CURSO PARA OS ORIENTADORES
DE ESTUDO
2015 - II Encontro
CULTURA ESCRITA E
DIVERSIDADE
LINGUÍSTICA
Equipe RN
Outubro/2015
PAUTA – 15/10/2015 (QUINTA-FEIRA, MANHÃ)
FOCOTEMÁTICO: O lugar da cultura escrita na educação da criança: pode a escrita
roubar a infância?
1. Objetivos do estudo
2. Leitura Deleite: As três velhas (Câmara Cascudo)
3. Atividade vivencial 01 - Análise de relatos trazidos
4. Socialização
5. Atividade vivencial 02 - Leitura compartilhada – Caderno 2, p.49-55.
1. OBJETIVOS
 A) Analisar relatos de experiências, refletindo sobre a estrutura
compositiva desse gênero textual (apresentação, argumentos
acadêmicos, descrição da experiência) e aspectos conceituais
trabalhados ao longo das formações do PNAIC (interdisciplinaridade,
infância, criança, cultura escrita integrada à infância, variação
linguística, ludicidade);
 B) Compreender a escrita e a infância como construções sociais e
como conceitos complementares e inter-relacionados.
BIOGRAFIA: CÂMARA CASCUDO
Luís da Câmara Cascudo nasceu em Natal, na Rua Senador José Bonifácio, chamada
Rua das Virgens, 212, no Bairro da Ribeira, numa Sexta-feira, dia de São Sabino, a 30 de
dezembro de 1898. Seus pais eram Francisco Justino de Oliveira Cascudo e Ana Maria da
Câmara Cascudo, nascida Pimenta.
Na sua mocidade, teve existência de príncipe, morando numa Chácara no Tirol,
denominada Vila Cascudo, centro permanente de reuniões literárias, jantares festivos,
recitais de músicos famosos que transitavam pela cidade. Estudou no Atheneu Norte
Riograndense, cursou Medicina na Bahia e Rio de Janeiro, fazendo até o quarto ano.
Desistiu de ser médico, por falta de vocação, e foi estudar Direito no Recife, onde se
formou em 1928. Apaixonou-se por uma menina de 16 anos, com delicadeza e nome de
flor, Dáhlia Freire. Casaram-se em 21 de abril de 1929 e tiveram dois filhos: Fernando Luís e
Anna Maria. Iniciou-se como jornalista em outubro de 1918, no jornal "A Imprensa", de
propriedade de seu pai. Colaborou em todos os jornais de Natal e em vários do país.
BIOGRAFIA: CÂMARA CASCUDO
As seções nos jornais foram os germens de quase todos os seus livros, fomentando a
sua obra de historiador, folclorista, antropólogo, etnógrafo, sociólogo, ensaísta,
tradutor-comentador, memorialista e cronista, com renome internacional.
Estreou como escritor lançando o seu primeiro trabalho VERSOS REUNIDOS, em 1920,
antologia poética de Lourival Açucena, com introdução e notas de sua autoria. No ano
seguinte, 1921, publicou o primeiro livro inteiramente seu, ALMA PATRÍCIA, crítica
literária em torno dos poetas potiguares desconhecidos do resto do Brasil. Sua
consagração como escritor, entretanto, ocorreu a partir de 1938-39 e, sobretudo, ao
longo da década de 40.
BIOGRAFIA: CÂMARA CASCUDO
Escreveu sobre os mais variados assuntos, sendo evidente a sua especialização
na etnografia e no folclore e a sua predileção pela história, pela geografia e pela
biografia.
Entre os seus mais de 200 livros, opúsculos e ensaios destacam-se: Dicionário do
Folclore Brasileiro, Literatura Oral no Brasil, Vaqueiros e Cantadores, Canto de Muro,
Rede de Dormir, Jangada, História dos Nossos Gestos, História da Alimentação no Brasil,
Civilização e Cultura, Geografia do Brasil Holandês, Geografia dos Mitos Brasileiros,
Contos Tradicionais do Brasil, Locuções Tradicionais do Brasil, Lendas Brasileiras,
Superstições e Costumes, entre outros. O Dicionário do Folclore Brasileiro, que teve a
sua primeira edição em 1954, foi a primeira compilação acadêmica de temas ligados ao
Folclore, que não tinha, na época, "status" de ciência.
