A sociedade da informação Pierre Levy Manuel Castells Wikileaks Transparência Hacker
Pierre Levy Nasceu em 1956, na Tunísia, e é professor da Universidade de Ottawa, Canadá Pensador dos complexos movimentos da tecnociência na atualidade. Seus livros foram traduzidos em mais de 20 países. O livro Cibercultura (1997) é resultado de um relatório apresentado ao Conselho Europeu dentro do projeto "Novas tecnologias: cooperação cultural e comunicação“. Formação em História das Ciências, Sociologia e Filosofia com uma experiência técnica na realização de sistemas de informação inteligentes. Conduz a Cátedra de Pesquisa na Universidade de Ottawa-Canadá, intitulada "Tecnologia e Transferência de Saberes: os fenômenos de inteligência coletiva".
http://twitter.com/#!/plevy
 
Ciberespaço e Cibercultura Ciberespaço (ou rede) É o novo meio de comunicação que surge da interconexão de computadores. O termo especifica não apenas a infra-estrutura material da comunicação digital, mas também o universo de informações que ela abria. Cibercultura É o conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e valores que se desenvolvem junto com o crescimento do ciberespaço.
Para pensar a cibercultura É necessário reconhecer dois fatos: O crescimento do ciberespaço resulta de um movimento internacional de jovens ávido para experimentar, coletivamente, formas de comunicação diferentes daquelas propostas pelas mídias clássicas; Estamos vivendo a abertura de um novo espaço de comunicação, e cabe apenas a nós explorar as potencialidades mais positivas deste espaço,  nos planos econômico
Novos caminhos Os grandes conceitos técnicos que exprimem e sustentam a cibercultura criam novas condições e possibilitam ocasiões inesperadas para o desenvolvimento das pessoas e das sociedades, mas elas não determinam automaticamente nem as trevas nem a iluminação para o futuro humano.
O movimento social da cibercultura Apesar de ser um fenômeno associado à técnica, a emergência do ciberespaço é fruto de um verdadeiro movimento social Grupo líder – juventude metropolitana escolarizada Palavras de ordem - interconexão, criação de comunidades virtuais, inteligência coletiva Aspirações coerente
Um novo universal Hipóteses A cibercultura expressa o surgimento de um novo universal, diferente das formas culturais que vieram antes dele no sentido que ele se constrói sobre a determinação de um sentido global qualquer. A cibercultura leva a co-presença das mensagens de volta a seu contexto, como ocorria nas sociedades orais, mas em outra escala, e órbita completamente diferente.  Essa nova universalidade se constrói e se estende por meio da interconexão das mensagens entre si, por meio de sua vinculação permanente com as comunidades virtuais em criação, que lhe dão sentidos variados em uma renovação permanente.
O ciberespaço visa um tipo particular de relação entre as pessoas Prática de comunicação interativa, recíproca, comunitária e intercomunitária Horizonte de mundo virtual vivo, heterogêneo e “intotalizável” em que todos podem participar e contribuir Ferramenta de organização de comunidades de todos os tipos todos os tamanhos em coletivos inteligentes articulação dos coletivos inteligentes entre si A aspiração do ciberespaço
Potência do ciberespaço Qualquer tentativa para reduzir o novo dispositivo de comunicação às formas midiáticas anteriores* empobrece o alcance do ciberespaço para a evolução da civilização, mesmo se compreendemos os interesses econômicos e políticos em jogo. *Esquema de difusão “um-todos” de um centro emissor em direção a um periferia  receptora
Por que precisamos compreender a cibercultura?
Manuel Castells Nasceu em 1942, na Espanha, sociólogo, Leciona Comunicação na Universidade da Califórnia Entre 1967 e 1979 lecionou na Universidade de Paris, primeiro no campus de Nanterre e, em 1970, na "École des Hautes Études en Sciences Sociales". Foi nomeado em 1979 professor de Sociologia e Planejamento Regional na Universidade de Berkeley, Califórnia. Em 2001, tornou-se pesquisador da Universidade Aberta da Catalunha Segundo o Social Sciences Citation Index Castells foi o quarto cientista social mais citado no mundo no período 2000-2006 e o mais citado acadêmico da área de comunicação, no mesmo período.
http://www.manuelcastells.info
 
Redes de computadores, sociedade civil e o Estado As sociedades mudam através dos conflitos e são administradas pela política. Uma vez que a  internet é um meio essencial de comunicação e organização em todos as esferas de atividades, ela também se torna um terreno disputado. Os movimentos sociais e o processo político a usam, e o farão cada vez mais, como instrumento privilegiado para atuar, informar, recrutar, organizar, dominar e contradominar.
