Dissertação apresentação

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Dissertação apresentação

  1. 1. Profª Andreza Alves
  2. 2. <ul><li>Dissertar é debater, discutir, questionar, expressar ponto de vista, qualquer que seja. É desenvolver um raciocínio , desenvolver argumentos que fundamentem posições. É polemizar , inclusive, com opiniões e com argumentos contrários aos nossos. É estabelecer relações de causa e conseqüência, é dar exemplos, é tirar conclusões, é apresentar um texto com organização lógica das idéias. </li></ul><ul><li>Muito se discute sobre a fórmula mágica que nos ensinaria a redigir um bom texto, ou, para alguns, uma redação “nota dez”. Infelizmente, ou felizmente, não existe essa fórmula mágica, entretanto, se nos tornarmos leitores atentos de bons textos, assumindo uma postura crítica ante vários textos que se apresentam no nosso cotidiano, dominando recursos linguísticos básicos, refletindo sobre a realidade, é possível, aprimorar nossos próprios textos. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>AS QUALIDADES DE UM TEXTO </li></ul><ul><li>♦ Concisão: Significa não abusar das palavras para exprimir uma ideia. Deve-se ir direto ao assunto, e eliminar o que é desnecessário. </li></ul><ul><li>♦ Correção: A linguagem deve estar de acordo com a norma culta, ou seja, deve obedecer aos princípios estabelecidos pela gramática. </li></ul><ul><li>♦ Clareza: Consiste na manifestação de idéias de forma que possa ser rapidamente compreendida pelo leitor. Ser claro é ser coerente, não se contradizer, não confundir o leitor. São inimigos da clareza: a desobediência às normas da língua, os períodos muito longos, o vocabulário rebuscado, a imprecisão vocabular </li></ul>
  4. 4. <ul><li>OS DEFEITOS DE UM TEXTO </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>♦ Ambiguidade: Ocorre quando a frase apresenta mais de um sentido. Ex: Carlos, Mauricio saiu com sua namorada. </li></ul><ul><li>♦ Pleonasmo: Também chamado de redundância; consiste na repetição desnecessária de um termo ou de uma expressão. </li></ul><ul><li>Ex: A brisa matina da manhã enchia-o de alegria. </li></ul><ul><li>♦ Cacofonia: Consiste num mau som obtido pela união de sílabas finais de uma palavra com as iniciais de outra. Ex: Uma mão lava a outra. </li></ul><ul><li>Vou-me já. </li></ul><ul><li>♦ Eco: Consiste no emprego de uma sequência de palavras terminadas pelo mesmo som. Ex: A decisão da eleição causou comoção à população </li></ul>
  5. 5. <ul><li>DICAS PARA REDIGIR UMA BOA DISSERTAÇÃO </li></ul><ul><li>Só abordar na introdução e na conclusão o que realmente estiver no desenvolvimento; </li></ul><ul><li>Evitar períodos muitos longos ou seqüências de frases muito curtas; </li></ul><ul><li>Evitar, nas dissertações tradicionais, dirigir-se ao leitor; </li></ul><ul><li>Evitar as repetições exageradas e umas próximas das outras, tanto de palavras, quanto de informações; </li></ul><ul><li>Manter-se rigorosamente dentro do tema; </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Evitar expressões desgastadas, &quot;batidas&quot;; </li></ul><ul><li>Utilizar exemplos e citações relevantes; </li></ul><ul><li>Não usar religião como argumento; </li></ul><ul><li>Fugir das palavras muito &quot;fortes&quot;; </li></ul><ul><li>Evitar gírias e termos coloquiais; </li></ul><ul><li>Evitar linguagem rebuscada; </li></ul><ul><li>Evitar a argumentação generalizadora e baseada no senso comum ; </li></ul><ul><li>Não ser radical; </li></ul><ul><li>Ter cuidado com palavras duvidosas como coisa e algo , por terem sentido vago; preferir elemento , fator , tópico , índice , ítem , etc. </li></ul><ul><li>Após o título de uma redação não colocar ponto; </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Não usar chavões , provérbios , ditos populares ou frases feitas; </li></ul><ul><li>Não usar questionamentos no texto, sobretudo na conclusão; </li></ul><ul><li>Jamais usar a primeira pessoa do singular ou plural, a menos que haja uma solicitação do tema; </li></ul><ul><li>Repetir muitas vezes as mesmas palavras empobrece o texto; lançar mão de sinônimos e expressões que representem a idéia em questão; </li></ul><ul><li>Somente citar exemplos de domínio público, sem narrar seu desenrolar, fazendo somente uma breve menção; </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Ser direto e objetivo; </li></ul><ul><li>Nunca usar palavrões; </li></ul><ul><li>Não usar itens pessoais na sua dissertação. </li></ul><ul><li>Não se usar termos do tipo: ‘na minha opinião’, ‘eu acho’ </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Esquema da dissertação: </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Introdução -> 1 parágrafo. </li></ul><ul><li>Desenvolvimento -> 2 ou 3 parágrafos. </li></ul><ul><li>Conclusão -> 1 parágrafo. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Introdução </li></ul><ul><li>► Deve chamar a atenção do leitor. </li></ul><ul><li>► Deve conter sua posição sobre o assunto a ser comprovada no desenvolvimento. </li></ul><ul><li>► No caso de um tema bilateral ou polêmico deve conter os dois lados da questão, que serão desenvolvidas nos parágrafos seguintes. </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Você pode iniciar a introdução com: </li></ul><ul><li>1-Uma declaração (tema: liberação da maconha). </li></ul><ul><li>É um grave erro a liberação da maconha. Provocará de imediato violenta elevação do consumo. </li></ul><ul><li>2-Divisão (tema: exclusão social). </li></ul><ul><li>Predominam ainda no Brasil duas convicções errôneas sobre o problema da exclusão social: a de que ela deve ser enfrentada apenas pelo poder público e a de que sua superação envolve muitos recursos e esforços extraordinários. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>3-Alusão histórica (tema: globalização). </li></ul><ul><li>Após a queda do Muro de Berlim, acabaram-se os antagonismos leste-oeste e o mundo parece ter aberto de vez as portas para a globalização. </li></ul><ul><li>4-Uma pergunta (tema: saúde no Brasil). </li></ul><ul><li>Será que é com novos impostos que a saúde melhorará no Brasil? </li></ul>
