NOS DOMÍNIOS 
DA MEDIUNIDADE 
CLARIVIDÊNCIA E CLARIAUDIÊNCIA(Estudo 12 de 30) 
LEONARDO PEREIRA
NOS DOMÍNIOS 
DA MEDIUNIDADE 
QUESTÕES PARA ESTUDO
1 - Para fluidificar a água é preciso 
de um recipiente especial?
2 - Um médium alheio na atividade mediúnica 
pode contribuir ou atrapalhar?
3 - Um médium clarividente pode ser considerado 
mais importante numa sessão mediúnica por ver 
os espíritos e os clariaudientes ser considerados 
menos importantes por apenas ouvir a 
espiritualidade?
4 - Um médium mal sintonizado com os mentores 
da casa podem receber os mesmos fluidos 
recebidos pelos demais médiuns nas sessões 
mediúnicas?
5 - Comente o seguinte trecho: 
"Clementino, à cabeceira da assembléia, 
estendeu os braços e colocou-se em 
prece. 
Cintilações de safirino esplendor 
revestiam-lhe agora o busto, dando-nos 
a impressão de que o abnegado 
benfeitor se convertera num anjo sem 
asas."
• 6 - Comente o trecho seguinte: "Dona Celina 
anotava-lhe os mínimos movimentos, à 
maneira do discípulo diante do professor, 
Dona Eugênia lhe assinalava a vizinhança com 
menos facilidade, qual se o distinguisse 
imperfeitamente, através dum lençol de 
nebulosidade, e Castro, embora o visse com 
perfeição, parecia completamente alheio à 
influência do instrutor."
• 7 - Comente a seguinte afirmação do Assistente 
Àulus: 
• "Raros espíritos encarnados conseguem absoluto 
domínio de si próprios, em romagens de serviço 
edificante fora do carro de matéria densa. 
• Habituados à orientação pelo corpo físico, ante 
qualquer surpresa menos agradável, na esfera de 
fenômenos inabituais, procuram instintivamente o 
retorno ao vaso carnal, à maneira do molusco que se 
refugia na própria concha, diante de qualquer 
impressão em desacordo com os seus movimentos 
rotineiros."
NOS DOMÍNIOS 
DA MEDIUNIDADE 
CLARIVIDÊNCIA E CLARIAUDIÊNCIA(Estudo 12 de 30) 
LEONARDO PEREIRA
T R E C H O S D O C A P Í T U L O. 
(...) a reunião atingia a fase terminal. 
Raul Silva consultou o relógio e cientificou os 
companheiros de haver chegado o momento das 
preces de despedida. 
Os amigos sofredores, aglomerados no recinto, 
poderiam receber vibrações de auxilio, enquanto os 
elementos do grupo recolheriam, através da oração, 
o refazimento das próprias forças. 
Pequeno cântaro de vidro, com água pura, foi 
trazido à mesa.[...]
(...) o Assistente explicou, afável: 
_ (...) A água potável destina-se a ser fluidificada. 
O líquido simples receberá recursos magnéticos 
de subido valor para o equilíbrio psicofísico dos 
circunstantes. 
... Clementino se abeirou do vaso e, de 
pensamento em prece, aos poucos se nos revelou 
coroado de luz.
• Daí a instantes, de sua destra espalmada sobre 
o jarro, partículas radiosas eram projetadas 
sobre o líquido cristalino que as absorvia de 
maneira total. 
_ Por intermédio da água fluidificada _ 
continuou Áulus _, precioso esforço de 
medicação pode ser levado a efeito. Há lesões e 
deficiências no veículo espiritual a se 
estamparem no corpo físico, que somente a 
intervenção magnética consegue aliviar, até que 
os interessados se disponham à própria cura. 
[...]
Nosso amigo _ esclareceu o Assistente _ procura 
ajudar aos nossos companheiros de mediunidade, 
favorecendo lhes o campo sensório. 
Não lhes convêm, por agora, a clarividência e a 
clariaudiência demasiado abertas. 
Na esfera dos Espíritos reencarnados, há que 
dosar observações para que não venhamos a ferir 
os impositivos da ordem. 
Cada qual de nós deve estar em sua faixa de ser-viço, 
fazendo o melhor ao seu alcance.
• Imaginemos um 
aparelho radiofônico 
terrestre, coletando 
todas as espécies de 
onda, em movimento 
de captação simultânea, 
O proveito e a harmonia 
da transmissão seriam 
realmente 
impraticáveis, e não 
haveria propósito 
construtivo na 
mensagem.
• Um médium, pois, não deve demorar-se 
com todas as solicitações do meio em que 
se situa, sob pena de arrojar as suas 
impressões ao desequilíbrio, a menos 
quando, por sua própria evolução, consiga 
sobrepairar ao campo do trabalho, 
dominando as influências do meio e 
selecionando-as, segundo o elevado 
critério de quem já consegue orientar-se 
para o bem e orientar aqueles que o 
acompanham.
• Notando o cuidado que o 
irmão Clementino 
empregava na preparação 
dos médiuns, meu colega 
inquiriu (...): 
_ A clarividência e a 
clariaudiência acaso estão 
localizadas 
exclusivamente nos olhos 
e nos ouvidos da criatura 
reencarnada? 
