PRODUÇÃO DO CONCRETO
A obtenção de uma estrutura de concreto, com as características técnicas e arquitetônicas desejadas, 
envolve algumas operações básicas que podem ser resumidas nos seguintes tópicos:
dosagem
controle dos materiais
produção do concreto
transporte
preparo da praça de lançamento
lançamento e adensamento
acabamento
cura
eventuais reparos
DOSAGEM DO CONCRETO
Estudo, indicação das proporções e quantificação dos materiais componentes da mistura, a fim de 
obter um concreto com determinadas características previamente estabelecidas.
Dosagem volumétrica
produção manual
produção em betoneira
Dosagem volumétrica contínua
Dosagem gravimétrica
Verificações fundamentais
Aferições e tolerâncias dos equipamentos
Eficiência das betoneiras
Tempo de mistura
Características da mistura fresca
slump
ar incorporado
temperatura
densidade
resistência
CONTROLE DOS MATERIAIS
CIMENTO
em saco
em container
a granel
de diferentes origens
(controles mínimos)
AGREGADOS
miúdo
natural
artificial
graúdo
natural
britado
(controles: manuseio do estoque – segregação)
granulometria
lavagem
refrigeração
ÁGUA
Problemas   decorrentes   da   contaminação   de  reservatórios   por   materiais   incompatíveis   com   o 
cimento ou armadura, com açúcar, cloretos, ácido húmico etc.
ADITIVOS
Além das recomendações dos fabricantes deve­se ter o cuidado em fazer com eles sejam facilmente 
identificáveis, a fim de evitar confusões, às vezes até perigosas.
MISTURA MANUAL
a) Espalhe a areia formando uma camada de uns 15 cm;
b) Sobre a areia, coloque o cimento;
c) Com uma pá ou enxada mexa a areia e o cimento até formar uma mistura bem uniforme;
d) Espalhe a mistura formando uma camada de 15cm a 20 cm;
e) Coloque a pedra sobre essa camada, misturando tudo muito bem;
f) Faça um monte com um buraco (coroa) no meio;
g) Adicione e misture a água aos poucos, evitando que escorra.
É muito importante que a quantidade de água da mistura esteja correta. Tanto o excesso quanto a 
falta são prejudiciais ao concreto. Se a mistura ficar com muita água, a resistência do concreto pode 
diminuir bastante, porque os componenentes, em geral, se separam. Ao contrário, se a mistura ficar 
seca, ele será difícil de adensar. Além disso, a peça concretaa ficará cheia de buracos, com a 
aparência ruim e com baixa resistência.
A mistura do concreto deve ser uma tentativa de acertar o traço a ser adotado nas misturas seguintes 
com o mesmo material. Sempre que a areia, a pedra ou o cimento mudar, será necessário ajustar o 
traço novamente.
Caso seja difícil saber, pela observação visual, se a quantidade de água da mistura está correta, a 
solução é alisar a supefície da mistura com uma colher de pedreiro para ver o que acontece:
a) Se a superfície alisada  ficar úmida, mas não escorrer água, a quantidade de água está certa;
b) Se escorrer há excesso de água. Isso deve ser imediatamente corrigido: coloque mais um pouco 
de pedra e areia na mistura  e mexa tudo de novo, até não escorrer mais água;
c) Se a superfície alisada nem ficar úmida, é sinal de que falta água. Nesse caso, continue 
misturando a massa, pois, em geral, com mais algumas mexidas o concreto costuma ficar mais 
mole. Se a mistura ainda ficar muito seca, adicione cimento e água, na poção de cinco partes de 
cimento para cada três de água.  Para isso, use um recipiente pequeno (por exemplo, uma lata limpa 
de óleo de cozinha). Nunca adicione apenas água na mistura, pois isso diminui muito a resistência 
do concreto.
 
MISTURA MECÂNICA
Tipos de equipamentos de produção
betoneiras de eixo horizontal
betoneiras de eixo vertical
betoneiras de mistura forçada
caminhões betoneira
PRODUÇÃO EM BETONEIRA
A betoneira é uma máquina que agiliza a mistura do concreto.
a) Coloque a pedra na betoneira;
b) Adicione metade de água e misture por um minuto;
c) Ponha o cimento;
d) Por último, ponha a areia e o resto da água.
A betoneira precisa estar limpa (livre de pó, água suja  e restos da última utilização) antes de ser 
usada. Os materiais devem ser colocados  com a betoneira girando e no menor espaço de tempo 
possível. Após a colocação de todos os componentes do concreto, a betoneira ainda deve girar por, 
no mínimo, 3 minutos.
Para verificar se a quantidade de água está correta, pode ser feirto o mesmo teste da colher de 
pedreiro, já descrito na mistura manual do concreto. Se houver necessidade, o ajuste da quantidade 
de água deve ser feito da mesma forma.
TEMPO DE MISTURA
O tempo de mistura, pode ser definido em função do diâmetro (conforme figura) sendo t em 
segundos e D em metros.
SISTEMA DE PESAGEM E DOSAGEM GRAVIMÉTRICA
TRANSPORTE
TRANSPORTE DENTRO DA OBRA
Distâncias relativamente pequenas até o ponto de aplicação.
