HISTÓRIA, ARTE E CRIATIVIDADE: DAS TECNOLOGIAS À APRENDIZAGEM EM CONTEXTO

                                                2011/2012


      Registo Atividade em Aula – História, Arte e Criatividade
Título/Tema do trabalho: Uma história insólita
Viagem transcontinental na época dos Descobrimentos / Império do Oriente (século XVI)
Unidade/Subunidade: Designação da Unidade/Subunidade Didática (se aplicável):
E1 – O expansionismo europeu: o comércio à escala mundial
Destinatários:          Duração da atividade: 1
Alunos do 8º ano de bloco de 90 minutos (sala
escolaridade            de aula)
                        A visita ao museu não está
                        contabilizada, já que pode
                        ocorrer em dia em que os
                        alunos não tenham a
                        disciplina, ou mesmo ao
                        sábado.
Museu Condes Castro Guimarães | 2012

Introdução: A atividade é realizada tendo por ponto de partida a visita ao Museu dos Condes
Castro Guimarães. Cada grupo de alunos deverá ser constituído por 12 elementos, no máximo,
e procurarão as 2 obras (identificadas com post-it) e que serão utilizadas na atividade.
Proposta: Na 1ª obra, o grupo sentar-se-á, observará a imagem e far-se-á a leitura da
narrativa. Conforme esta se vai fazendo, irão sendo utilizados os post-its, 3 cores diferentes
que identificarão: uma cor, as personagens; outra cor, as emoções (cor-de-rosa) e outra, os
conceitos que aparecem no documento de forma direta ou indireta. Os alunos irão colocando no
seu caderno/ bloco de apontamentos o que conseguem identificar. A continuidade ficará para a
sala de aula, espaço mais formal, já que apesar do museu desempenhar a função de sala de aula,
o espaço não permite realizar a atividade de forma completa.
Esta atividade poderá ser articulada com as áreas disciplinares de Educação Visual, Geografia,
Língua Portuguesa, Ciências Naturais e a área não disciplinar de Formação Cívica. Além disso,
a atividade possibilita o seu uso como consolidação de conhecimentos adquiridos pelos alunos,
ou como motivação para a aquisição de novos.
Objetivos pedagógicos: Consolidar os conhecimentos já adquiridos pelos alunos;
Motivar os alunos para os conteúdos programáticos supra referenciados;
Adquirir/ aplicar conceitos como: rotas comerciais; aculturação; emancipação; mundialização
das trocas; império colonial; miscigenação, analisar obras de arte diversificadas.
Ferramentas e Recursos: Ida ao museu / transporte; as 2 obras (Muleta, de Augusto de
Andrade, 1865/ Espingardas japonesas, séc. XVIII); caderno e lápis, máquina fotográfica
(facultativa).
Operacionalização: Os alunos, em aula, ouviriam novamente a narrativa e projetavam-se as
obras selecionadas. De seguida, os grupos / ou as duas partes da turma enunciavam as
conclusões a que tinham chegado, e iniciar-se-ia um espaço de debate sobre as temáticas da
aculturação (englobando a transformação das paisagens e da vida das pessoas) e sobre o papel
da mulher (tanto nas sociedades europeias, como nas outras civilizações, não esquecendo as
funções que a mulher hoje desempenha). Seria ainda proposto que os alunos continuassem a


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           Registo Final – Ação de Formação: História, Arte e Criatividade – 2011/2012
HISTÓRIA, ARTE E CRIATIVIDADE: DAS TECNOLOGIAS À APRENDIZAGEM EM CONTEXTO

