Curso básico de redação aula 3

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Curso básico de redação aula 3

  1. 1. O TEXTO DISSERTATIVOProfessora Fernanda Braga
  2. 2. EXISTEM RECEITAS PARA FAZER UMABOA DISSERTAÇÃO? Não existem receitas, mas apenas métodos. A diferença é capital: a receita é do padronizado, o método é sob medida. Não é lendo um manual de natação que se aprende a nadar, é mergulhando na piscina. O mesmo vale para a dissertação. O conselho mais importante é o seguinte: para avançar, o único meio é fazer o máximo possível de planos. Pratique.
  3. 3. Estrutura Em geral para se obter maior clareza na exposição de um ponto de vista, costuma-se distribuir a matéria em três partes: Introdução: em que se apresenta a ideia ou o ponto de vista que será defendido; Desenvolvimento ou argumentação: em que se desenvolve o ponto de vista para tentar convencer o leitor; para isso, deve-se usar uma sólida argumentação, citar exemplos, recorrer a opiniões de especialistas, fornecer dados... Conclusão: em que se dá um fecho ao texto, coerente com o desenvolvimento, com os argumentos apresentados.
  4. 4. PLANEJANDO A DISSERTAÇÃO Quando queremos ir a algum lugar a que nunca fomos, costumamos, mesmo que só mentalmente, estabelecer um roteiro. Sem esse roteiro prévio, corremos o risco de ficar rodando à toa e não chegar ao destino e, caso tenhamos a sorte de chegar, teremos perdido muito tempo nessa tarefa. A elaboração de um texto, principalmente dissertativo- argumentativo, não é diferente: se não tivermos um plano ou um roteiro previamente preparados, correremos o risco de ficar dando voltas em torno do tema, sem chegar a lugar algum.
  5. 5. VIOLÊNCIA SOCIAL Atualmente, um dos grandes problemas que afetam a vida de umasociedade, é a violência nela inserida. Violência essa que devido avários fatores, segundo sociólogos, psicólogos e outros estudantes dasciências humanas, será praticamente impossível de ser eliminada. A dificuldade na solução deste problema está na complexidade domesmo. Várias são as causas e para cada uma se faz necessária umamedida especial, medidas essas que muitas vezes são impossíveis deserem colocadas em prática. A violência pode ser gerada pela própria sociedade, por criseseconômicas, por um problema mental do individua, pelo grande númerode adeptos ao uso de drogas, e por uma enorme série de outrosfatores. Devido as perspectivas quase que inexistentes em uma solução acurto ou médio prazo para a questão da violência, o melhor a fazer, é seprecaver para não se tornar mais uma vítima de uma dos problemasmais sérios da nossa sociedade. (Redação de aluno)
  6. 6. VIOLÊNCIA SOCIAL A violência no Brasil acontece pela diferença econômica e socialque existe nas sociedades nacionais. O Brasil está mudando, crescendo e progredindo, só que aindaexiste a má distribuição de renda para as populações. Assim o“cidadão” privilegiado vivendo na pobreza, na miséria fica revoltado etem como solução de vida violentar os outros para sobreviver. Para outros a sobrevivência formada na miséria é se adaptar asdrogas para fugir da realidade e não saber o que se faz. Dentro dessas desigualdades encontra-se o comércio clandestinode armas que se transforma em um ato comum do dia-a-dia do cidadão.A arma é usada como um utensílio “doméstico”. Entretanto o Estado deve dar prioridades a classe baixa,investindo em educação, moradia, saúde, uma distribuição de rendabem feita, para chegarem numa condição de vida melhor e para queesta parte social não tenha necessidades de procurarem e violentaremoutras pessoas para terem uma vida decente.
  7. 7. ESQUEMA-PADRÃO Inicialmente, é preciso não confundir esquema com rascunho. Cada texto dissertativo-argumentativo, dependendo do tema e da argumentação, pede um esquema. Esquema, portanto, é um guia no qual colocamos, em frases sucintas, o roteiro a ser seguido para a elaboração do texto.
  8. 8. ESQUEMA I TÍTULO1º PARÁGRAFO: TEMA + ARGUMENTO 1 + ARGUMENTO 22º PARÁGRAFO: DESENVOLVIMENTO DO ARGUMENTO 13º PARÁGRAFO: DESENVOLVIMENTO DO ARGUMENTO 24º PARÁGRAFO: REAFIRMAÇÃO DO TEMA + OBSERVAÇÃO FINAL
  9. 9. ESQUEMA II TÍTULO1º PARÁGRAFO: APRESENTAÇÃO DO TEMA2º PARÁGRAFO: CAUSA (COM EXPLICAÇÕES ADICIONAIS)3º PARÁGRAFO: CONSEQUÊNCIA (COM EXPLICAÇÕES ADICIONAIS)4º PARÁGRAFO: REAFIRMAÇÃO DO TEMA + OBSERVAÇÃO FINAL
