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História
9º ano
Unidade 11
(11.1; 11.2; 11.3)
A Guerra Fria
http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
História 9º ano 2
1 – Conhecer e compreender a nova “ordem mundial” do após
guerra.
1. Explicar o acentuar da perda de influência europeia e a
emergência dos EUA e da URSS como as superpotências do após
guerra.
2. Distinguir os modelos políticos e económicos dos EUA e da URSS.
3. Relacionar o antagonismo entre as duas superpotências com a
formação de dois blocos político-ideológicos, militares e
económicos.
História 9º ano 3
4. Justificar a hegemonia económica, financeira e militar dos EUA
no bloco ocidental, salientando a criação da Organização Europeia
de Cooperação Económica (OECE) /do “Plano Marshall” e a
formação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
5. Descrever a expansão do comunismo na Europa de Leste e na
Ásia.
6. Caracterizar a Guerra Fria, salientando a existência de
momentos de maior tensão e de momentos de relativo
apaziguamento.
7. Referir sucintamente alguns dos principais conflitos da Guerra
Fria (Bloqueio de Berlim, Crise dos Mísseis em Cuba, Guerra da
Coreia, Guerra do Vietname, Guerra de Angola e Guerra do
Afeganistão).
História 9º ano 4
2 – Conhecer e compreender os efeitos da nova “ordem mundial”
do após guerra em Portugal.
1. Relacionar a derrota dos fascismos na 2.ª Guerra Mundial com a
aparente abertura do Estado Novo no imediato após guerra,
destacando as eleições legislativas de 1945.
2. Relacionar a perpetuação dos regimes fascistas peninsulares com
a consolidação da Guerra Fria.
3. Reconhecer na entrada de Portugal na OTAN (como membro
fundador) e na ONU reflexos da aceitação ocidental do regime
salazarista.
História 9º ano 5
4. Descrever as principais correntes de oposição perante a
permanência da ditadura portuguesa, salientando as eleições
presidenciais de 1949 e 1958.
5. Caracterizar o novo modelo de crescimento económico adotado
progressivamente pelo Estado Novo a partir da década de 50.
História 9º ano 6
3 – Conhecer e compreender os movimentos de independência
das colónias do após guerra aos anos 70.
1. Identificar os fatores de crescimento do anticolonialismo no após
guerra.
2. Relacionar o apoio dos EUA e da URSS à descolonização com as
tentativas de alargamento das respetivas áreas de influência.
3. Reconhecer as vagas de descolonização da Ásia/Pacífico, do
Médio Oriente, do Norte de África e da África Negra como
resultado de um processo que se prolongou até à década de 70 do
século XX.
História 9º ano 7
4. Explicar o surgimento do Movimento dos Países Não Alinhados,
salientando a reivindicação de uma nova ordem económica
internacional.
5. Relacionar os problemas dos países do Terceiro Mundo com a
dominação neocolonial e com os seus próprios bloqueios.
História 9º ano 8
4 – Conhecer e compreender as consequências da política do
Estado Novo perante o processo de descolonização do após
guerra.
1. Identificar as alterações introduzidas na política colonial do
Estado Novo face ao processo de descolonização do após guerra e
ao aumento da pressão internacional.
2. Relacionar a recusa da descolonização dos territórios não
autónomos com o surgimento de movimentos de libertação, com a
invasão do “Estado Português da Índia” e com o eclodir das três
frentes da Guerra Colonial.
História 9º ano 9
3. Explicar o relativo isolamento internacional de Portugal nas
décadas de 60 e 70.
4. Avaliar os efeitos humanos e económicos da Guerra Colonial na
metrópole e nas colónias.
História 9º ano 10
5 – Conhecer e compreender o dinamismo económico-social dos
países capitalistas desenvolvidos e de desenvolvimento
intermédio (modelo de “Estado-Providência”) do após guerra aos
anos 70.
1. Explicar as características fundamentais do “Estado Providência”.
2. Enunciar fatores da hegemonia económica, tecnológica e
cultural americana.
3. Justificar o “milagre japonês” a partir da década de 50 do século
XX.
4. Descrever sucintamente as principais etapas do nascimento e
expansão dos processos de integração da Europa ocidental.
História 9º ano 11
6 – Conhecer as características das sociedades ocidentais
desenvolvidas.
1. Referir a intensificação do processo de terciarização,
urbanização e crescimento das classes médias, apesar da
manutenção de desigualdades sociais.
2. Reconhecer o aumento da importância dos jovens na sociedade,
nomeadamente através dos hábitos de consumo e das estruturas
associativas estudantis.
3. Referir a crescente importância de expressões artísticas de
vanguarda, de hábitos de consumo cultural de massas e de
movimentos de contestação cultural e político-ideológica.
História 9º ano 12
7 – Conhecer e compreender a desagregação do Estado Novo.
1. Relacionar o atraso do mundo rural português com o intenso
movimento migratório para as grandes áreas urbanas nas décadas
de 50 e 60.
2. Identificar os motivos da intensa emigração verificada nas
décadas de 60 e inícios de 70.
3. Indicar os efeitos dos movimentos migratórios, na realidade
portuguesa.
4. Caracterizar o Marcelismo enquanto projeto político que recusou
a democratização e a descolonização mas que, ao mesmo tempo,
concretizou políticas de modernização económico-social e
educativa.
História 9º ano 13
8 – Conhecer e compreender a Revolução democrática portuguesa.
1. Explicar as motivações do Golpe Militar do 25 de Abril de 1974.
2. Mencionar os principais acontecimentos do 25 de Abril de 1974.
3. Descrever sucintamente o processo revolucionário, salientando as
divergências dos projetos políticos em confronto.
4. Identificar as consequências do processo de descolonização dos
antigos territórios não autónomos.
5. Caracterizar a organização da sociedade democrática a partir da
Constituição de 1976.
6. Identificar as principais transformações e problemas económicos
e sociais até 1986.
História 9º ano 14
9 – Conhecer e compreender a evolução ocorrida desde as “crises
petrolíferas” até ao colapso do bloco soviético.
1. Referir as consequências das “crises petrolíferas” nos países
capitalistas (desenvolvidos e subdesenvolvidos) e nos países
comunistas.
2. Referir a substituição do modelo keynesiano pelo modelo
monetarista e a introdução das primeiras medidas neoliberais em
países capitalistas desenvolvidos (EUA e Reino Unido).
3. Confrontar os princípios básicos do “Estado Providência” com os
do “Estado Neoliberal”.
História 9º ano 15
10 – Conhecer e compreender a unidade e diversidade do mundo
comunista, os seus bloqueios e ruturas.
1. Identificar no mundo comunista a existência de um modelo
dominante (o soviético) e de modelos alternativos, exemplificando
com o modelo maoísta chinês.
2. Indicar situações de intervenção da União Soviética em países da
sua “zona de influência” com o objetivo de manter os regimes
vigentes.
3. Sintetizar os principais problemas políticos, económicos e sociais
do “Bloco Soviético”.
4. Relacionar as profundas alterações introduzidas pelas
“perestroika” e “glasnost” de Gorbatchev com o colapso do bloco
socialista e a desintegração da URSS.
História 9º ano 16
11. 1
A Guerra Fria (parte 1)
História 9º ano 17
União Soviética Estados Unidos
História 9º ano 18
A nova “ordem mundial”: o surgimento das duas superpotências
Estados Unidos (EUA) – uma economia capitalista, um regime
político multipartidário e liberal (livre concorrência e propriedade
privada);
União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS ou União
Soviética) – um regime de partido único e uma economia
centralizada e planificada;
As duas superpotências procuram expandir as suas áreas de
influência numa rivalidade denominada “guerra fria”;
História 9º ano 19
A área de influência da União Soviética
História 9º ano 20
Surgem dois blocos antagónicos: Bloco Ocidental e Bloco de Leste;
Surgem alianças militares: Os EUA criaram a Organização do
Atlântico Norte (NATO, em português OTAN) em 1949, a União
Soviética criou o Pacto de Varsóvia em 1955;
História 9º ano 21
Desenvolve-se uma corrida ao armamento nuclear;
Há uma guerra invisível de espionagem liderada pela CIA e o KGB;
História 9º ano 22
A II Guerra Mundial contribuiu para o domínio económico dos EUA;
O território dos EUA não foi afetado pela guerra, a sua indústria e
economia não foram afetadas;
Os EUA emprestou dinheiro a muitos países europeus quando a
guerra terminou;
No final da II Guerra Mundial os EUA passam a dominar a economia
a nível mundial (60% da produção mundial);
O dólar transforma-se na moeda-padrão para o comércio mundial;
História 9º ano 23
Em 1947, os EUA, iniciaram um
vasto plano de ajuda económica
à Europa denominado Plano
Marshall;
O plano destinava-se a impedir o
avanço do comunismo, reforçar o
domínio americano e
desenvolver a economia europeia
devastada pela guerra, para
garantir um mercado para os
produtos americanos;
História 9º ano 24
Após a guerra a União Soviética expandiu a sua influência pela
Europa de Leste e Ásia;
O Exército Vermelho ocupou os países do leste da Europa (exceto a
Jugoslávia) e nasceram as democracias populares;
Nestes países estabeleceu-se o domínio do Partido Comunista e
surgiram ditaduras de partido único;
História 9º ano 25
História 9º ano 26
Na Ásia, em 1949, surgiu a República Popular da China e nos anos
seguintes outros países tornaram-se repúblicas comunistas;
História 9º ano 27
A União Soviética criou o Conselho de Ajuda Económica Mútua
(COMECON) para apoiar o desenvolvimento económico dos países
comunistas;
Sem entrarem em confronto direto as duas superpotências (EUA e
URSS) disputavam o domínio do Mundo (mundo bipolar);
Esse clima de disputa denominou-se “guerra fria”;
História 9º ano 28
História 9º ano 29
Em 1948 a França, EUA e Inglaterra decidiram unificar as suas zonas
de ocupação e criaram a República Federal Alemã (RFA);
Estaline, em desacordo com essa decisão, bloqueou o acesso a
Berlim;
Os EUA foram obrigados a estabelecer uma ponte aérea para
abastecer a cidade que durou 18 meses;
História 9º ano 30
Em 1949, foi criada a República Democrática Alemã (RDA);
Em 1961 foi construído o muro de Berlim;
História 9º ano 31
Em 1950, a Coreia do Norte (comunista), invadiu a Coreia do Sul
(capitalista);
Os EUA e outros países enviaram tropas, a URSS não interveio
diretamente;
História 9º ano 32
Na Indochina, após uma guerra
entre 1946 e 1954, a França foi
derrotada e o Laos e o Camboja
tornaram-se países
independentes e o Vietnam ficou
dividido, Vietname do Sul
(capitalista) e Vietname do Norte
(comunista);
A guerra, com a intervenção dos
EUA, continuou até 1975, ano
em que o Vietname foi unificado
sob um regime comunista;
História 9º ano 33
Em 1953, após a morte de Estaline, o novo dirigente soviético,
Khruschev, propôs aos EUA, a coexistência pacífica;
As duas superpotências aceitavam não intervir nas zonas de
influência do seu adversário;
História 9º ano 34
Em 1962, a URSS, começou a construção de silos para mísseis
nucleares em Cuba;
História 9º ano 35
O presidente americano, John Kennedy, exigiu a retirada dos
mísseis, após longas horas de negociações, a União Soviética
acedeu, mas o Mundo esteve perto de uma guerra nuclear;
A guerra fria continuou a desenrolar-se em vários conflitos
regionais nos continentes asiático e africano;
As tropas soviéticas intervieram diretamente no Afeganistão, na
