Psicopatologias Contemporâneas

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Trabalho apresentado na Universidade Católica de Pernambuco na disciplina de Fundamentos da Psicologia I.
Trata das psicopatologias.

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Psicopatologias Contemporâneas

  1. 1. UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCOCENTRO DE TEOLOGIA E CIÊNCIAS HUMANASDEPARTAMENTO DE FILOSOFIAFUNDAMENTOS DA PSICOLOGIA IADEMIR MARQUESALLEANDERSON BRITODENNYS SANTANA FERREIRAFAUSTINO DOS SANTOSJANAEL VIEIRA DA SILVAJOSÉ EDILSON MAURÍCIOJUSCELINO DA SILVAPATOLOGIAS CONTEMPORÂNEASRECIFEABRIL/2013
  2. 2. ADEMIR MARQUESALLEANDERSON BRITODENNYS SANTANA FERREIRAFAUSTINO DOS SANTOSJANAEL VIEIRA DA SILVAJOSÉ EDILSON MAURÍCIOJUSCELINO DA SILVAPATOLOGIAS CONTEMPORÂNEASTrabalho feito e apresentado pelos alunoscitados acima sob orientação daprofessora Carla de Albuquerque M. Limacomo requisito parcial de avaliação dadisciplina de Fundamentos da Psicologia Ido Curso de Filosofia na turma TC25-0 daUniversidade Católica de Pernambuco.RECIFEABRIL/2013
  3. 3. INTRODUÇÃOO presente trabalho tem a finalidade de apresentar, no universo daspatologias que assolam a contemporaneidade, quais as questões mais presentes navertente da Psicopatologia. Já deixando claro que esse aspecto possui um leque deproblemáticas no que diz respeito às patologias que atacam a psiché humana, nossaintenção é abordar somente aquelas, que, dentro do quadro sindrômico, são maisincidentes no mundo pós-moderno. Contudo a princípio serão apresentadasquestões mais gerais no que diz respeito as psicopatologias e quais as possíveissíndromes que existem, mesmo sendo nossa intenção apenas apresentar asreferidas acima, ou seja, aquelas mais presentes no mundo de hoje.Em termos de considerações finais apresentaremos além de possíveistratamentos, que permeia o aspecto clínico, a problemática social, ou melhor, ainfluência que a sociedade causa naquele que detém a patologia, quanto a atuaçãodo doente nesse meio.
  4. 4. PATOLOGIAS CONTEMPORÂNEAS“Não creio, no sentido filosófico do termo, na liberdade do homem. Todos agem nãoapenas sob um constrangimento exterior, mas também de acordo com umanecessidade interior”.Albert Einstein1. PATOLOGIA E PSICOPATOLOGIA, O QUE SÃO?Etimologicamente, do grego PHATOS (doença, sofrimento) e LOGIA(ciência, estudo), ou seja, estudo das doenças. Olhando por esse viés, são vários osramos que estudam as doenças a partir da sua caracterização. É comum, porexemplo, que logo que alguém nos fala de doença nos é remetido a uma afetaçãofísica e, portanto recordamos da medicina que trata da vida humana no que dizrespeito ao físico humano. Mas, como existem diferentes ramos que estudam sobreas patologias correspondentes às suas áreas específicas, nesse trabalho preferimosadentrar as questões patológicas que dizem respeito a psiché1, portanto trataremosda Psicopatologia, que são justamente as doenças que afetam o humano naquiloque é peculiar seu, que é o seu mundo interior. Ou como diz Elisabeth Roudinesco eMichel Plon:Esse termo foi usado, no fim do século XIX, pela medicina,psicologia, psiquiatria e psicanálise (*), para designar os sofrimentosda alma e, em termos mais amplos, os distúrbios do psiquismohumano, a partir de uma distinção ou de um deslizamento dinâmicoentre o normal e o patológico, variável conforme as épocas.(ROUDINESCO 1998, pp. 616-617)Como diz Binswanger (Apud Teixeira2) “psicopatologia é o que se afastada estrutura apriorística do ser, das suas categorias ontológicas, e que se tornou1Do grego clássico ψυχή (psykhé), a princípio significando “sopro”, “si-mesmo”. Depois, e inclusivepela influencia da modernidade se abrange e passa a ser sinônimo de “alma”, “mente”, “razão”.2Diz Teixeira, José A. Carvalho. (Médico Psiquiatra. Instituto Superior de Psicologia Aplicada, Lisboa.Sociedade Portuguesa de Psicoterapia Existencial). no artigo “Problemas psicopatológicoscontemporâneos: Uma perspectiva existêncial”, citando Ludwig Binswanger.
