Sociologia do Trabalho Professora: Carmem Sílvia Moretzsohn Rocha Aula 2
ARTESANATO, MANUFATURA E INDÚSTRIA O artesanato é o estágio em que o produtor (artesão) executava sozinho todas as fases da produção e até mesmo a comercialização do produto. Não havia divisão do trabalho nem o emprego de máquinas, somente de ferramentas simples.  Artesanato O mestre e o aprendiz
O artesanato f oi a forma de produção característica da Baixa Idade Média  (até o séc. XVII) , durante o renascimento urbano e comercial, sendo representado por uma produção de caráter familiar, na qual o artesão possuía os meios de produção (era o proprietário da oficina e das ferramentas) e trabalhava com a família em sua própria casa, realizando todas as etapas da produção, desde o preparo da matéria-prima, até o acabamento final; ou seja não havia divisão do trabalho ou especialização. Em algumas situações o artesão tinha junto a si um ajudante, porém não assalariado, pois realizava o mesmo trabalho pagando uma "taxa" pelo utilização das ferramentas.
É importante lembrar que nesse período a produção artesanal estava sob controle das corporações de ofício, assim como o comércio também encontrava-se sob controle de associações, limitando o desenvolvimento da produção.
Manufatura A manufatura corresponde ao estágio intermediário entre o artesanato e a maquinofatura ou indústria. Nesse estágio já ocorria a divisão do trabalho (cada operário realizava uma tarefa ou parte da produção), mas a produção ainda dependia fundamentalmente do trabalho manual, embora já houvesse o emprego de máquinas simples. Esse estágio corresponde à fase inicial do capitalismo (1620-1750).
A manufatura, predominou ao longo da Idade Moderna, resultando da ampliação do mercado consumidor com o desenvolvimento do comércio monetário.  Nesse momento, já ocorre um aumento na produtividade do trabalho, devido a divisão social da produção, onde cada trabalhador realizava uma etapa na confecção de um produto.  A ampliação do mercado consumidor relaciona-se diretamente ao alargamento do comércio, tanto em direção ao oriente como em direção à América, permanecendo o lucro nas mãos dos grandes mercadores.  Outra característica desse período foi a interferência do capitalista no processo produtivo, passando a comprar a matéria prima e a determinar o ritmo de produção, uma vez que controlava os principais mercados consumidores.
Ind ú stria/ Maquinofatura É o estágio atual, iniciado com a Revolução Industrial, podendo ser caracterizado pelo emprego maciço de máquinas e fontes de energia modernas (carvão mineral, petróleo, etc.), produção em larga escala, grande divisão e especialização do trabalho (1750 até hoje).
Revolução Industrial A partir da máquina fala-se numa primeira, numa segunda e até numa terceira e quarta Revolução Industrial.  Porém, se concebermos a industrialização, como um processo, seria mais coerente falar-se num primeiro momento (energia a vapor no século XVIII), num segundo momento (energia elétrica no século XIX) e num terceiro e quarto momentos, representados respectivamente pela energia nuclear e pelo avanço da informática, da robótica e do setor de comunicações ao longo dos século XX e XXI, porém aspectos ainda discutíveis.  Abaixo veremos esse processo de industrialização, enquanto desenvolvimento técnico, com maiores detalhes.
ARTESANATO MANUFATURA INDÚSTRIA Período Baixa Idade Média   (até o séc. XVII) Fase inicial do Capitalismo (1620-1750) Iniciado com a Revolução Industrial  (1750 hoje) Principais características O artesão executa sozinho todas as fases da produção e até mesmo a comercialização do produto. Estágio intermediário entre o artesanato e a maquinofatura;  diferenciação de cargos Emprego maciço de máquinas e fontes de energia modernas (carvão mineral, petróleo, etc.), produção em larga escala, grande divisão e especialização do trabalho Instrumentos de trabalho Ferramentas simples Máquinas simples Maquinaria Meios de produção Artesão proprietário da oficina e das ferramentas Ferramentas – artesão Matéria prima - manufatureiro Pertencentes ao capitalista Divisão do trabalho O artesão realiza todas as etapas da produção (desde o preparo da matéria-prima, até o acabamento final); não havia divisão do trabalho ou especialização Cada operário realizava uma tarefa ou parte da produção, mas esta ainda depende do trabalho manual Divisão técnica e social do trabalho: cada operário executa uma função específica Consequências Comércio sob controle de associações, limitando o desenvolvimento da produção Aumento na produtividade do trabalho Maior produtividade; novos hábitos de consumo; êxodo rural; nova estratificação da sociedade; nova relação desta com a natureza.
