“ Análise comparativa e ganhos com a nova resolução”
Seven Trees - Antonio Peticov , 1993
“ Na medida em que o homem cria, recria e decide, vão se formando as épocas históricas. E é também criando, recriando e decidindo que resolve como deve participar nessas épocas. É por isso que obtém melhor resultado toda vez que, integrando-se no espírito delas, se apropria de seus temas e reconhece suas tarefas concretas. Ponha-se ênfase, desde já, na necessidade permanente de uma atitude crítica, a única com a qual o homem poderá apreender os temas e tarefas de sua época e ir se integrando nela.”  (Paulo Freire, Educação e mudança. p. 64, 2007).
A QUESTÃO DA QUALIDADE...
“ Recuperar ”: Adquirir novamente (o perdido); reaver, retomar, readquirir, recobrar .  FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda.  Minidicionário da Língua Portuguesa , (1993). O QUÊ?
“ O Sermão da Sexagésima”  (Séc. XVII) de Padre Vieira – O autor conclui que os ouvintes não se interessam pelos sermões porque o pregador perdeu a fé . É preciso acreditar e ter credibilidade!
“ Dentro do processo de ensino-aprendizagem, recuperar significa voltar, tentar de novo adquirir o que perdeu, e não pode ser entendido como um processo unilateral. Se o aluno não aprendeu, o ensino não produziu seus efeitos,  não havendo aqui qualquer utilidade em atribuir-se culpa ou responsabilidade a uma das partes envolvidas.   Indicação CEE nº 5/98
PARA QUEM? TEMOS PENSADO A RECUPERAÇÃO? A AVALIAÇÃO? A ESCOLA... ?
O ensino começa e termina com a avaliação...   e a RECUPERAÇÃO também!
A  escola , ao viabilizar o fracasso, torna-se um instrumento a serviço da ampliação da injustiça social e da desigualdade. A  educação  é direito fundamental e deve promover a auto-estima e não a sua negação.
O que a história conta? Em  1822  – Apenas 0,2% da população brasileira era alfabetizada. Em  1872  – 1º censo brasileiro – 17% da população era alfabetizada.  Em  1960  – A porcentagem de alfabetizados passa, pela primeira vez na história, a ser maior que a de analfabetos (46%). Em  1980  – O número absoluto de analfabetos começou a baixar. Em  1990  – (1997) Conseguimos chegar perto da universalização do Ensino Fundamental. A Suécia conseguiu a alfabetização de 100% de sua população no séc. XVII
De entender que  temos (bons)   problemas para resolver ... QUE HORA É ESSA?
“ O projeto não é uma simples representação do futuro, mas um futuro para fazer, um futuro a construir, uma idéia a transformar em ato.”   Jean Marie Barbier
Aprende-se por confronto e não por semelhança. São necessários outros pontos de vista para refletir sobre a pertinência do meu.
Res. SEE 18, de 04/03/2009 Res. SEE 93, de 18/12/2009 Justificativa :  Resultados de Avaliações Internas e Externas (SARESP) Escola  deve  garantir oportunidades de aprendizagem a todos Recuperação integra o processo de ensino e aprendizagem Respeito à diversidade e aos ritmos de aprendizagem A CENP representou Justificativa : Respeito à pluralidade dos ritmos de aprendizagem O  compromisso  da escola de oferecer condições favoráveis à  superação das dificuldades encontradas no percurso escolar . Importância da diversidade e de  alternativas operacionais
Res. SEE 18, de 04/03/2009 Res. SEE 93, de 18/12/2009 Amplitude :  Alunos de classes regulares dos Ciclo I, Ciclo II e Ensino Médio Período : Ciclo I : 2º semestre Ciclo II e Ensino Médio: de março até o final de julho Amplitude :  Alunos de classes regulares dos Ciclo II e Ensino Médio Período : Ciclo II e Ensino Médio: durante todo o ano letivo.