defesa do regime pró-soviético em 1979, acabando por retirar em
1989;
História 9º ano 36
Em Portugal
Com o fim da II Guerra Mundial, em 1945, e com a derrota dos
regimes fascistas, surgiu a esperança da democratização do Estado
Novo;
Salazar dissolveu a Assembleia Nacional (parlamento) e convocou
novas eleições que dizia livres;
A oposição ao regime organizou-se no Movimento de Unidade
Democrática (MUD);
História 9º ano 37
Rapidamente se percebeu que o regime não queria mudar nada, e
as perseguições aos opositores começaram e a censura não
deixava publicar livremente as opiniões;
Perante estas situação o MUD retirou a sua candidatura;
A União Nacional elegeu todos os deputados e Portugal continuou
a permanecer um país de partido único;
Portugal e Espanha, graças ao anticomunismo dos seus regimes,
permaneceram ditaduras;
Portugal foi membro fundador da NATO (1949) e aderiu à ONU
(1955);
História 9º ano 38
Em 1949, o general Norton de Matos candidatou-se à eleição para
Presidente da República, pela oposição;
A falta de liberdade levou o candidato a desistir;
Em 1958, o general Humberto Delgado, candidatou-se e foi até ao
final, mas obteve apenas 25% dos votos numas eleições que foram
manipuladas pelo regime;
História 9º ano 39
Portugal, não acompanhou o desenvolvimento económico
verificado na Europa no pós II Guerra Mundial;
Salazar recusou o Plano Marshall para Portugal, porque não queria
investimento estrangeiro no país;
Não houve investimento no desenvolvimento económico porque a
autarcia e o equilíbrio da balança de pagamentos eram o principal
objetivo do Estado Novo;
História 9º ano 40
A agricultura era a principal atividade económica e ocupava uma
parte significativa da população portuguesa mas a produtividade
era muito baixa;
A taxa de analfabetismo era uma das maiores da Europa;
A pobreza predominava no mundo rural e a emigração era, muitas
vezes, a única forma de fugir às más condições de vida;
História 9º ano 41
A partir dos anos 50, Salazar iniciou os Planos de Fomento Nacional,
com o objetivo de promover o desenvolvimento industrial;
No entanto o desenvolvimento foi sempre condicionado pela ideia
de Salazar de promover a autarcia (autossuficiência);
Em 1960, Portugal aderiu à EFTA, associação de países europeus
que não tinham aderido à CEE;
História 9º ano 42
O fim da II Guerra Mundial promoveu o processo de descolonização
a nível mundial, muitas colónias europeias em África e na Ásia
tornaram-se independentes;
Os EUA e a URSS apoiavam os movimentos de libertação entretanto
surgidos em muitas colónias;
A ONU aprovou várias resoluções que apoiavam a descolonização;
O enfraquecimento, durante a II Guerra Mundial, das potências
coloniais;
O aparecimento, entre os colonizados, da consciência da exploração
de que eram alvo;
História 9º ano 43
Diferentes formas de luta:
Na Índia, Gandhi, de forma pacífica ( a população recusava-se a
obedecer aos britânicos), conseguiu a independência em 1947;
Em alguns países a via das negociações levou à independência;
Noutras regiões como na Indochina e Indonésia a independência só
foi alcançada depois de uma violenta luta;
História 9º ano 44
História 9º ano 45
História 9º ano 46
Em 1955 realizou-se a Conferência de Bandung, participaram 29
países asiáticos e africanos;
Foi criado o Movimento dos Países Não-Alinhados, que
pretendiam um caminho autónomo das duas superpotências;
Nesta conferência condenou-se o colonialismo, o racismo e a
defesa de todos os povos terem o direito à sua autodeterminação;
Em 1961, a Conferência de Belgrado, manteve esses ideais;
História 9º ano 47
A política de não-alinhamento foi defendida pela maior parte dos
países do Terceiro Mundo;
O Terceiro Mundo é uma expressão que designa a maior parte dos
países de África, Ásia e América Latina, hoje a expressão foi
substituída por “Países em via de desenvolvimento”;
História 9º ano 48
História 9º ano 49
Estes países, apesar das diferenças, apresentam, entre si, algumas
semelhanças:
Taxa de crescimento demográfica elevada;
Elevada taxa de analfabetismo;
Elevada taxa de mortalidade infantil;
Fraco desenvolvimento económico, concentração da população no
setor primário;
Elevado índice de pobreza e grandes desigualdades sociais;
Dependência económica;
História 9º ano 50
A maior parte destes países não conseguiu a independência
económica dos antigos países colonizadores;
Continuavam a fornecer matérias-primas a baixos preços;
Acumulavam dívidas que os tornavam dependentes das antigas
metrópoles;
Estes países tornaram-se vítimas do neocolonialismo;
Neocolonialismo – Expressão que designa uma nova forma de
colonialismo que se desenvolve pela dependência económica das
antigas colónias em relação às suas antigas metrópoles;
História 9º ano 51
Apesar de todo o movimento de acesso das colónias à
independência, Salazar recusou com o pretexto que não se tratavam
de colónias mas sim de Províncias Ultramarinas;
História 9º ano 52
História 9º ano 53
Apesar das condenações da atitude portuguesa na ONU, o regime
português continuou a manter a sua posição colonialista que
originou um progressivo isolamento internacional do país;
Em 1961, a União Indiana, após várias tentativas de negociar com
Portugal invadiu Goa, Damão e Diu;
Em Angola a guerra colonial eclodiu em 1961 por parte do
Movimento Para a Libertação de Angola (MPLA);
Mais tarde surgem mais dois movimentos de libertação a Frente
Nacional para a Libertação de Angola (FNLA) e União Nacional para
a Independência Total de Angola (UNITA);
É nesta colónia onde Portugal melhor controla a situação militar;
História 9º ano 54
Em 1963, a guerra iniciou-se em 1963, liderada pelo Partido
Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), em
1973 Portugal só controlava as cidades e os guineenses
proclamaram uniteralmente a independência;
Em 1964, a guerra iniciou-se em Moçambique, liderada pela Frente
de Libertação de Moçambique (FRELIMO);
Nesta colónia, Portugal denotava algumas dificuldades para
controlar a situação militar;
A guerra colonial que irá só terminar em 1974 provocou milhares de
mortos e feridos em ambos os campos;
História 9º ano 55
11. 2
A Guerra Fria (parte 2)
Módulo 8, Hiistória A 56
No pós II Guerra Mundial na Europa Ocidental nasce o Estado-
Providência;
Características essenciais:
Estado passa a ser um grande empregador e tem um papel de
regulador da economia;
Promove e financia obras públicas;
Nacionalização dos setores vitais da economia;
Controlo da produção privada;
Promove o bem estar dos cidadãos através da segurança social;
Módulo 8, Hiistória A 57
O estado-providência desenvolveu-se rapidamente na Europa
Ocidental, abrangendo a maioria dos países;
Contribuiu para as três décadas de prosperidade que se seguiram
à Segunda Guerra Mundial;
Módulo 8, Hiistória A 58
Nesse período deu-se um forte crescimento da produção de
energia, decuplicou (10 vezes mais);
Desenvolvimentos dos transportes aéreos, marítimos e terrestres;
Produção agrícola quadruplicou;
Aumento da produção de bens e serviços;
Em média o Produto Interno Bruto (PIB) mundial triplicou;
Módulo 8, Hiistória A 59
As causas do crescimento:
O “baby-boom”. O fim da guerra favoreceu um forte crescimento
demográfico que originou um aumento do mercado consumidor;
Subida generalizada dos salários promove o consumo;
Liberalização das trocas comerciais internacionais favoreceu a
circulação de mercadorias;
A intervenção do Estado na promoção da qualidade de vida dos
cidadãos contribuiu para aumentar o seu poder de compra;
Módulo 8, Hiistória A 60
A sociedade de consumo
Escultura, Hanson, Mulher no supermercado
Módulo 8, Hiistória A 61
Nesta época desenvolveu-se a sociedade de consumo. Sociedade de
abundância. O consumo abrange os bens supérfluos, muitas vezes
confundidos como essenciais à vida. É também uma sociedade de
desperdício;
Módulo 8, Hiistória A 62
Na sociedade de consumo as pessoas são levada a consumir mais
do que o necessário;
A publicidade e as vendas a crédito desempenham um papel
fundamental nesta sociedade;
A sociedade de consumo tinha existido no período entre as duas
guerras nos EUA estende-se agora ao mundo ocidental;
Torna-se um objetivo essencial das economias capitalistas na
segunda metade do século XX;
Expande-se o “american way of life”
Módulo 8, Hiistória A 63
O Rápido Crescimento do Japão
No final da Segunda Guerra Mundial, o Japão era um país
militarmente derrotado, ocupado por uma potência estrangeira
(EUA), tinha perdido o seu império colonial e a sua economia
estava completamente arrasada;
Módulo 8, Hiistória A 64
A ocupação americana levou à modernização das estruturas
políticas e sociais;
Os EUA criaram um espécie de “Plano Marshall”, o “Plano Dodge”,
para o Japão que continuou mesmo depois de 1952, quando a
ocupação americana terminou;
A vitória dos comunistas na China em 1949 transformou o Japão
num precioso aliado para os EUA;
Os japoneses souberam aproveitar as condições e no inicio dos
anos 70 eram a terceira potência económica mundial;
Módulo 8, Hiistória A 65
Os americanos durante a ocupação do Japão:
Lançaram o “Plano Dodge”;
Promoveram a democratização do país, a nova Constituição
aprovada instituía um regime parlamentar;
Desenvolveram uma reforma agrária que levou á expropriação de
terras dos grandes proprietários distribuídas pelos camponeses;
Destruíram as indústrias bélicas o que levou a que todo o potencial
económico e intelectual fosse transferido para os setores
produtivos;
Módulo 8, Hiistória A 66
O governo japonês interveio ativamente na economia japonesa,
regulando o mercado, protegendo as empresas, concedendo
créditos, etc.;
Os acordos políticos de 1952 exigiam que o Japão não poderia
gastar mais do que 1% do PIB em despesas militares, o que
favoreceu a canalização de recursos financeiros para o
desenvolvimento económico;
A mentalidade japonesa também contribuiu para o
desenvolvimento económico: cooperação entre empresários e
trabalhadores, reinvestimento dos lucros na renovação
tecnológica;
Módulo 8, Hiistória A 67
A tradição empresarial japonesa ia no sentido de o emprego ser
vitalício;
Os empregados retribuíam com uma lealdade incondicional á
empresa;
A produtividade japonesa é muito superior ao do resto do Mundo;
Um outro ponto importante que favoreceu o desenvolvimento
japonês foi o sistema de ensino altamente competitivo;
No início dos anos 70, o Japão é a terceira potência económica,
apenas atrás dos EUA e da URSS;
Módulo 8, Hiistória A 68
Nascimento e expansão da Comunidade Europeia
Na primeira metade do século XX a Europa quase se autodestruiu
com duas guerras devastadoras;
Depois da Segunda Guerra Mundial desenvolve-se a ideia que era
necessário construir uma Europa unida e com identidade e dinâmica
própria;
Já em 1946, Churchill apelou “ao renascimento da Europa” e a
constituição dos Estados Unidos da Europa;
O francês Jean Monnet (1888-1979), é por muitos, considerado o
“pai da Europa”;
Módulo 8, Hiistória A 69
Os principais objetivos da união
de países europeus seriam:
Ajudar à reconstrução
europeia do pós-guerra, e a sua
integração no bloco das
potências ocidentais;
Criar uma entidade económica
capaz de competir com os EUA
e a URSS;
Em 1947 surge o Benelux
(Bélgica, Holanda e
Luxemburgo) uma união
aduaneira.
