Arte ao redor de 1900

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Arte ao redor de 1900

  1. 1. A ARTE AO REDOR DE 1900
  2. 2. A ARQUITETURA DE FERRO SEGUNDA METADE DO SÉCULO XIX:  Permanência da estética romântica: histórica e revivalista  Valorização das questões formais e estéticas: escolha de materiais nobres, eleição do estilo, temas de decoração, harmonia e equilíbrio das formas Charles Garnier, Ópera de Paris, c. 1862
  3. 3. A ARQUITETURA DE FERRO SEGUNDA METADE DO SÉCULO XIX: Charles Garnier, Ópera de Paris, c. 1862  Aplicação das novas técnicas, não na estrutura mas com sentido decorativo  Desvalorização das potencia-lidades técnicas dos novos materiais (ferro e vidro)
  4. 4. A ARQUITETURA DE FERRO RESPONSÁVEIS PELAS INOVAÇÕES – OS ENGENHEIROS:  Visão prática  Maior preparação científico- técnica: formação nas Escolas Politécnicas Aplicação de saberes científicos obtidos no ramo da física mecânica, da resistência e comportamento dos materiais, da geometria (Gaspar Monge – invenção da GD), da Ponte de Brooklin, 1883
  5. 5. A ARQUITETURA DE FERRO RESPONSÁVEIS PELAS INOVAÇÕES – OS ENGENHEIROS:  Visão prática  Maior preparação científico- técnica: formação nas Escolas Politécnicas Utilização de novos equipamentos e novos meios construtivos + Aproveitamento de novos materiais, produzidos industrialmente e por isso mais baratos, como o tijolo cozido, o
  6. 6. A ARQUITETURA DE FERRO APLICAÇÃO DE NOVOS MATERIAIS:  ferro - o processo de fundição foi utilizado em pontes e aquedutos, permitiu a construção de grandes espaços com estruturas leves, resistentes e não inflamáveis  vidro - construção de grandes estufas, coberturas para estações e grandes superfícies verticais (Palácio de Cristal) e betão (construção vertical e crescimento muito rápido de cidades)
  7. 7. A ARQUITETURA DE FERRO APLICAÇÃO DE NOVOS MATERIAIS Aplicação destes materiais, sem preocupação estética, nos edifícios para fins industriais, comerciais ou de exposições arquitetura como meio para atingir um fim Tinham uma visão mais pragmática (menos poética), mais racionalista e funcionalista (pode não ser bonito mas tem que ser útil), em relação às construções, Galeria das Máquinas, Ferdinant Dutert, Paris, 1886- 89
  8. 8. A ARQUITETURA DE FERRO CARÁTER PRAGMÁTICO Fazer face às novas necessidades criadas pelo crescimento urbano:  alojamento dos trabalhadores  sistema de transportes  melhor aproveitamento dos espaços (construção em altura) Revisão dos sistemas, dos processos e dos modelos construtivos
  9. 9. A ARQUITETURA DE FERRO A “Nova Paris” depois das obras de renovação urbanística do barão Haussman: largas avenidas, prédios altos e varandas a Renovação urbanística
  10. 10. A ARQUITETURA DE FERRO VANTAGENS DA ARQUITETURA DE FERRO:  Criação de estruturas construtivas resistentes, fáceis de montar e adaptáveis a todas as dimensões e formas.  A resistência, preço e funcionalidade comprovada nas pontes, permitiu a sua utilização em estrutura de grandes cúpulas e outras coberturas arrojadas.  Permitia vãos abertos muito maiores, que deixavam entrar a luz, podendo ser usados sem que delimitassem um espaço Ponte de Clifton, Bristol, Inglaterra, 1830-63
  11. 11. A ARQUITETURA DE FERRO Vantagens Construção mais rápida Construção mais barata Construção de grandes vãos Construção de edifícios mais altos Construção de edifícios mais resistentes
