DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DO TRANSTORNO DISFÓRICO  PRÉ-MENSTRUAL Elisa Brietzke Escola Paulista de Medicina Universidade Federal de São Paulo
Fontes de Financiamento Bolsa: pós-doutorado (CNPq).  Financiamento à Pesquisa: CNPq e FAPESP. Speaker: Janssen-Cilag.  Não há conflitos de interesse
« É melhor morar numa terra deserta do que com uma mulher querelante e irritadiça. » Provérbios 21 vers. 19
300 a. C. Hipócrates: Sangue menstrual retido é a causa da HISTERIA.
Séc XIX “ Loucura catamenial”: sensibilidade a alterações de humor no período menstrual. Associação entre suicídio e internações e menstruação.
Séc. XX 1931: Robert Frank: definição da Síndrome Pré-menstrual, etiologia hormonal. 1971: Ellis e Austin: 45% das presas por crime violento da Carolina do Norte os cometeram no período pré-menstrual. 1980: 3 casos de homicídio na Inglaterra em que a TPM foi usada como atenuante
 
Diagnósticos da TDPM Normal TDPM SPM
Diagnósticos da TDPM Normal TDPM SPM “ Medicalizar uma situação normal da vida” “ Deixar de tratar uma condição associada a prejuízos”
Sintomas pré-menstruais TPM: S8% das mulheres TDPM: 2 a 8% sintomas interfere no funcionamento. Exacerbação de outro transtorno
Transtorno Disfórico Pré-Menstrual Doença Psico-neuroendócrina Complexa Crônica Afeta o funcionamento Segunda fase do ciclo menstrual
Sintomas
Sintomas
Sintomas Sono Temperatura Dor Edema
Transtorno Disfórico Pré-Menstrual Sintomas não são explicados por outros transtornos Prejuízo no funcionamento Período pré-menstrual
Sintomas no Período Pré-Menstrual Sintomas na fase lútea Remitem no início da fase folicular Ausentes na semana após a menstruação
Transtorno Disfórico Pré-Menstrual Sintomas não são explicados por outros transtornos Prejuízo no funcionamento Período pré-menstrual
Prejuízo no funcionamento Exigências do meio Flutuação nos prejuízos Após 2 meses de observação: 81% deixam de reportar prejuízo. Parry et al., 2005
Transtorno Disfórico Pré-Menstrual Sintomas não são explicados por outros transtornos Prejuízo no funcionamento Período pré-menstrual 50% tem outros transtornos mentais
Incidência de Transtornos Mentais no Seguimento de 48 meses de Portadoras de TDPM Wittchen et al.,  2002
Critérios Diagnósticos para TDPM Na maioria dos ciclos, no último ano, 5 ou mais dos  seguintes sintomas. Humor de deprimido, desesperança ou auto-depreciação Ansiedade, tensão Labilidade afetiva Raiva e irritabilidade persistente (conflitos interpessoais) Diminuição no interesse nas atividades usuais Dificuldade de concentração Letargia, fadiga, perda de energia Alterações de apetite, craving Insônia ou hipersonia Senso subjetivo de estar sobrecarregada ou fora de controle Outros sintomas físicos (dor mamária, cefaléia, ganho de peso, etc.)
Tratamento Mais de 50 métodos para tratar TDPM. Medidas conservadoras Tratamentos Psiquiátricos Supressão da Ovulação  Alta taxa de efeito placebo: 40%.
Medidas Conservadoras Ajustes no estilo de vida Lidar com sintomas Reduzir a culpa Evitar stress desnecessário Melhorar auto-estima PSICOTERAPIA
 
Limitações Falta de um grupo controle. Dificuldades de obter randomização adequada. Instrumentos de medidas de desfecho. Inconsistência da intervenção. Associação com medicação. Altas taxas de efeito placebo. Fatores relacionados ao terapeuta.
Grupos de Suporte
Exercício Dieta: redução de açúcar refinado Redução de consumo de cafeína. Suplementação nutricional  Gold et al., 2007 Medidas Conservadoras MUDANÇAS DE ESTILO DE VIDA
 
Tratamento-  ISRS Irritabilidade, humor deprimido, raiva, fissura por CI: regulados pela NT serotonérgica.  15 RCT duplo-cego contra placebo com vários agentes serotonérgicos.  Todos os agentes estudados foram mais efetivos que o placebo. Resposta média de 60%.
