Leitura de cenário da américa latina a partir da missão

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Material didático destinado a Agentes de Pastoral, Padres e religiosos(as), com leitura de cenário interdisciplinar em vista da evangelização.

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Leitura de cenário da américa latina a partir da missão

  1. 1. Leitura de cenário da América Latina a partir da missão (Versão didática, para refletir, discutir, corrigir e acrescentar) Afonso Murad
  2. 2. • Impossível fazer uma leitura completa da realidade atual:- Complexa (muitas dobras)- Transversal- Em contínua mudança É preciso recorrer a sínteses provisórias...
  3. 3. Muitos olhares Econômico: produção e consumo de bens e serviçosReligioso: Social: relação Acesso aos com o bens Sagrado produzidos Cultural: a vida cotidiana, a elaboração de sentidos
  4. 4. OLHAR ECONÔMICO-SOCIAL• Consolidação do mercado global, sem fronteiras. Grandes corporações  interdependência e fragilidade.• Desenvolvimento do setor de serviços, agronegócio, mineração e combustíveis.• Competição: sobrevive quem tem gestão profissional, conhece o mercado e a sociedade e inova os processos.• Quem pode controlar esta força? Busca de governança corporativa global.
  5. 5. • Grande fonte de riqueza hoje não é o patrimônio material (prédios, terra), mas sim o saber e a informação.• Redução crescente de mão de obra formal. O sistema econômico gera riqueza e produz pobres.• Consolidação do mercado financeiro, que pode levar o mundo ao caos.
  6. 6. • Crise das grandes economias mundiais (Europa e Estados Unidos). Crescimento dos emergentes -> Ilha de prosperidade e de consumo.• Na base da pirâmide econômica: países que não contam para o mercado.• Grande impacto ambiental: destruição das comunidades de vida nos solo, na água, no ar.• Os pobres do terceiro mundo invadem as sociedades ricas: migrantes
  7. 7. • Novas formas de pobreza e exclusão: população sem casa, meninos e meninas de rua, prostituição infanto-juvenil.• Redução de recursos europeus para projetos sociais
  8. 8. O desafio da política• Governos populistas: mãe dos pobres e pai dos ricos.• Corrupção em todos os níveis: legislativo, executivo, judiciário.• Cooptação das lideranças populares.• Ondas de privatização e de estatização.
  9. 9. A economia paralela• Narcotráfico• Tráfico de seres humanos: prostituição e órgãos.• Venda de armas• Contrabando de produtos chineses e vietnamitas, fragilizando as economias locais.
  10. 10. Oportunidades (kairós)• Crescimento da responsabilidade social e ambiental das organizações (verdadeira ou mercadológica)• Aumento das organizações sociais em nível local e mundial -> globalizar a solidariedade através de redes efetivas.• Articulação do Fórum Social Mundial e da Cúpula dos povos: um outro mundo possível.
  11. 11. • Colaboração na organização dos pobres: socioeconomia solidária, acesso ao saber e à informação, inclusão digital, inovação tecnológica, agricultura orgânica.• Presença pastoral junto às novas formas de pobreza, ajudando pessoas e grupos a superar sua situação (do assistencialismo para o protagonismo popular).
  12. 12. • Presença das organizações religiosas nos organismos de definição e controle das políticas públicas (conselhos, fóruns, representações).• Iniciativas de educação ambiental, sobretudo para crianças e jovens.
  13. 13. • Parcerias com o poder público (governo municipal, provínci a ou país) para promover iniciativas sociais.• Presença junto aos migrantes urbanos e internacionais.
  14. 14. OLHAR CULTURAL• Cultura: espaço humano de produção de significados pessoais e coletivos.• O mercado global procura padronizar o jeito de viver e de pensar de todos (valores, comportamentos, roupas, comi da)  transformá-los em consumidores.
  15. 15. • Desvalorização ou destruição das culturas locais (etnias, comunidades tradicionais).• Negativo: Perda de raízes, perda de valores• Oportunidade: Superação do fatalismo, do machismo e dos dominadores locais.• Urbanização desequilibrada. Eclosão da cultura suburbana dos bairros.
  16. 16. • Cresce a cultura da imagem e da mídia: existe o que aparece. Consolidação da TV, do rádio e da Internet.• A pós-modernidade transversal: – subjetividade extrema, – liquidez nas relações e nos compromissos.
  17. 17. • Juventude pós-moderna: muitas antenas, poucas raízes.• Perda do passado e do futuro. Resta somente o agora.• Crise dos valores  depressão, droga, vazio, violência.
  18. 18. Espaço e tempo• Modificou-se a noção de espaço. As pessoas se aglutinam por interesse, e não por proximidade geográfica.• Também é outra percepção do tempo. Predomina o “hoje” e o “agora”. Possibilidade: romper fronteiras locais. Risco: fugacidade e perda de sentido da história e do futuro, como projeto sonhado e construído.
  19. 19. • A Internet: não somente instrumento de comunicação, informação e trabalho, mas também promotora de relações mediatizadas (redes sociais, vídeos partilhados..).• A internet reforça esta nova noção de tempo e espaço. O virtual se torna uma forma de real. Risco: o acesso sem critério desnorteia e descentra as pessoas.
  20. 20. Uma sociedade plural• Valoriza-se o plural, a coexistência das diferenças. Isso impacta até na forma de conceber as categorias interpretativas (Ex: as juventudes, as infâncias).• A eclosão da questão de gênero e das identidades sexuais.• Novos núcleos familiares.
  21. 21. Oportunidades (kairós)• Inculturação: entrar nas culturas, compreendê-las por dentro. Sobretudo: indígenas, negras e mestiças. Superação da dominação cultural ocidental.• Questão de Gênero: novos lugares sociais para homens e mulheres.
  22. 22. • Resgate dos pobres e das culturas oprimidas pela arte: música, dança, artesanato, pintura, cant o...• Utilização da mídia (rádio, vídeo, Internet) nos processos de educação e evangelização.
  23. 23. OLHAR RELIGIOSO• Dois movimentos aparentemente contrários: aumento do número de indiferentes e volta ao Sagrado.• As pessoas buscam as religiões para conquistar a paz interior, a saúde, a sobrevivência, ou o sentido da vida.• Uma religiosidade sem religião?
  24. 24. • Conflito entre a religião de diálogo e conscientização e a religião mágica e do poder.• O fenômeno do pentecostalismo e do neopentecostalismo.
  25. 25. • Alguns grupos religiosos querem enfrentar a crise de valores da sociedade, fortalecendo os ritos e as normas. Em vez do diálogo, o gheto.• Risco de intolerância e conservadorismo em todas as religiões e igrejas.• Crescimento da religião de mercado.
  26. 26. Oportunidades (kairós)• Pluralidade religiosa: diálogo interreligioso e ecumênico, não a partir da doutrina, e sim da prática do amor e da mística.• A fé uma opção pessoal, assumida pelo sujeito.
  27. 27. • Inculturação e diálogo com as culturas: encarnar-se, perceber as luzes e as sombras.• Constituição de redes efetivas, além dos próprios muros.
  28. 28. • Missão ad Gentes como experiência de partilha, aprendizagem e ensino.• Valorização da mística como iluminação (mais do que devoções e ritos).• Serviço gratuito aos pobres, como sinal da bondade de Deus.
  29. 29. Para reflexão e discussão• Que elementos apresentados ajudaram a compreender sua realidade local?• Quais oportunidades lhe pareceram adequadas para sua prática pastoral?• O que você quer acrescentar ou reposicionar nesta análise? (Versão 2012- sugestões para murad4@hotmail.com)

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