29 de Março
de 2016
Proposta de Reforma Fiscal e
Estabilização da Renda e Emprego
Audiência na CAE/Senado Federal
Ministro da Fazenda
Nelson Barbosa
2
• Rápido ajuste externo
• Redução da inflação
• Redução do nível de atividade econômica pelo
segundo ano consecutivo
• Redução do resultado primário (queda de receita e
rigidez de despesa)
• Necessidade de reprogramação fiscal para estabilizar
a renda e o emprego no curto prazo
• Necessidade de reforma fiscal para conter o
crescimento do gasto em % do PIB no longo prazo.
Economia brasileira passa por um ajuste de diferentes
velocidades
2
3
3
Balança Comercial (% do PIB)
0.8
1.1
0.7
0.0
-0.3
1.0
2.5
-1.0
0.0
1.0
2.0
3.0
2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016*
Fonte: BCB
*2016: Projeção do BCB.
4
Fonte: BCB
*2016: Projeção do BCB.
4
Transações Correntes
(% do PIB)
-3.4
-2.9 -3.0 -3.0
-4.3
-3.3
-1.6
-5.0
-4.0
-3.0
-2.0
-1.0
0.0
2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016*
5
Fonte: IBGE e Boletim Focus.
5
Expectativa de IPCA (% a.a.)
6.5
5.8 5.9
6.4
10.7
7.3
6.0
5.4
5.0
4
5
6
7
8
9
10
11
2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019
Focus de 24/03/2016
Observado
6
Cenário de recuperação econômica
6
MF Focus
2016 -3,1 -3,7
2017 1,0 0,4
2018 2,9 1,5
2019 3,2 2,0
2020 3,0 2,0
* Relatório Focus de 28/03/2016
7
TAXA REAL DE CRESCIMENTO DA RECEITA ADMINISTRADA
(ACUMULADA EM 12 MESES)
-4.8%
-10%
-5%
0%
5%
10%
15%
Dec/07
Apr/08
Aug/08
Dec/08
Apr/09
Aug/09
Dec/09
Apr/10
Aug/10
Dec/10
Apr/11
Aug/11
Dec/11
Apr/12
Aug/12
Dec/12
Apr/13
Aug/13
Dec/13
Apr/14
Aug/14
Dec/14
Apr/15
Aug/15
Dec/15
8
A receita primária está em queda praticamente desde 2010 e atingiu um
nível abaixo do observado em 2002
8
Fonte: STN/MF.
* Acumulado em 12 meses até jan/16 (exclui cessão onerosa).
Receita primária em % do PIB
21.5%
21.1%
16%
17%
18%
19%
20%
21%
22%
23%
24%
19971998199920002001200220032004200520062007200820092010201120122013201420152016
9
A arrecadação com impostos e contribuições do governo federal está em
queda praticamente desde 2010. Em 2015, atingiu o nível inferior ao
observado em 2000
9
Fonte: STN/MF. * Acumulado em 12 meses até jan/16.
Evolução da arrecadação com impostos e contribuições não previdenciárias em % do PIB
13.0% 12.8%
10%
11%
12%
13%
14%
15%
16%
19971998199920002001200220032004200520062007200820092010201120122013201420152016
10
Evolução das despesas primárias, em % do PIB
Exclui despesas com capitalização do FSB (2008), da Petrobrás (2010) e regularização de passivos (TCU 2015).
* Decreto extemporâneo.
16.1%
15.4%
15.9%
16.6%
16.8%
16.4%
16.2%
17.4%
16.0%
16.8% 16.9%
17.1%
18.0%
18.5%
19.1%
18.6%
12.0%
13.0%
14.0%
15.0%
16.0%
17.0%
18.0%
19.0%
20.0%
2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016*
1ª Avaliação
Bimestral
11
Evolução das despesas obrigatórias, em % do PIB
* 1ª avaliação bimestral.
Exclui despesas com capitalização do FSB (2008), da Petrobrás (2010) e regularização de passivos (TCU 2015).
12.4% 12.3%
12.6%
13.1%
13.7%
13.5%
12.7%
13.7%
12.1%
12.9%
12.8%
13.0%
13.4%
14.6%
15,2%
11.0%
11.5%
12.0%
12.5%
13.0%
13.5%
14.0%
14.5%
15.0%
15.5%
16.0%
2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016*
12
Evolução das despesas discricionárias, em % do PIB
* Decreto extemporâneo.