Áulus acariciou-lhe a 
cabeça e acentuou:
• Os olhos e os ouvidos materiais estão para a vidência e 
para a audição como os óculos estão para os olhos e o 
ampliador de sons para os ouvidos _ simples aparelhos 
de complementação. Toda percepção é mental. Surdos e 
cegos na experiência física, convenientemente educados, 
podem ouvir e ver, através de recursos diferentes 
daqueles que são vulgarmente utilizados -
• A onda hertziana e os raios X 
vão ensinando aos homens 
que há som e luz muito além 
das acanhadas fronteiras 
vibratórias em que eles se 
agitam, e o médium é 
sempre alguém dotado de 
possibilidades neuropsíquicas 
especiais que lhe estendem o 
horizonte dos sentidos. 
Meu companheiro fixou o 
gesto de quem aproveitara a 
lição, mas objetou, 
reverente:
• Desejava, porém, saber se Dona Celina, por 
exemplo, está enxergando o irmão Clementino e 
ouvindo-o, tão-somente pelo processo curial de 
percepção na Terra. [...]
• Celina pensa ouvir o 
supervisor, através 
dos condutos 
auditivos, e supõe vê-lo, 
como se o 
aparelho fotográfico 
dos olhos estivesse 
funcionando em 
conexão com o centro 
da memória, no 
entanto, isso resulta 
do hábito.
• (...) ela vê e ouve com o cérebro, 
e, apesar de o cérebro usar as 
células do córtex para selecionar 
os sons e imprimir as imagens, 
quem vê e ouve, na realidade, é 
a mente. Todos os sentidos na 
esfera fisiológica pertencem à 
alma, que os fixa no corpo carnal, 
de conformidade com os 
princípios estabelecidos para a 
evolução dos Espíritos 
reencarnados na Terra. 
Sorrindo, ajuntou:
• Vocês possuem uma prova disso, quando 
o homem se encontra naturalmente 
desdobrado, cada noite, durante o sono, 
vendo e ouvindo, a despeito da 
inatividade dos órgãos carnais, na 
experiência a que chamam «vida de 
sonho». 
[...] _ Centralizemos mais atenção na 
prece, adestrando-nos para o serviço do 
bem!
• Essa frase foi pronunciada 
por Clementino, em voz 
clara e pausada, como a 
oferecer uma base única 
para a convergência de 
nossas cogitações. 
Atento, porém, aos nossos 
objetivos de estudo, 
acompanhei os médiuns 
mais diretamente 
interessados no apelo.
• Observei que sutilmente ligados à faixa 
fluídica de Clementino, os três médiuns, 
cada qual a seu modo, lhe acusavam a 
presença. 
Dona Celina anotava-lhe os mínimos 
movimentos, à maneira do discípulo diante 
do professor, Dona Eugênia lhe assinalava a 
vizinhança com menos facilidade, qual se o 
distinguisse imperfeitamente, através dum 
lençol de nebulosidade, e Castro, embora o 
visse com perfeição, parecia completamente 
alheio à influência do instrutor.
_ As possibilidades de Celina e Castro, na 
clarividência e na clariaudiência, são por 
enquanto mais vastas que em nossa irmã 
Eugênia _ esclareceu Áulus, prestimoso _ 
Acham-se os três levemente submetidos ao 
comando magnético de Clementino e podem 
identificar-lhe a presença com analogia de 
observações, porque, nas circunstâncias em 
que operam, estão agindo como pessoas 
comuns, utilizando-se da percepção habitual.
• _ Entretanto _ aduziu 
Hilário _, se o trio foi 
colocado sob a 
ordenação magnética 
do supervisor, por 
que motivo nossas 
amigas lhe acataram 
o convite, enquanto 
Castro se mantém 
visivelmente 
impermeável a ele?
• _ O mentor do recinto exerce apenas branda 
influência, abdicando de qualquer pressão mais 
forte, suscetível de provocar viciosa imanação, 
em desfavor de nossos amigos _ disse Áulus, 
convicto. 
• _ Além disso, a mente de Castro passou, de 
súbito, a alimentar propósitos diferentes - 
Incapaz de concentrar a atenção, de modo 
irrepreensível, na região superior do trabalho 
que nos compete levar a efeito, de momento 
não mais se revela interessado em satisfazer ao 
programa de Clementino, mas sim em provocar 
um reencontro com a progenitora 
desencarnada.
• Enxerga o orientador do 
conjunto, como quem é 
constrangido a ver alguém 
de passagem, todavia, sem 
qualquer preocupação de 
escutá-lo ou servi-lo, 
confinado como se 
encontra às emoções do 
jardim doméstico. 
• Basta a indiferença mental 
para que nada ouça do que 
mais interessa agora ao 
esforço coletivo da reunião.
• Clementino, à cabeceira 
da assembleia, estendeu 
os braços e colocou-se em 
prece. 
Cintilações de safirino 
esplendor revestiam-lhe 
agora o busto, dando-nos 
a impressão de que o 
abnegado benfeitor se 
convertera num anjo sem 
asas.
• Em momentos ligeiros, 
verdadeiro jorro solar 
desceu do Alto, coroando-lhe 
a fronte e, de suas 
mãos, passou a irradiar-se 
prodigiosa fonte de luz, 
que nos alcançava a todos, 
encarnados e 
desencarnados, 
prodigalizando-nos a 
sensação de indescritível 
bem-estar.
