03 arte neoclássica

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03 arte neoclássica

  1. 1. A arte neoclássica a estética do iluminismo: o regresso à ordem a arquitetura neoclássica http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
  2. 2. Uma nova atitude crítica floresceu no século XVIII com o advento do iluminismo; O iluminismo que defendia a Razão, o Progresso, a Liberdade, a procura da Felicidade criou Uma estética própria que tinha por base o estudo e a escolha do útil e do belo na Natureza e obras dos Antigos (Grécia e Roma); Jean François Chalgrin, Arco do Triunfo, Paris Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 2
  3. 3. Era a procura de: Soluções técnicas engenhosas; Simplicidade estrutural; Clareza e regularidade das formas; Harmonia de proporções; Equilíbrio e sobriedade decorativa; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 3
  4. 4. O Neoclassicismo deve ser entendido como uma nova procura do ideal clássico de beleza; Numa época de mudança em que se procede ao desmoronamento do antigo regime; A arte procura expressar os ideais da nova sociedade que se proclama liberal, igualitária e fraterna; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 4
  5. 5. Trata-se de uma recriação e não uma cópia, Orientada pela razão e fundamentada no conhecimento científico do mundo clássico, De modo a construir uma arte ideal; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 5
  6. 6. A arte deve instruir, o artista deve ser um educador público ao serviço do povo; O Neoclassicismo foi uma arte intelectualizada e racional que procurou O virtuosismo e a beleza idealizada dos Antigos, Alcançados através de aprendizagens rigorosas, feitas nas Academias; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 6
  7. 7. A arte Neoclássica tornou-se a expressão do triunfo das conceções iluministas e a arte da revolução em todo o mundo; Era o regresso à ordem, que correspondia aos interesses de uma nova ideologia revolucionária e à criação de uma arte mais intelectualizada; As Academias contribuíram para um ensino rigoroso da arte; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 7
  8. 8. Johann Joachim Winckelmann (1717-1768), foi um dos teóricos do neoclassicismo, publicou vários livros; Anton Rafael Mengs (1728-1779) foi outro dos grandes teóricos; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 8
  9. 9. Porcelanas de Sévres Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 9
  10. 10. As viagens de estudo, sobretudo à Itália, Grécia e Egipto tornam-se populares entre a burguesia, surge o Grand Tour; Desenvolve-se o gosto pelo colecionismo que iria dar origem ao aparecimento dos primeiros museus; Os princípios da arte também se aplicam às “artes menores” contribuindo para a divulgação do estilo; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 10
  11. 11. São publicados livros de gravuras e desenhos divulgando a arte grega e romana; Um dos principais desenhadores foi Piranesi; Foram descobertas as cidades romanas de Herculano e Pompeia; Gravuras neoclássicas Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 11
  12. 12. Mapa da expansão do neoclassicismo e do romantismo Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 12
  13. 13. A arquitectura neoclássica Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 13
  14. 14. Victor Louis, Grande Teatro de Bordéus, 1782 Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 14
  15. 15. J. Germain Soufflot, Igreja de Santa Genoveva ou Panteão de Paris Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 15
  16. 16. J. Germain Soufflot, Igreja de Santa Genoveva ou Panteão de Paris Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 16
  17. 17. Fachadas e plantas tipo de neoclássico Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 17
  18. 18. John Soane, Casa Tyringham (1797), Inglaterra Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 18
  19. 19. Robert Smirke, Museu Britânico, 1847, Londres Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 19
  20. 20. Os arquitetos do neoclássico realizaram pesquisas e experimentações; Procuraram conciliar a estética estrutural e formal clássica com os novos sistemas construtivos, as novas maquinarias e novos materiais (ferro fundido); Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 20