Leia o trecho abaixo. Uma  ú nica alternativa apresenta coerência. Marque-a: Tal forma de organiza ç ão social desenvolveu-se a partir das rela ç ões feudais de produ ç ão, caracterizando-se pelo lucro como m ó vel dominante e, consequentemente, pelo ac ú mulo de riquezas. Feudalismo (B) Escravismo (C) Socialismo (D) Capitalismo EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
2. Quais os elementos importantes no acréscimo da produtividade do trabalho na manufatura? Especializa ç ão das fun ç ões, presen ç a conjunta dos trabalhadores no mesmo local e especializa ç ão instrumental do trabalho. (b) Especializa ç ão das fun ç ões, do instrumental e o advento da m á quina. (c) Especializa ç ão do instrumental, uso de fonte energ é tica não-humana e especializa ç ão das fun ç ões. (d) Aumento da fun ç ão gerencial e ritmo intenso imposto pelas m á quinas
3.   Nesse est á gio o produtor executa sozinho todas as fases da produ ç ão e at é  mesmo a comercializa ç ão do produto. Não h á  divisão do trabalho nem o emprego de m á quinas, somente de ferramentas simples.  A qual per í odo do desenvolvimento t é cnico refere-se a cita ç ão acima? Artesanato (b) Manufatura (c) Ind ú stria (d) revolu ç ão t é cnico-cient í fica
4. Qual das caracter í sticas abaixo não corresponde ao trabalho artesanal? visava a produ ç ão de troca de objetos (b) a produ ç ão era realizada com instrumentos de trabalho muito simples. (c) o produtor era conhecedor de todo o processo produtivo. (d) não existia a divisão social do trabalho.
5. São caracter í sticas da produ ç ão industrial, exceto:  o emprego de m á quinas modernas e produ ç ão em s é rie, atrav é s da mecaniza ç ão. (b) produ ç ão em larga escala, para atender ao mercado crescente. (c) intensifica ç ão da divisão social do trabalho, atrav é s da especializa ç ão. (d) melhorias significativas nas condi ç ões de trabalho e vida dos oper á rios
A divisão do trabalho pode ser encontrada mesmo em sociedades de outros animais, como as formigas e as abelhas.  A partir do momento em que cada homem (ou animal) não tem mais condições de sozinho garantir a sua sobrevivência, é preciso que eles se organizem e estabeleçam uma distribuição de atividades que permita a produção dos bens necessários para a sua própria manutenção.  Divisão Social do Trabalho
Entre as abelhas existem algumas que são responsáveis pelo recolhimento de pólen (operárias) e outras responsáveis pela reprodução (zangões e abelha-rainha). Nas sociedades humanas há por exemplo, entre os índios, aqueles que são responsáveis pela caça e pesca (geralmente homens) e os que cuidam da fabricação de utensílios (na maioria das vezes as mulheres), para não falar do responsável pela saúde da tribo (o pajé).
Nas sociedades contemporâneas a divisão do trabalho é bem mais relevante: há os que cuidam da segurança (policiais), os responsáveis pela produção (empresários e trabalhadores), aqueles ocupados com a educação (professores), e ainda sacerdotes, juízes, médicos, entre outros.
Questão:  Existe “divisão de trabalho” onde você mora? Descreva.
Tipos de Divisão do Trabalho A divisão do trabalho pode ser  social  (quando os membros de uma sociedade se dividem em diferentes funções dependendo de sua posição social),  sexual  (quando as atribuições são divididas entre homens e mulheres) ou ainda  técnica  (quando ocorre a divisão entre trabalho físico/manual e intelectual/mental).
 
Segundo Marx, a  diferenciação do homem perante os animais se faz a partir do momento em que ele começa a produzir para viver.  Entretanto, o ser humano não age apenas em função das necessidades imediatas e nem se guia pelos instintos, como fazem os animais.