Em torno de valores culturais Movimentos culturais (que visam a defesa ou a proposição de modos próprios de vida e significado) são construídos em torno de sistemas de comunicação, porque conseguem alcançar aqueles capazes de aderir a seus valores e, a partir daí, atingir a consciência da sociedade como um todo. Os movimentos sociais na sociedade em rede tem a tarefa de preencher o vazio deixado pela crise das organizações verticalmente integradas, herdado da era industrial.
Movimentos em rede A Internet está se tornando um meio essencial de expressão e organização das expressões, que coincidem numa dada hora e espaço, e provocam impacto no mundo da mídia, e atuam sobre as instituições e organizações (empresas, por exemplo), por meio  das repercussões e impacto de seu impacto sobre a opinião pública. Estes os movimentos pretendem conquistar poder sobre a mente, não sobre o Estado.
Contra-ataques Como o poder está cada vez mais em funcionamento em redes globais, ignorando em grande parte das instituições do Estado-nação, os movimentos são confrontados com a necessidade de obter o mesmo alcance global dos poderes vigentes, exercendo seu próprio impacto sobre a mídia, através de ações simbólicas. Case : “The Yes Men” - dois ativistas que denunciam o liberalismo através da caricatura e praticam o que eles chamam "correção de identidade", fingindo ser pessoas poderosas e porta-vozes de organizações proeminentes. Eles criam e mantêm websites falsos, similares aos que eles pretendem satirizar.
Democracia e internet Convivemos com um grave crise de legitimidade política e decepção dos cidadãos com seus representantes. Há pouca apropriação da interatividade, do canal multidirecional fornecido pela internet.  Políticos e instituições divulgam suas informações e respondem burocraticamente (exceto nas eleições*), e muitos cidadãos não vêem sentido em gastar energia em indagações políticas, exceto quando atingidos por um dado evento que desperte sua indignação ou afete seus interesses pessoais. A internet não pode fornecer uma solução tecnológica para a crise da democracia. *Blog do Planalto, Twitter dos políticos em campanha
Política informacional No entanto, a Internet desempenha um papel fundamental na nova dinâmica política: Os meios de comunicação são intermediários necessários entre os políticos e a sociedade. O acesso à mídia tradicional envolve o conhecimento do canal e, em alguns casos, dinheiro suficiente para produzir e disseminar informações.  A internet fornece um canal horizontal, não controlado e relativamente barato, tanto de um-pra-um, como de um-pra-muitos. E se, por um lado, ela pode fortalecer a democracia com base na promoção da informação e da participação cidadã, também pode aprofundar a crise de legitimidade política, fornecendo uma plataforma mais ampla para a política do escândalo.  O problema, então, não é a Internet, mas o tipo de políticas que nossas sociedades estão gerando.
A relação Estado x Cidadão A questão fundamental é que os governos podem espionar, legal ou ilegalmente, aos seus cidadãos. Mas os cidadãos não têm direito à informação sobre aqueles que atuam em seu nome, a não ser na versão censurada que os governos constroem.  A ciberguerra começou. Não uma ciberguerra entre Estados como se esperava, mas entre os Estados e a sociedade civil internauta. Nunca mais os governos poderão estar seguros de manter seus cidadãos na ignorância de suas manobras. Porque enquanto houver pessoas dispostas a fazer  leaks  e uma internet povoada por  wikis  surgirão novas gerações de  wikileaks . Trecho de artigo publicado no Observatório da Imprensa
http://wikileaks.org
O que é o Wikileaks Organização transnacional sem fins lucrativos, sediada na Suécia, que publica, em seu site, posts de fontes anônimas, documentos, fotos e informações confidenciais, vazadas de governos ou empresas, sobre assuntos sensíveis. O site, administrado pela The Sunshine Press, foi lançado em dezembro de 2006 e, em meados de novembro de 2007, já continha 1,2 milhão de documentos. Seu principal editor e porta-voz é o australiano Julian Assange, jornalista e ciberativista. Ao longo de 2010, WikiLeaks publicou grandes massas de documentos confidenciais do governo dos Estados Unidos, com forte repercussão mundial. Em abril, divulgou um vídeo de 2007, que mostra o ataque de um helicóptero Apache norte-americano, matando pelo menos 12 pessoas - dentre as quais dois jornalistas da agência de notícias Reuters - em Bagdá, no contexto da ocupação do Iraque. O vídeo do ataque aéreo em Bagdá é uma das mais notáveis publicações do site. Em 2 de fevereiro de 2011, o WikiLeaks foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz,pelo parlamentar norueguês Snorre Valen. O autor da proposta disse que o WikiLeaks é ”uma das contribuições mais importantes para a liberdade de expressão e transparência” no século XXI. ”Ao divulgar informações sobre corrupção, violações dos direitos humanos e crimes de guerra, o WikiLeaks é um candidato natural ao Prêmio Nobel da Paz”. * O termo wiki identifica um tipo específico de coleção de documentos em hipertexto ou o software colaborativo usado para criá-lo. Este software colaborativo permite a edição colectiva dos documentos usando um sistema que não necessita que o conteúdo tenha que ser revisto antes da sua publicação, como é o caso da Wikipedia. Apesar do nome, a WikiLeaks não é uma wiki, os leitores que não têm as permissões adequadas não podem editar o seu conteúdo.
