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Instituto Superior Miguel Torga




   Reflexão crítica
Maria João Silveirinha (2003), “Novos Media,
Velhas Questões”, in Informação e Comunicação
OnLine, volume III, Covilhã, UBI, pp. 95-116.

          Sociologia da Comunicação




     Cláudia Manuela Simões Amaral Nº 7784
I


O texto é uma ref lexão de vários autores ligados à área da
comunicação e sociedade. O tema central retratado é as questões
dos novos média, os pontos f ortes e f racos perante a sua
utilização. A utilização dos novos meios de comunicação veio
quebrar com uma parte das relações interpessoais: existe
comunicação, mas não contacto f ísico e visível. Isto é, as relações
interpessoais são aquelas onde o processo de comunicação se faz
com maior grau de informação.

Comunicamos não só com as palavras – é também através da
roupa, de gestos, de som, das rugas de expressão. Todos esses
indicadores comunicam e se perde m na comunicação a níve l
tecnológico.

Um factor positivo é que o uso dos n ovos meios de comunicação,
aumentam o f luxo de inf ormação num dado momen to. Há facilidade
no acesso, na troca de mensagens, há simultaneidade na
comunicação, o que leva a adaptação da linguagem e à adaptação
do indivíduo a esse meio no real. Ist o é, transpõem-se a cultura
cibernética para o real criando assim novos estilos de vida
perante o que somos no virtual.

O s n o vo s me io s d e co mu n ica çã o a p are ce m cit a d o s p o r McL u h a n
como extensões do nosso corpo, que nos permitem ir até ao outro
lado do mundo, ver, experimentar, tu do através de um toque com
os dedos – A “aldeia Global”. W ar and Peace in the Global Villag e,
He rb e rt Ma rsh a l l McL u h a n .

Outro autor citado neste texto, Harold Innis também `reconheceu
que a velocidade e distância da comunicação electrónica alargava
a escala possível da organização social e aumentava f ortemente
as possibilidades de centralização e de imperialis mo em questões
de cultura e política'.

Ma s é e m Jo sh u a Me yro w it z q u e e n co n t ra mo s u ma d a s e xp re ssõ e s
ma is a ct u a liza d a s d a s id e ia s d e McL u h a n e In n is. E st e a u t o r va i
mais longe e ref lecte sobre os novos meios de comunicação, a
identidade e a comunidade no mundo virtual . Poster chama-a d e
'segunda era dos media' que, assentando no modo da inf ormação
sobretudo na sua forma de comunicação mediada por computador
e na pós-modernidade.

Sherry Turkle apresenta-se na sua exposição como def ensora da
Internet como possib ilidade do in dividuo conseguir múlt iplas
identidades. Tal como estudámos, o individuo apresenta várias
máscaras, transforma-se perdante as circunstancias e o meio em
que está inserido. Esta caracteris tica das relações sociais
acompanha o indíviduo no mundo virtual. Aqui também temos de
construir a nossa identidade perante o público a quem estamo -nos
a dirigir, bem como no meio que navegamos – por exemplo as
comunidades virtuais – assim a psicologia social das tecnologias
apresenta caracteristicas semelhantes às da sociologia nas
comunicações interpessoais.


                                     II


       “Ainda que as comunidades virtuais possam ser interactivas, elas
não exigem compromisso físico ou uma extensão moral, política ou
social para além da rede. Dos que usam a internet e as comunidades
virtuais, só uma percentagem participa activamente. O resto funciona a
partir de um a pos içã o “voy eur ista sem el h ante a o ver te lev isã o ”.

                                                                     Wilson



Esta   reflexão   já   não   se  encontra   actual,   visto  que    o
desenvolvimento da internet faz-se a um ritmo elevado num curto
espaço de tempo, tal como a ev olução tecnológica que lhe está
inerente. Porém pode-se def inir dois tipos de utilizadores, o s
activos (comunicadores, redes sociais, W eb blogue, jogos,
comunidades virtuais) e os passivos (procura de informação, e -
mail). Esta liberdade do acesso a informa ção sempre esteve
inerente aos meios de comunicação social . Um golpe de estado é
conseguido a partir do momento que os revolucionários toma m
posse da rádio (25 de Abril). Aqui está representado o poder da
comunicação dos “velhos meios de comunicação”. Esta ideia de
democracia e liberdade f oi alargada com o aparecimento da
internet. A questão que se coloca é se esta liberdade é favorável
socialmente, ou se pelo contrário entramos num campo onde “ a
tua liberdade termina onde a do outro começa”. É incontroláv el o
acesso e as acções e a informação que circula na internet. Há
violação do espaço privado, não há lei que sustente a imensidão
deste mundo complementar ao real, onde tudo se f az e nada se
controla, se pune ou é proibido. Isto pode ser uma ameaça à
sociedade na medida em que já se nota a alteração da linguagem
pela internet, estilos de vida e hábitos sociais. Se a transposição
do mundo virtual se f az para o real pode ser f eita a vários níveis,
a invasão do espaço privado como retrato da marginalização do
mundo real. Por esta perspectiva estamos perante uma crise de
valores sociais.

