Português: modos de usar



      Ana Paula Queiroz
FUNÇÃO DA LINGUAGEM

                   COMUNICAR




LINGUAGEM FORMAL               LINGUAGEM
                               COLOQUIAL
Objetivo fundamental da escola
 “Levar a criança a produzir textos e compreendê-los de um
   modo interativo e crítico. Assim, são mais importantes, na
   escola, as noções relativas ao texto, ao discurso e à análise
              textual, e não as noções gramaticais.”


“Gramática não tem nada a ver com texto, nem com discurso,
  muito menos com processos de produção e compreensão de
                           texto.”
Tipos de Gramática

 GRAMÁTICA NORMATIVA




 GRAMÁTICA GERATIVA
A escola está ensinando errado?

    “Livro didático de língua portuguesa adotado pelo MEC (Ministério da
        Educação) ensina aluno do ensino fundamental a usar a “norma
                       popular da língua portuguesa”.


           O volume Por uma vida melhor, da coleção Viver, aprender,
        mostra ao aluno que não há necessidade de se seguir a norma
     culta para a regra da concordância. Os autores usam a frase “os livro
      ilustrado mais interessante estão emprestado” para exemplificar
  que, na variedade popular, só “o fato de haver a palavra os (plural) já indica
 que se trata de mais de um livro”. Em um outro exemplo, os autores mostram
  que não há nenhum problema em se falar “nós pega o peixe” ou “os menino
                                 pega o peixe”.
Língua Portuguesa

          Mais do que relacionar o que é certo e errado;

 Capacitação das pessoas para a produção de textos orais e escritos;

  Aprimoramento de uma habilidade a servi-los tanto em sala de
   aula quanto para uma reunião de negócios, redação de vestibular,
                                etc.;

  Aprimoramento que conduz o aluno a formar seu próprio estilo
                             de escrever.
Funções do Ensino do Português


 Compreensão do que se lê;


 Erudição de textos jurídicos.


 Compreensão de textos de outras épocas;
Desafio do profissional de letras

 Não ensinar a língua no padrão literário e erudito como única
  variedade nem supor que ao aluno basta saber descrever sua
  variedade vernácula local: todos têm o direito democrático
  de, na escola, aprender a variedade linguística para que possa
  escolher o que vai usar.
Então…

As pessoas têm o direito de ler uma obra de Eça de Queiroz ou
Machado de Assis.
 Não se pretende, hoje, apontar uma solução única para a
  diversidade linguística;



 Busca-se uma forma para enfrentar o problema;




 Não adianta ensinar se está certo ou errado se em gramáticas
  diferentes houver respostas diferentes.
Variedade linguística
  - Quanto dinheiro foi ganhado? Quanto foi gastado?

  - Eu vou estar enviando um carnê de pagamento segunda de
  manhã.

  - Teríamos estado esperando a noite inteira na fila à toa se você
  não tivesse ligado.
Saberes linguísticos
- Forma vernácula de uso do falante: como se fala onde onde
                         ele veio.

    - “Cada lugar tem seu fuso, cada povo tem seu uso.”

 É a base linguística cultural que interagirá com a tradição
    escrita. (Sociedade, televisão, jornal, internet, etc.)

                        Ex.: Tauba.
- No saber linguístico de uma pessoa, toda a comunidade
conta como uma norma padrão independente da escola.

- Lembrete: antes da gramática da língua portuguesa (séc.
XVI), os falantes não tinham norma padrão da escrita, mas
isso não impedia a presença da noção do bem escrever. Se
hoje abolíssemos o ensino da gramática, a sociedade
continuaria vivendo com as diversas normas padrão
praticadas.
Adequações Gramaticais
“Por vezes, não só a comunidade local do aluno, mas
também quase toda a sociedade opta por não usar uma
variante da gramática tradicional por conta do
estranhamento geral que causa.

É o caso de pagado e gastado. Algumas gramáticas já
utilizam as formas pago e gasto como corretas, embora
não seja considerada a forma “correta”.
Finalizando...



http://www.youtube.com/watch?v=L4hbZYndovM
Português: Modos de Usar



Obrigada!



