Educação física pessoas com deficiência

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Esta apresentação destina-se a professores que possuam alunos com deficiência.

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Educação física pessoas com deficiência

  1. 1. PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA
  2. 2. Eliane Lemos <ul><li>Graduada em Psicologia </li></ul><ul><li>Especialista no atendimento da pessoa com deficiência </li></ul><ul><li>Mestre em Distúrbios do Desenvolvimento </li></ul><ul><li>Professora universitária da disciplina Educação Física Adaptada no curso de EF. </li></ul>
  3. 3. Agenda <ul><li>Diversidade humana </li></ul><ul><li>Educação Física (FEF/EFA/AMA) </li></ul><ul><li>Deficiência </li></ul><ul><li>Deficiência Física </li></ul><ul><li>Origens da deficiência física </li></ul><ul><li>Neurológica e ortopédica </li></ul><ul><li>Implicações no programa de AF </li></ul><ul><li>Papel do educador </li></ul><ul><li>Educação inclusiva </li></ul><ul><li>Parte prática </li></ul>
  4. 4. Somos diferentes? <ul><li>Quem sou eu? </li></ul><ul><li>Quem é você? </li></ul><ul><li>Quem é a pessoa com deficiência? </li></ul><ul><li>As semelhanças nos atraem, </li></ul><ul><li>as diferenças nos fortalecem. </li></ul>
  5. 5. Educação Física <ul><li>EF Especial </li></ul><ul><li>Os alunos com deficiência não podem se engajar de modo irrestrito, de forma segura e com sucesso </li></ul><ul><li>EF Adaptada </li></ul><ul><li>Ações que visam encorajar e promover a atividade física autodeterminada para todos os cidadãos durante a vida, oferecendo assistência e apoio profissional quando requerido. </li></ul><ul><li>Diferença básica entre EFE e EFA: </li></ul><ul><li>constituição dos grupos. </li></ul>
  6. 6. Por que AMA? <ul><li>Educação Física Adaptada – Atividade Motora Adaptada. </li></ul><ul><li>Atividade motora enfatiza as necessidades de vivências relacionadas ao movimento corporal em todo tipo de ambiente. </li></ul><ul><li>A palavra educação é freqüentemente usada para enfocar indivíduos na idade escolar, em ambientes de instrução. </li></ul><ul><li>A Atividade Motora Adaptada corresponde ao conjunto de atos intencionais que visam melhorar e promover a capacidade para o movimento considerando-se as diferenças individuais e as discapacidades em contextos inclusivos ou não. </li></ul><ul><ul><li>Desafio: Lidar com as múltiplas potencialidades. </li></ul></ul><ul><li>Fonte: Sobama </li></ul>
  7. 7. + FORTE + HABILIDOSO O MELHOR Conceitos de Performance + RÁPIDO ATLETA DO SÉCULO UNIVERSO DE POTENCIALIDADES ESPORTE PRÁTICA DA EDUCAÇÃO FÍSICA
  8. 8. Seja bem vindo ... <ul><li>... ao universo de possibilidades. </li></ul>Fonte: CPB
  9. 9. Direção do olhar … <ul><li>Antes a deficiência direcionava o olhar para: </li></ul><ul><ul><li>Limitação </li></ul></ul><ul><ul><li>Déficit </li></ul></ul><ul><ul><li>Incapacidade </li></ul></ul><ul><ul><li>Invalidez </li></ul></ul><ul><ul><li>Morte </li></ul></ul>Você não consegue!
  10. 10. Classificação Internacional de Funcionalidade <ul><li>Organização Mundial de Saúde (1980) </li></ul><ul><ul><li>Deficiência </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Mudança funcional no órgão </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Incapacidade </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Alterações das habilidades da pessoa </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Impedimento </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Conseqüências econômicas e sociais </li></ul></ul></ul>
  11. 11. DIFERENÇAS INDIVIDUAIS: Lidar com a diversidade <ul><li>Limitação </li></ul><ul><li>Desvantagem </li></ul><ul><li>Capacidade </li></ul><ul><li>Possibilidades </li></ul><ul><li>Potencialidades </li></ul><ul><li>Essência do indivíduo </li></ul><ul><li>Efetivo processo para assegurar </li></ul><ul><li>Direitos humanos </li></ul><ul><li>Direitos sociais </li></ul><ul><li>Melhorar a qualidade de vida </li></ul>
  12. 12. Um novo modelo - OMS <ul><li>O que existe de potência para que você seja membro ativo em todos os sentidos e nas diversas atividades da sociedade? </li></ul><ul><li>Você pode! </li></ul>
  13. 13. Classificação <ul><li>DEFICIÊNCIA </li></ul><ul><li>Perda ou anomalia de uma </li></ul><ul><li>estrutura ou função psicológica, </li></ul><ul><li>fisiológica ou anatômica. </li></ul><ul><li>Pode ser: </li></ul><ul><li>Natureza </li></ul><ul><ul><li>Inata </li></ul></ul><ul><ul><li>Adquirida </li></ul></ul><ul><li>Caráter </li></ul><ul><ul><li>Temporário </li></ul></ul><ul><ul><li>Permanente </li></ul></ul>
  14. 14. Onde estão? <ul><li>Crianças, adolescentes, adultos e idosos (Dados do IBGE) </li></ul><ul><li>1,14% em 1990 </li></ul><ul><li>14,5% em 2000 </li></ul>
  15. 15. Deficiência Física <ul><li>O Aparelho locomotor é composto pelos sistemas: </li></ul><ul><li>Ósteo-articular </li></ul><ul><li>Muscular </li></ul><ul><li>Nervoso Central </li></ul>COMPROMETIMENTO
  16. 16. Origem da deficiência física <ul><li>Origem Neurológica </li></ul><ul><li>Referem-se às </li></ul><ul><li>deteriorações ou </li></ul><ul><li>lesões do SNC : </li></ul><ul><li>Cerebral </li></ul><ul><ul><li>PC </li></ul></ul><ul><ul><li>AVC ou AVE </li></ul></ul><ul><ul><li>TCE </li></ul></ul><ul><li>Medular </li></ul><ul><ul><li>Poliomielite </li></ul></ul><ul><ul><li>Espinha Bífida </li></ul></ul><ul><ul><li>Lesões medulares </li></ul></ul><ul><ul><li>degenerativas </li></ul></ul><ul><ul><li>Traumatismos medulares </li></ul></ul>
