VARIÁVEL ALEATÓRIA
• Definição: Seja (Ε) um experimento
  aleatório e seja (S) um espaço amostral
  associado ao experimento. Uma função
  de X, que associe a cada elemento s
  ∈ S um número real x(s), é denominada
  variável aleatória.
                 X


          s              x(s)

          S              X(S)
Exemplos de Variáveis aleatórias
• Número obtido no lançamento de um dado;
• Número de caras obtido no lançamento de duas moedas;
• Número de itens defeituosos em uma amostra retirada,
  aleatoriamente, de um lote;
• Número de defeitos em um azulejo que sai da linha de
  produção;
• Número de pessoas que visitam um determinado site, num
  certo período de tempo;
• Volume de água perdida por dia, num sistema de
  abastecimento;
• Resistência ao desgaste de um tipo de aço, num teste padrão;
• Tempo de resposta de um sistema computacional;
• Grau de empeno em um azulejo que sai da linha de produção.
Exemplo 1

• Suponha que lançamos duas moedas.
  Definimos uma variável aleatória como
  sendo o número de caras obtido nas duas
  moedas.
  – Encontre o espaço amostral
  – Calcule as probabilidades da v.a.
Solução
• Espaço amostral
    S = { ( coroa, coroa ) , ( coroa, cara ) , ( cara, coroa ) , ( cara, cara )}


                       0                     1                     2               x
    X = número de caras = { 0,1, 2}
• As probabilidades:
                                         1 1 1
    P( X = 0 ) = P (coroa, coroa) = * =
                                         2 2 4
                                                      1 1 1 1 2
    P( X = 1) = P{ ( coroa, car ) , ( cara, coroa )} = * + * =
                                                      2 2 2 2 4
                                       1 1 1
    P( X = 2 ) = P( cara, cara ) = * =
                                       2 2 4
Variáveis Aleatórias Discretas
• Variável aleatória discreta
  – Os possíveis resultados estão contidos em um
    conjunto finito ou enumerável
  – Exemplos:
     • Número de caras obtido no lançamento de duas moedas;
     • Número de itens defeituosos em uma amostra retirada,
       aleatoriamente, de um lote;
     • Número de defeitos em um azulejo que sai da linha de
       produção;
     • Número de pessoas que visitam um determinado site, num
       certo período de tempo;
FUNÇÃO DE PROBABILIDADE OU
  DISTRIBUIÇÃO DE PROBABILIDADE
• Se X for uma V.A. discreta, com os
  possíveis valores { x1 , x2 , , xn , }, então a
  distribuição de probabilidade de X pode ser
  apresentada pela chamada função de
  probabilidade, que associa a cada valor
  possível x i a sua probabilidade de ocorrência
  P ( xi )  , ou seja:
                  P( X = xi ) = P( xi ) = p i

• Uma função de probabilidade                   deve
  satisfazer i) 0 ≤ P( x ) ≤1
                        i
                 ∞
             ii ) ∑P ( x i ) =1
                i=1
Exemplo 2
• Seja X a variável aleatória que indica o
  número de caras no lançamento de 3
  moedas. Apresente a distribuição de X em
  uma tabela.
Solução
    {
S = ( coroa, coroa, coroa ) , ( coroa, coroa, cara ) , ( coroa, cara, coroa ) , ( cara, coroa, coroa ) ,
    ( cara, cara, coroa ) , ( cara, coroa, cara ) , ( coroa, cara, cara ) , ( cara, cara, cara )        }
X = número de caras = { 0,1, 2,3}
                                             1 1 1 1
P( X = 0 ) = P(coroa, coroa, coroa) =          * * =
                                             2 2 2 8
                                                                                              1 1 1 3
P( X = 1) = P{ ( coroa, coroa, cara ) , ( coroa, cara, coroa ) , ( cara, coroa, coroa )} = 3 * * * =
                                                                                              2 2 2 8
                                                                                            1 1 1 3
P( X = 2 ) = P{ ( cara, cara, coroa ) , ( cara, coroa, cara ) , ( coroa, cara, cara )} = 3 * * * =
                                                                                            2 2 2 8
                                       1 1 1 1
P( X = 3) = P( cara, cara, cara ) = * * =
                                        2 2 2 8

        X                                   P(X=x)
        0                                   1/8
        1                                   3/8
        2                                   3/8
        3                                   1/8
Função de distribuição acumulada

• Outra forma de representar uma distribuição
  de probabilidades de uma variável aleatória é
  através de distribuição acumulada, que é
  definida por:

  F ( x) = P ( X ≤ x), ∀x ∈ ℜ,
  ℜ é conjunto onde a variável aleatória está
  definida
Exemplo 3
• Seja a variável aleatória do exemplo 2,
  encontre a função de distribuição
  acumulada.
  X                 P(X=x)
  0                 1/8
  1                 3/8
  2                 3/8
  3                 1/8
Solução
          0     se   x<0
           18
                se   0 ≤ x <1
F ( x ) = 4 8   se   1≤ x < 2
          7 8   se   2≤ x<3
          1
                se   x≥3
                                 F(x)
                             1
                            ⅞