Módulo 9, História A 70
1.2.2 A União Europeia
Tratado de Roma (1957) abriu caminho para a integração
económica na CEE (Comunidade Económica Europeia);
Foi assinado em 25 de Março de 1957 em Roma pela Alemanha
Ocidental, França, Itália, Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo;
Entrou em vigor em 1 de Janeiro de 1958;
Consistia em dois tratados:
Tratado Constitutivo da CEE;
Tratado Constitutivo da Comunidade Europeia da Energia
Atómica (Euratom);
Módulo 9, História A 71
Módulo 9, História A 72
Em meados dos anos 80, o novo presidente, Jacques Delors, vai dar
um novo impulso à Comunidade;
Dão-se avanços na união económica;
Em 1986 é assinado o Ato Único Europeu (1986) que prevê a
instauração de um mercado único para 1993 (circulação livre de
pessoas, mercadorias, capitais e serviços);
Módulo 9, História A 73
Acordos de Schengen
1985, a Alemanha, Benelux e
França decidem criar um
espaço sem restrições para a
circulação de pessoas;
Progressivamente foi estendida
a outros países da UE;
O Reino Unido e a Irlanda não
aderiram;
Aderiram países que não
pertencem à UE como a Suíça,
Islândia e a Noruega;
Módulo 9, História A 74
O Ato Único Europeu
1986 – Faz-se a revisão dos tratados fundadores (Tratado de Paris
(1951) e Tratado de Roma (1957);
O Ato Único Europeu reforçou o carácter supranacional dos órgãos
de governo comunitários e acelerou a união económica da Europa;
Módulo 9, História A 75
As perspetivas de lucro e a publicação do Livro Branco tiveram o
efeito de mobilizar os governos, empresas e sindicatos para a
realização do Mercado Único;
Em 1992 é assinado o Tratado de Maastricht que aumenta as
competências da Comunidade para setores como a moeda, política
externa, defesa e política migratória;
O tratado entra em vigor em 1993;
Estabelece a União Europeia (UE)
Tratado de Maastricht
Módulo 9, História A 76
Tratado de Maastricht (os três pilares)
Económico e social
(Mercado Único)
Moeda única e
cidadania europeia
Política externa e
segurança comum
(PESC)
Cooperação justiça e
assuntos internos
O aprofundamento no funcionamento da União Europeia é muito
mais profundo a nível de da economia;
Módulo 9, História A 77
Maastricht definiu o objetivo de adoção de uma moeda única;
A 11 de janeiro de 1999, 11 países, a Grécia entrou mais tarde, o
euro entrou em funcionamento nos mercados de capitais;
A 1 de janeiro de 2002 entra em circulação;
Começa a funcionar o Banco Central Europeu que define a política
monetária da UE;
Ao abandonarem as moedas nacionais os países perderam um dos
maiores símbolos de soberania nacional;
Módulo 9, História A 78
A UE tornou-se a maior potência comercial do Mundo;
O PIB é semelhante aos EUA;
A população é superior a 500 milhões;
Mão de obra qualificada;
Módulo 9, História A 79
Elevado nível de consumo;
No entanto, no início do século XXI, mostrou um crescimento débil
se comparado com os EUA;
Crescimento da UE 2,5% e dos EUA 3,8%;
Nível de desemprego superior ao americano;
Outro problema é o do envelhecimento da população;
Módulo 9, História A 80
Módulo 9, História A 81
Alemanha (1952)
Áustria (1995)
Bélgica (1952)
Bulgária (2007)
Chipre (2004)
Croácia (2013)
Dinamarca (1973)
Eslováquia (2004)
Eslovénia (2004)
Espanha (1986)
Estónia (2004)
Finlândia (1995)
França (1952)
Grécia (1981)
Hungria (2004)
Irlanda (1973)
Itália (1952)
Letónia (2004)
Lituânia (2004)
Luxemburgo (1952)
Malta (2004)
Países Baixos (1952)
Polónia (2004)
Portugal (1986)
Reino Unido (1973)
República Checa (2004)
Roménia (2007)
Suécia (1995)
Estados-Membros da UE
Módulo 9, História A 82
A União Europeia e as dificuldades da construção de uma Europa
política
Apesar da entrada em vigor do euro ter consolidado a UE,
continuam a persistir vários problemas, cuja solução parece difícil e
que, certamente, se arrastará ainda por muito tempo;
A nível político-social o desemprego é um dos problemas maiores;
Módulo 9, História A 83
Nas eleições para o Parlamento Europeu há, em todos os países,
uma elevada taxa de abstenção;
Os diversos países não conseguem um acordo que permita uma
política externa comum;
A criação de uma Constituição europeia ficou marcada pro
profundas diferenças e controvérsias;
Módulo 9, História A 84
A nível político existe a resistência provocada pela perda de
soberania nacional por parte dos países;
O número dos chamados eurocéticos é muito grande;
O Tratado de Lisboa (dezembro de 2007) aprovou um tratado
reformador da constituição europeia;
Em junho de 2008, foi recusado, em referendo, pela Irlanda;
Apesar de aprovado pelos parlamentos dos diversos países
continuam a existir muitas dúvidas sobre a sua implementação;
Módulo 9, História A 85
Na Alemanha surgiu uma forte contestação ao tratado;
Na República Checa a aprovação também foi um processo difícil;
Muitos questionam o tratado afirmando que ele reforça o poder dos
grandes países em desfavor dos mais pequenos;
História 9º ano 86
O alargamento do setor terciário
Surgiram novas profissões ligadas às tecnologias, à saúde, o ensino,
à publicidade, ao turismo e outras que levaram ao crescimento do
setor terciário na população ativa;
Desenvolve-se a classe média e urbana;
História 9º ano 87
A sociedade de consumo acentuou as desigualdades sociais;
O racismo e a segregação racial foram um problema de grandes
dimensões sobretudo nos EUA durante os anos 60;
Destacou-se o líder americano, Martin Luther King, que foi um líder
na luta pelos direitos cívicos dos afroamericanos;
https://www.youtube.com/watch?v=fz_7luovxPc
Na África do Sul, depois de ter passado 27 anos na prisão, Nelson
Mandela foi libertado em 1990, tornou-se o primeiro presidente
negro e colocou fim ao regime de apartheid;
https://www.youtube.com/watch?v=gdWLMRjA7po&ebc=ANyPxKo
oGBKRGk9I8wL5wHGv2yutxQZTmUu_jvOaQZ58r82C6TwMBKHqrlH
EQ0tTGeZJkXCqhuwc5126S8nLXZHEgglpeVF67A
História 9º ano 88
https://www.youtube.com/watch?v=9kvoUd9utFM
Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.
Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.
Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.
Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.
Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:
nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de Sódio. Lágrima de Preta,
António Gedeão
História 9º ano 89
O movimento feminista ganhou importância na luta pelo direito à
igualdade entre os sexos;
A contestação estudantil e juvenil cresce durante os anos 60,
manifestando-se contra os problemas sociais e estudantis;
Surge o movimento hippie que defende a não violência e critica a
sociedade capitalista;
https://www.youtube.com/watch?v=7EhTzPldKFI
História 9º ano 90
Em França, em maio de 1968 surge um importante movimento
estudantil que se estende ao mundo operário;
https://www.youtube.com/watch?v=cFDxqF8Vdpg
Nos EUA desenrolavam-se manifestações contra a participação de
tropas americanas na guerra do Vietname;
https://www.youtube.com/watch?v=I2Hpo39FivM
História 9º ano 91
A música pop e rock difunde-se e surgem festivais musicais que
promovem a arte e a contestação;
https://www.youtube.com/watch?v=pJdTjFudoOs
Desenvolve-se a Pop Art inspirada em produtos da sociedade de
consumo;
Numa sociedade caracterizada
pelo consumo surge uma arte
que é o reflexo das novas
formas de relacionamento
social, onde determinados
objetos, imagens ou pessoas se
impõem como ícones;
Módulo 8, História A 92
A Pop Art,
um movimento iconoclasta
Módulo 8, História A 93
Oldenburg, Hamburger Gigante, 1962, 2,13 m x 1,32 m
Módulo 8, História A 94
Módulo 8, História A 95
Warhol, Sopas Campbell, Caixa de sabão Brillo
Jones, Três bandeiras, 1958
Módulo 8, História A 96
Lichtenstein, Wham
Módulo 8, História A 97
Lichtenstein,
Rapariga lavada em
lágrimas
Módulo 8, História A 98
Módulo 8, História A 99
Coca-Cola (1961)
Andy Warhol (1928-1987)
Warhol, 100 latas de
sopa Campbell
Filho de emigrantes eslovacos, Andy Warhol é a figura mais
conhecida e controversa da Pop Art;
Utilizou imagens da BD, de objetos de consumo e retratos de
personalidades (conhecidas são as suas séries das sopas Campbell e
as garrafas de Coca-Cola;
Módulo 8, História A 100
Warhol,
Marylin,
díptico
Os temas pictóricos da Pop são motivados pela vida quotidiana,
reflectem as realidades de uma época;
Módulo 8, História A 101
Warhol, 16 Jackies
Módulo 8, História A 102
Warhol, Sopas Campbell
Módulo 8, História A 103
Warhol, Coca-Cola, serigrafia
As suas garrafas de Coca-Cola tornaram-se num ícone da cultura
pop;
A Coca-Cola, quer pela bebida, quer pela conceção da garrafa, era já
um símbolo de consumismo;
Tornam-se um símbolo do “american way of life”;
Módulo 8, História A 104
Warhol, Coca-Cola
Verdes, 1962
Módulo 8, História A 105
Warhol, Coca-Cola, serigrafia, 1961
Módulo 8, História A 106
Warhol, Coca-Cola, serigrafia
Módulo 8, História A 107
História 9º ano 108
Portugal
Ao mesmo tempo que tudo isto se passava, Portugal era um país
rural e atrasado;
Muitas casas não tinham água corrente, eletricidade;
Muitos cidadãos não tinham acesso a cuidados médicos e a taxa
de analfabetismo era uma das maiores da Europa;
História 9º ano 109
História 9º ano 110
Milhares de portugueses emigraram para as cidades do litoral e em
especial para o estrangeiro (EUA, França, Alemanha, Luxemburgo,
etc.;)
História 9º ano 111
Na década de 60, um milhão de portugueses emigrou;
Principais causas:
Baixo nível de vida;
Salários baixos;
Incapacidade das cidades portuguesas absorverem a mão de obra
rural;
Fuga dos jovens à guerra colonial;
A emigração promoveu o envelhecimento do país;
Vai proporcionar o envio de dinheiro para Portugal por parte dos
emigrantes
História 9º ano 112
Em 1968, Salazar ficou incapacitado e foi substituído por Marcelo
Caetano como Presidente do Conselho de Ministros;
No princípio do seu mandato parecia que o regime pretendia
democratizar-se:
A censura abrandou;
Foram autorizados a regressar ao país alguns exilados políticos;
Foi autorizado a realização de um congresso da oposição em
Aveiro;
Foram convocadas eleições para outubro de 1969;
Essa abertura do regime foi denominada de “Primavera
Marcelista”
História 9º ano 113
A oposição agrupada em comissões eleitorais, pois os partidos não
foram autorizados, a oposição concorreu às eleições;
Comissão Democrática Eleitoral (CDE), controlada pelos comunistas
e Comissão Democrática de Unidade Eleitoral (CEUD) controlada
pelos socialistas e outros democratas;
As eleições foram fraudulentas e todos os deputados eleitos
pertenciam à União Nacional;
História 9º ano 114
Foi o fim da “Primavera Marcelista”;
Vários membros da oposição foram novamente exilados outros
foram presos;
A censura e a Polícia Política que entretanto tinha mudado o nome
para Direção Geral de Segurança (DGS) retomaram a sua atividade;
Para a Assembleia Nacional foram eleitos alguns deputados que
defendiam as reformas democráticas (Sá Carneiro, Pinto Balsemão,
Miller Guerra) que acabaram por abandonar o Parlamento por
verificarem que as reformas não eram realizadas;
História 9º ano 115
Marcelo Caetano tomou algumas medidas como o alargamento da
Segurança Social, uma reforma do ensino, promoveu a
industrialização;
No entanto do ponto de vista político não existia qualquer sinal de
abertura;
A persistência da guerra colonial isolava, cada vez mais, o país na
cena internacional;
Portugal foi condenado várias vezes pela ONU;
História 9º ano 116
No exército português começam a
surgir elementos que contestam a
continuação da guerra;
No dia 25 de abril de 1974, o
Movimento das Forças Armadas
(MFA) realizou um golpe militar e
depôs o regime;
Chegava a fim a ditadura mais
longa da Europa (1926-1974);
História 9º ano 117
https://www.youtube.com/watch?v=XYoYMATJWrw (100 fotos
sobre o o 25 de abril)
https://www.youtube.com/watch?v=MOFrjP8bX_c (telejornal do
dia 25 abril de 1974)
https://www.youtube.com/watch?v=AEIPkal6848 (documentário
sobre o 25 de abril)
História 9º ano 118
O golpe militar teve um enorme apoio popular;
Foi constituída uma Junta de Salvação Nacional para governar o
país até à formação de um governo provisório;
O General Spínola foi nomeado Presidente da República e escolheu
Adelino da Palma Carlos para primeiro-ministro do I Governo
Provisório;
Uma das principais tarefas seria a de organizar eleições
democráticas;
Módulo 8, Hiistória A 119
Entre o 25 de abril e a institucionalização da democracia parlamentar
em 1976 existiu um período de grande instabilidade política social
