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Necropsia
FENÔMENOS CONSERVADORES
DOS CADÁVERES
 O embalsamamento foi instituído nos
tempos antigos para preservar os restos
mortais dos falecidos.
 A preservação era desejada por muitos
motivos:
I. Os egípcios, povos politeístas, acreditavam
na vida eterna após a morte, em que o
espírito do falecido voltava para tomar seu
corpo.
II. Para abrigar o cadáver, construíram as
pirâmides.
III. E para preservar o corpo (enquanto o
espírito não retornava) inventaram a
mumificação. 
 Em consequência deste processo, os
egípcios iniciaram os estudos da anatomia e
descobriram várias substâncias químicas, na
busca de substâncias para a preservação do
corpo.
 A palavra múmia tem origem no idioma árabe (mumia ou
mumiya), que quer dizer breu ou betume, substância
escura, semelhante ao asfalto que escorria do monte
Mumia, situado na Pérsia, e à qual se associavam
propriedades medicinais capazes de curar diversas
enfermidades.
 No antigo Egito, acreditava-se que o corpo, depois de
impregnado com esta substância, seria capaz de chegar
ao além em bom estado, esta é a razão do aspecto escuro
das múmias egípcias.
 O processo tinham seis passos e demoravam cerca
de 40 á 70 dias, dependendo da condição financeira
do familiar do morto. (3 tipos de munificação)
 Primeiramente o corpo era levado para as tendas ao
ar livre local de purificação ao oeste Rio Nilo onde
ficavam os cemitérios.
 Eram entregues aos sacerdotes, eles (mortos), eram
lavados com vinho de palmas e água do rio Nilo
 Primeiramente, todas as vísceras do cadáver
eram retiradas.
 Um corte era feito na altura do abdômen, de
onde era retirado o coração, o fígado, o
intestino, os rins, o estômago, a bexiga, o baço,
etc.
 O coração era colocado em um recipiente à
parte. Algumas literatura (divergem) neste
tópico.
 O cérebro também era retirado.
 Para retirar o cérebro Aplicavam uma espécie
de ácido por (via nasal) que o derretia-o
facilmente facilitando assim a sua extração.
DESIDRATAÇÃO DO CORPO
 Em seguida,
deixavam o
corpo
repousando em
um vasilhame
com água e sal
(para desidratá-
lo e matar as
bactérias)
durante setenta
dias.
 Após a desidratação, o corpo era lavado
novamente preenchido com serragem,
ervas aromáticas (para evitar sua
deterioração) e alguns textos sagrados.
 Depois de todas essas etapas, o corpo
estava pronto para ser enfaixado.
ENFAIXAMENTO
 Ataduras de
linho branco
eram
passadas ao
redor do
corpo,
seguidas de
uma cola
especial.
 Após esse processo,
o corpo era
colocado em um
sarcófago (espécie
de caixão) e
abrigado dentro de
pirâmides (faraó) ou
sepultado em
mastabas, uma
espécie de túmulo
(nobres e
sacerdotes).
 No Antigo Egito, o processo de
embalsamamento era mais ou menos
complexo, e, portanto, caro, de acordo
com a posição social do defunto.
 Hoje o embalsamento não tem a
mesma conotação, isto é (transformar-
se em múmias), e sim transporta-lo
 Atualmente, a preservação de corpos de pessoas
mortas é feita retirando sangue e outros fluidos e
injetando uma solução de água e formaldeído para
interromper o processo de decomposição.
 Até hoje essa técnica é empregada, mas não para
fazer múmias, e sim para transportar corpos e
conservá-los durante o velório.
I. Para questões de higiene – presumia-se que os
restos mortais frescos eram um risco à saúde.
II. Por motivos sentimentais – a família desejava
impedir a deterioração do corpo físico como uma
ilusão reconfortante de que o falecido ainda vivia.
III. Para apresentação – para evitar sinais visíveis de
deterioração enquanto o falecido estava sendo
visitado pelo público antes do funeral
 Para um enterro tradicional, o corpo pode ser
embalsamado para o aumento do tempo de
duração do um velório ou quando será
transportado este corpo para sua cidade natal
(por exemplo) ou outro país.