                            ⅝

                            ⅜

                            ⅛

                                        0   1   2   3   x
Variáveis Aleatórias Contínuas
• Variável aleatória contínua
   – Os possíveis resultados abrangem todo um intervalo de números reais
   – Exemplos:
       •   Volume de água perdida por dia, num sistema de abastecimento;
       •   Resistência ao desgaste de um tipo de aço, num teste padrão;
       •   Tempo de resposta de um sistema computacional;
       •   Grau de empeno em um azulejo que sai da linha de produção.
Obs:
  Há variáveis aleatórias discretas, com grande número de
  possíveis resultados, em que é preferível usar um modelo
  aproximado contínuo no lugar de um modelo exato discreto:
   – Número de transações por segundo de uma CPU
   – Número de defeitos numa amostra de 5000 itens
FUNÇÃO DENSIDADE DE
          PROBAILIDADE
• As probabilidades de eventos associados a
  uma variável aleatória contínua X podem ser
  calculadas através de uma função densidade
  de probabilidade f, que deve satisfazer:
   i ) f ( x ) ≥ 0, ∀x ∈ℜ
      +∞

   ii ) ∫ f ( x) dx =1                    f(x)
      −∞




Se A = [a, b], então P( A) = ∫ f ( x)dx
                               b


                               a
                                                 a   b   x
Exemplo 4
• Seja a variável aleatória T definida como o
  tempo de resposta na consulta a um banco
  de dados, em minutos. Suponha que essa
  variável aleatória tenha a seguinte função
  densidade de probabilidade:
           2e −2 t ,
   f (t) =             para t ≥ 0
           0,          para t < 0

  Calcular a probabilidade de a resposta
  demorar mais do que 3 minutos.
Solução

                                                     ∞

  ( t ≥ 3) = ∫ f ( t ) dt = ∫ 2e − 2t dt = 2− 1 e − 2t  = 0 + e − 2 (3) = e −6 = 0,0025
             ∞            ∞

P                                            2         
             3              3                          3
FUNÇÃO DE DISTRIBUIÇÃO
     ACUMULADA
• Como X é uma variável aleatória contínua
  com função de densidade de probabilidade
  f, definimos sua função de distribuição
  acumulada por:
                            x

   F ( x) = P ( X ≤ x) = ∫ f ( s )ds, ∀x ∈ ℜ
                            −∞


OBS:    dF ( x )
                 = f ( x)
         dx
Exemplo 5

• Considere a função densidade de probabilidade
  do exemplo 4 e obtenha a função de
  distribuição acumulada.
              2e −2 t ,
      f (t) =             para t ≥ 0
              0,          para t < 0
Solução
                         t                 t

Para t < 0 ⇒ F ( t ) =   ∫ f ( s ) ds = ∫ 0dt = 0
                         −∞               −∞

                              f ( s ) ds = ∫ 0ds + ∫ 2e −2 s ds = 0 + [ − e −2 s ] 0 = 1 − e −2 t
                          t                0         t

Para t ≥ 0 ⇒ F ( t ) =
                                                                                   t
                          ∫
                         −∞               −∞         0




Resumindo, a função de distribuição
acumulada da variável aleatória T é dada por:
       1 − e −2 t , para t ≥ 0
F(t) = 
       0,           para t < 0
Variáveis Aleatórias Bidimensionais
• Definição
  – Seja E um experimento e S um espaço amostral
    associado a E. Sejam X = X ( s ) e Y = Y ( s ) duas
    funções, cada uma associando um número real
    a cada resultado s ∈ S . Denotaremos (X, Y) uma
    v. a. bidimensional.
            S                            X(s)
                         X

             s

                          Y              Y(s)
Variável Aleatória Discreta
              Bidimensional
• (X, Y) será uma v.a. discreta bidimensional
  se os valores possíveis de (X, Y) forem
  finitos ou infinitos numeráveis, isto é, os
  valores possíveis de (X, Y) possam ser
  representados por ( x , y ), i = 1,2, , n,  ; j = 1, 2,  , m., 
                               i   j
Função de Probabilidade ou
Distribuição de Probabilidade de (X, Y)
• Seja (X, Y) uma v.a. discreta bidimensional. A
  cada resultado possível( x , y ) associaremos um
                             i   j



  número p( x , y ) representando P( X = x , Y = y ) e
                    i   j                 i     j


  satisfazendo as seguintes condições:
   a ) p ( xi , y j ) ≥ 0
   b) ∑∑ p ( xi , y j ) =1
       ∞     ∞


       i=1   j=1
Exemplo 6
• Duas linhas de produção fabricam um certo tipo de peça. Suponha que a
  capacidade (em qualquer dia) seja 5 peças na linha I e 3 peças na linha II.
  Admita que o número de peças realmente produzidas em qualquer linha seja
  uma v.a. e que (X, Y) represente a v.a. bidimensional que fornece o número de
  peças produzidas pela linha I e a linha II, respectivamente. A tabela 1 dá a
  distribuição de probabilidade conjunta de (X, Y)
            Tabela 1: Distribução de probabilidade conjunto de (X, Y)
                   X       0       1       2       3      4          5      Soma
             Y
                       0      0    0,01    0,03    0,05   0,07       0,09    0,25
                       1   0,01    0,02    0,04    0,05   0,06       0,08    0,26
                       2   0,01    0,03    0,05    0,05   0,05       0,06    0,25
                       3   0,01    0,02    0,04    0,06   0,06       0,05    0,24
                           0,03    0,08    0,16    0,21   0,24       0,28       1


                               (       )       (
   Cada casa representa p xi , y j = P X = xi , Y = y j          )
   Se B = {mais peças são produzidas pela linha I que pela linha II}, calcule P(B)
Solução