  5. 5. estrutura existencial modificada” (TEIXEIRA, 2006). Ou ainda em termos maissimples como diz Pisani3: “é o ramo da Psicologia que se ocupa dos fenômenospsíquicos patológicos e da personalidade desajustada. Estuda o comportamentoanormal, sua gênese, sintomas, dinâmicas e possíveis terapias” (PISANI, 1988).Sendo assim, adentraremos a questões peculiares que dizem respeito aspsicopatologias. A princípio o elemento que se constata entre aqueles que sãoestudiosos e profissionais dessa área é que as patologias normalmente estãoassociadas a vida social ou cultural e por isso cada tempo é marcado por doençasparticulares, muito embora haja em alguns casos, prolongamento ou repetição dequadros psicopatológicos de acordo com as formas, valorização e expressões decada cultura. Hoje, por exemplo, é bem mais provável que haja influência depadrões de beleza e da tecno-ciência na vida humana que a mudança de expressãoda sexualidade, uma vez que essa foi muito mais marcante na geração passada.Tais questões deixaremos pra tratar mais detalhada e criticamente adiante quandofaremos um paralelo entre as patologias e o que elas denunciam na sociedade.2. SOBRE A CONSTITUIÇÃO DAS PSICOPATOLOGIASAs psicopatologias se desenvolvem normalmente em algum espaço queas favoreçam, ou seja, dentro do quadro social. Contudo são a partir de alguns3Pisani, Elaine Maria. Bisi, Guy Paulo. Rizzon, Luiz Antônio. Nicolleto, Ugo. Em Psicologia Geral.Cap. 14 – Comportamento anormal. p. 201.
  6. 6. elementos, chamados sintomas que se poderá constatar que tipo de patologia umadeterminada pessoa estará sofrendo ou possui. O quadro sintomático será analisadono contexto ou espaço específico onde mais acontecem as vivênciaspsicopatológicas, esses espaços são conhecidos como Transfundos; esses podemser a personalidade e a Inteligência (estáveis) ou o nível de consciência, o humor eos estados afetivos (mutáveis). Há, portanto, uma relação íntima entre esses“palcos” de atuação e os Sintomas Emergentes.Essa definição se faz tão necessária quanto a constatação de qualsíndrome a pessoa sofre. Quanto a estas, são agrupamentos estáveis de sintomasque podem ser produzidos por diferentes causas. Identificar os sintomas é o primeiropasso para ordenar a observação psicopatológica.Na Teoria das Síndromes clássica se diz que existem os sintomasnucleares e sintomas periféricos. O primeiro pode alterar o nível de consciência nodelirium ou a mudança de humor e do ritmo psíquico nos transtornos afetivos, osegundo, por sua vez, se organizam em torno dos nucleares. As síndromes são dediferentes tipos: Ansiosas, Depressivas, Maníacas, Neuróticas, Psicóticas, Agitacãoe de Estupor e Letificacão Psicomotoras, Relacionadas ao Consumo de Alimentos,Relacionadas a Sexualidade, Relacionadas ao Sono, Mentais Orgânicas,Demências, Relacionadas a Cultura4. Elas estão ligadas a diferentes vertentesetiológicas, seja na Vulnerabilidade Constitucional que envolve fatores hereditários,genéticos, gestacionais e perinatais que precedem a vida da pessoa, seja porFatores Predisponentes, ou seja, que acontecem no início da vida, no período emque desperta a sensibilidade da pessoa para as diversas situações que a vidaapresentará ou ainda Fatores Precipitantes que são os eventos que ocorremtemporalmente próximos aos sintomas psicopatológicos no contexto da vida dapessoa e do seu projeto.3. PSICOPATOLOGIAS CONTEMPORÂNEASAdentrando em questões mais específicas, depois de conhecer questõesbásicas, mas elementares no que diz respeito a constituição psicopatológica,trataremos dentro de algumas síndromes algumas patologias que fazem parte dealgum conjunto sindrômico específico. Antes disso vale dizer, como Teixeira que4Grifo nosso. Essas síndromes tais como são dispostas são colocadas e explicadas no livro“Psicopatologia e Semiologia dos Transtornos Mentais” de Paulo Dalgalarrondo, ed. 2. 2008.