• O êxtase do mentor impelia-nos 
a respeitosa mudez. 
Aqueles minutos de vibração 
sem palavras representavam 
precioso manancial de 
energias restauradoras para 
quantos lhe abrissem as 
portas do espírito.[...]
• Terminada que foi a operação 
inesquecível, Raul solicitou ainda alguns 
instantes de tranquilidade e 
expectativa. 
Competia ao grupo aguardar a 
manifestação de algum dos 
orientadores da casa, à guisa de 
instrução geral no encerramento.
• Dona Celina rogou licença para notificar que 
vira surgir no recinto um ribeiro cristalino, em 
cuja corrente muitos enfermos se banhavam, 
e Dona Eugênia seguiu-a, explicando que 
chegara a contemplar um edifício repleto de 
crianças, entoando hinos de louvor a Deus. 
Registramos semelhantes comunicados com 
surpresa.
• Nada víramos ali que pudesse recordar 
sequer de longe um córrego de águas 
curativas ou algum pavilhão de serviço à 
infância. [...] 
Fitando-me, intrigado, Hilário parecia 
perguntar se as duas médiuns não estariam 
sob o influxo de alguma perturbação 
momentânea. 
Assinalando-nos a estranheza, o Assistente 
considerou, prestimoso:
• Importa não esquecer que ambas se encontram 
reunidas na faixa magnética de Clementino, 
fixando as imagens que a mente dele lhes 
sugere. Viram-lhe os pensamentos, relacionados 
com a obra de amparo aos doentes e com a 
formação de uma escola, que a instituição 
pretende, em breve, mobilizar ao socorro ao 
próximo. Idéias, elaboradas com atenção, geram 
formas, tocadas de movimento, som e cor, 
perfeitamente perceptíveis por todos aqueles 
que se encontrem sintonizados na onda em que 
se expressam.
• Não podemos olvidar que há fenômenos de clarividência 
e clariaudiência que partem da observação ativa dos 
instrumentos mediúnicos, identificando a existência de 
pessoas, paisagens e coisas exteriores a eles próprios, 
qual acontece na percepção terrestre vulgar, e existem 
aqueles que decorrem da sugestão que lhes é trazida 
pelo pensamento criador dos amigos desencarnados ou 
encarnados, estímulos esses que a mente de cada 
médium traduz, segundo as possibilidades de que 
dispõe, favorecendo, por isso mesmo, as mais díspares 
interpretações. 
_ Oh! _ exclamou Hilário, entusiasmado _ temos aí a 
técnica dos obsessores quando improvisam para as suas 
vítimas variadas impressões alucinatórias.
NOS DOMÍNIOS 
DA MEDIUNIDADE 
CLARIVIDÊNCIA E CLARIAUDIÊNCIA 
(Estudo 12 de 30) RESPOSTAS 
LEONARDO PEREIRA
• 
1 - Para fluidificar a água é preciso de um recipiente 
especial? 
Ensina o Dr. Bezerra de Menezes que "a água, em 
face da sua constituição molecular, é elemento que 
absorve e conduz 
a bioenergia que lhe é ministrada. Quando 
magnetizada e ingerida, produz efeitos orgânicos 
compatíveis com o fluido de 
que se faz portadora" (em "Loucura e Obsessão).
• 
Portanto, como um grande condutor de energia, a 
água é o líquido indicado para que os benfeitores 
espirituais derramem os fluidos magnéticos 
necessários ao nosso refazimento físico e 
espiritual. 
• Quanto ao recipiente em que deve ser depositada, 
qualquer um dos utilizados em nossas residências 
serve para esse fim. 
• Não importa se de vidro, transparente, 
de metal, aberto ou tapado. Onde quer que esteja 
a água, os espíritos benfeitores nela depositarão 
os fluidos magnéticos que buscamos, pois a 
matéria não lhes opõe qualquer resistência.
• Vale citar essas belas palavras de Emmanuel: 
" Se desejas, portanto, o concurso dos Amigos Espirituais, na 
solução de tuas necessidades físico-psíquicas ou nos problemas 
de saúde e equilíbrio dos companheiros, coloca o teu 
recipiente de água cristalina à frente de tuas orações, espera e 
confia. O orvalho do Plano divino magnetizará o líquido, com 
raios de amor em forma de bênçãos e estarás, então, 
consagrando o sublime ensinamento do copo de água pura, 
abençoado nos Céus." (em "Segue-me")
• 2 - Um médium alheio na atividade mediúnica pode contribuir ou 
atrapalhar? 
Uma reunião mediúnica, para produzir efeitos positivos, deve ser 
norteada pela homogeneidade de sentimentos, 
pensamentos e propósitos entre seus participantes. A influência 
do meio, como ensina Kardec no Livro dos Médiuns, 
é fundamental para definir a natureza dos resultados a serem 
obtidos nas manifestações. Um médium que não se concentra 
nos propósitos da reunião atrapalha a homogeneidade do grupo. 
Como esclarece o instrutor Áulus, basta a indiferença 
mental do médium para que ele se veja impedido de sintonizar-se 
com o objetivo da reunião.
• 3 - Um médium clarividente pode ser considerado mais 
importante numa sessão mediúnica por ver 
os espíritos e os clariaudientes ser considerados menos 
importantes por apenas ouvir a espiritualidade? 