P( B ) = p(1,0) + p (2,0) + p(2,1) + p(3,0) + p(3,1) + p(3,2) + p(4,0) +
         p(4,1) + p(4,2) + p(4,3) + p(5,0) + p(5,1) + p(5,2) + p(5,3) =
        0,01 + 0,03 + 0,04 + 0,05 + 0,05 + 0,05 + 0,07 + 0,06 + 0,05 +
        0,06 + 0,09 + 0,08 + 0,06 + 0,05
P( B ) = 0,75
Variável Aleatória Contínua
             Bidimensional
• (X, Y) será uma v.a. contínua bidimensional
  se (X, Y) puder assumir todos os valores em
  algum conjunto não-numerável do plano
  euclidiano.
• Se (X, Y) assumir todos os valores no
  retângulo{ ( x, y ) | a ≤ x ≤ b, c ≤ y ≤ d } ou todos os
  valores no circulo { ( x, y ) | x + y ≤ 1} ,
                                  2    2


  poderemos dizer que (X, Y) é uma v.a.
  bidimensional contínua.
Função Densidade de Probabilidade
           Conjunta
• Seja (X, Y) uma v.a. contínua
  assumindo todos os valores em uma
  região ℜ do plano euclidiano. A função
  densidade de probabilidade conjunta f é
  uma função que satisfaz as seguintes
  condições:
  a ) f ( x, y ) ≥ 0 para todo ( x, y ) ∈ ℜ
  b) ∫∫ f ( x, y ) dxdy = 1
     ℜ
Exemplo 7
• Suponha que um fabricante de lâmpadas esteja
  interessado no número de lâmpadas
  encomendadas a ele durante os meses de
  janeiro e fevereiro. Sejam X e Y,
  respectivamente, o número de lâmpadas
  encomendadas durante esses dois meses.
  Admitiremos que (X, Y) seja uma v.a. contínua
  bidimensional com a seguinte fdp conjunta
             {
   f ( x, y ) = c, se 5000 ≤ x ≤ 10000 e 4000 ≤ y ≤ 9000
                0, nos demais casos
  Se   B = { X ≥ Y}   , calcule P(B)
Solução
• Determinar c
+∞ +∞                           9000 10000
                                                              1
 ∫∫   f ( x, y )dxdy = 1 ⇒ ∫ ∫ cdxdy = 1 ⇒ 5000 c = 1 ⇒ c =
                                                    2
                                                                   = 5000 −2
−∞ −∞                     4000 5000                         5000 2

• Calculo de P(B)
                                              Y=X
        9000


        4000

                         5000         10000
                     1
               10000 x
                                   1                     1 10000
P( B ) = ∫ ∫              dydx =      2 ∫
                                          y |4000 dx =
                                             x
                                                           2 ∫
                                                               ( x − 4000) dx = 0,7
         5000 4000 5000          5000                  5000 5000
                        2
Exercício 1
• Calcular a probabilidade de B usando o
  seguinte artifício:

                       ( )
          P( B ) = 1 − P B
Função de Distribuição Acumulada

• Seja (X, Y) uma v.a. bidimensional. A
 função de distribuição acumulada F(x)
 da v.a. (X, Y) é definida como:
  F ( x, y ) = P ( X ≤ x, Y ≤ y )

OBS:    ∂2 F ( x, y )
                      = f ( x, y )
           ∂x∂y
Distribuição de Probabilidade
              Marginal
• Caso Discreto: Seja (X, Y) uma v.a. discreta
  bidimensional.
  – A distribuição marginal de X:
                                                                             ∞
    p( xi ) = P( X = xi ) = P( X = xi , Y = y1 ou X = xi , Y = y2 ou ) = ∑ p( xi , y j )
                                                                             j =1


  – A distribuição marginal de Y:
                                       ∞
        q( y j ) = P (Y = y j ) = ∑ p ( xi , y j )
                                       i =1
Exemplo 8

• Represente em forma de tabela as funções
  marginal de X e Y do exemplo 6.
     Tabela 1: Distribução de probabilidade conjunto de (X, Y)
            X       0      1       2       3       4      5      Soma
      Y
                0      0   0,01    0,03    0,05   0,07    0,09    0,25
                1   0,01   0,02    0,04    0,05   0,06    0,08    0,26
                2   0,01   0,03    0,05    0,05   0,05    0,06    0,25
                3   0,01   0,02    0,04    0,06   0,06    0,05    0,24
                    0,03   0,08    0,16    0,21   0,24    0,28       1
Solução

Distribuição Marginal de X   Distribuição Marginal de Y

  0           0,03             0           0,25
  1           0,08             1           0,26
  2           0,16             2           0,25
  3           0,21             3           0,24
  4           0,24           Soma           1
  5           0,28
Soma           1
Distribuição de Probabilidade
               Marginal
• Caso Contínuo:

  – Função densidade de probabilidade marginal de X
               ∞

     g ( x ) = ∫ f ( x, y ) dy
              −∞



  – Função densidade de probabilidade marginal de Y
                   ∞

      h( y ) = ∫ f ( x, y ) dx
                   −∞
Exemplo 9
• Suponha-se que (X, Y) seja uma v.a.
  contínua bidimensional com fdp conjunta
             {
   f ( x, y ) = 2( x + y − 2 xy ) , 0 ≤ x ≤ 1 e 0 ≤ y ≤ 1
                0,                  para quaisquer outros valores
  Encontre          g ( x ) e h( y )
Solução
• A função marginal de X:
          1                1

  g ( x ) = ∫ f ( x, y ) dy = ∫ 2( x + y − 2 xy ) dy = 1, então
          0                0


  g ( x ) = 1, 0 ≤ x ≤ 1



• A função marginal de Y:
          1                1

  h( y ) = ∫ f ( x, y ) dx = ∫ 2( x + y − 2 xy ) dx = 1, então
          0                0


  h( y ) = 1, 0 ≤ y ≤ 1
Distribuição de Probabilidade
             Condicionada
• Caso Discreto:

