Unidade 6 revoluções e estados_liberais_e_conservadores

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Unidade 6 revoluções e estados_liberais_e_conservadores

  1. 1. Revoluções e estados liberais conservadores http://divulgacaohistoria.wordpress.com/ 8º ano – Unidade 6
  2. 2. As revoluções liberais 2 20 – Conhecer e compreender a Revolução Americana e a Revolução Francesa. 1. Descrever o processo que levou à criação dos EUA, tendo em conta a relação de proximidade/conflito com a Inglaterra e o apoio por parte da França. 2. Verificar no regime político instituído pela Revolução Americana a aplicação dos ideais iluministas. 3. Analisar as condições económicas, sociais e políticas que conduziram à Revolução Francesa de 1789. 4. Reconhecer a influência das ideias iluministas na produção legislativa da assembleia constituinte (abolição dos direitos senhoriais, Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão e Constituição de 1791). 5. Descrever as principais etapas da Revolução Francesa. 6. Mostrar a importância da Revolução Francesa de 1789 enquanto marco de periodização clássica (passagem do Antigo Regime à Idade Contemporânea).
  3. 3. As revoluções liberais 3 21 – Conhecer e compreender a evolução do sistema político em Portugal desde as Invasões Francesas até ao triunfo do liberalismo após a guerra civil. 1. Apresentar a situação política portuguesa imediatamente antes e durante o período das Invasões Francesas, com destaque para a retirada da Corte para o Rio de Janeiro e para a forte presença britânica, relacionando-as com a eclosão da Revolução de 1820. 2. Caracterizar o sistema político estabelecido pela Constituição de 1822. 3. Descrever sucintamente as causas e consequências da independência do Brasil. 4. Reconhecer o carácter mais conservador da Carta Constitucional de 1826. 5. Integrar a guerra civil de 1832-1834 no contexto da difícil implantação do liberalismo em Portugal, nomeadamente perante a reação absolutista. 6. Identificar na ação legislativa de Mouzinho da Silveira e Joaquim António de Aguiar medidas decisivas para o desmantelamento do Antigo Regime em Portugal.
  4. 4. Entre 1770 e 1850, na Europa e na América deram-se uma série de transformações políticas e sociais e constituíram as revoluções liberais; Essas revoluções vão dar início à Idade Contemporânea , o período histórico em que atualmente vivemos; Tradicionalmente o início da Revolução Francesa (1789) marca o princípio da Idade Contemporânea; Como principais características desse período poderemos considerar: o liberalismo, o capitalismo industrial e a sociedade de classes; As revoluções liberais 4
  5. 5. As revoluções liberais 5 A Revolução Americana (1775-1783) foi a primeira dessas revoluções; A América do Norte era uma colónia britânica constituída por 13 territórios diferentes e habitados por 2 milhões de habitantes; No entanto existiam fatores comuns a essas colónias: Falavam inglês; Religião protestante;
  6. 6. Os colonos ingleses na América deram origem a uma burguesia empreendedora que punha em causa o sistema de exclusividade comercial a que estavam obrigados; Porque poriam em causa a exclusividade colonial? As revoluções liberais 6 Ao serem obrigados a comerciar exclusivamente com a Inglaterra perdiam dinheiro pois não podiam vender ou comprar pela melhor oferta:
  7. 7. Os ingleses, com dificuldades económicas provocadas pela guerra, resolveram lançar novos impostos sobre as colónias americanas; Estas medidas provocaram a revolta dos colonos que a Inglaterra procurou reprimir pela força das armas; As revoluções liberais 7
  8. 8. As revoluções liberais 8 No dia 16 de dezembro de 1773, deu-se um episódio conhecido como o Boston Tea Party, um grupo de colonos, disfarçados de índios, lançaram ao mar a carga de chã dos barcos da Companhia das Índias ancorados no porto de Boston; O rei inglês, Jorge III, ordenou o encerramento do porto de Boston, e a ocupação da cidade por tropas inglesas e exigiu o pagamento de uma indeminização aos cidadãos; Esta atitude inglesa suscitou a revolta de muitos colonos;