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ReflexãO Critica

  • 1. Instituto Superior Miguel Torga Reflexão crítica Maria João Silveirinha (2003), “Novos Media, Velhas Questões”, in Informação e Comunicação OnLine, volume III, Covilhã, UBI, pp. 95-116. Sociologia da Comunicação Cláudia Manuela Simões Amaral Nº 7784
  • 2. I O texto é uma ref lexão de vários autores ligados à área da comunicação e sociedade. O tema central retratado é as questões dos novos média, os pontos f ortes e f racos perante a sua utilização. A utilização dos novos meios de comunicação veio quebrar com uma parte das relações interpessoais: existe comunicação, mas não contacto f ísico e visível. Isto é, as relações interpessoais são aquelas onde o processo de comunicação se faz com maior grau de informação. Comunicamos não só com as palavras – é também através da roupa, de gestos, de som, das rugas de expressão. Todos esses indicadores comunicam e se perde m na comunicação a níve l tecnológico. Um factor positivo é que o uso dos n ovos meios de comunicação, aumentam o f luxo de inf ormação num dado momen to. Há facilidade no acesso, na troca de mensagens, há simultaneidade na comunicação, o que leva a adaptação da linguagem e à adaptação do indivíduo a esse meio no real. Ist o é, transpõem-se a cultura cibernética para o real criando assim novos estilos de vida perante o que somos no virtual. O s n o vo s me io s d e co mu n ica çã o a p are ce m cit a d o s p o r McL u h a n como extensões do nosso corpo, que nos permitem ir até ao outro lado do mundo, ver, experimentar, tu do através de um toque com os dedos – A “aldeia Global”. W ar and Peace in the Global Villag e, He rb e rt Ma rsh a l l McL u h a n . Outro autor citado neste texto, Harold Innis também `reconheceu que a velocidade e distância da comunicação electrónica alargava a escala possível da organização social e aumentava f ortemente as possibilidades de centralização e de imperialis mo em questões de cultura e política'. Ma s é e m Jo sh u a Me yro w it z q u e e n co n t ra mo s u ma d a s e xp re ssõ e s ma is a ct u a liza d a s d a s id e ia s d e McL u h a n e In n is. E st e a u t o r va i mais longe e ref lecte sobre os novos meios de comunicação, a identidade e a comunidade no mundo virtual . Poster chama-a d e 'segunda era dos media' que, assentando no modo da inf ormação sobretudo na sua forma de comunicação mediada por computador e na pós-modernidade. Sherry Turkle apresenta-se na sua exposição como def ensora da Internet como possib ilidade do in dividuo conseguir múlt iplas identidades. Tal como estudámos, o individuo apresenta várias máscaras, transforma-se perdante as circunstancias e o meio em que está inserido. Esta caracteris tica das relações sociais
  • 3. acompanha o indíviduo no mundo virtual. Aqui também temos de construir a nossa identidade perante o público a quem estamo -nos a dirigir, bem como no meio que navegamos – por exemplo as comunidades virtuais – assim a psicologia social das tecnologias apresenta caracteristicas semelhantes às da sociologia nas comunicações interpessoais. II “Ainda que as comunidades virtuais possam ser interactivas, elas não exigem compromisso físico ou uma extensão moral, política ou social para além da rede. Dos que usam a internet e as comunidades virtuais, só uma percentagem participa activamente. O resto funciona a partir de um a pos içã o “voy eur ista sem el h ante a o ver te lev isã o ”. Wilson Esta reflexão já não se encontra actual, visto que o desenvolvimento da internet faz-se a um ritmo elevado num curto espaço de tempo, tal como a ev olução tecnológica que lhe está inerente. Porém pode-se def inir dois tipos de utilizadores, o s activos (comunicadores, redes sociais, W eb blogue, jogos, comunidades virtuais) e os passivos (procura de informação, e - mail). Esta liberdade do acesso a informa ção sempre esteve inerente aos meios de comunicação social . Um golpe de estado é conseguido a partir do momento que os revolucionários toma m posse da rádio (25 de Abril). Aqui está representado o poder da comunicação dos “velhos meios de comunicação”. Esta ideia de democracia e liberdade f oi alargada com o aparecimento da internet. A questão que se coloca é se esta liberdade é favorável socialmente, ou se pelo contrário entramos num campo onde “ a tua liberdade termina onde a do outro começa”. É incontroláv el o acesso e as acções e a informação que circula na internet. Há violação do espaço privado, não há lei que sustente a imensidão deste mundo complementar ao real, onde tudo se f az e nada se controla, se pune ou é proibido. Isto pode ser uma ameaça à sociedade na medida em que já se nota a alteração da linguagem pela internet, estilos de vida e hábitos sociais. Se a transposição do mundo virtual se f az para o real pode ser f eita a vários níveis, a invasão do espaço privado como retrato da marginalização do mundo real. Por esta perspectiva estamos perante uma crise de valores sociais.