 Este processo preserva o corpo através da
substituição de fluidos corporais, que
retardarão o processo de decomposição.
 A tanatopraxia foi criada entre os anos de 1861- 1865
nos USA durante a guerra civil onde os corpos dos
militares tinham que ser armazenados na linha de
fogo e transportados por centenas de milhares de km.
 verificando-se o seu desenvolvimento generalizado
após a II Guerra Mundial. Em 1963 foi criado o
Instituto Francês de Tanatopraxia, e desde dessa data
a Tanatopraxia desenvolveu-se instalando-se
rapidamente nos hábitos e rituais fúnebres.
 No Brasil, chegou na década de 1990 e era tido como
desnecessária, mas hoje se tornou um serviço
indispensável para as funerárias.
 A tanatopraxia ou embalsamento corresponde a
aplicação correta de produtos químicos em corpos
falecidos, visando a desinfecção e o retardamento do
processo biológico de decomposição.
 Como a decomposição age rápido, quanto
antes for iniciado o processo de
embalsamento melhor.
 A limpeza do corpo é feita com ele colocado
em uma mesa cirúrgica, despido e lavado
com desinfetantes e germicidas.
 Depois, é preciso tirar a rigidez do corpo (rigor
mortis), massageando os músculos e a face
 No Brasil, os sepultamentos existiram até a década de 20,
quando foram construídos os primeiros cemitérios.
 Antes disso, apenas os índios, escravos e indigentes eram
enterrados, enquanto os homens livres eram sepultados nas
igrejas.
 Devido a esse costume, era possível “medir” o tamanho de
uma cidade pela quantidade de igrejas que ela possuía.
 Hoje enterrar um corpo em terreno privado, e não no cemitério,
é considerado crime de ocultação de cadáver.
 
 No início, os velórios eram realizados nas casas das
famílias e todos os parentes e pessoas próximas
compareciam e entregavam flores.
 Com o surgimento de lugares próprios para isso,
muitos não podiam se deslocar até o local do velório
e passaram a enviar as flores e cartas, que muitas
vezes, na emoção do momento, não eram lidas. 
 Pensando em diminuir o
impacto ambiental, já que
o caixão, as roupas e o
líquido tóxico da
decomposição do corpo
podem atingir os lençóis
freáticos, foram criados
caixões de material
biodegradável.
 Porém, são pouco
solicitados por sua
aparência. 
INUMAÇÃO TRANSLADAÇÃO
 Consiste na colocação de
cadáver em sepultura,
jazigo ou local de
consumação aeróbia.
 É o sepultamento do
cadáver, sendo cadáver, o
corpo morto enquanto
conservar a aparência
humana
 Consiste no transporte de
cadáver inumado em jazigo,
ou de ossadas, para local
diferente daquele em que se
encontram, a fim de serem
de novo inumados,
cremados ou colocados em
ossário.
 Quando uma pessoa morre,
seu corpo pode, através de
processos naturais, apodrecer
e ter sua carne consumida
pela "flora cadavérica" até se
tornar um esqueleto;
 Mumificar-se pela ação físico-
química do ambiente ou se
transformar simplesmente em
sabão também por ações
físico-químicas
 Este processo pelo qual um corpo se transforma numa
espécie de sabão é chamado de saponificação cadavérica.
Consiste na transformação da gordura dos tecidos
em adipocera - substância amarelo-clara, semelhante a cera
ou queijo, com um odor rançoso e desagradável.
 Os lipídios são transformados em sabão e o corpo
transforma-se numa massa pastosa e, em muitos, casos sem
forma. Há uma transformação gordurosa e calcária do
cadáver. 
 Calcificação – Fenômeno que se caracteriza pela
petrificação ou calcificação do cadáver,
frequentemente observado em fetos mortos e
retidos na cavidade uterina nos dois primeiros
meses de gestação.
 A Medicina Legal é uma especialidade
concomitantemente médica e jurídica que utiliza
conhecimentos técnico-científicos da medicina para o
esclarecimento de fatos de interesse da justiça.
 O especialista médico praticante é denominado
médico legista.
 Calendário tanatológico tem como objetivo
uma aproximação do tempo da morte.
