Natacao.paula romão.sílvinapais

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Natacao.paula romão.sílvinapais

  1. 1. NATAÇÃO A natação é uma modalidade que engloba quatro disciplinas: › a disciplina de natação pura desportiva (modalidade individual); › a disciplina de pólo-aquático (jogo desportivo colectivo); › a disciplina de natação sincronizada (modalidade individual e por grupos); › a disciplina de saltos para a água (modalidade individual). No entanto, é a natação pura desportiva, usualmente designada unicamente por natação, que está mais divulgada e desenvolvida no nosso país. As restantes três disciplinas têm vindo a desenvolver-se progressivamente, nomeadamente o pólo-aquático. A prática de cada uma destas disciplinas exige condições próprias, como é o caso, por exemplo, das específicas características da piscina e requer técnicas específicas. As técnicas de nado da natação são quatro: › mariposa, a técnica mais recente; › costas, a única técnica que se nada na posição dorsal; › bruços, a técnica que implica uma coordenação mais complexa; › crawl, a técnica mais rápida, económica e eficiente. Complementam estas formas de nadar as técnicas de viragens e de partidas. Mas nadar bem significa, primeiro, saber estar bem na água, isto é, estar na água com naturalidade. Desde o nascimento que o ser humano desenvolve o seu processo de adaptação ao meio terrestre, deixando para trás a vida no meio líquido em que se desenvolveu durante os nove meses de gestação. Uma vez de regresso ao meio líquido, mais correctamente ao meio aquático, torna-se necessária uma nova adaptação, já que as diferenças entre ambos são radicais, nomeadamente aos níveis da respiração, da posição do corpo, da flutuação/equilíbrio e da propulsão. 67
  2. 2. NATAÇÃO MEIO AQUÁTICO MEIO TERRESTRE RESPIRAÇÃO › respiração reflexa › dominância nasal › inspiração activa › expiração passiva › respiração voluntária › dominância vocal › inspiração reflexa › expiração activa POSIÇÃO DO CORPO › vertical › visão horizontal › horizontal › visão vertical › equilíbrio vertical › força da gravidade › equilíbrio instável › força de impulsão PROPULSÃO › m. i. responsáveis pelo deslocamento › m. s. responsáveis pelo equilíbrio › apoios plantares › m. i. responsáveis pelo equilíbrio › m. s. responsáveis pelo deslocamento › ausência de apoios plantares Todas estas diferenças alteram significativamente a percepção do nosso corpo dentro da água, o que se, por um lado, nos pode dar sensações muito agradáveis, por outro pode dificultar a aprendizagem dos gestos motores essenciais para saber nadar. No entanto, se se proceder a uma correcta adaptação ao meio aquático, a aprendizagem é facilitada. Assim, só depois de estarmos adaptados ao meio aquático é que podemos aprender as técnicas de nadar, virar e partir. Todavia, a adaptação ao meio aquático constitui-se como um processo contínuo, o que significa que é possível conseguir fazer sempre mais e mais coisas novas na água. Cumprir as regras de utilização de uma piscina, entre as quais as regras básicas de higiene e de segurança, é essencial. Portanto, não nos devemos esquecer de: › utilizar fatos de banho adequados que nos permitam liberdade de movimentos dentro de água (preferencialmente, fatos de banho inteiros para as raparigas, e calções de perna curta para os rapazes); › usar obrigatoriamente toucas adequadas para natação (mesmo se os cabelos são curtos); › usar óculos apropriados para natação (somente quando o professor o permitir ou quando as condições da água o exigirem); › usar chinelos (o que previne doenças de pele e promove a aderência nos locais mais molhados e escorregadios); › tomar um duche rápido, mas completo, antes de entrar na água; › fazer o saco para ir à piscina com toalha, sabonete ou gel, e champô para o banho depois da piscina, creme hidratante para o corpo e todos os restantes utensílios de uso pessoal; › não permanecer dentro do espaço da piscina sem calçado apropriado; › não fumar nem comer dentro do espaço da piscina; › não correr dentro do espaço circundante da piscina; › não entrar na água sem autorização do professor; 68 Adaptado de Mota, Jorge, 1990 FLUTUAÇÃO / EQUILÍBRIO