  21. 21. Existe uma maior preparação escolar, surgem as Academias (Escola Politécnica de Paris (1795), foi a primeira); A arquitetura não foi uma cópia da grega ou romana, procuraram responder às necessidades do seu tempo com originalidade; Embora inspirada nos cânones estruturais, estéticos e formais clássicos (Grécia e Roma); Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 21
  22. 22. Criou novas tipologias: hospitais, museus, escolas, estações de caminho-de-ferro, etc.; Procurou satisfazer as novas necessidades culturais, económicas, sociais e políticas da época, quer no sector público quer no privado; Giuseppe Piermarini, Teatro La Scala, 1778, Milão Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 22
  23. 23. Características gerais da arquitetura neoclássica: Utilizou os materiais clássicos (pedra, mármore, madeiras, etc.; Mas igualmente os modernos: ladrilho cerâmico, ferro fundido e exploraram as potencialidades destes novos materiais; Robert Smirke, Museu Britânico, 1847, Londres Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 23
  24. 24. Usaram processos técnicos, por vezes complexos, do seu tempo, contudo os sistemas construtivos simples (trilítico e o arco redondo) foram os preferidos; Plantas utilizaram formas regulares, geométricas e simétricas (quadrado, retângulo, círculo); Surgem as primeiras preocupações funcionalistas; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 24
  25. 25. Os volumes eram maciços com uma decoração contida; A cobertura dos edifícios, para além do teto plano, abóbadas de berço cúpulas (sobretudo nas zonas centrais das construções, cobriam os salões); Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 25
  26. 26. À estrutura arquitetónica era aplicada a gramática decorativa clássica: pórticos colunados, entablamentos, frontões, frisos, etc.; Utilizavam as ordens gregas e romanas (dórica, jónica, coríntia, compósita) mas utilizavam com liberdade os seus cânones métricos; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 26
  27. 27. Leo von Klenze, Gliptoteca de Munique, 1830 Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 27
  28. 28. Os espaços interiores são pensados, organizados segundo critérios geométricos e com preocupações funcionalistas; A decoração de interiores recorreu a elementos estruturais clássicos: pintura mural, relevo, mas era contida; Robert Adam, biblioteca da Kenwwod House, átrio da Kedleston House Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 28
  29. 29. Estas características visavam objetivos específicos: Evidenciar a racionalidade, robustez, sobriedade, simplicidade, monumentalidade, simetria; Era uma decoração fundamentalmente estrutural; Nas moradias procuraram o conforto e uma elegância discreta; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 29
  30. 30. Tipologias: Inspiração clássica direta com base na basílica e panteão romanos e no templo grego; Novas tipologias: hospitais, museus, escolas, cafés, bancos, repartições públicas, etc.; A encomenda civil (pública ou estatal) cresceu tanto que enviou para segundo lugar a encomenda religiosa; A arquitetura neoclássica expandiu-se por toda a Europa e América; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 30
  31. 31. As reformas urbanísticas levadas a cabo em muitas metrópoles europeias nos finais do século XVIII e princípios do século XIX foram marcadas pela estética neoclássica; John Wood (pai e filho), reformulação urbanística de Bath, Inglaterra Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 31
  32. 32. Principais características do urbanismo neoclássico: Racionalização dos espaços urbanos (grandes vias unindo as praças principais; Ordenação e regularização dos edifícios; Geometrização da malha urbana; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 32
  33. 33. França Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 33
  34. 34. J. Germain Soufflot, Igreja de Santa Genoveva ou Panteão de Paris Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 34
  35. 35. Um dos núcleos iniciais do neoclássico de inspiração na estética romana; Foi a arte da Revolução Francesa; Baseada num academismo rigoroso; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 35
  36. 36. Principais arquitectos neoclássicos franceses: Jacques-Ange Gabriel (1698-1782); Jacques-Germain Soufflot (1713-80); Jean François Chalgrin (1739-1811); François-Joseph Bélanger (1744-1818); Victor Louis (1731-1800); Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 36