                                           p ( xi , y j )
   p ( xi y j ) = P ( X = xi Y = y j ) =                    ,   q( y j ) > 0
                                             q( y j )
                                           p ( xi , y j )
   q ( y j xi ) = P ( Y = y j X = xi ) =                    ,   p ( xi ) > 0
                                             p ( xi )
Exemplo 10
• Consideremos o exemplo 6 da linha de
  produção I e II. Suponhamos que se deseja
  calcular as seguintes probabilidades
  condicionada:
       P( X = 2 Y = 2) e P( Y = 2 X = 2)
     Tabela 1: Distribução de probabilidade conjunto de (X, Y)
            X       0      1       2       3       4      5      Soma
      Y
                0      0   0,01    0,03    0,05   0,07    0,09    0,25
                1   0,01   0,02    0,04    0,05   0,06    0,08    0,26
                2   0,01   0,03    0,05    0,05   0,05    0,06    0,25
                3   0,01   0,02    0,04    0,06   0,06    0,05    0,24
                    0,03   0,08    0,16    0,21   0,24    0,28       1
Solução


                  p( 2,2) P( X = 2, Y = 2) 0,05
P( X = 2 Y = 2) =         =                 =      = 0,2
                   q( 2)      Q(Y = 2)        0,25
                  p (2,2) P ( X = 2, Y = 2 ) 0,02
P( Y = 2 X = 2) =         =                 =      = 0,125
                   p ( 2)     P( X = 2)       0,16
Distribuição de Probabilidade
            Condicionada
• Caso Contínuo:

                 f ( x, y )
      g( x y) =             , h( y ) > 0
                  h( y )
                 f ( x, y )
      h( y x ) =            , g ( x) > 0
                  g ( x)
Exemplo 11
• Suponha-se que (X, Y) seja uma v.a.
  contínua bidimensional tenha uma fdp
  conjunta dada por:
                  2 xy
                 
    f ( x, y ) =  x + 3 ,   0 ≤ x ≤1 e 0 ≤ y ≤ 2
                 0,
                            caso contrário
 Calcular as probabilidades condicionada
    g ( x y ) e h( y x )
Solução
• Como                         f ( x, y )                        f ( x, y )
                 g( x y) =                  e     h( y x ) =
                                h( y )                            g ( x)

• Temos que calcular g ( x ) e h( y )
             1             1
                                      xy   1 1
   h( y ) = ∫ f ( x, y ) dy = ∫  x 2 + dx = + y     0≤ y≤2
            0                 0       3    3 6
         2             2
                                 2 xy          2
  g ( x ) = ∫ f ( x, y ) dy = ∫  x + dy = 2 x + x
                                               2
                                                      0 ≤ x ≤1
            0                 0     3          3

            f ( x, y ) x 2 + xy 3 ( 3 x 2 + xy ) 3 6 x 2 + 2 xy
 g( x y) =             =          =               =             , 0 ≤ x ≤ 1, 0 ≤ y ≤ 2
             h( y )      1 3+ y 6    ( 2 + y) 6        2+ y
            f ( x, y )    x + xy 3 3x + y
                           2

 h( y x ) =            = 2         =         , 0 ≤ x ≤ 1, 0 ≤ y ≤ 2
             g ( x)      2x + 2x 3 6x + 2
Variáveis Aleatórias Independentes

• Caso Discreto
  – Se (X, Y) é uma v.a. discreta bidimensional. Diremos
    que X e Y são v.a.’s independentes se, e somente se,
     p( x , y ) = p( x ) q( y )
        i   j       i   j
                                                 i, j para quaisquer
    P (.X = x ,é, = y ) = P( X = x ) Q(Y = y )
         Isto Y i   j         i
                                                        i, j
                              para todo        .
Exemplo 12
• Mostre que X e Y da v.a. bidimensional do
  exemplo 6 são independentes.
   Tabela 1: Distribução   de probabilidade conjunto de (X, Y)
          X       0        1       2       3       4      5      Soma
    Y
            0        0     0,01    0,03    0,05   0,07    0,09    0,25
            1     0,01     0,02    0,04    0,05   0,06    0,08    0,26
            2     0,01     0,03    0,05    0,05   0,05    0,06    0,25
            3     0,01     0,02    0,04    0,06   0,06    0,05    0,24
                  0,03     0,08    0,16    0,21   0,24    0,28       1
Solução
• Para que X e Y sejam independentes,
  temos:
   p ( x , y ) = p( x ) q ( y ) ou P ( X = x , Y = y ) = P( X = x ) Q(Y = y )
       i   j       i     j                  i       j            i



• Da tabela temos:
    P( X = 0, Y = 0 ) = P( X = 0) Q( Y = 0) , ou seja
    0 ≠ 0,03 * 0,25, então X e Y não são independentes
Variáveis Aleatórias Independentes