  12. 12. A ARQUITETURA DE FERRO CONSTRUÇÕES:  Gares, pontes e viadutos  Palácio de Cristal, e a I Exposição Universal de Londres (1851)  Torre Eiffel, Exposição Internacional de Paris (1889)  Construções em “esqueletos metálicos”  Forum des Halles  Magasin Printemps  Galeria das máquinas (Exposição De 1889) Ponte em ferro sobre o rio Severn, Coalbrookdale, Inglaterra, 1777-79
  13. 13. A ARQUITETURA DE FERRO Henri Labrouste, Biblioteca Nacional de Paris, 1857-67,França
  14. 14. A ARQUITETURA DE FERRO Galeria das máquinas (Exposição de 1889) Torre Eiffel
  15. 15. A ARQUITETURA DE FERRO Palácio de Cristal, Londres, 1851
  16. 16. A ARQUITETURA DE FERRO Eiffel, Estação Central de La Paz, Bolívia
  17. 17. A ARQUITETURA DE FERRO Mercado Municipal Les Halles
  18. 18. A ARQUITETURA DE FERRO Eiffel, Ponte D. Maria Pia, Porto
  19. 19. A ARQUITETURA DE FERRO Duas tendências inovadoras:  Necessidade de modernizar os sistemas e processos construtivos, aproveitando os recursos da industrialização e o avanço da engenharia  Desenvolvimento de novos gostos e outros conceitos estéticos, assente nos elementos estruturais e não mais nos artifícios decorativos Boileau e Eiffel, Le Bom Marché, 1876, Paris
  20. 20. A ARQUITETURA DE FERRO Construção de “esqueletos metálicos” Grandes estruturas e armazéns comerciais Interiores amplos cobertos por extensas superfícies envidraçadas, com iluminação natural Novos princípios arquitetónicos: racionalidade, funcionalidade e comodidade Boileau e Eiffel, Le Bom Marché, 1876, Paris
  21. 21. A ARTE NOVA 1890 A 1914 Belle Époque Prosperidade económica + Paz e estabilidade política + Progressos científicos e técnicos Clima de optimismo e de confiança no futuro
  22. 22. A ARTE NOVA MODERNISMO Movimento cultural e artístico que atingiu todas as artes Ruptura com a tradição Procura de novas expressões que melhor correspondessem ao progresso e à nova estética
  23. 23. A ARTE NOVA
  24. 24. A ARTE NOVA  Movimento Arts end Crafts de William Moris (desenvolvimento das artes decorativas)  Gótico flamejante (linhas sinuosas)  Rococó (naturalismo e decoração requintada)  Pinturas japonesas (desenho gráfico, bidimensionalidade, naturalismo, decorativismo)  Folclore tradicional inglês, de inspiração celta INFLUÊNCIAS
  25. 25. A ARTE NOVA  Movimento Arts end Crafts de William Moris (desenvolvimento das artes decorativas)  Nasce em 1850-60  Reação à influência da industrialização na arte  Defesa de uma arte pura, assente na criatividade, na originalidade e no bom gosto (peças únicas e originais)  Valorização da estética dos objetos quotidianos (génese da noção de INFLUÊNCIAS
  26. 26. A ARTE NOVA  Movimento Arts end Crafts de William Moris (desenvolvimento das artes decorativas)  Gótico flamejante (linhas sinuosas)  Rococó (naturalismo e decoração requintada)  Pinturas japonesas (desenho gráfico, bidimensionalidade, naturalismo, decorativismo)  Folclore tradicional inglês, de inspiração celta INFLUÊNCIAS
  27. 27. A ARTE NOVA - Movimento Arts end Crafts de William Moris (desenvolvimento das artes decorativas) - Gótico flamejante (linhas sinuosas) - Rococó (naturalismo e decoração requintada) - Pinturas japonesas (desenho gráfico, bidimensionalidade, naturalismo, decorativismo) - Folclore tradicional inglês, de inspiração celta INFLUÊNCIAS