  10. 10. ESQUEMA III TÍTULO1º PARÁGRAFO: APRESENTAÇÃO DO TEMA2º PARÁGRAFO: ASPECTOS FAVORÁVEIS3º PARÁGRAFO: ASPECTOS CONTRÁRIOS4º PARÁGRAFO: POSICIONAMENTO PESSOAL EM RELAÇÃO AO TEMA + OBSERVAÇÃO FINAL
  11. 11. ESQUEMA IV TÍTULO1º PARÁGRAFO: APRESENTAÇÃO DO TEMA2º PARÁGRAFO: ÉPOCA MAIS DISTANTE3º PARÁGRAFO: ÉPOCA MAIS PRÓXIMA E ÉPOCA ATUAL4º PARÁGRAFO: RETOMADA DO TEMA AGORA SOB UMA PERSPECTIVA HISTÓRICA
  12. 12. Tipos de introdução: Definição: Pode-se começar a dissertar fazendo uma definição do tema, para atribuir maior clareza e objetividade ao texto.Violência é...A violência se caracteriza como....Um ato é violento quando...Existe violência se...
  13. 13.  Comparação: Tem-se também a opção de começar, buscando uma definição do tema por comparação.A violência é como...A violência é semelhante a...A violência parece-se com..., lembra...
  14. 14.  Citação: Pode-se ainda iniciar o texto com uma citação relativa ao tema. Uma frase interessante, um verso, um fragmento... O ideal é que a citação seja feita do modo clássico: entre aspas, reproduzindo exatamente as palavras do autor e com indicação da fonte de onde foi retirada. Em seguida, faz-se uma pequena análise, um breve comentário a respeito da opinião citada, expondo, ao mesmo tempo, nosso ponto de vista sobre o assunto.
  15. 15.  Histórico: o início do texto pode fazer um histórico, uma explanação rápida do tema através dos tempos, dando ao tema uma abordagem temporal. Antes, a violência era “X”; agora é... Ontem, a violência era “X”; hoje é “Y”; amanhã será... Depois do histórico, apresenta-se a tese e inicia-se a argumentação.
  16. 16.  Exemplo: Pode-se também escolher um fato-exemplo expressivo para iniciar o texto. Em seguida, fazemos uma análise interpretativa desse exemplo – que poderá ou não ser retomado mais adiante – , revelando nossa visão sobre o tema. Iniciar uma dissertação a partir de um exemplo dá concretude e comunicabilidade ao texto.
  17. 17.  Estatística: Pode-se começar a redação pela apresentação de um dado estatístico esclarecedor sobre o tema. O procedimento é praticamente idêntico ao de iniciar o texto pela exemplificação. Resumo: Um resumo daquilo que se pensa sobre o assunto da redação é uma das possibilidades de início. O começo da dissertação funcionaria, assim, como uma espécie de índice, de sumário do texto, em que se apresentaria de modo sintético o tema, o ponto de vista e a argumentação.
  18. 18. A IMPORTÂNCIA DO EXEMPLO Os exemplos dão vida ao texto. Esclarecem o raciocínio. Iluminam a compreensão. Intensificam o processo de persuasão, expondo as ideias de modo concreto. Não só ilustram o texto, mas levam o leitor a sentir, a pensar, a viver.
  19. 19. 1. Leia atentamente o texto seguinte.Numa sociedade marcada por desigualdades, como abrasileira, o ato de votar é o momento em que todossão realmente iguais, ao exercer seu direito decidadania. Há que considerar, no entanto, acontrapartida dos deveres.Cidadão consciente é aquele que, capaz de exercerseus direitos, cumpre também com seus deveres.2. Redija um texto dissertativo, com argumentos, arespeito da afirmação em negrito.3. Sua dissertação deverá ter no mínimo 20 e nomáximo 30 linhas, considerando-se letra de tamanhoregular.
  20. 20. DIREITOS E DEVERESVotar é um ato que coloca os cidadãos em um mesmo nível. As diferençasdesfazem-se pelo exercício da cidadania no dia das eleições, e esse eventonos propõe uma singela reflexão. A conscientização política pressupõe duploreconhecimento: um, da capacidade de exercer direitos; o outro, documprimento de obrigações.O cumprimento dos deveres de cidadania pode dar-se de dois modos: pelacoerção do estado ou deliberadamente. O modo que aqui se focaliza é pelamaneira deliberada, pela espontaneidade, é evidente. E isso, convenhamos,só poderia ocorrer como fruto da conscientização.De um direito podemos até abrir mão, pois, na maioria das vezes, isso ocorre,exclusivamente, em prejuízo de quem assim o decide. Já, na esfera dasobrigações, a desistência não é um instituto legítimo. Os direitos, em suaquase totalidade, são passíveis de opção de quem os exerce. Possibilidadeesta que jamais ocorre com as obrigações. Estas devem ser cumpridas de ummodo ou de outro, conforme tratamos acima.A consciência do cumprimento de seus deveres é o maior indício dematuridade política do civilmente capaz, uma vez que a realização deliberadados atos de obrigação é o passaporte do cidadão para a vida em comunidade.

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