Nee motrizes

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As particularidades do aluno deficiente motor, Amone Matandaudje

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Nee motrizes

  1. 1. 1IntroduçãoGeralmente, não pensamos nos detalhes sobre ir e vir. Tampouco nos preocupamos se o local a servisitado tem acesso fácil, se haverá comunicação entre os diferentes espaços. A situação é diferentepara pessoas com deficiências físicas, visuais ou com mobilidade reduzida. Elas precisam de locaisprojectados para permitir a acessibilidade e, também, que esse acesso possa ser realizado pelaprópria pessoa, de forma independente e autónoma. Por serem espaços institucionais que têm comotarefa a produção de conhecimento, a construção de cidadania colectiva e a preparação para otrabalho, a situação das escolas é peculiar. O reconhecimento do papel fundamental que a educaçãotem na vida das pessoas, em sociedades nas quais os princípios da democracia e da cidadaniadireccionam a organização política e a sociedade civil, torna-a compulsória (obrigatória),considerada direito público. A não existência de acessibilidade em escolas públicas é um paradoxo,pois o próprio Estado que define a obrigatoriedade da educação acaba por não permitir que asfamílias cumpram o dever constitucional de ter os seus filhos na escola. O trabalho presente apontaque, mesmo onde já houve obras, alunos com deficiência continuam com grandes dificuldades. Ajustificativa, por exemplo, da não instalação de pista portátil para deficientes visuais devido àausência de fornecimento pode soar como impossível.
  2. 2. 2DefiniçãoA deficiência motora é a alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano,acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplégica –perda total das funções motoras dos membros inferiores, paraparesia, monoplegia, monoparesia,tetraplégica, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, ostomia, amputação ou ausência de membro,paralisia cerebral – lesão de uma ou mais áreas do sistema nervoso central, tendo comoconsequência alterações psicomotoras, podendo ou não causar deficiência mental, nanismo,membros com deformidade congénita ou adquirida, excito as deformidades estéticas e as que nãoproduzam dificuldades para o desempenho de funções. Considera-se deficiência motora qualquerdéfice ou anomalia que tenha como consequências uma dificuldade, alteração e/ou a não existênciade um determinado movimento considerado normal no ser humano.As alterações dos movimentos podem ter origem em alterações dos grupos musculares, da estruturaóssea, da estrutura ósseo - articular ou em anomalias do Sistema Nervoso Centra. Podem ter umcarácter definitivo (estável, isto é, que não sofre alterações com o tempo) ou evolutivo (que temtendência a modificar-se ao longo do tempo).Podemos considerar a Deficiência Motora como uma perda de capacidades, afectando directamentea postura e/ou movimento, fruto de uma lesão congénita ou adquirida nas estruturas reguladoras eefectoras do movimento do sistema nervoso. Considera-se uma pessoa portadora de deficiênciamotora, de carácter permanente, ao nível dos membros superiores ou inferiores, quando tiver umaincapacidade igual ou superior a 60%. Ou por outras palavras, a deficiência motora é uma disfunçãofísica ou motora, a qual poderá ser congénita ou adquirida, transitória ou permanente. Dependendode cada problemática e severidade, as pessoas com deficiência motora podem ser consideradascomo alunos com Necessidades Educativas Especiais. Estes poderão apresentar limitações ao níveldas articulações e estrutura óssea, da função muscular e do movimento (reflexos motores, reacçõesmotoras involuntárias, controlo do movimento voluntário, movimentos involuntários e padrões demarcha).A Deficiência Motora afecta o indivíduo:-Na sua mobilidade;-Na coordenação motora;-Na fala.