  13. 13. <ul><li>Desenvolvimento. </li></ul><ul><li>Enumerar e desenvolver os argumentos. </li></ul><ul><li>Pode ser ilustrado com fatos jornalísticos (de conhecimento nacional). </li></ul><ul><li>No caso de tema bilateral de: </li></ul><ul><li>- Em um parágrafo enumerar os pontos positivos, em outro, os negativos. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>Conclusão. </li></ul><ul><li>Retoma o tema. </li></ul><ul><li>Dá uma solução (se possível) para o problema </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Como conviver criticamente com a tv </li></ul><ul><li>    </li></ul><ul><li>1º parágrafo->introdução-> recorte do tema </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Vivemos numa época em que a televisão é o meio de comunicação de maior expressão. Alguns programas nos auxiliam no cotidiano. No entanto, há outros que manipulam as informações e acabam por nos levar a falsas generalizações. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>2º parágrafo->desenvolvimento->pontos positivos da tv </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Dentre os benefícios proporcionados pela tv, podemos citar a informação rápida transmitida pelos telejornais, o lazer fácil, a difusão de cultura por meio de filmes e documentários, os programas educativos etc. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>3º parágrafo->desenvolvimento->pontos negativos da tv </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Por outro lado, ela revela-se um mau veículo devido ao grande poder de massificação e indução ao consumismo, manipulação de opiniões levando à alienação e deixando o indivíduo à mercê das mais diversas ideologias. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>4º parágrafo->conclusão->favorável com ressalvas </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Porém, apesar dos malefícios acima citados, não há meio de se acabar com tais problemas, resultando, desse modo, na convivência crítica com a realidade. A verdade é que a tv veio para ficar e a cada dia se torna mais sofisticada. Assim, o que se deve é investir maciçamente em educação, deixando ao encargo do telespectador a escolha do que lhe é útil. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>O pior inimigo é o invisível </li></ul><ul><li>1º parágrafo->introdução->recorte do tema </li></ul><ul><li>As diferenças biológicas e sociais sempre estiveram presentes na história homem, manifestando-se sob a forma de preconceitos. Acontece que nem sempre as coisas são assim tão fáceis e dicotômicas, havendo sempre, tanto em uma como em outra forma de discriminação, explícita ou dissimulada, prejuízo ao discriminado, em maior ou menor grau. Trata-se, pois, de considerar “o que seria menos pior”. </li></ul><ul><li>2º parágrafo->desenvolvimento->situação nos Estados Unidos </li></ul><ul><li>Como explica o editorialista, “as minorias americanas embrutecem o próprio discurso para tornarem visível o confronto”. Lá há um preconceito “aberto” contra negros, mulheres, homossexuais, hispânicos e outras minorias. Mas se refletirmos bem sobre o assunto, essa “clareza” é apenas aparentemente condenável, porque permite demarcarem-se os “guetos” e as personagens envolvidas no conflito, tornando legítimas as reivindicações por seus direitos. </li></ul><ul><li>3º parágrafo->desenvolvimento->ilustração do contexto americano </li></ul><ul><li>Pode-se citar, como exemplo, prédios onde residem exclusivamente gays. Tais edifícios ostentam bandeiras identificadoras do movimento, com as cores do arco-íris, facilitando o reconhecimento por toda sociedade. Do mesmo modo, há territórios demarcados para orientais, negros, mexicanos e outros. </li></ul><ul><li>4º parágrafo->desenvolvimento->no Brasil </li></ul><ul><li>No Brasil, porém, a situação é bem diferente. A ideologia do sistema escamoteia as diferenças de tratamento, exibindo um discurso cordial de superfície, enquanto na prática toda sorte de ardis são usados para barrar os negros, diminuir as mulheres, alijar os homossexuais, enfim rechaçar as minorias. O brasileiro “cordial” de Gilberto Freyre, se não apenas ficção, há muito deixou de existir. </li></ul><ul><li>5º parágrafo->desenvolvimento->ilustração </li></ul><ul><li>Exemplos desta surda e invisível discriminação dificilmente vêm à tona, pois as próprias vítimas raramente se queixam. Uma vez ou outra, todavia, alguns casos ganham os noticiários, como a agressão sofrida pela filha do governador do Espírito Santo, que só mereceu um breve espaço na mídia mercê da notoriedade de seu pai. </li></ul><ul><li>6º parágrafo->conclusão->tese favorável à explicitação dos preconceitos </li></ul><ul><li>Assim, não há dúvida de que as coisas têm que ser postas com clareza, sem ambigüidades e dissimulação, para que os próprios discriminados possam se munir de argumentos para reivindicar seus direitos. Como lucidamente o editorialista coloca, “por mais estúpida que possa parecer, essa é a única forma de não deixarem a guerra, que está sempre presente, ser vista como coisa do passado”. No Brasil, o “pior inimigo é o invisível”, pois hipocritamente ele permite que o discurso ideológico da cordialidade monte uma comédia no palco social, enquanto há uma triste tragédia se desenrolando nos bastidores. </li></ul>

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