Memória
Cotidiana
Comunidades e comunicação na era das redes
Pierre Lévy

• O desenvolvimento das redes é
    constante alvo de debates, devido a
    maneira como rompeu com a forma
    convencional de se produzir e
    distribuir conteúdos.
•   Esta ruptura por sua vez resultou em
    uma maneira diferente de se criar
    memória.
• As tecnologias da informação são
    humanistas, têm o ser humano como
    unidade;
•   As fronteiras são flutuantes;
•   As redes facilitam o processo de
    difusão da memória;
•   As comunidades definem-se por
    COMPARTILHAR.
• Na internet surgem paisagens mentais
    coletivas – centros de interesses,
    paixões, competências...
•   A conexão é a condição fundamental;
•   A proximidade de espírito favorece a
    proximidade dos corpos;
•   A comunicação nas redes permite a
    melhor distribuição da informação no
    tempo;
•   As interconexões crescentes dão vazão
    a origem de identidades transversais.
FOUCAULT
A comunicação ocorre em vários formatos e plataformas
•   A informação, em geral, é "um laço secreto
    entre almas, um laço virtual preso ao suporte
    físico da mensagem";
•   O que e virtualidade? Pode ser a ausência
    física?
•   A virtualidade é "um mundo de existência
    independente de coordenadas espaço
    temporais precisas [...]";
•   O ser humano passa seu tempo se
    relacionando com outros – existem inúmeros
    tipos de relações;
•   A internet serve a todas as relações – mas
    nem todas as relações passam por ela.
Falando em relações...
•   O centro gravitacional do ecossistema se
    deslocará para as telecomunicações e para o
    ciberespaço;
•   Haverá uma metamensagem, em um
    hipercontexto único, onde tudo estará
    conectado;
•   É bom que se permita esquecer;
•   Nós sabemos onde estão as informações e
    podemos consultá-las sempre que
    quisermos;
•   São os procedimento técnicos, intelectuais,
    sociais, afetivos que constituem a memória;
•   A memória é um processo de síntese,
    esquematização e interpretação.
•   A memória FAZ o presente e aclara o futuro;
•   Links são laços;
•   Memória viva é hipertexto em reconstrução
    permanente;
•   O ciberespaço está se tornando universal;
•   É difícil entender uma mensagem quando ela
    está fora de contexto – quem envia a
    mensagem tem algo
    em mente (imaginário)
    diferente de quem está
    recebendo...
•   Logo, a memória exige
     contexto.
Onde está a informação?
"O ciberespaço é um dispositivo de
comunicação que dá a palavra a uma
         multidão de vozes."
Estamos frente a processos de construção de novidades ou de invenções que são coletivos, que reúnem
    pessoas advindas de horizontes diferentes.
"Cada um carrega a memória da
linhagem a qual pertence e encontra-se
   com outros, pertencentes a outras
                linhagens,
     e isso enriquece tanto quanto
         o trabalho feito comum."
•
• Com a ressalva de que a cultura
     não é mais recepção-conservação-
     transmissão de um fogo sagrado,
     mas um processo de identificação e
     de imitação.
Neste cenário onde processos coletivos são redimensionados, a diversidade e a fecundidade
cultural encontram solo fértil;
•
A interconexão engendra e favorece os fenômenos de imitação na
medida em que ela é um vetor de cultura pulsante, os dois são
aspectos indissociáveis. É possível evidenciar claramente este
fenômeno nos processos de distribuição de moda, por exemplo.
Who or what are your friend?
William J. Mitchell
•   Para existir, a comunidade depende de um
    grupo de pessoas que possuam capacidade
    de comunicação e interação entre elas;
•   Mas atenção: uma comunidade não é
    apenas uma "coleção randômica de pessoas
    que interagem por acaso";
•   Os membros devem ter algum interesse em
    permanecer e comprometer-se com a sua
    continuidade.
• Para que uma comunidade virtual se
    transforme em uma comunidade de fato,
    deve haver interação interna entre seus
    membros e eles devem tem um LUGAR
    na comunidade;
•   Os chats, por exemplo, não são
    comunidades, pois as pessoas não têm
    nenhum suporte neles, entram e saem
    randomicamente e não interagem;
•   Não se deve contrastar as comunidade
    físicas e virtuais, pois elas se sobrepõem
    e se interconectam.
E-mails e chats
não são
comunidades
físicas, porém
podem, sim,
abrigar
comunidades
físicas. A virtual
reforça a real e
vice-versa.