que ficou conhecida por Período Revolucionário Em Curso (PREC);
Logo após o golpe militar iniciou-se o processo de desmantelamento
das estruturas do Estado Novo;
O próprio programa dos Movimento das Forças Armadas pode ser
sintetizado pelos “três D” (Democratizar, Descolonizar, Desenvolver);
Foi nomeada uma Junta de Salvação Nacional presidida por António
Spínola;
Módulo 8, Hiistória A 120
Incapaz de controlar a situação o I Governo Provisório demitiu-se
menos de dois meses depois;
O poder militar dividira-se entre os apoiantes do general Spínola,
mais conservadores, e os apoiantes da Comissão Coordenadora do
MFA, mais progressista;
Spínola pretendia uma solução federalista para as colónias africanas
enquanto que a direção do MFA defendia a independência para as
colónias;
Módulo 8, Hiistória A 121
É nomeado o brigadeiro Vasco Gonçalves
para liderar o II Governo Provisório e este
vai ter uma participação mais elevada de
oficiais apoiantes da liderança do MFA;
O governo virava à esquerda;
António de Spínola demite-se no dia 30 de
setembro após o fracasso de uma
manifestação em seu apoio convocada para
o dia 28;
É nomeado como Presidente da República o
general Costa Gomes;
Módulo 8, Hiistória A 122
Vasco Gonçalves, primeiro-ministro do II, III, IV e V governos
provisórios, é conotado com o Partido Comunista;
No dia 11 de março de 1975, o general Spínola chefia uma tentativa
militar de recuperar o poder. Fracassa e foge para Espanha;
Módulo 8, Hiistória A 123
O 11 de março vai levar a uma ainda maior radicalização da
revolução;
A Assembleia das Forças Armadas nomeia um Conselho da
Revolução que passa a ser o órgão executivo do MFA e torna-se o
verdadeiro centro do poder;
Este órgão, em consonância com as ideias dos Partido Comunista,
propõe a Aliança Povo/MFA e assume a condução do país rumo ao
socialismo;
Módulo 8, Hiistória A 124
No Alentejo, o Partido Comunista lidera uma reforma agrária que
leva a ocupação das grandes herdades pelos trabalhadores rurais
que formam “unidades coletivas de produção” (UCP);
Este ambiente gera o medo entre as classes alta e média o medo e
muitos abandonam o país;
Os bancos são nacionalizados para evitar a transferência de
grandes somas de dinheiro para o estrangeiro, sobretudo para o
Brasil;
Muitas outras empresas foram nacionalizadas, nomeadamente
nos setores-chave, como os transportes, seguros, siderurgias,
cimentos, comunicações;
Módulo 8, Hiistória A 125
Os trabalhadores viram
consagrados na lei alguns
direitos importantes: direito à
greve e à liberdade sindical;
Redução do horário de trabalho,
instituição do salário mínimo e
leis sobre o trabalho;
O MFA inicia campanhas de
dinamização cultural e ação
cívica com o objetivo de explicar
às populações o processo
revolucionário e os valores da
democracia e da cultura;
Módulo 8, Hiistória A 126
E no dia 25 de abril de 1975 realizam-se as primeiras eleições
democráticas desde o fim da I Republica;
Participaram 91,7% dos eleitores, foram as eleições mais
participadas da história do país e decorreram na mais absoluta
normalidade;
O Partido Socialista (PS) venceu com 38% dos votos e o Partido
Popular Democrático (PPD), 26% e o Partido Comunista (PCP) 12%;
Módulo 8, Hiistória A 127
No dia 25 de Novembro de 1975, um grupo de militares liderado
pelo general Ramalho Eanes, alegando que existe uma tentativa de
golpe militar liderada pela esquerda e pelo PCP, organiza um
contragolpe;
O país fica muito perto de uma guerra civil mas acaba por
estabilizar numa democracia parlamentar;
Era o fim do Período Revolucionário Em Curso (PREC);
Módulo 8, Hiistória A 128
A constituição de 1976
Após as eleições de 25 de abril de 1975, a Assembleia Constituinte
iniciou-se em 2 de junho;
O MFA impôs aos partidos a assinatura de um compromisso (Pacto
MFA-Partidos) que os obrigava a preservar as conquistas
revolucionárias;
Foi substituído por um segundo Pacto mais moderado;
Fruto deste pacto e da envolvência política e social, a Constituição
de 1976 consagra a “transição para o socialismo”;
Módulo 8, Hiistória A 129
Considera irreversíveis as nacionalizações e expropriações;
O Conselho da Revolução é considerado o garante da ordem
constitucional;
A Constituição reconhece que Portugal é um Estado de direito e
consagra o pluripartidarismo;
Adota os princípios da Declaração Universal dos Direitos do
Homem;
A Assembleia Legislativa e o Presidente da Republica são eleitos por
sufrágio direto e universal;
Módulo 8, Hiistória A 130
Os arquipélagos dos Açores e da Madeira veem consagradas a sua
autonomia;
A nova Constituição, aprovada por todos os partidos com exceção
do CDS entrou em vigor no dia 25 de abril de 1976;
É o documento fundador da democracia portuguesa;
Módulo 8, Hiistória A 131
Em 25 de abril de 1976, o Partido Socialista ganha as eleições e,
com Mário Soares como primeiro-ministro, toma posse o Primeiro
Governo Constitucional;
Em julho de 1976, Ramalho Eanes vence as eleições para
Presidente da República;
Em dezembro de 1976, realizam-se eleições para as autarquias
locais;
Módulo 8, Hiistória A 132
A descolonização
O processo de descolonização iniciou-se imediatamente após o 25
de abril;
Foi um processo controverso e que suscitou muitas divisões no MFA
e na sociedade portuguesa;
Módulo 8, Hiistória A 133
As pressões internacionais para Portugal conceder a independência
aumentam, no dia 10 de maio a ONU apela à Junta de Salvação
Nacional para consagrar a independência das colónias;
Os Movimentos de Libertação exigem uma solução rápida;
A nível interno a maioria dos partidos e da população apoiava a
concessão da independência e o regresso dos soldados portugueses
aí destacados;
Iniciam-se negociações com o PAIGC (Guiné e Cabo Verde), FRELIMO
(Moçambique) e MPLA, UNITA, FNLA (Angola);
Módulo 8, Hiistória A 134
A queda do Estado Novo em 25 de abril de 1974 foi o fim da mais
velha ditadura da Europa;
A implantação da democracia em Portugal contribuiu para quebrar o
isolamento do país e a sua aceitação nos organismos internacionais;
Módulo 8, Hiistória A 135
O fim do regime português foi o detonador para a queda de vários
regimes ditatoriais europeus:
Grécia (1974), vivia uma ditadura militar desde 1967;
Espanha (1975), após a morte do General Franco, no poder desde
1939, o seu sucessor, o rei D. Juan Carlos iniciou o processo de
regresso à democracia com eleições em 1977 e uma nova
Constituição aprovada em 1978;
Módulo 8, Hiistória A 136
A independência das nossas colónia contribuiu para o
enfraquecimento dos últimos bastiões brancos em África (Rodésia e
África do Sul);
Na Rodésia o regime viu-se obrigado a convocar eleições livres em
1980 que levaram à vitória do dirigente negro Robert Mugabe, o
nome do país foi mudado para Zimbabué (nome de uma antiga
civilização que tinha habitado no local);
Módulo 8, Hiistória A 137
A Namíbia, ocupada pela África do Sul, viu chegar ao poder o líder
negro da SWAPO, Sam Nujoma em 1989;
Na África do Sul as eleições livres organizadas em 1994 elegeram
Mandela com Presidente da república e levaram ao fim do regime
de apartheid e à constituição de um estado democrático e
multirracial;
História 9º ano 138
No dia 1 de janeiro de 1986 Portugal tornou-se membro da CEE;
A economia portuguesa cresceu e o país modernizou-se;
No entanto a integração de Portugal irá causar vários problemas,
sobretudo ao nível da economia;
História 9º ano 139
11. 3
A Guerra Fria (parte 3)
História 9º ano 140
O crescimento económico que se verificou no Ocidente foi
interrompido em 1973 pela primeira crise petrolífera;
Esta crise foi provocada pelos países árabes produtores de petróleo
que subiram o preço como forma de pressionarem o Ocidente a
não apoiarem Israel;
Em 1979, na sequência da guerra Irão-Iraque, surge a segunda
crise petrolífera;
História 9º ano 141
Os países ocidentais viram o seu PIB estagnar ou mesmo baixar, pela
primeira vez desde o fim da II Guerra Mundial;
A União Soviética, um dos maiores produtores mundiais beneficiou
com a crise;
História 9º ano 142
Para enfrentar a crise vários países ocidentais, EUA, República
Federal Alemã e Grã-Bretanha adotaram políticas neoliberais;
Defendiam que o Estado não devia intervir na economia;
Reduziram os impostos aos mais ricos sob o pretexto de incentivar o
investimento;
Privatizaram as empresas públicas e diminuíram as despesas do
estado provocando o fim do Estado-Providência;
Esta situação aumentou o desemprego e a pobreza gerando
contestação social;
História 9º ano 143
Unidade e diversidade no mundo comunista
Após terminar a II Guerra Mundial a União Soviética deixou de ser
o único país comunista;
Surgiram outros países que adotaram o modelo soviético: Hungria,
Albânia, Checoslováquia, Bulgária, Polónia, Jugoslávia, República
Democrática Alemã, Roménia, Mongólia, China, Cuba, Coreia do
Norte e Vietname;
Alguns regimes divergiram da União Soviética: China, Albânia e
Jugoslávia;
História 9º ano 144
Na China, em 1949, Mao Tsé-Tung divergiu da União Soviética pois
via os camponeses e não os operários como líderes da revolução;
Depois do fracasso desta opção, em 1966, iniciou a “Revolução
Cultural”, que era um movimento que pretendia destruir toda a
cultura antiga e capitalista;
O balanço foi trágico: 1,5 milhões de mortos, 20 milhões enviados
para os campos de reeducação
História 9º ano 145
Após a morte de Mao a China permaneceu uma ditadura mas
abriu-se à economia capitalista;;
Na Europa a Albânia copiou o modelo “maoista”;
Na Jugoslávia desenvolveu-se um sistema em que a gestão das
empresas era feita pelos próprios trabalhadores, a propriedade
privada coexistia com as empresas do Estado;
História 9º ano 146
A evolução da URSS
Após a morte de Estaline em 1953, Khruschev iniciou uma política de
coexistência pacífica com o Ocidente;
Iniciou a “desestalinização” e a oposição dentro do Partido
Comunista arredou-o do poder em 1964;
Entre 1964 e 1982, a União Soviética foi liderada por Brejnev que
retomou os métodos de Estaline (perseguição à oposição, economia
fortemente centralizada;
Em 1979 invade o Afeganistão;
Nos anos 70 a economia soviética entra em crise;
História 9º ano 147
Esta crise estendeu-se aos países do bloco comunista;
A economia destes países não respondia às necessidades da
população nomeadamente na produção de bens de consumo;
No princípio dos anos 80 a economia destes países encontrava-se
próxima do colapso;
O nível de vida era baixo
A contestação social e política cresceu;
História 9º ano 148
Na URSS, Brejnev morre em 1982 e em 1985 subiu ao poder
Gorbachev;
Procurou realizar profundas reformas políticas, sociais e
económicas;
Perestroika (reestruturação da economia) e Glasnot (transparência
política);
Iniciou a democratização da União Soviética;
História 9º ano 149
A sua abertura deu inicio a uma forte contestação na URSS;
Paralelamente, entre 1989 e 1990, eclodiram nos países do bloco
comunista manifestações defendendo a democratização desses
regimes;
Em 1989 caiu o “muro de Berlim” e as duas Alemanhas foram
reunificadas;
A Jugoslávia e a Checoslováquia desmembraram-se em 6 e 2 países
respetivamente;
História 9º ano 150
Em 1991 várias repúblicas que constituíam a URSS declararam a sua
independência e a URSS desapareceu;
O Pacto de Varsóvia (militar) e o COMECON (económico) foram
extintos,
Em dezembro de 1991, Boris Ieltsin é eleito presidente a Rússia;
O colapso do mundo comunista levou ao fim da guerra fria;
Passava a existir apenas uma superpotência, os Estados Unidos da
América;
151
Bibliografia:
Apresentação construída com base nos livros:
Oliveira, Ana Rodrigues e outros, O fio da História, Texto Editora
Neto, Helena e outros, História 9, Editora Santillana, 2014
Diniz, Maria Emília, Tavares, Adérito, Caldeira, Arlindo M., História 9,
Raiz Editora, 2012

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A Guerra Fria e a Emergência dos Blocos

  • 1. História 9º ano Unidade 11 (11.1; 11.2; 11.3) A Guerra Fria http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
  • 2. História 9º ano 2 1 – Conhecer e compreender a nova “ordem mundial” do após guerra. 1. Explicar o acentuar da perda de influência europeia e a emergência dos EUA e da URSS como as superpotências do após guerra. 2. Distinguir os modelos políticos e económicos dos EUA e da URSS. 3. Relacionar o antagonismo entre as duas superpotências com a formação de dois blocos político-ideológicos, militares e económicos.
