DIGNIDADE SEXUAL  E DIVERSIDADE HUMANA   cidadania e respeito para lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTT)
Educação para a diversidade conhecimento compreensão respeito tolerância Um longo caminho a percorrer...
Sexualidade A sexualidade é um aspecto central do ser humano durante sua vida
Sexualidade A sexualidade é vivenciada e expressa em pensamentos, fantasias, desejos, crenças, atitudes, valores, comportamentos, práticas, papéis e relações.
Sexualidade A sexualidade é influenciada pela interação de fatores biológicos, psicológicos, sociais, econômicos, políticos, culturais, éticos,legais, históricos, religiosos e espirituais.
Dever de todos nós Reconhecer a importância da sexualidade e direitos sexuais na vida das pessoas. Reconhecer que a sexualidade é mais do que uma questão de saúde e violência. Identificar as interconexões com o bem-estar e o mal-estar, riqueza e pobreza, integração e marginalização, e a importância da sexualidade nas lutas políticas.
Nossa sexualidade A sexualidade humana se manifesta por meio de padrões culturais historicamente determinados.  No Brasil, ela é marcada por antagonismos e concilia valores morais como a virgindade e a castidade, indo até  à exaltação da sensualidade carnavalesca.
Práticas, condutas e procedimentos da sexualidade, são tão variadas quanto os desejos humanos.  http://blog.pucp.edu.pe Definir é limitar
Refletindo sobre Identidade sexual As pessoas podem ser bi/hetero/ homorientadas; Auto-definição de identidade-> fator mais importante não é o desejo, mas as transformações que as pessoas inscrevem em suas imagens; Cotidianamente é negada a legitimidade ao processo de (des)(re)construção e ressignificação de gêneros e desejos. Quando se foge das “normas” heteronormativas de gênero/sexo/ desejo -> surgem pretextos para a exclusão, a intolerância e a violência.
Família: Exclui a diversidade quando classifica comportamentos e desejos como  coisas de meninos/coisas de meninas.
Incompreensão na família Sexualidade (em desenvolvimento)-> duramente reprimida; Culpas/acusações são trocadas entre pais atônitos/confusos/ despreparados para lidar com uma questão tão delicada (muitas vezes, enveredam por um caminho de negação e de rejeição);
Incompreensão na família outros partem para o convencimento pela imposição de argumentos calcados no  senso comum ; há os que buscam a  cura  em clínicas psiquiátricas e/ou em instituições religiosas.
Incompreensão na família Sendo mal-sucedidos tais intentos, há os que partem para a desqualificação moral, castigos físicos e até mesmo a expulsão, isso quando a saída do lar já não é empreendida antes, como busca da liberdade e fuga da repressão.
Incompreensão na família O sofrimento é intenso, e há mesmo aqueles que apelam para  saídas  mais drásticas, como a auto-mutilação e o suicídio.
Escola  Muitas vezes reflete e reproduz preconceitos; Diferencia  coisas de meninos  e  coisas de meninas  -> passa da esfera do privado à do público -> qualquer transgressão a essa  ordem  provoca uma reação coletiva (em geral negativa);
Escola Professores/gestores preocupados com reputação/reclamação -> se unem no esforço para contextualizar e socializar o considerado  desviante  entre os indivíduos do seu sexo biológico (forma sutil ou abrupta);
Escola Sentimento de inadequação Sensação de angústia pelo não-pertencimento Reações que envolvem a prática de lesões corporais e agressões verbais  É comum a repressão de expressões de sexualidades, no lugar de uma política não-moralista de educação sexual.  Grande temor de serem responsabilizados e cobrados por incentivo à iniciação sexual precoce ou desvios de conduta.
Comunidade Quando a identidade de gênero começa a se esboçar divergente do sexo, há uma pressão no sentido de reduzir e sempre lembrar a condição “natural” de homem/mulher, marcada nos genitais externos, reputando tudo o que foge a isso como abjeção e ignomínia.
Comunidade Definição do sexo feita com base nos órgãos genitais externos. Nascer com um pênis ou com uma vulva -> estar definitivamente condicionado a ser homem ou mulher (dicotomia “macho  vs . fêmea”); Impostos padrões comportamentais pré-estabelecidos socialmente.