Os homens são capazes de antecipar na sua cabeça os resultados das suas ações, sendo desse modo, capazes de escolher os caminhos que irão seguir. É como Marx descreve, em "O Capital", o que distingue, de antemão, o pior arquiteto da melhor abelha é que ele construiu o favo na cabeça, antes de construí-lo em cera.  No fim do processo de trabalho obtêm-se um resultado que já no início deste existiu na imaginação do trabalhador, e portanto idealmente (Marx, K. “O Capital", p.150). Assim, o trabalho criou para o homem a possibilidade de ir além da pura natureza, podendo contrapor-se como sujeito ao mundo dos objetos,conquistando assim uma certa autonomia diante dela.
Um dos primeiros pensadores sociais a utilizar o termo alienação foi Rousseau, para descrever o ato de cada indivíduo quando troca suas liberdades pessoais por direitos comuns garantidos em lei, submetendo suas vontades às conveniências e os limites da vida em sociedade, e por extensão à autoridade do Estado.  ALIENAÇÃO
Nesse sentido, tem um caráter predominantemente jurídico, sendo sinônimo de abdicar de algo que lhe pertence, seja por imposição externa ou por decisão espontânea. De acordo com essa definição, podemos abdicar de bens materiais ou de direitos. Uma fazenda pode ser alienada (desapropriada) de seu possuidor, para fins de reforma agrária. Um criminoso encontra-se alienado (preso) numa penitenciária, pois sua liberdade representa perigo para a sociedade.
Segundo Marx, o capitalismo tornou o trabalhador  alienado , isto é, separou-o de seus  meios de produção  (suas terras, ferramentas, máquinas, etc).  Estes passaram a pertencer à classe dominante, a burguesia. Desse modo, para poder sobreviver, o trabalhador é obrigado a alugar sua  força de trabalho  à classe burguesa, recebendo um salário por esse aluguel.  Como há mais pessoas que empregos, ocasionando excesso de procura, o proletário tem de aceitar, pela sua força de trabalho, um valor estabelecido pelo seu patrão.  Caso negue, achando que é pouco, uma  exploração , o patrão estala os dedos e milhares de outros aparecem em busca do emprego. Portanto é aceitar ou morrer de fome. Com a alienação nega-se ao trabalhador o poder de discutir as políticas trabalhistas, além de serem excluídos das decisões gerenciais
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Sociologia do trabalho aula 02 em 11 agosto 2010

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    Sociologia do TrabalhoProfessora: Carmem Sílvia Moretzsohn Rocha Aula 2
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    ARTESANATO, MANUFATURA EINDÚSTRIA O artesanato é o estágio em que o produtor (artesão) executava sozinho todas as fases da produção e até mesmo a comercialização do produto. Não havia divisão do trabalho nem o emprego de máquinas, somente de ferramentas simples. Artesanato O mestre e o aprendiz
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    O artesanato foi a forma de produção característica da Baixa Idade Média (até o séc. XVII) , durante o renascimento urbano e comercial, sendo representado por uma produção de caráter familiar, na qual o artesão possuía os meios de produção (era o proprietário da oficina e das ferramentas) e trabalhava com a família em sua própria casa, realizando todas as etapas da produção, desde o preparo da matéria-prima, até o acabamento final; ou seja não havia divisão do trabalho ou especialização. Em algumas situações o artesão tinha junto a si um ajudante, porém não assalariado, pois realizava o mesmo trabalho pagando uma "taxa" pelo utilização das ferramentas.
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    É importante lembrarque nesse período a produção artesanal estava sob controle das corporações de ofício, assim como o comércio também encontrava-se sob controle de associações, limitando o desenvolvimento da produção.
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    Manufatura A manufaturacorresponde ao estágio intermediário entre o artesanato e a maquinofatura ou indústria. Nesse estágio já ocorria a divisão do trabalho (cada operário realizava uma tarefa ou parte da produção), mas a produção ainda dependia fundamentalmente do trabalho manual, embora já houvesse o emprego de máquinas simples. Esse estágio corresponde à fase inicial do capitalismo (1620-1750).
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    A manufatura, predominouao longo da Idade Moderna, resultando da ampliação do mercado consumidor com o desenvolvimento do comércio monetário. Nesse momento, já ocorre um aumento na produtividade do trabalho, devido a divisão social da produção, onde cada trabalhador realizava uma etapa na confecção de um produto. A ampliação do mercado consumidor relaciona-se diretamente ao alargamento do comércio, tanto em direção ao oriente como em direção à América, permanecendo o lucro nas mãos dos grandes mercadores. Outra característica desse período foi a interferência do capitalista no processo produtivo, passando a comprar a matéria prima e a determinar o ritmo de produção, uma vez que controlava os principais mercados consumidores.