                                                2011/2012

narrativa, havendo ainda a possibilidade da mesma se transformar numa pequena peça teatral
(que seria realizada com a colaboração do Clube do Teatro).
Avaliação: Grelha de observação sobre a participação dos alunos na atividade realizada no
museu e a que decorreria na aula (observação direta). Continuação da narrativa (expressão
escrita). Ficha de auto avaliação para os alunos.
Reflexão Individual: A ação de formação foi produtiva, interessante e útil. A parte teórica, no
início, alertou a formanda para uma nova visão da história e da construção do saber que
canalizada para o quotidiano da prática pedagógica poderá proporcionar aos professores novos
pontos de partida para motivar os alunos, podendo estes criar através dos objetos pontos de
partida diversos. Foi útil e produtiva, pois possibilitou a construção de materiais facilmente
utilizáveis pelos participantes em contexto de sala de aula, seja ela informal – museu, ou formal
– escola. Contribuiu ainda para a troca de ideias e impressões com os colegas, demonstrando-se
que quando existe interesse e apetência para uma determinada tarefa, o individuo até agora
desconhecido, torna-se num colaborador participativo, facilitador do intercâmbio de ideais,
com o consequente enriquecimento do trabalho. A ação será ainda interessante para os alunos
pois permite-lhes a visita a espaços diferentes, agradáveis, belos, harmoniosos e encantados,
como o museu em causa.
Realço apenas alguns dos aspetos que muito me agradaram: a interação e dinâmica criadas e
incutidas pelo formador; a intencionalidade de ensinar a olhar a obra de arte de diferentes
modos; a criatividade das atividades e o envolvimento dos participantes durante as sessões de
formação e durante o tempo que mediou as duas sessões; a preocupação de não sobrecarregar
os formandos com atividades extra sessão; o espaço onde decorreu (belíssimo). Gostei muito!
O espaço despertou o olhar para peças maravilhosas que me eram desconhecidas e que me
farão voltar com alunos e com a família. A partir de agora, a palavra criatividade passou a ter
outra dimensão. A natureza e a duração das atividades propostas foram as adequadas ao curso.
Abriram novas perspectivas de abordagem. Foi um prazer fruir de um espaço encantado,
aprender com um formador muito dinâmico que ensinou a desconstruir algumas ideias que, no
fundo são barreiras ao “olhar”. O museu como espaço de aprendizagem. A bibliografia
indicada aguçou a curiosidade de saber mais. O trabalho desenvolvido em grupo foi muito
interessante. A partilha de ideias e a apresentação das várias propostas de atividades a realizar
com os alunos tornaram os dois dias muito enriquecedores. Gostei, aprendi, convivi.
Esta ação de formação foi um contributo importante para a minha prática letiva já que me
permitiu ver uma ida ao museu com outra perspetiva. Ao mesmo tempo permitiu-me que as
próximas visitas de estudo sejam, por mim, planificadas de forma diferente e talvez mais
motivadoras para os meus alunos tendo em conta o caráter criativo que tentarei implementar.
Para finalizar devo referir que esta ação decorreu num espaço muito bonito e com um grupo de
trabalho muito participativo e criativo. Quero dar os parabéns aos formadores, em particular ao
João, pelo ambiente agradável e simples com que desenvolve as suas sessões.

Observações: Podem existir alguns condicionalismos temporais, já que a pressão sobre os
docentes para o cumprimento dos programas curriculares pode pôr em risco o uso mais
frequente destas estratégias / metodologias.




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           Registo Final – Ação de Formação: História, Arte e Criatividade – 2011/2012