Exclui despesas com regularização de passivos (TCU 2015)
3.7%
3.0%
3.4%
3.5%
3.2%
2.9%
3.5%
3.7%
3.9% 3.9%
4.1%
4.2%
4.6%
3.9%
3.8%
3.40%
2.0%
2.5%
3.0%
3.5%
4.0%
4.5%
5.0%
2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016*
1ª Avaliação
Bimestral
13
COMPOSIÇÃO DA DESPESA PRIMÁRIA (LOA 2016)
Previdência e LOAS
44.9%
Pessoal ativo
10.3%
Pessoal inativo
10.3%
FAT
4.6%
Subsídios
2.2%
Outras obrigatórias
6.3%
Discricionárias não
contingenciáveis
13.1%
Discricionárias
contingenciáveis
8.3%
14
Despesas Efetivamente Contingenciáveis do Poder
Executivo
Ano LOA Empenho % do PIB
2010 123,0 103,6 2,7%
2011 136,6 107,3 2,5%
2012 156,2 127,1 2,6%
2013 172,3 145,5 2,7%
2014 175,4 144,8 2,5%
2015 190,2 117,7 2,0%
2016 132,2 87,6 1,4%
* Despesas contingenciáveis (exclui convênios e doações, mas inclui os complementos aos mínimos
da educação e saúde).
15
Estratégia de Política Fiscal
15
Combinar medidas de estabilização no curto prazo com regras de maior controle do
gasto público no médio e longo prazo
•Proposta de reforma fiscal e auxílio
financeiro para os Estados
•Proposta de reforma fiscal e medidas de
estabilização da renda e do emprego por
parte da União
16
• Alongamento do prazo de pagamento da dívida
dos Estados com a União em 20 anos.
• Alongamento das dívidas dos Estados com o
BNDES em até 10 anos, com 4 anos de carência
• Contrapartidas de curto prazo a vigorar pelos
próximos 24 meses e contrapartidas
estruturais: LRF estadual e alteração na LC
101/2001 para dar maior rigor para as despesas
de pessoal.
Renegociação com os Estados Proposta Geral
16
17
• Redução de até 40% na prestação por 24 meses,
limitado a R$ 160 milhões por mês com
contrapartidas adicionais
• redução de 20% de cargos comissionados
• limitação das despesas de publicidade
• não realização de operações de crédito pelo
dobro do período de vigência da redução da
prestação.
Renegociação com os Estados
Proposta Complementar
17
18
Medidas de longo prazo (estruturais)
• Limite à expansão do gasto para conter o crescimento do
gasto em % do PIB.
• Criação do depósito voluntário remunerado no BCB
• Criação do Regime Especial de Contingenciamento (REC),
em períodos de baixo crescimento, para preservar
despesas essenciais e investimentos em fase final de
conclusão.
Medidas de curto prazo (conjunturais)
• Redução da meta fiscal de 2016 por frustração de receita
e manutenção de investimentos e despesas prioritários.
Proposta fiscal para a União
18
19
Por que é importante estabelecer um limite para o gasto?
•Concentrar a discussão orçamentária na composição das
despesas públicas
•Evitar pressão recorrente por aumento da carga tributária
•Diminuir a rigidez do gasto para possibilitar ações de
estabilização quando necessário
Experiência internacional mostra que regras de gasto
contribuem para o melhor desempenho fiscal
Limite para o crescimento do gasto
20
• A LRF determinará um limite plurianual para as despesas
primárias federais como % do PIB no Plano Plurianual (PPA).
• A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) fixará o valor
nominal do limite de gasto para cada ano.
• A elaboração e execução da Lei Orçamentária Anual (LOA)
deverá observar o limite de gasto.
• Se houver previsão de que o limite de gasto pode ser
descumprido na elaboração da LOA, serão acionadas
automaticamente medidas de redução da despesa em três
estágios sequenciais.