  37. 37. Surgiu o neoclássico utópico, que utilizou formas geométricas puras (cilindros, cubos etc.) sem decoração; Principais arquitetos do neoclassicismo utópico: Étienne-Louis Boullée (1728-99); Claude-Nicolas Ledoux (1737-1806); Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 37
  38. 38. Claude Nicolas Ledoux, projecto para uma casa, 1804 Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 38
  39. 39. Boullée, Cenotáfio (Monumento fúnebre) a Isaac Newton, projecto de 1784 Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 39/
  40. 40. Inglaterra Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 40
  41. 41. John Soane, Banco de Inglaterra, 1794 Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 41
  42. 42. James Gibbs, Radcliffe Camera, 1749, Oxford Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 42
  43. 43. Lord Burlington, Richard Boyle, Chiswick House, 1725 Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 43
  44. 44. Na Inglaterra o neoclássico foi denominado de Neopalladianismo, que se inspirou diretamente nos cânones renascentistas; Neopalladianismo – tendência neoclássica em Inglaterra que se inspira nas ideias do arquiteto renascentista italiano Andrea Palladio (1508-80), que trabalhou em Inglaterra; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 44
  45. 45. Nesta época foram construídas numerosas casas de campo para a aristocracia inglesa; Principais arquitetos do neoclássico inglês: William Chambers (1723-96); John Soane (1753-1837); John Carr (1723-1807); Robert Smirke (1781-1867); Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 45
  46. 46. Alemanha Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 46
  47. 47. Karl Gottfried Langhans, Porta de Brandenburgo, 1791, Berlim Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 47
  48. 48. Leo von Klenze, Walhalla, 1842, Ratisbona Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 48
  49. 49. Karl Friedrich Schinkel, Altes Museum, Munique A Alemanha desenvolveu uma escola neoclássica caracterizada pelo rigor científico, e Pela predominância da influência grega, sobretudo através da arquitetura dórica; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 49
  50. 50. Principais arquitetos do neoclássico alemão: Karl Gottfried Langhans (1731-1808); Leo von Klenze (1784-1864); Karl Friedrich Schinkel (1781-1841); Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 50
  51. 51. Na Itália os principais centros foram Milão e Roma; Em Espanha o principal centro foi Madrid; Na Rússia foi Sampeterburgo; Giuseppe Piermarini, La Scala, Milão Francesco Sabatini, Porta de Alcalá Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 51
  52. 52. Estados Unidos da América Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 52/64
  53. 53. William Thornton e Charles Bulfinch, Capitólio, 1844, Washington; Thomas Jefferson, biblioteca da Universidade de Virgínia, 1836, Charlottesville Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 53
  54. 54. O neoclássico americano foi influenciado pela Inglaterra e pela arte grega, tornando-se no primeiro estilo nacional da América; Principais arquitetos: Thomas Jefferson (1743-1826); William Thornton; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 54
  55. 55. A Arte neoclássica A Escultura
  56. 56. Thorvaldsen, Jasão com o velo de ouro, 228 cm, mármore Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 56
  57. 57. Os temas históricos, mitológicos, literários servem de base para retratar homens e mulheres com poses semelhantes à dos deuses gregos e romanos; A estatuária serviu para a glorificação e publicidade de políticos e pessoas públicas, colocadas em pedestais nas praças das cidades; António Canova, Retrato de Napoleão, mármore, tamanho natural Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 57
  58. 58. António Canova, Retrato de Paulina Bonaparte, mármore, tamanho natural Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 58
  59. 59. António Canova, Retrato de Paulina Bonaparte, mármore, tamanho natural Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 59
  60. 60. A escultura neoclássica copiou as formas de representação dos modelos clássicos: Corpos nus ou seminus; Expressões serenas, inexpressivas, impessoais; Composições simples; Perfeição técnica; Domínio dos cânones, mas falta a imaginação e criatividade; António Canova, Retrato de Paulina Bonaparte, mármore, tamanho natural Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 60
  61. 61. Houdon, busto de Rousseau Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 61