•   A comunicação local sincrônica é chegar
    junto, ao mesmo tempo, no mesmo local;
•   A comunicação local assincrônica se
    estabelece com os textos, inscrições (nas
    paredes e em lugares);
•   A comunicação remota sincrônica ocorre
    quando se dá início ao rádio;
•   E a comunicação
    remota assincrônica
    se amplia com a
    WWW e a internet.
Como foi que surgiu tudo isso mesmo?
•   É fundamental para os humanos quererem
    gravar o que é importante e transmitir aos
    outros membros da comunidade;
•   "Se você não possui uma motivação inerente
    para criar memória , então você não tem uma
    comunidade";
•   A arquitetura tem papel fundamental. É um
    "repositório" de memória";
•   As instituições (igrejas, governos) constroem
    websites como se fosse no passado, a
    construção de monumentos;
•   A rede mundial se tornou uma MEMÓRIA
    GLOBAL.
They don't have roads, but they have Facebook!
• Os modos diferentes de memória
  coexistem;
• A memória é multimídia, mas não é
  textual;
• Os diferentes níveis técnicos se
  transformam em dados que
  explicitam representações sociais e
  culturais.
Paul Virilio

• Presença, hic et nunc;
• As novas formas de comunicação
    estão vivas, no aqui e no agora;
•   Crash temporal, novas formas de
    poluição (flood de informação);
•   Comunidade real se refere à
    dimensão étnica.
Quanto mais importante a família era, mais rica a memória!
• A comunidade não é mais de
  presença, mas de telepresença;
• A verdadeira memória não é mais a
    de fatos, mas, sim, a de ação –
    interação;
•   Memória do instante presente vai se
    dilatar – efeito lupa, não sobre um
    ponto no espaço, mas sobre um
    instante no tempo;
•   A internet possibilita ver o que se
    passa na comunicação.
• O fim dos herdeiros e a decadência da
    família influenciam na construção da
    memória;
•   As relações deixam de ser sexuais e
    territoriais para privilegiar a técnica –
    Heidegger;
•   Avatares, clones eletrônicos, levam à
    telepresença;
•   O tempo real, estéreo-real, relevo;
•   "Doravante é a informação que modifica
    a massa e os batimentos, não apenas a
    massa e a energia."
• Perda da narrativa projetada e da
    possibilidade de interpretação – perda de
    memória;
•   O vazio – carência de relevo ou volume;
•   O face a face dá lugar a interface, onde a
    comunicação é instantânea, com
    qualquer um que não está ali e para
    quem nós estamos ausentes;
•   "O conteúdo da memória é a função da
    velocidade do esquecimento" – Norman
    E. Spear;
•   Não há memória sem esquecimento.
What do you remember, deary?
• O sistema de comunicação de massa
  é um perigo para a democracia;
• Resistência ao sistema;
• O sistema é uma espécie de governo
    das novas tecnologias, porém não
    podem controlar o Estado – TIRANIA;
•   A tecnologia torna tudo mais tangível;
•   Internet – exército – guerra;
•   A memória CIVIL do vivido;
•   Exibicionismo e voyeurismo –
    webcams.
Que voz é essa vindo da televisão?
• A moradia será completada pela
  informação – media buildings;
• Necessidade da narrativa;
• "Há relato quando o tempo é mais
  curto";
• Dilatação da narrativa;
• Substância da narrativa.
André Akoun

• As sociedades se constrõem em
    cima de quadros rituais, num período
    – em diferentes tempos sociais;
•   TUDO passa;
•   As experiências próprias se perdem
    no fluxo;
•   Eu fenomênico.
• Cosciência do tempo;
• A palavra se dá na ordem da
    linguagem, que é o que organiza o
    tempo;
•   As coisas são únicas, através da
    linguagem;
•   A linguagem nos confere um lugar;
•   O espaço se torna triangular e
    excludente – simbolismo;
•   As palavras inscrevem a permanência
    de seus traços e relatos.
A linguagem é a matriz ordinária daquilo que pelo tempo se representa
• Os rituais das sociedades são
  exemplificados por calendários;
• Existem 3 tipos de temporalização:
    mítica ou religiosa, histórica e
    estética/descontínua;
•   A mítica é construida pela repetição,
    enquanto que a religiosa privilegia a
    eternidade divina e o tempo humano;
•   "O tempo dos homens conserva um
    laço com uma ordem que se quer
    atemporal."
• O homem é a entidade fundadora e
  legitimadora do discurso?