Comunidade Daí surgem as relações de poder, por meio das quais se tenta dominar e subjugar aqueles/aquelas que fogem das regras consideradas “ naturais” , que foram socialmente impostas como sendo as “ corretas e  normais” .
Identidade sexual É atribuída a alguém em virtude da direção de seu desejo e/ou suas condutas sexuais seja para outra pessoa do mesmo sexo (homossexualidade), do sexo oposto (heterossexualidade), ou de ambos os sexos (bissexualidade).  É a percepção de ser homem ou mulher que cada indivíduo tem a seu respeito.
Identidade de Gênero É a forma como uma pessoa se sente e se apresenta para si e para as outras pessoas enquanto masculino, feminino ou os dois, sem, que essa forma esteja necessariamente vinculada a sua genitália externa.
Orientação Sexual O termo “orientação sexual” é mundialmente usado para designar se esse relacionamento vai se dar com alguém do sexo oposto, do mesmo sexo, ou com pessoas de ambos os sexos. Preferimos acrescentar ao termo a palavra “afetivo” para deixar claro que esse relacionamento não é só de ordem sexual, mas também envolve o amor e o afeto. E os afetos podem ser de natureza positiva ou negativa. E também porque nem sempre afeto e sexo caminham de mãos dadas.
 
Dificuldades enfrentadas cotidianamente por cidadãos LGBTT Casos de desrespeito e violência; Situações vexatórias/olhares curiosos/brincadeiras de mau-gosto/atitudes preconceituosas; Destituição de esperanças de sobrevivência digna e segura;  Comumente reprimidos ao assumirem uma identidade sexual fora dos padrões convencionais Baixos índices de instrução causada por evasão escolar provocada pela discriminação; Dificuldade de acesso ao mercado de trabalho (preconceito, pouco estudo) Subempregos e atividades estigmatizantes.
 
A existência das mais variadas formas de diversidade deve ser vista e trabalhada como própria da condição humana. Não fôssemos diversos, ainda estaríamos nas árvores.
É preciso reconhecer que todos somos exatamente iguais naquilo que  melhor  caracteriza a nossa  humanidade:  o raciocínio.  E é por meio do raciocínio, ou da capacidade de raciocinar, que nos tornamos diferentes, diversos.  Diferenças e/ou Diversidades são próprias da  humanidade  do ser, mas não podem e não devem ser compreendidas enquanto desigualdade e/ou meio para desigualar os seres humanos. http://www.themanitoban.com/
É INDISPENSÁVEL e urgente que deixemos de ser governados pela noção absurda de que só existem dois tipos possíveis de corpos (masculino e feminino), com somente dois gêneros inextricavelmente associados a eles: homem e mulher.  Escritório Latino-Americano da ComissãoInternacional sobre os Direitos Humanos de Gays e Lésbicas.
Direitos sexuais Os direitos sexuais abrangem direitos humanos já reconhecidos por leis nacionais, documentos internacionais sobre direitos humanos e outras declaraçõe. Isso inclui o direito de toda pessoa, livre de coerção, discriminação e violência, ao seguinte: O mais alto padrão atingível de saúde sexual, incluindo o acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva; Busca, recebimento e fornecimento de informações relacionadas à sexualidade; Educação da sexualidade;
Direitos Sexuais Respeito à integridade corporal; Escolha de parceiro ou parceira; Decisão de ser ou não sexualmente ativo(a); Relações sexuais consensuais; Casamento consensual; Decisão de ter ou não filhos e quando os ter; Busca de uma vida sexual satisfatória, segura e prazerosa. Organização Mundial da Saúde, 2004,
Homofobia Um conjunto de emoções negativas contra pessoas LGBTT: aversão,   desprezo,  ódio,  desconfiança,  desconforto ou medo ,  p reconceitos, discriminação e violência
 
Qual é a diferença ? Gays e lésbicas são pessoas que sentem atração emocional e sexual por pessoas do mesmo sexo.  Os bissexuais são pessoas que podem tanto apaixonar-se por alguém do sexo masculino, como por alguém do sexo feminino.  O termo transgênero é utilizado para descrever o grupo de pessoas que não se enquadra na forma como as definições de "homem" e "mulher" são concebidas socialmente e inclui transexuais, hemafroditas, andrógenos, travestis e transformistas.
