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PRODUÇÃO INTEGRADA
    DE FRUTAS
            Ernane Nogueira Nunes
           Tecnólogo em Alimentos
     Especializando em Fruticultura Irrigada
         Supervisor Técnico Frutacor
É um programa criado pelo governo
federal, com participação do Ministério
       da Agricultura Pecuária e
   Abastecimento em parceria com o
 INMETRO, que visa a padronização e
melhoria dos processos produtivos de
 frutas, preservando o meio ambiente,
  oferecendo produtos de qualidade e
      seguros aos consumidores.
CONCEITO

   “A produção integrada é um sistema de
  exploração agrária que produz alimentos e
outros produtos de alta qualidade mediante o
  uso de recursos naturais e de mecanismos
reguladores para minimizar o uso de insumos
    e contaminantes e para assegurar uma
produção agrária sustentável” (Titi el. al, 1995)
Produção Integrada de Banana
Produção Integrada de Banana
FRUTAS PARTICIPANTES
Produção Integrada de Banana
Produção Integrada de Banana
OBJETIVO ESPECÍFICO
Garantir a qualidade das frutas até que chegue
ao consumidor final;
OBJETIVOS GERAIS

Organização e padronização das bases
produtivas;

Aplicação de novas tecnologias;

Rastreabilidade do processo produtivo;

Alcançar um desenvolvimento sustentável;
PADRONIZAÇÃO

Diversas empresas produzindo com qualidade
e com segurança;

Cabe ao consumidor escolher aquela que
investe mais em marketing e que respeita cada
vez mais o meio ambiente;
NOVAS TECNOLOGIAS
As empresas estão cada vez mais
informatizadas;

Comunicação cada vez mais rápida e melhor;

As pesquisas avançando rapidamente, a
interdisciplinaridade sendo cada vez maior,
novos produtos, novas técnicas, novos
modelos de gestão;
DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL
 Toda atividade econômica que visa reduzir os impactos
 ambientais;
 Planejar e executar cada etapa do processo, afim de que
 cause o menor impacto ambiental possível (do preparo
 das mudas até o consumidor final);
 Ex: Monitoramento de pragas, produtos com maiores
 intervalos de aplicação, para reduzir o numero de
 aplicações;
 Substituição de insumos poluentes;
 Diminuem custos e agregam valor ao produto,
 aumentando o lucro da atividade, sendo um diferencial
 competitivo no mercado;
RASTREABILIDADE
É a identificação, acompanhamento e registro de
todas as fases operacionais
do processo produtivo,
da fonte até a
comercialização;


Em caso de alguma
falha no processo, fica
fácil identificar em que
etapa aconteceu
e corrigi-la;
MERCADO CONSUMIDOR
Sempre exigindo mais e mais;

Dando preferência a empresas amigas da
natureza;

Produtos com maior
vida de prateleira,
podendo chegar a
mercados mais
distantes;
ADESÃO
Sempre é voluntaria;

Basta cumprir as exigências e diretrizes contidas nas
normas e regulamentos;

MINISTERIO DA AGRICULTURA PECUÁRIA E
ABASTECIMENTO – MAPA;

INMETRO – INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA
E NORMALIZAÇÃO DA QUALIDADE

Auditorias;
BENEFÍCIOS
Segurança e saúde alimentar para os consumidores e
trabalhadores;

Respeito e proteção ao meio ambiente;

Novos mercados internos e externos, devido a
produção sustentável;

Estímulo e melhoria da qualidade das frutas e dos
seus processos produtivos;

Credibilidade e confiabilidade dos processos
produtivos, o que gera um excelente positividade
perante a sociedade;
BRASIL
Início da PIF – maçãs em Vacaria (RS) e
Fraiburgo (SC);

Empresas e produtores perceberam que
ficariam fora do mercado internacional;

Posteriormente: regiões como vale do Rio São
Francisco (uva, melão....);

Só frutas com selo – acesso ao mercado
internacional
Produção Integrada de Banana
Produção Integrada de Banana
Produção Integrada de Banana
Produção Integrada de Banana
Produção Integrada de Banana
Produção Integrada de Banana
Produção Integrada de Banana
Produção Integrada de Banana
Produção Integrada de Banana
Produção Integrada de Banana
Produção Integrada de Banana
Produção Integrada de Banana
CAPACITAÇÃO
  PRÁTICAS AGRÍCOLAS
    Capacitação técnica continuada do(s) produtor(es) e do(s)
    responsável(is) técnico(s) da(s) propriedade(s) em práticas
    agrícolas, conforme requisitos da PIF em:
i) manejo cultural;
ii) identificação de pragas e inimigos naturais e manejo de
    pragas;
iii) operação e calibragem de equipamentos e máquinas de
    aplicação de defensivos agrícolas;
iv) coleta e preparo de material para monitoramento
    nutricional;
v) técnicas de colheita, pós-colheita, transporte,
    armazenagem e maturação da fruta;
vi) irrigação, drenagem e fertirrigação de bananais em
    propriedades com cultivos irrigados.
CAPACITAÇÃO
PROCESSOS DE EMPACOTADORAS E
SEGURANÇA ALIMENTAR

Capacitação técnica em processos de
embalagem e identificação dos tipos de danos
em frutos;

Capacitação técnica em segurança alimentar,
higiene pessoal e do ambiente, práticas de
profilaxia e controle de doenças;
CAPACITAÇÃO
SEGURANÇA DO TRABALHO

Capacitação técnica em
segurança humana;

Capacitação em recomendações
técnicas de Segurança e Saúde no
Trabalho;

Capacitação em Prevenção de
Acidentes com Agrotóxicos;
CAPACITAÇÃO
EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Capacitação técnica em conservação e manejo
de solo e água e proteção ambiental.
ORGANIZAÇÃO DE PRODUTORES

Sistema de organização e integração dos
produtores;

Participar de associações de produtores ou
grupos de discussões sobre o assunto;

Inserção em um grupo ou estação de
monitoramento de pragas da bananeira;
ORGANIZAÇÃO DE PRODUTORES

