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LP Cristina Seiça
Deus quer, o Homem sonha, a obra
nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te e foste desvendando a
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combater.”
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LP Cristina Seiça
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cultivavam; daí, constituir a aspiração máxima
do poeta clássico, renascentista.
LP Cristina Seiça
É UMA NARRATIVA,
geralmente em estrutura de poema,
que enaltece os feitos ilustres de um
herói ou de um povo, com interesse
histórico.
As epopeias primitivas foram longas narrativas
orais de feitos considerados heróicos realizados
por homens dotados de força superior
demonstrada no campo das batalhas.
Trata-se de uma variedade do modo narrativo.
EPOPEIAS PRIMITIVAS
apresentam
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porque
- não está ainda definida a noção de Estado
- existe o grupo étnico em expansão
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prejudicam o herói
assim
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Epopeias da Antiguidade
Civilização Grega
“Ilíada”
séc. VIII
a.C.
de HOMERO
Narração das aventuras de Aquiles,
o mais famoso dos
heróis gregos, durante o último ano
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a.C.
Narração das aventuras
de Ulisses
no regresso da guerra
de Tróia até chegar
a Itaca,
sua Pátria, onde o
esperava
Penélope,
a esposa modelo
de fidelidade.
LP Cristina Seiça
LP Cristina Seiça
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“Eneida” de VIRGÍLIO
séc. I
a.C.
Narração das aventuras de
Eneias e de seus companheiros,
desde a queda de Tróia até
à fundação de Roma.
Virgílio imita a Odisseia nos
seis primeiros cantos e a Ilíada
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apresentam
Os feitos heróicos passados ou
futuros de um povo
porque
- existe o estado, uma vida civil organizada
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O herói apaga-se como individualidade;
o povo imortaliza-se.
LP Cristina Seiça
deve obedecer a certos requisitos:
Esta variedade do modo narrativo
 a utilização do verso e de um estilo
elevado;
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LP Cristina Seiça
A estrutura interna deve estar dividida em
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Narrativa Épica

  • 2. Deus quer, o Homem sonha, a obra nasce. Deus quis que a terra fosse toda uma, Que o mar unisse, já não separasse. Sagrou-te e foste desvendando a espuma, E a orla branca foi de ilha em continente, Clareou, correndo, até ao fim do mundo, E viu-se a terra inteira, de repente, Surgir redonda, do azul profundo. Quem te sagrou criou-te português. Do mar em nós em ti nos deu sinal. Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez. Senhor, falta cumprir-se Portugal! Fernando Pessoa, Mensagem LP Cristina Seiça
  • 3. Luís de Camões (1524? /1580 ) “Chamar-te génio é justo, mas é pouco. Chamar-te herói, é dar-te um só poder. Poeta dum império que era louco, Foste louco a cantar e louco a combater.” Miguel Torga, Poemas Ibéricos Publicação de “Os Lusíadas” 1572 LP Cristina Seiça
  • 4. O QUE É UMA EPOPEIA? A poesia épica, ou epopeia, ou ainda poema épico é uma das mais remotas manifestações artísticas do homem. era o género mais elevado que os antigos cultivavam; daí, constituir a aspiração máxima do poeta clássico, renascentista. LP Cristina Seiça
  • 5. É UMA NARRATIVA, geralmente em estrutura de poema, que enaltece os feitos ilustres de um herói ou de um povo, com interesse histórico. As epopeias primitivas foram longas narrativas orais de feitos considerados heróicos realizados por homens dotados de força superior demonstrada no campo das batalhas. Trata-se de uma variedade do modo narrativo.
  • 6. EPOPEIAS PRIMITIVAS apresentam As aventuras de um herói porque - não está ainda definida a noção de Estado - existe o grupo étnico em expansão - os deuses são tidos como realidades que ajudam ou prejudicam o herói assim O herói destaca-se e torna-se imortal LP Cristina Seiça
  • 7. LP Cristina Seiça Epopeias da Antiguidade Civilização Grega “Ilíada” séc. VIII a.C. de HOMERO Narração das aventuras de Aquiles, o mais famoso dos heróis gregos, durante o último ano da guerra de Tróia.
  • 8. “Odisseia” de HOMERO séc. VIII a.C. Narração das aventuras de Ulisses no regresso da guerra de Tróia até chegar a Itaca, sua Pátria, onde o esperava Penélope, a esposa modelo de fidelidade. LP Cristina Seiça
  • 9. LP Cristina Seiça Civilização Romana “Eneida” de VIRGÍLIO séc. I a.C. Narração das aventuras de Eneias e de seus companheiros, desde a queda de Tróia até à fundação de Roma. Virgílio imita a Odisseia nos seis primeiros cantos e a Ilíada nos seis últimos.
  • 10. EPOPEIAS DE IMITAÇÃO apresentam Os feitos heróicos passados ou futuros de um povo porque - existe o estado, uma vida civil organizada - existe uma história da Pátria - os deuses são apenas mitos ou ficções assim O herói apaga-se como individualidade; o povo imortaliza-se. LP Cristina Seiça
  • 11. deve obedecer a certos requisitos: Esta variedade do modo narrativo  a utilização do verso e de um estilo elevado;  incluir NARRADOR, PERSONAGENS, ACÇÃO, TEMPO. LP Cristina Seiça
  • 12. A estrutura interna deve estar dividida em Proposição, Invocação e NarraçãoProposição, Invocação e Narração; Facultativamente, a estrutura interna de uma epopeia pode também incluir uma DedicatóriaDedicatória, referindo a figura a quem se dedica o poema. LP Cristina Seiça
  • 13. Estrutura InternaEstrutura Interna OS LUSÍADASOS LUSÍADAS Proposição Invocação Dedicatória Narração O autor apresenta o assunto O poeta pede inspiração às musas para levar a cabo o seu projecto O poeta dedica o seu poema a D. Sebastião Narração da acção LP Cristina Seiça
  • 14. Estrutura ExternaEstrutura Externa LP Cristina Seiça Do ponto de vista formal, estrutura externa, o poema:  é constituído por 10 Cantos, com um total de 1102 estrofes, constituída por estrofes de 8 versos (oitavas)  verso decassílabo heróico (acentuação nas 6ª e 10ª sílabas métricas), com rima cruzada e emparelhada: A B A B A B C C
  • 15. A VIAGEM À ÍNDIA LP Cristina Seiça