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DOUTRINAÇÃO
DESOBSESSÃO E ANIMISMO
DOUTRINAÇÃO DESOBSESSÃO E ANIMISMO
Nunca somos tão pobres de bens materiais
e espirituais que não possamos doar
alguma coisa ao companheiro
necessitado, seja o pão ou a palavra de
consolo e solidariedade.”
Hemínio C. Miranda
“Lamentar a desgraça é apenas humano;
minorá-la é divino.”
Horace Mann
CONCEITOS
• DOUTRINADOR – Pessoa que se incumbe de
dialogar com os companheiros desencarnados
necessitados de ajuda e esclarecimento
• DOUTRINACÃO – Ato de esclarecer e ajudar
EspÍritos obsessores e sofredores, bem como os
obsidiados
•DOUTRINAR – Instruir em uma
doutrina, ensinar, pregar
TÉCNICAS DE DOUTRINAÇÃO
• CONVERSAÇÃO – Deixar o Espírito falar, contar sua
história,suas motivacoes, suas razoes
• DOUTRINAÇÃO – Emitir conceitos doutrinários
• EVANGELIZAÇÃO – Introduzir ensinamentos
contidos no Evangelho do Cristo
• PERSUASÃO – Técnicas de sugestão
• PASSE FLUÍDICO – Ajuda a desintegrar
apetrechos
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• ECTOPLASMIA – Ajuda a reconstruir
lesões perispirituais e recompor seres reduzidos a
formações animalizadas
• REGRESSÃO – Introspecção. Faz com que o
Espírito encontre em sí mesmo a razão de seu
sofrimento
DESOBSESSÃO
• Desobsessao é o nome de um
conjunto de técnicas utilizadas
no Espiritismo com intuito de
eliminar as causas, bem como
as consequências das
obsessões.
Instalação da Obsessão
• Obsessão só se instala na mente do
paciente quando o obsessor encontra
fraquezas morais que possam ser exploradas.
São pontos fracos que, naturalmente, todos
nós temos, pela imperfeição que nos caracteriza.
Deste modo, conclui-se que todos estamos sujeitos à obsessão
• Qualquer ser humano está suscetível à obsessão, pois as
influências espirituais na vida cotidiana são comuns e ocorrem a
todo o momento. Algumas pessoas são mais frágeis e imaturas
psiquicamente e, portanto, mais suscetíveis àquele domínio, tendo
dificuldades em evitar que se tornem alvos fáceis da obsessão.
Os meios de fazê-lo estão à disposição de qualquer um, desde
que eduque seu sentir, seu pensar e seu agir
VALE LEMBRAR:
A OBSESSÃO COMECA EM NÓS
A OBSESSÃO
COMEÇA
EM NOSSAS
PRÓPRIAS
IMPERFEIÇÕE
S
• Malidicência
• Ódios
• Maus pensamentos
• Egoísmo
• Orgulho
• Inveja
• Gênios fortes
• Vício
• Preguiça
• Desequilíbrio
• Depressão
Conselho Sabio
• Reconcilia-te sem demora com
teu adversário, enquanto estás
com ele a caminho, para que não
suceda que ele te entregue ao juiz,
e que o juiz te entregue ao seu ministro,
e sejas mandado para a cadeia. Em verdade
te digo que não sairás de lá, enquanto não
pagares o último ceitil" - (Mateus, cap. 5, 25, 26
• As causas se localizam nas atitudes atuais e pregressas da pessoa,
principalmente quando elas feriram o direito de alguém ou
agrediram as leis de Deus. Os espíritos que provocam as obsessões
assim procedem, na maioria dos casos, por vingança pelo que
sofreram em outras existências, por estarem sofrendo e quererem
que outros sofram e por covardia. Pelos efeitos que produzem pode-
se identificar se uma pessoa está sob obsessão.
METODOLOGIA DESOBSESSIVA
• ATENDIMENTO FRATERNO
• FLUIDOTERAPIA
• PRECE
• EVANGELHO NO LAR
• TRATAMENTO DO ESP. OBSESSOR NA REUNIÃO
MEDIÚNICA
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• Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e
pelos esforços que faz para dominar suas más inclinações" - (Allan
Kardec - Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 4).