Ou seja, ser gay, lésbica ou bissexual refere-se à orientação sexual do indivíduo, enquanto que ser transgênero refere-se à identidade do gênero do indivíduo.
Será que sou homossexual? Uma das questões mais comuns sobre a homossexualidade é de como é que se sabe que se é gay ou lésbica. Não existe uma verdadeira resposta para isso.
Homossexualidade é doença? A APA (American Psychiatric Association) retirou a homossexualidade do seu "Manual de Diagnóstico e Estatística de Distúrbios Mentais" (DSM) em 1973, depois de rever estudos e provas que revelavam que a homossexualidade não se enquadra nos critérios utilizados na categorização de doenças mentais. A Organização Mundial de Saúde (OMS) fez o mesmo em 1993. Psicológos e sexólogos chegaram à conclusão de que a homossexualidade é um comportamento normal normalidade.
Portanto homossexuais não “se curam”; as pessoas podem reprimir ou sublimar sua homossexualidade, mas permanecerão com esse direcionamento afetivo até o fim de suas vidas.
As pessoas não "se tornam" homossexuais, mas antes  descobrem  esse aspecto da sua sexualidade.  Para praticamente todos os homossexuais, a homossexualidade não é uma escolha.
Será que é mesmo assim? PERGUNTAS COMUNS SOBRE HOMOSSEXUALIDADE
Nas relações homossexuais um ou uma faz o papel de mulher e o outro ou a outra de homem. Errado. Nas relações homossexuais os parceiros partilham indiscriminadamente os papeis consignados socialmente a ambos os sexos. Isto quer dizer que nenhum finge que é do sexo oposto.
Os homossexuais são mais obcecados pelo sexo . Errado. Sexo é tanto ou tão pouco importante para os homossexuais como para os heterossexuais. O que notamos, na realidade, é que a diferença entre a sexualidade masculina e feminina é bastante mais significativa do que a diferença entre a sexualidade homossexual e heterossexual.
Os homens homossexuais são pedófilos e molestam crianças. Errado. Há proporcionalmente menos homens homossexuais do que homens heterossexuais que abusam sexualmente de crianças.
A homossexualidade é causada por um trauma durante a infância? Não. Ninguém sabe porque é que algumas pessoas são homossexuais. Há teorias diferentes que falam de hereditariedade e do ambiente. A maioria dos homossexuais não tiveram dificuldades especiais durante a sua infância.
Os filhos de homossexuais tornam-se homossexuais. Errado. As investigações científicas que têm sido feitas mostram que estas crianças tornam-se tanto ou tão pouco homossexuais como os filhos de heterossexuais.               
Os homossexuais sentem-se atraídos por todos os membros do seu sexo. Errado. Não é suficiente que a pessoa seja do mesmo sexo. Os homossexuais têm critérios de escolha do parceiro tão exigentes como os heterossexuais.
Informação positiva sobre a homossexualidade resulta em mais pessoas "se tornarem" homossexuais. Errado. Informação positiva não faz com que haja mais homossexuais. Surgem sim mais pessoas com coragem para se assumir visto que a informação ajuda a diminuir os preconceitos.
Uma pessoa é homossexual porque não consegue relacionar-se com os membros do sexo oposto. Errado. A homossexualidade não tem nada a ver com capacidades de atrair o sexo oposto. Tem sim com o fato de os homossexuais se interessarem por pessoas do mesmo sexo.
O exercício responsável dos direitos humanos exige que todas as pessoas respeitem os direitos das demais.  Para que um ser humano tenha direitos e para que possa exercer estes direitos, é indispensável que seja reconhecido e tratado como pessoa.
 
DIGNIDADE SEXUAL E DIVERSIDADE HUMANA:  cidadania e respeito para lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTT) Adaptado de material de  José Baptista de Mello Neto 1  & Michelle Barbosa Agnoleti 2   1  Professor do Departamento de Direito Público/CCJ/UFPB e Departamento de Direito/CH/UEPB;  2  Mestranda em Direito – Área de Concentração em Direitos Humanos CCJ/UFPB.