  62. 62. António Canova, Psiché reanimada pelo beijo do amor, mármore Tecnicamente são perfeitas; Aplica-se metodologias rigorosas Desde a concepção (modelos e maquetas em barro e gesso) Até ao acabamento final perfeito; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 62
  63. 63. Material predileto foi o mármore branco, (desconhecimento que os gregos e romanos pintavam as estátuas); O mármore era considerado o símbolo da pureza e brilho; Principais escultores: António Canova (1757-1822); Jean-Antoine Houdon (1741-1828); Francês, influenciado por Canova; Grande retratista; Thorvaldsen (1770-1844); Dinamarquês, perfeição técnica, pouca originalidade criativa; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 63
  64. 64. A Arte neoclássica A pintura
  65. 65. Jacques-Louis David, Retrato de Napoleão Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 65
  66. 66. Jacques-Louis David, A morte de Marat, 1793 Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 66
  67. 67. A pintura teve as suas raízes ideológicas no Iluminismo, surge nos finais do século XVIII e prolonga-se até meados do século XIX; Foi uma reação contra o Barroco; Redescobriu o Classicismo com fonte de inspiração; Jacques-Louis David, Marte desarmado por Vénus Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 67
  68. 68. Os pintores adotaram formas racionais onde a austeridade, simplicidade e o geometrismo são os elementos dominantes; Jacques-Louis David, Retrato de Madame Récamier, 170x240 cm Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 68
  69. 69. Principais características da pintura neoclássica: Composição geométrica; Desenho rigoroso, linear; Perfeccionismo técnico; Tratamento elaborado do claro-escuro; Predominância da linha, do contorno sobre a cor; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 69
  70. 70. Cores sóbrias, o tom geral é frio, sem grande variação cromática; Estética naturalista; Idealização da realidade, imitação da natureza mas idealizada; Procura de modelos absolutos e perfeitos; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 70
  71. 71. Principal temática: Assuntos históricos, mitológicos, heroicos, e o retrato, em telas de grandes dimensões (monumentalidade); Criaram-se um conjunto e regras básicas que deram origem ao academismo de temas, técnicas e formas; Jacques-Louis David, Intervenção das Sabinas Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 71
  72. 72. Jacques-Louis David (1748-1825); Neste pintor a perspectiva linear quase desaparece, os fundos surgem uniformes, lisos quase abstractos; Efeito teatral da composição; A figura humana é despojada de sentimentalismos; Fundou a escola académica da pintura neoclássica francesa, cujo lema é “saber desenhar”; Jacques-Louis David, O Juramento dos Horácios, 330x425 cm Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 72/64
  73. 73. Jacques-Louis David, A morte de Marat Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 73
  74. 74. Antoine-Jean Gros (1771-1835), seguidor de David, pintor com um gosto pelo dramático; Antoine-Jean Gros, Os pestíferos de Jaffa, 532x720 cm Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 74
  75. 75. Jean-Dominique Ingres, Retrato do senhor Bertin Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 75
  76. 76. Jean-Dominique Ingres, O banho Turco, óleo sobre madeira Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 76
  77. 77. Jean-Dominique Ingres (1780-1867), discípulo de David; Grande desenhador, delicadeza do desenho; Mestria no tratamento do nu feminino; Suavidade cromática, cores claras e luminosas; Inspiração nas pinturas e baixos-relevos clássicos; Pintura longe de tudo o que é dramático; Gosto pelo exótico (Odalisca, Banho Turco); Retratista; Jean-Dominique Ingres, Odalisca, 91x162 cm Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 77
  78. 78. O Neoclassicismo em Portugal
  79. 79. Portugal permaneceu até mais tarde do que a generalidade dos países europeus absolutista e avesso aos ideais iluministas; A primeira metade do século XIX também foi adversa para o desenvolvimento das artes e cultura: Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 79
  80. 80. Invasões francesas; Fuga da família real para o Brasil; Dominação inglesa; Revolução liberal; Independência do Brasil; Lutas entre as fações liberais; Só em 1851, com o governo da Regeneração, se criaram condições para o desenvolvimento da arte; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 80