Registo actividade 3 (1) net

  • 1.
    HISTÓRIA, ARTE ECRIATIVIDADE: DAS TECNOLOGIAS À APRENDIZAGEM EM CONTEXTO 2011/2012 Registo Atividade em Aula – História, Arte e Criatividade Título/Tema do trabalho: Uma história insólita Viagem transcontinental na época dos Descobrimentos / Império do Oriente (século XVI) Unidade/Subunidade: Designação da Unidade/Subunidade Didática (se aplicável): E1 – O expansionismo europeu: o comércio à escala mundial Destinatários: Duração da atividade: 1 Alunos do 8º ano de bloco de 90 minutos (sala escolaridade de aula) A visita ao museu não está contabilizada, já que pode ocorrer em dia em que os alunos não tenham a disciplina, ou mesmo ao sábado. Museu Condes Castro Guimarães | 2012 Introdução: A atividade é realizada tendo por ponto de partida a visita ao Museu dos Condes Castro Guimarães. Cada grupo de alunos deverá ser constituído por 12 elementos, no máximo, e procurarão as 2 obras (identificadas com post-it) e que serão utilizadas na atividade. Proposta: Na 1ª obra, o grupo sentar-se-á, observará a imagem e far-se-á a leitura da narrativa. Conforme esta se vai fazendo, irão sendo utilizados os post-its, 3 cores diferentes que identificarão: uma cor, as personagens; outra cor, as emoções (cor-de-rosa) e outra, os conceitos que aparecem no documento de forma direta ou indireta. Os alunos irão colocando no seu caderno/ bloco de apontamentos o que conseguem identificar. A continuidade ficará para a sala de aula, espaço mais formal, já que apesar do museu desempenhar a função de sala de aula, o espaço não permite realizar a atividade de forma completa. Esta atividade poderá ser articulada com as áreas disciplinares de Educação Visual, Geografia, Língua Portuguesa, Ciências Naturais e a área não disciplinar de Formação Cívica. Além disso, a atividade possibilita o seu uso como consolidação de conhecimentos adquiridos pelos alunos, ou como motivação para a aquisição de novos. Objetivos pedagógicos: Consolidar os conhecimentos já adquiridos pelos alunos; Motivar os alunos para os conteúdos programáticos supra referenciados; Adquirir/ aplicar conceitos como: rotas comerciais; aculturação; emancipação; mundialização das trocas; império colonial; miscigenação, analisar obras de arte diversificadas. Ferramentas e Recursos: Ida ao museu / transporte; as 2 obras (Muleta, de Augusto de Andrade, 1865/ Espingardas japonesas, séc. XVIII); caderno e lápis, máquina fotográfica (facultativa). Operacionalização: Os alunos, em aula, ouviriam novamente a narrativa e projetavam-se as obras selecionadas. De seguida, os grupos / ou as duas partes da turma enunciavam as conclusões a que tinham chegado, e iniciar-se-ia um espaço de debate sobre as temáticas da aculturação (englobando a transformação das paisagens e da vida das pessoas) e sobre o papel da mulher (tanto nas sociedades europeias, como nas outras civilizações, não esquecendo as funções que a mulher hoje desempenha). Seria ainda proposto que os alunos continuassem a 1 Registo Final – Ação de Formação: História, Arte e Criatividade – 2011/2012
  • 2.
    HISTÓRIA, ARTE ECRIATIVIDADE: DAS TECNOLOGIAS À APRENDIZAGEM EM CONTEXTO 2011/2012 narrativa, havendo ainda a possibilidade da mesma se transformar numa pequena peça teatral (que seria realizada com a colaboração do Clube do Teatro). Avaliação: Grelha de observação sobre a participação dos alunos na atividade realizada no museu e a que decorreria na aula (observação direta). Continuação da narrativa (expressão escrita). Ficha de auto avaliação para os alunos. Reflexão Individual: A ação de formação foi produtiva, interessante e útil. A parte teórica, no início, alertou a formanda para uma nova visão da história e da construção do saber que canalizada para o quotidiano da prática pedagógica poderá proporcionar aos professores novos pontos de partida para motivar os alunos, podendo estes criar através dos objetos pontos de partida diversos. Foi útil e produtiva, pois possibilitou a construção de materiais facilmente utilizáveis pelos participantes em contexto de sala de aula, seja ela informal – museu, ou formal – escola. Contribuiu ainda para a troca de ideias e impressões com os colegas, demonstrando-se que quando existe interesse e apetência para uma determinada tarefa, o individuo até agora desconhecido, torna-se num colaborador participativo, facilitador do intercâmbio de ideais, com o consequente enriquecimento do trabalho. A ação será ainda interessante para os alunos pois permite-lhes a visita a espaços diferentes, agradáveis, belos, harmoniosos e encantados, como o museu em causa. Realço apenas alguns dos aspetos que muito me agradaram: a interação e dinâmica criadas e incutidas pelo formador; a intencionalidade de ensinar a olhar a obra de arte de diferentes modos; a criatividade das atividades e o envolvimento dos participantes durante as sessões de formação e durante o tempo que mediou as duas sessões; a preocupação de não sobrecarregar os formandos com atividades extra sessão; o espaço onde decorreu (belíssimo). Gostei muito! O espaço despertou o olhar para peças maravilhosas que me eram desconhecidas e que me farão voltar com alunos e com a família. A partir de agora, a palavra criatividade passou a ter outra dimensão. A natureza e a duração das atividades propostas foram as adequadas ao curso. Abriram novas perspectivas de abordagem. Foi um prazer fruir de um espaço encantado, aprender com um formador muito dinâmico que ensinou a desconstruir algumas ideias que, no fundo são barreiras ao “olhar”. O museu como espaço de aprendizagem. A bibliografia indicada aguçou a curiosidade de saber mais. O trabalho desenvolvido em grupo foi muito interessante. A partilha de ideias e a apresentação das várias propostas de atividades a realizar com os alunos tornaram os dois dias muito enriquecedores. Gostei, aprendi, convivi. Esta ação de formação foi um contributo importante para a minha prática letiva já que me permitiu ver uma ida ao museu com outra perspetiva. Ao mesmo tempo permitiu-me que as próximas visitas de estudo sejam, por mim, planificadas de forma diferente e talvez mais motivadoras para os meus alunos tendo em conta o caráter criativo que tentarei implementar. Para finalizar devo referir que esta ação decorreu num espaço muito bonito e com um grupo de trabalho muito participativo e criativo. Quero dar os parabéns aos formadores, em particular ao João, pelo ambiente agradável e simples com que desenvolve as suas sessões. Observações: Podem existir alguns condicionalismos temporais, já que a pressão sobre os docentes para o cumprimento dos programas curriculares pode pôr em risco o uso mais frequente destas estratégias / metodologias. 2 Registo Final – Ação de Formação: História, Arte e Criatividade – 2011/2012