 

Dignidade E Diversidade Sexual Humana

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    DIGNIDADE SEXUAL E DIVERSIDADE HUMANA cidadania e respeito para lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTT)
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    Educação para adiversidade conhecimento compreensão respeito tolerância Um longo caminho a percorrer...
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    Sexualidade A sexualidadeé um aspecto central do ser humano durante sua vida
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    Sexualidade A sexualidadeé vivenciada e expressa em pensamentos, fantasias, desejos, crenças, atitudes, valores, comportamentos, práticas, papéis e relações.
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    Sexualidade A sexualidadeé influenciada pela interação de fatores biológicos, psicológicos, sociais, econômicos, políticos, culturais, éticos,legais, históricos, religiosos e espirituais.
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    Dever de todosnós Reconhecer a importância da sexualidade e direitos sexuais na vida das pessoas. Reconhecer que a sexualidade é mais do que uma questão de saúde e violência. Identificar as interconexões com o bem-estar e o mal-estar, riqueza e pobreza, integração e marginalização, e a importância da sexualidade nas lutas políticas.
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    Nossa sexualidade Asexualidade humana se manifesta por meio de padrões culturais historicamente determinados. No Brasil, ela é marcada por antagonismos e concilia valores morais como a virgindade e a castidade, indo até à exaltação da sensualidade carnavalesca.
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    Práticas, condutas eprocedimentos da sexualidade, são tão variadas quanto os desejos humanos. http://blog.pucp.edu.pe Definir é limitar
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    Refletindo sobre Identidadesexual As pessoas podem ser bi/hetero/ homorientadas; Auto-definição de identidade-> fator mais importante não é o desejo, mas as transformações que as pessoas inscrevem em suas imagens; Cotidianamente é negada a legitimidade ao processo de (des)(re)construção e ressignificação de gêneros e desejos. Quando se foge das “normas” heteronormativas de gênero/sexo/ desejo -> surgem pretextos para a exclusão, a intolerância e a violência.
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    Família: Exclui adiversidade quando classifica comportamentos e desejos como coisas de meninos/coisas de meninas.
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    Incompreensão na famíliaSexualidade (em desenvolvimento)-> duramente reprimida; Culpas/acusações são trocadas entre pais atônitos/confusos/ despreparados para lidar com uma questão tão delicada (muitas vezes, enveredam por um caminho de negação e de rejeição);
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    Incompreensão na famíliaoutros partem para o convencimento pela imposição de argumentos calcados no senso comum ; há os que buscam a cura em clínicas psiquiátricas e/ou em instituições religiosas.
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    Incompreensão na famíliaSendo mal-sucedidos tais intentos, há os que partem para a desqualificação moral, castigos físicos e até mesmo a expulsão, isso quando a saída do lar já não é empreendida antes, como busca da liberdade e fuga da repressão.
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    Incompreensão na famíliaO sofrimento é intenso, e há mesmo aqueles que apelam para saídas mais drásticas, como a auto-mutilação e o suicídio.
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    Escola Muitasvezes reflete e reproduz preconceitos; Diferencia coisas de meninos e coisas de meninas -> passa da esfera do privado à do público -> qualquer transgressão a essa ordem provoca uma reação coletiva (em geral negativa);
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    Escola Professores/gestores preocupadoscom reputação/reclamação -> se unem no esforço para contextualizar e socializar o considerado desviante entre os indivíduos do seu sexo biológico (forma sutil ou abrupta);
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    Escola Sentimento deinadequação Sensação de angústia pelo não-pertencimento Reações que envolvem a prática de lesões corporais e agressões verbais É comum a repressão de expressões de sexualidades, no lugar de uma política não-moralista de educação sexual. Grande temor de serem responsabilizados e cobrados por incentivo à iniciação sexual precoce ou desvios de conduta.
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    Comunidade Quando aidentidade de gênero começa a se esboçar divergente do sexo, há uma pressão no sentido de reduzir e sempre lembrar a condição “natural” de homem/mulher, marcada nos genitais externos, reputando tudo o que foge a isso como abjeção e ignomínia.
  • 19.
    Comunidade Definição dosexo feita com base nos órgãos genitais externos. Nascer com um pênis ou com uma vulva -> estar definitivamente condicionado a ser homem ou mulher (dicotomia “macho vs . fêmea”); Impostos padrões comportamentais pré-estabelecidos socialmente.