  • 3. História 9º ano 3 4. Justificar a hegemonia económica, financeira e militar dos EUA no bloco ocidental, salientando a criação da Organização Europeia de Cooperação Económica (OECE) /do “Plano Marshall” e a formação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). 5. Descrever a expansão do comunismo na Europa de Leste e na Ásia. 6. Caracterizar a Guerra Fria, salientando a existência de momentos de maior tensão e de momentos de relativo apaziguamento. 7. Referir sucintamente alguns dos principais conflitos da Guerra Fria (Bloqueio de Berlim, Crise dos Mísseis em Cuba, Guerra da Coreia, Guerra do Vietname, Guerra de Angola e Guerra do Afeganistão).
  • 4. História 9º ano 4 2 – Conhecer e compreender os efeitos da nova “ordem mundial” do após guerra em Portugal. 1. Relacionar a derrota dos fascismos na 2.ª Guerra Mundial com a aparente abertura do Estado Novo no imediato após guerra, destacando as eleições legislativas de 1945. 2. Relacionar a perpetuação dos regimes fascistas peninsulares com a consolidação da Guerra Fria. 3. Reconhecer na entrada de Portugal na OTAN (como membro fundador) e na ONU reflexos da aceitação ocidental do regime salazarista.
  • 5. História 9º ano 5 4. Descrever as principais correntes de oposição perante a permanência da ditadura portuguesa, salientando as eleições presidenciais de 1949 e 1958. 5. Caracterizar o novo modelo de crescimento económico adotado progressivamente pelo Estado Novo a partir da década de 50.
  • 6. História 9º ano 6 3 – Conhecer e compreender os movimentos de independência das colónias do após guerra aos anos 70. 1. Identificar os fatores de crescimento do anticolonialismo no após guerra. 2. Relacionar o apoio dos EUA e da URSS à descolonização com as tentativas de alargamento das respetivas áreas de influência. 3. Reconhecer as vagas de descolonização da Ásia/Pacífico, do Médio Oriente, do Norte de África e da África Negra como resultado de um processo que se prolongou até à década de 70 do século XX.
  • 7. História 9º ano 7 4. Explicar o surgimento do Movimento dos Países Não Alinhados, salientando a reivindicação de uma nova ordem económica internacional. 5. Relacionar os problemas dos países do Terceiro Mundo com a dominação neocolonial e com os seus próprios bloqueios.
  • 8. História 9º ano 8 4 – Conhecer e compreender as consequências da política do Estado Novo perante o processo de descolonização do após guerra. 1. Identificar as alterações introduzidas na política colonial do Estado Novo face ao processo de descolonização do após guerra e ao aumento da pressão internacional. 2. Relacionar a recusa da descolonização dos territórios não autónomos com o surgimento de movimentos de libertação, com a invasão do “Estado Português da Índia” e com o eclodir das três frentes da Guerra Colonial.
  • 9. História 9º ano 9 3. Explicar o relativo isolamento internacional de Portugal nas décadas de 60 e 70. 4. Avaliar os efeitos humanos e económicos da Guerra Colonial na metrópole e nas colónias.
  • 10. História 9º ano 10 5 – Conhecer e compreender o dinamismo económico-social dos países capitalistas desenvolvidos e de desenvolvimento intermédio (modelo de “Estado-Providência”) do após guerra aos anos 70. 1. Explicar as características fundamentais do “Estado Providência”. 2. Enunciar fatores da hegemonia económica, tecnológica e cultural americana. 3. Justificar o “milagre japonês” a partir da década de 50 do século XX. 4. Descrever sucintamente as principais etapas do nascimento e expansão dos processos de integração da Europa ocidental.
  • 11. História 9º ano 11 6 – Conhecer as características das sociedades ocidentais desenvolvidas. 1. Referir a intensificação do processo de terciarização, urbanização e crescimento das classes médias, apesar da manutenção de desigualdades sociais. 2. Reconhecer o aumento da importância dos jovens na sociedade, nomeadamente através dos hábitos de consumo e das estruturas associativas estudantis. 3. Referir a crescente importância de expressões artísticas de vanguarda, de hábitos de consumo cultural de massas e de movimentos de contestação cultural e político-ideológica.
  • 12. História 9º ano 12 7 – Conhecer e compreender a desagregação do Estado Novo. 1. Relacionar o atraso do mundo rural português com o intenso movimento migratório para as grandes áreas urbanas nas décadas de 50 e 60. 2. Identificar os motivos da intensa emigração verificada nas décadas de 60 e inícios de 70. 3. Indicar os efeitos dos movimentos migratórios, na realidade portuguesa. 4. Caracterizar o Marcelismo enquanto projeto político que recusou a democratização e a descolonização mas que, ao mesmo tempo, concretizou políticas de modernização económico-social e educativa.
  • 13. História 9º ano 13 8 – Conhecer e compreender a Revolução democrática portuguesa. 1. Explicar as motivações do Golpe Militar do 25 de Abril de 1974. 2. Mencionar os principais acontecimentos do 25 de Abril de 1974. 3. Descrever sucintamente o processo revolucionário, salientando as divergências dos projetos políticos em confronto. 4. Identificar as consequências do processo de descolonização dos antigos territórios não autónomos. 5. Caracterizar a organização da sociedade democrática a partir da Constituição de 1976. 6. Identificar as principais transformações e problemas económicos e sociais até 1986.
  • 14. História 9º ano 14 9 – Conhecer e compreender a evolução ocorrida desde as “crises petrolíferas” até ao colapso do bloco soviético. 1. Referir as consequências das “crises petrolíferas” nos países capitalistas (desenvolvidos e subdesenvolvidos) e nos países comunistas. 2. Referir a substituição do modelo keynesiano pelo modelo monetarista e a introdução das primeiras medidas neoliberais em países capitalistas desenvolvidos (EUA e Reino Unido). 3. Confrontar os princípios básicos do “Estado Providência” com os do “Estado Neoliberal”.
  • 15. História 9º ano 15 10 – Conhecer e compreender a unidade e diversidade do mundo comunista, os seus bloqueios e ruturas. 1. Identificar no mundo comunista a existência de um modelo dominante (o soviético) e de modelos alternativos, exemplificando com o modelo maoísta chinês. 2. Indicar situações de intervenção da União Soviética em países da sua “zona de influência” com o objetivo de manter os regimes vigentes. 3. Sintetizar os principais problemas políticos, económicos e sociais do “Bloco Soviético”. 4. Relacionar as profundas alterações introduzidas pelas “perestroika” e “glasnost” de Gorbatchev com o colapso do bloco socialista e a desintegração da URSS.
  • 16. História 9º ano 16 11. 1 A Guerra Fria (parte 1)
  • 17. História 9º ano 17 União Soviética Estados Unidos
  • 18. História 9º ano 18 A nova “ordem mundial”: o surgimento das duas superpotências Estados Unidos (EUA) – uma economia capitalista, um regime político multipartidário e liberal (livre concorrência e propriedade privada); União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS ou União Soviética) – um regime de partido único e uma economia centralizada e planificada; As duas superpotências procuram expandir as suas áreas de influência numa rivalidade denominada “guerra fria”;
  • 19. História 9º ano 19 A área de influência da União Soviética
  • 20. História 9º ano 20 Surgem dois blocos antagónicos: Bloco Ocidental e Bloco de Leste; Surgem alianças militares: Os EUA criaram a Organização do Atlântico Norte (NATO, em português OTAN) em 1949, a União Soviética criou o Pacto de Varsóvia em 1955;
  • 21. História 9º ano 21 Desenvolve-se uma corrida ao armamento nuclear; Há uma guerra invisível de espionagem liderada pela CIA e o KGB;
  • 22. História 9º ano 22 A II Guerra Mundial contribuiu para o domínio económico dos EUA; O território dos EUA não foi afetado pela guerra, a sua indústria e economia não foram afetadas; Os EUA emprestou dinheiro a muitos países europeus quando a guerra terminou; No final da II Guerra Mundial os EUA passam a dominar a economia a nível mundial (60% da produção mundial); O dólar transforma-se na moeda-padrão para o comércio mundial;
  • 23. História 9º ano 23 Em 1947, os EUA, iniciaram um vasto plano de ajuda económica à Europa denominado Plano Marshall; O plano destinava-se a impedir o avanço do comunismo, reforçar o domínio americano e desenvolver a economia europeia devastada pela guerra, para garantir um mercado para os produtos americanos;
  • 24. História 9º ano 24 Após a guerra a União Soviética expandiu a sua influência pela Europa de Leste e Ásia; O Exército Vermelho ocupou os países do leste da Europa (exceto a Jugoslávia) e nasceram as democracias populares; Nestes países estabeleceu-se o domínio do Partido Comunista e surgiram ditaduras de partido único;
  • 26. História 9º ano 26 Na Ásia, em 1949, surgiu a República Popular da China e nos anos seguintes outros países tornaram-se repúblicas comunistas;
  • 27. História 9º ano 27 A União Soviética criou o Conselho de Ajuda Económica Mútua (COMECON) para apoiar o desenvolvimento económico dos países comunistas; Sem entrarem em confronto direto as duas superpotências (EUA e URSS) disputavam o domínio do Mundo (mundo bipolar); Esse clima de disputa denominou-se “guerra fria”;
  • 29. História 9º ano 29 Em 1948 a França, EUA e Inglaterra decidiram unificar as suas zonas de ocupação e criaram a República Federal Alemã (RFA); Estaline, em desacordo com essa decisão, bloqueou o acesso a Berlim; Os EUA foram obrigados a estabelecer uma ponte aérea para abastecer a cidade que durou 18 meses;
  • 30. História 9º ano 30 Em 1949, foi criada a República Democrática Alemã (RDA); Em 1961 foi construído o muro de Berlim;
  • 31. História 9º ano 31 Em 1950, a Coreia do Norte (comunista), invadiu a Coreia do Sul (capitalista); Os EUA e outros países enviaram tropas, a URSS não interveio diretamente;
  • 32. História 9º ano 32 Na Indochina, após uma guerra entre 1946 e 1954, a França foi derrotada e o Laos e o Camboja tornaram-se países independentes e o Vietnam ficou dividido, Vietname do Sul (capitalista) e Vietname do Norte (comunista); A guerra, com a intervenção dos EUA, continuou até 1975, ano em que o Vietname foi unificado sob um regime comunista;
  • 33. História 9º ano 33 Em 1953, após a morte de Estaline, o novo dirigente soviético, Khruschev, propôs aos EUA, a coexistência pacífica; As duas superpotências aceitavam não intervir nas zonas de influência do seu adversário;
  • 34. História 9º ano 34 Em 1962, a URSS, começou a construção de silos para mísseis nucleares em Cuba;
  • 35. História 9º ano 35 O presidente americano, John Kennedy, exigiu a retirada dos mísseis, após longas horas de negociações, a União Soviética acedeu, mas o Mundo esteve perto de uma guerra nuclear; A guerra fria continuou a desenrolar-se em vários conflitos regionais nos continentes asiático e africano; As tropas soviéticas intervieram diretamente no Afeganistão, na defesa do regime pró-soviético em 1979, acabando por retirar em 1989;
