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Jig 2016 A Revolução Será Monitorada?

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Slideshow de participação na mesa de debate "A Revolução Será Monitorada?" na II Jornada Internacional GEMInIS. A mesa foi composta por Tarcízio Silva (IBPAD/UMESP), Sylvia Iasulaitis (UFSCar/UFG) e Gustavo Padovani (UFSCar).

Publicada em: Ciências
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Jig 2016 A Revolução Será Monitorada?

  1. 1. A REVOLUÇÃO SERÁ MONITORADA Prof. Msc. Tarcízio Silva tarciziosilva.com.br 2016 (Mas...por quem?)
  2. 2. QUEM MONITORA OS MONITORADORES? PLATAFORMAS USUÁRIOS
  3. 3. QUEM MONITORA OS MONITORADORES? PLATAFORMAS USUÁRIOS • Quem são os usuários das plataformas digitais? • Que traços caracterizam colaboração e conflito nas mídias sociais? • Como se informam sobre o ambiente social? • Como Facebook, Google, Twitter etc utilizam os dados dos usuários? • Podemos falar de “panóptico” reformulado? • Algoritmos de exibição de conteúdo, homofilia e filtros-bolha. • Gate keeping nos espaços de visibilidade. QUESTÕES EM PAUTA
  4. 4. QUEM MONITORA OS MONITORADORES? PLATAFORMAS USUÁRIOS DATA-EXPERTS QUESTÕES SUB-REPRESENTADAS O ambiente digital não é uma questão binária quando se fala de informações, “big data” e afins. Quais são os mercados da informação? Quem são seus atores e como observá-los, mapeá-los e entende-los?
  5. 5. QUEM MONITORA OS MONITORADORES?
  6. 6. QUEM MONITORA OS MONITORADORES? Plataformas mantem equipes de cientistas de dados, muitas vezes provenientes de grandes universidades e com acesso privilegiado – e exclusivo – a seus dados.
  7. 7. Blackboxing no “Facebook Topic Data”: dados agregados e comercializados pelo Facebook por parceiro exclusivo.
  8. 8. Estudos, infográficos artigos e mesmo experimentos são realizados no contexto da plataformas de mídias sociais e conteúdo. Em boa parte dos casos, por profissionais formados longe das Ciências Sociais e Humanas.
  9. 9. QUEM MONITORA OS MONITORADORES? O acesso a informação é extremamente limitado a poucos atores com a) capacidade de compra de dados; b) recursos humanos especializados em programação e ciência de dados.
  10. 10. Cultura da quantificação faz pender a balança para quem tem acesso aos dados, ainda que não totalmente abrangente.
  11. 11. QUEM MONITORA OS MONITORADORES? Facebook: plataforma, data broker, intérprete, interessado e mídia. O acúmulo de papéis lhe dá posição privilegiada na interpretação e mesmo enquadramento da realidade.
  12. 12. QUEM MONITORA OS MONITORADORES? De forma crescente, o jornalismo recorre a indicadores bem selecionados para reforçar posições editoriais.
  13. 13. QUEM MONITORA OS MONITORADORES? Dados fornecidos por atores com posições privilegiadas na cadeia produtiva da transformação dos dados não são objetivos. Qual a
  14. 14. QUEM MONITORA OS MONITORADORES?
  15. 15. ENTRAVES PARA USO DO MONITORAMENTO ENTRAVE Desafio Caminhos Acessibilidade dos Dados • A maior parte do que é produzido pelos usuários nas mídias sociais é acessível somente a própria plataforma. • Plataformas alternativas • Métodos inventivos de pesquisa • Transparência e legislação Custo dos Dados • Os dados e ferramentas de coleta possuem custo elevado. • Ferramentas Acadêmicas • Open Science e bases abertas • Coleta direta por API / scraping Capacidade de Análise • Processos de coleta, classificação e manipulação de grande quantidade de dados são ainda raras. • Visibilizar a Ciência • Interdisciplinaridade • Relativizar aversão ao mercado Visibilidade • As interpretações de fenômenos sociais são ocupadas por novos atores. • Incubadoras nas Universidades • Relevância da Divulgação Científica • Media Training • Produtos de Dados para além do artigo.
  16. 16. CONCLUINDO • A ideia de uma transformação radical no conhecimento através do acesso à inteligência coletiva é uma utopia. • É necessário observar a rede de trocas de dados e transformação de informações e traços digitais em commodities comerciais em seus vários aspectos. • Consciência metodológica e capacidade de criticar “resumos” dos dados é necessária para a sociedade e para a percepção do papel da ciência (ex: iniciativa NetSciEd). • Divulgação científica como imperativo para preencher (retomar?) lugares de fala tomados por novos atores no mercado de interpretação a realidade. Pontos de contato mais frequentes (blogs? Imprensa?) com a sociedade. • A revolução será/está, com certeza, monitorada. Mas por quem será?
  17. 17. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANDREJEVIC, Mark. Surveillance and Alienation in the Online Economy. In: Surveillance & Society, vol. 8, n.3, 2011. pp. 278- 287. BEER, David. Popular Culture and New Media. The politics of circulation. Nova York: Palgrave MacMillan, 2013. BOURDIEU, Pierre. Usos Sociais da Ciência. Por uma sociologia clínica do campo científico. São Paulo: Ed. UNESP, 2004. HABERMAS, Jurgen. Conhecimento e Interesse. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1982. JONES, Steve. Doing Internet Research. Critical Issues and Methods for Examining the Net. SAGE Publications, 1999. MARRES, Noortje. The redistribution of methods: on intervention in digital social research, broadly conceived. In: Sociological Review, vol. 60, s. 1, 2012. pp. 139-165. RAMIREZ, Artemio; WALTHER, Joseph; BURGOON, Judee; SUNNAFRANK, Michael. Information-Seeking Strategies, Uncertainty, and Computer-Mediated Communication: Toward a Conceptual Model. Human Communication Research, 28, 213–228, 2002. ROGERS, Richard. Digital Methods. Londres: The MIT Press, 2013. SAVAGE, Mike; BURROWS, Mike. The coming crisis of empirical sociology. Sociology, vol. 41, n.5, 2007. pp. 885-889 . SAVAGE, Mike; BURROWS, Mike. Some Further Reflections on the Coming Crisis of Empirical Sociology. Sociology, vol. 43, n. 4, 2009. pp. 765–775 THRIFT, Nigel. Knowing Capitalism. Londres: Sage, 2005.

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