Funcionamento do Limite do gasto
21
• Uma alternativa às operações compromissadas;
• BCs de economias avançadas, como o FED e o BCE,
utilizam o depósito remunerado para
administração da liquidez;
• Depósitos remunerados no Brasil como
instrumento secundário de política monetária
minimizariam a necessidade de aportes ao BCB;
• Maior autonomia ao BC para administração da
política monetária;
Depósito remunerado no BC
21
22
Balancete do BC
22
ATIVO PASSIVO
Reservas internacionais Base Monetária (BM)
Empréstimos ao setor privado (E1) Emprestimo junto ao setor privado (E2)
Títulos do Tesouro Nacional (T) Operações Compromissadas
Outros ativos Reservas Bancárias Compulsórias
Conta Única do Tesouro
Outros passivos
Patrimônio Líquido (PL)
Novo Desenho
Operações
compromissadas
+
Depósitos Voluntários
Remunerados
23
• Para dar o mesmo tratamento aplicado às operações
compromissadas, é necessário alterar o artigo 10, inciso XII,
da Lei 4.595, de 31 de dezembro de 1964, que passaria a
apresentar a seguinte redação:
“Art. 10. Compete privativamente ao Banco Central da
República do Brasil:
(...)
XII - Efetuar, como instrumentos de política monetária,
operações de compra e venda de títulos públicos federais e o
recebimento de depósitos voluntários remunerados;
Criação de Depósito Remunerado no BC
23
24
• Criação do Regime Especial de
Contingenciamento (REC) que poderá ser
decretado quando a economia estiver em baixo
crescimento nos termos já previstos pela LRF.
• A hipótese de baixo crescimento já é utilizada
na LRF para flexibilizar os limites de dívida e
pessoal.
Regime Especial de Contingenciamento
24
25
25
Episódios de baixo crescimento nos últimos 20 anos
-5
-4
-3
-2
-1
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
1996.I
1996.IV
1997.III
1998.II
1999.I
1999.IV
2000.III
2001.II
2002.I
2002.IV
2003.III
2004.II
2005.I
2005.IV
2006.III
2007.II
2008.I
2008.IV
2009.III
2010.II
2011.I
2011.IV
2012.III
2013.II
2014.I
2014.IV
2015.III
26
• No REC poderão ser preservadas as seguintes
despesas:
i. investimentos em fase final de execução e
prioritários;
ii. essenciais para a prestação de serviços
públicos (segurança, educação, saúde, etc);
iii. necessárias para o funcionamento dos órgãos
(água, energia, manutenção, etc).
Exemplos de despesas a serem preservadas no REC
27
NOVA PROPOSTA DE PROGRAMAÇÃO
FISCAL PARA 2016
• Reduzir meta fiscal da União em R$ 21,2 bilhões (de R$ 24,0 bi para
R$ 2,8 bi), de modo a recompor contingenciamento adicional após
aprovação pelo Congresso Nacional
• Aumentar possibilidade de frustração de receita administrada de R$
30,5 bi para R$ 40,3 bilhões devido aos resultados observados no
primeiro bimestre deste ano
• Manter possibilidade de frustração de receita não administrada em
R$ 41,7 bilhões
• Manter dedução por gastos com saúde em até R$ 3 bilhões
• Manter dedução por gastos com investimento em até R$ 9 bilhões
• Incluir dedução por gastos com defesa em até R$ 3,5 bilhões
• Inclui a dedução para regularização do FEX em até R$ 1,95 bilhões
Possibilidade máxima de redução da meta: R$ 120,65 bilhões
28
DECOMPOSIÇÃO DA ALTERAÇÃO DA META FISCAL
(Em R$ bi)24,0
21,25
-40.26
-41.70 -12.50 -3.00 -1.95
-96.65
-120.00
-100.00
-80.00
-60.00
-40.00
-20.00
0.00
20.00
40.00
ANEXOS
29
30
Situações de aplicação do REC e do Limite de Gasto
Primário
30
Gasto primário
abaixo do limite
máximo
Gasto primário
acima do limite
máximo
Baixo Crescimento
(menor do que 1%
nos últimos 12
meses)
REC (opcional) REC (opcional) e
Ajuste automático
do Gasto
(obrigatório)
Crescimento
normal (maior ou
igual a 1% nos
últimos 12 meses)
Metodologia usual Ajuste automático
do Gasto
(obrigatório)
31
31
55.6% 55.8% 55.5% 56.7% 56.0% 59.2%
51.8% 51.3%
53.8%
51.7% 57.2%
66.2%
68.0% 67.0%
64.6% 63.0% 61.4%
64.7%
62.4%
60.7% 61.7%
59.8%
62.6%
72.5%
2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015
Evolução DBGG (% PIB)
DBGG DBGG (Metodologia FMI)

Proposta de Reforma Fiscal e Estabilização da Renda e Emprego

  • 1.