A importância de um médium não se mede pelo tipo de 
fenômeno mediúnico que se encontre capacitado a 
produzir. 
Todos os tipos de mediunidade podem ser valiosos. O 
fenômeno em si é neutro. Não é bom nem ruim. A 
qualificação 
reside nos objetivos de sua utilização. O que qualifica 
um médium é a sua moral, é a sua capacidade de se 
sintonizar 
com bons espíritos. A faculdade mediúnica pode ser 
idêntica em várias pessoas. Porém, cada uma a 
empregará conforme 
o seu adiantamento moral.
4 -Um médium mal sintonizado com os mentores da 
casa pode receber os mesmos fluidos recebidos 
pelos demais médiuns nas sessões mediúnicas? 
Um médium que se mantenha distante da sintonia 
com os dirigentes espirituais da reunião, pelo 
distanciamento mental 
em que se situa, não conseguirá se sintonizar na 
mesma onda dos demais e não perceberá a atuação 
dos mentores. 
Como ocorreu com Castro, que, por um momento, 
fixou-se mentalmente no desejo de reencontrar a 
genitora desencarnada, desligando-se dos objetivos 
do trabalho. Embora a ação magnetizadora de 
Clementino tenha sido idêntica em relação aos 
três médiuns, em Castro ela praticamente não surtiu 
efeito.
• 5 - Comente o seguinte trecho: "Clementino, 
à cabeceira da assembléia, estendeu os 
braços e colocou-se em prece. 
• Cintilações de safirino esplendor revestiam-lhe 
agora o busto, dando-nos a impressão de 
que o abnegado benfeitor se convertera num 
anjo sem asas."
• Clementino buscou sintonizar-se com o plano 
superior, em busca de fluidos benéficos vindos 
do Alto. 
• Recebida essa energia através do centro 
coronário, coroando-lhe a fronte, segundo relato 
de André Luiz, irradiou, pelas mãos, aos demais 
presentes, encarnados e desencarnados, a fonte 
de luz recebida do Alto. 
• De imediato, segundo o Autor, os presentes 
foram beneficiados com uma indescritível 
sensação de bem-estar proporcionada pelo 
passe.
• 
6 - Comente o trecho seguinte: "Dona Celina 
anotava-lhe os mínimos movimentos, à 
maneira do discípulo diante do professor, 
Dona Eugênia lhe assinalava a vizinhança com 
menos facilidade, qual se o distinguisse 
imperfeitamente, através dum lençol de 
nebulosidade, e Castro, embora o visse com 
perfeição, parecia completamente alheio à 
influência do instrutor."
• Neste trecho, André Luiz demonstra a diferença de 
sintonia entre os três médiuns, com resultados 
igualmente diferentes. 
Dona Celina, mais disciplinada, sintonizava-se 
perfeitamente com o Mentor, percebendo todos os 
seus movimentos; Dona Eugênia, embora também 
concentrada nos objetivos da reunião, não mantinha 
a mesma sintonia da companheira. Percebia 
Clementino com menos facilidade; Castro, que se 
distanciara mentalmente dos propósitos do trabalho, 
apenas o percebia 
mecanicamente. Sua sintonia com o mentor era 
nenhuma.
• SOBRE A CLARIVIDÊNCIA E A CLARIAUDIÊNCIA 
Clarividência, também denominada vista psíquica, vista 
espiritual ou dupla vista, é a visão com os olhos da alma 
(espírito encarnado). 
• Manifesta-se através da emancipação do espírito em 
relação ao seu corpo físico, quando ele se desprende da 
matéria, quer em estado de sono, sonambúlico, 
extático ou mesmo em vigília. 
• As pessoas dotadas dessa faculdade vêem à distância, 
pois a visão não se opera com os olhos do corpo físico. 
• O clarividente desloca-se no espaço e no tempo, vendo 
o mundo material em outro local ou em outra época, 
passada ou futura. 
• É a alma a atuar fora do corpo, segundo Kardec, em A 
Gênese (cap. XI, item 22).
• Ainda na mesma obra, 
Kardec explica que, não se 
operando por meio dos 
olhos do corpo, a visão 
não se verifica mediante 
a luz ordinária, mas pela 
luz espiritual, que não é 
embaraçada pela 
distância nem pela 
matéria. 
• Pode ela se dar, prossegue 
Kardec:
• " 1. pela percepção de certos fatos materiais 
e reais, como o conhecimento de alguns que 
ocorrem a grande distância, os detalhes 
descritivos de uma localidade, as causas de 
uma enfermidade e os remédios 
convenientes;
• 2. pela percepção de coisas igualmente 
reais do mundo espiritual, como a 
presença dos espíritos;
• 3. imagens fantásticas criadas pela 
imaginação , análogas às criações 
fluídicas do pensamento".
• É, um fenômeno anímico, como o 
desdobramento, por exemplo, e, como este ou o 
sonambulismo, pode ser utilizado para 
uma manifestação mediúnica, como no caso 
narrado no capítulo em estudo. Difere-se da 
vidência, que é um fenômeno 
mediúnico, que depende da intervenção dos 
espíritos e que consiste na faculdade de ver o 
mundo espiritual, de ver espíritos 
desencarnados. O vidente é necessariamente 
um médium; o clarividente, não. A vidência 
depende de uma manifestação mediúnica, da 
ação de um espírito; a clarividência depende tão 
somente do estado de emancipação da alma.