  17. 17. <ul><li>Origem Ortopédica </li></ul><ul><li>Referem-se aos </li></ul><ul><li>problemas dos </li></ul><ul><li>músculos, ossos </li></ul><ul><li>e/ou articulações </li></ul>Origem da deficiência física <ul><li>Muscular </li></ul><ul><ul><li>Distrofia muscular </li></ul></ul><ul><ul><li>de Duchene </li></ul></ul><ul><li>Ósseo-articular </li></ul><ul><ul><li>Malformações </li></ul></ul><ul><ul><li>Amputação </li></ul></ul>
  18. 18. <ul><li>Acidentes de trânsito </li></ul><ul><ul><li>Brasil 1/410 </li></ul></ul><ul><ul><li>Suécia 1/21.400 </li></ul></ul><ul><li>Ferimentos por arma de fogo </li></ul><ul><li>Doenças </li></ul><ul><li>Outros </li></ul>Causas deficiência física
  19. 19. <ul><li>Traumas (50% - acidentes de trânsito) </li></ul><ul><li>Lesão cerebral </li></ul><ul><li>Paralisia cerebral </li></ul><ul><li>Lesão medular </li></ul><ul><li>Distrofias musculares </li></ul><ul><li>Esclerose múltipla </li></ul><ul><li>Amputações </li></ul><ul><li>Malformações congênitas </li></ul><ul><li>Distúrbios posturais da coluna </li></ul><ul><li>Seqüelas de queimaduras </li></ul>Causas da deficiência física
  20. 20. Antes de preparar sua próxima aula ... <ul><li>Desconhecer o quadro clínico pode levar ao engano . (PC/DM) </li></ul><ul><li>Conhecer o quadro clínico te auxiliará na escolha de atividades adequadas, levando-se em consideração: </li></ul><ul><ul><li>Potencial remanescente </li></ul></ul><ul><ul><li>Eficiência (dependem da força de vontade e autonomia) </li></ul></ul>
  21. 21. Origem cerebral
  22. 22. Lesão cerebral <ul><li>Destruição ou degeneração das células cerebrais que afetam o Sistema Nervoso Central, pode ocorrer por: </li></ul><ul><li>Doenças </li></ul><ul><li>Traumas </li></ul>
  23. 23. Lesão cerebral <ul><li>Tipos de lesão cerebral </li></ul><ul><ul><li>Paralisia cerebral </li></ul></ul><ul><ul><li>Acidente vascular cerebral ou encefálico </li></ul></ul><ul><ul><li>Trauma crânio-encefálico </li></ul></ul>
  24. 24. Paralisia cerebral
  25. 25. Paralisia cerebral <ul><li>Lesão provocada, muitas vezes, pela falta de </li></ul><ul><li>oxigenação das células cerebrais . </li></ul><ul><li>Acontece durante a gestação, durante o parto </li></ul><ul><li>ou após o nascimento, ainda no processo de </li></ul><ul><li>amadurecimento do cérebro da criança </li></ul>
  26. 26. PC – Causas Pré-natal <ul><li>Ameaça de aborto, choque direto no abdômen da mãe; </li></ul><ul><li>Exposição ao raio X nos primeiros meses de gravidez ; </li></ul><ul><li>Incompatibilidade entre Rh da mãe e do pai ; </li></ul><ul><li>Infecções contraídas pela mãe durante a gravidez (rubéola , </li></ul><ul><li>sífilis, toxicoplasmose ); </li></ul><ul><li>Mãe portadora de diabetes ou com toxemia de gravidez; </li></ul><ul><li>Pressão alta da gestante. </li></ul>
  27. 27. PC – Causas Peri-natal <ul><li>Falta de oxigênio ao nascer </li></ul><ul><li>Lesão causada por partos difíceis, principalmente os dos fetos </li></ul><ul><li>muito grandes de mães pequenas ou muito jovens </li></ul><ul><li>Trabalho de parto demorado; </li></ul><ul><li>Mau uso do Fórceps , manobras obstétricas violentas; </li></ul><ul><li>Os bebês que nascem prematuramente (antes dos 9 meses e </li></ul><ul><li>pesando menos de 2 quilos ) tem mais chances de apresentar </li></ul><ul><li>paralisia cerebral . </li></ul>
  28. 28. PC – Causas Pós-natal <ul><li>Febre prolongada e muito alta ; </li></ul><ul><li>Desidratação com perda significativa de líquidos ; </li></ul><ul><li>Infecções cerebrais causadas por meningite ou encefalite; </li></ul><ul><li>Ferimento ou traumatismo na cabeça; </li></ul><ul><li>Falta de oxigênio por afogamento ou outras causas; </li></ul><ul><li>Envenenamento por gás, por chumbo (utilizado no esmalte </li></ul><ul><li>cerâmico, nos pesticidas agrícolas ou outros venenos ) ; </li></ul><ul><li>Sarampo ; </li></ul><ul><li>Traumatismo crânio-encefálico até os três anos de idade </li></ul>
  29. 29. PC - Classificação <ul><li>Fisiológica (ou quanto ao tônus muscular) </li></ul><ul><li>Topográfica </li></ul>
  30. 30. <ul><li>Tipos mais comuns: </li></ul><ul><li>Espástica </li></ul><ul><li>Atetóica </li></ul><ul><li>Atáxica </li></ul>Classificação Fisiológica
  31. 31. PC - Espástica <ul><li>Quando há uma desordem no movimento voluntário, o que faz com que todo o corpo participe de um movimento que, normalmente, envolveria apenas uma parte do corpo. </li></ul><ul><li>Pode agravar-se conforme o estado emocional. </li></ul><ul><li>Tônus muscular muito alto (tenso) </li></ul>
  32. 32. PC - Atetóica <ul><li>Reflexo que causa um movimento involuntário do corpo, até mesmo quando em repouso. </li></ul><ul><li>Tônus muscular variante (às vezes mais alto – às vezes mais baixo) </li></ul>
  33. 33. <ul><li>Distúrbio motor que causa problemas na postura e na coordenação motora, causando dificuldades no equilíbrio e na percepção tátil. </li></ul><ul><li>Apresenta tônus muscular baixo e dificuldade de coordenação de movimentos. </li></ul>PC - Atáxica
  34. 34. Classificação Topográfica <ul><li>Monoplegia/monoparesia </li></ul><ul><ul><li>Acometimento de um único membro </li></ul></ul><ul><li>Hemiplegia/hemiparesia </li></ul><ul><ul><li>Acometimento de um lado do corpo </li></ul></ul><ul><li>Paraplegia/paraparesia </li></ul><ul><ul><li>Acometimento do tronco e membros inferiores </li></ul></ul>
  35. 35. Classificação Topográfica <ul><li>Diplegia/diparesia </li></ul><ul><ul><li>Membros inferiores mais afetados que os superiores </li></ul></ul><ul><li>Quadriplegia/quadriparesia </li></ul><ul><ul><li>Quatro membros afetados de forma semelhante </li></ul></ul><ul><li>Dupla hemiplegia/dupla hemiparesia </li></ul><ul><ul><li>Quatro membros afetados, um lado mais comprometido </li></ul></ul>
