Na batalha de Hastings, o normando Guilherme, o Conquistador, derrotou o último reisaxão (Haroldo), fundando na Inglaterra a dinastia normanda-Apesar de algumas medidas centralizadoras, a pressão da nobreza por autonomia foimais forte durante toda a dinastia-Mesmo com a ascensão da dinastia Plantageneta, essa pressão não se alterou, já que osreis Ricardo I, Coração de Leão e João Sem-Terra, tiveram que se submeter às pressõesdos nobres e da Igreja, as quais atingiram seu nível mais alto quando os barões feudaisse rebelaram contra o rei João Sem-Terra, impondo-lhe a Magna Carta, a qual limitava orei, que não poderia aumentar os impostos ou alterar as leis sem o consentimento doGrande Conselho, formado pelo clero, condes, barões e, posteriormente, a burguesia,passando a ser nomeado Parlamento-Esse Parlamento se dividiu em Câmara dos Lordes (hereditário e vitalício), compostopela nobreza e Câmara dos Comuns, formada por representantes do povo-Apenas após a Guerra dos Cem Anos que a monarquia inglesa voltou a se fortalecer, jáque essa guerra fez com que eclodisse um sentimento nacionalista
  6. 6. O Sacro Império e a Igreja-A centralização do poder na Alemanha foi fortemente dificultada pelo Sacro Império epor seus vínculos com a Igreja Católica. Tal situação gerou constantes conflitos entre opoder imperial e o Papado, comprometendo uma centralização-A Igreja passou por um movimento reformista liderado pela Ordem de Cluny, quevisava aumentar a autoridade papal e combater a corrupção e o desregramento do clero,principalmente o nicolaísmo (casamento dos padres) e a simonia (comércio de benseclesiásticos)-A autoridade papal sobre o clero alemão era fraca, em razão da prática dos alemães deinvestir em bispos e abades com poderes condais, tornando-os funcionários imperiais(investidura laica). Quando Gregório VII, antigo monge de Cluny, tornou-se papa,buscou afirmar a independência da Igreja em relação ao poder imperial, tornandoinevitável um confronto com o imperador Henrique IV-Nesse conflito, denominado Querela das Investiduras, ambos os lados acabaram seenfraquecendo. O conflito teve início com a negativa do imperador Henrique IV emaceitar cardeais e bispos que haviam sido investidos pelo papa para ocupar terras daIgreja dentro dos limites do Império. No transcorrer dos acontecimentos, que incluírama excomunhão do imperador, a prisão do papa, a eclosão de uma guerra civil naAlemanha e a imposição, ambos os lados foram obrigados a fazer concessões-A conciliação veio com a Concordata de Worms, que criou a dupla investidura, aespiritual, feita pelo papa; e a temporal, pelo imperadorA Baixa Idade Média: as crises do século XVI e do século XV-Houve uma crise que afetou todos os aspectos da vida europeia (econômica, política esocial), em decorrência da impossibilidade da economia feudal fazer frente àstransformações que se intensificavam desde as Cruzadas-O desequilíbrio entre as técnicas rudimentares de cultivo e o crescimento demográfico,agravado pela saída de camponeses da terra em busca da riqueza urbana, resultou naincapacidade de alimentar a população. Isso levou à Grande Fome-Com a eclosão da Guerra dos Cem Anos, essa situação se agravou-A região de Flandres era feudatária dos reis da França desde sua conquista por FelipeII. Assim, ante uma crise sucessória da Monarquia francesa, viram a possibilidade de seapoderarem, não apenas de Flandres, mas do próprio trono francês
