Organizar uma rotina semanal de leitura e escrita é
fundamental para orientar o planejamento e o
cotidiano da sala de aula.
Ela se expressa na forma que você organiza:

TEMPO

ESPAÇOS

MATERIAIS
INTENÇÕES

INTERVENÇÕES
A rotina deve contemplar situações didáticas
de reflexão sobre o sistema de escrita
alfabético e de apropriação da linguagem
que se escreve.
 ATIVIDADES PERMANENTES:
- Leitura realizada pelo(a) professor(a):
(Leitura em voz alta de textos literários, jornalísticos e
sobre curiosidades).
- Leitura pelo aluno:
Roda de biblioteca com diversas finalidades: apreciar a
qualidade literária dos textos, conhecer diferentes
suportes de texto.
 Matrizes Curriculares Municipais – Língua Portuguesa

Escutar textos lidos pelo professor, atribuindo-lhe
sentido, associando texto e contexto.

Ler livros na classe, na biblioteca e em casa
(empréstimos de livros).
Socializar as experiências de leitura.
- Análise e reflexão sobre o sistema de escrita:

( para os alunos não- alfabéticos)
Leitura e escrita dos nomes dos alunos da sala.
Leitura do alfabeto exposto na sala.
Leitura e escrita de textos conhecidos de memória.
Leitura e escrita de títulos de livros, de listas diversas
(nomes dos ajudantes da semana, brincadeiras
preferidas, professores e funcionários), ingredientes de
uma receita, leitura de rótulos etc.
 Matrizes Curriculares Municipais – Língua Portuguesa

Construir a escrita a partir do seu nome.

Escrever palavras, frases e pequenos textos
contextualizando-os.
Utilizar diferentes gêneros, como história em
quadrinhos, pinturas, músicas etc.
- Comunicação oral:
Roda de conversa.

Reconto de histórias conhecidas ou pessoais, de filmes
etc.
Exposição de objetos, materiais de pesquisa etc.
Situações que permitam emitir opiniões sobre
acontecimentos, curiosidades etc.
 Matrizes Curriculares Municipais – Língua Portuguesa

Participar de situações comunicativas: ouvir com atenção,
intervir sem sair do assunto tratado, formular e responder
perguntas, explicar e ouvir explicações, manifestar e
acolher opiniões.
Narrar fatos e histórias em sequência temporal e casual.
Trabalhar com variados gêneros discursivos: contos,
poemas, canções, parlendas, anúncios, notícias, cartas,
receitas etc.
- Produção de texto escrito:

Produção coletiva, em dupla e individual – de um
bilhete, de um texto instrucional etc.
( Produção oral com destino escrito)
Reescrita de textos conhecidos – coletiva, em
dupla, individual.
 Matrizes Curriculares Municipais – Língua Portuguesa

Considerar para quem o texto foi escrito, o porquê e as
características do gênero.
Introduzir progressivamente aspectos notacionais.

Introduzir progressivamente aspectos discursivos.
 SEQUÊNCIA DIDÁTICA:

“planejadas e orientadas com o objetivo de promover
uma aprendizagem específica e definida. São
sequenciadas com a intenção de oferecer desafios com
graus diferentes de complexidade para que as crianças
possam ir paulatinamente resolvendo problemas a
partir das diferentes proposições”. (RCNEI)
 Exemplo:

Sequência didática – produção oral com destino escrito –
Era uma vez um conto de fadas....
Atividade 1 – Leitura de contos tradicionais.
Atividade 2 – Ouvir uma história gravada em CD.
Atividade 3 – Produção oral da história escolhida.
 Sequência:
 Escolha boas versões dos contos: Branca de Neve,

Chapeuzinho Vermelho, Cinderela e João e Maria.
 Leia trechos que descrevem os personagens ou
cenários (“tinha os lábios vermelhos como sangue, os
cabelos pretos como o ébano e era branca como a
neve”, por exemplo) para que os alunos descubram de
que história foram retirados.
 Promova uma discussão a respeito da linguagem

utilizada e do papel das descrições nas histórias:
 - Como o uso das palavras e expressões pode servir
para causar os efeitos desejados (por exemplo,
pergunte como sabemos que a Chapeuzinho está
amedrontada com a “avó”)?
- Como a descrição de ambientes pode criar suspense,
diferentes climas numa história?
-Como a descrição de um personagem – seu jeito, sua
personalidade – nos provoca, nos faz imaginá-lo?
- A caracterização de um personagem nos ajuda a
saber qual é a história contada?
 Escolha, com os alunos, um conto entre aqueles mais






conhecidos, para ser produzido oralmente. Leia-o em
diferentes versões.
Se houver possibilidade, deixe-os ouvir um conto em
CD.
Promova o reconto oral desse conto com a colaboração
de todos os alunos.
Planeje coletivamente o processo de produção oral do
conto a ser escrito por você.
Escreva a produção oral dos alunos.
Nessa sequência fica evidente o trabalho com boas
situações de aprendizagens mencionadas nas
atividades permanentes.
 PROJETO DIDÁTICO:

