Workshop

  A autoavaliação das bibliotecas escolares
    No pressuposto de que a função da biblioteca é criar conhecimento e não,
simplesmente, facultar informação optei por colocar os colegas a “desenhar” o modelo
de avaliação. Assim, após sentirem as dificuldades e encontrarem a sua própria resposta,
estarão mais aptos a analisar e compreender o modelo proposto.
    Para possibilitar a discussão e abrir o debate a cada grupo será distribuído um, ou
vários, pequenos textos que servirão como catalizadores da reflexão.
    Na impossibilidade de todos se debruçarem sobre todos os aspectos optei por criar
grupos distintos com posterior apresentação e discussão das propostas.
    No final faz-se o contraponto com a proposta da RBE para tomar conhecimento
deste modelo.


Duração: 2 a 3 horas


Metodologia

       Mesas de trabalho temáticas, partilha e confronto das conclusões



1ª Parte
Passagem da apresentação inicial para situar o problema e escolher os temas


2ª Parte
Trabalho em mesas temáticas


3ª Parte
Partilha das conclusões


4ª Parte
Passagem da apresentação do modelo de autoavaliação proposto fazendo o contraponto
com as conclusões obtidas
Cronograma e desenvolvimento

1ª Parte – 15 a 20 minutos

 Após a passagem da apresentação que deverá ser resultado de uma “reflexão”
dialogante, os elementos do painel serão separados em 4 grupos que trabalharão os
seguintes temas:
    1. O quê? – Contributo para a aprendizagem
    2. O quê? – Promoção da(s) leitura(s)
    3. O quê? – Ligação e cooperação com a comunidade
    4. O quê? – Organização e gestão interna

Poderão ser organizadas outras estruturas de acordo com o grupo e a experiência
adquirida após aplicação

A cada grupo serão distribuídos os textos adequados (que poderão ser extractos dos
apresentados nesta acção ou outros que por falta de tempo não selecciono totalmente
agora)


2ª Parte – 30 a 45 minutos

Os grupos discutem os temas e registam as suas conclusões de preferência numa grelha
sintética (que previamente se sugere e se disponibiliza).

Intervalo (?)


3ª Parte – 30 minutos a 1 hora

Cada grupo apresenta e discute as suas conclusões com o painel


4ª Parte – 30 minutos

Passar a apresentação do modelo de autoavaliação aprovado, confrontando-o com as
conclusões do painel.

Disponibilização de materiais
Execução
1ª Parte

Iniciar com o 1º slide referenciando a mudança como condição essencial da vida e,
necessariamente, também das BE.
Aproveitar para lembrar os novos desafios colocados pelas TIC, obsolescência das
competências, etc.
Chamar a atenção para a necessidade de definir um rumo e de o controlar sob pena de se
“estar perdido”

No 2º slide começar a questionar a avaliação fazendo surgir as interrogações.
No 3ª questionar as funções da biblioteca até definir as 4 que são as abordadas no
modelo de auto avaliação.
Prosseguir com os slides dando as pistas de reflexão de cada um dos pontos.
No penúltimo slide rever as funções e fazer a proposta de trabalho. Referir que a tabela
proposta é facultativa podendo ou não ser utilizada.

Proceder à formação dos 4 grupos e distribuir os textos de reflexão.

2ª Parte

Circular entre os 4 grupos assegurando que não há dispersão inútil e removendo dúvidas
paralisadoras.

3ª Parte

Solicitar sucessivamente a cada grupo uma apresentação oral (se as condições o
permitirem poderá ser produzida uma apresentação digital).
Suscitar mais contributos dos restantes elementos e, se possível, sintetizá-los num
suporte digital ou papel.

4ª Parte
Apresentar o modelo de autoavaliação proposto pela RBE verificando os factores de
avaliação não considerados pelo painel bem como aqueles que tenham sugido e não
contemplados no modelo. Questionar o porquê de cada uma das situações e deixar em
aberto a resposta(s)
Documentos de suporte
Juntam-se 2 textos para o 1º grupo de trabalho.
Provavelmente não são os mais indicados ou claros ma, com o tempo disponível …
Igualmente não me parece procedente, nesta fase, andar a seleccionar textos para os
outros pontos, se bem que nos documentos já distribuídos se poderia, facilmente mas
com tempo, encontrar extractos adequados.