• Como ocorre o processo temporal da
  história?
• Palavras sagradas da tribo;
• A comunicação funda um espaço de
  valores comuns;
• O que cria o laço?
• Tempo de sucessão de instantes –
  momentos qualitativos;
• A história coletiva não é mais o lugar de
  inscrição do sentido da vida – o vazio;
"O contexto é o de uma sociedade 'publicitária', que vive em
 meio a uma superabundância enlouquecida e anoréxica de
  informações, em meio a uma profusão de imagens e de
 palavras, em que o sentido e o tempo se apagam, em que
                  triunfa o esquecimento."
Sherry Turkle

• Relação entre homem, tecnologia e
    computadores;
•   Formas de comunicação e interação
    no ciberespaço;
•   Não se deve separar real do virtual –
    ou teremos uma visão parcial do
    fenômeno.
• Usos sociais das redes;
• Fronteiras permeáveis;
• Interação em rede e a presença na
    virtualidade causam problemas na
    memória do nosso tempo;
•   Não existe comunidades na
    transitoriedade;
•   As salas de bate-papo são como salas
    de aeroportos – não há sentido de
    permanência, de definir papéis, de se
    tornar parte da vida dos outros...
•   A vida virtual também pode ser real.
• O ser humano tem habilidades de crias
    relacionamentos reais em ambientes
    virtuais;
•   Relacionamentos reais são aqueles que
    as pessoas se sentem conectadas o
    suficiente para sentirem as
    consequências dessas relações;
•   A cultura acentua a uniformidade ou a
    multiplicidade das experiências,
    conforme a época;
•   "A vida on-line pega algo do cotidiano e a
    leva para um 'poder maior'."
We are all cyborgs!
•
• A tecnologia permite a manipulação dos
  textos da memória;
• Os objetos da memória adquirem um
     novo status – mesmo formato e mesma
     presença na tela do que os novos
     objetos.
Sensação de pertencimento: Quando as pessoas estão on-line e participam de uma comunidade
virtual, elas estão lá para responderem aos outros;
A artista Sophie Calle levou um
                      "fora" do namorado por e-mail e, a
                      partir disso, pediu para 107
                      mulheres de diferentes profissões
                      interpretarem a carta. A atividade
                      deu origem a uma exposição com
                      vídeos, fotos e textos.




Sophie Calle - Cuide de Você
Socideda
Midiatizada
 Sobremodernidade: do mundo tecnológico de hoje ao
desafio essencial de amanhã
Marc Augé

• O contexto é planetário;
• A adição de distintas temporalidades
    configura a modernidade do lugar;
•   A modernidade é o desencanto do
    mundo (Max Weber);
•   Desaparecimento dos mitos de
    origem.
• Desaparecimento do sistema de crenças;
• O homem moderno não tem laços com
  deuses, terra, família;
• A modernidade também é o
  aparecimento de mitos do futuro;
• A concepção de progresso até a metade
    dos até os anos 50 (sustentada pela
    ciencia e técnica);
•   A ideia se desfaz na segunda metade do
    século XX : os mitos do futuro eram
    ilusões (fracasso político, economico e
    moral).
• Surgimento da "aldeia global" –
  McLuhan;
• A antropologia pós-moderna propõe
  uma ideologia da FRAGMENTAÇÃO;
• Paradoxo do mundo contemporâneo:
 não é o fim (da história, da
 modernidade, das ideologias), mas
 sim uma multiplicação e aceleração
 dos fatores que constituem a
 modernidade – "superabundância de
 causas".
• A SOBREMODERNIDADE          amplia e
 diversifica a modernidade; lógica do
 excesso:


      Excesso de informação
       Excesso de imagens
     Excesso de individualismo
Find the cat!
• O excesso de informação nos dá a
    impressão de que a história se
    acelera;
•   Necessidade de ESQUECER;
•   Idade do imediatismo e instantâneo;
•   O nosso domínio do tempo reduz o
    nosso espaço;
•   Individualização passiva:
    consumidores que surgem com o
    desenvolvimento dos meios de
    comunicação.
• A passagem dos LUGARES aos NÃO-
  LUGARES;
• "O lugar é um espaço em que podemos
    ler, em parte ou em sua totalidade, a
    identidade dos que o ocupam. As
    relações que mantêm e as histórias que
    compartilham";
•   Não-lugares são os espaços onde esta
    leitura não é possível: auto-estradas,
    aeroportos, supermercados, hotéis...