Se caracterizam por serem conjuntos de atividades
envolvendo uma ou mais linguagens e possuem um
produto final que será socializado para um público
externo à sala de aula. Em geral, possuem duração de
várias semanas.
 Erros mais comuns:

- Focar o trabalho excessivamente no produto
final. Os alunos aprendem muito mais com todo o
processo do que com a chamada culminância.
- Não aproveitar os projetos para refletir sobre o
sistema alfabético e ortográfico. Os alunos devem
realizar registros e ter atividades de leitura em diversas
etapas, articulando o sistema de escrita com as práticas
de linguagem.
 Assim como as sequências didáticas, os projetos

didáticos devem ter uma intencionalidade definida e
sabendo que após alcançarem a aquisição do sistema
de escrita o próximo passo é a produção de bons textos
nosso caminho será:
“Aspectos necessários para a produção de bons
textos”.
 Bibliografia:
 MOGI DAS CRUZES, Secretaria Municipal de Educação. Matrizes

curriculares municipais para a educação básica: 9 anos- Língua
Portuguesa. Secretaria Municipal de Educação. Mogi das Cruzes: SME,
2009.
 São Paulo (Estado), Secretaria da Educação. Ler e escrever: guia de

planejamento e orientações didáticas; professor alfabetizador – 1a série
Secretaria da Educação, Fundação para o Desenvolvimento da
Educação; adaptação do material original, Claudia Rosenberg
Aratangy, Rosalinda Soares Ribeiro de Vasconcelos. - 3. ed. São Paulo :
FDE, 2010.

Situaesquearotinanecessitacontemplar 120628125647-phpapp01-120716213148-phpapp01 (1)