Ana Paula Queiroz



                         queirozrezende@gmail.com

Português: Modos de usar

  • 1.
    Português: modos deusar Ana Paula Queiroz
  • 2.
    FUNÇÃO DA LINGUAGEM COMUNICAR LINGUAGEM FORMAL LINGUAGEM COLOQUIAL
  • 3.
    Objetivo fundamental daescola “Levar a criança a produzir textos e compreendê-los de um modo interativo e crítico. Assim, são mais importantes, na escola, as noções relativas ao texto, ao discurso e à análise textual, e não as noções gramaticais.” “Gramática não tem nada a ver com texto, nem com discurso, muito menos com processos de produção e compreensão de texto.”
  • 4.
    Tipos de Gramática GRAMÁTICA NORMATIVA  GRAMÁTICA GERATIVA
  • 5.
    A escola estáensinando errado? “Livro didático de língua portuguesa adotado pelo MEC (Ministério da Educação) ensina aluno do ensino fundamental a usar a “norma popular da língua portuguesa”. O volume Por uma vida melhor, da coleção Viver, aprender, mostra ao aluno que não há necessidade de se seguir a norma culta para a regra da concordância. Os autores usam a frase “os livro ilustrado mais interessante estão emprestado” para exemplificar que, na variedade popular, só “o fato de haver a palavra os (plural) já indica que se trata de mais de um livro”. Em um outro exemplo, os autores mostram que não há nenhum problema em se falar “nós pega o peixe” ou “os menino pega o peixe”.
  • 6.
    Língua Portuguesa  Mais do que relacionar o que é certo e errado;  Capacitação das pessoas para a produção de textos orais e escritos;  Aprimoramento de uma habilidade a servi-los tanto em sala de aula quanto para uma reunião de negócios, redação de vestibular, etc.;  Aprimoramento que conduz o aluno a formar seu próprio estilo de escrever.
  • 7.
    Funções do Ensinodo Português  Compreensão do que se lê;  Erudição de textos jurídicos.  Compreensão de textos de outras épocas;
  • 8.
    Desafio do profissionalde letras  Não ensinar a língua no padrão literário e erudito como única variedade nem supor que ao aluno basta saber descrever sua variedade vernácula local: todos têm o direito democrático de, na escola, aprender a variedade linguística para que possa escolher o que vai usar.
  • 9.
    Então… As pessoas têmo direito de ler uma obra de Eça de Queiroz ou Machado de Assis.
  • 10.
     Não sepretende, hoje, apontar uma solução única para a diversidade linguística;  Busca-se uma forma para enfrentar o problema;  Não adianta ensinar se está certo ou errado se em gramáticas diferentes houver respostas diferentes.
  • 11.
    Variedade linguística - Quanto dinheiro foi ganhado? Quanto foi gastado? - Eu vou estar enviando um carnê de pagamento segunda de manhã. - Teríamos estado esperando a noite inteira na fila à toa se você não tivesse ligado.
  • 12.
    Saberes linguísticos - Formavernácula de uso do falante: como se fala onde onde ele veio. - “Cada lugar tem seu fuso, cada povo tem seu uso.” É a base linguística cultural que interagirá com a tradição escrita. (Sociedade, televisão, jornal, internet, etc.) Ex.: Tauba.
  • 13.
    - No saberlinguístico de uma pessoa, toda a comunidade conta como uma norma padrão independente da escola. - Lembrete: antes da gramática da língua portuguesa (séc. XVI), os falantes não tinham norma padrão da escrita, mas isso não impedia a presença da noção do bem escrever. Se hoje abolíssemos o ensino da gramática, a sociedade continuaria vivendo com as diversas normas padrão praticadas.
  • 14.
    Adequações Gramaticais “Por vezes,não só a comunidade local do aluno, mas também quase toda a sociedade opta por não usar uma variante da gramática tradicional por conta do estranhamento geral que causa. É o caso de pagado e gastado. Algumas gramáticas já utilizam as formas pago e gasto como corretas, embora não seja considerada a forma “correta”.
  • 15.
  • 16.
    Português: Modos deUsar Obrigada! Ana Paula Queiroz queirozrezende@gmail.com