 Quando a vítima fatal é encontrada segue-se,
rigorosamente, a cronologia, a fim de
estabelecermos o momento do óbito:
 Fauna cadavérica: início 08 dias
 Fauna cadavérica: final 36 meses
 Esqueletização +36 meses
FENÔMENOS ABIÓTICOS
IMEDIATOS
FENÔMENOS ABIÓTICOS
MEDIATOS (CONSECUTIVOS)
 Cessação
cardiorespiratória;ƒ
 Ausência de circulação;
 ƒPerda de consciência.
 Desidratação cadavérica;
 Esfriamento do cadáver;
 Hipostática (manchas
arroxeadas)
 Rigidez cadavéricas.
 Fenômenos
conservadores:
 Mumificação;
 Petrificação;
 Saponificação;
 Coreificação.
CAUSAS MORTIS MÉDICA CAUSAS MORTIS JURÍDICAS
 Podem manifestar-se de
diversas formas.
 Anemia aguda;
 Asfixia;
 FV/ TV/ IAM/ Assisitolia;
 Choques: (metabólicos,
cardiogênico, anafiláticos,
neurogênico, hipovolêmico
 Depressão Respiratória;
 Envenenamento;
 Sincope;
 TCE – Traumatismo Crânio
Encefálico.
São causas
violentas:
 Homicídios;
 Suicídios;
 Acidentes.
 Reação vital;
 Sinais de macroscópicos;
 Hemorragias;
 Coagulação sanguínea;
 Retração de tecidos;
 Reações inflamatórias;
 Eritemas;(coloração
vermelha da pele
vasodilatação).
 Flictemas- (bolhas)
 Cogumelo de espuma;
 Fuligens nas vias
respiratórias;
 Aspiração de materiais;
 Embolias gasosas ou
gordurosas;
 Bolsas linfáticas;
 Gás carbônico do
sangue;
 Espasmos cadavéricos.
 É a área cientifica que estuda
os ossos, resultado da
aplicação de conhecimentos
antropológicos as questões de
direito no que diz respeito à
identificação de restos
cadavéricos
[necroidentificação].
 Atraves dos ossos podemos
abter dados sobre sexo, idade,
eatatuta do falecido e
pormenores [hábitos
alimentares, algumas
doenças, lesões etc].
 o trabalho de um antropólogo começa no local de
crime e se estende até o laboratório e divide-se em
três etapas:
 1ª Etapa: ARQUEOLOGIA FORENSE: é feita uma
escavação do local onde se encontra o corpo.
 2ª Etapa: ANTROPOLOGIA SOCIAL: consiste na
recolha de informações em redor da área do crime
[entrevistar ás pessoas da região, consulta em
órgãos e arquivos municipal, eclesiásticos, militares
etc]
3ª Etapa: INVESTIGAÇÃO LABORATORIAL:
há uma aplicação de técnicas como: OSTEOLOGIA
HUNANA [área que se debruça sobre o estudo dos
ossos em decomposição/ esqueleto].
PALEOPATOLOGIA [área da ciência que se dedica ao
estudo das doenças do passado]. TAFONOMIA [Estudo
sistemático da evolução de fósseis], pode ainda ser
feita uma reconstrução facial do cadáver e
superposição fotográficas. O objetivo da antropologia
forense é a determinação da identidade do individuo.
 há uma aplicação de técnicas como: OSTEOLOGIA
HUNANA [área que se debruça sobre o estudo dos
ossos em decomposição/ esqueleto].
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fósseis], pode ainda ser feita uma reconstrução facial
do cadáver e superposição fotográficas. O objetivo da
antropologia forense é a determinação da identidade
do individuo.
 Cada serviço de Patologia tem sua própria
técnica de necrópsia, que na verdade é
variante de uma das quatro técnicas básicas
[técnica de virchow]
 Virchow,
 Ghon,
 M. Letulle
 Rokitansky
 Em 1874, o Dr  Rudolf L. K. Virchow, médico polonês,
 padronizou a técnica de necrópsia, cuja base é utilizada até os
dias atuais. Ele fundou as disciplinas de patologia e patogia
celular.
 Na técnica de Virchow os órgãos são retirados um a um, são
pesados e examinados  separadamente.