  3. 3. NATAÇÃO › não saltar para a água de cabeça sem utilizar uma técnica correcta ou sem a autorização do professor; › não se separar do grupo; › cuidar da boa manutenção do material didáctico e da conservação das instalações da piscina; › não utilizar adornos. NÍVEL/INTRODUÇÃO Conhecer a piscina/Familiarização com a água [posição vertical] 1 Entra de costas na água, pela escada, na parte de menor profundidade da piscina. 2 Percorre na posição vertical (de pé), o espaço da piscina junto das paredes laterais e testas, utilizando-as como apoio com uma ou com as duas mãos, tomando conhecimento da sua profundidade. 3 Desloca-te dentro da água livremente por todo o espaço com pé. 4 Molha a cara sem a sua imersão (ex.: “lavar a cara”). 5 Após apneia inspiratória (inspirar e manter o ar dentro dos pulmões), imerge a cara. 6 Após apneia inspiratória, imerge a cara e olhos abertos. 7 Inspira e expira forçadamente ao nível da água (ex.: soprar uma bolinha). 8 Inspira e expira repetidamente, com imersão completa da cara. 9 Inspira e expira repetidamente, com imersão completa da cara e olhos abertos. 10 Inspira e expira repetidamente, com imersão completa da cara e olhos abertos, com um tempo de inspiração curto e aumentando progressivamente o tempo de expiração. 11 Distingue a expiração pela boca, pelo nariz e pelas duas vias. 69
  4. 4. NATAÇÃO Flutuação (posição horizontal) 1 Com ajuda, estende o corpo na posição dorsal, sentindo-o a flutuar (manter o corpo e a cabeça descontraídos). 1.1. Passa da posição anterior à posição vertical, através das flexões da cabeça (puxando o queixo ao peito) e dos joelhos (puxando os pés para o fundo da piscina), e complementa a elevação do tronco com a ajuda dos m. s. 70
  5. 5. NATAÇÃO 2 Com ajuda, estende o corpo na posição ventral, sentindo-o a flutuar (mantém o corpo e a cabeça descontraídos, expirando dentro da água). 2.1. Passa da posição anterior à posição vertical, através da extensão da cabeça (puxando a nuca para trás) e da flexão dos joelhos (puxando os pés para o fundo da piscina), e completa a elevação do tronco com a ajuda dos m. s. 3 Em apneia inspiratória, deixa o corpo flutuar na posição de flexão da cabeça e flexão dos joelhos, puxando o queixo e os joelhos ao peito e abraçando os m. i. (posição de medusa); esta posição permite um maior grau de flutuabilidade possível para o corpo humano. 3.1. Passa da posição de medusa à posição vertical. 3.2. Passa da posição de medusa à posição ventral, através do afastamento dos m. i. e dos m. s. (como uma estrela). 3.3. Passa da posição de flutuação ventral à posição vertical. 71
  6. 6. NATAÇÃO 4 Flutua na posição dorsal, sem ajuda, explorando a colocação dos m. s. junto ao corpo ou afastados do mesmo, e dos m. i. juntos ou afastados. 4.1. Passa da posição de flutuação dorsal à posição de flutuação vertical. Exploração do meio aquático 1 Desloca-te em posição dorsal, com os m. s. colocados ao longo do corpo, através de batimentos alternados dos m. i. 2 Desloca-te em posição ventral, com os m. s. em extensão à frente do corpo, através de batimentos alternados dos m. i. (sem movimentos de respiração/distâncias reduzidas). 3 Desloca-te ao fundo da piscina por acção dos m. i. (ex.: ir buscar um objecto). 3.1. Explora diferentes profundidades, de acordo com as características da piscina. 4 72 Desloca-te debaixo da água (ex.: passa por baixo das pernas de um companheiro) por acção dos m. i.