DEFINIÇÃO DO TAMANHO DA PEQUENA
PROPRIEDADE
Considera-se pequena
propriedade aquela que
possui área igual ou
menor que 50 hectares.
RECURSOS NATURAIS
PLANEJAMENTO E TÉCNICAS DE
CONSERVAÇÃO AMBIENTAL

Conservação do ecossistema ao redor e no
interior dos bananais;

Manutenção de, no mínimo, 1% da área, com
cobertura vegetal, para abrigo de organismos
benéficos;

Proteção com edificação de residências rurais
distantes a menos 30 metros do bananal;
RECURSOS NATURAIS

       PROCESSO DE
       MONITORAMENTO
       AMBIENTAL

       Monitorar os íons,
       principalmente nitratos
       a profundidade superior
       a 1,0m para áreas
       irrigadas.
MATERIAL PROPAGATIVO

MUDAS




Utilizar material de propagação isento de
patógenos da bananeira, com registro de
procedência credenciada e com
certificado fitossanitário, conforme
legislação vigente.
IMPLANTAÇÃO DE POMARES
LOCALIZAÇÃO
Plantar em solos drenados e adequados às exigências
da cultura.
Não instalar bananais em áreas de preservação
permanente.

CULTIVAR
Utilizar cultivares recomendadas ou indicadas por um
órgão de pesquisa oficial, de âmbito local, regional ou
nacional.
Observar as condições de produtividade, resistência
contra pragas e adaptabilidade devidamente atestadas,
em conformidade com a legislação vigente.
IMPLANTAÇÃO DE POMARES
SISTEMA DE PLANTIO
Observar as recomendações de arranjos
espaciais e densidade de plantio para a
cultivar e a sua compatibilidade com
requisitos de controle de pragas,
produtividade e qualidade do produto.




                 FONTE: EMBRAPA – Mandioca e
NUTRIÇÃO DE PLANTAS
CORREÇÃO DE SOLO EM ÁREAS PLANAS E
MECANIZÁVEIS
Realizar prévia coleta e análise química de
solo, à profundidade de 0-20cm e de 20-40cm,
para quantificação de corretivos de acidez e de
fósforo e da adubação de plantio.

ADUBAÇÃO DE PLANTIO
Fazer as adubações baseadas em análise de
solo e recomendação do técnico responsável.
Não utilizar adubos químicos nitrogenados.
NUTRIÇÃO DE PLANTAS
TÉCNICAS DE ADUBAÇÃO DE FORMAÇÃO
E MANUTENÇÃO
Basear a adubação de manutenção nos
resultados das análises de solo e foliares, na
produtividade do bananal (exportação de
nutrientes), nas perdas do ciclo, na variedade
plantada e na ocorrência de sintomas de
deficiências nutricionais, segundo as
recomendações do técnico responsável.
Adotar técnicas que minimizem perdas por
lixiviação, volatilização, erosão e outras.
Produção Integrada de Banana
NUTRIÇÃO DE PLANTAS
ANÁLISES PARA A ADUBAÇÃO DE
FORMAÇÃO E MANUTENÇÃO
Realizar a coleta e análise periódica de
amostras foliares a cada 6 (seis) meses.
Realizar a coleta e análise periódica de
amostras de solo a cada 12 (doze) meses.
NUTRIÇÃO DE PLANTAS
CUIDADOS PARA REDUZIR O IMPACTO
AMBIENTAL DAS ADUBAÇÕES DE
FORMAÇÃO E MANUTENÇÃO
Parcelar a adubação química em, pelo menos,
6 (seis) vezes ao ano.
MANEJO DO SOLO
MANEJO DA COBERTURA DO SOLO
Controlar processo de erosão do solo dos
bananais. Realizar o manejo integrado de plantas,
invasoras.
       COBERTURA MORTA E PLANTIO DIRETO.pdf


CONTROLE DE PLANTAS INVASORAS
Minimizar uso de herbicidas no ciclo agrícola para
evitar resíduos e garantir a biodiversidade.
     MANEJO E CONTROLE DE ERVAS INVASORAS.pdf


MANEJO E CONSERVAÇÃO DE SOLO
Controlar o processo de erosão nas estradas.
IRRIGAÇÃO
MANEJO DA IRRIGAÇÃO
Administrar a quantidade da água em função
dos dados climáticos e da demanda da cultura;
Monitorar a aplicação, controlar o nível de
salinidade e a presença de substâncias
poluentes.
Registrar as datas e volume das irrigações no
caderno de campo, por um período mínimo de
seis meses.
Avaliar anualmente a eficiência do sistema de
irrigação
AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DE SISTEMAS DE IRRIGAÇÃO.pdf
MANEJO DA PARTE AÉREA
DESBASTE
Desbastar as touceiras, mantendo uma população
de plantas que permita uma boa produtividade,
qualidade e que favoreça o controle de pragas.

DESFOLHA
Eliminar folhas secas, partes de folhas com
sintomas de “mal-de-sigatoka” e “cordana”, folhas
totalmente amarelas e folhas que deformem ou
firam os frutos.
Eliminar as folhas com um corte de baixo para
cima, rente ao pseudocaule.
MANEJO DA PARTE AÉREA
ESCORAMENTO E AMARRIO
Recolher fitilhos utilizados para
sustentação das plantas, retirando-os da
área de cultivo e destinando-os à
reciclagem.

MANEJO DO PSEUDOCAULE
Seccionar e espalhar na área os
pseudocaules de plantas colhidas, após a
sua eliminação.
MANEJO DA PARTE AÉREA
ELIMINAÇÃO DO CORAÇÃO OU MANGARÁ
Eliminar o coração do cacho logo após a
abertura da última penca, quando houver 10
a 20cm de ráquis.