BIOGRAFIA: CÂMARA CASCUDO
Cascudo "encantou-se", como ele se referia à morte, no dia 30 de
julho de 1986, em Natal, cidade de onde nunca quis "arredar o pé", por se
considerar um "provinciano incurável".
A nós cabe, hoje, a imensa responsabilidade de valorizar e divulgar o
inesgotável legado cultural que ele nos deixou. Sua casa, localizada na
Avenida Câmara Cascudo, 377, Cidade Alta, Natal/RN, abriga hoje o
Ludovicus – Instituto Câmara Cascudo.
2. LEITURA DELEITE
As Três Velhas
2. LEITURA DELEITE:
Uma viúva tinha uma filha muito bonita e religiosa que agradava a toda a
gente.A viúva queria casar a filha com homem rico e para isso fazia o possível.
Na esquina da rua onde moravam as duas havia uma casa de comércio
freguesada, cujo dono era solteiro e de posses.A viúva fazia as compras nessa
casa e vivia estudando um meio de conseguir fazer com que o homem
conhecesse e simpatizasse com sua filha.
Um dia ouviu-o dizer que só se casaria com uma moça trabalhadeira e que
fiasse muito mais do que todas na cidade.A viúva comprou logo uma porção
de linho, dizendo que era para a filha fiar, e que esta era a melhor fiandeira do
mundo.
A moça ia todas as madrugadas à missa das almas e encontrava lá três velhas
muito devotas que a cumprimentavam.
2. LEITURA DELEITE:
A viúva chegando a casa entregou o linho à moça, dizendo que teria de fiá-lo
completamente até a manhã seguinte. A moça se valeu dos olhos, chorando, e foi
sentar-se no batente da cozinha, rezando, desconsolada da vida. Estava nesse ponto
quando ouviu uma voz perguntar.
— Chorando por quê, minha filha?
Levantou os olhos e viu uma das três velhinhas da missa das almas.
— E não hei de chorar? Minha mãe quer que eu fie todo esse linho e o entregue
dobado amanhã de manhã...
— Não se agonie, minha filha. Se você me convidar para seu casamento e prometer
que três vezes me chamará tia, em voz alta, darei uma ajuda.
2. LEITURA DELEITE:
A moça prometeu.A velha despediu-se e foi embora, deixando o monte de linho
fiado e pronto. A viúva, quando achou a tarefa pronta, só faltou morrer de satisfeita.
Correu até a loja do negociante, mostrando as habilidades da filha e pediu uma
porção ainda maior de linho. O negociante espantado pelo trabalho da moça não quis
receber dinheiro pela compra.
Vendo que as cousas se encaminhavam como ela desejava, a viúva voltou a dar o
linho pra a filha fiar até a manhã seguinte. Novamente a moça se agoniou muito e foi
chorar na cozinha. Novamente apareceu uma velha, a segunda das três, que lhe
propôs ajudá-la se ela a convidasse para o seu casamento e a chamasse tia por três
vezes. A moça aceitou e o linho ficou pronto num minuto.
A viúva voltou correndo à loja do homem rico, mostrando o linho fiado e gabando a
filha. O negociante estava simpatizando muito com a moça que fiava tão depressa e
tamanhas qualidades. A viúva voltou com uma carga de linho enorme, entregando
aquela penitência à sua filha.
2. LEITURA DELEITE:
Aconteceu como nas outras vezes. A terceira velha, mediante convite para o
casamento e chamá-la tia três vezes, fiou o linho num rápido.
Quando o negociante viu o linho fiado, pediu para conhecer a moça, conversou com
ela e acabou falando a casamento. Como era de agradável presença, a moça aceitou
e marcou-se o casamento. O homem mandou preparar sua casa com todos os
arranjos decentes e encheu uma mesa de fusos, rocas, linhos, tudo para que a mulher
se ocupasse durante o santo dia em fiar.
Depois do casamento, na hora do jantar, estavam todos reunidos e muito alegres,
quando bateram palmas e entrou uma das três velhas da missa das almas. A noiva
correu logo dizendo:
— Que alegria, minha tia! Entre, minha tia, sente-se aqui perto de mim, minha tia.
2. LEITURA DELEITE:
Assim que a velha sentou na cadeira, chegou a outra, recebida com a mesma satisfação:
— Entre minha tia! Sente-se aqui, minha tia!Vai jantar comigo, minha tia!