  7. 7. NATAÇÃO 4.1. Explora diferentes planos de água (ex.: passa pelo meio de um arco). 4.2. Explora distâncias superiores (ex.: passa por baixo das pernas de 2, 3, 4 ou mais companheiros). 5 Salta de pé para a piscina partindo do cais da piscina. 6 Iniciação ao salto de cabeça do cais da piscina. 6.1. 1.a posição – senta-te na borda da piscina, com os m. s. juntos em extensão acima da cabeça. 6.2. 2.a posição – um joelho e um pé na borda da piscina, com os m. s. juntos em extensão acima da cabeça. 6.3. 3.a posição – de pé, em grande flexão dos m. i., com os m. s. juntos em extensão acima da cabeça. 6.4. 4.a posição – de pé, diminuir a grande flexão dos m. i., com os m. s. juntos em extensão acima da cabeça. 7 Salto de partida do bloco, partindo da posição engrupada: posição dos m. i. com ligeira flexão e grande flexão do tronco à frente, com as mãos a agarrar o bloco (cabeça no meio dos m. s.). 73
  8. 8. NATAÇÃO NÍVEL ELEMENTAR As técnicas alternadas (crawl e costas) Acção dos m. i. – pernada A acção dos m. i. é extremamente importante para uma correcta e equilibrada posição do corpo durante o nado. As pernadas das técnicas de crawl e costas caracterizam-se por movimentos alternados dos m. i., algo semelhantes aos movimentos naturais de andar. O movimento alternado da pernada divide-se em dois batimentos: o batimento ascendente e o batimento descendente. Na técnica de crawl, o batimento descendente é propulsivo e o batimento ascendente é de recuperação, enquanto que na técnica de costas é o batimento ascendente o propulsivo e o batimento descendente é de recuperação. Determinantes técnicas DEVES 1 ter presente que o ponto central do movimento da pernada é a articulação coxa-fémur, isto é, os m. i. devem permanecer em extensão durante os batimentos; 2 no entanto, ao nível da articulação do joelho, verificar uma ligeira flexão por acção da água nos batimentos propulsivos, isto é, nos batimentos descendentes no estilo crawl e nos batimentos ascendentes no estilo costas; 3 manter os pés sempre em extensão durante todo o movimento; 4 executar os batimentos propulsivos bem fortes e efectuar os batimentos de recuperação em relaxamento; 5 ter em atenção que a amplitude do movimento não deve ser excessiva; 6 permanecer com o corpo em extensão, sem o abaixamento da bacia, mas descontraído. Acção dos m. s./respiração – braçada As braçadas da técnica de crawl caracterizam-se por movimentos alternados dos m. s., que devem ser coordenados com os movimentos da cabeça, para a respiração. 74
  9. 9. NATAÇÃO Na técnica de costas, as braçadas são também caracterizadas por movimentos alternados dos m. s., sem, no entanto, ser necessário proceder a movimentos da cabeça para a respiração, uma vez que a cara se encontra fora da água. Embora as vias respiratórias permaneçam fora da água durante toda a técnica, é importante que, ao nadar, se imponha um ritmo respiratório, correspondendo a inspiração à fase aérea de um m. s. e a expiração à fase aérea do outro m. s. Na técnica de crawl, a coordenação da respiração com os m. s. pode ser efectuada de duas formas: a respiração unilateral (sempre para o mesmo lado e de 2 em 2, de 4 em 4… braçadas), ou a respiração bilateral (para os dois lados e de 3 em 3, de 5 em 5… braçadas). Cada braçada é constituída por uma fase aérea, de recuperação (em descontracção), e uma fase aquática, propulsiva (em força). Um ciclo completo de braçada é constituído por duas braçadas, a do m. s. direito e a do m. s. esquerdo. Determinantes técnicas Iniciação – CRAWL DEVES 1 ao terminar a fase aérea do m. s. direito, efectuar a entrada da mão na água no prolongamento do ombro, sem passar para além da linha média da cabeça (lado esquerdo); 2 simultaneamente, iniciar a extensão da outra mão, que permite finalizar a fase aquática do m. s. esquerdo; 3 quando completada a extensão do m. s. dentro da água, iniciar a fase de recuperação (aérea) pela articulação do cotovelo, devendo este manter-se sempre mais alto do que a mão; 4 durante a fase aquática do m. s. direito, fazer a tracção de forma ondulada, enquanto que o m. s. esquerdo efectua a fase aérea; 5 efectuar a respiração através de uma rotação