  28. 28. A ARTE NOVA Aplicação da nova estética a todas as modalidades artísticas: - Arquitetura - Pintura - Escultura - Artes aplicadas - Artes gráficas - Dança - Princípio da unidade das artes
  29. 29. A ARTE NOVA Victor Horta, hall central da Casa van Eetvelde, 1899, Bruxelas, Bélgica Inovação formal: - Originalidade e criatividade - Rejeição dos estilos académicos, históricos e revivalistas - Inspiração na natureza (fauna e flora) - Preferência por estruturas orgânicas - Movimentos sinuosos e encadeados (dinamismo expressivo) CARACTERÍSTICAS
  30. 30. A ARTE NOVA Adesão ao progresso:  Novas técnicas  Novos materiais (ladrilho cozido, ferro, vidro, betão e outros) Utilizados de forma estrutural e decorativa CARACTERÍSTIC AS
  31. 31. A ARTE NOVA Adopção de uma nova estética:  Decoração exuberante no interior e no exterior  Linhas sinuosas, elásticas e flexíveis  Linhas estilizadas ou geometrizadas Procura de movimento, ritmo, expressão Intuito decorativo CARACTERÍSTIC AS
  32. 32. A ARTE NOVA Cunho estruturalista:  Aproveitamento das estruturas para fins decorativos, numa verdadeira aliança entre forma e função Vitor Horta, Casa do Arquiteto, 1898-1900, Bruxelas, Bélgica CARACTERÍSTIC AS
  33. 33. A ARTE NOVA Duas tendências Antoní Gaudi, Casa Milà, 1906-10, Barcelona Joseph Hoffman, Palácio Stoclet, 1905-11, Bruxelas, Bélgica CARACTERÍSTIC AS
  34. 34. A ARTE NOVA Duas tendências:  Tónica na estética ornamental, floral, naturalista e curvilínea Antoní Gaudi, Casa Milà, 1906-10
  35. 35. A ARTE NOVA Duas tendências:  Vertente mais estrutural, geométrica e funcionalista sem, contudo, abandonar o ornamento (que tratou de forma mais contida, planimétrica e abstratizante) Joseph Hoffman, Palácio Stoclet, 1905-11, Bruxelas, Bélgica
  36. 36. A ARTE NOVA Bélgica (Bruxelas): - Desenvolvimento económico - Mecenato de Leopoldo II Focos Victor Horta: - Edifícios de estruturas simples e sóbrias - Fachadas movimentadas - Grandes janelões - Interiores funcionais - Aliança decoração/elementos estruturais - Jogos de espelhos e pinturas ilusórias Victor Horta, Casa Tassel
  37. 37. A ARTE NOVA Bélgica (Bruxelas): - Desenvolvimento económico - Mecenato de Leopoldo II Focos Victor Horta, Casa Tassel Victor Horta: - Edifícios de estruturas simples e sóbrias - Fachadas movimentadas - Grandes janelões - Interiores funcionais - Aliança decoração/elementos estruturais - Jogos de espelhos e pinturas ilusórias
  38. 38. A ARTE NOVA Focos Victor Horta, Casa Tassel Victor Horta: - Edifícios de estruturas simples e sóbrias - Fachadas movimentadas - Grandes janelões - Interiores funcionais - Aliança decoração/elementos estruturais - Jogos de espelhos e pinturas ilusórias
  39. 39. A ARTE NOVA Focos Victor Horta, Casa Tassel
  40. 40. A ARTE NOVA Victor Horta, Casa Solvay Focos
  41. 41. A ARTE NOVA Victor Horta, Casa Solvay Focos
  42. 42. A ARTE NOVA Henry van de Velde: - Pintor, arquiteto e designer - Mobiliário formal e funcional Focos
  43. 43. A ARTE NOVA Arte Nova Francesa Hector Guimard Focos Guimard, Hotel Béranger, 1884-88
  44. 44. A ARTE NOVA Arte Nova Francesa Hector Guimard Focos Entradas para o metro de Armações e redes metálicas e formas vegetalistas
  45. 45. A ARTE NOVA Catalunha Luís Domenech i Montaner: - Formas simples - Uso de materiais locais (ladrilhos cozidos de cor vermelha) Focos Palácio da Música Catalã