Quem é a Wikileaks Segundo o site da WikiLeaks, entre seus fundadores estão dissidentes chineses, jornalistas, matemáticos e tecnólogos de empresas start-up dos EUA, de Taiwan, da Europa, Austrália e África do Sul. Os organizadores afirmam que a WikiLeaks é uma entidade autorregulada.  De acordo com uma entrevista de janeiro de 2010, a equipe da WikiLeaks é constituída por menos de dez pessoas que trabalham em tempo integral, mas especula-se que a WikiLeaks conte com algo entre mil e dois mil voluntários, que colaboram ocasionalmente - a maioria sem qualquer contrapartida financeira.  A organização não possui sede oficial. As despesas por ano são de cerca de 200.000 dólares, principalmente empregues em servidores e burocracia. Para pagar suas despesas judiciais, a WikiLeaks conta com doações de organizações de mídia, tais como a Associated Press, o Los Angeles Times e a National Newspaper Publishers Association. Entrevista Assange / Revista Trip
http://wikileaksbrasil.org
Wikileaks no Brasil WikiLeaks Brasil é uma organização formada por pessoas físicas que identificam-se com os ideais da instituição WikiLeaks.org   WikiLeaks Brasil não tem vínculo formal de nenhuma natureza com a WikiLeaks.org e não somos seus representantes no Brasil WikiLeaks Brasil tem uma atuação totalmente independente com objetivo de fortalecer a WikiLeaks.org e fomentar seus ideais pela sociedade brasileira.
 
 
O que é o Transparência Hacker A comunidade Transparência Hacker é um espaço para que desenvolvedores web, jornalistas, designers, gestores públicos e outros indivíduos dos mais diferentes perfis proponham e articulem ideias e projetos que utilizem a tecnologia para fins de interesse da sociedade. Trabalham primariamente com dados governamentais abertos, promovendo ações que evidenciam a importância desses dados e fazendo pressão para que os organismos do governo brasileiro adotem a mesma medida de liberação de dados públicos em formatos abertos. Acima de tudo, provocam e buscam evidenciar questões sociais e políticas através da ressignificação de informações existentes, mas que ainda são de difícil acesso para a sociedade em geral. Entrevista Markum na TV Senado
Questões para o debate A cibercultura seria fonte de exclusão? É preciso observar a tendência de conexão e seus números absolutos Será cada vez mais fácil e barato conectar-se Qualquer avanço nos sistemas de comunicação acarreta necessariamente alguma exclusão A cibercultura encontra-se em ruptura com os valores fundadores da Modernidade Européia? A cibercultura é herdeira do projeto progressista dos filósofos do séc XVII - ideais de republicanos de liberdade, igualdade e fraternidade Surge como solução parcial para os problemas da época anterior, e ao mesmo tempo é um campo de conflitos A cibercultura continua a grande tradição da cultura européia, em certo sentido, e por outro, transmuta o conceito de cultura.