  9. 9. As revoluções liberais 9 Em setembro de 1775 reúne-se o primeiro Congresso de Filadélfia; Em abril de 1775, em Lexington, perto de Boston, o exército inglês foi atacado; O rei inglês, declarou guerra aos americanos e enviou tropas para esmagar a rebelião americana; No dia 4 de julho de 1776, é aprovada a Declaração de Independência, no segundo Congresso de Filadélfia;
  10. 10. As revoluções liberais 10 George Washington foi escolhido como chefe do exército americano e Benjamin Franklin iniciou uma intensa atividade diplomática na Europa, para tentarem apoios para a sua revolução; A França estabelece uma aliança com os colonos e a Espanha e Holanda também apoiam os revoltosos; Em 1781, o exército inglês sofreu uma grande derrota em Yorktown; Pelo Tratado de Versalhes, 1783, a Inglaterra reconhece a independência das 13 colónias americanas;
  11. 11. As revoluções liberais 11 Em 1787, os 13 estados chegaram a um acordo que instituiu a República dos Estados Unidos da América (república federal); Na Constituição americana coexiste um estado central com a atribuição da defesa e das relações internacionais e os estados que são independentes em termos de justiça, administração, sistema policial e ensino; Constituição – documento que estabelece a forma como o estado é organizado, a divisão dos poderes e os direitos fundamentais dos cidadãos
  12. 12. As revoluções liberais 12 A Constituição adotou o princípio da divisão dos poderes: Poder legislativo pertence ao Congresso (parlamento); O Presidente detinha o poder executivo, Gorge Washington, foi o primeiro presidente eleito em 1789; Um Tribunal Supremo, regula os conflitos entre os Estados: O Congresso e o Presidente eram eleitos pelos cidadãos;
  13. 13. As revoluções liberais 13 A Revolução americana reflete os ideais iluministas; Os Estados Unidos foram o primeiro país a tornarem-se independentes da sua metrópole; Tornaram-se a primeira República democrática; A revolução americana vai ser o exemplo para a Revolução francesa que se irá iniciar em 1789.
  14. 14. As revoluções liberais 14 Anos Acontecimentos 1789 1791 Assembleia Nacional Constituinte 1791 1793 Assembleia Legislativa 1793 1795 Convenção 1795 1799 Diretório 1799 1804 Consulado 1804 Império Cronologia Revolução Francesa A revolução francesa
  15. 15. As revoluções liberais 15 Nas vésperas da revolução francesa, cerca de 30 milhões de franceses viviam numa sociedade típica do Antigo Regime, com todas as suas desigualdades; Os privilegiados, nobreza e clero, representavam cerca de 3% da população;
  16. 16. As revoluções liberais 16 A nobreza concentrava nas suas mãos mais de 25% da totalidade das terras, com todas as suas rendas e impostos; Ocupavam a quase totalidade dos cargos governamentais, de chefia no exército e do clero, não pagavam impostos; O clero detinha cerca de 10% das terras e recebiam vários impostos como a dízima, não pagavam impostos, No Terceiro Estado os camponeses constituíam cerca de 80% da população, pagavam pesados impostos e a maior parte trabalhava na terra de outros;
  17. 17. As revoluções liberais 17 O povo que vivia nas cidades, que trabalhava nas manufaturas e outros empregos urbanos, vivia de salários muito baixos e com uma grande taxa de desemprego; A burguesia (os donos das manufaturas, grandes comerciantes, os bancários, proprietários rurais) constituía a elite do Terceiro Estado; Entre o povo e os grandes burgueses estavam os artificies, advogados, médicos, professores, lojistas (pequena e média burguesia);
  18. 18. As revoluções liberais 18 A burguesia criticava a ociosidade e privilégios da nobreza; Os burgueses, mais instruídos, viam que os mais altos postos da administração pública eram entregues a nobres que consideravam ignorantes; Estavam motivados para a destruição do Antigo Regime, e das suas fileiras sairiam os principais líderes e ideólogos da Revolução Francesa;
  19. 19. As revoluções liberais 19 A crise económica e financeira O descontentamento geral é agravado com a crise económica (maus anos agrícolas provocaram a subida do preço do trigo). O pão era o principal alimento do povo) e com a crise financeira; A proposta, de ministros de Luís XVI, do Clero e a Nobreza pagarem impostos é recusada por estes: O rei, Luís XVI, resolve convocar os Estados Gerais (cortes);