  36. 36. Conceitos <ul><li>Os sufixos “plegia ” e “paresia” geralmente </li></ul><ul><li>indicam o nível de funcionalidade. </li></ul><ul><li>Plegia é a não-funcionalidade nos movimentos </li></ul><ul><li>Paresia é a possibilidade de realizar movimentos </li></ul><ul><li>funcionais </li></ul>
  37. 37. Implicações no programa de AF <ul><li>Experiências de movimento são fundamentais </li></ul><ul><li>Estimulação precoce </li></ul><ul><li>Descoberta do próprio corpo </li></ul><ul><li>Descoberta do outro </li></ul><ul><li>AMA deve conter atividades que envolvam jogos </li></ul><ul><li>e estímulos sensório-motores. </li></ul>
  38. 38. Implicações no programa de AF <ul><ul><li>Jogos com bola devem ser estruturados passo a </li></ul></ul><ul><ul><li>passo, desenvolvendo as habilidades de </li></ul></ul><ul><ul><li>arremessar, lançar, receber – estático depois em </li></ul></ul><ul><ul><li>movimento) </li></ul></ul><ul><ul><li>Chutar é importante – deambular </li></ul></ul><ul><ul><li>Utilizar o critério de progressão individualizada </li></ul></ul><ul><ul><li>estática e depois dinâmica, para introduzir jogos </li></ul></ul><ul><ul><li>coletivos </li></ul></ul>
  39. 39. Acidente Vascular Cerebral
  40. 40. Acidente vascular cerebral - AVC <ul><li>Lesão de uma área cerebral causada pela interrupção </li></ul><ul><li>da circulação sangüínea. </li></ul><ul><li> Afeta: </li></ul><ul><ul><ul><li>Capacidade e o controle motor </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Sensação e percepção </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Comunicação </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Emoções </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Estado de consciência </li></ul></ul></ul>
  41. 41. Causas do AVC <ul><li>Isquêmica </li></ul><ul><ul><li>Tumor </li></ul></ul><ul><ul><li>Mal-formação </li></ul></ul><ul><ul><li>Trauma </li></ul></ul><ul><ul><li>Trombose ou êmbolo </li></ul></ul><ul><ul><li>Arterosclerose </li></ul></ul><ul><li>Hemorrágica </li></ul><ul><ul><li>Hipertensão </li></ul></ul><ul><ul><li>Mal-formação </li></ul></ul><ul><ul><li>Aneurisma </li></ul></ul>
  42. 42. Quem pode sofre um AVC? <ul><li>Pode ocorrer em qualquer faixa etária </li></ul><ul><li>Maior freqüência nas pessoas acima dos sessenta anos de idade </li></ul><ul><li>Hipertensão é um fator de risco que deve ser observado com muita atenção. </li></ul><ul><li>Prevenção é o melhor remédio! </li></ul>
  43. 43. Motricidade <ul><li>Após o AVC, os quadros motores se assemelham ao da paralisia cerebral na classificação topográfica. </li></ul><ul><li>Quadro mais comum: </li></ul><ul><ul><li>Hemiplegia em graus variados </li></ul></ul>
  44. 44. Motricidade <ul><li>Situações secundárias : </li></ul><ul><ul><li>Incontinência urinária e intestinal </li></ul></ul><ul><ul><li>Perda parcial da memória </li></ul></ul><ul><ul><li>Problemas psicológicos (depressão e instabilidade </li></ul></ul><ul><ul><li>emocional) </li></ul></ul><ul><ul><li>Hemianopsia – perda de campos visuais </li></ul></ul><ul><ul><li>Problemas perceptivos e proprioceptivos do lado </li></ul></ul><ul><ul><li>afetado </li></ul></ul>
  45. 45. Implicações no programa de AF <ul><li>Tratamento de recuperação de seqüelas motoras </li></ul><ul><li>é baseado na cinesioterapia. </li></ul><ul><li>A participação ajuda a minimizar sintomas </li></ul><ul><li>secundários como a depressão </li></ul><ul><li>Manter contato com o fisioterapeuta para auxiliar </li></ul><ul><li>na organização do programa de atividades físicas </li></ul>
  46. 46. <ul><li>Atividades esportivas individualizadas são as </li></ul><ul><li>mais indicadas no início. </li></ul><ul><ul><li>Natação </li></ul></ul><ul><ul><li>Bocha </li></ul></ul><ul><ul><li>Boliche adaptado </li></ul></ul><ul><ul><li>Lançamentos e arremessos </li></ul></ul>Implicações no programa de AF
  47. 47. Traumatismo crânio-encefálico
  48. 48. Traumatismo crânio-encefálico - TCE <ul><li>Trata-se de um problema cerebral causado por </li></ul><ul><li>traumatismo corrido na cabeça (crânio) </li></ul><ul><li>Pode produzir : </li></ul><ul><ul><li>Diminuição ou alteração do estado de consciência </li></ul></ul><ul><ul><li>Resulta em limitações do funcionamento: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Motor , cognitivo, social, comportamental, emocional </li></ul></ul></ul>
  49. 49. Limitações motoras - TCE <ul><li>Falta de coordenação </li></ul><ul><li>Falta de planejamento e seqüênciamento </li></ul><ul><li>dos movimentos </li></ul><ul><li>Espasticidade muscular </li></ul><ul><li>Problemas de fala </li></ul><ul><li>Paralisias </li></ul><ul><li>Convulsões </li></ul><ul><li>Alterações perceptivas e sensoriais </li></ul>
  50. 50. Epidemia silenciosa <ul><li>Devido aos acidentes e a outros eventos que ocorrem e não podemos prever </li></ul><ul><li>Resultados de acidentes automotivos, esportivos, quedas, violência, etc. </li></ul><ul><li>Nas crianças, uma alta porcentagem de morte por lesões é decorrente de traumatismos crânio- encefálicos e de suas complicações. </li></ul>
  51. 51. Motricidade <ul><li>Quadro motor </li></ul><ul><ul><li>Descritos conforme a classificação </li></ul></ul><ul><ul><li>topográfica da PC </li></ul></ul><ul><ul><li>Mesmas indicações terapêuticas – PC e AVC </li></ul></ul>
  52. 52. Origem medular
  53. 53. <ul><li>“ Após o acidente que me paralisou, tive que re-aprender a ter uma vida normal e conviver com essa deficiência e com a ajuda da minha família e apoio de alguns amigos cheguei onde estou. O principal problema que me deparei após o acidente, não foi a deficiência, e sim o meu estado mental </li></ul><ul><li>para viver assim. </li></ul><ul><li>Um acidente desse gênero realmente afeta qualquer ser humano.” </li></ul><ul><li>F.B. - tetraplégico </li></ul>Lesão medular