A terceira velha chegou também e a noiva abraçou-a logo:
— Dê cá um abraço, minha tia!Vamos sentar, minha tia! Quero apresentá-la ao meu marido,
minha tia!
Foram para o jantar e o marido e convidados não tiravam os olhos de cima das três velhas
que eram feias como o pecado mortal.
Depois do jantar, o marido não se conteve e perguntou por que a primeira era tão corcovada,
a segunda com a boca torta e a terceira com os dedos finos e compridos como patas de
aranhas. As velhinhas responderam:
2. LEITURA DELEITE:
— Eu fiquei corcunda de tanto fiar linho, curvada para rodar o fuso!
— Eu fiquei com a boca torta de tanto riçar os fios de linho quando fiava!
— Eu fiquei com os dedos assim de tanto puxar e remexer o linho quando fiava!
Ouvindo isso o marido mandou buscar os fusos, rocas, meadas, linhos, e tudo que
servisse para fiar, e fez com que queimassem tudo, jurando a Deus que jamais sua
mulher havia de ficar feia como as três tias fiandeiras por causa do encargo de fiar.
Depois, as três velhas desapareceram para sempre. O casal viveu muito feliz.
3. ATIVIDADEVIVENCIAL 01
1. Divisão da turma em pequenos grupos;
2. Defesa de cada componente do grupo do relato trazido (cada componente
fará a “propaganda” do seu relato), anunciando o tema, área, ano de
escolaridade em que foi desenvolvido a sequência didática proposta, entre
outros....
3. Seleção de um relato por cada grupo para posterior análise.
3. ATIVIDADEVIVENCIAL 01
4.Análise do relato selecionado tendo por base um roteiro de análise que deverá ser
discutido e preenchido em grupo, de forma a verificar aspectos relacionados a dois eixos:
adequação às orientações dos formadores para a escrita do gênero textual relato de
experiência (objetivo, características, estrutura compositiva)
aplicabilidade dos elementos conceituais discutidos ao longo das formações do PNAIC e
explícitos nos cadernos (interdisciplinaridade, infância, criança, cultura escrita integrada à
infância, variação linguística, ludicidade...).
4. SOCIALIZAÇÃO DA ATIVIDADE
5. ATIVIDADE VIVENCIAL 02
Leitura compartilhada
p. 47-55

Pnaic cultura escrita_e_diversidade_linguistica

  • 1.
    CURSO PARA OSORIENTADORES DE ESTUDO 2015 - II Encontro CULTURA ESCRITA E DIVERSIDADE LINGUÍSTICA Equipe RN Outubro/2015
  • 2.
    PAUTA – 15/10/2015(QUINTA-FEIRA, MANHÃ) FOCOTEMÁTICO: O lugar da cultura escrita na educação da criança: pode a escrita roubar a infância? 1. Objetivos do estudo 2. Leitura Deleite: As três velhas (Câmara Cascudo) 3. Atividade vivencial 01 - Análise de relatos trazidos 4. Socialização 5. Atividade vivencial 02 - Leitura compartilhada – Caderno 2, p.49-55.
  • 3.
    1. OBJETIVOS  A)Analisar relatos de experiências, refletindo sobre a estrutura compositiva desse gênero textual (apresentação, argumentos acadêmicos, descrição da experiência) e aspectos conceituais trabalhados ao longo das formações do PNAIC (interdisciplinaridade, infância, criança, cultura escrita integrada à infância, variação linguística, ludicidade);  B) Compreender a escrita e a infância como construções sociais e como conceitos complementares e inter-relacionados.
  • 4.
    BIOGRAFIA: CÂMARA CASCUDO Luísda Câmara Cascudo nasceu em Natal, na Rua Senador José Bonifácio, chamada Rua das Virgens, 212, no Bairro da Ribeira, numa Sexta-feira, dia de São Sabino, a 30 de dezembro de 1898. Seus pais eram Francisco Justino de Oliveira Cascudo e Ana Maria da Câmara Cascudo, nascida Pimenta. Na sua mocidade, teve existência de príncipe, morando numa Chácara no Tirol, denominada Vila Cascudo, centro permanente de reuniões literárias, jantares festivos, recitais de músicos famosos que transitavam pela cidade. Estudou no Atheneu Norte Riograndense, cursou Medicina na Bahia e Rio de Janeiro, fazendo até o quarto ano. Desistiu de ser médico, por falta de vocação, e foi estudar Direito no Recife, onde se formou em 1928. Apaixonou-se por uma menina de 16 anos, com delicadeza e nome de flor, Dáhlia Freire. Casaram-se em 21 de abril de 1929 e tiveram dois filhos: Fernando Luís e Anna Maria. Iniciou-se como jornalista em outubro de 1918, no jornal "A Imprensa", de propriedade de seu pai. Colaborou em todos os jornais de Natal e em vários do país.