•   A definição do espaço está em função
    dos que vivem nele.
Se nós definimos o espaço, então...
Essa apresentação
é um oferecimento
de: Maria Teresa
Weidlich, Deborah
Cattani e Vanessa
Valiati. Nenhum
animal ou estagiário
foi maltratado
durante o processo.

Comunicação, comunidades e memória

  • 1.
  • 2.
    Pierre Lévy • Odesenvolvimento das redes é constante alvo de debates, devido a maneira como rompeu com a forma convencional de se produzir e distribuir conteúdos. • Esta ruptura por sua vez resultou em uma maneira diferente de se criar memória.
  • 3.
    • As tecnologiasda informação são humanistas, têm o ser humano como unidade; • As fronteiras são flutuantes; • As redes facilitam o processo de difusão da memória; • As comunidades definem-se por COMPARTILHAR.
  • 4.
    • Na internetsurgem paisagens mentais coletivas – centros de interesses, paixões, competências... • A conexão é a condição fundamental; • A proximidade de espírito favorece a proximidade dos corpos; • A comunicação nas redes permite a melhor distribuição da informação no tempo; • As interconexões crescentes dão vazão a origem de identidades transversais.
  • 5.
    FOUCAULT A comunicação ocorreem vários formatos e plataformas
  • 6.
    A informação, em geral, é "um laço secreto entre almas, um laço virtual preso ao suporte físico da mensagem"; • O que e virtualidade? Pode ser a ausência física? • A virtualidade é "um mundo de existência independente de coordenadas espaço temporais precisas [...]"; • O ser humano passa seu tempo se relacionando com outros – existem inúmeros tipos de relações; • A internet serve a todas as relações – mas nem todas as relações passam por ela.
  • 7.
  • 8.
    O centro gravitacional do ecossistema se deslocará para as telecomunicações e para o ciberespaço; • Haverá uma metamensagem, em um hipercontexto único, onde tudo estará conectado; • É bom que se permita esquecer; • Nós sabemos onde estão as informações e podemos consultá-las sempre que quisermos; • São os procedimento técnicos, intelectuais, sociais, afetivos que constituem a memória; • A memória é um processo de síntese, esquematização e interpretação.
  • 9.
    A memória FAZ o presente e aclara o futuro; • Links são laços; • Memória viva é hipertexto em reconstrução permanente; • O ciberespaço está se tornando universal; • É difícil entender uma mensagem quando ela está fora de contexto – quem envia a mensagem tem algo em mente (imaginário) diferente de quem está recebendo... • Logo, a memória exige contexto.
  • 10.
    Onde está ainformação?
  • 11.
    "O ciberespaço éum dispositivo de comunicação que dá a palavra a uma multidão de vozes."
  • 12.
    Estamos frente aprocessos de construção de novidades ou de invenções que são coletivos, que reúnem pessoas advindas de horizontes diferentes.
  • 13.
    "Cada um carregaa memória da linhagem a qual pertence e encontra-se com outros, pertencentes a outras linhagens, e isso enriquece tanto quanto o trabalho feito comum."
  • 14.
    • • Com aressalva de que a cultura não é mais recepção-conservação- transmissão de um fogo sagrado, mas um processo de identificação e de imitação. Neste cenário onde processos coletivos são redimensionados, a diversidade e a fecundidade cultural encontram solo fértil;
  • 15.
    • A interconexão engendrae favorece os fenômenos de imitação na medida em que ela é um vetor de cultura pulsante, os dois são aspectos indissociáveis. É possível evidenciar claramente este fenômeno nos processos de distribuição de moda, por exemplo.
  • 16.
    Who or whatare your friend?
  • 17.
    William J. Mitchell • Para existir, a comunidade depende de um grupo de pessoas que possuam capacidade de comunicação e interação entre elas; • Mas atenção: uma comunidade não é apenas uma "coleção randômica de pessoas que interagem por acaso"; • Os membros devem ter algum interesse em permanecer e comprometer-se com a sua continuidade.
  • 18.
    • Para queuma comunidade virtual se transforme em uma comunidade de fato, deve haver interação interna entre seus membros e eles devem tem um LUGAR na comunidade; • Os chats, por exemplo, não são comunidades, pois as pessoas não têm nenhum suporte neles, entram e saem randomicamente e não interagem; • Não se deve contrastar as comunidade físicas e virtuais, pois elas se sobrepõem e se interconectam.
  • 19.