  • 36. História 9º ano 36 Em Portugal Com o fim da II Guerra Mundial, em 1945, e com a derrota dos regimes fascistas, surgiu a esperança da democratização do Estado Novo; Salazar dissolveu a Assembleia Nacional (parlamento) e convocou novas eleições que dizia livres; A oposição ao regime organizou-se no Movimento de Unidade Democrática (MUD);
  • 37. História 9º ano 37 Rapidamente se percebeu que o regime não queria mudar nada, e as perseguições aos opositores começaram e a censura não deixava publicar livremente as opiniões; Perante estas situação o MUD retirou a sua candidatura; A União Nacional elegeu todos os deputados e Portugal continuou a permanecer um país de partido único; Portugal e Espanha, graças ao anticomunismo dos seus regimes, permaneceram ditaduras; Portugal foi membro fundador da NATO (1949) e aderiu à ONU (1955);
  • 38. História 9º ano 38 Em 1949, o general Norton de Matos candidatou-se à eleição para Presidente da República, pela oposição; A falta de liberdade levou o candidato a desistir; Em 1958, o general Humberto Delgado, candidatou-se e foi até ao final, mas obteve apenas 25% dos votos numas eleições que foram manipuladas pelo regime;
  • 39. História 9º ano 39 Portugal, não acompanhou o desenvolvimento económico verificado na Europa no pós II Guerra Mundial; Salazar recusou o Plano Marshall para Portugal, porque não queria investimento estrangeiro no país; Não houve investimento no desenvolvimento económico porque a autarcia e o equilíbrio da balança de pagamentos eram o principal objetivo do Estado Novo;
  • 40. História 9º ano 40 A agricultura era a principal atividade económica e ocupava uma parte significativa da população portuguesa mas a produtividade era muito baixa; A taxa de analfabetismo era uma das maiores da Europa; A pobreza predominava no mundo rural e a emigração era, muitas vezes, a única forma de fugir às más condições de vida;
  • 41. História 9º ano 41 A partir dos anos 50, Salazar iniciou os Planos de Fomento Nacional, com o objetivo de promover o desenvolvimento industrial; No entanto o desenvolvimento foi sempre condicionado pela ideia de Salazar de promover a autarcia (autossuficiência); Em 1960, Portugal aderiu à EFTA, associação de países europeus que não tinham aderido à CEE;
  • 42. História 9º ano 42 O fim da II Guerra Mundial promoveu o processo de descolonização a nível mundial, muitas colónias europeias em África e na Ásia tornaram-se independentes; Os EUA e a URSS apoiavam os movimentos de libertação entretanto surgidos em muitas colónias; A ONU aprovou várias resoluções que apoiavam a descolonização; O enfraquecimento, durante a II Guerra Mundial, das potências coloniais; O aparecimento, entre os colonizados, da consciência da exploração de que eram alvo;
  • 43. História 9º ano 43 Diferentes formas de luta: Na Índia, Gandhi, de forma pacífica ( a população recusava-se a obedecer aos britânicos), conseguiu a independência em 1947; Em alguns países a via das negociações levou à independência; Noutras regiões como na Indochina e Indonésia a independência só foi alcançada depois de uma violenta luta;
  • 46. História 9º ano 46 Em 1955 realizou-se a Conferência de Bandung, participaram 29 países asiáticos e africanos; Foi criado o Movimento dos Países Não-Alinhados, que pretendiam um caminho autónomo das duas superpotências; Nesta conferência condenou-se o colonialismo, o racismo e a defesa de todos os povos terem o direito à sua autodeterminação; Em 1961, a Conferência de Belgrado, manteve esses ideais;
  • 47. História 9º ano 47 A política de não-alinhamento foi defendida pela maior parte dos países do Terceiro Mundo; O Terceiro Mundo é uma expressão que designa a maior parte dos países de África, Ásia e América Latina, hoje a expressão foi substituída por “Países em via de desenvolvimento”;
  • 49. História 9º ano 49 Estes países, apesar das diferenças, apresentam, entre si, algumas semelhanças: Taxa de crescimento demográfica elevada; Elevada taxa de analfabetismo; Elevada taxa de mortalidade infantil; Fraco desenvolvimento económico, concentração da população no setor primário; Elevado índice de pobreza e grandes desigualdades sociais; Dependência económica;
  • 50. História 9º ano 50 A maior parte destes países não conseguiu a independência económica dos antigos países colonizadores; Continuavam a fornecer matérias-primas a baixos preços; Acumulavam dívidas que os tornavam dependentes das antigas metrópoles; Estes países tornaram-se vítimas do neocolonialismo; Neocolonialismo – Expressão que designa uma nova forma de colonialismo que se desenvolve pela dependência económica das antigas colónias em relação às suas antigas metrópoles;
  • 51. História 9º ano 51 Apesar de todo o movimento de acesso das colónias à independência, Salazar recusou com o pretexto que não se tratavam de colónias mas sim de Províncias Ultramarinas;
  • 53. História 9º ano 53 Apesar das condenações da atitude portuguesa na ONU, o regime português continuou a manter a sua posição colonialista que originou um progressivo isolamento internacional do país; Em 1961, a União Indiana, após várias tentativas de negociar com Portugal invadiu Goa, Damão e Diu; Em Angola a guerra colonial eclodiu em 1961 por parte do Movimento Para a Libertação de Angola (MPLA); Mais tarde surgem mais dois movimentos de libertação a Frente Nacional para a Libertação de Angola (FNLA) e União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA); É nesta colónia onde Portugal melhor controla a situação militar;
  • 54. História 9º ano 54 Em 1963, a guerra iniciou-se em 1963, liderada pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), em 1973 Portugal só controlava as cidades e os guineenses proclamaram uniteralmente a independência; Em 1964, a guerra iniciou-se em Moçambique, liderada pela Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO); Nesta colónia, Portugal denotava algumas dificuldades para controlar a situação militar; A guerra colonial que irá só terminar em 1974 provocou milhares de mortos e feridos em ambos os campos;
  • 55. História 9º ano 55 11. 2 A Guerra Fria (parte 2)
  • 56. Módulo 8, Hiistória A 56 No pós II Guerra Mundial na Europa Ocidental nasce o Estado- Providência; Características essenciais: Estado passa a ser um grande empregador e tem um papel de regulador da economia; Promove e financia obras públicas; Nacionalização dos setores vitais da economia; Controlo da produção privada; Promove o bem estar dos cidadãos através da segurança social;
  • 57. Módulo 8, Hiistória A 57 O estado-providência desenvolveu-se rapidamente na Europa Ocidental, abrangendo a maioria dos países; Contribuiu para as três décadas de prosperidade que se seguiram à Segunda Guerra Mundial;
  • 58. Módulo 8, Hiistória A 58 Nesse período deu-se um forte crescimento da produção de energia, decuplicou (10 vezes mais); Desenvolvimentos dos transportes aéreos, marítimos e terrestres; Produção agrícola quadruplicou; Aumento da produção de bens e serviços; Em média o Produto Interno Bruto (PIB) mundial triplicou;
  • 59. Módulo 8, Hiistória A 59 As causas do crescimento: O “baby-boom”. O fim da guerra favoreceu um forte crescimento demográfico que originou um aumento do mercado consumidor; Subida generalizada dos salários promove o consumo; Liberalização das trocas comerciais internacionais favoreceu a circulação de mercadorias; A intervenção do Estado na promoção da qualidade de vida dos cidadãos contribuiu para aumentar o seu poder de compra;
  • 60. Módulo 8, Hiistória A 60 A sociedade de consumo Escultura, Hanson, Mulher no supermercado
  • 61. Módulo 8, Hiistória A 61 Nesta época desenvolveu-se a sociedade de consumo. Sociedade de abundância. O consumo abrange os bens supérfluos, muitas vezes confundidos como essenciais à vida. É também uma sociedade de desperdício;
  • 62. Módulo 8, Hiistória A 62 Na sociedade de consumo as pessoas são levada a consumir mais do que o necessário; A publicidade e as vendas a crédito desempenham um papel fundamental nesta sociedade; A sociedade de consumo tinha existido no período entre as duas guerras nos EUA estende-se agora ao mundo ocidental; Torna-se um objetivo essencial das economias capitalistas na segunda metade do século XX; Expande-se o “american way of life”
  • 63. Módulo 8, Hiistória A 63 O Rápido Crescimento do Japão No final da Segunda Guerra Mundial, o Japão era um país militarmente derrotado, ocupado por uma potência estrangeira (EUA), tinha perdido o seu império colonial e a sua economia estava completamente arrasada;
  • 64. Módulo 8, Hiistória A 64 A ocupação americana levou à modernização das estruturas políticas e sociais; Os EUA criaram um espécie de “Plano Marshall”, o “Plano Dodge”, para o Japão que continuou mesmo depois de 1952, quando a ocupação americana terminou; A vitória dos comunistas na China em 1949 transformou o Japão num precioso aliado para os EUA; Os japoneses souberam aproveitar as condições e no inicio dos anos 70 eram a terceira potência económica mundial;
  • 65. Módulo 8, Hiistória A 65 Os americanos durante a ocupação do Japão: Lançaram o “Plano Dodge”; Promoveram a democratização do país, a nova Constituição aprovada instituía um regime parlamentar; Desenvolveram uma reforma agrária que levou á expropriação de terras dos grandes proprietários distribuídas pelos camponeses; Destruíram as indústrias bélicas o que levou a que todo o potencial económico e intelectual fosse transferido para os setores produtivos;
  • 66. Módulo 8, Hiistória A 66 O governo japonês interveio ativamente na economia japonesa, regulando o mercado, protegendo as empresas, concedendo créditos, etc.; Os acordos políticos de 1952 exigiam que o Japão não poderia gastar mais do que 1% do PIB em despesas militares, o que favoreceu a canalização de recursos financeiros para o desenvolvimento económico; A mentalidade japonesa também contribuiu para o desenvolvimento económico: cooperação entre empresários e trabalhadores, reinvestimento dos lucros na renovação tecnológica;
  • 67. Módulo 8, Hiistória A 67 A tradição empresarial japonesa ia no sentido de o emprego ser vitalício; Os empregados retribuíam com uma lealdade incondicional á empresa; A produtividade japonesa é muito superior ao do resto do Mundo; Um outro ponto importante que favoreceu o desenvolvimento japonês foi o sistema de ensino altamente competitivo; No início dos anos 70, o Japão é a terceira potência económica, apenas atrás dos EUA e da URSS;
  • 68. Módulo 8, Hiistória A 68 Nascimento e expansão da Comunidade Europeia Na primeira metade do século XX a Europa quase se autodestruiu com duas guerras devastadoras; Depois da Segunda Guerra Mundial desenvolve-se a ideia que era necessário construir uma Europa unida e com identidade e dinâmica própria; Já em 1946, Churchill apelou “ao renascimento da Europa” e a constituição dos Estados Unidos da Europa; O francês Jean Monnet (1888-1979), é por muitos, considerado o “pai da Europa”;
  • 69. Módulo 8, Hiistória A 69 Os principais objetivos da união de países europeus seriam: Ajudar à reconstrução europeia do pós-guerra, e a sua integração no bloco das potências ocidentais; Criar uma entidade económica capaz de competir com os EUA e a URSS; Em 1947 surge o Benelux (Bélgica, Holanda e Luxemburgo) uma união aduaneira.