  7. 7. falar “dos problemas psicopatológicos contemporâneos supõe uma compreensãoexistencial da subjectividade perturbada como experiência individual contextualizadanas suas condições sociais e históricas” (TEIXEIRA, 2006). E ainda,(...) na actualidade surgem novas formas de subjectividade perturbada que,em certa medida, podem ser compreendidas em função de características dasociedade pós-moderna, em especial a partir da ideologia individualistapresente na cultura do narcisismo e da chamada sociedade do espectáculo.(TEIXEIRA, 2006)Dentro das muitas patologias poderíamos tratar de questões comoTranstorno Bipolar, Síndrome do Pânico, Bulimia, Pedofilia e tantas outras quepercebemos estar incidentemente também presentes nos nossos dias, contudo,como não podemos tratar de todas abordaremos algumas com maior ênfase. Asdemais só enquadraremos no perfil de síndrome que pertence, a fim de quepossamos situá-la especificamente com fins de conhecimentos gerais.As psicopatologias que percebemos na contemporaneidade dentre tantasque, com maior incidência ou não, são marcantes na cultura atual destacamos aDepressão, que faz parte das síndromes Depressivas, o Distúrbio de Ansiedade noquadro das síndromes Ansiosas, a Esquizofrenia nas Psicóticas e a Anorexia nasRelacionadas ao Consumo de alimentos. São essas que nos aprofundaremos nonosso trabalho.3.1 DEPRESSÃO, ANSIEDADE GENERALIZADA, ESQUIZOFRENIA EANOREXIA DENTRO DOS QUADROS SINDRÔMICOS – Definição, Sintomas eTratamento• SÍNDROMES DEPRESSIVAS – tem como elementos mais marcantes ohumor triste e desânimo. Na prática clínica normalmente os tipos desíndromes depressivas mais estudadas são: Episódio ou fase depressiva etranstorno depressivo recorrente, Distimia, Depressão atípica, Depressão tipomelancólica ou endógena. Depressão psicótica, Estupor depressivo,Depressão agitada ou ansiosa, Depressão secundária ou orgânica. Todas aspessoas em qualquer faixa de idade pode sofrer a depressão, nas mulheres,
  8. 8. por exemplo, a depressão está associada a mudança hormonal. Já nascrianças, e idosos a doença tem características particulares, sendo a suaocorrência em ambos os grupos também frequente. Vejamos mais detalhes.Quais os sintomas da depressão? Mudanças de humor Perda de interesse ou prazer nas atividades Sentimento de culpa ou perda de autoestima Distúrbio de sono ou de apetite Perda de energia e falta de concentração Cansaço, fadiga ou falta de energia. Excesso ou redução do apetite Pensamentos sobre suicídio.Quais as consequências da depressão? Se não tratada, pode levar a uma incapacidade de gerenciar a própriavida e á perda da responsabilidade em relação aos outros. A depressão pode levar a casos extremos como suicídio. A doença está associada á morte de cerca de 850.000 pessoas porano, segundo dados da organização Mundial de Saúde.A depressão está ligada aos tempos modernos? A depressão é muito mais antiga do que se possa imaginar. Há casos comprovados de depressão que remontam à antiguidade.Quantas pessoas sofrem de depressão no mundo?
