Schopenhauer e Nietzsche

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Sobre as aproximações possíveis entre as filosofias de Arthur Schopenhauer e Friedrich Nietzsche.

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Schopenhauer e Nietzsche

  1. 1. Schopenhauer Nietzsche marcosramon@gmail.com
  2. 2. Arthur Schopenhauer: conhecimento e Vontade • O corpo pode ser percebido como: 1. Um objeto entre os outros; 2. Princípio imediato da Vontade. • O ato voluntário e a ação do corpo não estão ligados pela causalidade: são a mesma coisa. • Reflexão: separa o querer do fazer. Todo ato efetivo da Vontade é um ato corporal. Quando a ação vai contra a Vontade chama- se dor. Quando vai a conforme a Vontade chama-se prazer.
  3. 3. Schopenhauer • O corpo é a condição de conhecimento da Vontade. • Conhecendo nosso próprio corpo, conhecemos analogamente todos os outros. • A Vontade pode ser acompanhada de conhecimento, mas isso não é algo necessário. • O conhecimento racional, assim como o intuitivo, pertence à Vontade.
  4. 4. Schopenhauer • Podemos rejeitar o jugo da Vontade momentaneamente (pela Arte) ou permanentemente (pelo ascetismo). • A Vontade é um esforço sem fim, sem limites ou propósitos. Esse esforço nunca é realizado ou satisfeito. • A realização dos desejos é uma ilusão. • A Arte nos coloca diante da Verdade do universo e nos livra momentaneamente do ciclo incessante do sofrimento.
  5. 5. Nietzsche: a afirmação da vida • A filosofia tradicional (decorrente de Sócrates e Platão) aponta para um predomínio da razão, do conhecimento lógico-científico. • Com isso nos afastamos da natureza e dos nossos impulsos vitais, que eram celebrados na antiguidade através dos rituais dionisíacos, da dança e da embriaguez. • Tragédia: síntese da vitalidade e contradição humanas. Embate entre a vida e o destino. • Dionísio não habita o Olimpo, mas a natureza. Ele representa a força vital, a alegria de viver, algo próprio da humanidade.
  6. 6. Nietzsche • Filosofia: predomínio do apolíneo, da racionalidade, da ordem e equilíbrio. • A filosofia é retrocesso. • O apolíneo e dionisíaco se contrabalançavam dialeticamente. A escolha por um lado da balança gera um desequilíbrio extremo. • Ausência de Dionísio: repressão do desejo, do corpo, da afirmação da vida.
  7. 7. Nietzsche • Cristianismo: reforço do apolíneo. Incentivo para uma cultura fraca e decadente, com predomínio de forças reativas. A ideia de verdade e as determinações morais são os instrumentos dessa ideologia. • Três metamorfoses necessárias à vida: 1. Camelo (reverência à tradição) 2. Leão (fragmentação da fé, espírito livre, niilismo) 3. Criança (afirmação da vida, Vontade de Potência)
  8. 8. Nietzsche • A Arte e a Vontade de Potência são os caminhos para a transmutação dos Valores • "O homem não é apenas um artista, ele mesmo é uma obra de Arte" (Origem da Tragédia) • A música e a dança são elogios ao corpo e à vida. Por isso, estas artes são tão agressivas para o homem ressentido da vida. • O artista impõe o caos. A arte autêntica deve deslocar os valores.
  9. 9. Nietzsche • "Aos que desprezam o corpo quero dar o meu parecer. O que devem fazer não é mudar de preceito, mas simplesmente despedirem-se dos seus próprios corpos, e por conseguinte, ficarem mudos (...) Tudo é corpo e nada mais; a alma é apenas o nome de qualquer coisa do corpo" (Assim Falou Zaratustra)

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