  • 5.
    BIOGRAFIA: CÂMARA CASCUDO Asseções nos jornais foram os germens de quase todos os seus livros, fomentando a sua obra de historiador, folclorista, antropólogo, etnógrafo, sociólogo, ensaísta, tradutor-comentador, memorialista e cronista, com renome internacional. Estreou como escritor lançando o seu primeiro trabalho VERSOS REUNIDOS, em 1920, antologia poética de Lourival Açucena, com introdução e notas de sua autoria. No ano seguinte, 1921, publicou o primeiro livro inteiramente seu, ALMA PATRÍCIA, crítica literária em torno dos poetas potiguares desconhecidos do resto do Brasil. Sua consagração como escritor, entretanto, ocorreu a partir de 1938-39 e, sobretudo, ao longo da década de 40.
  • 6.
    BIOGRAFIA: CÂMARA CASCUDO Escreveusobre os mais variados assuntos, sendo evidente a sua especialização na etnografia e no folclore e a sua predileção pela história, pela geografia e pela biografia. Entre os seus mais de 200 livros, opúsculos e ensaios destacam-se: Dicionário do Folclore Brasileiro, Literatura Oral no Brasil, Vaqueiros e Cantadores, Canto de Muro, Rede de Dormir, Jangada, História dos Nossos Gestos, História da Alimentação no Brasil, Civilização e Cultura, Geografia do Brasil Holandês, Geografia dos Mitos Brasileiros, Contos Tradicionais do Brasil, Locuções Tradicionais do Brasil, Lendas Brasileiras, Superstições e Costumes, entre outros. O Dicionário do Folclore Brasileiro, que teve a sua primeira edição em 1954, foi a primeira compilação acadêmica de temas ligados ao Folclore, que não tinha, na época, "status" de ciência.
  • 7.
    BIOGRAFIA: CÂMARA CASCUDO Cascudo"encantou-se", como ele se referia à morte, no dia 30 de julho de 1986, em Natal, cidade de onde nunca quis "arredar o pé", por se considerar um "provinciano incurável". A nós cabe, hoje, a imensa responsabilidade de valorizar e divulgar o inesgotável legado cultural que ele nos deixou. Sua casa, localizada na Avenida Câmara Cascudo, 377, Cidade Alta, Natal/RN, abriga hoje o Ludovicus – Instituto Câmara Cascudo.
  • 8.
  • 9.
    2. LEITURA DELEITE: Umaviúva tinha uma filha muito bonita e religiosa que agradava a toda a gente.A viúva queria casar a filha com homem rico e para isso fazia o possível. Na esquina da rua onde moravam as duas havia uma casa de comércio freguesada, cujo dono era solteiro e de posses.A viúva fazia as compras nessa casa e vivia estudando um meio de conseguir fazer com que o homem conhecesse e simpatizasse com sua filha. Um dia ouviu-o dizer que só se casaria com uma moça trabalhadeira e que fiasse muito mais do que todas na cidade.A viúva comprou logo uma porção de linho, dizendo que era para a filha fiar, e que esta era a melhor fiandeira do mundo. A moça ia todas as madrugadas à missa das almas e encontrava lá três velhas muito devotas que a cumprimentavam.
  • 10.
    2. LEITURA DELEITE: Aviúva chegando a casa entregou o linho à moça, dizendo que teria de fiá-lo completamente até a manhã seguinte. A moça se valeu dos olhos, chorando, e foi sentar-se no batente da cozinha, rezando, desconsolada da vida. Estava nesse ponto quando ouviu uma voz perguntar. — Chorando por quê, minha filha? Levantou os olhos e viu uma das três velhinhas da missa das almas. — E não hei de chorar? Minha mãe quer que eu fie todo esse linho e o entregue dobado amanhã de manhã... — Não se agonie, minha filha. Se você me convidar para seu casamento e prometer que três vezes me chamará tia, em voz alta, darei uma ajuda.
  • 11.