• A clariaudiência é faculdade idêntica à 
clarividência, ambas pertencendo à categoria 
dos fenômenos anímicos e decorrentes 
do sentido espiritual da pessoa. O 
clariaudiente ouve com os ouvidos da alma, 
tanto o que se diz no ambiente, quanto à 
distância, inclusive com relação a fatos 
passados ou futuros. Como a clarividência, 
pode ser usada nas manifestações 
mediúnicas. 
•
Bons estudos e 
iluminadas reflexões!

Nos domínios da mediunidade aula12

  • 1.
    NOS DOMÍNIOS DAMEDIUNIDADE CLARIVIDÊNCIA E CLARIAUDIÊNCIA(Estudo 12 de 30) LEONARDO PEREIRA
  • 2.
    NOS DOMÍNIOS DAMEDIUNIDADE QUESTÕES PARA ESTUDO
  • 3.
    1 - Parafluidificar a água é preciso de um recipiente especial?
  • 4.
    2 - Ummédium alheio na atividade mediúnica pode contribuir ou atrapalhar?
  • 5.
    3 - Ummédium clarividente pode ser considerado mais importante numa sessão mediúnica por ver os espíritos e os clariaudientes ser considerados menos importantes por apenas ouvir a espiritualidade?
  • 6.
    4 - Ummédium mal sintonizado com os mentores da casa podem receber os mesmos fluidos recebidos pelos demais médiuns nas sessões mediúnicas?
  • 7.
    5 - Comenteo seguinte trecho: "Clementino, à cabeceira da assembléia, estendeu os braços e colocou-se em prece. Cintilações de safirino esplendor revestiam-lhe agora o busto, dando-nos a impressão de que o abnegado benfeitor se convertera num anjo sem asas."
  • 8.
    • 6 -Comente o trecho seguinte: "Dona Celina anotava-lhe os mínimos movimentos, à maneira do discípulo diante do professor, Dona Eugênia lhe assinalava a vizinhança com menos facilidade, qual se o distinguisse imperfeitamente, através dum lençol de nebulosidade, e Castro, embora o visse com perfeição, parecia completamente alheio à influência do instrutor."
  • 9.
    • 7 -Comente a seguinte afirmação do Assistente Àulus: • "Raros espíritos encarnados conseguem absoluto domínio de si próprios, em romagens de serviço edificante fora do carro de matéria densa. • Habituados à orientação pelo corpo físico, ante qualquer surpresa menos agradável, na esfera de fenômenos inabituais, procuram instintivamente o retorno ao vaso carnal, à maneira do molusco que se refugia na própria concha, diante de qualquer impressão em desacordo com os seus movimentos rotineiros."
  • 10.
    NOS DOMÍNIOS DAMEDIUNIDADE CLARIVIDÊNCIA E CLARIAUDIÊNCIA(Estudo 12 de 30) LEONARDO PEREIRA
  • 11.
    T R EC H O S D O C A P Í T U L O. (...) a reunião atingia a fase terminal. Raul Silva consultou o relógio e cientificou os companheiros de haver chegado o momento das preces de despedida. Os amigos sofredores, aglomerados no recinto, poderiam receber vibrações de auxilio, enquanto os elementos do grupo recolheriam, através da oração, o refazimento das próprias forças. Pequeno cântaro de vidro, com água pura, foi trazido à mesa.[...]
  • 12.
    (...) o Assistenteexplicou, afável: _ (...) A água potável destina-se a ser fluidificada. O líquido simples receberá recursos magnéticos de subido valor para o equilíbrio psicofísico dos circunstantes. ... Clementino se abeirou do vaso e, de pensamento em prece, aos poucos se nos revelou coroado de luz.
  • 13.
    • Daí ainstantes, de sua destra espalmada sobre o jarro, partículas radiosas eram projetadas sobre o líquido cristalino que as absorvia de maneira total. _ Por intermédio da água fluidificada _ continuou Áulus _, precioso esforço de medicação pode ser levado a efeito. Há lesões e deficiências no veículo espiritual a se estamparem no corpo físico, que somente a intervenção magnética consegue aliviar, até que os interessados se disponham à própria cura. [...]
  • 14.
    Nosso amigo _esclareceu o Assistente _ procura ajudar aos nossos companheiros de mediunidade, favorecendo lhes o campo sensório. Não lhes convêm, por agora, a clarividência e a clariaudiência demasiado abertas. Na esfera dos Espíritos reencarnados, há que dosar observações para que não venhamos a ferir os impositivos da ordem. Cada qual de nós deve estar em sua faixa de ser-viço, fazendo o melhor ao seu alcance.
  • 15.
    • Imaginemos um aparelho radiofônico terrestre, coletando todas as espécies de onda, em movimento de captação simultânea, O proveito e a harmonia da transmissão seriam realmente impraticáveis, e não haveria propósito construtivo na mensagem.
  • 16.
    • Um médium,pois, não deve demorar-se com todas as solicitações do meio em que se situa, sob pena de arrojar as suas impressões ao desequilíbrio, a menos quando, por sua própria evolução, consiga sobrepairar ao campo do trabalho, dominando as influências do meio e selecionando-as, segundo o elevado critério de quem já consegue orientar-se para o bem e orientar aqueles que o acompanham.