    29 de Março de2016 Proposta de Reforma Fiscal e Estabilização da Renda e Emprego Audiência na CAE/Senado Federal Ministro da Fazenda Nelson Barbosa
  • 2.
    2 • Rápido ajusteexterno • Redução da inflação • Redução do nível de atividade econômica pelo segundo ano consecutivo • Redução do resultado primário (queda de receita e rigidez de despesa) • Necessidade de reprogramação fiscal para estabilizar a renda e o emprego no curto prazo • Necessidade de reforma fiscal para conter o crescimento do gasto em % do PIB no longo prazo. Economia brasileira passa por um ajuste de diferentes velocidades 2
  • 3.
    3 3 Balança Comercial (%do PIB) 0.8 1.1 0.7 0.0 -0.3 1.0 2.5 -1.0 0.0 1.0 2.0 3.0 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016* Fonte: BCB *2016: Projeção do BCB.
  • 4.
    4 Fonte: BCB *2016: Projeçãodo BCB. 4 Transações Correntes (% do PIB) -3.4 -2.9 -3.0 -3.0 -4.3 -3.3 -1.6 -5.0 -4.0 -3.0 -2.0 -1.0 0.0 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016*
  • 5.
    5 Fonte: IBGE eBoletim Focus. 5 Expectativa de IPCA (% a.a.) 6.5 5.8 5.9 6.4 10.7 7.3 6.0 5.4 5.0 4 5 6 7 8 9 10 11 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 Focus de 24/03/2016 Observado
  • 6.
    6 Cenário de recuperaçãoeconômica 6 MF Focus 2016 -3,1 -3,7 2017 1,0 0,4 2018 2,9 1,5 2019 3,2 2,0 2020 3,0 2,0 * Relatório Focus de 28/03/2016
  • 7.
    7 TAXA REAL DECRESCIMENTO DA RECEITA ADMINISTRADA (ACUMULADA EM 12 MESES) -4.8% -10% -5% 0% 5% 10% 15% Dec/07 Apr/08 Aug/08 Dec/08 Apr/09 Aug/09 Dec/09 Apr/10 Aug/10 Dec/10 Apr/11 Aug/11 Dec/11 Apr/12 Aug/12 Dec/12 Apr/13 Aug/13 Dec/13 Apr/14 Aug/14 Dec/14 Apr/15 Aug/15 Dec/15
  • 8.
    8 A receita primáriaestá em queda praticamente desde 2010 e atingiu um nível abaixo do observado em 2002 8 Fonte: STN/MF. * Acumulado em 12 meses até jan/16 (exclui cessão onerosa). Receita primária em % do PIB 21.5% 21.1% 16% 17% 18% 19% 20% 21% 22% 23% 24% 19971998199920002001200220032004200520062007200820092010201120122013201420152016
  • 9.
    9 A arrecadação comimpostos e contribuições do governo federal está em queda praticamente desde 2010. Em 2015, atingiu o nível inferior ao observado em 2000 9 Fonte: STN/MF. * Acumulado em 12 meses até jan/16. Evolução da arrecadação com impostos e contribuições não previdenciárias em % do PIB 13.0% 12.8% 10% 11% 12% 13% 14% 15% 16% 19971998199920002001200220032004200520062007200820092010201120122013201420152016
  • 10.
    10 Evolução das despesasprimárias, em % do PIB Exclui despesas com capitalização do FSB (2008), da Petrobrás (2010) e regularização de passivos (TCU 2015). * Decreto extemporâneo. 16.1% 15.4% 15.9% 16.6% 16.8% 16.4% 16.2% 17.4% 16.0% 16.8% 16.9% 17.1% 18.0% 18.5% 19.1% 18.6% 12.0% 13.0% 14.0% 15.0% 16.0% 17.0% 18.0% 19.0% 20.0% 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016* 1ª Avaliação Bimestral
  • 11.
    11 Evolução das despesasobrigatórias, em % do PIB * 1ª avaliação bimestral. Exclui despesas com capitalização do FSB (2008), da Petrobrás (2010) e regularização de passivos (TCU 2015). 12.4% 12.3% 12.6% 13.1% 13.7% 13.5% 12.7% 13.7% 12.1% 12.9% 12.8% 13.0% 13.4% 14.6% 15,2% 11.0% 11.5% 12.0% 12.5% 13.0% 13.5% 14.0% 14.5% 15.0% 15.5% 16.0% 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016*
  • 12.