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    Ind ú stria/Maquinofatura É o estágio atual, iniciado com a Revolução Industrial, podendo ser caracterizado pelo emprego maciço de máquinas e fontes de energia modernas (carvão mineral, petróleo, etc.), produção em larga escala, grande divisão e especialização do trabalho (1750 até hoje).
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    Revolução Industrial Apartir da máquina fala-se numa primeira, numa segunda e até numa terceira e quarta Revolução Industrial. Porém, se concebermos a industrialização, como um processo, seria mais coerente falar-se num primeiro momento (energia a vapor no século XVIII), num segundo momento (energia elétrica no século XIX) e num terceiro e quarto momentos, representados respectivamente pela energia nuclear e pelo avanço da informática, da robótica e do setor de comunicações ao longo dos século XX e XXI, porém aspectos ainda discutíveis. Abaixo veremos esse processo de industrialização, enquanto desenvolvimento técnico, com maiores detalhes.
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    ARTESANATO MANUFATURA INDÚSTRIAPeríodo Baixa Idade Média (até o séc. XVII) Fase inicial do Capitalismo (1620-1750) Iniciado com a Revolução Industrial (1750 hoje) Principais características O artesão executa sozinho todas as fases da produção e até mesmo a comercialização do produto. Estágio intermediário entre o artesanato e a maquinofatura; diferenciação de cargos Emprego maciço de máquinas e fontes de energia modernas (carvão mineral, petróleo, etc.), produção em larga escala, grande divisão e especialização do trabalho Instrumentos de trabalho Ferramentas simples Máquinas simples Maquinaria Meios de produção Artesão proprietário da oficina e das ferramentas Ferramentas – artesão Matéria prima - manufatureiro Pertencentes ao capitalista Divisão do trabalho O artesão realiza todas as etapas da produção (desde o preparo da matéria-prima, até o acabamento final); não havia divisão do trabalho ou especialização Cada operário realizava uma tarefa ou parte da produção, mas esta ainda depende do trabalho manual Divisão técnica e social do trabalho: cada operário executa uma função específica Consequências Comércio sob controle de associações, limitando o desenvolvimento da produção Aumento na produtividade do trabalho Maior produtividade; novos hábitos de consumo; êxodo rural; nova estratificação da sociedade; nova relação desta com a natureza.
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    Leia o trechoabaixo. Uma ú nica alternativa apresenta coerência. Marque-a: Tal forma de organiza ç ão social desenvolveu-se a partir das rela ç ões feudais de produ ç ão, caracterizando-se pelo lucro como m ó vel dominante e, consequentemente, pelo ac ú mulo de riquezas. Feudalismo (B) Escravismo (C) Socialismo (D) Capitalismo EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
  • 11.
    2. Quais oselementos importantes no acréscimo da produtividade do trabalho na manufatura? Especializa ç ão das fun ç ões, presen ç a conjunta dos trabalhadores no mesmo local e especializa ç ão instrumental do trabalho. (b) Especializa ç ão das fun ç ões, do instrumental e o advento da m á quina. (c) Especializa ç ão do instrumental, uso de fonte energ é tica não-humana e especializa ç ão das fun ç ões. (d) Aumento da fun ç ão gerencial e ritmo intenso imposto pelas m á quinas
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    3. Nesse est á gio o produtor executa sozinho todas as fases da produ ç ão e at é mesmo a comercializa ç ão do produto. Não h á divisão do trabalho nem o emprego de m á quinas, somente de ferramentas simples. A qual per í odo do desenvolvimento t é cnico refere-se a cita ç ão acima? Artesanato (b) Manufatura (c) Ind ú stria (d) revolu ç ão t é cnico-cient í fica
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    4. Qual dascaracter í sticas abaixo não corresponde ao trabalho artesanal? visava a produ ç ão de troca de objetos (b) a produ ç ão era realizada com instrumentos de trabalho muito simples. (c) o produtor era conhecedor de todo o processo produtivo. (d) não existia a divisão social do trabalho.