Tratamento do obsessor na Reunião
Mediúnica
• “Para assegurar a libertação da “vítima” da obsessão,
indispensável se torna que o Espírito obsessor seja
levado a renunciar aos seus maus desígnios; que se
faça que o arrependimento desponte nele, assim
como o desejo do bem, por meio de instruções
habilmente ministradas com o objetivo de dar-lhe
educação moral.”
“O obsessor não deve ser arrancado à força
ou expulso. Ele precisa ser convencido a
abandonar seus propósitos e levado ao
arrependimento.”
Hermínio Miranda
FRAUDE
A significação do termo é burla, logro, engano.
Pressupõe uma atitude pensada previamente
com a finalidade de fazer parecer verdadeira
uma coisa que é falsa.
POR QUE OCORRE A FRAUDE?
Pode ocorrer o desejo de promoção pessoal e de grupos.
Intenção de ganho, de lucro.
[LM-it 314] “Onde nada há a ganhar, nenhum interesse há em enganar.”
Necessidade de ser superior (vaidade, orgulho)
Falta de estudo
Espíritos inferiores usam nomes falsos para desequilibrarem àqueles que
se esquecem de estudar e julgam assim serem superiores demais.
Quem as produz?
• Falsos médiuns: espertalhões e pessoas
pouco escrupulosas que usam a falsa
mediunidade para explorarem as
pessoas que os procuram.
• Em comunicacoes mediunicas inventam,
criam situacoes previas com fins variados
 Verdadeiros médiuns: indivíduos que apesar de realmente
possuírem a faculdade mediúnica, sem qualidades morais que
enobrecem este dom, não medem esforços em “ajudar” a
realização dos fenômenos quando os Espíritos não os provocam,
ou, ainda, quando demoram a agir ou se ausentam
Como acontecem as fraudes?
• As fraudes acontecem mais
freqüentemente na realização
dos fenômenos objetivos ou
efeitos físicos, tais como:
• Materialização, transporte,
transfiguração, operações espirituais, etc.
• Pelo fato de pessoas inescrupulosas utilizarem o dom
mediúnico para fraudarem, ou falsos médiuns falsearem
manifestações dos Espíritos, não é argumento suficiente
para dizer que a mediunidade não existe.
Garantias contra as fraude
a) Desinteresse material e pessoal
na realização dos fenômenos ou
prática mediúnica;
b) Conhecimento do Espiritismo
que explica o mecanismo das
comunicações e o intercâmbio
entre os dois planos material e espiritual;
c) Moralidade notória dos médiuns;
d) Estudo prévio da Doutrina Espírita para todos os que vão
participar de atividades mediúnicas;
e) Ausência de todas as causas de interesse material ou
de amor próprio estimulando a provocação dos fenômenos.
O que e animismo?
• André Luiz em seu livro “Mecanismos da Mediunidade” define animismo
como sendo “o conjunto dos fenômenos psíquicos produzidos com a
cooperação consciente ou inconsciente dos médiuns em ação.”
• Já Richard Simonetti em seu livro “Mediunidade – Tudo o que você precisa
saber”, diz que animismo, “na prática mediúnica, é algo da alma do próprio
médium, interferindo no intercâmbio
• “O fenômeno anímico, portanto,
na esfera de atividades espíritas,
significa a intervenção da própria
personalidade do médium nas
comunicações dos espíritos desencarnados,
quando ele impõe algo de si mesmo à conta
de mensagens transmitidas do Além-Túmulo
Pesadelo de dos Médiuns
• Partindo de definições como estas o termo passou a ser
usado de forma negativa e pejorativa para tudo aquilo que
fosse produzido por um médium, mas que não tivesse
qualquer contribuição ou participação de espíritos
desencarnados.
• Com essa definição o animismo
passou a ser o pesadelo de
todos os médiuns,
especialmente os iniciantes,
por ser usado como sinônimo
de mistificação e fraude.
Animismo inflado
Na verdade a questão do animismo
foi de tal maneira inflada, além de
suas proporções, que acabou
transformando-se em verdadeiro
fantasma, uma assombração
para espíritas desprevenidos ou desatentos.