  54. 54. Lesão medular <ul><li>Uma das formas mais graves entre as síndromes incapacitantes, constituindo-se em verdadeiro desafio à reabilitação (física e psicológica) </li></ul><ul><li>Dificuldade decorre da importância da medula espinhal, que não é apenas uma via de comunicação entre as diversas partes do corpo e o cérebro </li></ul>
  55. 55. Lesão medular <ul><li>Centro regulador que controla importantes funções: </li></ul><ul><ul><li>Respiração </li></ul></ul><ul><ul><li>Circulação </li></ul></ul><ul><ul><li>Bexiga </li></ul></ul><ul><ul><li>Intestino </li></ul></ul><ul><ul><li>Controle térmico </li></ul></ul><ul><ul><li>Atividade sexual </li></ul></ul>
  56. 56. Causas <ul><li>LESÕES TRAUMÁTICAS </li></ul><ul><ul><li>Fraturas-luxações </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Acidentes de trânsito </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Esportes </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Quedas </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Acidentes de trabalho </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Ferimentos </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Armas de fogo </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Armas brancas </li></ul></ul></ul>
  57. 57. Causas <ul><li>LESÕES NÃO TRAUMÁTICAS </li></ul><ul><ul><li>Degenerativas </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Enfermidades e síndromes </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Malformações </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Mielomeningocele </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Outros </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Poliomielite </li></ul></ul></ul>
  58. 58. POLIOMIELITE Profa. Ms. Eliane Lemos Foto de Sebastião Salgado - Somália
  59. 59. Poliomielite <ul><li>Doença aguda provocada por um vírus (poliovírus) que se aloja na medula e destrói as células motoras. </li></ul><ul><li>Seqüela: Paralisia das áreas motoras afetadas com preservação da sensibilidade. </li></ul><ul><li>Também conhecida como Paralisia Infantil </li></ul>
  60. 60. Ásia e África <ul><li>Atualmente, o mundo </li></ul><ul><li>registra 1163 casos confirmados, </li></ul><ul><li>o que representa um importante </li></ul><ul><li>risco de disseminação do </li></ul><ul><li>poliovírus frente à vulnerabilidade </li></ul><ul><li>promovida pela intensa </li></ul><ul><li>mobilização das populações. </li></ul>
  61. 61. Transmissão <ul><li>A transmissão pode ocorrer de pessoa-a-pessoa, por meio de secreções nasofaríngeas, ou de objetos, alimentos e água, contaminados com fezes de doentes ou portadores. </li></ul>
  62. 62. Medidas de prevenção
  63. 63. <ul><li>SPP – manifesta-se em indivíduos que tiveram poliomielite, em média, após 15 anos ou mais, com um novo quadro sintomatológico: </li></ul><ul><ul><li>Fraqueza muscular e progressiva, fadiga, fores musculares e nas articulações (diminuição da capacidade funcional e/ou no surgimento de novas incapacidades) </li></ul></ul><ul><ul><li>Alguns podem desenvolver dificuldade de deglutição e respiração. </li></ul></ul><ul><ul><li>Abraspp - Associação Brasileira de Síndrome Pós-Poliomielite www.abraspp.org.br </li></ul></ul>Síndrome pós-polio
  64. 64. Países em risco
  65. 65. Países em risco
  66. 66. Países em risco
  67. 67. Países em risco
  68. 68. Países em risco
  69. 69. Espinha bífida
  70. 70. Espinha bífida <ul><li>Lesão que ocorre na medula, provocando paralisia, que pode variar de uma ligeira seqüela até a perda total da sensibilidade </li></ul><ul><li>e do controle abaixo da lesão. </li></ul>
  71. 71. Espinha bífida <ul><li>Tipos mais comuns: </li></ul><ul><ul><li>Meningocele </li></ul></ul><ul><ul><li>Mielomeningocele </li></ul></ul>
  72. 72. Meningocele <ul><ul><li>Protusão da bolsa </li></ul></ul><ul><ul><li>subcutânea contendo </li></ul></ul><ul><ul><li>principalmente </li></ul></ul><ul><ul><li>meninges e líquido; </li></ul></ul><ul><ul><li>pode conter raízes </li></ul></ul><ul><ul><li>nervosas </li></ul></ul>
  73. 73. Mielomeningocele <ul><ul><li>A bolsa contém tecido </li></ul></ul><ul><ul><li>nervoso central, o que </li></ul></ul><ul><ul><li>representa medula </li></ul></ul><ul><ul><li>espinhal lesada com </li></ul></ul><ul><ul><li>raízes nervosas. </li></ul></ul>
  74. 74. Hidrocefalia <ul><li>Anormalidade de absorção do líquido cefalorraquidiano, causando o aumento do volume; </li></ul><ul><li>Drenagem – válvula; </li></ul><ul><li>Pode ocorrer atraso mental </li></ul>
  75. 75. <ul><li>Paraplegia </li></ul><ul><ul><li>Paralisia dos membros inferiores e todo ou uma porção do tronco </li></ul></ul><ul><li>Tetraplegia </li></ul><ul><ul><li>Quando os membros superiores também estão envolvidos </li></ul></ul><ul><li>Quanto mais alta é a lesão: </li></ul><ul><li>Maior a perda das funções motoras, sensitiva e autônoma </li></ul><ul><li>Maiores as alterações metabólicas do organismo </li></ul>Nível da lesão medular
  76. 76. Seqüelas das lesões medulares <ul><li>Espasmos </li></ul><ul><li>Redução da capacidade respiratória </li></ul><ul><li>Maior probabilidade às infecções </li></ul><ul><li>Disfunção do sistema de regulação térmica </li></ul><ul><li>Úlceras de decúbito (escaras) </li></ul><ul><li>Incontinência urinária </li></ul><ul><li>Distúrbios de esfíncter retal </li></ul><ul><li>Diminuição da massa óssea e muscular </li></ul><ul><li>Aumento da porcentagem de gordura </li></ul><ul><li>Perda da sensibilidade </li></ul><ul><li>Prejuízos do retorno venoso </li></ul>