 
 
 
 
 
 
 
Bibliografia Castells, Manuel.  A galáxia da internet ________.  A ciberguerra do Wikileaks Levy, Pierre.  Cibercultura Silveira, Sergio Amadeu.  Ciberativismo, cultura  hacker  e o individualismo colaborativo Conferências Pierre Levy  – Sesc-SP – Textos em  http://www.sescsp.org.br/Sesc/conferencias_new/subindex. cfm ?Referencia=168& ParamEnd =5
 

A era da informação

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    A sociedade dainformação Pierre Levy Manuel Castells Wikileaks Transparência Hacker
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    Pierre Levy Nasceuem 1956, na Tunísia, e é professor da Universidade de Ottawa, Canadá Pensador dos complexos movimentos da tecnociência na atualidade. Seus livros foram traduzidos em mais de 20 países. O livro Cibercultura (1997) é resultado de um relatório apresentado ao Conselho Europeu dentro do projeto "Novas tecnologias: cooperação cultural e comunicação“. Formação em História das Ciências, Sociologia e Filosofia com uma experiência técnica na realização de sistemas de informação inteligentes. Conduz a Cátedra de Pesquisa na Universidade de Ottawa-Canadá, intitulada "Tecnologia e Transferência de Saberes: os fenômenos de inteligência coletiva".
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    Ciberespaço e CiberculturaCiberespaço (ou rede) É o novo meio de comunicação que surge da interconexão de computadores. O termo especifica não apenas a infra-estrutura material da comunicação digital, mas também o universo de informações que ela abria. Cibercultura É o conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e valores que se desenvolvem junto com o crescimento do ciberespaço.
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    Para pensar acibercultura É necessário reconhecer dois fatos: O crescimento do ciberespaço resulta de um movimento internacional de jovens ávido para experimentar, coletivamente, formas de comunicação diferentes daquelas propostas pelas mídias clássicas; Estamos vivendo a abertura de um novo espaço de comunicação, e cabe apenas a nós explorar as potencialidades mais positivas deste espaço, nos planos econômico
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    Novos caminhos Osgrandes conceitos técnicos que exprimem e sustentam a cibercultura criam novas condições e possibilitam ocasiões inesperadas para o desenvolvimento das pessoas e das sociedades, mas elas não determinam automaticamente nem as trevas nem a iluminação para o futuro humano.
  • 8.
    O movimento socialda cibercultura Apesar de ser um fenômeno associado à técnica, a emergência do ciberespaço é fruto de um verdadeiro movimento social Grupo líder – juventude metropolitana escolarizada Palavras de ordem - interconexão, criação de comunidades virtuais, inteligência coletiva Aspirações coerente
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    Um novo universalHipóteses A cibercultura expressa o surgimento de um novo universal, diferente das formas culturais que vieram antes dele no sentido que ele se constrói sobre a determinação de um sentido global qualquer. A cibercultura leva a co-presença das mensagens de volta a seu contexto, como ocorria nas sociedades orais, mas em outra escala, e órbita completamente diferente. Essa nova universalidade se constrói e se estende por meio da interconexão das mensagens entre si, por meio de sua vinculação permanente com as comunidades virtuais em criação, que lhe dão sentidos variados em uma renovação permanente.
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    O ciberespaço visaum tipo particular de relação entre as pessoas Prática de comunicação interativa, recíproca, comunitária e intercomunitária Horizonte de mundo virtual vivo, heterogêneo e “intotalizável” em que todos podem participar e contribuir Ferramenta de organização de comunidades de todos os tipos todos os tamanhos em coletivos inteligentes articulação dos coletivos inteligentes entre si A aspiração do ciberespaço
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    Potência do ciberespaçoQualquer tentativa para reduzir o novo dispositivo de comunicação às formas midiáticas anteriores* empobrece o alcance do ciberespaço para a evolução da civilização, mesmo se compreendemos os interesses econômicos e políticos em jogo. *Esquema de difusão “um-todos” de um centro emissor em direção a um periferia receptora
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    Por que precisamoscompreender a cibercultura?
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    Manuel Castells Nasceuem 1942, na Espanha, sociólogo, Leciona Comunicação na Universidade da Califórnia Entre 1967 e 1979 lecionou na Universidade de Paris, primeiro no campus de Nanterre e, em 1970, na "École des Hautes Études en Sciences Sociales". Foi nomeado em 1979 professor de Sociologia e Planejamento Regional na Universidade de Berkeley, Califórnia. Em 2001, tornou-se pesquisador da Universidade Aberta da Catalunha Segundo o Social Sciences Citation Index Castells foi o quarto cientista social mais citado no mundo no período 2000-2006 e o mais citado acadêmico da área de comunicação, no mesmo período.