Muitos são os dirigentes que condenam sumariamente o médium,
pregando-lhe o rótulo de fraude, ante a mais leve suspeita de estar
produzindo fenômeno anímico e não espírita.
Creio oportuno enfatizar aqui que em verdade não há fenômeno espírita
puro, de vez que a manifestação de seres desencarnados, em nosso
contexto terreno, precisa do médium encarnado, ou seja, precisa do
veículo das faculdades da alma (espírito encarnado) e, portanto,
anímicas.
Comunicações e animismo
• Escrevem Erasto e Timóteo, em O livro dos médiuns:
O espírito do médium é o
intérprete, porque está ligado
ao corpo, que serve para falar,
e por ser necessária uma cadeia
entre vós e os espíritos que
se comunicam, como é preciso
um fio elétrico para comunicar à grande distância uma notícia e,
na extremidade do fio, uma pessoa inteligente, que a receba e
transmita, Kardec, Ailan, 1975).
• Quando falamos ao telefone, por melhor que seja a aparelhagem
utilizada, nossa voz sofre inevitável influência do equipamento
• O espírito do médium exerce alguma influência sobre as comunicações que
fluem por seu intermédio? Respondem taxativamente os instrutores:
• Exerce. Se estes não lhe são simpáticos, pode ele alterar-lhes as respostas e
assimilá-las às suas próprias idéias e a seus pendores; não influencia, porém,
os próprios espíritos, autores das respostas; constitui-se apenas em mau
interprete. (Allan Kardec, 1975).
• Vemos, portanto, que mais que parte integrante, o animismo é, até certo
ponto, condição necessária para o fenômeno mediúnico, garantindo a
sintonia adequada para que a transmissão seja o mais fiel possível às idéias
do comunicante.
• Sem o conteúdo do médium é muito mais difícil para o espírito transmitir-lhe
suas idéias e o que pretende com elas. De posse do conteúdo mental e até
emocional do médium, no entanto, torna-se muito mais fácil para o espírito
fazer-se entendido podendo, assim, transmitir com mais naturalidade e
desenvoltura o seu racio.
Existe influência sobre as comunicações?
Papel dos médiuns
• Em nota de rodapé, José Herculano Pires que traduziu a 2ª edição
francesa de “O Livro dos Médiuns” diz que “o papel do médium
nas comunicações é sempre ativo.
Seja o médium consciente ou inconsciente,
intuitivo ou mecânico, dele sempre depende
a transmissão e sua pureza.”
• O bom médium, portanto, é aquele que
transmite, tão fielmente quanto possível, o
pensamento do comunicante, interferindo o mínimo que possa
no que este tem a dizer.
Reiteramos, portanto,
que não há fenômeno mediúnico sem
participação anímica.
• Se o animismo faz parte do processo mediúnico sempre
haverá um porcentual a ser considerado, não fixo, mas
variável, envolvendo o grau de desenvolvimento do
médium.” Richard Simonetti
• Reiteramos, portanto, que não há fenômeno mediúnico
sem participação anímica. O cuidado que se torna
necessário ter na dinâmica do fenômeno não é colocar o
médium sob suspeita de animismo, como se o animismo
fosse um estigma, e sim, ajudá-lo a ser um instrumento
fiel, traduzindo em palavras adequadas o pensamento que
lhe está sendo transmitido sem palavras pelos espíritos
comunicantes
Participação Anímica
Animismo Puro
• Certamente ocorrem manifestações de animismo
puro, ou seja, comunicações e fenômenos produzidos
pelo espírito do médium sem nenhum componente
espiritual estranho, sem a participação de outro
espírito, encarnado ou desencarnado.
• Nem isso, porém, constitui motivo para condenação
sumária ao médium e, sim, objeto de exame e análise
competente e serena, com a finalidade de apurar o
sentido do fenômeno, seu porquê, suas causas e
conseqüências
Concurso dos dois planos
encarnado e desencarnado
• Nenhum, nem outro logra, separadamente, explicar o
conjunto dos fenômenos supranormais.