    E-mails e chats nãosão comunidades físicas, porém podem, sim, abrigar comunidades físicas. A virtual reforça a real e vice-versa.
  • 20.
    A comunicação local sincrônica é chegar junto, ao mesmo tempo, no mesmo local; • A comunicação local assincrônica se estabelece com os textos, inscrições (nas paredes e em lugares); • A comunicação remota sincrônica ocorre quando se dá início ao rádio; • E a comunicação remota assincrônica se amplia com a WWW e a internet.
  • 21.
    Como foi quesurgiu tudo isso mesmo?
  • 22.
    É fundamental para os humanos quererem gravar o que é importante e transmitir aos outros membros da comunidade; • "Se você não possui uma motivação inerente para criar memória , então você não tem uma comunidade"; • A arquitetura tem papel fundamental. É um "repositório" de memória"; • As instituições (igrejas, governos) constroem websites como se fosse no passado, a construção de monumentos; • A rede mundial se tornou uma MEMÓRIA GLOBAL.
  • 23.
    They don't haveroads, but they have Facebook!
  • 24.
    • Os modosdiferentes de memória coexistem; • A memória é multimídia, mas não é textual; • Os diferentes níveis técnicos se transformam em dados que explicitam representações sociais e culturais.
  • 25.
    Paul Virilio • Presença,hic et nunc; • As novas formas de comunicação estão vivas, no aqui e no agora; • Crash temporal, novas formas de poluição (flood de informação); • Comunidade real se refere à dimensão étnica.
  • 26.
    Quanto mais importantea família era, mais rica a memória!
  • 27.
    • A comunidadenão é mais de presença, mas de telepresença; • A verdadeira memória não é mais a de fatos, mas, sim, a de ação – interação; • Memória do instante presente vai se dilatar – efeito lupa, não sobre um ponto no espaço, mas sobre um instante no tempo; • A internet possibilita ver o que se passa na comunicação.
  • 28.
    • O fimdos herdeiros e a decadência da família influenciam na construção da memória; • As relações deixam de ser sexuais e territoriais para privilegiar a técnica – Heidegger; • Avatares, clones eletrônicos, levam à telepresença; • O tempo real, estéreo-real, relevo; • "Doravante é a informação que modifica a massa e os batimentos, não apenas a massa e a energia."
  • 29.
    • Perda danarrativa projetada e da possibilidade de interpretação – perda de memória; • O vazio – carência de relevo ou volume; • O face a face dá lugar a interface, onde a comunicação é instantânea, com qualquer um que não está ali e para quem nós estamos ausentes; • "O conteúdo da memória é a função da velocidade do esquecimento" – Norman E. Spear; • Não há memória sem esquecimento.
  • 30.
    What do youremember, deary?
  • 31.
    • O sistemade comunicação de massa é um perigo para a democracia; • Resistência ao sistema; • O sistema é uma espécie de governo das novas tecnologias, porém não podem controlar o Estado – TIRANIA; • A tecnologia torna tudo mais tangível; • Internet – exército – guerra; • A memória CIVIL do vivido; • Exibicionismo e voyeurismo – webcams.
  • 32.
    Que voz éessa vindo da televisão?
  • 33.
    • A moradiaserá completada pela informação – media buildings; • Necessidade da narrativa; • "Há relato quando o tempo é mais curto"; • Dilatação da narrativa; • Substância da narrativa.
  • 34.
    André Akoun • Associedades se constrõem em cima de quadros rituais, num período – em diferentes tempos sociais; • TUDO passa; • As experiências próprias se perdem no fluxo; • Eu fenomênico.
  • 35.
    • Cosciência dotempo; • A palavra se dá na ordem da linguagem, que é o que organiza o tempo; • As coisas são únicas, através da linguagem; • A linguagem nos confere um lugar; • O espaço se torna triangular e excludente – simbolismo; • As palavras inscrevem a permanência de seus traços e relatos.
  • 36.
    A linguagem éa matriz ordinária daquilo que pelo tempo se representa
  • 37.
    • Os rituaisdas sociedades são exemplificados por calendários; • Existem 3 tipos de temporalização: mítica ou religiosa, histórica e estética/descontínua; • A mítica é construida pela repetição, enquanto que a religiosa privilegia a eternidade divina e o tempo humano; • "O tempo dos homens conserva um laço com uma ordem que se quer atemporal."
  • 38.