lateral da cabeça, para o lado do m. s. que efectua a fase aquática; 6 em cada braçada privilegiar a amplitude do movimento e a rotação longitudinal do tronco, o que facilitará a respiração. Iniciação – COSTAS DEVES 1 ao terminar a fase aquática do m. s. direito, tirar a mão da água, com o dedo polegar virado para cima, para que todo o m. s. descreva uma rotação aérea; 2 ao passar na vertical do ombro (± 90°), descrever com a mão uma rotação externa, para que seja o dedo mínimo o primeiro a entrar na água, terminando a fase aérea; 3 durante a fase aérea do m. s. direito, efectuar com o m. s. esquerdo a fase propulsiva, através de uma tracção ondulada, terminando com a mão junto à coxa; 4 em cada braçada privilegiar a completa alternância dos movimentos e a rotação longitudinal do tronco, o que facilitará a execução da fase aquática. 75
  10. 10. NATAÇÃO NÍVEL AVANÇADO Aperfeiçoamento das técnicas alternadas Determinantes técnicas EXERCÍCIOS EDUCATIVOS – CRAWL 1 Ao terminar a fase aérea do m. s. direito, a entrada da mão na água deve efectuar-se no prolongamento do ombro sem passar para além da linha média da cabeça (lado esquerdo). 2 Simultaneamente, a outra mão deve iniciar a extensão que permite finalizar a fase aquática do m. s. esquerdo. 3 Quando completada a extensão do m. s. dentro da água, o início da fase de recuperação (aérea) deve efectuar-se pela articulação do cotovelo, devendo este manter-se sempre mais alto do que a mão. 4 Durante a fase aquática do m. s. direito, que se deve caracterizar por uma tracção ondulada, o m. s. esquerdo efectua a fase aérea. 5 A respiração efectua-se através de uma rotação lateral da cabeça, para o lado do m. s. que efectua a fase aquática. a Batimento dos m. i com o m. s. esquerdo em extensão no prolongamento do ombro, executar a braçada com o m. s. direito: a mão direita entra na água ao lado da mão esquerda e sai ao lado da coxa após a fase aquática, quando o m. s. completa a extensão. a’ Trocar o lado de execução do exercício (respiração de duas em duas braçadas). b Exercício igual a a + a’ com um toque da mão no ombro durante a fase aérea da braçada: após a saída da mão, o cotovelo flecte, ficando dirigido para cima, “puxando” a mão para perto do corpo. c Nadar a técnica completa tocando com a mão no ombro em cada braçada (respiração de três em três braçadas). d Batimento dos m. i. com os dois m. s. ao lado do corpo, rodar a cabeça para um lado para respirar a cada seis batimentos dos m. i. (apenas a boca sai da água). d’ Trocar o lado de execução do exercício. d’’ Respirar alternadamente para os dois lados. 6 Em cada braçada dever-se-á privilegiar a amplitude do movimento e a rotação longitudinal do tronco, que facilitará a respiração. 76 e Nadar a técnica completa parando o movimento dos m. s. durante seis batimentos dos m. i. quando um m. s. está à frente após a fase aérea e o outro m. s. atrás após a fase aquática (respirar para um lado de duas em duas braçadas e/ou alternadamente de três em três braçadas).
  11. 11. NATAÇÃO Determinantes técnicas EXERCÍCIOS EDUCATIVOS – COSTAS 1 Ao terminar a fase aquática do m. s. esquerdo, a mão sai da água com o dedo polegar virado para cima, para que todo o m. s. descreva uma rotação aérea. 2 Ao passar na vertical do ombro (± 90°), a mão descreve uma rotação externa para que seja o dedo mínimo o primeiro a entrar na água, terminando a fase aérea. a Batimento dos m. i. com o m. s. direito em extensão ao longo do corpo, executar a braçada com o m. s. esquerdo: a mão esquerda sai da água com o dedo polegar virado para cima e, ao passar na vertical do ombro (± 90°), descreve uma rotação externa, de modo que o dedo mínimo fique virado para baixo (o ombro esquerdo deve romper a superfície da água antes de a mão iniciar a fase aérea). a’ Trocar o lado de execução do exercício (respiração de duas em duas braçadas). 