Cap 03 durkheim

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Cap 03 durkheim

  1. 1. ÉMILE DURKHEIM1858-1917
  2. 2. CONCEITOS BÁSICOS FATO SOCIAL COERÇAO SOCIALCONSCIÊNCIA COLETIVA DIVISÃO SOCIAL DO TRABALHOSOLIDARIEDADE MECÂNICA SOLIDARIEDADE ORGÂNICADIREITO PENALNORMAL E PATOLÓGICO DIREITO RESTITUTIVO ANOMIA SUICÍDIO
  3. 3. A sociologia passou a serconsiderada propriamente umaciência , dotada de um Objetoespecífico – os fatos sociais – e deuma metodologia.Obras: Da divisão do trabalho social (1893)
  4. 4.  concepção da sociologia de Durkheim se baseia em uma teoria do fato social. Seu objetivo é demonstrar que pode e deve existir uma sociologia objetiva e científica, conforme o modelo das outras ciências, tendo por objeto o fato social.
  5. 5. Ele desejava que a sociologia tivesseum objeto específico que adistinguisse das outras ciências, quepudesse ser observado e explicadoassim como o objeto das outrasciências.
  6. 6.  Regras do método sociológico: Estudar o fato social como “coisa”  A questão da neutralidade científica.  Morfologia social:  Método comparativo Classificação das diferentes formas de sociedade. flerta com alguns modelos da biologia  “organismo social”  “anomia”
  7. 7. É da tradição durkheimiana que surgem as formulações funcionalistas, como as ideias de “função” e “totalidade” (interconexão entre o todo e as partes, as partes e o todo), que depois deram origem às abordagens sistêmicas. Até certo ponto toda sociologia que dá mais ênfase ao organismo social (à sociedade) do que à ação social dos indivíduos tem algum nível de relação com a tradição durkheimiana.
  8. 8. OBJETO DE ESTUDO: O FATO SOCIAL“é um fato social toda maneira de agir, fixa ou não, capaz de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior, ou ainda, que é geral no conjunto de uma dada sociedade tendo, ao mesmo tempo, uma existência própria, independente de suas manifestações individuais.”
  9. 9. OBJETO DE ESTUDO DA SOCIOLOGIA O FATO SOCIAL É:1) GERAL 2) EXTERIOR 3) COERCITIVO
  10. 10. 1) EXTERIOR Os fatos sociais existem e atuam sobre os indivíduos, independentemente de sua vontade ou de sua adesão consciente. Exemplos: o sistema de sinais de que me sirvo para exprimir pensamentos; o sistema de moedas que emprego para pagar as dívidas, os instrumentos de crédito que utilizo nas relações comerciais, as práticas que sigo na minha profissão; os costumes e as leis
  11. 11. Sanções: podem ser2)ACOERÇÃO fatos força que os  legais ou espontâneas; exercem sobre os  Legais: são as sanções indivíduos, levando-os prescritas pela a conformarem-se às sociedade, sob a forma de regras da sociedade LEIS, nas quais se em que vivem, identifica a infração e a independentemente de penalidade subseqüente; suas  Espontâneas: afloram vontades/escolhas; como decorrência de uma Exemplos: idioma e a conduta NÃO moeda usados no meu ADAPTADA à estrutura país; o modo de se do grupo ou da sociedade vestir no meu país e à qual pertence o na minha classe indivíduo. social; as leis
  12. 12. 3) GERALÉ geral todo fato que é geral, ou seja, que se repete em todos os indivíduos, ou, pelo menos, na maioria deles; Os fatos sociais manifestam sua natureza coletiva ou um estado comum ao grupo; Exemplos: formas de habitação; arquitetura das casas; formas de comunicação; os sentimentos e a moral coletiva.
  13. 13. MÉTODO FUNCIONALISTA: 1) Durkheim  2) O todo compara a predomina sobre sociedade a um as partes; “corpo vivo”;  As partes (os fatos Cada órgão sociais) existem em cumpre uma função do todo (a sociedade); função =  Função social: a metodologia funcionalista. ligação que existe entre as partes e o todo.
  14. 14. MÉTODO FUNCIONALISTA:A sociedade é semelhante a um corpo vivo; A sociedade (assim como o corpo humano) é composta de várias partes; Cada parte cumpre uma função em relação ao todo.Família Religião Empresa EscolaExército Leis Governo Lazer
  15. 15. CADA INSTITUIÇÃO CUMPRE UMAFUNÇÃO PARA O BOM FUNCIONAMENTO DA SOCIEDADE.É na determinação da função socialque as instituições cumprem que ométodo funcionalista procura explicarsua existência, bem como das nossasformas de agir.
  16. 16. NORMAL E PATOLÓGICO Finalidade da Sociologia: encontrar remédios para regularizar a vida social. A sociedade, como todo organismo, apresenta estados normais e patológicos, ou seja, saudáveis e doentios.
  17. 17. UM FATO SOCIAL É NORMAL QUANDO: Se encontra  Exemplos: O crime é um generalizado fato social normal: pela sociedade;  É encontrado em qualquer sociedade, em qualquer Desempenha épocaRepresenta a alguma função importância dos valores importante sociais que repudiam para a determinadas condutas adaptação ou como ilegais e as condenam a penalidades. evolução da sociedade.