ENSACOLAMENTO
Coleta e reciclagem dos sacos e/ou tubos
de polietileno.
No ensacamento precoce, fazer a limpeza
dos cachos a cada dois dias.
PROTEÇÃO INTEGRADA DA
        PLANTA
CONTROLE DE PRAGAS
Utilizar as técnicas de controle
preconizadas no MANEJO
INTEGRADO DE PRAGAS.
Priorizar o uso de métodos
naturais, biológicos e
biotecnológicos.
Monitorar e registrar
periodicamente a incidência de
pragas.
   MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS.pdf
PROTEÇÃO INTEGRADA DA
       PLANTA
     EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO
     DE AGROTÓXICOS
     Fazer a manutenção periódica;
     Fazer uma calibração anual no
     início do ciclo de tratamentos;
     Utilizar EPI e os demais requisitos
     de proteção nos operadores, nos
     equipamentos e nas áreas a serem
     tratadas, conforme o manual
     “Normas da Medicina e Segurança
     do Trabalho”.
PROTEÇÃO INTEGRADA DA
          PLANTA
AGROTÓXICOS
Utilizar produtos químicos registrados,
mediante receituário agronômico;
Utilizar os indicadores de monitoramento de
pragas para definir a necessidade de
aplicação de agrotóxicos, conforme normas
técnicas;
Utilizar de mão de obra devidamente
treinada e qualificada.
PROTEÇÃO INTEGRADA DA
          PLANTA
PREPARO E APLICAÇÃO DE AGROTÓXICOS
Executar pulverizações com base no
monitoramento e avisos fitossanitários e/ou
exclusivamente em áreas de risco de
epidemias e/ou quando atingir níveis críticos
de infestação.
Manipular agrotóxicos em local adequado e de
acordo com as recomendações técnicas sobre
manipulação e operação de equipamentos
PROTEÇÃO INTEGRADA DA
          PLANTA
ARMAZENAGEM E MANIPULAÇÃO DE
EMBALAGENS DE PRODUTOS QUÍMICOS
Fazer a tríplice lavagem, conforme o tipo de
embalagem e, após a inutilização,
encaminhar aos centros de reciclagem e/ou
destruição;

Armazenar os produtos em local adequado,
conforme manuais de treinamento e
legislação vigente.
COLHEITA E PÓS COLHEITA
TÉCNICAS DE COLHEITA E TRASLADOS
INTERNOS
Realizar a colheita, em equipe, com cortadores
e carregadores.
Fazer a colheita com proteção de Ombro, ou
berços almofadados para traslados dos
cachos.
Evitar danos no transporte até a casa de
embalagem;
Não amontoar cachos deitados no solo nem no
pé da planta.
COLHEITA E PÓS COLHEITA
TÉCNICAS DE PÓS-COLHEITA
Utilizar os regulamentos e técnicas de
manejo, armazenagem, conservação e
tratamentos pós-colheita específicos para a
banana.
            PERDAS PÓS COLHEITA.pdf


Utilizar casas de embalagem com
processamento em linha.
Realizar a seleção, despistilagem,
despenca, lavagem, confecção de buquês,
classificação e pesagem das frutas.
COLHEITA E PÓS COLHEITA
LAVAGEM DA FRUTA E DESTINO DOS
EFLUENTES
Obedecer às recomendações técnicas para
os processos de lavagem da fruta e
descarte de efluentes.
Realizar a coleta de amostras para análises
químicas e biológicas na água de lavagem
antes e depois do seu uso constantemente.
Utilizar decantadores e/ou filtros para
efluentes de lavagem e tratamento das
frutas
COLHEITA E PÓS COLHEITA
DESTINO DE RESÍDUOS SÓLIDOS
Destinar engaços, pistilos, brácteas e
frutas rachadas, quebradas ou
deterioradas para a compostagem ou
aplicação direta nas plantações, como
adubo.
Separar resíduos plásticos,
destinandoos à reciclagem.
COLHEITA E PÓS COLHEITA
ÁGUA DE LAVAGEM DOS FRUTOS
Usar água potável para a lavagem das frutas;
Prever sistema de armazenagem e desinfecção da água;
Localizar as bombas de circulação de água e os filtros
fora do ambiente de embalagem;
Manter a fruta por cerca de 20 minutos, nos tanques de
lavagem, para estancar a exsudação de seiva dos cortes
e promover o pré-resfriamento das frutas;
Instalar sistema de tratamento do efluente líquido
gerado no processo de lavação;
Prever um destino adequado dos resíduos sólidos
gerados na lavação da fruta (LÔDO ATIVADO);
COLHEITA E PÓS COLHEITA
SAÚDE, INDUMENTÁRIA E HIGIENE PESSOAL
Utilizar roupas adequadas e limpas.
Lavar as mãos antes do início de qualquer
atividade.
Realizar exames médicos periódicos.
Usar uniformes.
Não trabalhar com ferimentos nas mãos ou
com doenças infecto-contagiosas.
Usar avental e calçados impermeáveis, quando
em serviço em áreas úmidas.
COLHEITA E PÓS COLHEITA