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    5. São caracterí sticas da produ ç ão industrial, exceto: o emprego de m á quinas modernas e produ ç ão em s é rie, atrav é s da mecaniza ç ão. (b) produ ç ão em larga escala, para atender ao mercado crescente. (c) intensifica ç ão da divisão social do trabalho, atrav é s da especializa ç ão. (d) melhorias significativas nas condi ç ões de trabalho e vida dos oper á rios
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    A divisão dotrabalho pode ser encontrada mesmo em sociedades de outros animais, como as formigas e as abelhas. A partir do momento em que cada homem (ou animal) não tem mais condições de sozinho garantir a sua sobrevivência, é preciso que eles se organizem e estabeleçam uma distribuição de atividades que permita a produção dos bens necessários para a sua própria manutenção. Divisão Social do Trabalho
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    Entre as abelhasexistem algumas que são responsáveis pelo recolhimento de pólen (operárias) e outras responsáveis pela reprodução (zangões e abelha-rainha). Nas sociedades humanas há por exemplo, entre os índios, aqueles que são responsáveis pela caça e pesca (geralmente homens) e os que cuidam da fabricação de utensílios (na maioria das vezes as mulheres), para não falar do responsável pela saúde da tribo (o pajé).
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    Nas sociedades contemporâneasa divisão do trabalho é bem mais relevante: há os que cuidam da segurança (policiais), os responsáveis pela produção (empresários e trabalhadores), aqueles ocupados com a educação (professores), e ainda sacerdotes, juízes, médicos, entre outros.
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    Questão: Existe“divisão de trabalho” onde você mora? Descreva.
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    Tipos de Divisãodo Trabalho A divisão do trabalho pode ser social (quando os membros de uma sociedade se dividem em diferentes funções dependendo de sua posição social), sexual (quando as atribuições são divididas entre homens e mulheres) ou ainda técnica (quando ocorre a divisão entre trabalho físico/manual e intelectual/mental).
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    Segundo Marx, a diferenciação do homem perante os animais se faz a partir do momento em que ele começa a produzir para viver. Entretanto, o ser humano não age apenas em função das necessidades imediatas e nem se guia pelos instintos, como fazem os animais.
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    Os homens sãocapazes de antecipar na sua cabeça os resultados das suas ações, sendo desse modo, capazes de escolher os caminhos que irão seguir. É como Marx descreve, em "O Capital", o que distingue, de antemão, o pior arquiteto da melhor abelha é que ele construiu o favo na cabeça, antes de construí-lo em cera. No fim do processo de trabalho obtêm-se um resultado que já no início deste existiu na imaginação do trabalhador, e portanto idealmente (Marx, K. “O Capital", p.150). Assim, o trabalho criou para o homem a possibilidade de ir além da pura natureza, podendo contrapor-se como sujeito ao mundo dos objetos,conquistando assim uma certa autonomia diante dela.
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    Um dos primeirospensadores sociais a utilizar o termo alienação foi Rousseau, para descrever o ato de cada indivíduo quando troca suas liberdades pessoais por direitos comuns garantidos em lei, submetendo suas vontades às conveniências e os limites da vida em sociedade, e por extensão à autoridade do Estado. ALIENAÇÃO
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    Nesse sentido, temum caráter predominantemente jurídico, sendo sinônimo de abdicar de algo que lhe pertence, seja por imposição externa ou por decisão espontânea. De acordo com essa definição, podemos abdicar de bens materiais ou de direitos. Uma fazenda pode ser alienada (desapropriada) de seu possuidor, para fins de reforma agrária. Um criminoso encontra-se alienado (preso) numa penitenciária, pois sua liberdade representa perigo para a sociedade.
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    Segundo Marx, ocapitalismo tornou o trabalhador alienado , isto é, separou-o de seus meios de produção (suas terras, ferramentas, máquinas, etc). Estes passaram a pertencer à classe dominante, a burguesia. Desse modo, para poder sobreviver, o trabalhador é obrigado a alugar sua força de trabalho à classe burguesa, recebendo um salário por esse aluguel. Como há mais pessoas que empregos, ocasionando excesso de procura, o proletário tem de aceitar, pela sua força de trabalho, um valor estabelecido pelo seu patrão. Caso negue, achando que é pouco, uma exploração , o patrão estala os dedos e milhares de outros aparecem em busca do emprego. Portanto é aceitar ou morrer de fome. Com a alienação nega-se ao trabalhador o poder de discutir as políticas trabalhistas, além de serem excluídos das decisões gerenciais
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