  9. 9.  Atinge 121 milhões de pessoas ao redor do mundo A OMS (Organização Mundial da Saúde) prevê que em 2020 adepressão passe a ser a segunda maior causa de incapacidade eperda de qualidade de vida.No Brasil quantas pessoas sofrem de depressão? Estima-se cerca de 17 milhões de brasileiros sofrem de depressão Um levantamento feito pelo INSS (Instituto Nacional de Seguro Social)74. 418 trabalhadores forma afastados de suas atividades, vitimas dedepressão (2007).Porque as mulheres são mais afetadas do que os homens nadepressão? Não existe uma explicação cientifica que justifique o fato de a mulherser mais sensível á depressão. Mas há algumas teorias, entre elas a que relaciona esse efeito aoshormônios femininos. A depressão pode ocorrer tanto em homens como em mulheres, detodas as idades e de qualquer classe social. No entanto, a incidência é maior entre as mulheres do que entre oshomens (a proporção é de dois casos entre elas para um caso entreeles).Como se trata a depressão? É feito a base de antidepressivo com acompanhamento psicológico. O restante do tratamento se dar através de atividades esportivas,aeróbicas, que é recomendável por profissionais de saúde.Existe cura para depressão?
  10. 10.  Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria, a depressão temnatureza recorrente, como por exemplo, enxaqueca. Porém 70 % das pessoas que sofrem com depressão respondem bemao tratamento. Os 30 % tem resposta parcial ou não apresentam qualquer sinal demelhora. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde) pouco maisde 25% das pessoas afetadas pela depressão no mundo recebemtratamento adequado.• SINDROMES ANSIOSAS – ordenada em ansiedades constantes epermanentes – generalizada, livre e flutuante – e abruptas e intensas – crisesdo pânico. Possuem as patologias que são: Ansiedade Generalizada, Crisesde Ansiedade, Crises de Pânico, Síndrome e Transtorno de Pânico e aindaSíndrome Mista de Ansiedade e Depressão.Ânsia ou nervosismo é uma característica biológica do ser humano,que antecede momentos de perigo real ou imaginário, marcada porsensações corporais desagradáveis, tais como uma sensação de vaziono estômago, coração batendo rápido, medo intenso, aperto no tórax,transpiração.As crises do pânico são crises intensas de ansiedade, nas quais ocorreimportante descarga do sistema nervoso autônomo, é um “período de intensodesconforto ou de sensação de medo” (DALGALARRONDO, 2008 p. 306),enquanto no estresse pós-traumático, por exemplo, é um estado deansiedade com expectativa recorrente de reviver uma experiência que tenhasido muito traumática.Já a Ansiedade Generalizada caracteriza-se pela presença de sintomasansiosos excessivos, na maior parte dos dias, pelo menos seis meses, é um estadode ansiedade e preocupação excessiva sobre diversas etapas e atividades da
  11. 11. vida. Com esse problema a pessoa considera difícil controlar os sintomas depreocupação, ansiedade.Este estado aparece frequentemente e se acompanha de alguns dosseguintes sintomas: Irritabilidade, Dificuldade em concentrar-se Inquietação Fadiga – tensão muscular, cansaço Humor deprimido Dificuldade em dormir“Ansiedade, preocupação ou sintomas físicos causam sofrimento significativo ouprejuízo no funcionamento social” (DALGALARRONDO, 2008 p. 306).• SÍNDROMES PSICÓTICAS – são caracterizadas por “alucinações e delírios,pensamento desordenado e comportamento claramente bizarro”(DALGALARRONDO, 2008) e/ou ainda perda de contato com realidade. Aprincipal psicose é a Esquizofrenia que se divide em diferentes tipos comsintomas semelhantes e díspares. Pode ser Negativa ou Deficitária (sintomasnegativos), Positiva ou produtiva (sintomas positivos), Desorganizada, compredomínio de desorganização mental e comportamental. Além daesquizofrenia têm-se dentro das psicoses os Transtornos delirantes(Paranóia) e Esquizofrenia tardia (Parafrenia) e ainda Psicoses Breves,Reativas ou Psicogênicas.Quanto a Esquizofrenia, que, como dito é a principal das Psicoses,têm-se que ela é a mais importante manifestação Psicótica. É uma psicosegrave na qual a perturbação principal se reflete numa alteração do juízo e dosprocessos de pensamento. O que acontece é uma desorganização dapersonalidade.