EMBALAGEM E ETIQUETAGEM
Proceder à identificação no rótulo do produto,
conforme as normas para banana, do
“Programa Brasileiro para a Melhoria dos
Padrões Comerciais e Embalagens de
Hortigranjeiros” e o destaque ao Sistema
Integrado de Produção;
Utilizar embalagens, conforme as normas do
MAPA;
  PADRÕES DE EMBALAGENS PARA HORTIGRANJEIROS.pdf
COLHEITA E PÓS COLHEITA
GALPÃO DA CASA DE EMBALAGEM
Manter uma distância mínima de 30 metros de depósitos
de defensivos, garagens de equipamentos de pulverização
e abrigos de animais;
Construir galpões com pé-direito mínimo de 3 metros;
Instalar vestiários com banheiros e duchas;
Utilizar material de construção que não apresente
rachaduras e frestas;
Pintar as paredes de alvernaria com tinta epóxi, acrílica ou
plástica.
Manter as paredes, tanques de lavagem e outros
equipamentos e utensílios de pós-colheita limpos e
higienizados.
Limpar a casa de embalagem após cada operação e, no
COLHEITA E PÓS COLHEITA
PISO DE CASAS DE EMBALAGEM
Deve ser construído com cimento liso;
Drenagem, coleta e canalização da água
para a linha central da casa de embalagem.
Canalização da água para local destinado à
coleta de efluentes.
COLHEITA E PÓS COLHEITA
TANQUES DE LAVAGEM DA FRUTA
Usar um tanque de lavagem para pencas e outro para
buquês, por linha de processamento.
Construir tanques com superfície mínima de 8m², no
primeiro, e de 12m² no segundo.
Usar, no mínimo, 6m³ de água no primeiro tanque e 9m³
no segundo tanque.
Manter, no mínimo, a profundidade de 60cm de água no
tanque, quando em operação.
Revestir internamente e externamente os tanques com
cerâmica PI 5 ou 6, lisa, de cor clara.
Manter a distância mínima de 1m dos tanques até as
paredes do galpão.
COLHEITA E PÓS COLHEITA
EQUIPAMENTOS E UTENSÍLIOS DE PÓS-
COLHEITA
Proceder à higienização dos equipamentos e
utensílios de trabalho;
Utilizar equipamentos e utensílios adequados e
em condições de uso;
Usar distanciadores de cachos até o momento
da despenca;
Utilizar mesas de embalagem metálicas ou
plásticas (PVC);
Usar balanças para a pesagem de frutos.
COLHEITA E PÓS COLHEITA

TRANSPORTE E ARMAZENAGEM
Utilizar carrocerias sem resíduos de
produtos químicos ou orgânicos, limpas e
higienizadas.

Emissão do CFO para a comercialização e
transporte da fruta.
ANÁLISES DE RESÍDUOS
AMOSTRAGEM PARA ANÁLISE DE RESÍDUOS
Realizar análises de resíduos no mínimo a
cada 12 meses;

Não se pode comercializar produtos com
resíduos acima do permitido pela ANVISA;
PARA - Programa de Análise de Resíduos de
    Agrotóxicos em Alimentos - 2008
1            5             9
    64,36%       19,80%         9,47%



2            6             10
    36,05%       18,27%         8,82%



3            7
                          16
    32,67%       17,31%


                                1,03%
4            8
    30,39%       14,85%
PROGRAMA DE ANÁLISES DE RESÍDUOS
   DE AGROTÓXICOS – PARA – 2009
1            2            3            4
     80%          56,4%        54,6%        50,8%



5            6            7            8
     44,2%        44,1%        38,8%        38,4%



9            10           11           12
     32,6%        32%          27,2%        24,8%



13           14           15           16
     20,5%        16,3%        10,3%        8,1%




17           18           19           20
     5,3%         3,5%         3,0%         1,2%
PROCESSOS NA EMPACOTADEIRA
ORIGEM DA FRUTA
Registrar a origem da fruta de produção
integrada no caderno de pós-colheita.

RECEPÇÃO DA EMPACOTADEIRA
Registrar no caderno de pós-colheita o
número da carga/ partida de cachos, com
data, hora, nome do produtor,/ empresa,
parcela do bananal, variedade de banana,
número de cachos e peso bruto.
PROCESSOS NA EMPACOTADEIRA
OPERAÇÕES NA EMPACOTADEIRA
Registrar no caderno de pós-colheita todos
os processos e tratamentos utilizados na
empacotadora;

LIMPEZA DOS CACHOS
Realizar a seleção e a limpeza dos cachos
na área de recepção e estacionamento.
PROCESSOS NA EMPACOTADEIRA
CLASSIFICAÇÃO
Estabelecer padrões de classificação
respeitando as legislações vigentes, ou da
região;
Organizar em lotes frutas de uma mesma
classificação;

EMBALAGEM
Usar embalagens de acordo com a legislação
de embalagens e com a legislação trabalhista
vigente no Brasil.
PROCESSOS NA EMPACOTADEIRA
  PESAGEM
  Pesar e anotar número
e peso dos cachos
na área de recepção
e estacionamento.

PALETIZAÇÃO
 Montar pallets somente com frutas oriundas
 da PIF;
PROCESSOS NA EMPACOTADEIRA
 EXPEDIÇÃO, TRANSPORTE E LOGÍSTICA
 Registrar no caderno de pós-colheita o lote e o
 seu destino para manter a rastreabilidade do
 produto, registrando também o número do lote
 na embalagem do produto.

  Utilizar um sistema de
identificação que assegure
a rastreabilidade do produto
e dos processos adotados
na sua geração;
PROCESSOS NA EMPACOTADEIRA
SANITIZAÇÃO
Manter a casa de embalagem, suas paredes,
tanques de lavagem e outros equipamentos
e utensílios de pós-colheita limpos e
higienizados;

Fazer a desinfecção das instalações
periodicamente com acompanhamento
técnico;
SISTEMA DE RASTREABILIDADE
RASTREABILIDADE
Anotar todos os procedimentos de limpeza e
desinfecção do ambiente de trabalho;

Anotar todos os controles de recepção, produtos
utilizados, classificação da fruta e armazenagem;

Anotar todos os dados de expedição da mercadoria,
de forma a permitir o rastreamento de todo o
processo de póscolheita;

Anotar os resultados de análises nas frutas;
SISTEMA DE RASTREABILIDADE
CADERNOS DE CAMPO
Instituir cadernos de campo para registro de dados
sobre técnicas de manejo, irrigação, fitossanidade,
fertilização, controle de pragas e de resíduos
químicos, produção, monitoramento ambiental e
demais dados necessário à adequada gestão da PIF.
Manter o registro de dados para possibilitar
rastreamento de todas as etapas do processo de
produção.
Atualizar com fidelidade, em conformidade com
observações do ciclo agrícola e dos procedimentos
técnicos adotados, as ocorrências fitossanitárias,
climáticas e ambientais.
               CADERNO DE CAMPO.pdf
SISTEMA DE RASTREABILIDADE

CADERNOS DE PÓS COLHEITA
Instituir cadernos de campo para registro
de dados sobre técnicas de póscolheita,
tais como processos e embalagem.



