HISTÓRIA, ARTE E CRIATIVIDADE: DAS TECNOLOGIAS À APRENDIZAGEM EM CONTEXTO

                                                2011/2012




          Registo Atividade em Aula – História, Arte e Criatividade

Título/Tema do trabalho:
                   “A emigração do século XIX”
Unidade/Subunidade: Designação da Unidade/Subunidade Didática (se aplicável):

Portugal na segunda metade do século XIX:
- A vida quotidiana nos campos.
O mundo industrializado século XIX:
- O caso português: a emigração

Destinatários:                Duração               da Museu Nacional de Soares dos Reis | 2012
                              atividade:
- Alunos do 2.º e 3.ºciclos
                               - 45 minutos


Narrativa visual


Obra: O Desterrado

        Escultura de um Homem despido, vestido de muitas estórias. A sua estória é a mesma
do Luciano, do Manuel, do Joaquim, da Brasilina, da Clotilde, da Emília e muitos outros…

        Certo dia, o homem, ainda muito jovem, fez a trouxa, despediu-se dos seus entes
queridos e partiu. Só, com uma mala de mão, com poucos pertences e recordações.

        Embarca no “vapor”, cruza o oceano, rumo ao desconhecido, na esperança de melhorar
as suas condições de vida e da sua família.

       Os sacrifícios foram mais que muitos, nem imaginam as estórias que a sua esposa, a
minha avó Emília, sempre contou; a traição do amigo, a doença, os roubos, a solidão e a
saudade.

        Apesar de tudo, foi um dos “torna-viagem” que regressa à terra natal com o seu pé-de-
meia, transformado num homem de sucesso, carregando nos seus baús o colete, o fato branco,
botas novas de verniz e recordações para toda a família.




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          Registo Final – Ação de Formação: História, Arte e Criatividade – 2011/2012
HISTÓRIA, ARTE E CRIATIVIDADE: DAS TECNOLOGIAS À APRENDIZAGEM EM CONTEXTO

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        Este homem constrói a seu palacete, enriquece o local onde vive, ajuda os mais
necessitados, mas sempre com o sonho de ascender socialmente, tendo-se vulgarizado a
expressão:
                             “ Foge cão que te fazem barão!
                               Para onde, se me fazem visconde?”

Plano de aula:

Local: Museu Soares dos Reis, na Sala Soares dos Reis

    1- Visualização da obra selecionada “O Desterrado”.
    2- Ouvir a narrativa elaborada sobre a obra, recorrendo ainda à utilização de uma meia
        (para explorar o conceito de sucesso, fortuna, ou seja, o pé de meia que havia
        conseguido noutro lugar) e de um jornal da época (que ilustrava algumas das obras
        patrocinadas).
    3- Os alunos são motivados a dar resposta, às seguintes questões:
    •   O que está a acontecer nesta escultura?
    •   O que vês nesta obra que leva a dizer isso?
    •   O que mais podem encontrar?
    4- Seleção/sistematização das ideias dos alunos.
    5- Registo das ideias dos alunos, num guião de exploração, onde também consta o poema,
        “Ei-los que partem” do poeta Manuel Freire, que relata o tema da emigração e a
        proposta de trabalho para a pesquisa sobre o tema na atualidade.

Reflexão Individual:


Esta atividade permitiu-me aprender algo mais sobre o tema “História, Arte e Criatividade”
através de uma partilha de ideias, valores e saberes, contribuindo para um maior enriquecimento
da minha vida profissional enquanto docente e cidadã.

A formação, que decorreu num espaço diferente do habitual (Museu Soares dos Reis) revelou-se
bastante profícua do ponto de vista cultural e pedagógico, com destaque para a importância da
arte e da narrativa visual no ensino da História e, ainda, para a partilha de saberes e experiência
profissionais entre os docentes.




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A atividade traduziu-se num conjunto de experiências positivas que em muito contribuíram para o
enriquecimento da minha forma de estar na profissão. É importante conhecer novas abordagens
e novas metodologias para “cativar” os alunos num tempo em que a imagem é tão importante.


A atividade tornou-se numa “viagem ao passado”, ao meu passado familiar, onde senti a
experiência vivencial dos emigrantes, a dureza, os sacrifícios e, no final o sagrar na vida. Foi,
talvez, uma homenagem a todos os emigrantes portugueses, alicerçada com a aprendizagem de
termos linguísticos da época e novas abordagens criativas da história.

Foi uma experiência enriquecedora e gratificante: trabalhei, aprendi e gostei muito,
principalmente da partilha. Fiquei com ideias a fervilhar para poder aplicar nas disciplinas
que leciono (História do 3.º ciclo e História da Cultura e das Artes) mas acho que neste
momento ”só sei que nada sei”! Apesar de muito interessante e motivador é muito difícil ter
a criatividade como motor de trabalho e aplicar o trabalho produzido na sala de aula de
uma forma sistemática e eficaz. Mas que vou tentar vou…

“O Ensinar e o Aprender são conceitos indissociáveis, por estarem ligados, a um mesmo tronco,
homenageando os professores, consequentemente, os alunos”. Esta ação de formação,
permitiu-me aprender, descobrir e aperfeiçoar o meu aprender a ver. Estas aprendizagens, serão
uma mais valia para aprimorar a minha forma de ensinar