• Ambos são indispensáveis a tal
fim e não podem se separar,
pois que são efeitos de
uma causa única e esta
causa única é o espírito humano que, quando se
manifesta, em momentos fugazes durante a
encarnação, determina os fenômenos anímicos e
quando se manifesta mediunicamente, durante a
existência desencarnada, determina os fenômenos
espiríticos. (Bozzano. Ernesto, 1987
Aspectos provacionais
do fenômeno anímico
• O fenômeno anímico exige, por conseguinte, experiência e
atenção de quem trabalha com médiuns regularmente ou
ocasionalmente testemunhe manifestações mediúnicas. Não
constitui, contudo, um tabu, nem se apresenta como
fantasma aterrador que é preciso exorcizar.
• Escreve André Luiz, em Nos domínios da mediunidade:
Muitos companheiros matriculados no serviço de
implantação da Nova Era, sob a égide do espiritismo, vêm
convertendo a teoria animista num travão injustificável a
lhes congelar preciosas oportunidades de realização do bem;
portanto, não nos cabe adotar como justas as palavras
"mistificação inconsciente ou subconsciente" para batizar o
fenômeno. (Fco.Xavier/André Luiz, 1973).
Conhecimento e Ajuda
• Em Mecanismos da Mediunidade (cap. XXIII), encontramos
observação semelhante, colocada nestes termos:
• Freqüentemente pessoas encarnadas nessa modalidade de
provação regeneradora são encontráveis nas reuniões mediúnicas,
mergulhadas nos mais complexos estados emotivos, quais se
personificassem entidades outras, quando, na realidade,
exprimem a si mesmas, a emergirem da subconsciência nos trajes
mentais em que se externavam noutras épocas sob o fascínio dos
desencarnados que as subjugavam. (Xavier, Francisco C. / André
Luiz, 1986),
• Podemos concluir, pois, que muitos médiuns com excelente
potencial de realizações e serviços ao próximo podem ser
desastradamente rejeitados pela simples e dolorosa razão de que
não foram atendidos com amor e competência na fase em que
viviam conflitos emocionais mal compreendidos
Concientização e Estudo
• Se, como diz Hermínio C. Miranda, não há fenômeno
mediúnico sem participação anímica, é importante que o
médium se conscientize da necessidade e da importância do
estudo sistemático e da prática constante, como meios de
garantir uma participação anímica de melhor nível nas
comunicações mediúnicas que se fazem por seu intermédio.
• Quanto mais conhecimento técnico e teórico tiver o médium,
mais fácil será para mentores e amparadores encontrarem, em
seus arquivos mentais, material em sintonia com as mensagens
a serem transmitidas. Da mesma forma, quanto mais prática,
quanto mais vivência mediúnica e espiritual tiver o médium,
mais fácil será para ele mesmo compreender o sentido do que
lhe é transmitido, podendo repassar com mais segurança e
desenvoltura as idéias que recebe mentalmente.
Sabio Conselho
• Quando você estiver à frente de alguém com problemas psíquicos
de natureza medianímica, não opine, invigilante;
receite “O LIVRO DOS MÉDIUNS”, guia eficaz
para quem deseja servir com segurança,
construindo o próprio equilíbrio.
• Quanto possível, restrinja opiniões vulgares
em torno da mediunidade, se você deseja
ajudar, para que a mordacidade e a zombaria
não lhe aplaudam os conceitos sobre uma faculdade que
possivelmente você não conhece com propriedade nem exatidão.
FRANCO, Divaldo P. “Ementário Espírita”. 4ª ed. Pelo Espírito Marco Prisco. Matão,
SP: Casa Editora O Clarim.
Todos nós, os Espíritos em evolução
na Terra, temos a nossa quota de obsessão,
em maior ou menor grau.
E todos estamos trabalhando
pela própria libertação. A vista
disso, de quando em quando,
é sumamente importante que
façamos um teste de nosso processo desobsessivo,
a fim de que cada um de nós observe, em particular, como
vai indo o seu.”