  7. 7. -A dinastia capetíngia na França encerrou-se com a morte do último filho de Felipe, oBelo, Carlos IV. Um dos pretendentes ao trono francês era Eduardo III, filho do rei daInglaterra, Eduardo II e da filha de Felipe, o Belo, Isabel. Com a morte de Carlos IV,Eduardo usou sua condição de neto de Felipe, o Belo para reinvindicar seus direitos aotrono francês. Porém, a nobreza francesa invocou uma antiga lei denominada Lei Sálica,onde nenhuma mulher poderia herdar e não poderia haver herança por linha feminina, oque prejudicava Eduardo, por possuir linha materna-Como rei da França, o primo de Carlos IV, Felipe IV, deu origem à nova dinastiafrancesa-Eduardo II acendeu ao trono inglês e passou a reivindicar seus direitor ao trono daFrança. A recusa francesa deu origem à Guerra, estremeada por longas tréguas, a qualterminou com Eduardo II renunciando à coroa francesa, recebendo em troca a suseraniasobre todas as áreas conquistadas-No reinado de Carlos V, os franceses conseguem recuperar parte dos territóriosperdidos evitando grandes batalhas. Em 1896, é assinada uma trégua de 20 anos, reflexodos problemas internos dos dois reinos: a realeza inglesa vinha enfrentando uma sériaoposição baronial. Na França, o rei Carlos IV enlouqueceu, dividindo o reino em doispartidos, os borguinhões, liderados pelo duque de Borgonha, e os armagnacs,comandados pelo duque de Orléans-A mortalidade causada pela Guerra foi ampliada pela Peste Negra, que penetrou naEuropa através dos navios que faziam contato comercial entre Europa e o Oriente-As condições europeias, marcadas pela miséria, desnutrição, péssimas condições dehigiene e crescimento desordenado das cidades, foram decisivas para que a epidemia seespalhasse de forma assustadora-Embora a peste tivesse origem urbana, sua expansão para o campo significou umamortalidade em massa dos camponeses, causando uma queda na produção agrícola, aalta generalização dos preços, a fome e o desabastecimento das cidades-Houve, em decorrência dessa crise, o crescimento de revoltas camponesas. A Françasofreu com a Jacqueries e a Inglaterra, posteriormente, com a revolta promovida porWat Tyler e o padre John Ball, os quais lideraram uma violenta revolta pela abolição daservidão
  8. 8. -As cidades enfrentaram problemas, com a rebelião dos jornaleiros e dos artesãos. Aalta dos preços dos alimentos fez com que grande parte da riqueza urbana fossedeslocada para a compra de comida. Ao mesmo tempo, as péssimas condições de vidada imensa maioria da população, confrontada com a riqueza eclesiástica, contribuiu parao crescimento das contestações ao poder da Igreja. Manifestações contrárias à Igreja(heresias) começaram a crescer-Internamente, criaram-se as Ordens Mendicantes, especialmente a dos Dominicanos ea dos Franciscanos, cujos membros viviam de caridade, em um flagrante contraste como luxo dos prelados. Era uma reação de dentro do clero contra o excessivo materialismoda IgrejaAs transformações culturais-O monopólio cultural da Igreja foi quebrado pela vitalidade urbana. Nas cidades,surgiram as universidades. O latim perde espaço para as línguas vulgares. Refletindo asmudanças, a Igreja criou o purgatório-Houve o crescimento do Humanismo, o qual foi a primera tentativa de superar oteocentrismo medieval e encontrar para vários fenômenos uma explicação baseada nohomem-A própria Teologia modificou-se. Tomás de Aquino procurou harmonizar as verdadesda fé com o método de raciocínio lógico, criado por Aristóteles-Foi dentro da Igreja que surgiram as Universidades medievais, utilizando como métodode ensino a escolásticaA crise do século XV-Superada a situação do século anterior, com o declínio da mortalidade e a retomada docrescimento demográfico, a mão de obra rural foi restabelecida, o abastecimento dascidades voltou a se normalizar e os preços dos alimentos caíram, possibilitando umaretomada do crescimento do comércio-Esse crescimento foi muito mais rápido que o do século anterior, já que todos oselementos conquistados para que o comércio se desenvolvesse já estavam atuantes(reabertura do Mediterrâneo, retomada dos contatos do Oriente, estabelecimento derotas comerciais, criação de cidades – Flandres-, organização da produção urbana,criação de um sistema bancário)