  20. 20. As revoluções liberais 20 No dia 5 de maio de 1789 iniciam-se os Estados Gerais em Versalhes; Imediatamente se colocou a questão da votação; Ordem Número deputados Votação (ordem) Votação por cabeça Clero 291 1 291 Nobreza 270 1 270 Terceiro Estado 578 1 578 O clero e a nobreza tinham 561 votos e o Terceiro Estado 578 se a votação fosse por cabeça e não por ordem;
  21. 21. As revoluções liberais 21 Perante a impossibilidade de chegarem a acordo, a 17 de junho os representantes do Terceiro Estado proclamaram-se uma Assembleia Nacional Constituinte, reclamando representar 97% da população francesa; Deveriam escrever uma Constituição para a França; É o início do fim da monarquia absoluta; No dia 20 de junho os deputados do Terceiro Estado pronunciam o juramento da Sala do Jogo da Pela; A revolução francesa
  22. 22. As revoluções liberais 22 Os camponeses atacam os seus opressores, a nobreza; Vários castelos são tomados e destruídos, procuram-se armas e os documentos que impunham as obrigações para com os senhores; A desagregação da ordem social do Antigo Regime
  23. 23. As revoluções liberais 23 A Assembleia Nacional Constituinte tomou as seguintes decisões, entre agosto de 1789 e setembro de 1791: Abolição dos direitos feudais (corveias, justiça senhorial, etc.; Extinção da dízima (paga ao Clero); Publicação da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (documento onde se defende a igualdade perante a lei, a liberdade individual, o direito à propriedade privada e a soberania popular); Soberania popular – o poder político baseia-se no poder do povo, expresso em eleições.
  24. 24. As revoluções liberais 24 Em 1791 é aprovada uma Constituição pela Assembleia Nacional e o rei jura o seu cumprimento; A França torna-se uma Monarquia Constitucional; A Constituição de 1791 garante os Direitos do Homem e do Cidadão, a separação dos poderes do estado (executivo, legislativo e judicial) e a soberania da Nação;
  25. 25. As revoluções liberais 25 A Nação era constituída por todos os cidadãos sem outra distinção que não fosse a do mérito e talento; Mas para se ser cidadão ativo (eleger ou ser eleito) era necessário o pagamento de um imposto e ter mais de 25 anos; Na prática dos 28 milhões de franceses só 4.300.000 eram cidadãos ativos; A Constituição de 1791 instituiu o voto censitário; Este sistema deixava de fora todos os cidadãos, a grande maioria, que não tinham posses para pagar o imposto, eram os cidadãos passivos; Voto censitário – situação em que o voto só é exercido por quem paga um imposto ao estado (censo).
  26. 26. As revoluções liberais 26 Muitos, em França, não estavam de acordo com a Monarquia Constitucional: Membros da nobreza e do clero, muitos fugiram para a Áustria e conspiravam contra a França; O povo queixava-se da situação económica; A agitação era cada vez maior; O rei, Luís XVI, esteve sempre contra a Revolução: Foi apanhado em Varennes quando tentava fugir para o estrangeiro (junho de 1791) e foi preso;
  27. 27. As revoluções liberais 27 No dia 20 de abril de 1792 iniciou-se a guerra contra a Áustria e outros países europeus que começa mal para a França; A colheita de 1791 foi má e a fome grassava em França; Os preços sobem e a moeda desvaloriza, a inflação sobe; Na província muitos camponeses esfomeados revoltam-se;
  28. 28. As revoluções liberais 28 O povo miúdo (sans-cullotes) de Paris, privado do voto, agita-se na rua da cidade e pressiona a Assembleia; A Nação foi declarada em perigo, vários exércitos foram enviados da província para Paris; Organizam-se, nas cidades, clubes políticos, entre estes o dos jacobinos que desempenhará um papel político muito relevante;
  29. 29. As revoluções liberais 29 A Assembleia suspendeu o rei; A Constituição de 1791 deixa de funcionar; A 20 de setembro as tropas francesas obtém a primeira grande vitória militar em Valmy; A 22 de setembro de 1792 é proclamada a República, pela Convenção, a nova Assembleia Constituinte eleita por sufrágio universal; Nesse dia começa o Ano I da República; Os políticos mais importantes são Danton, Marat e Robespierre;