  12. 12. Para diagnosticar existem sintomas considerados de primeira esegunda ordem. Os de segunda não são menos importantes que os daprimeira, ambos servem de apoio clínico para a diagnose. Alguns deles sãoesses:Sintomas e características de primeira ordem - Indicam a profundaalteração da relação eu-mundo. Alguns sintomas são: Percepção delirante Alucinações auditivas; vozes; Eco ou sonorização do pensamento. Difusão do pensamento. Roubo do pensamento Vivência de influência na esfera corporal ou ideativa. Vivência de influência corporal Vivência de influência sobre o pensamento.Sintomas e características de segunda ordem. Síndrome negativa ou deficitária: distanciamento afetivo, retraçãosocial, empobrecimento da linguagem, diminuição da fluência verbal. Síndrome positiva ou produtiva: alucinações, ideia delirantes,comportamento bizarro, ideias bizarras, agitação psicomotoras,produção linguista novas como neologismos e parafasias. Síndrome desorganizada: Discurso desorganizado, Não conseguirexpressar ou sentir emoções, Falta de atenção Falta de habilidades dememória, Incapacidade de planejar ou organizar, comportamentodesorganizados, afeto inadequado.Como se desenvolve? Pode ser visto a partir de uma visão psicanalítica. Fatores hereditários Fatores ambientais.
  13. 13.  Manifesta-se no individuo na transição da adolescência para a faseadulta, estimasse entre 16 e 24 anos. Podendo se manifestar na faseadultaSubtipos de esquizofrenias Paranoide: alucinações, ideias delirantes e sensação deperseguições. Catatônica: Alterações motoras (hipertonia), alterações da vontade(negativismo) mutismo e impulsividade. Hebefrênica: pensamento desorganizado, comportamento bizarro,afeto pueril (infantil). Simples: Faltam sintomas definidos embora se observe um lento eprogressivo empobrecimento psíquico e comportamental, comnegligências aos cuidados de si (higiene, roupas e saúde)enfraquecimento afetivo e distanciamento social.Tratamento Não há cura, o paciente tem que tomar consciência de sua patologia. Tomar o medicamento como prescrito pelos médicos (psiquiatra) Ter acompanhamento psicológico.Curiosidade: Quanto mais tarde for manifestado esse estado da psicose menosgrave é a situação, pois individuo de mente madura tem maisfacilidade de lhe dar como o que é ilusório e real.• SÍNDROMES RELACIONADAS AO CONSUMO DE ALIMENTOS – muitoembora seja visto como um ato sem muita importância na vida rotineira,aponta Bernard e Trouvé (apud DALGALARRONDO, 2008) que os hábitos
  14. 14. alimentares incluem alguns aspectos importantes, como a dimensãoFisiológico-nutritivos, Psicodinâmica e afetiva, Relacional. Alguns transtornosda alimentação são Anorexia nervosa, Bulimia nervosa e Obesidade.A Anorexia nervosa é uma das patologias mais presentes hoje,relacionadas a essas síndromes alimentares, ela se caracteriza pela “perdade peso auto induzida, [...] há uma busca implacável de magreza e o medointenso e mórbido de parecer ou ficar gordo” (DALGALARRONDO, 2008 p.340). Algumas características do ponto de vista clínico patológico é que o/apaciente tem distorção da imagem corporal, assim como ele/ela percebe-segordo(a). Das incidências 90% afeta o sexo masculino. Não é incomum queessas pessoas cometam também a Bulimia que é a necessidade de comerabsurdamente e logo em seguida provocar vômito e/ou purgação.3.2 DEMAIS SÍNDROMES E PSICOPATOLOGIAS• SÍNDROMES MANÍACAS – os sintomas normalmente recorrentes a esse tiposão euforia, alegria patológica e explosão do eu (elação) e ainda aceleraçãodas funções psíquicas. Os subtipos de síndrome maníacas são: Mania fracaou grave, Irritada ou disfórica, Mania mista, Hispomania (ou episódiohipomaníaco), Ciclotimia, Mania com sintomas psicóticos, Transtorno Bipolar,Tipo I, Tipo II, Transtorno afetivo bipolar tipo ciclador rápido.• SÍNDROMES NEURÓTICAS – o conceito de neurose tem sidomenosprezado atualmente, mas é importante uma vez que ele pode ajudarem diferentes casos psicopatológicos de ansiedade, fobia, obsessão,histriônicos e hipocondríacos. Normalmente está relacionado com umaestruturação subjetiva de conflitos intrapsíquicos, como, recalque, luta interna,impulsos inaceitáveis perante julgamento rígido, dentre outros, einterpessoais, frustração nas relações pessoais, insatisfação com o querecebe e dá aos outros, rigidez e outros. Pode ser dividida em Fóbicas(agorafobia, simples ou específica, social), Obsessivo-Compulsivas,