     CADERNO PÓS COLHEITA.pdf
SISTEMA DE RASTREABILIDADE
  Auditorias de Campo e de Pós-Colheita;
Permitir, no mínimo,
03 (três) auditorias anuais
no pomar e na empacotadora,
sempre que solicitados
pelos Organismos de
Avaliação da
Conformidade - OAC.
ASSISTÊNCIA TÉCNICA
Manter os serviços de assistência técnica
treinada, conforme requisitos técnicos
específicos da PIB;
Realizar cursos de atualização e capacitação
em manejo da cultura e em pós-colheita;
VAMOS COLHER BONS FRUTOS...




           OBRIGADO!
     E-mail: ernanenn@gmail.com
    Tel. 88 92341422 ou 83 99080650

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Produção Integrada de Banana

  • 1. PRODUÇÃO INTEGRADA DE FRUTAS Ernane Nogueira Nunes Tecnólogo em Alimentos Especializando em Fruticultura Irrigada Supervisor Técnico Frutacor
  • 2. É um programa criado pelo governo federal, com participação do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento em parceria com o INMETRO, que visa a padronização e melhoria dos processos produtivos de frutas, preservando o meio ambiente, oferecendo produtos de qualidade e seguros aos consumidores.
  • 3. CONCEITO “A produção integrada é um sistema de exploração agrária que produz alimentos e outros produtos de alta qualidade mediante o uso de recursos naturais e de mecanismos reguladores para minimizar o uso de insumos e contaminantes e para assegurar uma produção agrária sustentável” (Titi el. al, 1995)
  • 9. OBJETIVO ESPECÍFICO Garantir a qualidade das frutas até que chegue ao consumidor final;
  • 10. OBJETIVOS GERAIS Organização e padronização das bases produtivas; Aplicação de novas tecnologias; Rastreabilidade do processo produtivo; Alcançar um desenvolvimento sustentável;
  • 11. PADRONIZAÇÃO Diversas empresas produzindo com qualidade e com segurança; Cabe ao consumidor escolher aquela que investe mais em marketing e que respeita cada vez mais o meio ambiente;
  • 12. NOVAS TECNOLOGIAS As empresas estão cada vez mais informatizadas; Comunicação cada vez mais rápida e melhor; As pesquisas avançando rapidamente, a interdisciplinaridade sendo cada vez maior, novos produtos, novas técnicas, novos modelos de gestão;
  • 13. DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL Toda atividade econômica que visa reduzir os impactos ambientais; Planejar e executar cada etapa do processo, afim de que cause o menor impacto ambiental possível (do preparo das mudas até o consumidor final); Ex: Monitoramento de pragas, produtos com maiores intervalos de aplicação, para reduzir o numero de aplicações; Substituição de insumos poluentes; Diminuem custos e agregam valor ao produto, aumentando o lucro da atividade, sendo um diferencial competitivo no mercado;
  • 14. RASTREABILIDADE É a identificação, acompanhamento e registro de todas as fases operacionais do processo produtivo, da fonte até a comercialização; Em caso de alguma falha no processo, fica fácil identificar em que etapa aconteceu e corrigi-la;
  • 15. MERCADO CONSUMIDOR Sempre exigindo mais e mais; Dando preferência a empresas amigas da natureza; Produtos com maior vida de prateleira, podendo chegar a mercados mais distantes;
  • 16. ADESÃO Sempre é voluntaria; Basta cumprir as exigências e diretrizes contidas nas normas e regulamentos; MINISTERIO DA AGRICULTURA PECUÁRIA E ABASTECIMENTO – MAPA; INMETRO – INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA E NORMALIZAÇÃO DA QUALIDADE Auditorias;
  • 17. BENEFÍCIOS Segurança e saúde alimentar para os consumidores e trabalhadores; Respeito e proteção ao meio ambiente; Novos mercados internos e externos, devido a produção sustentável; Estímulo e melhoria da qualidade das frutas e dos seus processos produtivos; Credibilidade e confiabilidade dos processos produtivos, o que gera um excelente positividade perante a sociedade;
  • 18. BRASIL Início da PIF – maçãs em Vacaria (RS) e Fraiburgo (SC); Empresas e produtores perceberam que ficariam fora do mercado internacional; Posteriormente: regiões como vale do Rio São Francisco (uva, melão....); Só frutas com selo – acesso ao mercado internacional
  • 31. CAPACITAÇÃO PRÁTICAS AGRÍCOLAS Capacitação técnica continuada do(s) produtor(es) e do(s) responsável(is) técnico(s) da(s) propriedade(s) em práticas agrícolas, conforme requisitos da PIF em: i) manejo cultural; ii) identificação de pragas e inimigos naturais e manejo de pragas; iii) operação e calibragem de equipamentos e máquinas de aplicação de defensivos agrícolas; iv) coleta e preparo de material para monitoramento nutricional; v) técnicas de colheita, pós-colheita, transporte, armazenagem e maturação da fruta; vi) irrigação, drenagem e fertirrigação de bananais em propriedades com cultivos irrigados.
  • 32. CAPACITAÇÃO PROCESSOS DE EMPACOTADORAS E SEGURANÇA ALIMENTAR Capacitação técnica em processos de embalagem e identificação dos tipos de danos em frutos; Capacitação técnica em segurança alimentar, higiene pessoal e do ambiente, práticas de profilaxia e controle de doenças;
  • 33. CAPACITAÇÃO SEGURANÇA DO TRABALHO Capacitação técnica em segurança humana; Capacitação em recomendações técnicas de Segurança e Saúde no Trabalho; Capacitação em Prevenção de Acidentes com Agrotóxicos;