• Caso Contínuo:
  – Se (X, Y) é uma v.a. contínua bidimensional.
    Diremos que X e Y são v.a.’s independentes se,
    e somente se, f ( x, y ) = g ( x ) * h( y ) para todo ( x, y ),
    onde f ( x, y ) é a fdp conjunta e g ( x ) e h( y ) são
    as fdp’s marginais de X e Y, respectivamente.
Exemplo 13
• Seja X e Y a duração da vida de dois
  dispositivos eletrônicos. Suponha-se que
  sua fdp conjunta seja dada por:
    f ( x, y ) = e − ( x+ y )
                              , x ≥ 0, y ≥ 0
  Mostre que x e Y são independentes.
Solução
Como:
f ( x, y ) = e − ( x + y ) = e − x − y = e − x * e − y = g ( x ) * h ( y )


Então X e Y são independentes

Variável aleatória1

  • 1.
    VARIÁVEL ALEATÓRIA • Definição:Seja (Ε) um experimento aleatório e seja (S) um espaço amostral associado ao experimento. Uma função de X, que associe a cada elemento s ∈ S um número real x(s), é denominada variável aleatória. X s x(s) S X(S)
  • 2.
    Exemplos de Variáveisaleatórias • Número obtido no lançamento de um dado; • Número de caras obtido no lançamento de duas moedas; • Número de itens defeituosos em uma amostra retirada, aleatoriamente, de um lote; • Número de defeitos em um azulejo que sai da linha de produção; • Número de pessoas que visitam um determinado site, num certo período de tempo; • Volume de água perdida por dia, num sistema de abastecimento; • Resistência ao desgaste de um tipo de aço, num teste padrão; • Tempo de resposta de um sistema computacional; • Grau de empeno em um azulejo que sai da linha de produção.
  • 3.
    Exemplo 1 • Suponhaque lançamos duas moedas. Definimos uma variável aleatória como sendo o número de caras obtido nas duas moedas. – Encontre o espaço amostral – Calcule as probabilidades da v.a.
  • 4.
    Solução • Espaço amostral S = { ( coroa, coroa ) , ( coroa, cara ) , ( cara, coroa ) , ( cara, cara )} 0 1 2 x X = número de caras = { 0,1, 2} • As probabilidades: 1 1 1 P( X = 0 ) = P (coroa, coroa) = * = 2 2 4 1 1 1 1 2 P( X = 1) = P{ ( coroa, car ) , ( cara, coroa )} = * + * = 2 2 2 2 4 1 1 1 P( X = 2 ) = P( cara, cara ) = * = 2 2 4
  • 5.
    Variáveis Aleatórias Discretas •Variável aleatória discreta – Os possíveis resultados estão contidos em um conjunto finito ou enumerável – Exemplos: • Número de caras obtido no lançamento de duas moedas; • Número de itens defeituosos em uma amostra retirada, aleatoriamente, de um lote; • Número de defeitos em um azulejo que sai da linha de produção; • Número de pessoas que visitam um determinado site, num certo período de tempo;
  • 6.
    FUNÇÃO DE PROBABILIDADEOU DISTRIBUIÇÃO DE PROBABILIDADE • Se X for uma V.A. discreta, com os possíveis valores { x1 , x2 , , xn , }, então a distribuição de probabilidade de X pode ser apresentada pela chamada função de probabilidade, que associa a cada valor possível x i a sua probabilidade de ocorrência P ( xi ) , ou seja: P( X = xi ) = P( xi ) = p i • Uma função de probabilidade deve satisfazer i) 0 ≤ P( x ) ≤1 i ∞ ii ) ∑P ( x i ) =1 i=1
  • 7.
    Exemplo 2 • SejaX a variável aleatória que indica o número de caras no lançamento de 3 moedas. Apresente a distribuição de X em uma tabela.
  • 8.
    Solução { S = ( coroa, coroa, coroa ) , ( coroa, coroa, cara ) , ( coroa, cara, coroa ) , ( cara, coroa, coroa ) , ( cara, cara, coroa ) , ( cara, coroa, cara ) , ( coroa, cara, cara ) , ( cara, cara, cara ) } X = número de caras = { 0,1, 2,3} 1 1 1 1 P( X = 0 ) = P(coroa, coroa, coroa) = * * = 2 2 2 8 1 1 1 3 P( X = 1) = P{ ( coroa, coroa, cara ) , ( coroa, cara, coroa ) , ( cara, coroa, coroa )} = 3 * * * = 2 2 2 8 1 1 1 3 P( X = 2 ) = P{ ( cara, cara, coroa ) , ( cara, coroa, cara ) , ( coroa, cara, cara )} = 3 * * * = 2 2 2 8 1 1 1 1 P( X = 3) = P( cara, cara, cara ) = * * = 2 2 2 8 X P(X=x) 0 1/8 1 3/8 2 3/8 3 1/8
  • 9.