  15. 15. Histéricas (de conversões e dissociações), Hipocondríacas e Somatização eainda uma recente síndrome que é a Neurastêmica.• SÍNDROMES DE AGITAÇÃO E DE ESTUPOR E LENTIFICAÇÃOPSICOMOTORAS – os sintomas são aceleração da esfera motora, aumentoda excitabilidade, inquietação constante, além desses são comuns logorréia,insônia, irritabilidade, hostilidade e agressividade. Alguns subtipos deAgitação Psicomotoras são: Maníaca, Paranoide, Catatônica, Psico-orgânica(no delirium), das Demências, nos Quadros de retardo mental comtranstornos de comportamento, Explosiva (associada a transtornos dapersonalidade), Histérica, Ansiosa, Alteração da volição e homicídio. Já asíndrome de estupor e lentificação psicomotora é caracterizada pelaincapacidade do indivíduo de responder, reagir ou comportar-se de acordocom as solicitações do ambiente. São quatro os tipos de Estupor: Catatônico(esquizofrênico), Depressivo, Psicogênico (histérico, traumático, de choquepsicológico, etc.), Orgânico.• SÍNDROMES RELACIONADAS A SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS – Sendosubstancias psicoativas aquelas que afetam uma ou mais funções do sistemanervoso central causando efeitos psíquicos e comportamentais. Algumassubstâncias psicoativas são álcool, maconha, cocaína, café, chá, diazepam,nicotina, heroína, etc. A Intoxicação, Fissura, Tolerância, Abstinência,Dependência a substância e física e comportamental, ainda Alcoolismo ousíndrome de dependência de álcool.• SÍNDROMES RELACIONADAS À SEXUALIDADE – Dentro das fases dedesenvolvimento da sexualidade podem ocorrer disfunções quecomprometam a vida sexual satisfatória. Alguns distúrbios são: Desejo sexualinibido, Excitação e orgasmo feminino inibido (frigidez), Ejaculação precoce,Disfunção erétil (impotência). Existem também relacionadas a essa questão
  16. 16. os Transtornos da identidade de gênero, alguns deles são Transsexualismo,Travestismo fetichista, Intersexualidade, Homossexualidade. AlgumasParafilias, que são, assim como os transtornos da identidade de gênero,padrões de fantasias e práticas sexuais particulares, que podem ser lesivas asi próprio e a terceiros; algumas delas são Exibicionismo, Pedofilia,Fetichismo e Zoofilia. Alguns problemas relacionados a sexualidade comoabuso sexual e estupro.• SÍNDROMES RELACIONADAS AO SONO – Dalgalarrondo aponta na que“segundo a Classificação internacional dos transtornos do sono (ICSD-2)existem mais de 80 transtornos” (DALGALARRONDO, 2008) relacionados aosono e que se dividem em três eixos: “1. Insônias, hipersomnias diurnas emovimentos anormais durante o sono. 2. Apnéias do sono (e outrasalterações respiratórias) e de outros sistemas funcionais durante o sono. 3.Parassonias e outras alterações do ritmo sono-vigília (como fase do sonoavançada ou atrasada)”. (DALGALARRONDO, 2008). Os transtornos do sonode acordo com a frequência e o interesse, mais importantes clinicamente são:“- Insônia (30 a 40% dos adultos); - Síndrome das pernas inquietas (5 a 15%dos adultos); - Apnéia do sono (9% em homens de meia-idade e em 4% dasmulheres após a menopausa); - Parassonias (para o conjunto, não há dadosestatísticos; a enurese noturna acomete 15 a 25% das crianças e 2% dosadultos); - Narcolepsia com cataplexia (0,02 a 0,1% da população)”.(DALGALARRONDO, 2008)• SÍNDROMES MENTAIS ORGÂNICAS – como as síndromes demenciais,confusionais agudas, as psico-orgânicas são estudas porque suasmanifestações estarem relacionados a sintomas mentais e comportamentais.Pelo que apresenta o autor do livro Psicopatologia e semiologia dostranstornos mentais, o Delírium é a psicopatologia mais importante dessequadro, a partir dela se subdividem nos tipos hiperativo, hipoativo e misto. Osquadros de delirium podem afetar ao SCN, estas afecções estão relacionadosa Hipoglicemia, Hipoxia ou anoxia.