  77. 77. Lesões medulares degenerativas <ul><li>Ocorrem pela perda gradativa da função das células nervosas da medula, causada por infecções hereditárias. </li></ul><ul><ul><li>Enfermidade de Wendin </li></ul></ul><ul><ul><li>Síndrome Wohlfart-Kugelberg </li></ul></ul><ul><ul><li>Enfermidade de Charcot-Marie-Tooth </li></ul></ul><ul><ul><li>Ataxia de Friedreich </li></ul></ul>
  78. 78. Traumatismos medulares <ul><li>Considerando que a coluna é parte integrante do SNC, qualquer lesão ocorrida nela causa danos irreparáveis. </li></ul><ul><li>Medula é protegida por 24 vértebras </li></ul><ul><ul><li>C - Sete cervicais – 8 pares de nervos </li></ul></ul><ul><ul><li>T - Doze torácicas – 12 pares de nervos </li></ul></ul><ul><ul><li>L - Cinco lombares – 5 pares de nervos </li></ul></ul><ul><ul><li>S - Cinco sacrais – 5 pares de nervos </li></ul></ul><ul><ul><li>Coccígeas – um par de nervos </li></ul></ul>
  79. 79. Nível da lesão medular <ul><li>Acima do segmento medular T1 tetra ou quadriplegia </li></ul><ul><li>Abaixo da T1 causam paraplegia </li></ul>7 cervicais 12 torácicas 5 lombares 3 a 5 sacrais C1 C2 C3 C4 C5 C6 C7 T1 T2 T3 . . . L1 L2 . . . S1 S2 Tetraplegia Paraplegia
  80. 80. Implicações no programa de AF <ul><li>Professor deve avaliar: </li></ul><ul><ul><li>Flexibilidade (falta) </li></ul></ul><ul><ul><li>Capacidade de sustentar atividade aeróbica </li></ul></ul><ul><ul><li>Força e resistência para: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Erguer o corpo </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Transferir </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Push up (prevenção de escaras) </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Impulsionar a cadeira de rodas </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Porcentagem de gordura </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Excessiva – incompatível com uma boa saúde </li></ul></ul></ul>
  81. 81. Atividades desenvolvidas <ul><li>Início – pode ter dificuldades para se adaptar </li></ul><ul><li>ao equipamento </li></ul><ul><li>Cadeira esportiva versus cadeira social </li></ul><ul><li>Treinamento específico deve englobar a propulsão da cadeira de rodas em situações variadas </li></ul><ul><ul><li>Para frente, para trás, em curvas, com obstáculos, em terrenos acidentados, com possíveis inclinações e com superfícies diferentes </li></ul></ul><ul><ul><li>Alternar os exercícios com velocidades diferentes, mais acelerado ou mais lento </li></ul></ul>
  82. 82. Atividades de condicionamento físico <ul><li>Devem privilegiar o desenvolvimento das variáveis da </li></ul><ul><li>aptidão física relacionadas à saúde: </li></ul><ul><ul><li>Força </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Exercícios que visem ao fortalecimento da musculatura não atingida pela lesão. </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Resistência </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Impulsionar a cadeira, durante um determinado tempo e a uma intensidade preestabelecida </li></ul></ul></ul>
  83. 83. Atividades de condicionamento físico <ul><ul><li>Flexibilidade </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Deve ser desenvolvida em todas as articulações do corpo, independentemente </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>de a musculatura permanecer funcional </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>ou não </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Postura </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Manutenção da porcentagem de gordura dentro de níveis considerados compatíveis com a boa saúde </li></ul></ul></ul>
  84. 84. Atividades aquáticas na lesão medular <ul><li>Atividade esportiva mais procurada </li></ul><ul><li>Sensação de independência e liberdade </li></ul><ul><li>Podem apresentar episódios de grande espasticidade ao entrar na água, especialmente se a temperatura for baixa. </li></ul><ul><li>Relaxamento antes da aula com exercícios de alongamento passivo, puxando-o em sinuosa pela piscina, segurando na base de sua cabeça ou nos seus ombros, mantendo-o em decúbito dorsal. </li></ul>
  85. 85. Atividades aquáticas na lesão medular <ul><li>Não pode apresentar dermatites ou processos de escaras e nem infecções urinárias </li></ul><ul><li>Os alunos devem evitar a ingestão de líquidos antes da natação e urinar e evacuar antes da entrada na piscina </li></ul><ul><li>Possível dificuldade de regulação térmica do aluno. A temperatura da água deve girar em torno dos 30ºC no caso de alunos tetraplégicos,a fim de não oferecer riscos de hipotermia. </li></ul><ul><li>Quanto mais baixo o nível de lesão e maior o grau de treinamento, esses valores podem ser alterados. </li></ul>
  86. 86. Aspectos de segurança <ul><li>Bordas da piscina não devem ser muito alta em relação ao nível da água </li></ul><ul><li>Utilizar um tapete emborrachado para que o aluno se sente na borda da piscina </li></ul><ul><li>Os alunos devem aprender a realizar flutuações em ambos os decúbitos, com mudança de decúbito, respiração subaquática pelo nariz e/ou pela boca, propulsões básicas coordenadas com a respiração e técnicas de salvamento </li></ul>
  87. 87. Benefícios da atividade aquática <ul><li>Prevenir escaras de decúbito devido a permanência fora da cadeira de rodas </li></ul><ul><li>Estimular a circulação sangüínea de modo geral </li></ul><ul><li>Ferramenta para condicionamento respiratório </li></ul><ul><li>Relaxar o indivíduo </li></ul><ul><li>Proporcionar experiências de lazer e superação do medo </li></ul>