 A abertura do tórax e abdome é a padrão (biacrômio esterno
pubiana) e a do crânio, também (bimastóidea vertical). Após o
exame dos órgãos, eles são colocados novamente dentro do
cadáver.
 Carl Rokitansky (1804-1878) estabeleceu as bases
estruturais das doenças e a técnica de necropsia com
o estudo sistemático de cada órgão.
 Em 1866, já tinha feito mais de 30 mil necropsias. Na
sua técnica, os órgãos são examinados “in situ”ou
seja, dentro do cadáver, um a um.
 Desta forma, nesta técnica são realizados vários cortes
em todos os órgãos internos, para depois eles serem
retirados, um por um.
 Observe que esta técnica possui uma grande
semelhança com técnica de Virchow,  com a diferença
de que na TÉCNICA de Virchow os órgãos são
retirados um a um para depois serem examinados.
 Enquanto na TÉCNICA de Rokitansky  os órgãos  são
examinados ainda dentro do cadáver, para depois
serem retirados , também um por um.
 Na técnica de M. Letulle, é feita a evisceração
(retirada das vísceras do cadáver) através de um
único bloco.
 Esta retirada se dá, na parte torácica e abdominal da
seguinte forma:
 A pele abaixo da região mentoniana é rebatida,
juntamente com os planos musculares, e é feito um
corte nos músculos localizados abaixo da língua.
 Na técnica de Ghon, a evisceração se dá através de
monoblocos de órgãos anatomicamente e/ou
funcionalmente relacionados. 
 Remoção do cérebro: A incisão no couro cabeludo
deve se iniciar a 1-2 cm atrás da borda inferior da
orelha direita, se estendendo ao crânio até alcançar o
ponto correspondente contralateral
 No ato da
profissão deve-se
tratar aqueles que
nos foi confiado
com respeito,
assim como
gostaríamos de
ser tratados.
 Ter consciência e
responsabilidade
em nossos atos.
 “Devemos promover a
coragem onde há medo,
promover o acordo onde
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Tanatologia Necrósia

  • 3.  O embalsamamento foi instituído nos tempos antigos para preservar os restos mortais dos falecidos.  A preservação era desejada por muitos motivos:
  • 4. I. Os egípcios, povos politeístas, acreditavam na vida eterna após a morte, em que o espírito do falecido voltava para tomar seu corpo. II. Para abrigar o cadáver, construíram as pirâmides. III. E para preservar o corpo (enquanto o espírito não retornava) inventaram a mumificação. 
  • 5.  Em consequência deste processo, os egípcios iniciaram os estudos da anatomia e descobriram várias substâncias químicas, na busca de substâncias para a preservação do corpo.
  • 6.
  • 7.  A palavra múmia tem origem no idioma árabe (mumia ou mumiya), que quer dizer breu ou betume, substância escura, semelhante ao asfalto que escorria do monte Mumia, situado na Pérsia, e à qual se associavam propriedades medicinais capazes de curar diversas enfermidades.  No antigo Egito, acreditava-se que o corpo, depois de impregnado com esta substância, seria capaz de chegar ao além em bom estado, esta é a razão do aspecto escuro das múmias egípcias.
  • 8.  O processo tinham seis passos e demoravam cerca de 40 á 70 dias, dependendo da condição financeira do familiar do morto. (3 tipos de munificação)  Primeiramente o corpo era levado para as tendas ao ar livre local de purificação ao oeste Rio Nilo onde ficavam os cemitérios.  Eram entregues aos sacerdotes, eles (mortos), eram lavados com vinho de palmas e água do rio Nilo
  • 9.
  • 10.
  • 11.
  • 12.
  • 13.  Primeiramente, todas as vísceras do cadáver eram retiradas.  Um corte era feito na altura do abdômen, de onde era retirado o coração, o fígado, o intestino, os rins, o estômago, a bexiga, o baço, etc.  O coração era colocado em um recipiente à parte. Algumas literatura (divergem) neste tópico.  O cérebro também era retirado.
  • 14.  Para retirar o cérebro Aplicavam uma espécie de ácido por (via nasal) que o derretia-o facilmente facilitando assim a sua extração.
  • 15.
  • 16.
  • 17.