  • 34. CAPACITAÇÃO EDUCAÇÃO AMBIENTAL Capacitação técnica em conservação e manejo de solo e água e proteção ambiental.
  • 35. ORGANIZAÇÃO DE PRODUTORES Sistema de organização e integração dos produtores; Participar de associações de produtores ou grupos de discussões sobre o assunto; Inserção em um grupo ou estação de monitoramento de pragas da bananeira;
  • 36. ORGANIZAÇÃO DE PRODUTORES DEFINIÇÃO DO TAMANHO DA PEQUENA PROPRIEDADE Considera-se pequena propriedade aquela que possui área igual ou menor que 50 hectares.
  • 37. RECURSOS NATURAIS PLANEJAMENTO E TÉCNICAS DE CONSERVAÇÃO AMBIENTAL Conservação do ecossistema ao redor e no interior dos bananais; Manutenção de, no mínimo, 1% da área, com cobertura vegetal, para abrigo de organismos benéficos; Proteção com edificação de residências rurais distantes a menos 30 metros do bananal;
  • 38. RECURSOS NATURAIS PROCESSO DE MONITORAMENTO AMBIENTAL Monitorar os íons, principalmente nitratos a profundidade superior a 1,0m para áreas irrigadas.
  • 39. MATERIAL PROPAGATIVO MUDAS Utilizar material de propagação isento de patógenos da bananeira, com registro de procedência credenciada e com certificado fitossanitário, conforme legislação vigente.
  • 40. IMPLANTAÇÃO DE POMARES LOCALIZAÇÃO Plantar em solos drenados e adequados às exigências da cultura. Não instalar bananais em áreas de preservação permanente. CULTIVAR Utilizar cultivares recomendadas ou indicadas por um órgão de pesquisa oficial, de âmbito local, regional ou nacional. Observar as condições de produtividade, resistência contra pragas e adaptabilidade devidamente atestadas, em conformidade com a legislação vigente.
  • 41. IMPLANTAÇÃO DE POMARES SISTEMA DE PLANTIO Observar as recomendações de arranjos espaciais e densidade de plantio para a cultivar e a sua compatibilidade com requisitos de controle de pragas, produtividade e qualidade do produto. FONTE: EMBRAPA – Mandioca e
  • 42. NUTRIÇÃO DE PLANTAS CORREÇÃO DE SOLO EM ÁREAS PLANAS E MECANIZÁVEIS Realizar prévia coleta e análise química de solo, à profundidade de 0-20cm e de 20-40cm, para quantificação de corretivos de acidez e de fósforo e da adubação de plantio. ADUBAÇÃO DE PLANTIO Fazer as adubações baseadas em análise de solo e recomendação do técnico responsável. Não utilizar adubos químicos nitrogenados.
  • 43. NUTRIÇÃO DE PLANTAS TÉCNICAS DE ADUBAÇÃO DE FORMAÇÃO E MANUTENÇÃO Basear a adubação de manutenção nos resultados das análises de solo e foliares, na produtividade do bananal (exportação de nutrientes), nas perdas do ciclo, na variedade plantada e na ocorrência de sintomas de deficiências nutricionais, segundo as recomendações do técnico responsável. Adotar técnicas que minimizem perdas por lixiviação, volatilização, erosão e outras.
  • 45. NUTRIÇÃO DE PLANTAS ANÁLISES PARA A ADUBAÇÃO DE FORMAÇÃO E MANUTENÇÃO Realizar a coleta e análise periódica de amostras foliares a cada 6 (seis) meses. Realizar a coleta e análise periódica de amostras de solo a cada 12 (doze) meses.
  • 46. NUTRIÇÃO DE PLANTAS CUIDADOS PARA REDUZIR O IMPACTO AMBIENTAL DAS ADUBAÇÕES DE FORMAÇÃO E MANUTENÇÃO Parcelar a adubação química em, pelo menos, 6 (seis) vezes ao ano.
  • 47. MANEJO DO SOLO MANEJO DA COBERTURA DO SOLO Controlar processo de erosão do solo dos bananais. Realizar o manejo integrado de plantas, invasoras. COBERTURA MORTA E PLANTIO DIRETO.pdf CONTROLE DE PLANTAS INVASORAS Minimizar uso de herbicidas no ciclo agrícola para evitar resíduos e garantir a biodiversidade. MANEJO E CONTROLE DE ERVAS INVASORAS.pdf MANEJO E CONSERVAÇÃO DE SOLO Controlar o processo de erosão nas estradas.
  • 48. IRRIGAÇÃO MANEJO DA IRRIGAÇÃO Administrar a quantidade da água em função dos dados climáticos e da demanda da cultura; Monitorar a aplicação, controlar o nível de salinidade e a presença de substâncias poluentes. Registrar as datas e volume das irrigações no caderno de campo, por um período mínimo de seis meses. Avaliar anualmente a eficiência do sistema de irrigação AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DE SISTEMAS DE IRRIGAÇÃO.pdf
  • 49. MANEJO DA PARTE AÉREA DESBASTE Desbastar as touceiras, mantendo uma população de plantas que permita uma boa produtividade, qualidade e que favoreça o controle de pragas. DESFOLHA Eliminar folhas secas, partes de folhas com sintomas de “mal-de-sigatoka” e “cordana”, folhas totalmente amarelas e folhas que deformem ou firam os frutos. Eliminar as folhas com um corte de baixo para cima, rente ao pseudocaule.
  • 50. MANEJO DA PARTE AÉREA ESCORAMENTO E AMARRIO Recolher fitilhos utilizados para sustentação das plantas, retirando-os da área de cultivo e destinando-os à reciclagem. MANEJO DO PSEUDOCAULE Seccionar e espalhar na área os pseudocaules de plantas colhidas, após a sua eliminação.
  • 51. MANEJO DA PARTE AÉREA ELIMINAÇÃO DO CORAÇÃO OU MANGARÁ Eliminar o coração do cacho logo após a abertura da última penca, quando houver 10 a 20cm de ráquis. ENSACOLAMENTO Coleta e reciclagem dos sacos e/ou tubos de polietileno. No ensacamento precoce, fazer a limpeza dos cachos a cada dois dias.