3 Durante a fase aérea do m. s. direito, o m. s. esquerdo efectua a fase propulsiva, através de uma tracção ondulada, terminando com a mão junto à coxa. 4 Em cada braçada dever-se-á privilegiar a completa alternância dos movimentos e a rotação longitudinal do tronco, o que facilitará a execução da fase aquática. b Exercício igual a a + a’ com o corpo “colado” à pista separadora, por forma que a mão, ao entrar na água, possa agarrar a pista e que o m. s. descreva a fase aquática “puxando-a”: a mão deve agarrar a pista por baixo e a flexão do cotovelo deve dirigi-lo para baixo, mantendo a mão sempre mais “alta” do que o cotovelo até o m. s. estar em completa extensão (mão ao lado da coxa). c Nadar a técnica completa parando o movimento dos m. s. durante seis batimentos dos m. i., quando um m. s. está em extensão acima da cabeça após a fase aérea e o outro m. s. em extensão ao lado do corpo após a fase aquática. 77
  12. 12. NATAÇÃO As viragens de crawl e de costas ˆViragem de crawl ˆViragem de costas As viragens das técnicas de crawl e de costas são caracterizadas por movimentos de rotação (cambalhota): › no caso da técnica de crawl, a aproximação à parede é feita na posição ventral e a viragem é uma meia-rotação à frente, seguida de uma meia-pirueta, para colocar o corpo de volta à posição ventral; › no caso da técnica de costas, a aproximação à parede é feita na posição ventral e a viragem é uma rotação completa, para colocar o corpo na posição dorsal característica do nado. 78
  13. 13. NATAÇÃO A técnica de bruços (técnica simultânea) Acção dos m. i. – pernada Ao contrário do que acontece com as técnicas alternadas, onde a acção dos m. i. é fundamentalmente equilibradora, as possibilidades propulsivas da técnica de bruços decorrem, em elevada percentagem, da pernada. A sua acção é caracterizada por movimentos de grande exigência ao nível das articulações do joelho e do tornozelo. Cada pernada é constituída por uma fase de recuperação e uma fase propulsiva, ambas aquáticas. Determinantes técnicas DEVES 1 durante a acção dos m. i., manter os joelhos orientados para dentro e os pés orientados para fora, excepto no momento de total extensão do movimento; 2 ao terminar a fase propulsiva (com os m. i. juntos e em completa extensão), efectuar a fase de recuperação com a flexão dos m. i. ao nível das articulações do joelho, “puxando” os pés descontraídos e em rotação externa para junto dos nadegueiros; 3 após este movimento, iniciar a fase de propulsão, através do “empurro” da água para trás pelos pés em flexão e rotação externa, descrevendo as pernas uma rotação externa sobre as coxas, para que as partes internas dos pés e das pernas se constituam como superfícies propulsivas. Acção dos m. s./respiração – braçada A acção dos m. s. divide-se, igualmente, em duas fases: a fase de recuperação e a fase de propulsão. Embora ambas se executem, normalmente, dentro da água, há em algumas interpretações da técnica de bruços a possibilidade de trazer as mãos e parte dos antebraços fora da água, caracterizando a fase de recuperação por um movimento aéreo. Um ciclo completo de nado da técnica de bruços corresponde a uma braçada, uma pernada e um movimento da cabeça, rompendo a superfície da água para executar a respiração. Determinantes técnicas DEVES 1 executar a braçada com grande amplitude, sem que, no entanto, as mãos e os cotovelos passem para trás da linha dos ombros; 2 executar a braçada de tal modo que sejam as partes internas dos m. s. as superfícies de onde decorre maior propulsão; 79
  14. 14. NATAÇÃO 3 ter sempre presente que o início da flexão da coluna cervical para a emersão da cara, permitindo a inspiração, deve coincidir com o início do movimento dos m. s., isto é, quando as mãos, que se encontram juntas à frente com os m. s. em extensão, começam a “abrir” descrevendo um movimento lateral; 4 à passagem pela linha dos ombros, juntar as mãos debaixo do peito; 5 de seguida descrever com as mãos um movimento para a frente até à completa extensão dos m. s. A técnica de mariposa (técnica simultânea) A técnica de mariposa caracteriza-se pelo movimento ondulatório global do corpo. Este movimento ondulatório é mais acentuado ao nível da acção dos m. i. Esta técnica é a que usualmente aparece em último lugar na sequência do processo de aprendizagem, o que se justifica pela especificidade do movimento ondulatório e pela exigência ao nível das capacidades condicionais. A possibilidade de aprender a