  • 18. DESIDRATAÇÃO DO CORPO  Em seguida, deixavam o corpo repousando em um vasilhame com água e sal (para desidratá- lo e matar as bactérias) durante setenta dias.
  • 19.  Após a desidratação, o corpo era lavado novamente preenchido com serragem, ervas aromáticas (para evitar sua deterioração) e alguns textos sagrados.  Depois de todas essas etapas, o corpo estava pronto para ser enfaixado.
  • 20. ENFAIXAMENTO  Ataduras de linho branco eram passadas ao redor do corpo, seguidas de uma cola especial.
  • 21.
  • 22.  Após esse processo, o corpo era colocado em um sarcófago (espécie de caixão) e abrigado dentro de pirâmides (faraó) ou sepultado em mastabas, uma espécie de túmulo (nobres e sacerdotes).
  • 23.
  • 24.  No Antigo Egito, o processo de embalsamamento era mais ou menos complexo, e, portanto, caro, de acordo com a posição social do defunto.  Hoje o embalsamento não tem a mesma conotação, isto é (transformar- se em múmias), e sim transporta-lo
  • 25.  Atualmente, a preservação de corpos de pessoas mortas é feita retirando sangue e outros fluidos e injetando uma solução de água e formaldeído para interromper o processo de decomposição.  Até hoje essa técnica é empregada, mas não para fazer múmias, e sim para transportar corpos e conservá-los durante o velório.
  • 26. I. Para questões de higiene – presumia-se que os restos mortais frescos eram um risco à saúde. II. Por motivos sentimentais – a família desejava impedir a deterioração do corpo físico como uma ilusão reconfortante de que o falecido ainda vivia. III. Para apresentação – para evitar sinais visíveis de deterioração enquanto o falecido estava sendo visitado pelo público antes do funeral
  • 27.  Para um enterro tradicional, o corpo pode ser embalsamado para o aumento do tempo de duração do um velório ou quando será transportado este corpo para sua cidade natal (por exemplo) ou outro país.  Este processo preserva o corpo através da substituição de fluidos corporais, que retardarão o processo de decomposição.
  • 28.  A tanatopraxia foi criada entre os anos de 1861- 1865 nos USA durante a guerra civil onde os corpos dos militares tinham que ser armazenados na linha de fogo e transportados por centenas de milhares de km.  verificando-se o seu desenvolvimento generalizado após a II Guerra Mundial. Em 1963 foi criado o Instituto Francês de Tanatopraxia, e desde dessa data a Tanatopraxia desenvolveu-se instalando-se rapidamente nos hábitos e rituais fúnebres.
  • 29.  No Brasil, chegou na década de 1990 e era tido como desnecessária, mas hoje se tornou um serviço indispensável para as funerárias.  A tanatopraxia ou embalsamento corresponde a aplicação correta de produtos químicos em corpos falecidos, visando a desinfecção e o retardamento do processo biológico de decomposição.
  • 30.  Como a decomposição age rápido, quanto antes for iniciado o processo de embalsamento melhor.  A limpeza do corpo é feita com ele colocado em uma mesa cirúrgica, despido e lavado com desinfetantes e germicidas.  Depois, é preciso tirar a rigidez do corpo (rigor mortis), massageando os músculos e a face
  • 31.  No Brasil, os sepultamentos existiram até a década de 20, quando foram construídos os primeiros cemitérios.  Antes disso, apenas os índios, escravos e indigentes eram enterrados, enquanto os homens livres eram sepultados nas igrejas.  Devido a esse costume, era possível “medir” o tamanho de uma cidade pela quantidade de igrejas que ela possuía.  Hoje enterrar um corpo em terreno privado, e não no cemitério, é considerado crime de ocultação de cadáver.  
  • 32.  No início, os velórios eram realizados nas casas das famílias e todos os parentes e pessoas próximas compareciam e entregavam flores.  Com o surgimento de lugares próprios para isso, muitos não podiam se deslocar até o local do velório e passaram a enviar as flores e cartas, que muitas vezes, na emoção do momento, não eram lidas. 
  • 33.  Pensando em diminuir o impacto ambiental, já que o caixão, as roupas e o líquido tóxico da decomposição do corpo podem atingir os lençóis freáticos, foram criados caixões de material biodegradável.  Porém, são pouco solicitados por sua aparência. 