  46. 46. A ARTE NOVA Catalunha Antoní Gaudi (arquiteto- escultor ou arquiteto- poeta) - Influências locais de raíz gótica e mudéjar - Construções e plantas orgânicas - Modelação dinâmica dos volumes estruturais - Mistura de materiais (betão, ferro, vidro, madeira, tijolo, cerâmica e azulejos Focos Casa Milà
  47. 47. A ARTE NOVA Catalunha Antoní Gaudi (arquiteto- escultor ou arquiteto- poeta) - Influências locais de raíz gótica e mudéjar - Construções e plantas orgânicas - Modelação dinâmica dos volumes estruturais - Mistura de materiais (betão, ferro, vidro, madeira, tijolo, cerâmica e azulejos Focos Casa Milà
  48. 48. A ARTE NOVA Focos Gaudi, Casa Batló
  49. 49. A ARTE NOVA Focos Gaudi, Casa Batló
  50. 50. A ARTE NOVA Focos Gaudi, Catedral da Sagrada Família
  51. 51. A ARTE NOVA Focos
  52. 52. A ARTE NOVA Focos Gaudi, Parque Guell
  53. 53. A ARTE NOVA Focos Mackintosh, Escola de Arte de Glasgow, 1896- 1909, Escócia Escola de Glasgow, Escócia: Charles Rennie Mackintosh - Estruturas ortogonais de ferro - Paredes lisas de pedra - Grandes superfícies envidraçadas - Decoração contida - Racionalismo estrutural e
  54. 54. A ARTE NOVA Focos Mackintosh, Hill House, Escócia Escola de Glasgow, Escócia: Charles Rennie Mackintosh - Estruturas ortogonais de ferro - Paredes lisas de pedra - Grandes superfícies envidraçadas - Decoração contida - Racionalismo estrutural e
  55. 55. A ARTE NOVA Focos Escola de Glasgow, Escócia: Charles Rennie Mackintosh - Trabalhos decorativos e mobiliário marcados pelo racionalismo mais estrutural e geométrico
  56. 56. A ARTE NOVA Focos Escola de Glasgow, Escócia: Charles Rennie Ma- ckintosh - Trabalhos decorativos e mobiliário marcados pelo racionalismo mais estrutural e geométrico
  57. 57. A ARTE NOVA Focos Joseph Hoffman, Palácio Stoclet, 1905-11, Bruxelas Áustria “Escola de Secessão Vienense” - Pintor Gustave Klimt - Arquitetos J. Maria Ölbrich e Joseph Hoffman - modernismo pré-racionalista - Simplificação geométrica dos volumes e das formas - distribuição simétrica, racional e funcional dos espaços
  58. 58. A ARTE NOVA Focos Joseph Maria Ölbrich, edifício da Secessão Vienense, 1898-1899, Áustria
  59. 59. A ARTE NOVA Focos Klimt, O Beijo, 1907-08 Gustve Klimt - Temáticas geométricas e vegetalistas - Conciliação entre elementos figurativos e outros meramente decorativos
  60. 60. A ARTE NOVA Focos Louis Sullivan, Auditório de Chicago, 1886- 89, Chicago Escola de Chicago: - Modernização dos sistemas de construção permitiu o aparecimento de edifícios em altura - Regularidade horizontal e vertical
  61. 61. A ARTE NOVA Focos A Casa da Cascata Frank Loyd Wright: - Arquitetura organicista e funcional - Integração do edifício no meio envolvente - Nova conceção estética do espaço interior, alargado e projetado sobre o exterior
  62. 62. A ARTE NOVA Focos A Casa Ennis Frank Loyd Wright: - Arquitetura organicista e funcional - Integração do edifício no meio envolvente - Nova conceção estética do espaço interior, alargado e projetado sobre o exterior
  63. 63. A ARTE NOVA Focos Museu Guggenheim, 1956, Nova Iorque Frank Loyd Wright: - Arquitetura organicista e funcional - Integração do edifício no meio envolvente - Nova conceção estética do espaço interior, alargado e projetado sobre o exterior
  64. 64. A ARTE NOVA Artes decorativas Eugène Gaillard Peter Behrens
  65. 65. A ARTE NOVA Louis Comfort Tiffany Artes decorativas
  66. 66. A ARTE NOVA FIM

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