Fluoxetina, sertralina, citalopram, clomipramina Uso contínuo ou somente na fase lútea. Repkin 2003
Comparação entre antidepressivos Fluoxetina X Bupropiona Sertralina X Desipramina Paroxetina X Maprotilina
Comparação entre antidepressivos Fluoxetina  X Bupropiona Sertralina  X Desipramina Paroxetina  X Maprotilina Importância da modulação serotonérgica
Outras medicações psiquiátricas Alprazolam na fase lútea: 1 RCT. Buspirona: 1 RCT Venlafaxina: 1 RCT
Supressão da Ovulação Suplementação de Progesterona: etisterona, noretisterona, medroxiprogesterona. ACO: drospirenona Estradiol + Progesterona Análogos do GnRH Danazol Ooforectomia bilateral.
Drospirenona + Etinilestradiol 5 Trials, sendo 2 RCT contra placebo. N=1600 mulheres com TDPM Melhora: sintomas, produtividade e relacionamentos sociais.  Lopez et al., 2009
Tratamento-  Medicina Alternativa e Complementar 17 RCT.  Vitex agnus castus 4 RCT, N=500 Ginko Biloba 1 RCT Crocus Sativus 1 RCT Óleo de Prímula Não-controlado Hipérico Não-controlado
Fluoxetina vs. Agnocasto Atmaca 2003
Escolha da Estratégia Terapêutica Weisz 2009
Tratamento-Sumário 1 a  linha: ISRS (fluoxetina, paroxetina e sertralina: FDA) e modificações do estilo de vida. 2 a  linha: supressão da ovulação e outros psicotrópicos Adjuvantes: AINES, ansiolíticos, diuréticos  Fitoterápicos: resultados conflitantes.
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Diagnóstico e tratamento do transtorno disfórico pré-menstrual

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    DIAGNÓSTICO E TRATAMENTODO TRANSTORNO DISFÓRICO PRÉ-MENSTRUAL Elisa Brietzke Escola Paulista de Medicina Universidade Federal de São Paulo
  • 2.
    Fontes de FinanciamentoBolsa: pós-doutorado (CNPq). Financiamento à Pesquisa: CNPq e FAPESP. Speaker: Janssen-Cilag. Não há conflitos de interesse
  • 3.
    « É melhor morarnuma terra deserta do que com uma mulher querelante e irritadiça. » Provérbios 21 vers. 19
  • 4.
    300 a. C.Hipócrates: Sangue menstrual retido é a causa da HISTERIA.
  • 5.
    Séc XIX “Loucura catamenial”: sensibilidade a alterações de humor no período menstrual. Associação entre suicídio e internações e menstruação.
  • 6.
    Séc. XX 1931:Robert Frank: definição da Síndrome Pré-menstrual, etiologia hormonal. 1971: Ellis e Austin: 45% das presas por crime violento da Carolina do Norte os cometeram no período pré-menstrual. 1980: 3 casos de homicídio na Inglaterra em que a TPM foi usada como atenuante
  • 7.
  • 8.
    Diagnósticos da TDPMNormal TDPM SPM
  • 9.
    Diagnósticos da TDPMNormal TDPM SPM “ Medicalizar uma situação normal da vida” “ Deixar de tratar uma condição associada a prejuízos”
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    Sintomas pré-menstruais TPM:S8% das mulheres TDPM: 2 a 8% sintomas interfere no funcionamento. Exacerbação de outro transtorno
  • 11.
    Transtorno Disfórico Pré-MenstrualDoença Psico-neuroendócrina Complexa Crônica Afeta o funcionamento Segunda fase do ciclo menstrual
  • 12.
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    Transtorno Disfórico Pré-MenstrualSintomas não são explicados por outros transtornos Prejuízo no funcionamento Período pré-menstrual
  • 16.