  • 34. INUMAÇÃO TRANSLADAÇÃO  Consiste na colocação de cadáver em sepultura, jazigo ou local de consumação aeróbia.  É o sepultamento do cadáver, sendo cadáver, o corpo morto enquanto conservar a aparência humana  Consiste no transporte de cadáver inumado em jazigo, ou de ossadas, para local diferente daquele em que se encontram, a fim de serem de novo inumados, cremados ou colocados em ossário.
  • 35.  Quando uma pessoa morre, seu corpo pode, através de processos naturais, apodrecer e ter sua carne consumida pela "flora cadavérica" até se tornar um esqueleto;  Mumificar-se pela ação físico- química do ambiente ou se transformar simplesmente em sabão também por ações físico-químicas
  • 36.  Este processo pelo qual um corpo se transforma numa espécie de sabão é chamado de saponificação cadavérica. Consiste na transformação da gordura dos tecidos em adipocera - substância amarelo-clara, semelhante a cera ou queijo, com um odor rançoso e desagradável.  Os lipídios são transformados em sabão e o corpo transforma-se numa massa pastosa e, em muitos, casos sem forma. Há uma transformação gordurosa e calcária do cadáver. 
  • 37.  Calcificação – Fenômeno que se caracteriza pela petrificação ou calcificação do cadáver, frequentemente observado em fetos mortos e retidos na cavidade uterina nos dois primeiros meses de gestação.
  • 38.
  • 39.  A Medicina Legal é uma especialidade concomitantemente médica e jurídica que utiliza conhecimentos técnico-científicos da medicina para o esclarecimento de fatos de interesse da justiça.  O especialista médico praticante é denominado médico legista.
  • 40.  Calendário tanatológico tem como objetivo uma aproximação do tempo da morte.  Quando a vítima fatal é encontrada segue-se, rigorosamente, a cronologia, a fim de estabelecermos o momento do óbito:
  • 41.
  • 42.  Fauna cadavérica: início 08 dias  Fauna cadavérica: final 36 meses  Esqueletização +36 meses
  • 43. FENÔMENOS ABIÓTICOS IMEDIATOS FENÔMENOS ABIÓTICOS MEDIATOS (CONSECUTIVOS)  Cessação cardiorespiratória;ƒ  Ausência de circulação;  ƒPerda de consciência.  Desidratação cadavérica;  Esfriamento do cadáver;  Hipostática (manchas arroxeadas)  Rigidez cadavéricas.  Fenômenos conservadores:  Mumificação;  Petrificação;  Saponificação;  Coreificação.
  • 44. CAUSAS MORTIS MÉDICA CAUSAS MORTIS JURÍDICAS  Podem manifestar-se de diversas formas.  Anemia aguda;  Asfixia;  FV/ TV/ IAM/ Assisitolia;  Choques: (metabólicos, cardiogênico, anafiláticos, neurogênico, hipovolêmico  Depressão Respiratória;  Envenenamento;  Sincope;  TCE – Traumatismo Crânio Encefálico. São causas violentas:  Homicídios;  Suicídios;  Acidentes.
  • 45.  Reação vital;  Sinais de macroscópicos;  Hemorragias;  Coagulação sanguínea;  Retração de tecidos;  Reações inflamatórias;  Eritemas;(coloração vermelha da pele vasodilatação).  Flictemas- (bolhas)  Cogumelo de espuma;  Fuligens nas vias respiratórias;  Aspiração de materiais;  Embolias gasosas ou gordurosas;  Bolsas linfáticas;  Gás carbônico do sangue;  Espasmos cadavéricos.
  • 46.
  • 47.  É a área cientifica que estuda os ossos, resultado da aplicação de conhecimentos antropológicos as questões de direito no que diz respeito à identificação de restos cadavéricos [necroidentificação].  Atraves dos ossos podemos abter dados sobre sexo, idade, eatatuta do falecido e pormenores [hábitos alimentares, algumas doenças, lesões etc].