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Registo actividade net

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    HISTÓRIA, ARTE ECRIATIVIDADE: DAS TECNOLOGIAS À APRENDIZAGEM EM CONTEXTO 2011/2012 Registo Atividade em Aula – História, Arte e Criatividade Título/Tema do trabalho: “A emigração do século XIX” Unidade/Subunidade: Designação da Unidade/Subunidade Didática (se aplicável): Portugal na segunda metade do século XIX: - A vida quotidiana nos campos. O mundo industrializado século XIX: - O caso português: a emigração Destinatários: Duração da Museu Nacional de Soares dos Reis | 2012 atividade: - Alunos do 2.º e 3.ºciclos - 45 minutos Narrativa visual Obra: O Desterrado Escultura de um Homem despido, vestido de muitas estórias. A sua estória é a mesma do Luciano, do Manuel, do Joaquim, da Brasilina, da Clotilde, da Emília e muitos outros… Certo dia, o homem, ainda muito jovem, fez a trouxa, despediu-se dos seus entes queridos e partiu. Só, com uma mala de mão, com poucos pertences e recordações. Embarca no “vapor”, cruza o oceano, rumo ao desconhecido, na esperança de melhorar as suas condições de vida e da sua família. Os sacrifícios foram mais que muitos, nem imaginam as estórias que a sua esposa, a minha avó Emília, sempre contou; a traição do amigo, a doença, os roubos, a solidão e a saudade. Apesar de tudo, foi um dos “torna-viagem” que regressa à terra natal com o seu pé-de- meia, transformado num homem de sucesso, carregando nos seus baús o colete, o fato branco, botas novas de verniz e recordações para toda a família. 1 Registo Final – Ação de Formação: História, Arte e Criatividade – 2011/2012
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    HISTÓRIA, ARTE ECRIATIVIDADE: DAS TECNOLOGIAS À APRENDIZAGEM EM CONTEXTO 2011/2012 Este homem constrói a seu palacete, enriquece o local onde vive, ajuda os mais necessitados, mas sempre com o sonho de ascender socialmente, tendo-se vulgarizado a expressão: “ Foge cão que te fazem barão! Para onde, se me fazem visconde?” Plano de aula: Local: Museu Soares dos Reis, na Sala Soares dos Reis 1- Visualização da obra selecionada “O Desterrado”. 2- Ouvir a narrativa elaborada sobre a obra, recorrendo ainda à utilização de uma meia (para explorar o conceito de sucesso, fortuna, ou seja, o pé de meia que havia conseguido noutro lugar) e de um jornal da época (que ilustrava algumas das obras patrocinadas). 3- Os alunos são motivados a dar resposta, às seguintes questões: • O que está a acontecer nesta escultura? • O que vês nesta obra que leva a dizer isso? • O que mais podem encontrar? 4- Seleção/sistematização das ideias dos alunos. 5- Registo das ideias dos alunos, num guião de exploração, onde também consta o poema, “Ei-los que partem” do poeta Manuel Freire, que relata o tema da emigração e a proposta de trabalho para a pesquisa sobre o tema na atualidade. Reflexão Individual: Esta atividade permitiu-me aprender algo mais sobre o tema “História, Arte e Criatividade” através de uma partilha de ideias, valores e saberes, contribuindo para um maior enriquecimento da minha vida profissional enquanto docente e cidadã. A formação, que decorreu num espaço diferente do habitual (Museu Soares dos Reis) revelou-se bastante profícua do ponto de vista cultural e pedagógico, com destaque para a importância da arte e da narrativa visual no ensino da História e, ainda, para a partilha de saberes e experiência profissionais entre os docentes. 2 Registo Final – Ação de Formação: História, Arte e Criatividade – 2011/2012
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    HISTÓRIA, ARTE ECRIATIVIDADE: DAS TECNOLOGIAS À APRENDIZAGEM EM CONTEXTO 2011/2012 A atividade traduziu-se num conjunto de experiências positivas que em muito contribuíram para o enriquecimento da minha forma de estar na profissão. É importante conhecer novas abordagens e novas metodologias para “cativar” os alunos num tempo em que a imagem é tão importante. A atividade tornou-se numa “viagem ao passado”, ao meu passado familiar, onde senti a experiência vivencial dos emigrantes, a dureza, os sacrifícios e, no final o sagrar na vida. Foi, talvez, uma homenagem a todos os emigrantes portugueses, alicerçada com a aprendizagem de termos linguísticos da época e novas abordagens criativas da história. Foi uma experiência enriquecedora e gratificante: trabalhei, aprendi e gostei muito, principalmente da partilha. Fiquei com ideias a fervilhar para poder aplicar nas disciplinas que leciono (História do 3.º ciclo e História da Cultura e das Artes) mas acho que neste momento ”só sei que nada sei”! Apesar de muito interessante e motivador é muito difícil ter a criatividade como motor de trabalho e aplicar o trabalho produzido na sala de aula de uma forma sistemática e eficaz. Mas que vou tentar vou… “O Ensinar e o Aprender são conceitos indissociáveis, por estarem ligados, a um mesmo tronco, homenageando os professores, consequentemente, os alunos”. Esta ação de formação, permitiu-me aprender, descobrir e aperfeiçoar o meu aprender a ver. Estas aprendizagens, serão uma mais valia para aprimorar a minha forma de ensinar 3 Registo Final – Ação de Formação: História, Arte e Criatividade – 2011/2012