PONTES E SUPERESTRUTURAS
PROF. RENATO CARDOSO
INTRODUÇÃO
-Definição
“Denomina-se Ponte a obra destinada a permitir a transposição
de obstáculos à continuidade de uma via de comunicação
qualquer. Os obstáculos pode ser: rios, braços de mar, vales
profundos, outras vias etc.” (MARCHETTI, 2008)
“[...]Propriamente, denomina-se Ponte quando o obstáculo é um
rio. Denomina-se viaduto quando o obstáculo transposto é um
vale ou uma via” (MARCHETTI, 2008)
INTRODUÇÃO
Ponte Baluarte - México
INTRODUÇÃO
Viaduto da Unisinos - Brasil
INTRODUÇÃO
-Definição
“[...] quando o curso d’água é de grandes dimensões, a ponte
necessita de uma parte extensa antes de atravessar o curso
d’água. Essa parte em seco é denominada de Viaduto de
acesso.” (MARCHETTI, 2008)
Ponte Dom Afonso Felipe Gregory – Divisa (São Miguel-TO / Imperatriz-MA)
INTRODUÇÃO
-Definição
“[...] existe ainda um tipo de construção que em determinadas
situações, pode ser enquadrado na categoria de pontes: são as
galerias.” (MATA, 2013)
a) Com características de Ponte b) Sem características de Ponte
Carregamento dinâmico Carregamento estático
INTRODUÇÃO
-Histórico
“Desde a antiguidade encontram-se entre os povos primitivos,
pontes de madeira ou de cordas, na forma de vigas, vigas
escoradas e vigas armadas simples” (LEONHARDT, 2013).
-Antiguidade: Chineses venciam vãos de 18m com vigas de
granito;
-Romanos e chineses: Construção de abóbadas de pedra;
-França, Turquia, República Tcheca;
-Século XVIII: Alemães e Suíços – Ponte com 118m de vão;
INTRODUÇÃO
-Histórico
Ponte do Gard - França
INTRODUÇÃO
-Histórico
-Século XVII – Pontes de ferro fundido
-1750 – Primeira ponte pênsil
-1850 – Pontes em treliças metálicas
-1890 - Ponte ferroviária na Escócia, 512m de vão
INTRODUÇÃO
-Histórico
Ponte Firth of Forth - Escócia
INTRODUÇÃO
-Histórico
-1912 – Pontes de vigas
-1938 – Pontes de Concreto protendido
Ponte Padre Cícero José de Souza – (Lajeado-TO /Miracema-TO)
Fonte: (MATA, 2013)
INTRODUÇÃO
-Engenharia de Estruturas: Obras de arte especiais;
Ponte FHC – (Palmas-TO / Porto Nacional-TO)
INTRODUÇÃO
-Engenharia de Estruturas: Obras de arte especiais;
INTRODUÇÃO
-Engenharia de Estruturas: Obras de arte especiais;
INTRODUÇÃO
-Engenharia de Estruturas: Obras de arte especiais;
INTRODUÇÃO
-Constituintes de uma Ponte
-Infraestrutura: Blocos, sapatas, estacas/tubulões;
-Mesoestrutura: Pilares, Aparelhos e apoio, encontros;
-Superestrutura: Lajes, Vigas (Principais e secundárias /
Longarina e Transversinas).
INTRODUÇÃO
-Constituintes de uma Ponte
Ponte Rio-Niterói - Brasil
CLASSIFICAÇÃO DAS PONTES
-Segundo a natureza do tráfego
-Pontes rodoviárias;
-Pontes ferroviárias;
-Pontes para pedestres;
-Pontes aqueduto (utilitárias);
-Pontes mistas;
-Pontes canal;
-Pontes aeroviárias.
CLASSIFICAÇÃO DAS PONTES
-Segundo a natureza do tráfego
-Pontes rodoviárias;
-Pontes ferroviárias;
Ponte JK – (Aguiarnópolis-TO / Estreito-MA)
CLASSIFICAÇÃO DAS PONTES
-Segundo a natureza do tráfego
Usina Hidrelétrica de Mauá – Paraná - Brasil
CLASSIFICAÇÃO DAS PONTES
-Segundo a natureza do tráfego
- “Pontes” de pedestres (passarelas).
CLASSIFICAÇÃO DAS PONTES
-Segundo a natureza do tráfego
-Pontes aqueduto (utilitárias);
Ponte do Gard - França
CLASSIFICAÇÃO DAS PONTES
-Segundo a natureza do tráfego
-Pontes mistas;
Ponte Rodoferroviária de Marabá - Pará
CLASSIFICAÇÃO DAS PONTES
-Segundo a natureza do tráfego
-Pontes canal;
Ponte Canal Magdeburg - Alemanha
CLASSIFICAÇÃO DAS PONTES
-Segundo a extensão do vão
-Bueiros – Até 2m
-Pontilhões – de 2m a 10m
-Pontes – Maior que 10m
-Segundo a durabilidade
-Permanentes
-Provisórias
-Desmontáveis
CLASSIFICAÇÃO DAS PONTES
-Segundo o desenvolvimento planimétrico
-Pontes retas
-Pontes curvas;
-Segundo o desenvolvimento altimétrico
-Pontes horizontais;
-Pontes em rampas;
CLASSIFICAÇÃO DAS PONTES
-Segundo o sistema estrutural da superestrutura
-Ponte em laje;
-Ponte em viga reta de alma cheia;
-Ponte em viga reta de treliça;
-Ponte em quadro rígido;
-Ponte em abóbada;
-Ponte em arco superior;
-Ponte pênsil;
-Ponte estaiada.