Distâncias variáveis exigem equipamentos diferentes.
Transporte Manual
Em caixotes ou padiolas (25 dm3 a 30 dm3) (60 Kg a 70 Kg).
Baldes (18 dm3) (40 Kg).
Meios muito primitivos, de baixíssima produção.
Usados em casos de pequenos volumes de concreto.
Transporte por Carrinhos e Jiricas
Carrinhos de uma roda, de duas rodas (com pneumáticos.
Jiricas com capacidades variáveis (50 dm3 a 100 dm3).
Preparo dos percursos com estrados de tábuas.
Grandes alturas recorrer ao transporte por meio de elevadores.
Transporte por Caçamba e Gruas ou Guindastes de Torre
Caçambas com capacidade de frações de metro cúbico até 2m3 ou 3m3.
Guindaste de torre
Velocidade de ascenção: 1 a 30 m/min (média 15 m/min)
Velocidade de rotação da lança: até 1 rpm
Velocidade deslocamento do carro guincho: 20 m/min a 40 m/min.
Capacidades na ponta da lança são no máximo de 1500 Kg.
BOMBEAMENTO
Transporte através de tubulações por meio de pressão
Bomba   Lança:   Equipamento  que   obrigatoriamente   deve   ser   montado   sobre   o   chassi   de   um 
caminhão, devido ao seu tamanho e peso. O nome lança se deve ao fato dela possuir um mastro 
distribuidor, articulado normalmente em três ou quatro partes. No Brasil as bombas­lança mais 
utilizadas são as de 28 m e 32 m de alcance do mastro.
Bomba Reboque ou Estacionária: São equipamentos sem o mastro distribuidor, mas que podem ter 
o mesmo desempenho de uma Bomba Lança em termos de velocidade e potência de bombeamento. 
São rebocadas até a obra e necessitam da montagem de tubulação até o local de descarga. São mais 
utilizadas em prédios, galpões com pé direito baixo, estacas hélice, etc.
PREPARAÇÃO PARA LANÇAMENTO
Colocação do concreto no local de aplicação, em geral, nas formas.
fundação
formas
juntas de concretagem
armaduras
embutidos
FORMAS
Definição: moldes para o concreto plástico tomar a forma adequada.
Requisitos
qualidade
segurança
economia
Materiais
madeira corrida
madeira compensada
aço
metais leves
fibra de vidro e plástico
JUNTAS DE CONCRETAGEM
LAJES VIGAS
LANÇAMENTO EM LAJES
LANÇAMENTO EM PILARES
Procedimentos correto e incorreto de lançar concreto em peça de grande altura
Procedimento correto e incorreto de lançamento de concreto através de abertura lateral (janela)
Procedimento correto e incorreto de lançamento de concreto em superfície inclinada
ADENSAMENTO
Adensamento manual
Usando barras de aço que atuam como soquetes que forçam o concreto para baixo, expulsando o ar.
Só é usado em obras ou serviços pequenos, ou em casos de emergência.
Cuidados especiais em pilares:
Dificuldade de adensamento em fundo de pilares
Lançamento só de argamassa, com a mesma composição do concreto, no fundo (altura máxima de 
0,10m) dos pilares, a fim de assegurar um completo preenchimento das formas.
Adensamento mecânico
1­ Concreto em geral, com abatimento ( “Slump” ) < 100mm
Paredes, Pilares, Vigas...
Diâmetro do vibrador ...... 5 a 9 cm
Freqüência do vibrador ... 8 000 a 12 000 r.p.m; ( 130 Hz a 200 Hz)
Amplitude da vibração .... 0,6 mm a 1,3 mm
Diâmetro de influência do vibrador ... 40 a 70 cm
Tempo de vibração : 5 a 20 segundos
2­ Concreto plástico, com abatimento ( “Slump” ) > 100mm
Paredes finas , lajes finas, juntas de construção, áreas com muita armadura :
Diâmetro do vibrador ...... 3 a 6 cm
Freqüência do vibrador ... 9 000 a 13 500 r.p.m; ( 150 Hz a 225 Hz)
Amplitude da vibração .... 0,5mm a 1,0 mm
Diâmetro de influência do vibrador ... 25 a 50 cm
Tempo de vibração : 5 a 20 segundos
ARMADURA
EMBUTIDOS
ACABAMENTO
CURA
Manter umidade dias após a concretagem
A água é indispensável às reações químicas que ocorrem durante o endurecimento
A cura evita a retração hidráulica nas primeiras idades do concreto quando sua resistência 
ainda é pequena
A retração plástica é inconveniente porque resulta em  fissuras muito grandes
Objetivos:
Impedir perda precoce de umidade
Controlar temperatura
A cura do concreto deve ser iniciada logo após a pega e mantida durante 7 a 14 dias. Pode ser feita 
de diversas maneiras:
Molhagem contínua das superfícies expostas do concreto;
Proteção por tecidos de aniagem, mantidos úmidos;
Lonas plásticas ou papéis impermeáveis;
Aplicação de emulsões que formam películas impermeáveis sobre a superfície do concreto. 

Produção do concreto