    Função de distribuiçãoacumulada • Outra forma de representar uma distribuição de probabilidades de uma variável aleatória é através de distribuição acumulada, que é definida por: F ( x) = P ( X ≤ x), ∀x ∈ ℜ, ℜ é conjunto onde a variável aleatória está definida
  • 10.
    Exemplo 3 • Sejaa variável aleatória do exemplo 2, encontre a função de distribuição acumulada. X P(X=x) 0 1/8 1 3/8 2 3/8 3 1/8
  • 11.
    Solução 0 se x<0  18  se 0 ≤ x <1 F ( x ) = 4 8 se 1≤ x < 2 7 8 se 2≤ x<3 1  se x≥3 F(x) 1 ⅞ ⅝ ⅜ ⅛ 0 1 2 3 x
  • 12.
    Variáveis Aleatórias Contínuas •Variável aleatória contínua – Os possíveis resultados abrangem todo um intervalo de números reais – Exemplos: • Volume de água perdida por dia, num sistema de abastecimento; • Resistência ao desgaste de um tipo de aço, num teste padrão; • Tempo de resposta de um sistema computacional; • Grau de empeno em um azulejo que sai da linha de produção. Obs: Há variáveis aleatórias discretas, com grande número de possíveis resultados, em que é preferível usar um modelo aproximado contínuo no lugar de um modelo exato discreto: – Número de transações por segundo de uma CPU – Número de defeitos numa amostra de 5000 itens
  • 13.
    FUNÇÃO DENSIDADE DE PROBAILIDADE • As probabilidades de eventos associados a uma variável aleatória contínua X podem ser calculadas através de uma função densidade de probabilidade f, que deve satisfazer: i ) f ( x ) ≥ 0, ∀x ∈ℜ +∞ ii ) ∫ f ( x) dx =1 f(x) −∞ Se A = [a, b], então P( A) = ∫ f ( x)dx b a a b x
  • 14.
    Exemplo 4 • Sejaa variável aleatória T definida como o tempo de resposta na consulta a um banco de dados, em minutos. Suponha que essa variável aleatória tenha a seguinte função densidade de probabilidade: 2e −2 t , f (t) =  para t ≥ 0 0, para t < 0 Calcular a probabilidade de a resposta demorar mais do que 3 minutos.
  • 15.
    Solução ∞ ( t ≥ 3) = ∫ f ( t ) dt = ∫ 2e − 2t dt = 2− 1 e − 2t  = 0 + e − 2 (3) = e −6 = 0,0025 ∞ ∞ P  2  3 3  3
  • 16.
    FUNÇÃO DE DISTRIBUIÇÃO ACUMULADA • Como X é uma variável aleatória contínua com função de densidade de probabilidade f, definimos sua função de distribuição acumulada por: x F ( x) = P ( X ≤ x) = ∫ f ( s )ds, ∀x ∈ ℜ −∞ OBS: dF ( x ) = f ( x) dx
  • 17.
    Exemplo 5 • Considerea função densidade de probabilidade do exemplo 4 e obtenha a função de distribuição acumulada. 2e −2 t , f (t) =  para t ≥ 0 0, para t < 0
  • 18.
    Solução t t Para t < 0 ⇒ F ( t ) = ∫ f ( s ) ds = ∫ 0dt = 0 −∞ −∞ f ( s ) ds = ∫ 0ds + ∫ 2e −2 s ds = 0 + [ − e −2 s ] 0 = 1 − e −2 t t 0 t Para t ≥ 0 ⇒ F ( t ) = t ∫ −∞ −∞ 0 Resumindo, a função de distribuição acumulada da variável aleatória T é dada por: 1 − e −2 t , para t ≥ 0 F(t) =  0, para t < 0
  • 19.
    Variáveis Aleatórias Bidimensionais •Definição – Seja E um experimento e S um espaço amostral associado a E. Sejam X = X ( s ) e Y = Y ( s ) duas funções, cada uma associando um número real a cada resultado s ∈ S . Denotaremos (X, Y) uma v. a. bidimensional. S X(s) X s Y Y(s)
  • 20.
    Variável Aleatória Discreta Bidimensional • (X, Y) será uma v.a. discreta bidimensional se os valores possíveis de (X, Y) forem finitos ou infinitos numeráveis, isto é, os valores possíveis de (X, Y) possam ser representados por ( x , y ), i = 1,2, , n,  ; j = 1, 2,  , m.,  i j
  • 21.
    Função de Probabilidadeou Distribuição de Probabilidade de (X, Y) • Seja (X, Y) uma v.a. discreta bidimensional. A cada resultado possível( x , y ) associaremos um i j número p( x , y ) representando P( X = x , Y = y ) e i j i j satisfazendo as seguintes condições: a ) p ( xi , y j ) ≥ 0 b) ∑∑ p ( xi , y j ) =1 ∞ ∞ i=1 j=1
  • 22.