Grupo 1: Contributo para a aprendizagem


                                       Texto 1


O conceito “Evidence-Based practice” traduz-se no desenvolvimento de
práticas sistemáticas de recolha de evidências, associadas ao trabalho do dia-
a-dia. A quantidade e qualidade das evidências recolhidas deverão informar a
prática diária ou fornecer informação acerca de determinada questão chave
para a qual procuramos melhoria ou solução.
Este conceito tem sido explorado por vários especialistas. Ross Todd associa o
conceito às práticas das bibliotecas escolares e à necessidade que estas têm
de fazer diferença na escola que servem e de provar o impacto que têm nas
aprendizagens. Valoriza a necessidade de provar esse impacto no contexto da
escola, onde desenvolvemos trabalho.
EBP combines professional wisdom, reflective experience, and understanding
of students’ needs with the judicious use of research-derived evidence to make
decisions about how the school library can best meet the instructional goals of
the school.
In order to accomplish this, school libraries need to systematically collect
evidence that shows how their practices impact student achievement; the
development of deep knowledge and understanding; and the competencies and
skills for thinking, living, and working.
[…] holistic approach to evidence-based practice in school libraries involves
three dimensions: evidence for practice, evidence in practice, and evidence of
practice.
A ênfase é dada nos outcomes, indo além dos processos. A diferença ou
impacto residem não nos inputs (recursos) ou processos mas na mais-valia que
estes trazem à escola e à aprendizagem
Todd (2008) “The   Evidence-Based Manifesto for School Librarians”

                                       Texto 2

According to Lance (2001), all of the recent studies of the impact of school
library programs on academic achievement provide evidence to support several
common findings. These include: professionally trained school librarians do
make a difference that affects students' performance on achievement test; in
order for school librarians to make this difference, the support of the principals
and teachers is essential, as well as the availability of support staff who can free
the librarians from routine tasks to undertake their curriculum role; a dual
instructional role of teaching students in facilitating the development of
information literacy skills necessary for success in all content areas, and in-
service trainers of teachers enabling them to keep abreast of the latest
information resources and networked information technology services within
and beyond the school library. What is of critical importance about all the
studies under taken by Lance and colleagues is that improvements are shown
in student learning outcomes, particularly state test scores, when it can be
demonstrated that the school library has a carefully articulated instructional
focus that fosters the development of students' intellectual scaffolds for
interrogating and utilizing information in all its formats to foster the development
of new understandings and insights. This is very significant outcome, and one
that should motivate and inspire school librarians to pursue their instructional
role, or at least to question and reflect on their own practices if they do not
include this strong instructional role. Lance also poses some key research
questions: How can school librarians be taught the leadership skills they need
to succeed? How should school librarians, teachers and students interact to
improve student achievement? How does the availability of and involvement
with information technology affect these interactions? Some insights to these
questions are provided through the micro-research that has been undertaken
across a range of school and curriculum settings.
Ross Todd (2002) “School Librarian as Teachers; Learning Outcomes and
Evidence-Based Practice”