Res. SEE 18, de 04/03/2009 Res. SEE 93, de 18/12/2009 Carga horária:  2 (duas) a 3 (três) horas semanais  (Aluno) Sistema de créditos referente à carga horária total anual do conjunto de classes em funcionamento Tratamento diferenciado para escolas dependendo do IDESP Carga horária:  Conjuntos indivisíveis de 10 (dez) aulas de Língua Portuguesa e Matemática  (Professor) Escolas com até 15 classes: 1 conjunto de 10 Escolas com 16 a 29 classes: 2 conjuntos de 10 Escolas com 30 ou mais classes: 3 conjuntos de 10
Res. SEE 18, de 04/03/2009 Res. SEE 93, de 18/12/2009 Quantidade de Alunos:  15 a 20 alunos organizados por série, por disciplina, por área de conhecimento ou por nível de desempenho Quantidade de Alunos:   Grupos de alunos (sem especificar quantidade) do mesmo nível de ensino, organizados por classe/série, por dificuldades de aprendizagem ou por outros critérios. De forma individualizada para alunos que necessitam, temporariamente, de trabalho específico (caráter excepcional).
Res. SEE 18, de 04/03/2009 Res. SEE 93, de 18/12/2009 Tipo de Recuperação :  Recuperação Paralela Atribuição de Aulas:  Precedida de questões técnicas e burocráticas. Tipo de Recuperação :  Recuperação Paralela e Recuperação Contínua (cita a recuperação final de ciclo). [art. 1º]  Atribuição de Aulas:  Antecede as questões técnicas e burocráticas.
Será a pessoa racional e ilustrada do ideal humanista de educação?  Será a pessoa otimizadora e competitiva dos modelos neoliberais de educação?  Será a pessoa ajustada aos ideais de cidadania do moderno estado-nação?  Será a pessoa desconfiada e crítica dos arranjos sociais existentes preconizada nas teorias educacionais críticas? A cada um desses “modelos” corresponderá um tipo de conhecimento, um tipo de currículo, e por que não, um tipo de recuperação? Silva, T.T. (1999).  Documentos de Identidade: uma introdu ç ão  à s teorias do curr í culo. São Paulo:  Autêntica Qual é o ser humano desejável para um determinado tipo de sociedade?
DIFERENTES OLHARES
O que é esperado de nós, professores?
Os alunos mudaram tanto!!!! e a recuperação?
Princípios norteadores para o trabalho de Recuperação Reflexão sobre a ação  –  uma análise sobre os resultados dos projetos já desenvolvidos. Reflexão na ação  – durante a implementação do projeto de Recuperação da Aprendizagem. Reflexão para a ação  – ação de planejar os próximos Projetos de recuperação, tendo em vista os resultados   das reflexões anteriores
- Compreenda os motivos das dificuldades de aprendizagem dos alunos. - Procure estabelecer vínculos positivos e de confiança com os alunos. - Valorize os saberes dos alunos. - Acolha as idéias, dúvidas e trate os erros dos alunos como sinais de saberes. O que se espera do professor que atua numa classe de recuperação (1) :
- Manifeste confiança na capacidade dos alunos, respeite às dúvidas, saberes, etc. - Seja um observador cuidadoso, capaz de antecipar o que o aluno está pensando, seus conflitos e possíveis dúvidas.  O que se espera do professor que atua numa classe de recuperação (2) :
- Organize uma boa rotina, pautas de observação e registros constantes do processo de aprendizagem dos alunos.  - Saiba organizar bons agrupamentos. - Saber fazer boas perguntas. - Tenha disponibilidade para entender as possíveis rejeições dos alunos às atividades, procurando investigar quais as razões. O que se espera do professor que atua numa classe de recuperação (3) :

Res 93 E 18

  • 1.
    “ Análise comparativae ganhos com a nova resolução”
  • 2.
    Seven Trees -Antonio Peticov , 1993
  • 3.