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    Redes de computadores,sociedade civil e o Estado As sociedades mudam através dos conflitos e são administradas pela política. Uma vez que a internet é um meio essencial de comunicação e organização em todos as esferas de atividades, ela também se torna um terreno disputado. Os movimentos sociais e o processo político a usam, e o farão cada vez mais, como instrumento privilegiado para atuar, informar, recrutar, organizar, dominar e contradominar.
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    Em torno devalores culturais Movimentos culturais (que visam a defesa ou a proposição de modos próprios de vida e significado) são construídos em torno de sistemas de comunicação, porque conseguem alcançar aqueles capazes de aderir a seus valores e, a partir daí, atingir a consciência da sociedade como um todo. Os movimentos sociais na sociedade em rede tem a tarefa de preencher o vazio deixado pela crise das organizações verticalmente integradas, herdado da era industrial.
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    Movimentos em redeA Internet está se tornando um meio essencial de expressão e organização das expressões, que coincidem numa dada hora e espaço, e provocam impacto no mundo da mídia, e atuam sobre as instituições e organizações (empresas, por exemplo), por meio das repercussões e impacto de seu impacto sobre a opinião pública. Estes os movimentos pretendem conquistar poder sobre a mente, não sobre o Estado.
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    Contra-ataques Como o poder está cadavez mais em funcionamento em redes globais, ignorando em grande parte das instituições do Estado-nação, os movimentos são confrontados com a necessidade de obter o mesmo alcance global dos poderes vigentes, exercendo seu próprio impacto sobre a mídia, através de ações simbólicas. Case : “The Yes Men” - dois ativistas que denunciam o liberalismo através da caricatura e praticam o que eles chamam "correção de identidade", fingindo ser pessoas poderosas e porta-vozes de organizações proeminentes. Eles criam e mantêm websites falsos, similares aos que eles pretendem satirizar.
  • 20.
    Democracia e internetConvivemos com um grave crise de legitimidade política e decepção dos cidadãos com seus representantes. Há pouca apropriação da interatividade, do canal multidirecional fornecido pela internet. Políticos e instituições divulgam suas informações e respondem burocraticamente (exceto nas eleições*), e muitos cidadãos não vêem sentido em gastar energia em indagações políticas, exceto quando atingidos por um dado evento que desperte sua indignação ou afete seus interesses pessoais. A internet não pode fornecer uma solução tecnológica para a crise da democracia. *Blog do Planalto, Twitter dos políticos em campanha
  • 21.
    Política informacional Noentanto, a Internet desempenha um papel fundamental na nova dinâmica política: Os meios de comunicação são intermediários necessários entre os políticos e a sociedade. O acesso à mídia tradicional envolve o conhecimento do canal e, em alguns casos, dinheiro suficiente para produzir e disseminar informações. A internet fornece um canal horizontal, não controlado e relativamente barato, tanto de um-pra-um, como de um-pra-muitos. E se, por um lado, ela pode fortalecer a democracia com base na promoção da informação e da participação cidadã, também pode aprofundar a crise de legitimidade política, fornecendo uma plataforma mais ampla para a política do escândalo.  O problema, então, não é a Internet, mas o tipo de políticas que nossas sociedades estão gerando.
  • 22.
    A relação Estadox Cidadão A questão fundamental é que os governos podem espionar, legal ou ilegalmente, aos seus cidadãos. Mas os cidadãos não têm direito à informação sobre aqueles que atuam em seu nome, a não ser na versão censurada que os governos constroem. A ciberguerra começou. Não uma ciberguerra entre Estados como se esperava, mas entre os Estados e a sociedade civil internauta. Nunca mais os governos poderão estar seguros de manter seus cidadãos na ignorância de suas manobras. Porque enquanto houver pessoas dispostas a fazer leaks e uma internet povoada por wikis surgirão novas gerações de wikileaks . Trecho de artigo publicado no Observatório da Imprensa
  • 23.
  • 24.