  • 17.
    • Notando ocuidado que o irmão Clementino empregava na preparação dos médiuns, meu colega inquiriu (...): _ A clarividência e a clariaudiência acaso estão localizadas exclusivamente nos olhos e nos ouvidos da criatura reencarnada? Áulus acariciou-lhe a cabeça e acentuou:
  • 18.
    • Os olhose os ouvidos materiais estão para a vidência e para a audição como os óculos estão para os olhos e o ampliador de sons para os ouvidos _ simples aparelhos de complementação. Toda percepção é mental. Surdos e cegos na experiência física, convenientemente educados, podem ouvir e ver, através de recursos diferentes daqueles que são vulgarmente utilizados -
  • 19.
    • A ondahertziana e os raios X vão ensinando aos homens que há som e luz muito além das acanhadas fronteiras vibratórias em que eles se agitam, e o médium é sempre alguém dotado de possibilidades neuropsíquicas especiais que lhe estendem o horizonte dos sentidos. Meu companheiro fixou o gesto de quem aproveitara a lição, mas objetou, reverente:
  • 20.
    • Desejava, porém,saber se Dona Celina, por exemplo, está enxergando o irmão Clementino e ouvindo-o, tão-somente pelo processo curial de percepção na Terra. [...]
  • 21.
    • Celina pensaouvir o supervisor, através dos condutos auditivos, e supõe vê-lo, como se o aparelho fotográfico dos olhos estivesse funcionando em conexão com o centro da memória, no entanto, isso resulta do hábito.
  • 22.
    • (...) elavê e ouve com o cérebro, e, apesar de o cérebro usar as células do córtex para selecionar os sons e imprimir as imagens, quem vê e ouve, na realidade, é a mente. Todos os sentidos na esfera fisiológica pertencem à alma, que os fixa no corpo carnal, de conformidade com os princípios estabelecidos para a evolução dos Espíritos reencarnados na Terra. Sorrindo, ajuntou:
  • 23.
    • Vocês possuemuma prova disso, quando o homem se encontra naturalmente desdobrado, cada noite, durante o sono, vendo e ouvindo, a despeito da inatividade dos órgãos carnais, na experiência a que chamam «vida de sonho». [...] _ Centralizemos mais atenção na prece, adestrando-nos para o serviço do bem!
  • 24.
    • Essa frasefoi pronunciada por Clementino, em voz clara e pausada, como a oferecer uma base única para a convergência de nossas cogitações. Atento, porém, aos nossos objetivos de estudo, acompanhei os médiuns mais diretamente interessados no apelo.
  • 25.
    • Observei quesutilmente ligados à faixa fluídica de Clementino, os três médiuns, cada qual a seu modo, lhe acusavam a presença. Dona Celina anotava-lhe os mínimos movimentos, à maneira do discípulo diante do professor, Dona Eugênia lhe assinalava a vizinhança com menos facilidade, qual se o distinguisse imperfeitamente, através dum lençol de nebulosidade, e Castro, embora o visse com perfeição, parecia completamente alheio à influência do instrutor.
  • 26.
    _ As possibilidadesde Celina e Castro, na clarividência e na clariaudiência, são por enquanto mais vastas que em nossa irmã Eugênia _ esclareceu Áulus, prestimoso _ Acham-se os três levemente submetidos ao comando magnético de Clementino e podem identificar-lhe a presença com analogia de observações, porque, nas circunstâncias em que operam, estão agindo como pessoas comuns, utilizando-se da percepção habitual.
  • 27.
    • _ Entretanto_ aduziu Hilário _, se o trio foi colocado sob a ordenação magnética do supervisor, por que motivo nossas amigas lhe acataram o convite, enquanto Castro se mantém visivelmente impermeável a ele?
  • 28.
    • _ Omentor do recinto exerce apenas branda influência, abdicando de qualquer pressão mais forte, suscetível de provocar viciosa imanação, em desfavor de nossos amigos _ disse Áulus, convicto. • _ Além disso, a mente de Castro passou, de súbito, a alimentar propósitos diferentes - Incapaz de concentrar a atenção, de modo irrepreensível, na região superior do trabalho que nos compete levar a efeito, de momento não mais se revela interessado em satisfazer ao programa de Clementino, mas sim em provocar um reencontro com a progenitora desencarnada.
  • 29.
    • Enxerga oorientador do conjunto, como quem é constrangido a ver alguém de passagem, todavia, sem qualquer preocupação de escutá-lo ou servi-lo, confinado como se encontra às emoções do jardim doméstico. • Basta a indiferença mental para que nada ouça do que mais interessa agora ao esforço coletivo da reunião.
  • 30.
    • Clementino, àcabeceira da assembleia, estendeu os braços e colocou-se em prece. Cintilações de safirino esplendor revestiam-lhe agora o busto, dando-nos a impressão de que o abnegado benfeitor se convertera num anjo sem asas.
  • 31.
    • Em momentosligeiros, verdadeiro jorro solar desceu do Alto, coroando-lhe a fronte e, de suas mãos, passou a irradiar-se prodigiosa fonte de luz, que nos alcançava a todos, encarnados e desencarnados, prodigalizando-nos a sensação de indescritível bem-estar.