  9. 9. -Porém houve uma escassez de mercados, riquezas e moedas disponíveis na Europa,promovendo uma crise de crescimento. Para que o ritmo de crescimento da atividadeeconômica fosse intensificado, era necessário ampliar os mercados e obter novas fontesde metais preciosos. Impunha-se a descobertas não apenas de novas terras, mas tambémde uma nova rota para as Índias, livre de árabes, italianos e bizantinos-A saída viável para a superação dessa crise foi a Expansão Marítima, principal marcopara a construção do Mundo Moderno-Houve, ainda, elementos políticos importantes para as monarquias europeias,notadamente para Inglaterra e a França, diretamente ligados ao final da Guerra dos CemAnos, ocorrida em 1453. Nesse ano, os ingleses foram definitivamente expulsos, com amonarquia francesa consolidando seu domínio sobre parte ocidental de Flandres-Com a consolidação da monarquia francesa, o rei era, acima de tudo, o suseranomáximo, autoridade militar suprema. Em um processo de guerra, a tendência era anobreza se unir em torno e sob as ordens do rei. Em uma guerra longa, essa autoridadetende a se cristalizar, com o rei detendo a submissão dos nobres e o controle doExército. O aumento de prestígio da monarquia com a vitória, além do sentimentonacional francês e também da queda dos senhores feudais, foram decisivos para aconsolidação do Estado francês-A Inglaterra sofreu com a perda do comércio e de seus territórios na França, além daperda de prestígio da monarquia, abrindo espaço para reações da nobreza e lutas pelopoder-Houve uma violenta disputa pela sucessão real, envolvendo a família Lancaster(nobres mais tradicionais – rosa vermelha) e a York (nobreza ligada a interessesmercantis – rosa branca)-A Guerra das Duas Rosas, por 30 anos, dizimou a nobreza inglesa. O conflito sóterminou com a coroação de Henrique VII, Tudor. Herdeiro natural dos Lancaster, elecasou com Elisabeth York, celebrando uma aliança entre os dois principais ramos danobreza inglês. Os demais nobres que não pertenciam a essas família foram mortos.Tinha início o processo definitivo de fortalecimento da monarquia inglesa
  10. 10. O Renascimento cultural-O Renascimento significou a proposição de uma cultura terrena, laica, racional ecientífica, em oposição ao teocentrismo medieval. Esse movimento representou umacontinuidade da cultura humanística que começava a se desenvolver em decorrência daedificação do mundo urbano e burguês a partir do século XII-A cultura greco-romana inspirou o Renascimento, com o ideal de beleza e perfeição. ORenascimento tomou os valores clássicos, baseados na razão e na valorização dohomem-Constituiu-se, portanto, de uma nova manifestação cultural urbana e burguesa, quebrotou do declínio do mundo feudal, do desenvolvimento do comércio e das cidades, eda formação e ascensão da burguesia-Houve outro aspecto importante para o desenvolvimento renascentista, a centralizaçãodo poder político, gerando monarquias centralizadas-Nesse período, houve a intensificação dos contatos com o Oriente, notadamente com omundo islâmico, o que contribuiu para a superação da cultura europeia medieval, já queos árabes apresentavam um nível de conhecimento técnico e científico muito avançadoem relação à Europa feudal. E, através do contato com o mundo bizantino, os árabesintroduziram na Europa elementos do saber grego que haviam ficado à margem dacultura medievalItália, o berço do Renascimento-O Renascimento cultural é essencialmente italiano e as razões para isso são: a Itália erao berço da civilização romana e também recebeu muitos intelectuais bizantinos, queforam educados