ANDRÉLUIZ
Bibliografia
• O Livro dos Médiuns- Alan Kardec
• Diversidade dos Carismas- Hermínio C. Miranda
• Mediunismo - Ramatis
• Mecanismos da Mediunidade -André Luiz
• Mediunidade – Tudo o que você precisa saber
- Richard Simonetti
• Psicologia da Mediunidade –Adenauer Novaes

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Doutrinação, desobsessão e animismo

  • 2. DOUTRINAÇÃO DESOBSESSÃO E ANIMISMO Nunca somos tão pobres de bens materiais e espirituais que não possamos doar alguma coisa ao companheiro necessitado, seja o pão ou a palavra de consolo e solidariedade.” Hemínio C. Miranda “Lamentar a desgraça é apenas humano; minorá-la é divino.” Horace Mann
  • 3. CONCEITOS • DOUTRINADOR – Pessoa que se incumbe de dialogar com os companheiros desencarnados necessitados de ajuda e esclarecimento • DOUTRINACÃO – Ato de esclarecer e ajudar EspÍritos obsessores e sofredores, bem como os obsidiados •DOUTRINAR – Instruir em uma doutrina, ensinar, pregar
  • 4. TÉCNICAS DE DOUTRINAÇÃO • CONVERSAÇÃO – Deixar o Espírito falar, contar sua história,suas motivacoes, suas razoes • DOUTRINAÇÃO – Emitir conceitos doutrinários • EVANGELIZAÇÃO – Introduzir ensinamentos contidos no Evangelho do Cristo • PERSUASÃO – Técnicas de sugestão
  • 5. • PASSE FLUÍDICO – Ajuda a desintegrar apetrechos - Curam dores que julgam físicas • ECTOPLASMIA – Ajuda a reconstruir lesões perispirituais e recompor seres reduzidos a formações animalizadas • REGRESSÃO – Introspecção. Faz com que o Espírito encontre em sí mesmo a razão de seu sofrimento
  • 6. DESOBSESSÃO • Desobsessao é o nome de um conjunto de técnicas utilizadas no Espiritismo com intuito de eliminar as causas, bem como as consequências das obsessões.
  • 7. Instalação da Obsessão • Obsessão só se instala na mente do paciente quando o obsessor encontra fraquezas morais que possam ser exploradas. São pontos fracos que, naturalmente, todos nós temos, pela imperfeição que nos caracteriza. Deste modo, conclui-se que todos estamos sujeitos à obsessão • Qualquer ser humano está suscetível à obsessão, pois as influências espirituais na vida cotidiana são comuns e ocorrem a todo o momento. Algumas pessoas são mais frágeis e imaturas psiquicamente e, portanto, mais suscetíveis àquele domínio, tendo dificuldades em evitar que se tornem alvos fáceis da obsessão. Os meios de fazê-lo estão à disposição de qualquer um, desde que eduque seu sentir, seu pensar e seu agir
  • 8. VALE LEMBRAR: A OBSESSÃO COMECA EM NÓS A OBSESSÃO COMEÇA EM NOSSAS PRÓPRIAS IMPERFEIÇÕE S • Malidicência • Ódios • Maus pensamentos • Egoísmo • Orgulho • Inveja • Gênios fortes • Vício • Preguiça • Desequilíbrio • Depressão
  • 9. Conselho Sabio • Reconcilia-te sem demora com teu adversário, enquanto estás com ele a caminho, para que não suceda que ele te entregue ao juiz, e que o juiz te entregue ao seu ministro, e sejas mandado para a cadeia. Em verdade te digo que não sairás de lá, enquanto não pagares o último ceitil" - (Mateus, cap. 5, 25, 26 • As causas se localizam nas atitudes atuais e pregressas da pessoa, principalmente quando elas feriram o direito de alguém ou agrediram as leis de Deus. Os espíritos que provocam as obsessões assim procedem, na maioria dos casos, por vingança pelo que sofreram em outras existências, por estarem sofrendo e quererem que outros sofram e por covardia. Pelos efeitos que produzem pode- se identificar se uma pessoa está sob obsessão.