  18. 18. COLETIVA, OU O ACORDO DO GRUPOA RESPEITO DE DETERMINADAQUESTÃO.
  19. 19. QUANDO UM FATO PÕE EM RISCO AHARMONIA, O ACORDO, O CONSENSO E,PORTANTO, A ADAPTAÇÃO E EVOLUÇÃODA SOCIEDADE, ESTAMOS DIANTE DEUM ACONTECIMENTO DE CARÁTERMÓRBIDO E DE UMA SOCIEDADEDOENTE.
  20. 20.  Normal: aqueles fatos  Patológico: Aqueles que não extrapolam os fatos que se encontram limites dos fora dos limites acontecimentos mais permitidos pela ordem gerais da sociedade; social e pela moral Reflete os valores e as vigente; condutas aceitas pela  Os fatos patológicos, maior parte da população. como as doenças, são considerados transitórios e excepcionais.
  21. 21. COESÃO, SOLIDARIEDADE E ACONSCIÊNCIA COLETIVA Consciência Coletiva: “conjunto das crenças e dos sentimentos comuns à média dos membros de uma mesma sociedade [que] forma um sistema determinado que tem vida própria”; Quanto maior é a consciência coletiva, mais a coesão entre os participantes da sociedade refere-se a uma “conformidade de todas as consciências particulares de tipo comum”, o que faz com que todos se assemelhem.
  22. 22. CONSCIÊNCIA COLETIVA Os membros do grupo se assemelham e se Consciência sentem atraídos Coletiva pelas similitudes uns dos outros A individualidade é menor
  23. 23. O PAPEL DA DIVISÃO DO TRABALHO:Aumenta simultaneamente a força produtiva e a habilidade do trabalhador;É a condição necessária do desenvolvimento intelectual e material das sociedades;Função de criar entre duas ou várias pessoas um sentimento de solidariedade.
  24. 24. DIVISÃO DO TRABALHO:A diferenciação social faz com que a „unidade do organismo seja tanto maior quanto mais marcada a individualidade das partes‟; Uma solidariedade ainda mais forte funda-se agora na interdependência e na individuação dos membros que compõem a sociedade.
  25. 25. OS DOIS TIPOS DE SOLIDARIEDADE Associedades passam por processos Solidariedade Mecânica Evolução de evolução, caracterizados pela diferenciação social. Solidariedade Orgânica
  26. 26. SOCIEDADE PRE-CAPITALISTA SOCIEDADE CAPITALISTA Tradicional Moderna Não diversificada Diversificada Pré-industrial Industrial Semelhanças de funções: Especialização de união funções: dependência Simples Complexa Causa da coesão social: Causa da coesão social: união dependência Pouca divisão do trabalho Muita divisão do trabalho Solidariedade mecânica Solidariedade orgânica
  27. 27. CAPITA- LISMO VISÃO OTIMISTA DO CAPITALISMO SOCIEDADE PERFEITA MUITA DIVISÃO DO TRABALHO MAIOR ESPECIALIZAÇÃO DE FUNÇÕES MAIOR DEPENDÊNCIA MAIOR SOLIDARIEDADE
  28. 28. SUICÍDIOAs causas do suicídio são sociais, dependendo do maiorou menor grau de coesão social.Três tipos de suicídio: EGOÍSTA Falta de integração ALTRUÍSTA Excesso de integração ANÔMICO Falta de limites e regras
  29. 29. Carência de regulamentação social, ausência deregras sociais. As crises econômicas e conflitoscapital-trabalho se devem a uma situação deanomia.. Atribui essa crise moral às mudanças rápidas ocorridas na sociedade no final do século XIX e aoANOMIA descompasso entre o avanço material e as normas morais e jurídicas. Ao estudar o suicidio, refere-se ao suicídio anômico que acontece devido ao enfraquecimento das regras morais. Tal estado de anomia se deve à própria sociedade que apresenta uma situação de desregramento levando os indivíduos a perderem a noção dos fins individuais e dos limites.
  30. 30. Nas sociedades simples as pessoas se parecem e seconhecem, a coesão é garantida porum conjunto de princípios – ou seja,uma moral – é um conjunto de regrase normas – ou seja, um direito.Segundo Durkheim de um direitocuja função é punir aquele que, comsua transgressão, ofende todo oconjunto. É o que conhecemos comodireito penal.
  31. 31. NAS SOCIEDADES COMPLEXAS: Temos que ser solidários não porque somos iguais, mas justamente porque somos diferentes. A falta, o rompimento da regra, não afeta o coletivo, e sim as pessoas separadamente. A punição, será dirigida para devolução, àquele que foi prejudicado, da parte ou da totalidade daquilo que lhe foi retirado. Durkheim chama esse tipo de regra de direito restitutivo – restituir é devolver, reparar um dano.
  32. 32. Mudanças de atividades muitoabruptas, produz um profundodesequilíbrio. Em vez de perceber que unsprecisam dos outros, que cada umcompleta o outro, os indivíduospassam a se ver como partes isoladas,sem qualquer conexão.
  33. 33. IndividualismoSegundo Durkheim, a consequência desse exagero chama de anomiamoral. Ausência de norma, falta de regras e de limites. Interesses individuais e os coletivos não se comunicam mais. Moral?
  34. 34. Esquema téorico de Durkheim

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