    Sintomas no PeríodoPré-Menstrual Sintomas na fase lútea Remitem no início da fase folicular Ausentes na semana após a menstruação
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    Transtorno Disfórico Pré-MenstrualSintomas não são explicados por outros transtornos Prejuízo no funcionamento Período pré-menstrual
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    Prejuízo no funcionamentoExigências do meio Flutuação nos prejuízos Após 2 meses de observação: 81% deixam de reportar prejuízo. Parry et al., 2005
  • 19.
    Transtorno Disfórico Pré-MenstrualSintomas não são explicados por outros transtornos Prejuízo no funcionamento Período pré-menstrual 50% tem outros transtornos mentais
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    Incidência de TranstornosMentais no Seguimento de 48 meses de Portadoras de TDPM Wittchen et al., 2002
  • 21.
    Critérios Diagnósticos paraTDPM Na maioria dos ciclos, no último ano, 5 ou mais dos seguintes sintomas. Humor de deprimido, desesperança ou auto-depreciação Ansiedade, tensão Labilidade afetiva Raiva e irritabilidade persistente (conflitos interpessoais) Diminuição no interesse nas atividades usuais Dificuldade de concentração Letargia, fadiga, perda de energia Alterações de apetite, craving Insônia ou hipersonia Senso subjetivo de estar sobrecarregada ou fora de controle Outros sintomas físicos (dor mamária, cefaléia, ganho de peso, etc.)
  • 22.
    Tratamento Mais de50 métodos para tratar TDPM. Medidas conservadoras Tratamentos Psiquiátricos Supressão da Ovulação Alta taxa de efeito placebo: 40%.
  • 23.
    Medidas Conservadoras Ajustesno estilo de vida Lidar com sintomas Reduzir a culpa Evitar stress desnecessário Melhorar auto-estima PSICOTERAPIA
  • 24.
  • 25.
    Limitações Falta deum grupo controle. Dificuldades de obter randomização adequada. Instrumentos de medidas de desfecho. Inconsistência da intervenção. Associação com medicação. Altas taxas de efeito placebo. Fatores relacionados ao terapeuta.
  • 26.
  • 27.
    Exercício Dieta: reduçãode açúcar refinado Redução de consumo de cafeína. Suplementação nutricional Gold et al., 2007 Medidas Conservadoras MUDANÇAS DE ESTILO DE VIDA
  • 28.
  • 29.
    Tratamento- ISRSIrritabilidade, humor deprimido, raiva, fissura por CI: regulados pela NT serotonérgica. 15 RCT duplo-cego contra placebo com vários agentes serotonérgicos. Todos os agentes estudados foram mais efetivos que o placebo. Resposta média de 60%.
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    Fluoxetina, sertralina, citalopram,clomipramina Uso contínuo ou somente na fase lútea. Repkin 2003
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    Comparação entre antidepressivosFluoxetina X Bupropiona Sertralina X Desipramina Paroxetina X Maprotilina
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    Comparação entre antidepressivosFluoxetina X Bupropiona Sertralina X Desipramina Paroxetina X Maprotilina Importância da modulação serotonérgica
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    Outras medicações psiquiátricasAlprazolam na fase lútea: 1 RCT. Buspirona: 1 RCT Venlafaxina: 1 RCT
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    Supressão da OvulaçãoSuplementação de Progesterona: etisterona, noretisterona, medroxiprogesterona. ACO: drospirenona Estradiol + Progesterona Análogos do GnRH Danazol Ooforectomia bilateral.
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    Drospirenona + Etinilestradiol5 Trials, sendo 2 RCT contra placebo. N=1600 mulheres com TDPM Melhora: sintomas, produtividade e relacionamentos sociais. Lopez et al., 2009
  • 36.
    Tratamento- MedicinaAlternativa e Complementar 17 RCT. Vitex agnus castus 4 RCT, N=500 Ginko Biloba 1 RCT Crocus Sativus 1 RCT Óleo de Prímula Não-controlado Hipérico Não-controlado
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  • 38.
    Escolha da EstratégiaTerapêutica Weisz 2009
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    Tratamento-Sumário 1 a linha: ISRS (fluoxetina, paroxetina e sertralina: FDA) e modificações do estilo de vida. 2 a linha: supressão da ovulação e outros psicotrópicos Adjuvantes: AINES, ansiolíticos, diuréticos Fitoterápicos: resultados conflitantes.
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