CLASSIFICAÇÃO DAS PONTES
-Segundo o material da superestrutura
-Ponte de madeira;
-Ponte de alvenaria (pedras, tijolos);
-Ponte de concreto armado;
-Ponte de concreto protendido;
-Ponte de aço.
ELEMENTOS P/ ELABORAÇÃO DO PROJETO
-Elementos geométricos;
-Elementos topográficos;
-Elementos hidrológicos;
-Elementos geotécnicos;
-Elementos acessórios;
-Elementos normativos.
ELEMENTOS P/ ELABORAÇÃO DO PROJETO
-Elementos geométricos (rodovias e pontes)
-Classe das rodovias; Velocidade Diretriz;
-Curvatura horizontal; Raios mínimos;
-Rampas;
-Distância mínima de visibilidade;
-Curvas de concordância vertical;
-Largura da pista de rolamento e acostamentos;
-Superlargura e inclinação transversal e etc.
ELEMENTOS P/ ELABORAÇÃO DO PROJETO
ELEMENTOS P/ ELABORAÇÃO DO PROJETO
-Elementos topográficos
-Perfil longitudinal;
-Levantamento planialtimétrico;
-Determinação do eixo.
ELEMENTOS P/ ELABORAÇÃO DO PROJETO
-Elementos hidrológicos
-Cotas de máxima enchente;
-Vazão do curso d’água;
ELEMENTOS P/ ELABORAÇÃO DO PROJETO
-Elementos geotécnicos
-Relatório de sondagens;
-Caracterização dos materiais constituintes do subsolo.
ELEMENTOS P/ ELABORAÇÃO DO PROJETO
-Elementos acessórios
-Agressividade da água (PH, água sulfatadas, águas sulfídricas);
-Biodiversidade aquática;
-Informações de interesse construtivo;
-Terremotos.
ELEMENTOS P/ ELABORAÇÃO DO PROJETO
-Elementos normativos
-NBR 6118:2014 – Projeto de estruturas de concreto.
Procedimento;
-NBR 6123:2013 – Forças devidas ao vento em edificações.
Procedimento.
-NBR 7188:2013 – Carga móvel em ponte rodoviária e passarela
de pedestre e outras estruturas. Procedimento.
-NBR 8681:2003 – Ações e segurança nas estruturas.
Procedimento.
-NBR 10830:1989 – Execução de obras de ate especiais em
concreto armado e concreto protendido. Procedimento.
INTRODUÇÃO
-Requisitos Principais de uma ponte
-Funcionalidade: Deverá a ponte satisfazer de forma perfeita as
exigências de tráfego, vazão etc. Necessita justificar os grandes
investimentos;
-Segurança: Materiais que suportem às tensões, sem provocar
ruptura;
-Estética: Grande importância arquitetônica;
-Economia: Estudo comparativo de várias soluções que
satisfaçam os itens anteriores;
-Durabilidade: Grande necessidade de manutenção.
INTRODUÇÃO
-Funcionalidade
-Travessia: Filadélfia-TO / Carolina-MA
INTRODUÇÃO
-Funcionalidade
-Neste caso, há justificativa para haver uma Ponte?
INTRODUÇÃO
-Funcionalidade
-Poderia ser apenas 3 faixas de tráfego?
INTRODUÇÃO
-Segurança
-Condição necessária em qualquer construção.
Quais seriam as consequências da
interrupção do fluxo em um ponte?
-Ponte Tacoma Narrows
INTRODUÇÃO
-Estética
-Podem tornar-se cartões-postais
INTRODUÇÃO
-Estética
-Símbolos de uma cidade / estado / país
INTRODUÇÃO
-Economia
-Necessário em qualquer construção;
-Há sempre variadas soluções para determinada necessidade de
projeto de uma ponte, o que justifica a comparação econômica
das várias possibilidades;
-Investimento de grande vulto.
INTRODUÇÃO
-Durabilidade
-Muito ligada à Funcionalidade (para mantê-la);
-Necessidade de sistemas de manutenção de complexidade
considerável (Pois exige mão e obra qualificada).
AÇÕES SOBRE PONTES
-ABNT NBR 8681 (AÇÕES E SEGURANÇA NAS
ESTRUTURAS – PROCEDIMENTO)
-Ações Permanentes:;
-Ações Variáveis;
-Ações Excepcionais.
AÇÕES SOBRE PONTES
-ABNT NBR 7187 (PROJETO E EXECUÇÃO DE PONTES
DE CONCRETO ARMADO E PROTENDIDO)
-Ações Permanentes:
-Peso próprio dos elementos estruturais;
-Empuxos de terra e de água;
-Forças de protensão;
-Fluência; Retração; Recalque;
AÇÕES SOBRE PONTES
-ABNT NBR 7187 (PROJETO E EXECUÇÃO DE PONTES
DE CONCRETO ARMADO E PROTENDIDO)
-Ações Variáveis:
-CARGAS MÓVEIS (Verticais, Frenagem, Aceleração, Força
centrífuga);
-Cargas de construção;
-Carga de vento;
-Movimento das águas;

pontes