  • 52. PROTEÇÃO INTEGRADA DA PLANTA CONTROLE DE PRAGAS Utilizar as técnicas de controle preconizadas no MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS. Priorizar o uso de métodos naturais, biológicos e biotecnológicos. Monitorar e registrar periodicamente a incidência de pragas. MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS.pdf
  • 53. PROTEÇÃO INTEGRADA DA PLANTA EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO DE AGROTÓXICOS Fazer a manutenção periódica; Fazer uma calibração anual no início do ciclo de tratamentos; Utilizar EPI e os demais requisitos de proteção nos operadores, nos equipamentos e nas áreas a serem tratadas, conforme o manual “Normas da Medicina e Segurança do Trabalho”.
  • 54. PROTEÇÃO INTEGRADA DA PLANTA AGROTÓXICOS Utilizar produtos químicos registrados, mediante receituário agronômico; Utilizar os indicadores de monitoramento de pragas para definir a necessidade de aplicação de agrotóxicos, conforme normas técnicas; Utilizar de mão de obra devidamente treinada e qualificada.
  • 55. PROTEÇÃO INTEGRADA DA PLANTA PREPARO E APLICAÇÃO DE AGROTÓXICOS Executar pulverizações com base no monitoramento e avisos fitossanitários e/ou exclusivamente em áreas de risco de epidemias e/ou quando atingir níveis críticos de infestação. Manipular agrotóxicos em local adequado e de acordo com as recomendações técnicas sobre manipulação e operação de equipamentos
  • 56. PROTEÇÃO INTEGRADA DA PLANTA ARMAZENAGEM E MANIPULAÇÃO DE EMBALAGENS DE PRODUTOS QUÍMICOS Fazer a tríplice lavagem, conforme o tipo de embalagem e, após a inutilização, encaminhar aos centros de reciclagem e/ou destruição; Armazenar os produtos em local adequado, conforme manuais de treinamento e legislação vigente.
  • 57. COLHEITA E PÓS COLHEITA TÉCNICAS DE COLHEITA E TRASLADOS INTERNOS Realizar a colheita, em equipe, com cortadores e carregadores. Fazer a colheita com proteção de Ombro, ou berços almofadados para traslados dos cachos. Evitar danos no transporte até a casa de embalagem; Não amontoar cachos deitados no solo nem no pé da planta.
  • 58. COLHEITA E PÓS COLHEITA TÉCNICAS DE PÓS-COLHEITA Utilizar os regulamentos e técnicas de manejo, armazenagem, conservação e tratamentos pós-colheita específicos para a banana. PERDAS PÓS COLHEITA.pdf Utilizar casas de embalagem com processamento em linha. Realizar a seleção, despistilagem, despenca, lavagem, confecção de buquês, classificação e pesagem das frutas.
  • 59. COLHEITA E PÓS COLHEITA LAVAGEM DA FRUTA E DESTINO DOS EFLUENTES Obedecer às recomendações técnicas para os processos de lavagem da fruta e descarte de efluentes. Realizar a coleta de amostras para análises químicas e biológicas na água de lavagem antes e depois do seu uso constantemente. Utilizar decantadores e/ou filtros para efluentes de lavagem e tratamento das frutas
  • 60. COLHEITA E PÓS COLHEITA DESTINO DE RESÍDUOS SÓLIDOS Destinar engaços, pistilos, brácteas e frutas rachadas, quebradas ou deterioradas para a compostagem ou aplicação direta nas plantações, como adubo. Separar resíduos plásticos, destinandoos à reciclagem.
  • 61. COLHEITA E PÓS COLHEITA ÁGUA DE LAVAGEM DOS FRUTOS Usar água potável para a lavagem das frutas; Prever sistema de armazenagem e desinfecção da água; Localizar as bombas de circulação de água e os filtros fora do ambiente de embalagem; Manter a fruta por cerca de 20 minutos, nos tanques de lavagem, para estancar a exsudação de seiva dos cortes e promover o pré-resfriamento das frutas; Instalar sistema de tratamento do efluente líquido gerado no processo de lavação; Prever um destino adequado dos resíduos sólidos gerados na lavação da fruta (LÔDO ATIVADO);
  • 62. COLHEITA E PÓS COLHEITA SAÚDE, INDUMENTÁRIA E HIGIENE PESSOAL Utilizar roupas adequadas e limpas. Lavar as mãos antes do início de qualquer atividade. Realizar exames médicos periódicos. Usar uniformes. Não trabalhar com ferimentos nas mãos ou com doenças infecto-contagiosas. Usar avental e calçados impermeáveis, quando em serviço em áreas úmidas.
  • 63. COLHEITA E PÓS COLHEITA EMBALAGEM E ETIQUETAGEM Proceder à identificação no rótulo do produto, conforme as normas para banana, do “Programa Brasileiro para a Melhoria dos Padrões Comerciais e Embalagens de Hortigranjeiros” e o destaque ao Sistema Integrado de Produção; Utilizar embalagens, conforme as normas do MAPA; PADRÕES DE EMBALAGENS PARA HORTIGRANJEIROS.pdf
  • 64. COLHEITA E PÓS COLHEITA GALPÃO DA CASA DE EMBALAGEM Manter uma distância mínima de 30 metros de depósitos de defensivos, garagens de equipamentos de pulverização e abrigos de animais; Construir galpões com pé-direito mínimo de 3 metros; Instalar vestiários com banheiros e duchas; Utilizar material de construção que não apresente rachaduras e frestas; Pintar as paredes de alvernaria com tinta epóxi, acrílica ou plástica. Manter as paredes, tanques de lavagem e outros equipamentos e utensílios de pós-colheita limpos e higienizados. Limpar a casa de embalagem após cada operação e, no
  • 65. COLHEITA E PÓS COLHEITA PISO DE CASAS DE EMBALAGEM Deve ser construído com cimento liso; Drenagem, coleta e canalização da água para a linha central da casa de embalagem. Canalização da água para local destinado à coleta de efluentes.