  • 32.
    • O êxtasedo mentor impelia-nos a respeitosa mudez. Aqueles minutos de vibração sem palavras representavam precioso manancial de energias restauradoras para quantos lhe abrissem as portas do espírito.[...]
  • 33.
    • Terminada quefoi a operação inesquecível, Raul solicitou ainda alguns instantes de tranquilidade e expectativa. Competia ao grupo aguardar a manifestação de algum dos orientadores da casa, à guisa de instrução geral no encerramento.
  • 34.
    • Dona Celinarogou licença para notificar que vira surgir no recinto um ribeiro cristalino, em cuja corrente muitos enfermos se banhavam, e Dona Eugênia seguiu-a, explicando que chegara a contemplar um edifício repleto de crianças, entoando hinos de louvor a Deus. Registramos semelhantes comunicados com surpresa.
  • 35.
    • Nada víramosali que pudesse recordar sequer de longe um córrego de águas curativas ou algum pavilhão de serviço à infância. [...] Fitando-me, intrigado, Hilário parecia perguntar se as duas médiuns não estariam sob o influxo de alguma perturbação momentânea. Assinalando-nos a estranheza, o Assistente considerou, prestimoso:
  • 36.
    • Importa nãoesquecer que ambas se encontram reunidas na faixa magnética de Clementino, fixando as imagens que a mente dele lhes sugere. Viram-lhe os pensamentos, relacionados com a obra de amparo aos doentes e com a formação de uma escola, que a instituição pretende, em breve, mobilizar ao socorro ao próximo. Idéias, elaboradas com atenção, geram formas, tocadas de movimento, som e cor, perfeitamente perceptíveis por todos aqueles que se encontrem sintonizados na onda em que se expressam.
  • 37.
    • Não podemosolvidar que há fenômenos de clarividência e clariaudiência que partem da observação ativa dos instrumentos mediúnicos, identificando a existência de pessoas, paisagens e coisas exteriores a eles próprios, qual acontece na percepção terrestre vulgar, e existem aqueles que decorrem da sugestão que lhes é trazida pelo pensamento criador dos amigos desencarnados ou encarnados, estímulos esses que a mente de cada médium traduz, segundo as possibilidades de que dispõe, favorecendo, por isso mesmo, as mais díspares interpretações. _ Oh! _ exclamou Hilário, entusiasmado _ temos aí a técnica dos obsessores quando improvisam para as suas vítimas variadas impressões alucinatórias.
  • 38.
    NOS DOMÍNIOS DAMEDIUNIDADE CLARIVIDÊNCIA E CLARIAUDIÊNCIA (Estudo 12 de 30) RESPOSTAS LEONARDO PEREIRA
  • 39.
    • 1 -Para fluidificar a água é preciso de um recipiente especial? Ensina o Dr. Bezerra de Menezes que "a água, em face da sua constituição molecular, é elemento que absorve e conduz a bioenergia que lhe é ministrada. Quando magnetizada e ingerida, produz efeitos orgânicos compatíveis com o fluido de que se faz portadora" (em "Loucura e Obsessão).
  • 40.
    • Portanto, comoum grande condutor de energia, a água é o líquido indicado para que os benfeitores espirituais derramem os fluidos magnéticos necessários ao nosso refazimento físico e espiritual. • Quanto ao recipiente em que deve ser depositada, qualquer um dos utilizados em nossas residências serve para esse fim. • Não importa se de vidro, transparente, de metal, aberto ou tapado. Onde quer que esteja a água, os espíritos benfeitores nela depositarão os fluidos magnéticos que buscamos, pois a matéria não lhes opõe qualquer resistência.
  • 41.
    • Vale citaressas belas palavras de Emmanuel: " Se desejas, portanto, o concurso dos Amigos Espirituais, na solução de tuas necessidades físico-psíquicas ou nos problemas de saúde e equilíbrio dos companheiros, coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações, espera e confia. O orvalho do Plano divino magnetizará o líquido, com raios de amor em forma de bênçãos e estarás, então, consagrando o sublime ensinamento do copo de água pura, abençoado nos Céus." (em "Segue-me")
  • 42.
    • 2 -Um médium alheio na atividade mediúnica pode contribuir ou atrapalhar? Uma reunião mediúnica, para produzir efeitos positivos, deve ser norteada pela homogeneidade de sentimentos, pensamentos e propósitos entre seus participantes. A influência do meio, como ensina Kardec no Livro dos Médiuns, é fundamental para definir a natureza dos resultados a serem obtidos nas manifestações. Um médium que não se concentra nos propósitos da reunião atrapalha a homogeneidade do grupo. Como esclarece o instrutor Áulus, basta a indiferença mental do médium para que ele se veja impedido de sintonizar-se com o objetivo da reunião.
  • 43.
    • 3 -Um médium clarividente pode ser considerado mais importante numa sessão mediúnica por ver os espíritos e os clariaudientes ser considerados menos importantes por apenas ouvir a espiritualidade? A importância de um médium não se mede pelo tipo de fenômeno mediúnico que se encontre capacitado a produzir. Todos os tipos de mediunidade podem ser valiosos. O fenômeno em si é neutro. Não é bom nem ruim. A qualificação reside nos objetivos de sua utilização. O que qualifica um médium é a sua moral, é a sua capacidade de se sintonizar com bons espíritos. A faculdade mediúnica pode ser idêntica em várias pessoas. Porém, cada uma a empregará conforme o seu adiantamento moral.