  3. 3. 3A criança com Deficiência MotoraAs crianças com deficiência motora apresentam limitações ao nível dos estímulos afectivos esensório - motores. Estes aspectos conduzem, por sua vez, a limitações na aquisição decompetências básicas em cada uma das etapas de desenvolvimento. As crianças com deficiênciamotora ficam impedidas de explorar o meio que as rodeia, facto que irá afectar e condicionar assuas capacidades cognitivas e de personalidade.A criança com Deficiência Motora e a Escola-Promover a independência do aluno mas tendo sempre presente as suas limitações e necessidades;-Procurar soluções específicas adequadas a cada caso;-Dialogar com a criança tendo em atenção o seu campo de visão (pode ser incómodo estar semprecom a cabeça levantada);-Deslocar a cadeira de rodas com prudência para não magoarmos outras pessoas;-Promover a entreajuda entre todos (pais, professores, auxiliares);-Esclarecer e informar-se acerca do problema do aluno;Acredita-se que na formação inicial de professores devam obrigatoriamente ser incluída noscurrículos oficiais das universidades disciplinas que discutam aspectos científicos, sociais eeducacionais que permeiam as deficiências, bem como estágios em instituições que ofereçamtrabalhos direccionados para as necessidades educacionais de seus alunos.Causas principais da deficiência motoraAs causas da deficiência física nos jovens ou adultos, pode resultar de um acidente vascular cerebral(derrame), de traumatismo craniano, de lesão medular ou de amputação. Sendo que a violênciaurbana, que tem sido tão focalizada pela média, como acidentes no trânsito ou de trabalho, está setornando a principal causa da deficiência física.São muitas as causas das deficiências motoras e normalmente dividem-se em dois gruposfundamentais, de acordo com a sua origem: Deficiências motoras que têm origem em lesõescerebrais; Deficiências motoras com origem não cerebral causadas por factores externos (como porexemplo, traumatismos) ou por factores internos (como por exemplo reumatismos, tuberculoseóssea, entre outras).
  4. 4. 4Deficiências motoras de origem cerebralA paralisia cerebral pode dar origem a diferentes situações clínicas que trazem sempre muitasdificuldades para a pessoa. Trata-se de uma alteração do movimento e da postura, que aparece noprimeiro ano de vida, devido a uma lesão não progressiva (que não evolui) do cérebro.Sabe-se que grande parte das lesões cerebrais no período pré-natal (antes do nascimento) apareceentre os cinco e os sete meses de vida intra-uterina. No entanto, ainda não existe um conhecimentoclaro das suas causas. Parece ser evidente que certas infecções como a rubéola podem provocar oufavorecer o aparecimento de alterações circulatórias e de lesões vasculares. As lesões cerebraisperinatais (período que tem início quinze dias antes do parto e se prolonga quinze dias após onascimento da criança) que podem dar origem a paralisias cerebrais são aquelas que resultam defalta de oxigénio no cérebro (abnóxias) e de hemorragias cerebrais. Estas são apenas algumas dascausas no período perinatal.Causas pós-nataisAs causas mais frequentes de lesão cerebral são os traumatismos crânio encefálicos infecções comoas meningites bacterianas e tuberculosas, entre outras.Deficiência motora de origem não cerebralExistem vários tipos de deficiências motoras de origem não cerebral, com causas também muitodiferentes.Deficiências motoras temporáriasAs mais frequentes são aquelas que resultam de traumatismos, especialmente os cranianos. Sãoespecialmente frequentes durante a infância e a adolescência. Na infância são sobretudoconsequência de acidentes ocorridos nos períodos do recreio na escola e no trajecto casa – escola -casa. Na adolescência têm como causas principais a prática de desportos violentos e a utilização deveículos de duas rodas. As consequências são normalmente muito graves. Apesar do traumatismopoder não dar origem a qualquer paralisia, o indivíduo pode apresentar gestos e expressão verballentos e descoordenados. Acontecem muitas vezes perdas de memória e alterações nocomportamento.
  5. 5. 5Deficiências motoras definitivasComo exemplo de deficiências motoras definitivas podemos salientar as paralisias. As paralisiaspodem resultar de lesões cerebrais ou de lesões da medula. As suas causas são variáveis e podemser congénitas (que já nascem com a pessoa) ou adquiridas, por exemplo, através de traumatismos.Na maioria dos casos, a inteligência fica preservada.Na escola inclusiva com deficientes motorasNos dias de hoje muito se tem falado em educação inclusiva. Sabemos que as escolas ainda têmmuito que evoluir no que diz respeito a esse assunto, não só para acolher alunos com deficiênciavisual, mas alunos com outros tipos de deficiência. Há necessidade de capacitação de professores eem fazer adaptações para melhor receber esses alunos. Na sociedade moderna em que vivemos,onde recebemos estímulos visuais a todo instante, a pessoa com Deficiência Motora além deencontrar-se em desvantagem, ainda sofre com muitas dificuldades nos seus aspectos motor, sociale emocional.A educação inclusiva, especificamente