    Exemplo 6 • Duaslinhas de produção fabricam um certo tipo de peça. Suponha que a capacidade (em qualquer dia) seja 5 peças na linha I e 3 peças na linha II. Admita que o número de peças realmente produzidas em qualquer linha seja uma v.a. e que (X, Y) represente a v.a. bidimensional que fornece o número de peças produzidas pela linha I e a linha II, respectivamente. A tabela 1 dá a distribuição de probabilidade conjunta de (X, Y) Tabela 1: Distribução de probabilidade conjunto de (X, Y) X 0 1 2 3 4 5 Soma Y 0 0 0,01 0,03 0,05 0,07 0,09 0,25 1 0,01 0,02 0,04 0,05 0,06 0,08 0,26 2 0,01 0,03 0,05 0,05 0,05 0,06 0,25 3 0,01 0,02 0,04 0,06 0,06 0,05 0,24 0,03 0,08 0,16 0,21 0,24 0,28 1 ( ) ( Cada casa representa p xi , y j = P X = xi , Y = y j ) Se B = {mais peças são produzidas pela linha I que pela linha II}, calcule P(B)
  • 23.
    Solução P( B )= p(1,0) + p (2,0) + p(2,1) + p(3,0) + p(3,1) + p(3,2) + p(4,0) + p(4,1) + p(4,2) + p(4,3) + p(5,0) + p(5,1) + p(5,2) + p(5,3) = 0,01 + 0,03 + 0,04 + 0,05 + 0,05 + 0,05 + 0,07 + 0,06 + 0,05 + 0,06 + 0,09 + 0,08 + 0,06 + 0,05 P( B ) = 0,75
  • 24.
    Variável Aleatória Contínua Bidimensional • (X, Y) será uma v.a. contínua bidimensional se (X, Y) puder assumir todos os valores em algum conjunto não-numerável do plano euclidiano. • Se (X, Y) assumir todos os valores no retângulo{ ( x, y ) | a ≤ x ≤ b, c ≤ y ≤ d } ou todos os valores no circulo { ( x, y ) | x + y ≤ 1} , 2 2 poderemos dizer que (X, Y) é uma v.a. bidimensional contínua.
  • 25.
    Função Densidade deProbabilidade Conjunta • Seja (X, Y) uma v.a. contínua assumindo todos os valores em uma região ℜ do plano euclidiano. A função densidade de probabilidade conjunta f é uma função que satisfaz as seguintes condições: a ) f ( x, y ) ≥ 0 para todo ( x, y ) ∈ ℜ b) ∫∫ f ( x, y ) dxdy = 1 ℜ
  • 26.
    Exemplo 7 • Suponhaque um fabricante de lâmpadas esteja interessado no número de lâmpadas encomendadas a ele durante os meses de janeiro e fevereiro. Sejam X e Y, respectivamente, o número de lâmpadas encomendadas durante esses dois meses. Admitiremos que (X, Y) seja uma v.a. contínua bidimensional com a seguinte fdp conjunta { f ( x, y ) = c, se 5000 ≤ x ≤ 10000 e 4000 ≤ y ≤ 9000 0, nos demais casos Se B = { X ≥ Y} , calcule P(B)
  • 27.
    Solução • Determinar c +∞+∞ 9000 10000 1 ∫∫ f ( x, y )dxdy = 1 ⇒ ∫ ∫ cdxdy = 1 ⇒ 5000 c = 1 ⇒ c = 2 = 5000 −2 −∞ −∞ 4000 5000 5000 2 • Calculo de P(B) Y=X 9000 4000 5000 10000 1 10000 x 1 1 10000 P( B ) = ∫ ∫ dydx = 2 ∫ y |4000 dx = x 2 ∫ ( x − 4000) dx = 0,7 5000 4000 5000 5000 5000 5000 2
  • 28.
    Exercício 1 • Calculara probabilidade de B usando o seguinte artifício: ( ) P( B ) = 1 − P B
  • 29.
    Função de DistribuiçãoAcumulada • Seja (X, Y) uma v.a. bidimensional. A função de distribuição acumulada F(x) da v.a. (X, Y) é definida como: F ( x, y ) = P ( X ≤ x, Y ≤ y ) OBS: ∂2 F ( x, y ) = f ( x, y ) ∂x∂y
  • 30.
    Distribuição de Probabilidade Marginal • Caso Discreto: Seja (X, Y) uma v.a. discreta bidimensional. – A distribuição marginal de X: ∞ p( xi ) = P( X = xi ) = P( X = xi , Y = y1 ou X = xi , Y = y2 ou ) = ∑ p( xi , y j ) j =1 – A distribuição marginal de Y: ∞ q( y j ) = P (Y = y j ) = ∑ p ( xi , y j ) i =1
  • 31.
    Exemplo 8 • Representeem forma de tabela as funções marginal de X e Y do exemplo 6. Tabela 1: Distribução de probabilidade conjunto de (X, Y) X 0 1 2 3 4 5 Soma Y 0 0 0,01 0,03 0,05 0,07 0,09 0,25 1 0,01 0,02 0,04 0,05 0,06 0,08 0,26 2 0,01 0,03 0,05 0,05 0,05 0,06 0,25 3 0,01 0,02 0,04 0,06 0,06 0,05 0,24 0,03 0,08 0,16 0,21 0,24 0,28 1
  • 32.
    Solução Distribuição Marginal deX Distribuição Marginal de Y 0 0,03 0 0,25 1 0,08 1 0,26 2 0,16 2 0,25 3 0,21 3 0,24 4 0,24 Soma 1 5 0,28 Soma 1
  • 33.
    Distribuição de Probabilidade Marginal • Caso Contínuo: – Função densidade de probabilidade marginal de X ∞ g ( x ) = ∫ f ( x, y ) dy −∞ – Função densidade de probabilidade marginal de Y ∞ h( y ) = ∫ f ( x, y ) dx −∞
  • 34.