na cultura grega e que abandonaram o Império Bizantino decadente eexposto à crescente pressão dos turcos otomanos. Além disso, houve também oscontatos marítimo-comerciais, através do Mediterrâneo, entre as cidades portuáriasitalianas e o mundo árabe-Foi o forte desenvolvimento comercial e a forte urbanização que impulsionaram oRenascimento Italiano. A riquíssima burguesia que se formava nos centros urbanos donorte da Itália necessitava de mecanismos para justificar sua ascensão social e mesmoseu poder político. Uma das formas para isso foi através do patrocínio a artistas eintelectuais (mecenato)
  11. 11. Características do Renascimento-O Renascimento não se constituía em um movimento ateu, já que faziam esculturas deprofetas e santos, porém os colocavam no patamar humano e não divino-Buscou romper com o teocentrismo medieval, centrando sua preocupação no homem ena sua capacidade criadora-O antropocentrismo (homem no centro do universo) e o individualismo (compreensãodo homem como um ser único, diferente de cada um dos demais) encontram suaverdadeira origem no Humanismo greco-romano-Isso abriu espaço para a valorização da razão e da ciência em detrimento da fé, ondefenômenos naturais, por exemplo, são explicados pela ciência, fazendo com que aunidade de fé, dogma em que a Igreja se sustenta, seja confrontado pela diversidade doRenascimento-Entretanto, mesmo sendo caracterizado por uma grande produção e pela tentativa dedisseminar o conhecimento (com a invenção da imprensa por Gutenberg, por exemplo),o movimento nunca ultrapassou os limites da elite letrada, enquanto a religião erausufruída tanto pela elite, quanto pelo povoAs fases do Renascimento italiano-O Renascimento pode ser dividido em 3 fases: século XIV (Trecento), século XV(Quatrocento) e século XVI (Cinquecento)-Trecento: destacaram-se na pintura, Giotto, que humanizou a representação da figurahumana, na literatura, Petrarca, o pai do Humanismo, e Bocage, com erotismo e atitudesanticlericais-Quatrocento: destacaram-se os pintores Masaccio, que introduziu a técnica a óleo edifusor da pintura em perspectiva, Botticelli, que retratou figuras quase imateriais,buscando unir o Paganismo cao Cristianismo, Leonardo da Vinci, considerado o“hoemme renascentista”, atuando na pintura, filosofia, botânica e arte bélica-Cinquecento: destacam-se Nicolau Maquiavel, com a obra O Príncipe, a qual iniciou omoderno pensamento político. A língua italiana tornou-se literária. Destacaram-se, napintura, Rafael e Michelangelo
  12. 12. Renascimento fora da Itália-Na Alemanha surgiu a Reforma Luterana, onde Lutero reforma a Igreja. Ma Inglaterradestacaram-se Thomas Morus, autor de Utopia, no qual é proposta uma sociedadeperfeita, baseada no uso da inteligência e da razão, e o teatrólogo William Shakespeare,expondo a intensidade multifacetada da alma humana-Na França, Rabelais, com suas comédias, satirizou a Igreja e a repressão, exalgtando aliberdade e o individualismo-Na Espanha, destacaram-se Miguel de Cervantes, autor de Dom Quixote, em que opersonagem Dom Quixote representa os nobres que lutam contra inimigos imaginários(moinhos de vento)-Em Portugal, destacaram-se Gil Vicente, no teatro, e Luís Vaz de Camões, poeta de OsLusíadas, o maio épico (greco-latino) da língua portuguesaRenascimento Científico-O Renascimento induziu a estudos sobre a natureza física do homem e a um esforçopara uma melhor compreensão do mundo e de seus fenômenos-Na Astronomia, destacaram-se Nicolau Copérnico, com a teoria heliocêntrica (Sol nocentro do universo), Galileu Galilei, inventor do telescópio e Johan Kepler, que abriucaminho para a descoberta da lei da gravidade por Isaac Newton-Na Medicina, Miguel Servet e William Harvey descobriram o mecanismo de circulaçãosanguínea

×