  • 70. Módulo 9, História A 70 1.2.2 A União Europeia Tratado de Roma (1957) abriu caminho para a integração económica na CEE (Comunidade Económica Europeia); Foi assinado em 25 de Março de 1957 em Roma pela Alemanha Ocidental, França, Itália, Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo; Entrou em vigor em 1 de Janeiro de 1958; Consistia em dois tratados: Tratado Constitutivo da CEE; Tratado Constitutivo da Comunidade Europeia da Energia Atómica (Euratom);
  • 72. Módulo 9, História A 72 Em meados dos anos 80, o novo presidente, Jacques Delors, vai dar um novo impulso à Comunidade; Dão-se avanços na união económica; Em 1986 é assinado o Ato Único Europeu (1986) que prevê a instauração de um mercado único para 1993 (circulação livre de pessoas, mercadorias, capitais e serviços);
  • 73. Módulo 9, História A 73 Acordos de Schengen 1985, a Alemanha, Benelux e França decidem criar um espaço sem restrições para a circulação de pessoas; Progressivamente foi estendida a outros países da UE; O Reino Unido e a Irlanda não aderiram; Aderiram países que não pertencem à UE como a Suíça, Islândia e a Noruega;
  • 74. Módulo 9, História A 74 O Ato Único Europeu 1986 – Faz-se a revisão dos tratados fundadores (Tratado de Paris (1951) e Tratado de Roma (1957); O Ato Único Europeu reforçou o carácter supranacional dos órgãos de governo comunitários e acelerou a união económica da Europa;
  • 75. Módulo 9, História A 75 As perspetivas de lucro e a publicação do Livro Branco tiveram o efeito de mobilizar os governos, empresas e sindicatos para a realização do Mercado Único; Em 1992 é assinado o Tratado de Maastricht que aumenta as competências da Comunidade para setores como a moeda, política externa, defesa e política migratória; O tratado entra em vigor em 1993; Estabelece a União Europeia (UE) Tratado de Maastricht
  • 76. Módulo 9, História A 76 Tratado de Maastricht (os três pilares) Económico e social (Mercado Único) Moeda única e cidadania europeia Política externa e segurança comum (PESC) Cooperação justiça e assuntos internos O aprofundamento no funcionamento da União Europeia é muito mais profundo a nível de da economia;
  • 77. Módulo 9, História A 77 Maastricht definiu o objetivo de adoção de uma moeda única; A 11 de janeiro de 1999, 11 países, a Grécia entrou mais tarde, o euro entrou em funcionamento nos mercados de capitais; A 1 de janeiro de 2002 entra em circulação; Começa a funcionar o Banco Central Europeu que define a política monetária da UE; Ao abandonarem as moedas nacionais os países perderam um dos maiores símbolos de soberania nacional;
  • 78. Módulo 9, História A 78 A UE tornou-se a maior potência comercial do Mundo; O PIB é semelhante aos EUA; A população é superior a 500 milhões; Mão de obra qualificada;
  • 79. Módulo 9, História A 79 Elevado nível de consumo; No entanto, no início do século XXI, mostrou um crescimento débil se comparado com os EUA; Crescimento da UE 2,5% e dos EUA 3,8%; Nível de desemprego superior ao americano; Outro problema é o do envelhecimento da população;
  • 81. Módulo 9, História A 81 Alemanha (1952) Áustria (1995) Bélgica (1952) Bulgária (2007) Chipre (2004) Croácia (2013) Dinamarca (1973) Eslováquia (2004) Eslovénia (2004) Espanha (1986) Estónia (2004) Finlândia (1995) França (1952) Grécia (1981) Hungria (2004) Irlanda (1973) Itália (1952) Letónia (2004) Lituânia (2004) Luxemburgo (1952) Malta (2004) Países Baixos (1952) Polónia (2004) Portugal (1986) Reino Unido (1973) República Checa (2004) Roménia (2007) Suécia (1995) Estados-Membros da UE
  • 82. Módulo 9, História A 82 A União Europeia e as dificuldades da construção de uma Europa política Apesar da entrada em vigor do euro ter consolidado a UE, continuam a persistir vários problemas, cuja solução parece difícil e que, certamente, se arrastará ainda por muito tempo; A nível político-social o desemprego é um dos problemas maiores;
  • 83. Módulo 9, História A 83 Nas eleições para o Parlamento Europeu há, em todos os países, uma elevada taxa de abstenção; Os diversos países não conseguem um acordo que permita uma política externa comum; A criação de uma Constituição europeia ficou marcada pro profundas diferenças e controvérsias;
  • 84. Módulo 9, História A 84 A nível político existe a resistência provocada pela perda de soberania nacional por parte dos países; O número dos chamados eurocéticos é muito grande; O Tratado de Lisboa (dezembro de 2007) aprovou um tratado reformador da constituição europeia; Em junho de 2008, foi recusado, em referendo, pela Irlanda; Apesar de aprovado pelos parlamentos dos diversos países continuam a existir muitas dúvidas sobre a sua implementação;
  • 85. Módulo 9, História A 85 Na Alemanha surgiu uma forte contestação ao tratado; Na República Checa a aprovação também foi um processo difícil; Muitos questionam o tratado afirmando que ele reforça o poder dos grandes países em desfavor dos mais pequenos;
  • 86. História 9º ano 86 O alargamento do setor terciário Surgiram novas profissões ligadas às tecnologias, à saúde, o ensino, à publicidade, ao turismo e outras que levaram ao crescimento do setor terciário na população ativa; Desenvolve-se a classe média e urbana;
  • 87. História 9º ano 87 A sociedade de consumo acentuou as desigualdades sociais; O racismo e a segregação racial foram um problema de grandes dimensões sobretudo nos EUA durante os anos 60; Destacou-se o líder americano, Martin Luther King, que foi um líder na luta pelos direitos cívicos dos afroamericanos; https://www.youtube.com/watch?v=fz_7luovxPc Na África do Sul, depois de ter passado 27 anos na prisão, Nelson Mandela foi libertado em 1990, tornou-se o primeiro presidente negro e colocou fim ao regime de apartheid; https://www.youtube.com/watch?v=gdWLMRjA7po&ebc=ANyPxKo oGBKRGk9I8wL5wHGv2yutxQZTmUu_jvOaQZ58r82C6TwMBKHqrlH EQ0tTGeZJkXCqhuwc5126S8nLXZHEgglpeVF67A
  • 88. História 9º ano 88 https://www.youtube.com/watch?v=9kvoUd9utFM Encontrei uma preta que estava a chorar, pedi-lhe uma lágrima para a analisar. Recolhi a lágrima com todo o cuidado num tubo de ensaio bem esterilizado. Olhei-a de um lado, do outro e de frente: tinha um ar de gota muito transparente. Mandei vir os ácidos, as bases e os sais, as drogas usadas em casos que tais. Ensaiei a frio, experimentei ao lume, de todas as vezes deu-me o que é costume: nem sinais de negro, nem vestígios de ódio. Água (quase tudo) e cloreto de Sódio. Lágrima de Preta, António Gedeão
  • 89. História 9º ano 89 O movimento feminista ganhou importância na luta pelo direito à igualdade entre os sexos; A contestação estudantil e juvenil cresce durante os anos 60, manifestando-se contra os problemas sociais e estudantis; Surge o movimento hippie que defende a não violência e critica a sociedade capitalista; https://www.youtube.com/watch?v=7EhTzPldKFI
  • 90. História 9º ano 90 Em França, em maio de 1968 surge um importante movimento estudantil que se estende ao mundo operário; https://www.youtube.com/watch?v=cFDxqF8Vdpg Nos EUA desenrolavam-se manifestações contra a participação de tropas americanas na guerra do Vietname; https://www.youtube.com/watch?v=I2Hpo39FivM
  • 91. História 9º ano 91 A música pop e rock difunde-se e surgem festivais musicais que promovem a arte e a contestação; https://www.youtube.com/watch?v=pJdTjFudoOs Desenvolve-se a Pop Art inspirada em produtos da sociedade de consumo;
  • 92. Numa sociedade caracterizada pelo consumo surge uma arte que é o reflexo das novas formas de relacionamento social, onde determinados objetos, imagens ou pessoas se impõem como ícones; Módulo 8, História A 92 A Pop Art, um movimento iconoclasta
  • 94. Oldenburg, Hamburger Gigante, 1962, 2,13 m x 1,32 m Módulo 8, História A 94
  • 95. Módulo 8, História A 95 Warhol, Sopas Campbell, Caixa de sabão Brillo
  • 96. Jones, Três bandeiras, 1958 Módulo 8, História A 96
  • 99. Módulo 8, História A 99 Coca-Cola (1961) Andy Warhol (1928-1987)
  • 100. Warhol, 100 latas de sopa Campbell Filho de emigrantes eslovacos, Andy Warhol é a figura mais conhecida e controversa da Pop Art; Utilizou imagens da BD, de objetos de consumo e retratos de personalidades (conhecidas são as suas séries das sopas Campbell e as garrafas de Coca-Cola; Módulo 8, História A 100
  • 101. Warhol, Marylin, díptico Os temas pictóricos da Pop são motivados pela vida quotidiana, reflectem as realidades de uma época; Módulo 8, História A 101
  • 102. Warhol, 16 Jackies Módulo 8, História A 102
  • 103. Warhol, Sopas Campbell Módulo 8, História A 103
  • 104. Warhol, Coca-Cola, serigrafia As suas garrafas de Coca-Cola tornaram-se num ícone da cultura pop; A Coca-Cola, quer pela bebida, quer pela conceção da garrafa, era já um símbolo de consumismo; Tornam-se um símbolo do “american way of life”; Módulo 8, História A 104
  • 106. Warhol, Coca-Cola, serigrafia, 1961 Módulo 8, História A 106
  • 108. História 9º ano 108 Portugal Ao mesmo tempo que tudo isto se passava, Portugal era um país rural e atrasado; Muitas casas não tinham água corrente, eletricidade; Muitos cidadãos não tinham acesso a cuidados médicos e a taxa de analfabetismo era uma das maiores da Europa;
  • 110. História 9º ano 110 Milhares de portugueses emigraram para as cidades do litoral e em especial para o estrangeiro (EUA, França, Alemanha, Luxemburgo, etc.;)
  • 111. História 9º ano 111 Na década de 60, um milhão de portugueses emigrou; Principais causas: Baixo nível de vida; Salários baixos; Incapacidade das cidades portuguesas absorverem a mão de obra rural; Fuga dos jovens à guerra colonial; A emigração promoveu o envelhecimento do país; Vai proporcionar o envio de dinheiro para Portugal por parte dos emigrantes
  • 112. História 9º ano 112 Em 1968, Salazar ficou incapacitado e foi substituído por Marcelo Caetano como Presidente do Conselho de Ministros; No princípio do seu mandato parecia que o regime pretendia democratizar-se: A censura abrandou; Foram autorizados a regressar ao país alguns exilados políticos; Foi autorizado a realização de um congresso da oposição em Aveiro; Foram convocadas eleições para outubro de 1969; Essa abertura do regime foi denominada de “Primavera Marcelista”
  • 113. História 9º ano 113 A oposição agrupada em comissões eleitorais, pois os partidos não foram autorizados, a oposição concorreu às eleições; Comissão Democrática Eleitoral (CDE), controlada pelos comunistas e Comissão Democrática de Unidade Eleitoral (CEUD) controlada pelos socialistas e outros democratas; As eleições foram fraudulentas e todos os deputados eleitos pertenciam à União Nacional;
  • 114. História 9º ano 114 Foi o fim da “Primavera Marcelista”; Vários membros da oposição foram novamente exilados outros foram presos; A censura e a Polícia Política que entretanto tinha mudado o nome para Direção Geral de Segurança (DGS) retomaram a sua atividade; Para a Assembleia Nacional foram eleitos alguns deputados que defendiam as reformas democráticas (Sá Carneiro, Pinto Balsemão, Miller Guerra) que acabaram por abandonar o Parlamento por verificarem que as reformas não eram realizadas;
  • 115. História 9º ano 115 Marcelo Caetano tomou algumas medidas como o alargamento da Segurança Social, uma reforma do ensino, promoveu a industrialização; No entanto do ponto de vista político não existia qualquer sinal de abertura; A persistência da guerra colonial isolava, cada vez mais, o país na cena internacional; Portugal foi condenado várias vezes pela ONU;
  • 116. História 9º ano 116 No exército português começam a surgir elementos que contestam a continuação da guerra; No dia 25 de abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas (MFA) realizou um golpe militar e depôs o regime; Chegava a fim a ditadura mais longa da Europa (1926-1974);
  • 117. História 9º ano 117 https://www.youtube.com/watch?v=XYoYMATJWrw (100 fotos sobre o o 25 de abril) https://www.youtube.com/watch?v=MOFrjP8bX_c (telejornal do dia 25 abril de 1974) https://www.youtube.com/watch?v=AEIPkal6848 (documentário sobre o 25 de abril)
  • 118. História 9º ano 118 O golpe militar teve um enorme apoio popular; Foi constituída uma Junta de Salvação Nacional para governar o país até à formação de um governo provisório; O General Spínola foi nomeado Presidente da República e escolheu Adelino da Palma Carlos para primeiro-ministro do I Governo Provisório; Uma das principais tarefas seria a de organizar eleições democráticas;