  • 66. COLHEITA E PÓS COLHEITA TANQUES DE LAVAGEM DA FRUTA Usar um tanque de lavagem para pencas e outro para buquês, por linha de processamento. Construir tanques com superfície mínima de 8m², no primeiro, e de 12m² no segundo. Usar, no mínimo, 6m³ de água no primeiro tanque e 9m³ no segundo tanque. Manter, no mínimo, a profundidade de 60cm de água no tanque, quando em operação. Revestir internamente e externamente os tanques com cerâmica PI 5 ou 6, lisa, de cor clara. Manter a distância mínima de 1m dos tanques até as paredes do galpão.
  • 67. COLHEITA E PÓS COLHEITA EQUIPAMENTOS E UTENSÍLIOS DE PÓS- COLHEITA Proceder à higienização dos equipamentos e utensílios de trabalho; Utilizar equipamentos e utensílios adequados e em condições de uso; Usar distanciadores de cachos até o momento da despenca; Utilizar mesas de embalagem metálicas ou plásticas (PVC); Usar balanças para a pesagem de frutos.
  • 68. COLHEITA E PÓS COLHEITA TRANSPORTE E ARMAZENAGEM Utilizar carrocerias sem resíduos de produtos químicos ou orgânicos, limpas e higienizadas. Emissão do CFO para a comercialização e transporte da fruta.
  • 69. ANÁLISES DE RESÍDUOS AMOSTRAGEM PARA ANÁLISE DE RESÍDUOS Realizar análises de resíduos no mínimo a cada 12 meses; Não se pode comercializar produtos com resíduos acima do permitido pela ANVISA;
  • 70. PARA - Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos - 2008
  • 71. 1 5 9 64,36% 19,80% 9,47% 2 6 10 36,05% 18,27% 8,82% 3 7 16 32,67% 17,31% 1,03% 4 8 30,39% 14,85%
  • 72. PROGRAMA DE ANÁLISES DE RESÍDUOS DE AGROTÓXICOS – PARA – 2009
  • 73. 1 2 3 4 80% 56,4% 54,6% 50,8% 5 6 7 8 44,2% 44,1% 38,8% 38,4% 9 10 11 12 32,6% 32% 27,2% 24,8% 13 14 15 16 20,5% 16,3% 10,3% 8,1% 17 18 19 20 5,3% 3,5% 3,0% 1,2%
  • 74. PROCESSOS NA EMPACOTADEIRA ORIGEM DA FRUTA Registrar a origem da fruta de produção integrada no caderno de pós-colheita. RECEPÇÃO DA EMPACOTADEIRA Registrar no caderno de pós-colheita o número da carga/ partida de cachos, com data, hora, nome do produtor,/ empresa, parcela do bananal, variedade de banana, número de cachos e peso bruto.
  • 75. PROCESSOS NA EMPACOTADEIRA OPERAÇÕES NA EMPACOTADEIRA Registrar no caderno de pós-colheita todos os processos e tratamentos utilizados na empacotadora; LIMPEZA DOS CACHOS Realizar a seleção e a limpeza dos cachos na área de recepção e estacionamento.
  • 76. PROCESSOS NA EMPACOTADEIRA CLASSIFICAÇÃO Estabelecer padrões de classificação respeitando as legislações vigentes, ou da região; Organizar em lotes frutas de uma mesma classificação; EMBALAGEM Usar embalagens de acordo com a legislação de embalagens e com a legislação trabalhista vigente no Brasil.
  • 77. PROCESSOS NA EMPACOTADEIRA PESAGEM Pesar e anotar número e peso dos cachos na área de recepção e estacionamento. PALETIZAÇÃO Montar pallets somente com frutas oriundas da PIF;
  • 78. PROCESSOS NA EMPACOTADEIRA EXPEDIÇÃO, TRANSPORTE E LOGÍSTICA Registrar no caderno de pós-colheita o lote e o seu destino para manter a rastreabilidade do produto, registrando também o número do lote na embalagem do produto. Utilizar um sistema de identificação que assegure a rastreabilidade do produto e dos processos adotados na sua geração;
  • 79. PROCESSOS NA EMPACOTADEIRA SANITIZAÇÃO Manter a casa de embalagem, suas paredes, tanques de lavagem e outros equipamentos e utensílios de pós-colheita limpos e higienizados; Fazer a desinfecção das instalações periodicamente com acompanhamento técnico;
  • 80. SISTEMA DE RASTREABILIDADE RASTREABILIDADE Anotar todos os procedimentos de limpeza e desinfecção do ambiente de trabalho; Anotar todos os controles de recepção, produtos utilizados, classificação da fruta e armazenagem; Anotar todos os dados de expedição da mercadoria, de forma a permitir o rastreamento de todo o processo de póscolheita; Anotar os resultados de análises nas frutas;
  • 81. SISTEMA DE RASTREABILIDADE CADERNOS DE CAMPO Instituir cadernos de campo para registro de dados sobre técnicas de manejo, irrigação, fitossanidade, fertilização, controle de pragas e de resíduos químicos, produção, monitoramento ambiental e demais dados necessário à adequada gestão da PIF. Manter o registro de dados para possibilitar rastreamento de todas as etapas do processo de produção. Atualizar com fidelidade, em conformidade com observações do ciclo agrícola e dos procedimentos técnicos adotados, as ocorrências fitossanitárias, climáticas e ambientais. CADERNO DE CAMPO.pdf
  • 82. SISTEMA DE RASTREABILIDADE CADERNOS DE PÓS COLHEITA Instituir cadernos de campo para registro de dados sobre técnicas de póscolheita, tais como processos e embalagem. CADERNO PÓS COLHEITA.pdf
  • 83. SISTEMA DE RASTREABILIDADE Auditorias de Campo e de Pós-Colheita; Permitir, no mínimo, 03 (três) auditorias anuais no pomar e na empacotadora, sempre que solicitados pelos Organismos de Avaliação da Conformidade - OAC.
  • 84. ASSISTÊNCIA TÉCNICA Manter os serviços de assistência técnica treinada, conforme requisitos técnicos específicos da PIB; Realizar cursos de atualização e capacitação em manejo da cultura e em pós-colheita;
  • 85. VAMOS COLHER BONS FRUTOS... OBRIGADO! E-mail: ernanenn@gmail.com Tel. 88 92341422 ou 83 99080650