  30. 30. As revoluções liberais 30 No dia 21 de janeiro de 1793, Luís XVI, foi executado;
  31. 31. As revoluções liberais 31 No exterior tinham de combater uma vasta coligação de países (Áustria, Prússia, Inglaterra, Rússia, Portugal, vários estados alemães e italianos); No interior os Girondinos instigaram várias revoltas; Na Vendeia estalou uma revolta monárquica; Perante esta situação a Convenção radicalizou as suas posições: os Girondinos foram expulsos e foi instituído um governo revolucionário liderado pelos Jacobinos mais extremistas (Marat, Danton, Robespierre);
  32. 32. As revoluções liberais 32 O governo revolucionário e o Terror O governo revolucionário, centralizado e ditatorial, colocou os interesses do estado laico e republicano acima dos interesses privados; As liberdades individuais foram suprimidas em favor da necessidade de garantir a igualdade social, a independência da Nação e da salvação da República; Em 1793, foi imposta a mobilização geral;
  33. 33. As revoluções liberais 33 Fim do governo revolucionário e da república jacobina; No entanto o governo revolucionário acabou vítima dos seus excessos; Robespierre mandou matar todos os que se atreviam a criticá- lo, entre eles Danton, porque ousara falar em reconciliação nacional; Em julho de 1794, uma conjura da Convenção afastou Robespierre do poder e executou-o como aos seus partidários (Terror Branco);
  34. 34. As revoluções liberais 34 A Convenção passou a ser dominada pelos elementos mais moderados, defensores dos interesses da burguesia; O sufrágio censitário foi novamente instituído; Só os mais ricos proprietários eram eleitos para os mais altos cargos do Estado;
  35. 35. As revoluções liberais 35 Napoleão Bonaparte foi um general que se distingui na guerra; No dia 9 de novembro de 1799 dá-se um golpe de estado chefiado por um general chamado Napoleão Bonaparte; A burguesia, receosa das revoltas e instabilidades apoiou-o; Napoleão vai concentrado cada vez mais poderes, e em 1804, através de um plesbicito, é nomeado Imperador dos Franceses;
  36. 36. As revoluções liberais 36 Napoleão procurou modernizar a França: Reorganizou a administração pública, Publicou um Código Civil; Reforma do ensino; Criou o Banco de França; Grandes obras públicas, etc.;
  37. 37. As revoluções liberais 37
  38. 38. As revoluções liberais 38 Os exércitos franceses conseguiram várias vitórias e conquistaram um vasto império; Vários reinos foram entregues a familiares de Napoleão; No entanto não conseguiu dominar a Inglaterra; Impôs um Bloqueio Continental (proibição de qualquer país realizar comércio com a Inglaterra) na tentativa de asfixiar economicamente os britânicos;
  39. 39. As revoluções liberais 39 A Espanha e outros territórios revoltaram-se contra o domínio francês; Em 1812, ao invadir a Rússia, foi obrigado a retirar. O exército francês foi derrotado pelo Inverno rigoroso;
  40. 40. As revoluções liberais 40 Em 1813, ao exércitos da Inglaterra, Prússia, Rússia, Áustria, e da Suécia invadem a França; Em abril de 1814, Napoleão é exilado; Foge e regressa ao poder mas é definitivamente derrotado na batalha de Waterloo (1818);
  41. 41. As revoluções liberais 41 Os países vencedores reuniram-se no Congresso de Viena (1815) e desenharam um novo mapa político da Europa; A França perdeu todas as suas conquistas; Foram tomadas outras medidas que pretendiam travar futuras revoluções na Europa;
  42. 42. As revoluções liberais 42 Em 1806, Napoleão Bonaparte decreta o Bloqueio Continental (impedimento dos países europeus comerciarem com a Inglaterra; Portugal, após hesitar, não aceitou o bloqueio; Entre 1807 a 1811, a França invadiu, por três vezes, Portugal, comandadas sucessivamente pelo general Junot, marechal Soult e pelo marechal Massena; A família real portuguesa refugiou-se no Brasil , e a colónia passou a ser sede de governo; As invasões francesas
  43. 43. As revoluções liberais 43 Invasões francesas: 1ª - Liderada pelo general Junot, 1807-1808, chega até Lisboa; 2ª - Liderada pelo marechal Soult, 1809, chega até ao Porto; 3ª - Liderada pelo marechal Massena, 1810-1811, chega até às linhas de Torres Vedras;