    “ Na medidaem que o homem cria, recria e decide, vão se formando as épocas históricas. E é também criando, recriando e decidindo que resolve como deve participar nessas épocas. É por isso que obtém melhor resultado toda vez que, integrando-se no espírito delas, se apropria de seus temas e reconhece suas tarefas concretas. Ponha-se ênfase, desde já, na necessidade permanente de uma atitude crítica, a única com a qual o homem poderá apreender os temas e tarefas de sua época e ir se integrando nela.” (Paulo Freire, Educação e mudança. p. 64, 2007).
  • 4.
    A QUESTÃO DAQUALIDADE...
  • 5.
    “ Recuperar ”:Adquirir novamente (o perdido); reaver, retomar, readquirir, recobrar . FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Minidicionário da Língua Portuguesa , (1993). O QUÊ?
  • 6.
    “ O Sermãoda Sexagésima” (Séc. XVII) de Padre Vieira – O autor conclui que os ouvintes não se interessam pelos sermões porque o pregador perdeu a fé . É preciso acreditar e ter credibilidade!
  • 7.
    “ Dentro doprocesso de ensino-aprendizagem, recuperar significa voltar, tentar de novo adquirir o que perdeu, e não pode ser entendido como um processo unilateral. Se o aluno não aprendeu, o ensino não produziu seus efeitos, não havendo aqui qualquer utilidade em atribuir-se culpa ou responsabilidade a uma das partes envolvidas. Indicação CEE nº 5/98
  • 8.
    PARA QUEM? TEMOSPENSADO A RECUPERAÇÃO? A AVALIAÇÃO? A ESCOLA... ?
  • 9.
    O ensino começae termina com a avaliação... e a RECUPERAÇÃO também!
  • 10.
    A escola, ao viabilizar o fracasso, torna-se um instrumento a serviço da ampliação da injustiça social e da desigualdade. A educação é direito fundamental e deve promover a auto-estima e não a sua negação.
  • 11.
    O que ahistória conta? Em 1822 – Apenas 0,2% da população brasileira era alfabetizada. Em 1872 – 1º censo brasileiro – 17% da população era alfabetizada. Em 1960 – A porcentagem de alfabetizados passa, pela primeira vez na história, a ser maior que a de analfabetos (46%). Em 1980 – O número absoluto de analfabetos começou a baixar. Em 1990 – (1997) Conseguimos chegar perto da universalização do Ensino Fundamental. A Suécia conseguiu a alfabetização de 100% de sua população no séc. XVII
  • 12.
    De entender que temos (bons) problemas para resolver ... QUE HORA É ESSA?
  • 13.
    “ O projetonão é uma simples representação do futuro, mas um futuro para fazer, um futuro a construir, uma idéia a transformar em ato.” Jean Marie Barbier
  • 14.
    Aprende-se por confrontoe não por semelhança. São necessários outros pontos de vista para refletir sobre a pertinência do meu.
  • 15.
    Res. SEE 18,de 04/03/2009 Res. SEE 93, de 18/12/2009 Justificativa : Resultados de Avaliações Internas e Externas (SARESP) Escola deve garantir oportunidades de aprendizagem a todos Recuperação integra o processo de ensino e aprendizagem Respeito à diversidade e aos ritmos de aprendizagem A CENP representou Justificativa : Respeito à pluralidade dos ritmos de aprendizagem O compromisso da escola de oferecer condições favoráveis à superação das dificuldades encontradas no percurso escolar . Importância da diversidade e de alternativas operacionais
  • 16.
    Res. SEE 18,de 04/03/2009 Res. SEE 93, de 18/12/2009 Amplitude : Alunos de classes regulares dos Ciclo I, Ciclo II e Ensino Médio Período : Ciclo I : 2º semestre Ciclo II e Ensino Médio: de março até o final de julho Amplitude : Alunos de classes regulares dos Ciclo II e Ensino Médio Período : Ciclo II e Ensino Médio: durante todo o ano letivo.