  17. 17. • DEMÊNCIAS – “Eugen Bleuler (1985) (apud DALGALARRONDO, 2008)caracteriza síndromes demenciais (...) por um empobrecimento e umasimplificação progressiva de todos os processos psíquicos, cognitivos eafetivos. Elas se definem pelas perdas de múltiplas habilidades cognitivas efuncionais” (DALGALARRONDO, 2008), os seguintes aspectos são maispresentes: perda de memória, perda de múltiplas funções cognitivas,alterações das funções executivas, alterações da personalidade, cursoindicioso e progressivo, presença de alterações difusas do tecido cerebral.Isso acontece como decorrência da doença cerebral difusa e, normalmenteprogressiva, muito embora o nível de consciência permaneça normal. Aindapodem surgir sintomas psiquiátricos associados. Alguns tipos de demênciasão Alzheimer, Demência vascular, Demência por corpos de Lewy,Subcortical, Frontotemporais e algumas outras. Além dessas podem existiralgumas demências a partir das Sindromes Psico-orgâncias focais oulocalizadas que são Sindrome amnéstica ou de Wernicke-Korsakoff,Síndrome de Wernicke (aguda) Síndromes frontais (onde suas principais sãoOrbitofrontal, Frontomedial, Convexidade frontal) e as Síndromes temporais eparietais que se subdivide em algumas outras também.• SÍNDROMES RELACIONADAS À CULTURA – para a constituição dapessoa são vários os elementos sócio-culturais que influenciam e são a partirdessas constituições que cada ser humano deve ser visto além dofuncionamento biológico, experiências interpessoais e sua história e contextode vida. A partir dessas características que são peculiares a cada povo sãoestudos sempre mais e tem se tornado de grande interesse os tipos desíndromes psicopatológicas que afetam cada cultura, mas dentro desseestudo são feitas comparações para analisar as maiores incidências, oscampos preferidos dos pesquisadores são as sociedades industrializadas eas rurais ou semi-rurais. Conferir o quadro comparativo da diferença dopadrão de transtornos e sintomas mentais nas diferentes culturas retirado daobra de Dalgalarrondo (2008, p. 392) nos anexos.
  18. 18. 4 CONSIDERAÇÔES FINAISAspectos sociais das psicopatologias: o que elas denunciam?