    2. LEITURA DELEITE: Amoça prometeu.A velha despediu-se e foi embora, deixando o monte de linho fiado e pronto. A viúva, quando achou a tarefa pronta, só faltou morrer de satisfeita. Correu até a loja do negociante, mostrando as habilidades da filha e pediu uma porção ainda maior de linho. O negociante espantado pelo trabalho da moça não quis receber dinheiro pela compra. Vendo que as cousas se encaminhavam como ela desejava, a viúva voltou a dar o linho pra a filha fiar até a manhã seguinte. Novamente a moça se agoniou muito e foi chorar na cozinha. Novamente apareceu uma velha, a segunda das três, que lhe propôs ajudá-la se ela a convidasse para o seu casamento e a chamasse tia por três vezes. A moça aceitou e o linho ficou pronto num minuto. A viúva voltou correndo à loja do homem rico, mostrando o linho fiado e gabando a filha. O negociante estava simpatizando muito com a moça que fiava tão depressa e tamanhas qualidades. A viúva voltou com uma carga de linho enorme, entregando aquela penitência à sua filha.
  • 12.
    2. LEITURA DELEITE: Aconteceucomo nas outras vezes. A terceira velha, mediante convite para o casamento e chamá-la tia três vezes, fiou o linho num rápido. Quando o negociante viu o linho fiado, pediu para conhecer a moça, conversou com ela e acabou falando a casamento. Como era de agradável presença, a moça aceitou e marcou-se o casamento. O homem mandou preparar sua casa com todos os arranjos decentes e encheu uma mesa de fusos, rocas, linhos, tudo para que a mulher se ocupasse durante o santo dia em fiar. Depois do casamento, na hora do jantar, estavam todos reunidos e muito alegres, quando bateram palmas e entrou uma das três velhas da missa das almas. A noiva correu logo dizendo: — Que alegria, minha tia! Entre, minha tia, sente-se aqui perto de mim, minha tia.
  • 13.
    2. LEITURA DELEITE: Assimque a velha sentou na cadeira, chegou a outra, recebida com a mesma satisfação: — Entre minha tia! Sente-se aqui, minha tia!Vai jantar comigo, minha tia! A terceira velha chegou também e a noiva abraçou-a logo: — Dê cá um abraço, minha tia!Vamos sentar, minha tia! Quero apresentá-la ao meu marido, minha tia! Foram para o jantar e o marido e convidados não tiravam os olhos de cima das três velhas que eram feias como o pecado mortal. Depois do jantar, o marido não se conteve e perguntou por que a primeira era tão corcovada, a segunda com a boca torta e a terceira com os dedos finos e compridos como patas de aranhas. As velhinhas responderam:
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    2. LEITURA DELEITE: —Eu fiquei corcunda de tanto fiar linho, curvada para rodar o fuso! — Eu fiquei com a boca torta de tanto riçar os fios de linho quando fiava! — Eu fiquei com os dedos assim de tanto puxar e remexer o linho quando fiava! Ouvindo isso o marido mandou buscar os fusos, rocas, meadas, linhos, e tudo que servisse para fiar, e fez com que queimassem tudo, jurando a Deus que jamais sua mulher havia de ficar feia como as três tias fiandeiras por causa do encargo de fiar. Depois, as três velhas desapareceram para sempre. O casal viveu muito feliz.
  • 15.
    3. ATIVIDADEVIVENCIAL 01 1.Divisão da turma em pequenos grupos; 2. Defesa de cada componente do grupo do relato trazido (cada componente fará a “propaganda” do seu relato), anunciando o tema, área, ano de escolaridade em que foi desenvolvido a sequência didática proposta, entre outros.... 3. Seleção de um relato por cada grupo para posterior análise.
  • 16.
    3. ATIVIDADEVIVENCIAL 01 4.Análisedo relato selecionado tendo por base um roteiro de análise que deverá ser discutido e preenchido em grupo, de forma a verificar aspectos relacionados a dois eixos: adequação às orientações dos formadores para a escrita do gênero textual relato de experiência (objetivo, características, estrutura compositiva) aplicabilidade dos elementos conceituais discutidos ao longo das formações do PNAIC e explícitos nos cadernos (interdisciplinaridade, infância, criança, cultura escrita integrada à infância, variação linguística, ludicidade...).
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  • 18.
    5. ATIVIDADE VIVENCIAL02 Leitura compartilhada p. 47-55