    12 Evolução das despesasdiscricionárias, em % do PIB * Decreto extemporâneo. Exclui despesas com regularização de passivos (TCU 2015) 3.7% 3.0% 3.4% 3.5% 3.2% 2.9% 3.5% 3.7% 3.9% 3.9% 4.1% 4.2% 4.6% 3.9% 3.8% 3.40% 2.0% 2.5% 3.0% 3.5% 4.0% 4.5% 5.0% 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016* 1ª Avaliação Bimestral
  • 13.
    13 COMPOSIÇÃO DA DESPESAPRIMÁRIA (LOA 2016) Previdência e LOAS 44.9% Pessoal ativo 10.3% Pessoal inativo 10.3% FAT 4.6% Subsídios 2.2% Outras obrigatórias 6.3% Discricionárias não contingenciáveis 13.1% Discricionárias contingenciáveis 8.3%
  • 14.
    14 Despesas Efetivamente Contingenciáveisdo Poder Executivo Ano LOA Empenho % do PIB 2010 123,0 103,6 2,7% 2011 136,6 107,3 2,5% 2012 156,2 127,1 2,6% 2013 172,3 145,5 2,7% 2014 175,4 144,8 2,5% 2015 190,2 117,7 2,0% 2016 132,2 87,6 1,4% * Despesas contingenciáveis (exclui convênios e doações, mas inclui os complementos aos mínimos da educação e saúde).
  • 15.
    15 Estratégia de PolíticaFiscal 15 Combinar medidas de estabilização no curto prazo com regras de maior controle do gasto público no médio e longo prazo •Proposta de reforma fiscal e auxílio financeiro para os Estados •Proposta de reforma fiscal e medidas de estabilização da renda e do emprego por parte da União
  • 16.
    16 • Alongamento doprazo de pagamento da dívida dos Estados com a União em 20 anos. • Alongamento das dívidas dos Estados com o BNDES em até 10 anos, com 4 anos de carência • Contrapartidas de curto prazo a vigorar pelos próximos 24 meses e contrapartidas estruturais: LRF estadual e alteração na LC 101/2001 para dar maior rigor para as despesas de pessoal. Renegociação com os Estados Proposta Geral 16
  • 17.
    17 • Redução deaté 40% na prestação por 24 meses, limitado a R$ 160 milhões por mês com contrapartidas adicionais • redução de 20% de cargos comissionados • limitação das despesas de publicidade • não realização de operações de crédito pelo dobro do período de vigência da redução da prestação. Renegociação com os Estados Proposta Complementar 17
  • 18.
    18 Medidas de longoprazo (estruturais) • Limite à expansão do gasto para conter o crescimento do gasto em % do PIB. • Criação do depósito voluntário remunerado no BCB • Criação do Regime Especial de Contingenciamento (REC), em períodos de baixo crescimento, para preservar despesas essenciais e investimentos em fase final de conclusão. Medidas de curto prazo (conjunturais) • Redução da meta fiscal de 2016 por frustração de receita e manutenção de investimentos e despesas prioritários. Proposta fiscal para a União 18
  • 19.
    19 Por que éimportante estabelecer um limite para o gasto? •Concentrar a discussão orçamentária na composição das despesas públicas •Evitar pressão recorrente por aumento da carga tributária •Diminuir a rigidez do gasto para possibilitar ações de estabilização quando necessário Experiência internacional mostra que regras de gasto contribuem para o melhor desempenho fiscal Limite para o crescimento do gasto
  • 20.
    20 • A LRFdeterminará um limite plurianual para as despesas primárias federais como % do PIB no Plano Plurianual (PPA). • A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) fixará o valor nominal do limite de gasto para cada ano. • A elaboração e execução da Lei Orçamentária Anual (LOA) deverá observar o limite de gasto. • Se houver previsão de que o limite de gasto pode ser descumprido na elaboração da LOA, serão acionadas automaticamente medidas de redução da despesa em três estágios sequenciais. Funcionamento do Limite do gasto
  • 21.
    21 • Uma alternativaàs operações compromissadas; • BCs de economias avançadas, como o FED e o BCE, utilizam o depósito remunerado para administração da liquidez; • Depósitos remunerados no Brasil como instrumento secundário de política monetária minimizariam a necessidade de aportes ao BCB; • Maior autonomia ao BC para administração da política monetária; Depósito remunerado no BC 21
  • 22.