    • O homemé a entidade fundadora e legitimadora do discurso? • Como ocorre o processo temporal da história? • Palavras sagradas da tribo; • A comunicação funda um espaço de valores comuns; • O que cria o laço? • Tempo de sucessão de instantes – momentos qualitativos; • A história coletiva não é mais o lugar de inscrição do sentido da vida – o vazio;
  • 39.
    "O contexto éo de uma sociedade 'publicitária', que vive em meio a uma superabundância enlouquecida e anoréxica de informações, em meio a uma profusão de imagens e de palavras, em que o sentido e o tempo se apagam, em que triunfa o esquecimento."
  • 40.
    Sherry Turkle • Relaçãoentre homem, tecnologia e computadores; • Formas de comunicação e interação no ciberespaço; • Não se deve separar real do virtual – ou teremos uma visão parcial do fenômeno.
  • 41.
    • Usos sociaisdas redes; • Fronteiras permeáveis; • Interação em rede e a presença na virtualidade causam problemas na memória do nosso tempo; • Não existe comunidades na transitoriedade; • As salas de bate-papo são como salas de aeroportos – não há sentido de permanência, de definir papéis, de se tornar parte da vida dos outros... • A vida virtual também pode ser real.
  • 42.
    • O serhumano tem habilidades de crias relacionamentos reais em ambientes virtuais; • Relacionamentos reais são aqueles que as pessoas se sentem conectadas o suficiente para sentirem as consequências dessas relações; • A cultura acentua a uniformidade ou a multiplicidade das experiências, conforme a época; • "A vida on-line pega algo do cotidiano e a leva para um 'poder maior'."
  • 43.
    We are allcyborgs!
  • 44.
    • • A tecnologiapermite a manipulação dos textos da memória; • Os objetos da memória adquirem um novo status – mesmo formato e mesma presença na tela do que os novos objetos. Sensação de pertencimento: Quando as pessoas estão on-line e participam de uma comunidade virtual, elas estão lá para responderem aos outros;
  • 45.
    A artista SophieCalle levou um "fora" do namorado por e-mail e, a partir disso, pediu para 107 mulheres de diferentes profissões interpretarem a carta. A atividade deu origem a uma exposição com vídeos, fotos e textos. Sophie Calle - Cuide de Você
  • 46.
    Socideda Midiatizada Sobremodernidade: domundo tecnológico de hoje ao desafio essencial de amanhã
  • 47.
    Marc Augé • Ocontexto é planetário; • A adição de distintas temporalidades configura a modernidade do lugar; • A modernidade é o desencanto do mundo (Max Weber); • Desaparecimento dos mitos de origem.
  • 48.
    • Desaparecimento dosistema de crenças; • O homem moderno não tem laços com deuses, terra, família; • A modernidade também é o aparecimento de mitos do futuro; • A concepção de progresso até a metade dos até os anos 50 (sustentada pela ciencia e técnica); • A ideia se desfaz na segunda metade do século XX : os mitos do futuro eram ilusões (fracasso político, economico e moral).
  • 49.
    • Surgimento da"aldeia global" – McLuhan; • A antropologia pós-moderna propõe uma ideologia da FRAGMENTAÇÃO; • Paradoxo do mundo contemporâneo: não é o fim (da história, da modernidade, das ideologias), mas sim uma multiplicação e aceleração dos fatores que constituem a modernidade – "superabundância de causas".
  • 50.
    • A SOBREMODERNIDADE amplia e diversifica a modernidade; lógica do excesso: Excesso de informação Excesso de imagens Excesso de individualismo
  • 51.
  • 52.
    • O excessode informação nos dá a impressão de que a história se acelera; • Necessidade de ESQUECER; • Idade do imediatismo e instantâneo; • O nosso domínio do tempo reduz o nosso espaço; • Individualização passiva: consumidores que surgem com o desenvolvimento dos meios de comunicação.
  • 53.
    • A passagemdos LUGARES aos NÃO- LUGARES; • "O lugar é um espaço em que podemos ler, em parte ou em sua totalidade, a identidade dos que o ocupam. As relações que mantêm e as histórias que compartilham"; • Não-lugares são os espaços onde esta leitura não é possível: auto-estradas, aeroportos, supermercados, hotéis... • A definição do espaço está em função dos que vivem nele.
  • 54.
    Se nós definimoso espaço, então...
  • 55.
    Essa apresentação é umoferecimento de: Maria Teresa Weidlich, Deborah Cattani e Vanessa Valiati. Nenhum animal ou estagiário foi maltratado durante o processo.