Como organizar um Grupo de Trabalho de Humanização

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Palestra realizada pela Dra. Izabel Cristina Rios, do Comitê HumanizaHC - FMUSP, na Sala Coral, no dia 11 de julho de 2009.

6º Congresso de Humanização da Saúde em Ação - realizado pela HC-FMUSP e Associação Viva e Deixe Viver

Como organizar um Grupo de Trabalho de Humanização

  1. 1. Tarsila do Amaral- O Lago Como organizar um Grupo de Trabalho de Humanização - GTH Izabel Rios HUMANIZA HC-FMUSP
  2. 2. <ul><li>Definir o que é um Comitê, Núcleo ou Grupo de Trabalho de Humanização na perspectiva da cultura institucional da humanização. </li></ul><ul><li>Apresentar uma experiência de trabalho </li></ul><ul><li>Discutir tal experiência em relação a outras vividas pelos participantes desta oficina </li></ul>Objetivos desta Oficina
  3. 3. Grupo de Trabalho de Humanização <ul><li>Comitê, Núcleo ou Grupo de Trabalho de Humanização: </li></ul><ul><li>Estratégia do PNHAH e da PNH para a implantação da humanização nos serviços </li></ul><ul><li>Grupo de pessoas envolvidas na tarefa de planejar, implementar e acompanhar o desenvolvimento da cultura institucional da humanização </li></ul>
  4. 4. Cultura Institucional ou Cultura Organizacional é o conjunto de valores, hábitos, procedimentos, normas e afetos produzidos pelas pessoas e pelo conjunto institucional no trabalho. (Bernardes,1988; Schein, 1984) Cultura Institucional
  5. 5. Três dimensões culturais: 1.Tecnológica: tecnologia material (máquinas, materiais diversos) e tecnologia organizacional (procedimentos técnicos de organização do trabalho, conhecimentos e habilidades para a ação, definição de papéis). 2. Institucional: conjunto de normas de funcionamento e de relacionamentos sociais, crenças e valores compartilhados. 3. Afetiva: sentimentos e emoções que permeiam as relações entre as pessoas, e destas para com a instituição. (Falcão, 2003) Cultura Institucional
  6. 6. <ul><li>Ao modelo biomédico e o descaso pelos aspectos humanísticos presentes no processo saúde-doença. </li></ul><ul><li>2. À organização científica do trabalho </li></ul><ul><li>3. Ao comando clientelista, assentado na rigidez hierárquica e no amadorismo. </li></ul>Cultura Institucional na Área da Saúde - Críticas
  7. 7. <ul><li>PNHAH (MS – 2000) – Subjetividades, ambiência e relações entre as pessoas </li></ul><ul><li>PNH (MS – 2002) – Gestão do processo de trabalho </li></ul>Humanização – Contracultura em Dois Tempos
  8. 8. <ul><li>Valorização da dimensão subjetiva e social em todas as práticas de atenção e gestão </li></ul><ul><li>Construção de autonomia e protagonismo dos sujeitos </li></ul><ul><li>Fortalecimento do controle social </li></ul><ul><li>Fortalecimento do trabalho em equipe </li></ul><ul><li>Promoção de ambiência acolhedora </li></ul>Princípios Norteadores da PNH
  9. 9. Princípios Norteadores da PNH <ul><li>Valorização dos profissionais, estimulando a educação permanente </li></ul><ul><li>Estruturação do atendimento à saúde em todos os níveis mediante critérios de acolhimento, vínculo, resolutividade, integralidade e responsabilização entre trabalhadores, gestores e usuários na rede de serviços. </li></ul><ul><li>Promoção de gestões democráticas e participativas nos serviços de saúde. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Formado por pessoas de diversas áreas envolvidas com o tema, representantes de todos os setores da instituição e usuários. </li></ul><ul><li>Funções: </li></ul><ul><li>Plantar as ideias da cultura da humanização </li></ul><ul><li>Fazer reconhecimentos e diagnósticos de situação local </li></ul><ul><li>Criar espaços coletivos de discussão </li></ul><ul><li>Propiciar a comunicação entre os vários setores da instituição </li></ul><ul><li>Promover ações e dar apoio às iniciativas humanizadoras </li></ul><ul><li>Desenvolver estratégias de participação comunitária </li></ul>GTH – Primeiro Modelo
  11. 11. <ul><li>Representatividade </li></ul><ul><li>Inserção e disseminação das ideias </li></ul><ul><li>Diversidade de olhares </li></ul>Pontos Positivos Dificuldades <ul><li>Rotatividade e esvaziamento </li></ul><ul><li>Descontinuidade dos projetos </li></ul><ul><li>Desconhecimento das estratégias da humanização </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Formado por pessoas de áreas estratégicas para o desenvolvimento profissional e institucional (RH, qualidade, planejamento, comunicação, etc). </li></ul><ul><li>Funções: </li></ul><ul><li>Plantar as ideias da cultura da humanização </li></ul><ul><li>Acompanhar diagnósticos técnicos e indicadores </li></ul><ul><li>Promover a Educação Permanente </li></ul><ul><li>Desenvolver metodologias para a humanização das práticas de atenção e gestão </li></ul><ul><li>Assessorar ações e projetos de humanização </li></ul><ul><li>Desenvolver estudos e pesquisas </li></ul>GTH – Segundo Modelo