  81. 81. O Barroco e o Rococó prolongaram-se no tempo, atrasando a entrada do neoclassicismo, que irá sobreviver até ao século XX; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 81
  82. 82. Arquitetura neoclássica em Portugal Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 82
  83. 83. A arquitetura conheceu duas influências principais: A Italiana, predominante na região de Lisboa (bolseiros portugueses em Roma, artistas italianos em Portugal); A Inglesa (neopalladiana) predominante no Porto, (colónia inglesa numerosa devido ao comércio do vinho do Porto); Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 83
  84. 84. O Porto foi o primeiro centro da arquitetura neoclássica no país; John Carr, Hospital de Santo António, finais do século XVIII Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 84
  85. 85. John Whitehead, Feitoria Inglesa, 1785 Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 85
  86. 86. Joaquim António Lima, Palácio das Carrancas (Museu Soares dos Reis) e Palácio da Bolsa Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 86
  87. 87. Carlos Amarante, Igreja da Ordem da Trindade e Bom Jesus, Braga Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 87
  88. 88. Principais arquitetos que trabalharam no Porto: John Carr; John Whitehead; Carlos Amarante (1748-1815), foi o maior arquiteto do norte do país; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 88
  89. 89. Em Lisboa o neoclássico foi mais tardio devido à influência da corte e da “escola de Mafra” ainda barroca/rococó; Fabri, Palácio da Ajuda, 1860 Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 89
  90. 90. Ventura Terra, Assembleia da República Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 90
  91. 91. José da Costa e Silva, Teatro de S. Carlos, 1792 Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 91
  92. 92. Principais arquitetos do sul do país: José Costa e Silva (1747-1819); o teatro de S. Carlos foi inspirado no La Scala de Milão; Francisco Xavier Fabri (1761-1817), italiano; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 92
  93. 93. O Urbanismo da Baixa Pombalina
  94. 94. O terramoto ocorrido a 1 de Novembro de 1755 tornou necessária a reconstrução de parte da cidade de Lisboa; Foi a notável acção do futuro Marquês de Pombal, Sebastião José de Carvalho e Melo que permitiu uma rápida reconstrução da capital; Le Bras, Ruínas do terramoto Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 94
  95. 95. Foram aprovadas leis que procuravam deter a especulação, lançados novos impostos; O primeiro estudo foi da responsabilidade do engenheiro Manuel Maia, propunha 5 hipóteses: Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 95
  96. 96. 1ª - Reconstrução da cidade tal e qual ela era antes; 2ª - Alargamento das vias principais; 3ª - Limitar a altura dos edifícios a 2 andares; 4ª - Demolição do que restava e construir segundo um novo plano; 5ª - Construir a cidade a ocidente da antiga; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 96
  97. 97. O rei, D. José I, decidiu pela 4ª; Lisboa foi reconstruída como uma cidade geométrica, racional, com imposições estéticas e construtivas; Vários planos foram apresentados tendo sido escolhido o de Eugénio dos Santos, que seria continuado por Carlos Mardel após a morte daquele; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 97
  98. 98. Eugénio dos Santos e Carlos Mardel A Praça do Comércio Vítor Santos, Mód. 7,uma nova situação política e simboliza Curso de Turismo social criada pelo “pombalismo”, de onde a habitação real foi excluída; 98
  99. 99. O plano baseava-se numa grelha de perpendiculares, verticais e horizontais, com quarteirões retangulares; Criaram-se duas praças principais: O Terreiro do Paço (Praça do Comércio) e o Rossio Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 99/
  100. 100. Eugénio dos Santos e Carlos Mardel, Praça do Comércio, planta e arcadas Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 100
  101. 101. As duas praças estavam ligadas por duas ruas importantes (Augusta e Ouro); As ruas mantiveram a toponímia dos principais ofícios da cidade: sapateiros, douradores e outras relembrando antigas igrejas: Santa Justa, Vitória, etc.; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 101
  102. 102. Alçado pombalino Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 102