  • 10. METODOLOGIA DESOBSESSIVA • ATENDIMENTO FRATERNO • FLUIDOTERAPIA • PRECE • EVANGELHO NO LAR • TRATAMENTO DO ESP. OBSESSOR NA REUNIÃO MEDIÚNICA • REFORMA ÍNTIMA DO OBSIDIADO • Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para dominar suas más inclinações" - (Allan Kardec - Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 4).
  • 11. Tratamento do obsessor na Reunião Mediúnica • “Para assegurar a libertação da “vítima” da obsessão, indispensável se torna que o Espírito obsessor seja levado a renunciar aos seus maus desígnios; que se faça que o arrependimento desponte nele, assim como o desejo do bem, por meio de instruções habilmente ministradas com o objetivo de dar-lhe educação moral.” “O obsessor não deve ser arrancado à força ou expulso. Ele precisa ser convencido a abandonar seus propósitos e levado ao arrependimento.” Hermínio Miranda
  • 12. FRAUDE A significação do termo é burla, logro, engano. Pressupõe uma atitude pensada previamente com a finalidade de fazer parecer verdadeira uma coisa que é falsa. POR QUE OCORRE A FRAUDE? Pode ocorrer o desejo de promoção pessoal e de grupos. Intenção de ganho, de lucro. [LM-it 314] “Onde nada há a ganhar, nenhum interesse há em enganar.” Necessidade de ser superior (vaidade, orgulho) Falta de estudo Espíritos inferiores usam nomes falsos para desequilibrarem àqueles que se esquecem de estudar e julgam assim serem superiores demais.
  • 13. Quem as produz? • Falsos médiuns: espertalhões e pessoas pouco escrupulosas que usam a falsa mediunidade para explorarem as pessoas que os procuram. • Em comunicacoes mediunicas inventam, criam situacoes previas com fins variados  Verdadeiros médiuns: indivíduos que apesar de realmente possuírem a faculdade mediúnica, sem qualidades morais que enobrecem este dom, não medem esforços em “ajudar” a realização dos fenômenos quando os Espíritos não os provocam, ou, ainda, quando demoram a agir ou se ausentam
  • 14. Como acontecem as fraudes? • As fraudes acontecem mais freqüentemente na realização dos fenômenos objetivos ou efeitos físicos, tais como: • Materialização, transporte, transfiguração, operações espirituais, etc. • Pelo fato de pessoas inescrupulosas utilizarem o dom mediúnico para fraudarem, ou falsos médiuns falsearem manifestações dos Espíritos, não é argumento suficiente para dizer que a mediunidade não existe.
  • 15. Garantias contra as fraude a) Desinteresse material e pessoal na realização dos fenômenos ou prática mediúnica; b) Conhecimento do Espiritismo que explica o mecanismo das comunicações e o intercâmbio entre os dois planos material e espiritual; c) Moralidade notória dos médiuns; d) Estudo prévio da Doutrina Espírita para todos os que vão participar de atividades mediúnicas; e) Ausência de todas as causas de interesse material ou de amor próprio estimulando a provocação dos fenômenos.
  • 16. O que e animismo? • André Luiz em seu livro “Mecanismos da Mediunidade” define animismo como sendo “o conjunto dos fenômenos psíquicos produzidos com a cooperação consciente ou inconsciente dos médiuns em ação.” • Já Richard Simonetti em seu livro “Mediunidade – Tudo o que você precisa saber”, diz que animismo, “na prática mediúnica, é algo da alma do próprio médium, interferindo no intercâmbio • “O fenômeno anímico, portanto, na esfera de atividades espíritas, significa a intervenção da própria personalidade do médium nas comunicações dos espíritos desencarnados, quando ele impõe algo de si mesmo à conta de mensagens transmitidas do Além-Túmulo
  • 17. Pesadelo de dos Médiuns • Partindo de definições como estas o termo passou a ser usado de forma negativa e pejorativa para tudo aquilo que fosse produzido por um médium, mas que não tivesse qualquer contribuição ou participação de espíritos desencarnados. • Com essa definição o animismo passou a ser o pesadelo de todos os médiuns, especialmente os iniciantes, por ser usado como sinônimo de mistificação e fraude.