  88. 88. Considerações finais <ul><li>Academias e centros de atividades físicas – dirigentes devem ter a consciência de adaptar as instalações para receber esses alunos: </li></ul><ul><ul><li>Construção de rampas </li></ul></ul><ul><ul><li>Corredores mais largos </li></ul></ul><ul><ul><li>Instalar corrimão nas escadas </li></ul></ul><ul><ul><li>Reformar os pisos e calçadas que apresentem desníveis </li></ul></ul><ul><ul><li>Treinar seus recursos humanos para o devido atendimento da pessoa com deficiência </li></ul></ul>
  89. 89. <ul><li>Atletismo </li></ul><ul><li>Arco e flecha </li></ul><ul><li>Bocha </li></ul><ul><li>Basquetebol sobre rodas </li></ul><ul><li>Ciclismo </li></ul><ul><li>Equitação </li></ul><ul><li>Esgrima </li></ul><ul><li>Futebol para paralisados cerebrais </li></ul><ul><li>Futebol para amputados </li></ul>Modalidades esportivas <ul><li>Halterofilismo </li></ul><ul><li>Iatismo </li></ul><ul><li>Natação </li></ul><ul><li>Remo adaptado </li></ul><ul><li>Tênis de campo </li></ul><ul><li>Tênis de mesa </li></ul><ul><li>Voleibol </li></ul>
  90. 90. Origem Muscular
  91. 91. DOENÇAS NEUROMUSCULARES Profa. Ms. Eliane Lemos
  92. 92. CLASSIFICAÇÃO <ul><li>As doenças neuromusculares podem ser divididas em: </li></ul><ul><ul><li>Miopatias - Distrofias </li></ul></ul><ul><ul><li>Neuropatias </li></ul></ul><ul><ul><li>Mielopatias </li></ul></ul><ul><li>O termo miopatia designa todos os estados patológicos que atuam primariamente na musculatura estriada. </li></ul>
  93. 93. Distrofia Muscular Degenerativa de Duchenne
  94. 94. DISTROFIA MUSCULAR <ul><li>Dentre as miopatias figuram as distrofias musculares, que possuem vários tipos de manifestações. </li></ul><ul><li>São afecções de caráter hereditário </li></ul><ul><ul><li>Distrofia Muscular de Duchenne – DMD: </li></ul></ul><ul><ul><li>Incidência: 1/3.500 nascimentos </li></ul></ul><ul><ul><li>Distrofia Muscular de Becker – DMB: </li></ul></ul><ul><ul><li>Incidência: 1/30.000 nascimentos masculinos. </li></ul></ul><ul><ul><li>Distrofia Muscular de Steinert – DMS: </li></ul></ul><ul><ul><li>Incidência: 1/8.000 a 10.000 nascimentos de ambos os sexos. </li></ul></ul><ul><ul><li>Distrofia Muscular Facio-Escápulo-Umeral – FSH: </li></ul></ul><ul><ul><li>Incidência: 1/20.000 nascimentos de ambos os sexos. </li></ul></ul>
  95. 95. Distrofia muscular de Duchenne <ul><li>Uma das mais comuns formas da doença, é também a mais severa. </li></ul><ul><li>As células musculares se degeneram e são substituídas por tecido conjuntivo e adiposo. </li></ul><ul><li>Quem tem DMD geralmente não chega à terceira década de vida, pois morre em decorrência das complicações respiratórias </li></ul>
  96. 96. DMD - Transmissão <ul><li>Acontece por um defeito no gene localizado no braço curto do no cromossomo X. </li></ul><ul><ul><li>A mulher tem dois cromossomos X </li></ul></ul><ul><ul><li>O homem tem um cromossomo Y, herdado do pai, e um cromossomo X, que recebe da mãe. </li></ul></ul>
  97. 97. DMD – Sintomas e prognóstico <ul><li>Primeiros sintomas: </li></ul><ul><ul><li>Marcha alargada </li></ul></ul><ul><ul><li>Dificuldade para subir escadas </li></ul></ul><ul><ul><li>Tendência a quedas freqüentes </li></ul></ul><ul><ul><li>Exames laboratorias: presença de altos níveis de creatino fosfoquinase (CPK) no sangue </li></ul></ul><ul><ul><li>Lordose e obesidade são desenvolvidas em virtude da fraqueza da musculatura e de acúmulo de tecido adiposo </li></ul></ul><ul><ul><li>Podem aparecer contraturas nas articulações do tornozelo, joelho e quadril </li></ul></ul>
  98. 98. Implicações no programa de AF <ul><li>A EF exerce um papel importante na manutenção da qualidade de vida , principalmente nos primeiros estágios da doença com a finalidade de: </li></ul><ul><ul><li>Preservar a marcha </li></ul></ul><ul><ul><li>Prevenir contraturas </li></ul></ul><ul><ul><li>Prevenir atrofias musculares </li></ul></ul><ul><li>Um programa com atividades que visem a promoção da força e da resistência muscular têm influência positiva no desenvolvimento muscular. Podendo retardar o surgimento de atrofias e contraturas. </li></ul>
  99. 99. Sinal de Gowers
  100. 100. Implicações no programa de AF <ul><li>Atenção particular deve ser dada à musculatura dos MMII, abdome e quadris, responsáveis pela locomoção. </li></ul><ul><li>Para aqueles que já se encontram dependentes de cadeira de rodas, os exercícios respiratórios devem ser priorizados e executados diariamente. </li></ul><ul><li>As atividades aquáticas são extremamente benéficas. </li></ul><ul><li>A preservação da flexibilidade articular também deve ser incluída em atividades de todos os programas. </li></ul>
  101. 101. Implicações no programa de AF <ul><li>A distrofia diminui a força e a resistência muscular e, conseqüentemente, também a potência aeróbica. </li></ul><ul><li>As atividades aeróbicas de baixa intensidade auxiliam a prevenir e a combater a obesidade. </li></ul><ul><li>A dança e as atividades rítmica podem ser motivadoras para desenvolver essas capacidades. </li></ul>
  102. 102. Lembrete <ul><li>&quot;Não existe doença sem cura, existe doença cujo tratamento ainda não foi encontrado&quot; </li></ul><ul><li>Profª Drª Mayana Zatz - Fundadora e Diretora </li></ul><ul><li>Presidente da Associação Brasileira </li></ul><ul><li>de Distrofia Muscular. </li></ul>
  103. 103. Esclerose Múltipla
  104. 104. ESCLEROSE MÚLTIPLA <ul><li>Entre as mielopatias existe a esclerose múltipla, doença neurológica progressiva desmielinizante. </li></ul><ul><li>Cerca de dois terços dos indivíduos que apresentam essa doença relatam o aparecimento de suas primeiras manifestações entre o 20º e 40º ano de vida, embora possa se manifestar também em crianças e idosos. </li></ul><ul><li>As mulheres em geral são mais acometidas por esta doença, havendo predominância nos indivíduos da raça branca </li></ul>