  19. 19. Partindo de uma abordagem existencial encontramos alguns teóricos querelacionam o fato de grandes incidências psicopatológicas existirem na atualidadepor questões que o próprio homem na sua condição humana se sentiuimpossibilitado de responder. Teixeira (2006 p. 406) citando Yalom (1980) afirmaque ele[...] considerou o comportamento perturbado como estandodirectamente associado ao fracasso no confronto com os conflitosexistenciais, entendidos estes como confrontos entre o indivíduo e osdados da existência. Ou seja, são definidas modalidades deperturbação especificamente associadas a fracasso no confrontocom a angústia relacionada com dados da existência específicos: -Morte [...] – Liberdade de escolha e responsabilidade [...] – Solidão[...] – Sentido da vida [...]. (TEIXEIRA, 2006)É certo que questões existenciais implicam decididamente emcomportamentos e atitudes humanas. É notável que nessa mudança de tempo acultura, os valores, as preocupações mudam bem como os problemas quecircundam a vida humana. Por isso podemos afirmar como o referido autor, que aspatologias têm a ver, sobretudo, com esse aspecto existencial que perpassa oaspecto sócio histórico que se modifica, concordando também com Freud quandoafirmou que para cada mudança de tempo se buscam “necessidades internasurgentes” (Freud apud PETRUCCI, 2010 p. 205).As relações familiares perdem força, sua consistência se desequilibra.Inclusive as mudanças de localidades implicam tão fortemente na vida das pessoasque fazem com que jovens resolvam, por medo, numa pátria desconhecida, ou porhaver uma insatisfação na terra estrangeira quanto ao acolhimento, pegar uma armae como que numa atitude psicótica entrar numa escola e atirar em várias crianças oujovens, tirando daqueles inocentes o que eles ainda tem pra construir. A ausênciadas figuras do pai e da mãe no acompanhamento diário e a substituição disso pelomundo tecnológico da internet e dos videogames induzem fortemente a umdesequilíbrio psíquico e de alguma forma os motivam a revolta e a busca poratenção.No fundo as psicopatologias denunciam os padrões de beleza que sãorigorosamente desumanos, a ponto de fazerem as pessoas perder o sentido de vivere dedicar suas vidas exclusivamente à correspondência da exigência secular, na
  20. 20. busca desenfreada por estereótipos, mas infelizmente não se difunde nem se alertapara os riscos, as precauções. O padrão de beleza ou de qualquer estereótipomodifica e quem sofre no final das contas são aqueles que dedicaram suas vidas embusca de prazer momentâneo que pode lhe custar muito caro.É preciso, pois que com a mudança de valores não se perca o foco deque a vida é a maior preciosidade de um ser humano e por isso ela deve ser aceitadentro das condições que compete a cada um, com autonomia e gosto, senão a vidanão passará de uma superficialidade que a destrói aos poucos pela imposição depadrões e modelos impossíveis, seja no âmbito familiar, social, cultural ou valorativo.
  21. 21. ANEXOSREFERÊNCIAS
  22. 22. DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornosmentais / Paulo Dalgalarrondo. – 2. ed. – Porto Alegre: Artmed, 2008LAPLANCHE, Jean. Vocabulário de Psicanálise / Laplhanche e Pontalis; sob adireção de Daniel Lagache; tradução Pedro Tamen. – 4ª. ed. – São Paulo: MartinsFontes, 2001.PETRUCCI, José Luiz F.. Alguns diálogos psicanalíticos sobre “patologiascontemporâneas”. Ide (SãoPaulo) [http://pepsic.bvsalud.org/pdf/ide/v33n51/v33n51a21.pdf]. 2010, vol.33, n.51,pp. 205-208. ISSN 0101-3106. Acesso em 24 abr. 2013PISANI, Elaine Maria. Psicologia Geral, por Elaine Maria Pisani, Guy Paulo Bisi,Luiz Antônio Rizzon e Ugo Nicolleto. 7. ed., revisada e atualizada. Caxias do Sul,Universidade de Caxias do Sul, Porto Alegre, Editora Vozes, 1988.ROUDINESCO, Elisabeth, 1944 – Dicionário de psicanálise, ElisabethRoudinesco, Michel Plon; tradução Vera Ribeiro, Lucy Magalhães; supervisão daedição brasileira Marco Antônio Coutinho Jorge. – Rio de janeiro: Jorge Zahar Ed.,1998.TEIXEIRA, José A. Carvalho. Problemas psicopatológicoscontemporâneos: Uma perspectiva existencial. Análise Psicológica[http://www.scielo.gpeari.mctes.pt/pdf/aps/v24n3/v24n3a17.pdf]. 2006. vol.24, n.3,pp. 405-413. ISSN 0870-8231. Acesso em: 24 abr. 2013

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