  13. 13. <ul><li>Núcleo técnico </li></ul><ul><li>Maior adesão e grupo mais coeso </li></ul><ul><li>Continuidade dos projetos </li></ul>Pontos Positivos Dificuldades <ul><li>Resistência institucional </li></ul><ul><li>Disponibilidade de técnicos para o GTH </li></ul><ul><li>Integração com as áreas técnicas e gestoras </li></ul>
  14. 14. <ul><li>Apoio efetivo da alta liderança </li></ul><ul><li>Estudo das representações da humanização </li></ul><ul><li>Sensibilização dos gestores para a PNH </li></ul><ul><li>Divulgação interna da humanização </li></ul><ul><li>Construção do modelo de GTH adequado à instituição </li></ul><ul><li>Capacitação do GTH para a humanização </li></ul><ul><li>Elaboração do Regimento Interno </li></ul><ul><li>Elaboração do seu plano de trabalho </li></ul>Como organizar o GTH
  15. 15. <ul><li>História, conceitos da humanização e a PNH </li></ul><ul><li>Experiências de humanização na área da saúde </li></ul><ul><li>Humanização com foco no usuário </li></ul><ul><li>Humanização com foco no trabalhador da saúde </li></ul><ul><li>Humanização com foco na gestão: </li></ul><ul><li>- A Política de Educação Permanente </li></ul><ul><li>Os indicadores de humanização da PNH </li></ul><ul><li>Ferramentas de gestão </li></ul>Curso de Capacitação em Humanização
  16. 16. <ul><li>CAPÍTULO I – Da definição e finalidade </li></ul><ul><li>CAPÍTULO II – Dos princípios </li></ul><ul><li>CAPÍTULO III – Da composição </li></ul><ul><li>CAPÍTULO VI – Da organização </li></ul><ul><li>CAPÍTULO V – Das competências </li></ul><ul><li>CAPÍTULO VI – Das estratégias </li></ul><ul><li>CAPÍTULO VII – Do funcionamento </li></ul>Regimento Interno do GTH
  17. 17. PREVEN ÇÃO APOIO ASSIS TÊNCIA ADMINIS TRAÇÃO RH OUVI DORIA VE CEP SINDI CATO TERCEIRI ZADAS QUALI DADE PLANEJA MENTO COM. SOCIAL USUÁ RIOS CIPA GRÊMIO DIRETORIA TÉCNICA COMITÊ de HUMANIZAÇÃO do CRT DST/aids 2004 a 2007
  18. 18. AÇÕES ESTRATÉGICAS - 2005 <ul><li>Reestruturar a Ouvidoria – Meta atingida (GRH) </li></ul><ul><li>Divulgar as ideias de humanização – 22 Oficinas (GRH) </li></ul><ul><li>Divulgar as ações do comitê – Encontro de Humanização da SES (GRH) </li></ul><ul><li>Identificar ações humanizadoras – Meta atingida (GRH) </li></ul><ul><li>Pesquisar o clima institucional – Meta atingida (GRH) </li></ul><ul><li>Planejar capacitação de gestores – Meta atingida (GRH e Planejamento) </li></ul><ul><li>Constituir o Conselho Gestor do CRT - Meta atingida (GRH) </li></ul><ul><li>Criar GT Humanização na Assistência – Meta não atingida </li></ul><ul><li>Pesquisar a satisfação do usuário – Meta não atingida </li></ul>
  19. 19. AÇÕES ESTRATÉGICAS - 2006 <ul><li>Analisar dados das oficinas – Meta atingida (GRH e Qualidade) </li></ul><ul><li>Analisar a pesquisa de clima institucional – Meta atingida (GRH) </li></ul><ul><li>Capacitar gestores – Meta não atingida (GRH) </li></ul><ul><li>Divulgar as ideias da humanização – Meta não atingida </li></ul><ul><li>Articular-se com a ouvidoria – Meta não atingida </li></ul>AÇÕES ESTRATÉGICAS - 2007 <ul><li>Divulgar ações humanizadoras – Feira de Humanização 2007 (GRH) </li></ul><ul><li>Organizar seminário de Bioética – Meta atingida (GRH) </li></ul>
  20. 20. Avaliação do Comitê de Humanização CRT DST/aids 2004 - 2007 <ul><li>Pontos Fortes </li></ul><ul><li>Divulgação das ideias da humanização </li></ul><ul><li>Ativador de processos de mudança (COGES, Núcleo de Desenvolvimento) </li></ul><ul><li>Pontos Fracos </li></ul><ul><li>Pouca participação de vários membros do Comitê </li></ul><ul><li>Fraca representação </li></ul><ul><li>Esvaziamento nos projetos </li></ul><ul><li>Alta rotatividade </li></ul><ul><li>Falta de continuidade </li></ul>
  21. 21. <ul><li>DAS UTOPIAS </li></ul><ul><li>Se as coisas são inatingíveis... ora! Não é motivo para não querê-las... Que tristes os caminhos, se não fora A presença distante das estrelas! </li></ul><ul><li>Mário Quintana - Espelho Mágico </li></ul>Izabel Cristina Rios – izarios@usp.br

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