    22 Balancete do BC 22 ATIVOPASSIVO Reservas internacionais Base Monetária (BM) Empréstimos ao setor privado (E1) Emprestimo junto ao setor privado (E2) Títulos do Tesouro Nacional (T) Operações Compromissadas Outros ativos Reservas Bancárias Compulsórias Conta Única do Tesouro Outros passivos Patrimônio Líquido (PL) Novo Desenho Operações compromissadas + Depósitos Voluntários Remunerados
  • 23.
    23 • Para daro mesmo tratamento aplicado às operações compromissadas, é necessário alterar o artigo 10, inciso XII, da Lei 4.595, de 31 de dezembro de 1964, que passaria a apresentar a seguinte redação: “Art. 10. Compete privativamente ao Banco Central da República do Brasil: (...) XII - Efetuar, como instrumentos de política monetária, operações de compra e venda de títulos públicos federais e o recebimento de depósitos voluntários remunerados; Criação de Depósito Remunerado no BC 23
  • 24.
    24 • Criação doRegime Especial de Contingenciamento (REC) que poderá ser decretado quando a economia estiver em baixo crescimento nos termos já previstos pela LRF. • A hipótese de baixo crescimento já é utilizada na LRF para flexibilizar os limites de dívida e pessoal. Regime Especial de Contingenciamento 24
  • 25.
    25 25 Episódios de baixocrescimento nos últimos 20 anos -5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1996.I 1996.IV 1997.III 1998.II 1999.I 1999.IV 2000.III 2001.II 2002.I 2002.IV 2003.III 2004.II 2005.I 2005.IV 2006.III 2007.II 2008.I 2008.IV 2009.III 2010.II 2011.I 2011.IV 2012.III 2013.II 2014.I 2014.IV 2015.III
  • 26.
    26 • No RECpoderão ser preservadas as seguintes despesas: i. investimentos em fase final de execução e prioritários; ii. essenciais para a prestação de serviços públicos (segurança, educação, saúde, etc); iii. necessárias para o funcionamento dos órgãos (água, energia, manutenção, etc). Exemplos de despesas a serem preservadas no REC
  • 27.
    27 NOVA PROPOSTA DEPROGRAMAÇÃO FISCAL PARA 2016 • Reduzir meta fiscal da União em R$ 21,2 bilhões (de R$ 24,0 bi para R$ 2,8 bi), de modo a recompor contingenciamento adicional após aprovação pelo Congresso Nacional • Aumentar possibilidade de frustração de receita administrada de R$ 30,5 bi para R$ 40,3 bilhões devido aos resultados observados no primeiro bimestre deste ano • Manter possibilidade de frustração de receita não administrada em R$ 41,7 bilhões • Manter dedução por gastos com saúde em até R$ 3 bilhões • Manter dedução por gastos com investimento em até R$ 9 bilhões • Incluir dedução por gastos com defesa em até R$ 3,5 bilhões • Inclui a dedução para regularização do FEX em até R$ 1,95 bilhões Possibilidade máxima de redução da meta: R$ 120,65 bilhões
  • 28.
    28 DECOMPOSIÇÃO DA ALTERAÇÃODA META FISCAL (Em R$ bi)24,0 21,25 -40.26 -41.70 -12.50 -3.00 -1.95 -96.65 -120.00 -100.00 -80.00 -60.00 -40.00 -20.00 0.00 20.00 40.00
  • 29.
  • 30.
    30 Situações de aplicaçãodo REC e do Limite de Gasto Primário 30 Gasto primário abaixo do limite máximo Gasto primário acima do limite máximo Baixo Crescimento (menor do que 1% nos últimos 12 meses) REC (opcional) REC (opcional) e Ajuste automático do Gasto (obrigatório) Crescimento normal (maior ou igual a 1% nos últimos 12 meses) Metodologia usual Ajuste automático do Gasto (obrigatório)
  • 31.
    31 31 55.6% 55.8% 55.5%56.7% 56.0% 59.2% 51.8% 51.3% 53.8% 51.7% 57.2% 66.2% 68.0% 67.0% 64.6% 63.0% 61.4% 64.7% 62.4% 60.7% 61.7% 59.8% 62.6% 72.5% 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 Evolução DBGG (% PIB) DBGG DBGG (Metodologia FMI)