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    Comunidade Daí surgemas relações de poder, por meio das quais se tenta dominar e subjugar aqueles/aquelas que fogem das regras consideradas “ naturais” , que foram socialmente impostas como sendo as “ corretas e normais” .
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    Identidade sexual Éatribuída a alguém em virtude da direção de seu desejo e/ou suas condutas sexuais seja para outra pessoa do mesmo sexo (homossexualidade), do sexo oposto (heterossexualidade), ou de ambos os sexos (bissexualidade). É a percepção de ser homem ou mulher que cada indivíduo tem a seu respeito.
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    Identidade de GêneroÉ a forma como uma pessoa se sente e se apresenta para si e para as outras pessoas enquanto masculino, feminino ou os dois, sem, que essa forma esteja necessariamente vinculada a sua genitália externa.
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    Orientação Sexual Otermo “orientação sexual” é mundialmente usado para designar se esse relacionamento vai se dar com alguém do sexo oposto, do mesmo sexo, ou com pessoas de ambos os sexos. Preferimos acrescentar ao termo a palavra “afetivo” para deixar claro que esse relacionamento não é só de ordem sexual, mas também envolve o amor e o afeto. E os afetos podem ser de natureza positiva ou negativa. E também porque nem sempre afeto e sexo caminham de mãos dadas.
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    Dificuldades enfrentadas cotidianamentepor cidadãos LGBTT Casos de desrespeito e violência; Situações vexatórias/olhares curiosos/brincadeiras de mau-gosto/atitudes preconceituosas; Destituição de esperanças de sobrevivência digna e segura; Comumente reprimidos ao assumirem uma identidade sexual fora dos padrões convencionais Baixos índices de instrução causada por evasão escolar provocada pela discriminação; Dificuldade de acesso ao mercado de trabalho (preconceito, pouco estudo) Subempregos e atividades estigmatizantes.
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    A existência dasmais variadas formas de diversidade deve ser vista e trabalhada como própria da condição humana. Não fôssemos diversos, ainda estaríamos nas árvores.
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    É preciso reconhecerque todos somos exatamente iguais naquilo que melhor caracteriza a nossa humanidade: o raciocínio. E é por meio do raciocínio, ou da capacidade de raciocinar, que nos tornamos diferentes, diversos. Diferenças e/ou Diversidades são próprias da humanidade do ser, mas não podem e não devem ser compreendidas enquanto desigualdade e/ou meio para desigualar os seres humanos. http://www.themanitoban.com/
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    É INDISPENSÁVEL eurgente que deixemos de ser governados pela noção absurda de que só existem dois tipos possíveis de corpos (masculino e feminino), com somente dois gêneros inextricavelmente associados a eles: homem e mulher. Escritório Latino-Americano da ComissãoInternacional sobre os Direitos Humanos de Gays e Lésbicas.
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    Direitos sexuais Osdireitos sexuais abrangem direitos humanos já reconhecidos por leis nacionais, documentos internacionais sobre direitos humanos e outras declaraçõe. Isso inclui o direito de toda pessoa, livre de coerção, discriminação e violência, ao seguinte: O mais alto padrão atingível de saúde sexual, incluindo o acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva; Busca, recebimento e fornecimento de informações relacionadas à sexualidade; Educação da sexualidade;
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    Direitos Sexuais Respeitoà integridade corporal; Escolha de parceiro ou parceira; Decisão de ser ou não sexualmente ativo(a); Relações sexuais consensuais; Casamento consensual; Decisão de ter ou não filhos e quando os ter; Busca de uma vida sexual satisfatória, segura e prazerosa. Organização Mundial da Saúde, 2004,
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    Homofobia Um conjuntode emoções negativas contra pessoas LGBTT: aversão, desprezo, ódio, desconfiança, desconforto ou medo , p reconceitos, discriminação e violência
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    Qual é adiferença ? Gays e lésbicas são pessoas que sentem atração emocional e sexual por pessoas do mesmo sexo. Os bissexuais são pessoas que podem tanto apaixonar-se por alguém do sexo masculino, como por alguém do sexo feminino. O termo transgênero é utilizado para descrever o grupo de pessoas que não se enquadra na forma como as definições de "homem" e "mulher" são concebidas socialmente e inclui transexuais, hemafroditas, andrógenos, travestis e transformistas.