relativa às pessoas com deficiência, é um assunto muitodiscutido. Busca-se constantemente atingir a qualidade para todos os envolvidos: alunos comdeficiência e seus familiares, professores e equipe escolar, e a comunidade de modo geral. Portanto,uma mudança na prática, se faz necessária. Incluir alunos com deficiência na rede regular de ensino,é bem mais que inseri-los em sala de aula, é dar a eles oportunidades de desenvolvimento, deacordo com as suas necessidades e individualidade, e este é um grande desafio. Associada a esseaspecto, a formação do professor é um factor que merece atenção. A docência, como uma profissãoaprendida, não se esgota na formação; aí ela é inicial, pois continua no restante da vida, no trabalhonas escolas. Assim, tanto a graduação quanto a educação continuada do educador deve incluir, alémda informação sobre a deficiência, a experiência com o aluno com deficiência, pois oesclarecimento e a convivência podem auxiliar na construção da imagem da pessoa com deficiênciacomo alguém que tem deficiência que lhe causa limites, como tem também potencialidades a seremdesenvolvidas. As diferenças e necessidades decorrentes devem ser respeitadas para eliminar asrestrições de participação social e educacional.Assim, a educação inclusiva dos alunos com deficiência é uma questão de investimento eprioridade, de política pública educacional definida pelas esferas federal, estadual e municipal, vistoque, sem concretizar medidas que venham trazer para as escolas todas as crianças e adolescentes
  6. 6. 6com deficiência que ainda estão fora dela, aliadas ao devido investimento nos profissionais quetrabalham nas classes especiais, salas de recursos e classe comuns, a distância entre a legislação e arealidade educacional crescerá cada vez mais. Contudo, não se compactua com a ideia desimplesmente colocar todos os alunos com deficiência na classe comum e deixar os professores nocompleto abandono, sem o apoio necessário de profissionais para a sua função docente. O efectivoacompanhamento, aliado ao trabalho conjunto entre professores da classe comum, sala de recursos etambém das instituições especializadas com a sua experiência na área, poderão promover umtrabalho profícuo.Na busca de uma sociedade mais interactiva nos deparamos com a acessibilidade um factorintegrante do processo inclusivo constituindo um desafio a ser superado, pois são muitasdificuldades e barreiras encontradas no acesso e nas práticas pedagógicas dos professores.As escolas e as famílias estão realmente preparadas para garantir o desenvolvimento pleno e aescolarização das crianças com deficiência física na educação infantil?E que por ter essa limitação, a criança é de certa forma privada por outras pessoas, que na maioriadas vezes não possuem conhecimento de como lidar com essa deficiência, de ter maior estimulação,de vivenciar as fases de seu desenvolvimento como uma criança vidente. E desta forma acabamgerando dificuldades no seu repertório motor, em seu convívio social, e no lado emocional no quediz respeito a auto-estima, a sentimentos de incapacidade e insegurança.O desafio não é apenas colocar alunos com necessidades especiais dentro de uma mesma sala deaula e sim fazer com que essa educação inclusiva proporcione a esses alunos uma evolução no seudesenvolvimento educacional e pessoal, e os faça sentir inclusos numa sociedade que deveria serigual para todos.
  7. 7. 7ConclusãoPodemos perceber que a adaptação do meio escolar para as crianças que apresentam NecessidadesEducativas Especiais é bastante trabalhosa e diária, mas é dever do cidadão ter direito a educaçãoem escolas regulares e o professor em conjunto com todo o meio escolar deve ser capaz deproporcionar a inclusão em sala de aula e com os demais colegas para que todos ganhem com esseconvívio, o retorno a dedicação é enorme são crianças que respondem aos estímulos propostos e sótrazem ganhos para todos inseridos no processo de inclusão escolar. Pais, professores, direcção,pedagogas e colegas de aula todos serão capazes de identificar o quão é valida essa integração paraa vida em sociedade. Conclui-se portanto que são consideradas portadoras de deficiência física aspessoas que apresentam comprometimento da capacidade motora, baseando-se nos padrõesconsiderados normais para nós seres humanos. Cabe ainda salientar que a deficiência física não temnada a ver com deficiência mental; a deficiência física afecta as funções motoras e não a partecognitiva da pessoa.
  8. 8. 8Bibliografia 1. Http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php? 185 Acesso em: 20Novembro de 2012. 2. Mantonvan. Maria Teresa Eglér. A integração de pessoas com deficiência: contribuições para uma reflexão sobre o tema. São Paulo; Memmon; Editora SENAC. 1997. 3. Saberes e práticas da inclusão: desenvolvendo competências para o atendimento às necessidades educacionais de alunos com deficiência física/neuromotora. [2. ed.] / coordenação geral SEESP/MEC. - Brasília: MEC, Secretaria de Educação Especial, 2006. 36 p. (Série: Saberes e práticas da inclusão)

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