  • 18. Animismo inflado Na verdade a questão do animismo foi de tal maneira inflada, além de suas proporções, que acabou transformando-se em verdadeiro fantasma, uma assombração para espíritas desprevenidos ou desatentos. Muitos são os dirigentes que condenam sumariamente o médium, pregando-lhe o rótulo de fraude, ante a mais leve suspeita de estar produzindo fenômeno anímico e não espírita. Creio oportuno enfatizar aqui que em verdade não há fenômeno espírita puro, de vez que a manifestação de seres desencarnados, em nosso contexto terreno, precisa do médium encarnado, ou seja, precisa do veículo das faculdades da alma (espírito encarnado) e, portanto, anímicas.
  • 19. Comunicações e animismo • Escrevem Erasto e Timóteo, em O livro dos médiuns: O espírito do médium é o intérprete, porque está ligado ao corpo, que serve para falar, e por ser necessária uma cadeia entre vós e os espíritos que se comunicam, como é preciso um fio elétrico para comunicar à grande distância uma notícia e, na extremidade do fio, uma pessoa inteligente, que a receba e transmita, Kardec, Ailan, 1975). • Quando falamos ao telefone, por melhor que seja a aparelhagem utilizada, nossa voz sofre inevitável influência do equipamento
  • 20. • O espírito do médium exerce alguma influência sobre as comunicações que fluem por seu intermédio? Respondem taxativamente os instrutores: • Exerce. Se estes não lhe são simpáticos, pode ele alterar-lhes as respostas e assimilá-las às suas próprias idéias e a seus pendores; não influencia, porém, os próprios espíritos, autores das respostas; constitui-se apenas em mau interprete. (Allan Kardec, 1975). • Vemos, portanto, que mais que parte integrante, o animismo é, até certo ponto, condição necessária para o fenômeno mediúnico, garantindo a sintonia adequada para que a transmissão seja o mais fiel possível às idéias do comunicante. • Sem o conteúdo do médium é muito mais difícil para o espírito transmitir-lhe suas idéias e o que pretende com elas. De posse do conteúdo mental e até emocional do médium, no entanto, torna-se muito mais fácil para o espírito fazer-se entendido podendo, assim, transmitir com mais naturalidade e desenvoltura o seu racio. Existe influência sobre as comunicações?
  • 21. Papel dos médiuns • Em nota de rodapé, José Herculano Pires que traduziu a 2ª edição francesa de “O Livro dos Médiuns” diz que “o papel do médium nas comunicações é sempre ativo. Seja o médium consciente ou inconsciente, intuitivo ou mecânico, dele sempre depende a transmissão e sua pureza.” • O bom médium, portanto, é aquele que transmite, tão fielmente quanto possível, o pensamento do comunicante, interferindo o mínimo que possa no que este tem a dizer. Reiteramos, portanto, que não há fenômeno mediúnico sem participação anímica.
  • 22. • Se o animismo faz parte do processo mediúnico sempre haverá um porcentual a ser considerado, não fixo, mas variável, envolvendo o grau de desenvolvimento do médium.” Richard Simonetti • Reiteramos, portanto, que não há fenômeno mediúnico sem participação anímica. O cuidado que se torna necessário ter na dinâmica do fenômeno não é colocar o médium sob suspeita de animismo, como se o animismo fosse um estigma, e sim, ajudá-lo a ser um instrumento fiel, traduzindo em palavras adequadas o pensamento que lhe está sendo transmitido sem palavras pelos espíritos comunicantes Participação Anímica
  • 23. Animismo Puro • Certamente ocorrem manifestações de animismo puro, ou seja, comunicações e fenômenos produzidos pelo espírito do médium sem nenhum componente espiritual estranho, sem a participação de outro espírito, encarnado ou desencarnado. • Nem isso, porém, constitui motivo para condenação sumária ao médium e, sim, objeto de exame e análise competente e serena, com a finalidade de apurar o sentido do fenômeno, seu porquê, suas causas e conseqüências
  • 24. Concurso dos dois planos encarnado e desencarnado • Nenhum, nem outro logra, separadamente, explicar o conjunto dos fenômenos supranormais. • Ambos são indispensáveis a tal fim e não podem se separar, pois que são efeitos de uma causa única e esta causa única é o espírito humano que, quando se manifesta, em momentos fugazes durante a encarnação, determina os fenômenos anímicos e quando se manifesta mediunicamente, durante a existência desencarnada, determina os fenômenos espiríticos. (Bozzano. Ernesto, 1987
  • 25. Aspectos provacionais do fenômeno anímico • O fenômeno anímico exige, por conseguinte, experiência e atenção de quem trabalha com médiuns regularmente ou ocasionalmente testemunhe manifestações mediúnicas. Não constitui, contudo, um tabu, nem se apresenta como fantasma aterrador que é preciso exorcizar. • Escreve André Luiz, em Nos domínios da mediunidade: Muitos companheiros matriculados no serviço de implantação da Nova Era, sob a égide do espiritismo, vêm convertendo a teoria animista num travão injustificável a lhes congelar preciosas oportunidades de realização do bem; portanto, não nos cabe adotar como justas as palavras "mistificação inconsciente ou subconsciente" para batizar o fenômeno. (Fco.Xavier/André Luiz, 1973).
