Texto dissertativo argumentativo

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Estrutura do texto dissertativo-argumentativo

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Texto dissertativo argumentativo

  1. 1. TEXTO DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO Considerações gerais e modelos estruturais de argumentação.
  2. 2. ESTRUTURAS INDEVIDAS NA REDAÇÃO  Formas reduzidas ou contraídas: pra (para); tô (estou); tá (está); né (não é); peraí (espere aí); cê (você); taí (está aí).  Palavras de articulação entre ideias (repetidas em excesso) que substituem conjunções mais exatas: então, daí; aí; e; que.  Sinais utilizados na fala para orientar a atenção do ouvinte: bem, bom, veja bem, certo? viu? entendeu? de acordo? não sabe? Sabe?
  3. 3. Verbos de sentido muito geral (dar, ficar, dizer, ter, fazer, achar, ser, colocar) no lugar de verbos de sentido mais exato. Gírias e coloquialismos: papo, enche, velho, tipo assim, pega leve, beleza, se toca, rolando um papo, sem essa. Inconsistência no uso de pronomes: a gente, nós.
  4. 4. MECANISMOS LINGUÍSTICOS DE ARTICULAÇÃO ENTRE AS IDEIAS (COESÃO) Recursos coesivos (elos coesivos) - A manutenção do tema - A ordem das palavras no período - As marcas de gênero e de número - As preposições - Os pronomes pessoais - Os tempos verbais - Os conectivos
  5. 5. ESTRATÉGIAS DE COESÃO  Coesão referencial: se constrói pela menção de elementos que já apareceram, ou vão aparecer, no próprio texto.  Para a efetivação dessas remissões, são empregados: pronomes pessoais, possessivos, demonstrativos ou expressões adverbiais que indicam localização (a seguir, acima, abaixo, anteriormente, aqui, onde etc.).  Ex: A explosão da informação é uma das causas do estresse do homem moderno. Ela pode provocar diversas formas de ansiedade.
  6. 6.  Coesão lexical – é a manutenção da unidade temática do texto.  Pode-se estabelecer uma corrente de significados através do uso de sinônimos, ou, ainda, pelo emprego de expressões equivalentes para substituir termos já usados,  Ex: O Doutor Carlos concedeu entrevista no intervalo do congresso. O cientista entrevistado reconhece que, a partir do emprego dos conhecimentos científicos, é possível racionalizar os sistemas de produção. Agora esse estudioso quer contribuir para a democratização do saber.
  7. 7.  Coesão por elipse – é a omissão de elementos facilmente identificáveis ou que já tenham sido citados anteriormente.  Algumas vezes, essa omissão é marcada por uma vírgula. Pronomes, verbos, nomes e frases inteiras podem estar implícitos.  Exemplo de omissão de sujeito da oração: A metodologia científica é um conjunto de atividades sistematizadas, racionais, que, com segurança e economia, permite que os objetivos sejam atingidos. Implica a concepção das ideias quanto à delimitação do problema dentro do assunto.
  8. 8. Coesão por substituição - substantivos, verbos, períodos ou largas parcelas de texto são substituídos por conectivos ou expressões que resumem e retomam o que já foi dito, assegurando a sua sequenciação. Exemplo: diante do que foi exposto; a partir dessas considerações; diante desse quadro; em vista disso; tudo o que foi dito etc.
  9. 9. REFERÊNCIA PARA A REDAÇÃO DO ENEM: COMPETÊNCIAS  Competência I – demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa;  Competência II – compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas do conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo;  Competência III – selecionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista;
  10. 10.  Competência IV – demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação;  Competência V – elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.
  11. 11. EXEMPLO DA COMPETÊNCIA V  (...) Diante do exposto, a sociedade civil, os políticos e os cidadãos comuns têm que unir esforços para que o processo imigratório brasileiro inclua os estrangeiros e não os exclua. Para isso se concretizar, faz-se necessário que ONG’s distribuam cartazes e ministrem palestras que conscientizem a população. Os políticos podem fazer uma campanha para legalizar os imigrantes ilegais e os cidadãos podem incluí-los socialmente. Assim maximizar-se-iam os benefícios e minimizar- seiam os malefícios dessa imigração no Brasil.
  12. 12. SITUAÇÕES QUE LEVAM A NOTA ZERO  Dirigir-se ao avaliador ou escrever em língua estrangeira, por exemplo (anulada);  Fuga ao tema  Não atendimento ao tipo textual.  Texto com impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação.  Desrespeito aos direitos humanos.  Parte deliberadamente desconectada com o tema proposto
  13. 13. ESQUEMA ESTRUTURAL I 1º parágrafo (Introdução) Tese + três argumentos 2º parágrafo Desenvolvimento do 1º argumento 3º parágrafo Desenvolvimento do 2º argumento 4º parágrafo Desenvolvimento do 3º argumento 5º parágrafo (Conclusão) Retomada da tese + proposta de intervenção que respeite os diretos humanos
  14. 14. ESQUEMA ESTRUTURAL II 1º parágrafo – Introdução Tese + encaminhamento por causa e consequência 2º parágrafo Apresentação de uma possível causa e seu desenvolvimento 3º parágrafo Apresentação de uma possível consequência e seu desenvolvimento 4º parágrafo Retomada da tese e apresentação das expectativas + proposta de intervenção
  15. 15. REFLEXÕES A PARTIR DO ENCAMINHAMENTO CAUSA E CONSEQUÊNCIA O que causou essa situação/esse problema? O que motivou essa atitude? O que pode acontecer a partir desse fato? O que esse acontecimento pode gerar de bom ou ruim para a sociedade?
  16. 16. ESQUEMA ESTRUTURAL III 1º parágrafo (Introdução) Apresentação do tema através de uma tese + Posição genérica 2º parágrafo (Desenvolvimento) Discussão dos aspectos favoráveis 3º parágrafo (Desenvolvimento) Discussão dos aspectos contrários 4º parágrafo (Conclusão) Retomada da tese + proposta de intervenção que respeite os direitos humanos
  17. 17. EXEMPLO A IMPLANTAÇÃO DA PENA DE MORTE NO BRASIL Não é de hoje que, no Brasil, vem-se discutindo acaloradamente sobre a implantação da pena de morte, sem que se tenha posição firmada, já que se trata de questão bastante polêmica. Os que defendem a pena de morte argumentam a partir do fato de ser o nosso país detentor de um alto índice de criminalidade de diversas naturezas. Essa legislação viria intimidar os assassinos perigosos, impedindo-os de cometer os crimes denominados hediondos. Acrescentam, ainda, a certeza de, com ela, vermos resolvido o problema da superlotação dos presídios. Outros, no entanto, não aceitam a ideia de um ser humano tirar a vida de um semelhante, por mais tenebroso que seja o delito cometido. Argumentam
  18. 18. que injustiças seriam cometidas nos julgamentos de cidadãos inocentes, em um país onde o sistema judiciário é falho. Apóiam-se, além disso, em princípios religiosos que desdenham a ideia e ainda citam que em algumas partes do mundo onde a pena de morte foi implantada crimes bárbaros não deixam de acontecer. Diante do exposto, percebemos o quanto é difícil estabelecer uma posição definitiva sobre o assunto, mas o que todos nós gostaríamos de ver acontecer é que o país passasse por uma profunda reformulação, atingindo o combate às causas de tantos crimes violentos que fazem parte do nosso dia-a-dia.

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