ACADÊMICOS: JOÃO EMANUEL,MARCELO LIMA E MARLON CASSIEL.
UEMA CAMPUS CAXIAS
DISCIPLINA: SOCIOLINGUÍSTICA
PROF. DR. ANTÔNIO MIRANDA
MONITORA: LARISSA STEFENNY
Sociolinguística Educacional
Bortoni-Ricardo (2005)denomina Sociolinguistica
Educacional descrevendo-a como todas as propostas
e pesquisas sociolinguísticas que tenham por objetivo
contribuir para o aperfeiçoamento do processo
ducacional, principalmente na área do ensino de
língua materna.
4.
Sociolinguística Educacional
Quando oaluno compreende que a língua muda e varia a
depender dos diferentes aspectos linguísticos, aprende-se a
respeitar as diferentes formas de lidar com a língua. Entender
esse processo auxilia no conhecimento da própria história da
Língua Portuguesa no processo de formação e transformação
do léxico. Sendo assim, serão discutidos, em seguida, sobre
esses aspectos e mais alguns que forem complementares
durante o processo reflexivo.
Stella Maris Bortoni-Ricardo
StellaMaris Bortoni-Ricardo nasceu em 12 de
fevereiro de 1945, no ano do final da II Guerra
Mundial, na cidade mineira de São Lourenço. Stella
Maris Bortoni-Ricardo aplicou-se a leituras sobre
Sociolinguística, o que lhe deu recursos para
trabalhar e divulgar modos revolucionários de
ensinar línguas, em particular a língua materna. A
Sociolinguística mostrava pela primeira vez que
modos de falar próprios de grupos minoritários não
eram um amontoado de erros, mas um sistema
consistente e sistemático.
Gramática Normativa (ouTradicional): É um manual de regras do
"bom uso" da língua, baseado em como os "bons escritores" usavam
o idioma.
Gramática Descritiva: Não julga o que é "certo" ou "errado". Ela
apenas descreve e registra como as pessoas realmente usam a
língua em seu dia a dia.
Gramática Internalizada: É o conjunto de regras que todo falante já
memorizou na cabeça e que lhe permite criar frases que fazem
sentido, ainda que a gramática normativa as considere "erradas".
Saber gramática, nesse sentido, não depende da escola.
Como a EscolaEnsina Português?
O Foco Tradicional: O ensino de português nas escolas brasileiras tem
se baseado historicamente na gramática normativa.
Regras e Mais Regras: A aula de português geralmente se concentra
em um conjunto de regras que devem ser seguidas, uma abordagem
chamada de prescritiva.
A Realidade Atual: Mesmo com o avanço dos estudos da linguagem,
a conclusão é que a escola ainda mantém um ensino focado nessas
concepções prescritivas.
Fato Natural: Avariação é parte da natureza da
linguagem. É o resultado da diversidade de grupos
sociais em um país tão grande como o Brasil.
Fatores de Variação: A língua muda de acordo com:
Região (Variação Geográfica): Os chamados
regionalismos e sotaques.
Fatores Sociais (Variação Social): Idade, sexo,
profissão, grau de escolaridade e a classe social
influenciam nosso modo de falar.
O Valor Socialda Fala: Uma variedade linguística "vale" o
que seus falantes "valem" na sociedade, refletindo o poder
e a autoridade que eles possuem.
A Condenação do "Popular": Muitas vezes, as gramáticas e a
escola condenam certas formas de falar (como "muié" ou
"trabaio") simplesmente por serem usadas pelo "povo", em
oposição a uma elite.
O Papel da Escola: Ao ignorar as diferenças e valorizar
apenas a norma culta, a escola pode reforçar o
preconceito e fazer com que o aluno sinta que sua
maneira de falar é errada.
Mudar o Foco:O ensino deve deixar de ser apenas a
transmissão de regras prontas e passar a ser uma
construção de conhecimento junto com os alunos.
Objetivo Principal: O objetivo mais importante é desenvolver
a competência comunicativa. Isso significa saber usar a
língua de forma adequada nas mais diversas situações de
comunicação.
O Papel do Professor: O professor deve atuar como um
mediador, ajudando o aluno a refletir sobre o uso da língua.
17.
Conclusão
A escola deverespeitar e incluir a variedade
linguística que cada aluno traz de casa,
reconhecendo que negar essas formas de expressão
é uma forma de discriminação. Ao mesmo tempo, é
importante ensinar a norma padrão, apresentando-a
como uma das variedades possíveis da língua, e não
como a única correta. Dessa forma, o ensino da
linguagem se torna um instrumento de
empoderamento, permitindo que o aluno use sua
própria maneira de falar com segurança e
consciência para alcançar seus objetivos em
diferentes contextos sociais.
18.
Referências
VALADARES, Flávio Biasutti.Gramática e escola: considerações sobre variação
linguística e ensino de língua portuguesa. Domínios de Linguagem, v. 4, n. 2, 2º
Semestre 2010.
LIRA, Fabiana da Silva; FOLETTO, Daniele Angélica Borges. Sociolinguística
educacional e sua contribuição para as metodologias em/de sala de aula. Anais
do IV Seminário Nacional de Línguas e Linguagens da UFMS/CPAQ e V Seminário
da Sociedade dos Leitores Vivos, v. 2, n. 1, p. 160-172, 30 abr. 2024.
LOPES, Maria Ailma Ferreira; CAVALCANTE, Maria Auxiliadora da Silva. A
importância da sociolinguística educacional: reflexões sobre o ensino de língua
portuguesa. Anais da FLIPA, p. 88-98,