Workshop Tarefa2

  • 1.
    Workshop Aautoavaliação das bibliotecas escolares No pressuposto de que a função da biblioteca é criar conhecimento e não, simplesmente, facultar informação optei por colocar os colegas a “desenhar” o modelo de avaliação. Assim, após sentirem as dificuldades e encontrarem a sua própria resposta, estarão mais aptos a analisar e compreender o modelo proposto. Para possibilitar a discussão e abrir o debate a cada grupo será distribuído um, ou vários, pequenos textos que servirão como catalizadores da reflexão. Na impossibilidade de todos se debruçarem sobre todos os aspectos optei por criar grupos distintos com posterior apresentação e discussão das propostas. No final faz-se o contraponto com a proposta da RBE para tomar conhecimento deste modelo. Duração: 2 a 3 horas Metodologia Mesas de trabalho temáticas, partilha e confronto das conclusões 1ª Parte Passagem da apresentação inicial para situar o problema e escolher os temas 2ª Parte Trabalho em mesas temáticas 3ª Parte Partilha das conclusões 4ª Parte Passagem da apresentação do modelo de autoavaliação proposto fazendo o contraponto com as conclusões obtidas
  • 2.
    Cronograma e desenvolvimento 1ªParte – 15 a 20 minutos Após a passagem da apresentação que deverá ser resultado de uma “reflexão” dialogante, os elementos do painel serão separados em 4 grupos que trabalharão os seguintes temas: 1. O quê? – Contributo para a aprendizagem 2. O quê? – Promoção da(s) leitura(s) 3. O quê? – Ligação e cooperação com a comunidade 4. O quê? – Organização e gestão interna Poderão ser organizadas outras estruturas de acordo com o grupo e a experiência adquirida após aplicação A cada grupo serão distribuídos os textos adequados (que poderão ser extractos dos apresentados nesta acção ou outros que por falta de tempo não selecciono totalmente agora) 2ª Parte – 30 a 45 minutos Os grupos discutem os temas e registam as suas conclusões de preferência numa grelha sintética (que previamente se sugere e se disponibiliza). Intervalo (?) 3ª Parte – 30 minutos a 1 hora Cada grupo apresenta e discute as suas conclusões com o painel 4ª Parte – 30 minutos Passar a apresentação do modelo de autoavaliação aprovado, confrontando-o com as conclusões do painel. Disponibilização de materiais
  • 3.
    Execução 1ª Parte Iniciar como 1º slide referenciando a mudança como condição essencial da vida e, necessariamente, também das BE. Aproveitar para lembrar os novos desafios colocados pelas TIC, obsolescência das competências, etc. Chamar a atenção para a necessidade de definir um rumo e de o controlar sob pena de se “estar perdido” No 2º slide começar a questionar a avaliação fazendo surgir as interrogações. No 3ª questionar as funções da biblioteca até definir as 4 que são as abordadas no modelo de auto avaliação. Prosseguir com os slides dando as pistas de reflexão de cada um dos pontos. No penúltimo slide rever as funções e fazer a proposta de trabalho. Referir que a tabela proposta é facultativa podendo ou não ser utilizada. Proceder à formação dos 4 grupos e distribuir os textos de reflexão. 2ª Parte Circular entre os 4 grupos assegurando que não há dispersão inútil e removendo dúvidas paralisadoras. 3ª Parte Solicitar sucessivamente a cada grupo uma apresentação oral (se as condições o permitirem poderá ser produzida uma apresentação digital). Suscitar mais contributos dos restantes elementos e, se possível, sintetizá-los num suporte digital ou papel. 4ª Parte Apresentar o modelo de autoavaliação proposto pela RBE verificando os factores de avaliação não considerados pelo painel bem como aqueles que tenham sugido e não contemplados no modelo. Questionar o porquê de cada uma das situações e deixar em aberto a resposta(s)
  • 4.
    Documentos de suporte Juntam-se2 textos para o 1º grupo de trabalho. Provavelmente não são os mais indicados ou claros ma, com o tempo disponível … Igualmente não me parece procedente, nesta fase, andar a seleccionar textos para os outros pontos, se bem que nos documentos já distribuídos se poderia, facilmente mas com tempo, encontrar extractos adequados. Grupo 1: Contributo para a aprendizagem Texto 1 O conceito “Evidence-Based practice” traduz-se no desenvolvimento de práticas sistemáticas de recolha de evidências, associadas ao trabalho do dia- a-dia. A quantidade e qualidade das evidências recolhidas deverão informar a prática diária ou fornecer informação acerca de determinada questão chave para a qual procuramos melhoria ou solução. Este conceito tem sido explorado por vários especialistas. Ross Todd associa o conceito às práticas das bibliotecas escolares e à necessidade que estas têm de fazer diferença na escola que servem e de provar o impacto que têm nas aprendizagens. Valoriza a necessidade de provar esse impacto no contexto da escola, onde desenvolvemos trabalho. EBP combines professional wisdom, reflective experience, and understanding of students’ needs with the judicious use of research-derived evidence to make decisions about how the school library can best meet the instructional goals of the school. In order to accomplish this, school libraries need to systematically collect evidence that shows how their practices impact student achievement; the development of deep knowledge and understanding; and the competencies and skills for thinking, living, and working. […] holistic approach to evidence-based practice in school libraries involves three dimensions: evidence for practice, evidence in practice, and evidence of practice. A ênfase é dada nos outcomes, indo além dos processos. A diferença ou impacto residem não nos inputs (recursos) ou processos mas na mais-valia que estes trazem à escola e à aprendizagem Todd (2008) “The Evidence-Based Manifesto for School Librarians” Texto 2 According to Lance (2001), all of the recent studies of the impact of school library programs on academic achievement provide evidence to support several
  • 5.
    common findings. Theseinclude: professionally trained school librarians do make a difference that affects students' performance on achievement test; in order for school librarians to make this difference, the support of the principals and teachers is essential, as well as the availability of support staff who can free the librarians from routine tasks to undertake their curriculum role; a dual instructional role of teaching students in facilitating the development of information literacy skills necessary for success in all content areas, and in- service trainers of teachers enabling them to keep abreast of the latest information resources and networked information technology services within and beyond the school library. What is of critical importance about all the studies under taken by Lance and colleagues is that improvements are shown in student learning outcomes, particularly state test scores, when it can be demonstrated that the school library has a carefully articulated instructional focus that fosters the development of students' intellectual scaffolds for interrogating and utilizing information in all its formats to foster the development of new understandings and insights. This is very significant outcome, and one that should motivate and inspire school librarians to pursue their instructional role, or at least to question and reflect on their own practices if they do not include this strong instructional role. Lance also poses some key research questions: How can school librarians be taught the leadership skills they need to succeed? How should school librarians, teachers and students interact to improve student achievement? How does the availability of and involvement with information technology affect these interactions? Some insights to these questions are provided through the micro-research that has been undertaken across a range of school and curriculum settings. Ross Todd (2002) “School Librarian as Teachers; Learning Outcomes and Evidence-Based Practice”