  • 48.  o trabalho de um antropólogo começa no local de crime e se estende até o laboratório e divide-se em três etapas:  1ª Etapa: ARQUEOLOGIA FORENSE: é feita uma escavação do local onde se encontra o corpo.  2ª Etapa: ANTROPOLOGIA SOCIAL: consiste na recolha de informações em redor da área do crime [entrevistar ás pessoas da região, consulta em órgãos e arquivos municipal, eclesiásticos, militares etc]
  • 49. 3ª Etapa: INVESTIGAÇÃO LABORATORIAL: há uma aplicação de técnicas como: OSTEOLOGIA HUNANA [área que se debruça sobre o estudo dos ossos em decomposição/ esqueleto]. PALEOPATOLOGIA [área da ciência que se dedica ao estudo das doenças do passado]. TAFONOMIA [Estudo sistemático da evolução de fósseis], pode ainda ser feita uma reconstrução facial do cadáver e superposição fotográficas. O objetivo da antropologia forense é a determinação da identidade do individuo.
  • 50.  há uma aplicação de técnicas como: OSTEOLOGIA HUNANA [área que se debruça sobre o estudo dos ossos em decomposição/ esqueleto].  PALEOPATOLOGIA [área da ciência que se dedica ao estudo das doenças do passado].  TAFONOMIA [Estudo sistemático da evolução de fósseis], pode ainda ser feita uma reconstrução facial do cadáver e superposição fotográficas. O objetivo da antropologia forense é a determinação da identidade do individuo.
  • 51.  Cada serviço de Patologia tem sua própria técnica de necrópsia, que na verdade é variante de uma das quatro técnicas básicas [técnica de virchow]  Virchow,  Ghon,  M. Letulle  Rokitansky
  • 52.
  • 53.  Em 1874, o Dr  Rudolf L. K. Virchow, médico polonês,  padronizou a técnica de necrópsia, cuja base é utilizada até os dias atuais. Ele fundou as disciplinas de patologia e patogia celular.  Na técnica de Virchow os órgãos são retirados um a um, são pesados e examinados  separadamente.  A abertura do tórax e abdome é a padrão (biacrômio esterno pubiana) e a do crânio, também (bimastóidea vertical). Após o exame dos órgãos, eles são colocados novamente dentro do cadáver.
  • 54.  Carl Rokitansky (1804-1878) estabeleceu as bases estruturais das doenças e a técnica de necropsia com o estudo sistemático de cada órgão.  Em 1866, já tinha feito mais de 30 mil necropsias. Na sua técnica, os órgãos são examinados “in situ”ou seja, dentro do cadáver, um a um.  Desta forma, nesta técnica são realizados vários cortes em todos os órgãos internos, para depois eles serem retirados, um por um.
  • 55.  Observe que esta técnica possui uma grande semelhança com técnica de Virchow,  com a diferença de que na TÉCNICA de Virchow os órgãos são retirados um a um para depois serem examinados.  Enquanto na TÉCNICA de Rokitansky  os órgãos  são examinados ainda dentro do cadáver, para depois serem retirados , também um por um.
  • 56.  Na técnica de M. Letulle, é feita a evisceração (retirada das vísceras do cadáver) através de um único bloco.  Esta retirada se dá, na parte torácica e abdominal da seguinte forma:  A pele abaixo da região mentoniana é rebatida, juntamente com os planos musculares, e é feito um corte nos músculos localizados abaixo da língua.
  • 57.  Na técnica de Ghon, a evisceração se dá através de monoblocos de órgãos anatomicamente e/ou funcionalmente relacionados.   Remoção do cérebro: A incisão no couro cabeludo deve se iniciar a 1-2 cm atrás da borda inferior da orelha direita, se estendendo ao crânio até alcançar o ponto correspondente contralateral
  • 58.
  • 59.
  • 60.
  • 61.
  • 62.
  • 63.  No ato da profissão deve-se tratar aqueles que nos foi confiado com respeito, assim como gostaríamos de ser tratados.  Ter consciência e responsabilidade em nossos atos.
  • 64.  “Devemos promover a coragem onde há medo, promover o acordo onde existe conflito, e inspirar esperança onde há desespero”  Para negar às pessoas seu direito humano é desafiar a sua própria humanidade Nleson Mandela
  • 65.
  • 66.  Internet  Sites especializados  Livros de medicina forense