    O que éo Wikileaks Organização transnacional sem fins lucrativos, sediada na Suécia, que publica, em seu site, posts de fontes anônimas, documentos, fotos e informações confidenciais, vazadas de governos ou empresas, sobre assuntos sensíveis. O site, administrado pela The Sunshine Press, foi lançado em dezembro de 2006 e, em meados de novembro de 2007, já continha 1,2 milhão de documentos. Seu principal editor e porta-voz é o australiano Julian Assange, jornalista e ciberativista. Ao longo de 2010, WikiLeaks publicou grandes massas de documentos confidenciais do governo dos Estados Unidos, com forte repercussão mundial. Em abril, divulgou um vídeo de 2007, que mostra o ataque de um helicóptero Apache norte-americano, matando pelo menos 12 pessoas - dentre as quais dois jornalistas da agência de notícias Reuters - em Bagdá, no contexto da ocupação do Iraque. O vídeo do ataque aéreo em Bagdá é uma das mais notáveis publicações do site. Em 2 de fevereiro de 2011, o WikiLeaks foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz,pelo parlamentar norueguês Snorre Valen. O autor da proposta disse que o WikiLeaks é ”uma das contribuições mais importantes para a liberdade de expressão e transparência” no século XXI. ”Ao divulgar informações sobre corrupção, violações dos direitos humanos e crimes de guerra, o WikiLeaks é um candidato natural ao Prêmio Nobel da Paz”. * O termo wiki identifica um tipo específico de coleção de documentos em hipertexto ou o software colaborativo usado para criá-lo. Este software colaborativo permite a edição colectiva dos documentos usando um sistema que não necessita que o conteúdo tenha que ser revisto antes da sua publicação, como é o caso da Wikipedia. Apesar do nome, a WikiLeaks não é uma wiki, os leitores que não têm as permissões adequadas não podem editar o seu conteúdo.
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    Quem é aWikileaks Segundo o site da WikiLeaks, entre seus fundadores estão dissidentes chineses, jornalistas, matemáticos e tecnólogos de empresas start-up dos EUA, de Taiwan, da Europa, Austrália e África do Sul. Os organizadores afirmam que a WikiLeaks é uma entidade autorregulada. De acordo com uma entrevista de janeiro de 2010, a equipe da WikiLeaks é constituída por menos de dez pessoas que trabalham em tempo integral, mas especula-se que a WikiLeaks conte com algo entre mil e dois mil voluntários, que colaboram ocasionalmente - a maioria sem qualquer contrapartida financeira. A organização não possui sede oficial. As despesas por ano são de cerca de 200.000 dólares, principalmente empregues em servidores e burocracia. Para pagar suas despesas judiciais, a WikiLeaks conta com doações de organizações de mídia, tais como a Associated Press, o Los Angeles Times e a National Newspaper Publishers Association. Entrevista Assange / Revista Trip
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    Wikileaks no BrasilWikiLeaks Brasil é uma organização formada por pessoas físicas que identificam-se com os ideais da instituição WikiLeaks.org   WikiLeaks Brasil não tem vínculo formal de nenhuma natureza com a WikiLeaks.org e não somos seus representantes no Brasil WikiLeaks Brasil tem uma atuação totalmente independente com objetivo de fortalecer a WikiLeaks.org e fomentar seus ideais pela sociedade brasileira.
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    O que éo Transparência Hacker A comunidade Transparência Hacker é um espaço para que desenvolvedores web, jornalistas, designers, gestores públicos e outros indivíduos dos mais diferentes perfis proponham e articulem ideias e projetos que utilizem a tecnologia para fins de interesse da sociedade. Trabalham primariamente com dados governamentais abertos, promovendo ações que evidenciam a importância desses dados e fazendo pressão para que os organismos do governo brasileiro adotem a mesma medida de liberação de dados públicos em formatos abertos. Acima de tudo, provocam e buscam evidenciar questões sociais e políticas através da ressignificação de informações existentes, mas que ainda são de difícil acesso para a sociedade em geral. Entrevista Markum na TV Senado
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    Questões para odebate A cibercultura seria fonte de exclusão? É preciso observar a tendência de conexão e seus números absolutos Será cada vez mais fácil e barato conectar-se Qualquer avanço nos sistemas de comunicação acarreta necessariamente alguma exclusão A cibercultura encontra-se em ruptura com os valores fundadores da Modernidade Européia? A cibercultura é herdeira do projeto progressista dos filósofos do séc XVII - ideais de republicanos de liberdade, igualdade e fraternidade Surge como solução parcial para os problemas da época anterior, e ao mesmo tempo é um campo de conflitos A cibercultura continua a grande tradição da cultura européia, em certo sentido, e por outro, transmuta o conceito de cultura.
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    Bibliografia Castells, Manuel. A galáxia da internet ________. A ciberguerra do Wikileaks Levy, Pierre. Cibercultura Silveira, Sergio Amadeu. Ciberativismo, cultura hacker e o individualismo colaborativo Conferências Pierre Levy – Sesc-SP – Textos em http://www.sescsp.org.br/Sesc/conferencias_new/subindex. cfm ?Referencia=168& ParamEnd =5
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