O que é delirium em idosos?
Hewdy Lobo Ribeiro
Médico Psiquiatra e Psicoterapeuta ABP/AMB
CREMESP 114681
Diretor Vida Mental
Coordenador Pós-Graduação VM/UNIP
Critérios Diagnósticos
• De acordo com o DSM-5 (APA, 2014)
A. Perturbação da atenção (i.e., capacidade reduzida para direcionar, focalizar,
manter e mudar atenção) e da consciência (menor orientação para o
ambiente).
B. A perturbação se desenvolve em um período breve de tempo
(normalmente de horas a poucos dias), representa uma mudança da atenção
e da consciência basais e tende a oscilar quanto a gravidade ao longo de um
dia.
C. Perturbação adicional na cognição (p.ex. déficit de memória,
desorientação, linguagem, capacidade visuoespacial ou percepção).
Critérios Diagnósticos
D. As perturbações dos critérios A e C não são mais bem explicadas por outro
transtorno neurocognitivo preexistente, estabelecido ou em desenvolvimento
e não ocorrem no contexto de nível gravemente diminuído de estimulação,
como no coma.
E. Há evidências a partir da história, do exame físico ou de achados
laboratoriais de que a perturbação é uma consequência fisiológica direta de
outra condição médica, intoxicação ou abstinência de substâncias (i.e., devido
a uma droga de abuso ou medicamento), de exposição a uma toxina ou de
que ela se deva a múltiplas etiologias.
Características
• É o distúrbio psiquiátrico mais comum em pacientes idosos hospitalizados
• Em geral é secundário a doença física grave, intoxicação medicamentosa e
abstinência de psicoativos
• 70% dos pacientes idosos não são diagnosticados adequadamente com
delirium na admissão hospitalar (confundido com depressão, demência ou
psicose) (Meira, 2002)
• A prevalência de delirium quando as pessoas são admitidas em hospitais
varia de 14 a 24%, acometendo 15 a 53% entre idosos no pós-operatório, e
em 70 a 87% daqueles em unidades intensivas (APA, 2014)
• O quadro de delirium pode ser manejado medicamentosamente, e o
haloperidol é o mais estudado, frequentemente usado, e a primeira escolha
(Markowitz, 2008, Povinelli, 2008)
Contatos
Hewdy Lobo
lobo@vidamental.com.br
(11) 9 9622-8835
Pós-Graduação Vida Mental
cursos@vidamental.com.br
(11) 99901-6189
Universidade Paulista-UNIP
(11) 2166-1066 / 0800-010-9000

O que é delirium em idosos?

  • 1.
    O que édelirium em idosos? Hewdy Lobo Ribeiro Médico Psiquiatra e Psicoterapeuta ABP/AMB CREMESP 114681 Diretor Vida Mental Coordenador Pós-Graduação VM/UNIP
  • 2.
    Critérios Diagnósticos • Deacordo com o DSM-5 (APA, 2014) A. Perturbação da atenção (i.e., capacidade reduzida para direcionar, focalizar, manter e mudar atenção) e da consciência (menor orientação para o ambiente). B. A perturbação se desenvolve em um período breve de tempo (normalmente de horas a poucos dias), representa uma mudança da atenção e da consciência basais e tende a oscilar quanto a gravidade ao longo de um dia. C. Perturbação adicional na cognição (p.ex. déficit de memória, desorientação, linguagem, capacidade visuoespacial ou percepção).
  • 3.
    Critérios Diagnósticos D. Asperturbações dos critérios A e C não são mais bem explicadas por outro transtorno neurocognitivo preexistente, estabelecido ou em desenvolvimento e não ocorrem no contexto de nível gravemente diminuído de estimulação, como no coma. E. Há evidências a partir da história, do exame físico ou de achados laboratoriais de que a perturbação é uma consequência fisiológica direta de outra condição médica, intoxicação ou abstinência de substâncias (i.e., devido a uma droga de abuso ou medicamento), de exposição a uma toxina ou de que ela se deva a múltiplas etiologias.
  • 4.
    Características • É odistúrbio psiquiátrico mais comum em pacientes idosos hospitalizados • Em geral é secundário a doença física grave, intoxicação medicamentosa e abstinência de psicoativos • 70% dos pacientes idosos não são diagnosticados adequadamente com delirium na admissão hospitalar (confundido com depressão, demência ou psicose) (Meira, 2002) • A prevalência de delirium quando as pessoas são admitidas em hospitais varia de 14 a 24%, acometendo 15 a 53% entre idosos no pós-operatório, e em 70 a 87% daqueles em unidades intensivas (APA, 2014) • O quadro de delirium pode ser manejado medicamentosamente, e o haloperidol é o mais estudado, frequentemente usado, e a primeira escolha (Markowitz, 2008, Povinelli, 2008)
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    Contatos Hewdy Lobo lobo@vidamental.com.br (11) 99622-8835 Pós-Graduação Vida Mental cursos@vidamental.com.br (11) 99901-6189 Universidade Paulista-UNIP (11) 2166-1066 / 0800-010-9000