  103. 103. Foram criadas 3 tipologias na construção da cidade de Lisboa (A, B ou C) conforme a importância das ruas; As casas obedeciam a esse esquema rígido de construção; Foram construídas casas práticas, reduzidas ao essencial, para uma nova sociedade urbana, sem palácios; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 103
  104. 104. A estrutura dos edifícios foi feita em madeira flexível, na tentativa de uma construção antissísmica; A estandardização e préfabricação de elementos de cantaria e madeira permitiu uma construção massificada; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 104
  105. 105. O exterior era pintado a amarelo; O interior possuía escadas estreitas e divisões que pouco variavam; Eram casas práticas, reduzidas ao essencial, para uma nova sociedade urbana, burguesa, sem palácios; Os palácios e Igrejas foram construídas posteriormente; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 105
  106. 106. A cidade preservou o saneamento e a saúde pública, a construção no “sistema de gaiola” (estrutura em madeira flexível), A estandardização e prefabricação possibilitou uma construção massificada; Deu origem a uma grande unidade estilística; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 106
  107. 107. Esta unidade estilística tornou-se na cidade-emblema de D. José, e do seu ministro, o Marquês de pombal; E foi a maior obra pública realizada em Portugal. Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 107
  108. 108. Escultura neoclássica em Portugal Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 108
  109. 109. Os principais escultores do neoclassicismo foram João José Aguiar e Machado de Castro; As oficinas de formação foram o Convento de Mafra e o palácio da Ajuda onde trabalhou Machado de Castro; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 109
  110. 110. João José Aguiar, D. João VI, 1823 Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 110
  111. 111. João José Aguiar, D. Maria I, 1797 Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 111
  112. 112. João José Aguiar (1769-1841) é considerado o melhor escultor da época; João José Aguiar, Consideração, Palácio da Ajuda Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 112
  113. 113. A pintura do neoclássico em Portugal Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 113
  114. 114. A pintura do século XIX, em Portugal, viveu dois momentos distintos em simultâneo: Um dependente de artistas estrangeiros, muitos deles trabalharam em Mafra e na Ajuda; Outro foi protagonizado por dois pintores, Vieira Portuense e Domingos Sequeira; Estes dois pintores foram os únicos comparáveis aos seus congéneres europeus; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 114
  115. 115. Vieira Portuense (1765-1805); Viajou por Itália e Inglaterra; Influências italianas (composição) e inglesa (visão colorista da paisagem); Foi um percursor do Romantismo; Temática: histórica, mitológica, retrato e religiosa; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 115/
  116. 116. Vieira Portuense, D. Filipa de Vilhena armando seus filhos cavaleiros; Júpiter e Leda; Morte de S. Margarida de Cortona Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 116
  117. 117. Domingos Sequeira (1768-1837); Foi um pintor neoclássico; Reynaldo dos Santos (historiador de arte) considera que nos esboços atingiu “uma visão impressionista do desenho”; Sobretudo na “Descida da Cruz”, onde as formas são diluídas numa luz quase impressionista; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 117
  118. 118. Foi um grande retratista, realizou vários retratos psicológicos; Liberal, teve uma vida acidentada (Invasões francesas, lutas liberais, etc.); Foi o mais inovador dos pintores de oitocentos; Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 118
  119. 119. Domingos Sequeira, Retrato do Conde do Farrobo, 1813 Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 119
  120. 120. Domingos Sequeira, Retrato de Maria Benedita Vitória Verde, 1822 Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 120
  121. 121. Domingos Sequeira, Alegoria à Constituição, 1821, esboço Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 121
  122. 122. Domingos Sequeira, Descida da cruz, esboço Esta a apresentação foi construída tendo por base o manual, História da Cultura e das Artes,, Ana Lídia Pinto e outros, Porto Editora, 2011 Vítor Santos, Mód. 7, Curso de Turismo 122

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