  105. 105. Sintomas EM <ul><li>Os indivíduos acometidos por esta doença costumam apresentar sintomas diversos, dependendo da região afetada. </li></ul><ul><li>Os mais comuns são: </li></ul><ul><ul><li>Fraqueza generalizada </li></ul></ul><ul><ul><li>Visão dupla </li></ul></ul><ul><ul><li>Fala com pronúncia alterada </li></ul></ul><ul><ul><li>Murmúrios </li></ul></ul><ul><ul><li>Marcha cambaleante </li></ul></ul><ul><ul><li>Paralisia parcial ou completa </li></ul></ul>
  106. 106. Importância da atividade física <ul><li>A EM traz fraqueza muscular. Conforme evolui, o indivíduo se torna pouco tolerante a esforços extenuantes. </li></ul><ul><li>A prática de AF de baixa intensidade pode colaborar para a promoção da capacidade aeróbica, dando condições para o indivíduo suportar com maior segurança as atividades mais extenuantes. </li></ul><ul><li>Natação e outras atividades aquáticas são indicadas, sobretudo se não forem realizadas em água muito quente, pois o calor lhe dará a sensação de fadiga mais precoce, em virtude do relaxamento oferecido pelo calor da água. </li></ul>
  107. 107. Origem ósseo-articular
  108. 108. Distúrbios ósseos e articulares
  109. 109. Estruturas do aparelho locomotor <ul><li>Ossos </li></ul><ul><li>Cartilagens </li></ul><ul><li>Músculos </li></ul><ul><li>Tendões </li></ul><ul><li>Ligamentos </li></ul><ul><li>Bursas </li></ul>
  110. 110. Osteogênese Imperfeita
  111. 111. Osteogêne Imperfecta <ul><li>Malformação óssea causada por herança genética </li></ul><ul><li>Deficiência do colágeno </li></ul><ul><li>Compromete a estrutura óssea, tornando-a quebradiça e com densidade diminuída </li></ul><ul><li>1:21.000 </li></ul><ul><li>Brasil – 12.000 </li></ul>
  112. 112. Conseqüências <ul><li>Fraturas e micro-fraturas; </li></ul><ul><li>Encurvamento dos ossos das pernas, braços e coluna; </li></ul><ul><li>Baixa estatura; </li></ul><ul><li>Escoliose ( desvios na coluna ); </li></ul><ul><li>Defeitos na formação dos dentes; </li></ul><ul><li>Problemas na audição. </li></ul>
  113. 113. Brincadeira de criança <ul><li>Futebol, pega-pega, amarelinha, </li></ul><ul><li>esconde-esconde. Impossível </li></ul><ul><li>imaginar uma criança sem associar </li></ul><ul><li>às brincadeiras. </li></ul>Para a criança com OI, isso representa grandes riscos.
  114. 114. Atividade física <ul><li>Movimentação muscular - estimular a vitalidade dos músculos e ossos e assim evitar a perda de cálcio. </li></ul><ul><li>Atividade: Caminhada </li></ul><ul><li>Além de independência e liberdade: estimular a circulação e fortalecer os ossos. </li></ul><ul><li>Dieta rica em cálcio, fósforo, magnésio e vitaminas. </li></ul>
  115. 115. Atividade física <ul><li>As crianças sabem quanta força e que atividades podem realizar sem correr riscos; </li></ul><ul><li>Restringir as AF aumentará o risco de fraturas; </li></ul><ul><li>Importante que elas brinquem, isso faz parte do desenvolvimento; </li></ul><ul><li>Para que ela participe: proteja o ambiente com cobertores, travesseiros ou almofadas. </li></ul>
  116. 116. Atenção <ul><li>Fiquem atentos para os sinais de fraturas: </li></ul><ul><ul><li>Inchaço </li></ul></ul><ul><ul><li>Vermelhidão </li></ul></ul><ul><ul><li>Calor </li></ul></ul><ul><ul><li>Dor local </li></ul></ul><ul><ul><li>Fonte: www.aacd.org.br </li></ul></ul><ul><ul><li>Dr. Antonio Carlos Fernandes (médico ortopedista) </li></ul></ul>
  117. 117. Nanismo
  118. 118. Nanismo <ul><li>Baixa estatura em relação à idade cronológica (adulto no máximo 132 cm) </li></ul><ul><li>Existem mais de 100 tipos de displasias esqueléticas </li></ul><ul><ul><li>Acondroplasia mais comum </li></ul></ul><ul><li>1:25.000 </li></ul>
  119. 119. Nanismo acondroplásico <ul><li>Cabeça de tamanho normal e os membros muito curtos em relação ao tronco (principalmente na parte superior dos braços e nas coxas) </li></ul><ul><li>Causas: </li></ul><ul><ul><li>Distúrbios genéticos (não há tratamento) </li></ul></ul><ul><ul><li>Deficiência do hormônio de crescimento e da tireóide (pode-se recorrer a medicamentos para amenizar o problema) </li></ul></ul>
  120. 120. Atenção <ul><li>Possíveis lesões de menisco, tendência ao joelho varo; </li></ul><ul><li>Sobrecarga na coluna cervical e lombar poderá aumentar a lordose; </li></ul><ul><li>Desequilíbrio – desproporção; </li></ul><ul><li>Possibilidade de malformação cardíaca; </li></ul><ul><li>Aumento do peso </li></ul>
  121. 121. ATIVIDADE FÍSICA NAS AMPUTAÇÕES E ANOMALIAS CONGÊNITAS
  122. 122. CAUSAS <ul><li>Nas crianças, as causas mais freqüentes das amputações são as malformações congênitas. </li></ul><ul><li>Outras causas importantes: </li></ul><ul><ul><li>Infecção </li></ul></ul><ul><ul><li>Trauma </li></ul></ul><ul><ul><li>Neoplasias </li></ul></ul><ul><ul><li>Problemas vasculares são raros </li></ul></ul>
  123. 123. Conceitos <ul><li>Prótese </li></ul><ul><li>Substitui o órgão </li></ul><ul><li>Órtese </li></ul><ul><li>Ajuda o funcionamento </li></ul>
  124. 124. Implicações no programa de AF <ul><li>A atividade física, seja com fins recreativos ou esportivos, colabora com o processo de reabilitação </li></ul><ul><li>Exercícios físicos melhoram as condições de controle da prótese, porque diminuem a atrofia muscular e aprimoram a propriocepção. </li></ul>