    Exemplo 9 • Suponha-seque (X, Y) seja uma v.a. contínua bidimensional com fdp conjunta { f ( x, y ) = 2( x + y − 2 xy ) , 0 ≤ x ≤ 1 e 0 ≤ y ≤ 1 0, para quaisquer outros valores Encontre g ( x ) e h( y )
  • 35.
    Solução • A funçãomarginal de X: 1 1 g ( x ) = ∫ f ( x, y ) dy = ∫ 2( x + y − 2 xy ) dy = 1, então 0 0 g ( x ) = 1, 0 ≤ x ≤ 1 • A função marginal de Y: 1 1 h( y ) = ∫ f ( x, y ) dx = ∫ 2( x + y − 2 xy ) dx = 1, então 0 0 h( y ) = 1, 0 ≤ y ≤ 1
  • 36.
    Distribuição de Probabilidade Condicionada • Caso Discreto: p ( xi , y j ) p ( xi y j ) = P ( X = xi Y = y j ) = , q( y j ) > 0 q( y j ) p ( xi , y j ) q ( y j xi ) = P ( Y = y j X = xi ) = , p ( xi ) > 0 p ( xi )
  • 37.
    Exemplo 10 • Consideremoso exemplo 6 da linha de produção I e II. Suponhamos que se deseja calcular as seguintes probabilidades condicionada: P( X = 2 Y = 2) e P( Y = 2 X = 2) Tabela 1: Distribução de probabilidade conjunto de (X, Y) X 0 1 2 3 4 5 Soma Y 0 0 0,01 0,03 0,05 0,07 0,09 0,25 1 0,01 0,02 0,04 0,05 0,06 0,08 0,26 2 0,01 0,03 0,05 0,05 0,05 0,06 0,25 3 0,01 0,02 0,04 0,06 0,06 0,05 0,24 0,03 0,08 0,16 0,21 0,24 0,28 1
  • 38.
    Solução p( 2,2) P( X = 2, Y = 2) 0,05 P( X = 2 Y = 2) = = = = 0,2 q( 2) Q(Y = 2) 0,25 p (2,2) P ( X = 2, Y = 2 ) 0,02 P( Y = 2 X = 2) = = = = 0,125 p ( 2) P( X = 2) 0,16
  • 39.
    Distribuição de Probabilidade Condicionada • Caso Contínuo: f ( x, y ) g( x y) = , h( y ) > 0 h( y ) f ( x, y ) h( y x ) = , g ( x) > 0 g ( x)
  • 40.
    Exemplo 11 • Suponha-seque (X, Y) seja uma v.a. contínua bidimensional tenha uma fdp conjunta dada por:  2 xy  f ( x, y ) =  x + 3 , 0 ≤ x ≤1 e 0 ≤ y ≤ 2 0,  caso contrário Calcular as probabilidades condicionada g ( x y ) e h( y x )
  • 41.
    Solução • Como f ( x, y ) f ( x, y ) g( x y) = e h( y x ) = h( y ) g ( x) • Temos que calcular g ( x ) e h( y ) 1 1  xy  1 1 h( y ) = ∫ f ( x, y ) dy = ∫  x 2 + dx = + y 0≤ y≤2 0 0  3 3 6 2 2  2 xy  2 g ( x ) = ∫ f ( x, y ) dy = ∫  x + dy = 2 x + x 2 0 ≤ x ≤1 0 0  3 3 f ( x, y ) x 2 + xy 3 ( 3 x 2 + xy ) 3 6 x 2 + 2 xy g( x y) = = = = , 0 ≤ x ≤ 1, 0 ≤ y ≤ 2 h( y ) 1 3+ y 6 ( 2 + y) 6 2+ y f ( x, y ) x + xy 3 3x + y 2 h( y x ) = = 2 = , 0 ≤ x ≤ 1, 0 ≤ y ≤ 2 g ( x) 2x + 2x 3 6x + 2
  • 42.
    Variáveis Aleatórias Independentes •Caso Discreto – Se (X, Y) é uma v.a. discreta bidimensional. Diremos que X e Y são v.a.’s independentes se, e somente se, p( x , y ) = p( x ) q( y ) i j i j i, j para quaisquer P (.X = x ,é, = y ) = P( X = x ) Q(Y = y ) Isto Y i j i i, j para todo .
  • 43.
    Exemplo 12 • Mostreque X e Y da v.a. bidimensional do exemplo 6 são independentes. Tabela 1: Distribução de probabilidade conjunto de (X, Y) X 0 1 2 3 4 5 Soma Y 0 0 0,01 0,03 0,05 0,07 0,09 0,25 1 0,01 0,02 0,04 0,05 0,06 0,08 0,26 2 0,01 0,03 0,05 0,05 0,05 0,06 0,25 3 0,01 0,02 0,04 0,06 0,06 0,05 0,24 0,03 0,08 0,16 0,21 0,24 0,28 1
  • 44.
    Solução • Para queX e Y sejam independentes, temos: p ( x , y ) = p( x ) q ( y ) ou P ( X = x , Y = y ) = P( X = x ) Q(Y = y ) i j i j i j i • Da tabela temos: P( X = 0, Y = 0 ) = P( X = 0) Q( Y = 0) , ou seja 0 ≠ 0,03 * 0,25, então X e Y não são independentes
  • 45.
    Variáveis Aleatórias Independentes •Caso Contínuo: – Se (X, Y) é uma v.a. contínua bidimensional. Diremos que X e Y são v.a.’s independentes se, e somente se, f ( x, y ) = g ( x ) * h( y ) para todo ( x, y ), onde f ( x, y ) é a fdp conjunta e g ( x ) e h( y ) são as fdp’s marginais de X e Y, respectivamente.
  • 46.
    Exemplo 13 • SejaX e Y a duração da vida de dois dispositivos eletrônicos. Suponha-se que sua fdp conjunta seja dada por: f ( x, y ) = e − ( x+ y ) , x ≥ 0, y ≥ 0 Mostre que x e Y são independentes.
  • 47.
    Solução Como: f ( x,y ) = e − ( x + y ) = e − x − y = e − x * e − y = g ( x ) * h ( y ) Então X e Y são independentes