  44. 44. As revoluções liberais 44 As invasões devastaram o país, e a fuga da família real para o Brasil implicou o domínio político e económico que a Inglaterra passou a exercer no nosso país; As invasões destruíram o país, sobretudo a região Norte, afetada pela violência dos combates mas também pela excessiva crueldade do exército francês: As atividades económicas (agricultura, comércio e indústria) foram profundamente afetadas; Os mosteiros, palácios e igrejas foram saqueados; D. João VI, prolongou até 1821, a sua permanência no Brasil; Em 1815, o Brasil é proclamado reino;
  45. 45. As revoluções liberais 45 O marechal Beresford (inglês), incumbido de reorganizar o exército, tornou-se o comandante do exército português, os mais altos cargos militares foram ocupados por ingleses; Beresford exerceu um rigoroso controlo sobre o Estado e a economia; Reativou a Inquisição e encheu as prisões de suspeitos de serem jacobinos; Em 1871, o general Gomes Freire de Andrade, e mais 11 oficiais do exército português foram executados, por serem suspeitos de estrem envolvidos numa conspiração;
  46. 46. As revoluções liberais 46 A situação económica e financeira do país tornava-se deplorável; As despesas ultrapassavam as receitas, a economia definhava; Em 1808, os portos do Brasil, são abertos ao comércio internacional, (fim do monopólio colonial); A perda do exclusivo comercial com o Brasil foi dramática para a economia portuguesa, a burguesia sofreu prejuízos avultados;
  47. 47. As revoluções liberais 47 No dia 24 de agosto de 1820, no Porto, deu-se um levantamento militar com o apoio da burguesia comercial e até de alguns proprietários rurais de origem aristocrática; Militares, burguesia comercial e proprietários rurais estavam unidos contra a dominação inglesa porque todos se sentiam prejudicados; Os revoltosos constituíram uma “Junta Provisional do Supremo Governo do Reino””; Manuel Fernandes Tomás redigiu o “Manifesto aos Portugueses” para dar a conhecer os objetivos do movimento; Iniciou-se a Revolução Liberal Portuguesa;
  48. 48. As revoluções liberais 48 São realizadas eleições para as Cortes Constituintes que iniciaram os seus trabalhos em 24 de janeiro de 1821; O seu principal objetivo é o de elaborar uma Constituição para Portugal, assinada no dia 23 de setembro de 1822, e jurada pelo rei, D. João VI, a 1 de outubro de 1822; A Constituição de 1822
  49. 49. As revoluções liberais 49 As Cortes legislaram em muitos domínios no sentido de erradicarem as estruturas do Antigo Regime: Estabelece uma Monarquia Constitucional; Extinção da Inquisição e da censura prévia; Separação dos três poderes políticos do Estado; Poderes do rei limitados pela Constituição (o rei tem o poder executivo); Garante aos portugueses a liberdade, segurança e propriedade; Sufrágio não universal (homens, mais de 25 anos e que sejam alfabetizados); Exigiram o regresso do rei, D. João VI, a Portugal;
  50. 50. As revoluções liberais 50 A Revolução liberal de 1820 levou o monarca português, D. João VI, a regressar a Portugal a 3 de julho de 1821; Antes de partir, disse ao seu filho primogénito que ficou no Brasil como regente: Se o Brasil se separar (de Portugal), antes seja para ti que me hás de respeitar, do que para algum desses aventureiros”; O Brasil declarou a independência no dia 7 de setembro de 1822; O grito do Ipiranga
  51. 51. As revoluções liberais 51 Uma das causas da declaração de independência do Brasil foi a política antibrasileira das Cortes Constituintes portuguesas; A maioria dos deputados (que dependia do comércio colonial) queria restituir o Brasil à condição de colónia e pretendiam rejeitar o estatuto de “Reino Unido”, que usufruía com a presença de D. João VI;
  52. 52. As revoluções liberais 52 As Cortes legislaram no sentido de tornar o Brasil dependente de Portugal em matérias judiciais e administrativas. Foi retirada a liberdade comércio (retornava o monopólio comercial português sobre a sua colónia); O príncipe regente foi chamado a Portugal, sobre o pretexto de terminar a sua educação na Europa; D. Pedro não obedeceu e proclamou a independência do Brasil;