nadar mariposa correctamente é superior em idades baixas, pelo que os métodos de ensino devem adequar-se aos diferentes escalões etários. No presente caso, e após uma demonstração de boa qualidade, a utilização do método de “tentativa e erro”, numa perspectiva global do movimento, acompanhado de alguns exercícios de aprendizagem, é normalmente eficaz para a aquisição de uma técnica razoável. A técnica de mariposa é um tanto semelhante à técnica de crawl, se imaginarmos um crawl com as acções dos m. s. e m. i. simultâneas e com a respiração efectuada para a frente. Um ciclo completo de nado compreende um movimento completo da acção dos m. s. e dois movimentos completos da acção dos m. i. Existem vários padrões de sincronização da respiração com a acção dos m. s., sendo o mais comum a utilização de uma respiração por ciclo dos m. s. ou uma respiração por cada dois ciclos dos m. s. 80
  15. 15. NATAÇÃO Determinantes técnicas DEVES 1 ter sempre presente que é essencial a coordenação de dois batimentos de pernas por ciclo de braços; 2 ter presente que o momento da inspiração que decorre de uma flexão da coluna cervical, para a emersão da cabeça, ocorre durante a fase final do movimento aquático, devendo a cabeça voltar a entrar na água antes de as mãos voltarem a penetrar na água; 3 efectuar o movimento ondulatório de modo a não ser “quebrado”, dissociando o tronco dos m. i.; 4 ter sempre presente que a acção dos m. i. deve decorrer de uma fase de recuperação (ascendente) e de uma fase de propulsão (descendente) associada à ondulação. As viragens das técnicas de bruços e mariposa As viragens das técnicas de bruços e mariposa caracterizam-se por movimentos de rotação em torno de um eixo longitudinal: › a aproximação à parede é feita em deslize, até que as duas mãos toquem ao mesmo tempo na parede, após o que os joelhos são “puxados” para o peito, para que os pés se coloquem na parede simultaneamente com a rotação do tronco, o que permite colocar o corpo novamente na posição ventral. ˆ Viragem de bruços 81
  16. 16. NATAÇÃO ˆ Viragem de mariposa 82
  17. 17. auto-avaliação f i c h a d e A u t o - Ava l i a ç ã o Escola Ano Nome N.° Turma Data – – Antes de preencheres a ficha de auto-avaliação, deves reflectir sobre o teu desempenho, ao nível motor, cognitivo e afectivo, de modo que esta faça transparecer a verdade. Completa a ficha de acordo com o que abordaste nas aulas. NATAÇÃO EXECUÇÃO TÉCNICA/CONHECIMENTOS/ COMPORTAMENTOS 1-5 6-9 10-13 14-17 18-20 Observações Conseguir deslocar-se utilizando os estilos: MOTOR – crawl – costas – bruços – mariposa COGNITIVO Conhecer e aplicar as determinantes técnicas … AFECTIVO Sentir-se bem na água … AVALIAÇÃO FINAL GRELHA DE AVALIAÇÃO 1 a 5 – Não consigo 6 a 9 – Consigo mas com muita dificuldade 10 a 13 – Consigo mas ainda com dificuldade 14 a 17 – Executo bem 18 a 20 – Executo muito bem 83
  18. 18. ficha de Competição competição Escola Ano Turma Vamos organizar uma prova de Natação na tua turma? OBJECTIVOS MOTORES • Proporcionar uma oportunidade de aplicares todas as técncias de nado e respectivas viragens aprendidas. COGNITIVOS • Conhecer como se organiza, de forma geral, uma prova de Natação. • Saber avaliar o desempenho motor dos colegas. AFECTIVOS • Proporcionar momentos de alegria e de companheirismo durante a organização e o decorrer da prova. Como? • Divide a tua turma em dois grupos: um faz a prova (nadadores) e o outro forma um júri, que terá de ser constituído por juiz de partida, juízes de viragens, juízes de chegada encarregados da gestão das falsas partidas e cronometristas. Cada pista terá um juiz de viragem, um juiz de chegada e um cronometrista. Na mesa estarão dois colegas, que preenchem o boletim da prova. Podes realizar a prova de modo que os colegas percorram duas vezes a distância do comprimento da piscina, num estilo predeterminado, tendo de executar a respectiva viragem. Prova de NATAÇÃO Prova realizada em – – Estilo NOMES TEMPO OBSERVAÇÕES CLASSIFICAÇÃO Nota: Nas observações podes incluir as falsas partidas, as viragens não regulamentares, etc. Mesa 84 Professor responsável Vencedor

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