  • 119. Módulo 8, Hiistória A 119 Entre o 25 de abril e a institucionalização da democracia parlamentar em 1976 existiu um período de grande instabilidade política social que ficou conhecida por Período Revolucionário Em Curso (PREC); Logo após o golpe militar iniciou-se o processo de desmantelamento das estruturas do Estado Novo; O próprio programa dos Movimento das Forças Armadas pode ser sintetizado pelos “três D” (Democratizar, Descolonizar, Desenvolver); Foi nomeada uma Junta de Salvação Nacional presidida por António Spínola;
  • 120. Módulo 8, Hiistória A 120 Incapaz de controlar a situação o I Governo Provisório demitiu-se menos de dois meses depois; O poder militar dividira-se entre os apoiantes do general Spínola, mais conservadores, e os apoiantes da Comissão Coordenadora do MFA, mais progressista; Spínola pretendia uma solução federalista para as colónias africanas enquanto que a direção do MFA defendia a independência para as colónias;
  • 121. Módulo 8, Hiistória A 121 É nomeado o brigadeiro Vasco Gonçalves para liderar o II Governo Provisório e este vai ter uma participação mais elevada de oficiais apoiantes da liderança do MFA; O governo virava à esquerda; António de Spínola demite-se no dia 30 de setembro após o fracasso de uma manifestação em seu apoio convocada para o dia 28; É nomeado como Presidente da República o general Costa Gomes;
  • 122. Módulo 8, Hiistória A 122 Vasco Gonçalves, primeiro-ministro do II, III, IV e V governos provisórios, é conotado com o Partido Comunista; No dia 11 de março de 1975, o general Spínola chefia uma tentativa militar de recuperar o poder. Fracassa e foge para Espanha;
  • 123. Módulo 8, Hiistória A 123 O 11 de março vai levar a uma ainda maior radicalização da revolução; A Assembleia das Forças Armadas nomeia um Conselho da Revolução que passa a ser o órgão executivo do MFA e torna-se o verdadeiro centro do poder; Este órgão, em consonância com as ideias dos Partido Comunista, propõe a Aliança Povo/MFA e assume a condução do país rumo ao socialismo;
  • 124. Módulo 8, Hiistória A 124 No Alentejo, o Partido Comunista lidera uma reforma agrária que leva a ocupação das grandes herdades pelos trabalhadores rurais que formam “unidades coletivas de produção” (UCP); Este ambiente gera o medo entre as classes alta e média o medo e muitos abandonam o país; Os bancos são nacionalizados para evitar a transferência de grandes somas de dinheiro para o estrangeiro, sobretudo para o Brasil; Muitas outras empresas foram nacionalizadas, nomeadamente nos setores-chave, como os transportes, seguros, siderurgias, cimentos, comunicações;
  • 125. Módulo 8, Hiistória A 125 Os trabalhadores viram consagrados na lei alguns direitos importantes: direito à greve e à liberdade sindical; Redução do horário de trabalho, instituição do salário mínimo e leis sobre o trabalho; O MFA inicia campanhas de dinamização cultural e ação cívica com o objetivo de explicar às populações o processo revolucionário e os valores da democracia e da cultura;
  • 126. Módulo 8, Hiistória A 126 E no dia 25 de abril de 1975 realizam-se as primeiras eleições democráticas desde o fim da I Republica; Participaram 91,7% dos eleitores, foram as eleições mais participadas da história do país e decorreram na mais absoluta normalidade; O Partido Socialista (PS) venceu com 38% dos votos e o Partido Popular Democrático (PPD), 26% e o Partido Comunista (PCP) 12%;
  • 127. Módulo 8, Hiistória A 127 No dia 25 de Novembro de 1975, um grupo de militares liderado pelo general Ramalho Eanes, alegando que existe uma tentativa de golpe militar liderada pela esquerda e pelo PCP, organiza um contragolpe; O país fica muito perto de uma guerra civil mas acaba por estabilizar numa democracia parlamentar; Era o fim do Período Revolucionário Em Curso (PREC);
  • 128. Módulo 8, Hiistória A 128 A constituição de 1976 Após as eleições de 25 de abril de 1975, a Assembleia Constituinte iniciou-se em 2 de junho; O MFA impôs aos partidos a assinatura de um compromisso (Pacto MFA-Partidos) que os obrigava a preservar as conquistas revolucionárias; Foi substituído por um segundo Pacto mais moderado; Fruto deste pacto e da envolvência política e social, a Constituição de 1976 consagra a “transição para o socialismo”;
  • 129. Módulo 8, Hiistória A 129 Considera irreversíveis as nacionalizações e expropriações; O Conselho da Revolução é considerado o garante da ordem constitucional; A Constituição reconhece que Portugal é um Estado de direito e consagra o pluripartidarismo; Adota os princípios da Declaração Universal dos Direitos do Homem; A Assembleia Legislativa e o Presidente da Republica são eleitos por sufrágio direto e universal;
  • 130. Módulo 8, Hiistória A 130 Os arquipélagos dos Açores e da Madeira veem consagradas a sua autonomia; A nova Constituição, aprovada por todos os partidos com exceção do CDS entrou em vigor no dia 25 de abril de 1976; É o documento fundador da democracia portuguesa;
  • 131. Módulo 8, Hiistória A 131 Em 25 de abril de 1976, o Partido Socialista ganha as eleições e, com Mário Soares como primeiro-ministro, toma posse o Primeiro Governo Constitucional; Em julho de 1976, Ramalho Eanes vence as eleições para Presidente da República; Em dezembro de 1976, realizam-se eleições para as autarquias locais;
  • 132. Módulo 8, Hiistória A 132 A descolonização O processo de descolonização iniciou-se imediatamente após o 25 de abril; Foi um processo controverso e que suscitou muitas divisões no MFA e na sociedade portuguesa;
  • 133. Módulo 8, Hiistória A 133 As pressões internacionais para Portugal conceder a independência aumentam, no dia 10 de maio a ONU apela à Junta de Salvação Nacional para consagrar a independência das colónias; Os Movimentos de Libertação exigem uma solução rápida; A nível interno a maioria dos partidos e da população apoiava a concessão da independência e o regresso dos soldados portugueses aí destacados; Iniciam-se negociações com o PAIGC (Guiné e Cabo Verde), FRELIMO (Moçambique) e MPLA, UNITA, FNLA (Angola);
  • 134. Módulo 8, Hiistória A 134 A queda do Estado Novo em 25 de abril de 1974 foi o fim da mais velha ditadura da Europa; A implantação da democracia em Portugal contribuiu para quebrar o isolamento do país e a sua aceitação nos organismos internacionais;
  • 135. Módulo 8, Hiistória A 135 O fim do regime português foi o detonador para a queda de vários regimes ditatoriais europeus: Grécia (1974), vivia uma ditadura militar desde 1967; Espanha (1975), após a morte do General Franco, no poder desde 1939, o seu sucessor, o rei D. Juan Carlos iniciou o processo de regresso à democracia com eleições em 1977 e uma nova Constituição aprovada em 1978;
  • 136. Módulo 8, Hiistória A 136 A independência das nossas colónia contribuiu para o enfraquecimento dos últimos bastiões brancos em África (Rodésia e África do Sul); Na Rodésia o regime viu-se obrigado a convocar eleições livres em 1980 que levaram à vitória do dirigente negro Robert Mugabe, o nome do país foi mudado para Zimbabué (nome de uma antiga civilização que tinha habitado no local);
  • 137. Módulo 8, Hiistória A 137 A Namíbia, ocupada pela África do Sul, viu chegar ao poder o líder negro da SWAPO, Sam Nujoma em 1989; Na África do Sul as eleições livres organizadas em 1994 elegeram Mandela com Presidente da república e levaram ao fim do regime de apartheid e à constituição de um estado democrático e multirracial;
  • 138. História 9º ano 138 No dia 1 de janeiro de 1986 Portugal tornou-se membro da CEE; A economia portuguesa cresceu e o país modernizou-se; No entanto a integração de Portugal irá causar vários problemas, sobretudo ao nível da economia;
  • 139. História 9º ano 139 11. 3 A Guerra Fria (parte 3)
  • 140. História 9º ano 140 O crescimento económico que se verificou no Ocidente foi interrompido em 1973 pela primeira crise petrolífera; Esta crise foi provocada pelos países árabes produtores de petróleo que subiram o preço como forma de pressionarem o Ocidente a não apoiarem Israel; Em 1979, na sequência da guerra Irão-Iraque, surge a segunda crise petrolífera;
  • 141. História 9º ano 141 Os países ocidentais viram o seu PIB estagnar ou mesmo baixar, pela primeira vez desde o fim da II Guerra Mundial; A União Soviética, um dos maiores produtores mundiais beneficiou com a crise;
  • 142. História 9º ano 142 Para enfrentar a crise vários países ocidentais, EUA, República Federal Alemã e Grã-Bretanha adotaram políticas neoliberais; Defendiam que o Estado não devia intervir na economia; Reduziram os impostos aos mais ricos sob o pretexto de incentivar o investimento; Privatizaram as empresas públicas e diminuíram as despesas do estado provocando o fim do Estado-Providência; Esta situação aumentou o desemprego e a pobreza gerando contestação social;
  • 143. História 9º ano 143 Unidade e diversidade no mundo comunista Após terminar a II Guerra Mundial a União Soviética deixou de ser o único país comunista; Surgiram outros países que adotaram o modelo soviético: Hungria, Albânia, Checoslováquia, Bulgária, Polónia, Jugoslávia, República Democrática Alemã, Roménia, Mongólia, China, Cuba, Coreia do Norte e Vietname; Alguns regimes divergiram da União Soviética: China, Albânia e Jugoslávia;
  • 144. História 9º ano 144 Na China, em 1949, Mao Tsé-Tung divergiu da União Soviética pois via os camponeses e não os operários como líderes da revolução; Depois do fracasso desta opção, em 1966, iniciou a “Revolução Cultural”, que era um movimento que pretendia destruir toda a cultura antiga e capitalista; O balanço foi trágico: 1,5 milhões de mortos, 20 milhões enviados para os campos de reeducação
  • 145. História 9º ano 145 Após a morte de Mao a China permaneceu uma ditadura mas abriu-se à economia capitalista;; Na Europa a Albânia copiou o modelo “maoista”; Na Jugoslávia desenvolveu-se um sistema em que a gestão das empresas era feita pelos próprios trabalhadores, a propriedade privada coexistia com as empresas do Estado;
  • 146. História 9º ano 146 A evolução da URSS Após a morte de Estaline em 1953, Khruschev iniciou uma política de coexistência pacífica com o Ocidente; Iniciou a “desestalinização” e a oposição dentro do Partido Comunista arredou-o do poder em 1964; Entre 1964 e 1982, a União Soviética foi liderada por Brejnev que retomou os métodos de Estaline (perseguição à oposição, economia fortemente centralizada; Em 1979 invade o Afeganistão; Nos anos 70 a economia soviética entra em crise;
  • 147. História 9º ano 147 Esta crise estendeu-se aos países do bloco comunista; A economia destes países não respondia às necessidades da população nomeadamente na produção de bens de consumo; No princípio dos anos 80 a economia destes países encontrava-se próxima do colapso; O nível de vida era baixo A contestação social e política cresceu;
  • 148. História 9º ano 148 Na URSS, Brejnev morre em 1982 e em 1985 subiu ao poder Gorbachev; Procurou realizar profundas reformas políticas, sociais e económicas; Perestroika (reestruturação da economia) e Glasnot (transparência política); Iniciou a democratização da União Soviética;
  • 149. História 9º ano 149 A sua abertura deu inicio a uma forte contestação na URSS; Paralelamente, entre 1989 e 1990, eclodiram nos países do bloco comunista manifestações defendendo a democratização desses regimes; Em 1989 caiu o “muro de Berlim” e as duas Alemanhas foram reunificadas; A Jugoslávia e a Checoslováquia desmembraram-se em 6 e 2 países respetivamente;
  • 150. História 9º ano 150 Em 1991 várias repúblicas que constituíam a URSS declararam a sua independência e a URSS desapareceu; O Pacto de Varsóvia (militar) e o COMECON (económico) foram extintos, Em dezembro de 1991, Boris Ieltsin é eleito presidente a Rússia; O colapso do mundo comunista levou ao fim da guerra fria; Passava a existir apenas uma superpotência, os Estados Unidos da América;
  • 151. 151 Bibliografia: Apresentação construída com base nos livros: Oliveira, Ana Rodrigues e outros, O fio da História, Texto Editora Neto, Helena e outros, História 9, Editora Santillana, 2014 Diniz, Maria Emília, Tavares, Adérito, Caldeira, Arlindo M., História 9, Raiz Editora, 2012