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    Organizar uma rotinasemanal de leitura e escrita é fundamental para orientar o planejamento e o cotidiano da sala de aula.
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    Ela se expressana forma que você organiza: TEMPO ESPAÇOS MATERIAIS INTENÇÕES INTERVENÇÕES
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    A rotina devecontemplar situações didáticas de reflexão sobre o sistema de escrita alfabético e de apropriação da linguagem que se escreve.
  • 5.
     ATIVIDADES PERMANENTES: -Leitura realizada pelo(a) professor(a): (Leitura em voz alta de textos literários, jornalísticos e sobre curiosidades). - Leitura pelo aluno: Roda de biblioteca com diversas finalidades: apreciar a qualidade literária dos textos, conhecer diferentes suportes de texto.
  • 6.
     Matrizes CurricularesMunicipais – Língua Portuguesa Escutar textos lidos pelo professor, atribuindo-lhe sentido, associando texto e contexto. Ler livros na classe, na biblioteca e em casa (empréstimos de livros). Socializar as experiências de leitura.
  • 8.
    - Análise ereflexão sobre o sistema de escrita: ( para os alunos não- alfabéticos) Leitura e escrita dos nomes dos alunos da sala. Leitura do alfabeto exposto na sala. Leitura e escrita de textos conhecidos de memória. Leitura e escrita de títulos de livros, de listas diversas (nomes dos ajudantes da semana, brincadeiras preferidas, professores e funcionários), ingredientes de uma receita, leitura de rótulos etc.
  • 9.
     Matrizes CurricularesMunicipais – Língua Portuguesa Construir a escrita a partir do seu nome. Escrever palavras, frases e pequenos textos contextualizando-os. Utilizar diferentes gêneros, como história em quadrinhos, pinturas, músicas etc.
  • 10.
    - Comunicação oral: Rodade conversa. Reconto de histórias conhecidas ou pessoais, de filmes etc. Exposição de objetos, materiais de pesquisa etc. Situações que permitam emitir opiniões sobre acontecimentos, curiosidades etc.
  • 11.
     Matrizes CurricularesMunicipais – Língua Portuguesa Participar de situações comunicativas: ouvir com atenção, intervir sem sair do assunto tratado, formular e responder perguntas, explicar e ouvir explicações, manifestar e acolher opiniões. Narrar fatos e histórias em sequência temporal e casual. Trabalhar com variados gêneros discursivos: contos, poemas, canções, parlendas, anúncios, notícias, cartas, receitas etc.
  • 13.
    - Produção detexto escrito: Produção coletiva, em dupla e individual – de um bilhete, de um texto instrucional etc. ( Produção oral com destino escrito) Reescrita de textos conhecidos – coletiva, em dupla, individual.
  • 14.
     Matrizes CurricularesMunicipais – Língua Portuguesa Considerar para quem o texto foi escrito, o porquê e as características do gênero. Introduzir progressivamente aspectos notacionais. Introduzir progressivamente aspectos discursivos.
  • 16.
     SEQUÊNCIA DIDÁTICA: “planejadase orientadas com o objetivo de promover uma aprendizagem específica e definida. São sequenciadas com a intenção de oferecer desafios com graus diferentes de complexidade para que as crianças possam ir paulatinamente resolvendo problemas a partir das diferentes proposições”. (RCNEI)
  • 17.
     Exemplo: Sequência didática– produção oral com destino escrito – Era uma vez um conto de fadas.... Atividade 1 – Leitura de contos tradicionais. Atividade 2 – Ouvir uma história gravada em CD. Atividade 3 – Produção oral da história escolhida.
  • 18.
     Sequência:  Escolhaboas versões dos contos: Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho, Cinderela e João e Maria.  Leia trechos que descrevem os personagens ou cenários (“tinha os lábios vermelhos como sangue, os cabelos pretos como o ébano e era branca como a neve”, por exemplo) para que os alunos descubram de que história foram retirados.
  • 19.
     Promova umadiscussão a respeito da linguagem utilizada e do papel das descrições nas histórias:  - Como o uso das palavras e expressões pode servir para causar os efeitos desejados (por exemplo, pergunte como sabemos que a Chapeuzinho está amedrontada com a “avó”)? - Como a descrição de ambientes pode criar suspense, diferentes climas numa história? -Como a descrição de um personagem – seu jeito, sua personalidade – nos provoca, nos faz imaginá-lo? - A caracterização de um personagem nos ajuda a saber qual é a história contada?
  • 20.
     Escolha, comos alunos, um conto entre aqueles mais     conhecidos, para ser produzido oralmente. Leia-o em diferentes versões. Se houver possibilidade, deixe-os ouvir um conto em CD. Promova o reconto oral desse conto com a colaboração de todos os alunos. Planeje coletivamente o processo de produção oral do conto a ser escrito por você. Escreva a produção oral dos alunos.
  • 21.
    Nessa sequência ficaevidente o trabalho com boas situações de aprendizagens mencionadas nas atividades permanentes.
  • 22.
     PROJETO DIDÁTICO: Secaracterizam por serem conjuntos de atividades envolvendo uma ou mais linguagens e possuem um produto final que será socializado para um público externo à sala de aula. Em geral, possuem duração de várias semanas.
  • 23.
     Erros maiscomuns: - Focar o trabalho excessivamente no produto final. Os alunos aprendem muito mais com todo o processo do que com a chamada culminância. - Não aproveitar os projetos para refletir sobre o sistema alfabético e ortográfico. Os alunos devem realizar registros e ter atividades de leitura em diversas etapas, articulando o sistema de escrita com as práticas de linguagem.
  • 26.
     Assim comoas sequências didáticas, os projetos didáticos devem ter uma intencionalidade definida e sabendo que após alcançarem a aquisição do sistema de escrita o próximo passo é a produção de bons textos nosso caminho será: “Aspectos necessários para a produção de bons textos”.
  • 27.
     Bibliografia:  MOGIDAS CRUZES, Secretaria Municipal de Educação. Matrizes curriculares municipais para a educação básica: 9 anos- Língua Portuguesa. Secretaria Municipal de Educação. Mogi das Cruzes: SME, 2009.  São Paulo (Estado), Secretaria da Educação. Ler e escrever: guia de planejamento e orientações didáticas; professor alfabetizador – 1a série Secretaria da Educação, Fundação para o Desenvolvimento da Educação; adaptação do material original, Claudia Rosenberg Aratangy, Rosalinda Soares Ribeiro de Vasconcelos. - 3. ed. São Paulo : FDE, 2010.