  53. 53. As revoluções liberais 53 A contrarrevolução absolutista conspira contra o liberalismo, são apoiados pelas fações mais conservadoras do clero e da nobreza (que viram alguns dos seus privilégios abolidos) e contam com a liderança da rainha, D. Carlota Joaquina e o infante D. Miguel; Em 1823, animados pela restauração do absolutismo em Espanha, estala uma revolta em Vila Franca de Xira (Vilafrancada);
  54. 54. As revoluções liberais 54 A revolta é liderada por D. Miguel; A tentativa de insurreição termina quando D. João VI toma o comando da situação e obriga o filho a ceder; Surge uma nova tentativa de impor o absolutismo em Portugal; No dia 30 de abril de 1824 (Abrilada), os opositores absolutistas prendem os membros do governo, e pretendem que o rei abdique em favor da rainha; D. João VI conseguiu dominar a situação, e D. Miguel foi obrigado a partir para o estrangeiro (exilado);
  55. 55. As revoluções liberais 55 Com a morte de D. João VI, o herdeiro legitimo era D. Pedro, que era Imperador do Brasil; Abdicou em favor da sua filha D. Maria, e ficou prometido o casamento com o seu tio D. Miguel; D. Pedro outorgou a Portugal uma Carta Constitucional, mais moderada que a de 1822; D. Miguel depois de ter aceitado a Carta, proclamou-se rei absoluto; Iniciou-se uma perseguição a todos os adeptos do liberalismo. Muitos foram executados e outros fugiram para o estrangeiro. Carta Constitucional – Constituição concedida por um rei e não elaborada por um parlamento eleito.
  56. 56. As revoluções liberais 56 A guerra Civil Em 1831, D. Pedro abdica do trono brasileiro, e assume a liderança dos liberais; Estes organizam-se na ilha Terceira (Açores) que entretanto se tinha revoltado contra o absolutismo; Na ilha Terceira constituem um exército de 7500 homens que em 1832, desembarca no Mindelo (Matosinhos); Dirigem-se para o Porto que praticamente não ofereceu resistência;
  57. 57. As revoluções liberais 57 No entanto aí foram cercados pelo exército absolutista; A guerra durou 2 anos; Os liberais organizaram uma expedição ao Algarve, e a partir daí conseguiram conquistar Lisboa; Após ser derrotado em duas batalhas (Almoster e Asseiceira), D. Miguel, assina a Convenção de Évora-Monte e parte definitivamente para o exílio; A guerra civil contribuiu para arruinar ainda mais o país;
  58. 58. As revoluções liberais 58 Desmantelamento do Antigo Regime O novo regime liberal procurou realizar profundas transformações que acabassem com as estruturas e leis do Antigo Regime; Destacou-se a ação legislativa do ministro de D. Pedro IV, Mouzinho da Silveira: extinguiu os morgadios, a dízima e outros impostos senhoriais, protegeu o comércio e as pequenas indústrias e proibiu os monopólios;
  59. 59. As revoluções liberais 59 Outro ministro, Joaquim António Aguiar, dissolveu as ordens religiosas masculinas; Os bens dos mosteiros foram confiscados pelo Estado; Quem mais beneficiou com estas medidas foi a burguesia: Passou a aceder aos mais altos cargos do Estado e do exército; A liberalização da economia favoreceu o desenvolvimento económico; As propriedades confiscadas à Igreja foram adquiridas pelos burgueses a preços muito baixos; Surgiu uma nova elite de grandes proprietários – os barões do liberalismo;
  60. 60. As revoluções liberais 60 O regime liberal, no entanto, passou por graves problemas: Os absolutistas continuaram a conspirar contra o regime; Os liberais dividiram-se, surgiram duas correntes: Os cartistas (mais conservadores, defensores da Carta Constitucional de 1826); Os vintistas (mais progressista, defensores da Constituição de 1822); As lutas entre estas duas fações criaram um clima de instabilidade política no país pouco favorável ao desenvolvimento económico;
  61. 61. As revoluções liberais 61
  62. 62. As revoluções liberais 62 Bibliografia: Apresentação construída com base nos livros Diniz, Maria Emília, Tavares, Adérito, Caldeira, Arlindo M., História 8, Raiz Editora, 2012 Neto, Helena e outros, História 8, Santillana,2014

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