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    Ou seja, sergay, lésbica ou bissexual refere-se à orientação sexual do indivíduo, enquanto que ser transgênero refere-se à identidade do gênero do indivíduo.
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    Será que souhomossexual? Uma das questões mais comuns sobre a homossexualidade é de como é que se sabe que se é gay ou lésbica. Não existe uma verdadeira resposta para isso.
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    Homossexualidade é doença?A APA (American Psychiatric Association) retirou a homossexualidade do seu "Manual de Diagnóstico e Estatística de Distúrbios Mentais" (DSM) em 1973, depois de rever estudos e provas que revelavam que a homossexualidade não se enquadra nos critérios utilizados na categorização de doenças mentais. A Organização Mundial de Saúde (OMS) fez o mesmo em 1993. Psicológos e sexólogos chegaram à conclusão de que a homossexualidade é um comportamento normal normalidade.
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    Portanto homossexuais não“se curam”; as pessoas podem reprimir ou sublimar sua homossexualidade, mas permanecerão com esse direcionamento afetivo até o fim de suas vidas.
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    As pessoas não"se tornam" homossexuais, mas antes descobrem esse aspecto da sua sexualidade. Para praticamente todos os homossexuais, a homossexualidade não é uma escolha.
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    Será que émesmo assim? PERGUNTAS COMUNS SOBRE HOMOSSEXUALIDADE
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    Nas relações homossexuaisum ou uma faz o papel de mulher e o outro ou a outra de homem. Errado. Nas relações homossexuais os parceiros partilham indiscriminadamente os papeis consignados socialmente a ambos os sexos. Isto quer dizer que nenhum finge que é do sexo oposto.
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    Os homossexuais sãomais obcecados pelo sexo . Errado. Sexo é tanto ou tão pouco importante para os homossexuais como para os heterossexuais. O que notamos, na realidade, é que a diferença entre a sexualidade masculina e feminina é bastante mais significativa do que a diferença entre a sexualidade homossexual e heterossexual.
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    Os homens homossexuaissão pedófilos e molestam crianças. Errado. Há proporcionalmente menos homens homossexuais do que homens heterossexuais que abusam sexualmente de crianças.
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    A homossexualidade écausada por um trauma durante a infância? Não. Ninguém sabe porque é que algumas pessoas são homossexuais. Há teorias diferentes que falam de hereditariedade e do ambiente. A maioria dos homossexuais não tiveram dificuldades especiais durante a sua infância.
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    Os filhos dehomossexuais tornam-se homossexuais. Errado. As investigações científicas que têm sido feitas mostram que estas crianças tornam-se tanto ou tão pouco homossexuais como os filhos de heterossexuais.               
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    Os homossexuais sentem-seatraídos por todos os membros do seu sexo. Errado. Não é suficiente que a pessoa seja do mesmo sexo. Os homossexuais têm critérios de escolha do parceiro tão exigentes como os heterossexuais.
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    Informação positiva sobrea homossexualidade resulta em mais pessoas "se tornarem" homossexuais. Errado. Informação positiva não faz com que haja mais homossexuais. Surgem sim mais pessoas com coragem para se assumir visto que a informação ajuda a diminuir os preconceitos.
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    Uma pessoa éhomossexual porque não consegue relacionar-se com os membros do sexo oposto. Errado. A homossexualidade não tem nada a ver com capacidades de atrair o sexo oposto. Tem sim com o fato de os homossexuais se interessarem por pessoas do mesmo sexo.
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    O exercício responsáveldos direitos humanos exige que todas as pessoas respeitem os direitos das demais. Para que um ser humano tenha direitos e para que possa exercer estes direitos, é indispensável que seja reconhecido e tratado como pessoa.
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    DIGNIDADE SEXUAL EDIVERSIDADE HUMANA: cidadania e respeito para lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTT) Adaptado de material de José Baptista de Mello Neto 1 & Michelle Barbosa Agnoleti 2 1 Professor do Departamento de Direito Público/CCJ/UFPB e Departamento de Direito/CH/UEPB; 2 Mestranda em Direito – Área de Concentração em Direitos Humanos CCJ/UFPB.
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