  • 26. Conhecimento e Ajuda • Em Mecanismos da Mediunidade (cap. XXIII), encontramos observação semelhante, colocada nestes termos: • Freqüentemente pessoas encarnadas nessa modalidade de provação regeneradora são encontráveis nas reuniões mediúnicas, mergulhadas nos mais complexos estados emotivos, quais se personificassem entidades outras, quando, na realidade, exprimem a si mesmas, a emergirem da subconsciência nos trajes mentais em que se externavam noutras épocas sob o fascínio dos desencarnados que as subjugavam. (Xavier, Francisco C. / André Luiz, 1986), • Podemos concluir, pois, que muitos médiuns com excelente potencial de realizações e serviços ao próximo podem ser desastradamente rejeitados pela simples e dolorosa razão de que não foram atendidos com amor e competência na fase em que viviam conflitos emocionais mal compreendidos
  • 27. Concientização e Estudo • Se, como diz Hermínio C. Miranda, não há fenômeno mediúnico sem participação anímica, é importante que o médium se conscientize da necessidade e da importância do estudo sistemático e da prática constante, como meios de garantir uma participação anímica de melhor nível nas comunicações mediúnicas que se fazem por seu intermédio. • Quanto mais conhecimento técnico e teórico tiver o médium, mais fácil será para mentores e amparadores encontrarem, em seus arquivos mentais, material em sintonia com as mensagens a serem transmitidas. Da mesma forma, quanto mais prática, quanto mais vivência mediúnica e espiritual tiver o médium, mais fácil será para ele mesmo compreender o sentido do que lhe é transmitido, podendo repassar com mais segurança e desenvoltura as idéias que recebe mentalmente.
  • 28. Sabio Conselho • Quando você estiver à frente de alguém com problemas psíquicos de natureza medianímica, não opine, invigilante; receite “O LIVRO DOS MÉDIUNS”, guia eficaz para quem deseja servir com segurança, construindo o próprio equilíbrio. • Quanto possível, restrinja opiniões vulgares em torno da mediunidade, se você deseja ajudar, para que a mordacidade e a zombaria não lhe aplaudam os conceitos sobre uma faculdade que possivelmente você não conhece com propriedade nem exatidão. FRANCO, Divaldo P. “Ementário Espírita”. 4ª ed. Pelo Espírito Marco Prisco. Matão, SP: Casa Editora O Clarim.
  • 29. Todos nós, os Espíritos em evolução na Terra, temos a nossa quota de obsessão, em maior ou menor grau. E todos estamos trabalhando pela própria libertação. A vista disso, de quando em quando, é sumamente importante que façamos um teste de nosso processo desobsessivo, a fim de que cada um de nós observe, em particular, como vai indo o seu.” ANDRÉLUIZ
  • 30. Bibliografia • O Livro dos Médiuns- Alan Kardec • Diversidade dos Carismas- Hermínio C. Miranda • Mediunismo - Ramatis • Mecanismos da Mediunidade -André Luiz • Mediunidade – Tudo o que você precisa saber - Richard Simonetti • Psicologia da Mediunidade –Adenauer Novaes