  125. 125. Implicações no programa de AF <ul><li>Avanços tecnológicos - maior gama de possibilidades em relação à prática das atividades físicas e esportivas </li></ul><ul><li>As atividades aquáticas - não traumatizam o membro residual (recomendadas) </li></ul><ul><li>Nos casos de amputações unilaterais, podem ocorrer distúrbios no equilíbrio na água, em especial nas flutuações dorsais e ventrais. A adaptação nesse caso só é possível com o treinamento, cada um encontra formas diferentes para ajustar seu corpo na água </li></ul>
  126. 126. Implicações no programa de AF <ul><li>Também é possível o uso de nadadeiras ou de palmares nos cotos, para aumentar a força e a velocidade dos movimentos </li></ul><ul><li>Essa reabilitação não diz apenas respeito às adaptações físicas, na atividade circulatória e na função muscular remanescente, mas também aos benefícios psicossociais advindos de tal prática. </li></ul>
  127. 127. Dicas gerais em AMA <ul><li>Procure entender as características individuais de cada um e descobrir como se relacionar com eles; </li></ul><ul><li>Potencialize seu aluno </li></ul><ul><li>Não subestime as possibilidades </li></ul><ul><li>Evite superproteção, estimule a independência </li></ul><ul><li>Esclareça suas dúvidas sobre as limitações. </li></ul><ul><li>Dirija-se sempre que possível ao seu aluno e apenas quando necessário, peça informações às pessoas que o acompanham. </li></ul>
  128. 128. Papel do educador
  129. 129. O seu papel como educador Maximizar o potencial individual Focalizar o desenvolvimento das habilidades Selecionar atividades apropriadas Providenciar um ambiente favorável à aprendizagem Encorajar a auto-superação
  130. 130. Responsabilidade e Ética <ul><li>Profissionais que atuam no universo da EFA </li></ul><ul><li>assumem um papel transformador com </li></ul><ul><li>competência específica da área , sendo atores </li></ul><ul><li>vivos que constroem, mantém e alteram </li></ul><ul><li>significados sobre: </li></ul><ul><li>Área </li></ul><ul><li>Si próprios </li></ul><ul><li>Atividades pelas quais respondem. </li></ul>
  131. 131. Re-significar ... <ul><li>É preciso ressignificar a diferença, e para tanto há que se des-adjetivar o substantivo diferença: </li></ul><ul><li>Ser diferente não é ser melhor ou pior </li></ul><ul><li>A diferença simplesmente é. </li></ul>
  132. 132. Mudar de ângulo <ul><li>A idéia do Caleidoscópio </li></ul><ul><li>... é aceitar a idéia de que todos </li></ul><ul><li>são importantes e significativos e quanto maior a diversidade, mais complexa e rica será a situação. </li></ul><ul><li>Carvalho </li></ul>
  133. 133. Processo de inclusão <ul><li>Passa obrigatoriamente pelo respeito </li></ul><ul><li>às diferenças individuais ... </li></ul>
  134. 134. Educação inclusiva <ul><li>Benefícios para os alunos: </li></ul><ul><li>Desenvolvimento de atitudes positivas em relação aos outros </li></ul><ul><li>Ganho nas habilidades acadêmicas e sociais </li></ul><ul><li>Preparação para a vida em comunidade (convivência com a diversidade/diferença) </li></ul><ul><li>Evitar efeitos prejudiciais da exclusão </li></ul>
  135. 135. Educação inclusiva <ul><li>Benefícios para a sociedade: </li></ul><ul><ul><li>Valor social da igualdade </li></ul></ul><ul><ul><li>Superação dos padrões que imperavam no passado </li></ul></ul><ul><ul><li>Quebra do estigma e acesso à informação </li></ul></ul>
  136. 136. Educação inclusiva <ul><li>Benefícios para os professores: </li></ul><ul><ul><li>Melhoria das habilidades profissionais </li></ul></ul><ul><ul><li>e pessoais </li></ul></ul><ul><ul><li>Capacitação profissional </li></ul></ul>
  137. 137. E acontece naturalmente quando ... <ul><li>Considerarmos: </li></ul><ul><li>Valores </li></ul><ul><li>Experiências individuais </li></ul><ul><li>Valorizamos a relação: </li></ul><ul><li>Adulto-criança </li></ul><ul><li>Adulto –adolescente </li></ul><ul><li>Caracterizada pelo respeito </li></ul><ul><li>mútuo, afeto e confiança! </li></ul><ul><li>Promovemos </li></ul><ul><li>Autonomia </li></ul><ul><li>Espírito crítico </li></ul><ul><li>Criatividade </li></ul><ul><li>Responsabilidade </li></ul><ul><li>Cooperação </li></ul>
  138. 138. Uma pausa para a reflexão <ul><li>A inclusão é para todos? </li></ul>
  139. 139. Ponderação <ul><li>Quando não é favorável </li></ul><ul><ul><li>Extremamente destrutivo, desagregador e/ou perigoso para outros estudantes </li></ul></ul><ul><ul><li>Não permite que os colegas alcancem suas metas por causa da inclusão </li></ul></ul><ul><ul><li>Não alcança suas metas ou se dispersa por estar incluído na aula regular de educação física </li></ul></ul><ul><ul><li>Não está recebendo um programa de educação física apropriado, orientado para suas necessidades únicas </li></ul></ul><ul><ul><li>O ambiente não é seguro para este estudante </li></ul></ul>
  140. 140. Pensar juntos <ul><li>Se chegarmos à conclusão de que </li></ul><ul><li>não é possível? </li></ul><ul><li>Como responder à seguinte pergunta: </li></ul><ul><li>“Se correr o bicho pega, </li></ul><ul><li>se ficar o bicho come”. </li></ul><ul><li>O que fazer? </li></ul>
  141. 141. Referências bibliográficas <ul><li>Tese de dissertação de mestrado </li></ul><ul><li>Sintomatologia depressiva em adolescentes com </li></ul><ul><li>lesão medular </li></ul><ul><li>Lemos, E – Universidade Presbiteriana Mackenzie, 2000 </li></ul><ul><li>Atividade Física Adaptada </li></ul><ul><li>Gorgatti, M.G. e Costa, R.F. </li></ul><ul><li>Barueri, SP: Manole, 2005 </li></ul>
  142. 142. Imagens <ul><li>http://www.endofpolio.org/home.html </li></ul><ul><li>Fotos: Sebastião Salgado </li></ul><ul><li>http.://www.ericohiller.com.br </li></ul><ul><li>Fotos: Erico Hiller </li></ul>
  143. 143. Parabéns              

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