  • 17.
    Res. SEE 18,de 04/03/2009 Res. SEE 93, de 18/12/2009 Carga horária: 2 (duas) a 3 (três) horas semanais (Aluno) Sistema de créditos referente à carga horária total anual do conjunto de classes em funcionamento Tratamento diferenciado para escolas dependendo do IDESP Carga horária: Conjuntos indivisíveis de 10 (dez) aulas de Língua Portuguesa e Matemática (Professor) Escolas com até 15 classes: 1 conjunto de 10 Escolas com 16 a 29 classes: 2 conjuntos de 10 Escolas com 30 ou mais classes: 3 conjuntos de 10
  • 18.
    Res. SEE 18,de 04/03/2009 Res. SEE 93, de 18/12/2009 Quantidade de Alunos: 15 a 20 alunos organizados por série, por disciplina, por área de conhecimento ou por nível de desempenho Quantidade de Alunos: Grupos de alunos (sem especificar quantidade) do mesmo nível de ensino, organizados por classe/série, por dificuldades de aprendizagem ou por outros critérios. De forma individualizada para alunos que necessitam, temporariamente, de trabalho específico (caráter excepcional).
  • 19.
    Res. SEE 18,de 04/03/2009 Res. SEE 93, de 18/12/2009 Tipo de Recuperação : Recuperação Paralela Atribuição de Aulas: Precedida de questões técnicas e burocráticas. Tipo de Recuperação : Recuperação Paralela e Recuperação Contínua (cita a recuperação final de ciclo). [art. 1º] Atribuição de Aulas: Antecede as questões técnicas e burocráticas.
  • 20.
    Será a pessoaracional e ilustrada do ideal humanista de educação? Será a pessoa otimizadora e competitiva dos modelos neoliberais de educação? Será a pessoa ajustada aos ideais de cidadania do moderno estado-nação? Será a pessoa desconfiada e crítica dos arranjos sociais existentes preconizada nas teorias educacionais críticas? A cada um desses “modelos” corresponderá um tipo de conhecimento, um tipo de currículo, e por que não, um tipo de recuperação? Silva, T.T. (1999). Documentos de Identidade: uma introdu ç ão à s teorias do curr í culo. São Paulo: Autêntica Qual é o ser humano desejável para um determinado tipo de sociedade?
  • 21.
  • 22.
    O que éesperado de nós, professores?
  • 23.
    Os alunos mudaramtanto!!!! e a recuperação?
  • 24.
    Princípios norteadores parao trabalho de Recuperação Reflexão sobre a ação – uma análise sobre os resultados dos projetos já desenvolvidos. Reflexão na ação – durante a implementação do projeto de Recuperação da Aprendizagem. Reflexão para a ação – ação de planejar os próximos Projetos de recuperação, tendo em vista os resultados das reflexões anteriores
  • 25.
    - Compreenda osmotivos das dificuldades de aprendizagem dos alunos. - Procure estabelecer vínculos positivos e de confiança com os alunos. - Valorize os saberes dos alunos. - Acolha as idéias, dúvidas e trate os erros dos alunos como sinais de saberes. O que se espera do professor que atua numa classe de recuperação (1) :
  • 26.
    - Manifeste confiançana capacidade dos alunos, respeite às dúvidas, saberes, etc. - Seja um observador cuidadoso, capaz de antecipar o que o aluno está pensando, seus conflitos e possíveis dúvidas. O que se espera do professor que atua numa classe de recuperação (2) :
  • 27.
    - Organize umaboa rotina, pautas de observação e registros constantes do processo de aprendizagem dos alunos. - Saiba organizar bons agrupamentos. - Saber fazer boas perguntas. - Tenha disponibilidade para entender as possíveis rejeições dos alunos às atividades, procurando investigar quais as razões. O que se espera do professor que atua numa classe de recuperação (3) :