  • 44.
    4 -Um médiummal sintonizado com os mentores da casa pode receber os mesmos fluidos recebidos pelos demais médiuns nas sessões mediúnicas? Um médium que se mantenha distante da sintonia com os dirigentes espirituais da reunião, pelo distanciamento mental em que se situa, não conseguirá se sintonizar na mesma onda dos demais e não perceberá a atuação dos mentores. Como ocorreu com Castro, que, por um momento, fixou-se mentalmente no desejo de reencontrar a genitora desencarnada, desligando-se dos objetivos do trabalho. Embora a ação magnetizadora de Clementino tenha sido idêntica em relação aos três médiuns, em Castro ela praticamente não surtiu efeito.
  • 45.
    • 5 -Comente o seguinte trecho: "Clementino, à cabeceira da assembléia, estendeu os braços e colocou-se em prece. • Cintilações de safirino esplendor revestiam-lhe agora o busto, dando-nos a impressão de que o abnegado benfeitor se convertera num anjo sem asas."
  • 46.
    • Clementino buscousintonizar-se com o plano superior, em busca de fluidos benéficos vindos do Alto. • Recebida essa energia através do centro coronário, coroando-lhe a fronte, segundo relato de André Luiz, irradiou, pelas mãos, aos demais presentes, encarnados e desencarnados, a fonte de luz recebida do Alto. • De imediato, segundo o Autor, os presentes foram beneficiados com uma indescritível sensação de bem-estar proporcionada pelo passe.
  • 47.
    • 6 -Comente o trecho seguinte: "Dona Celina anotava-lhe os mínimos movimentos, à maneira do discípulo diante do professor, Dona Eugênia lhe assinalava a vizinhança com menos facilidade, qual se o distinguisse imperfeitamente, através dum lençol de nebulosidade, e Castro, embora o visse com perfeição, parecia completamente alheio à influência do instrutor."
  • 48.
    • Neste trecho,André Luiz demonstra a diferença de sintonia entre os três médiuns, com resultados igualmente diferentes. Dona Celina, mais disciplinada, sintonizava-se perfeitamente com o Mentor, percebendo todos os seus movimentos; Dona Eugênia, embora também concentrada nos objetivos da reunião, não mantinha a mesma sintonia da companheira. Percebia Clementino com menos facilidade; Castro, que se distanciara mentalmente dos propósitos do trabalho, apenas o percebia mecanicamente. Sua sintonia com o mentor era nenhuma.
  • 49.
    • SOBRE ACLARIVIDÊNCIA E A CLARIAUDIÊNCIA Clarividência, também denominada vista psíquica, vista espiritual ou dupla vista, é a visão com os olhos da alma (espírito encarnado). • Manifesta-se através da emancipação do espírito em relação ao seu corpo físico, quando ele se desprende da matéria, quer em estado de sono, sonambúlico, extático ou mesmo em vigília. • As pessoas dotadas dessa faculdade vêem à distância, pois a visão não se opera com os olhos do corpo físico. • O clarividente desloca-se no espaço e no tempo, vendo o mundo material em outro local ou em outra época, passada ou futura. • É a alma a atuar fora do corpo, segundo Kardec, em A Gênese (cap. XI, item 22).
  • 50.
    • Ainda namesma obra, Kardec explica que, não se operando por meio dos olhos do corpo, a visão não se verifica mediante a luz ordinária, mas pela luz espiritual, que não é embaraçada pela distância nem pela matéria. • Pode ela se dar, prossegue Kardec:
  • 51.
    • " 1.pela percepção de certos fatos materiais e reais, como o conhecimento de alguns que ocorrem a grande distância, os detalhes descritivos de uma localidade, as causas de uma enfermidade e os remédios convenientes;
  • 52.
    • 2. pelapercepção de coisas igualmente reais do mundo espiritual, como a presença dos espíritos;
  • 53.
    • 3. imagensfantásticas criadas pela imaginação , análogas às criações fluídicas do pensamento".
  • 54.
    • É, umfenômeno anímico, como o desdobramento, por exemplo, e, como este ou o sonambulismo, pode ser utilizado para uma manifestação mediúnica, como no caso narrado no capítulo em estudo. Difere-se da vidência, que é um fenômeno mediúnico, que depende da intervenção dos espíritos e que consiste na faculdade de ver o mundo espiritual, de ver espíritos desencarnados. O vidente é necessariamente um médium; o clarividente, não. A vidência depende de uma manifestação mediúnica, da ação de um espírito; a clarividência depende tão somente do estado de emancipação da alma.
  • 55.
    • A clariaudiênciaé faculdade idêntica à clarividência, ambas pertencendo à categoria dos fenômenos anímicos e decorrentes do sentido espiritual da pessoa. O clariaudiente ouve com os ouvidos da alma, tanto o que se diz no ambiente, quanto à distância, inclusive com relação a fatos passados ou futuros. Como a clarividência, pode ser usada nas manifestações mediúnicas. •
  • 56.
    Bons estudos e iluminadas reflexões!