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Os Lusíadas, de Luís de Camões
Dedicada a D. Sebastião, a obra Os Lusíadas (1572) canta a glória do povo português, “o peito ilustre
lusitano”, durante a época dos Descobrimentos.
O que é uma epopeia?
Esta palavra, de origem grega, significa canto e é uma narrativa, geralmente em verso, que conta (canta) os
feitos grandiosos de um herói, que pode ser individual (Ulisses – em Odisseia - e Aquiles – em Ilíada, ambas
de Homero) ou coletivo (os portugueses – o povo português – em Os Lusíadas). Estes heróis ficam
imortalizados através da narração dos seus sucessos gloriosos.
Estrutura
Estrutura externa. Os Lusíadas estão divididos em dez cantos, cada um deles com um número variável de
estrofes, que, no total, somam 1102. Essas estrofes são todas oitavas (têm oito versos) decassilábicas (cada
verso tem dez sílabas métricas), obedecendo ao esquema rimático “abababcc” (rima cruzada, nos seis
primeiros versos, e emparelhada, nos dois últimos).
Estrutura interna. A obra é constituída por quatro partes:
– Proposição. O poeta começa por declarar aquilo que se propõe fazer, indicando de forma sucinta o
assunto da sua narrativa: propõe-se tornar conhecidos os navegadores que tornaram possível o império
português no oriente, os reis que promoveram a expansão da Fé e do Império, bem como todos aqueles
que se tornam dignos de admiração pelos seus feitos (Canto I, estrofes 1-3);
– Invocação. O poeta dirige-se às Tágides (ninfas do Tejo), para lhes pedir o estilo e eloquência
necessários à execução da sua obra. Um assunto tão grandioso exigia um estilo elevado, havendo
necessidade de solicitar o auxílio das entidades protetoras dos artistas (Canto I, estrofes 4 e 5);
– Dedicatória. É a parte em que o poeta oferece a sua obra ao rei D. Sebastião (Canto I, estrofes 6-18).
– Narração — O poeta canta os feitos dos portugueses, tendo como ação central a viagem de Vasco da
Gama à Índia. A par desta, surge a narração da História de Portugal. A narração constitui o núcleo
fundamental da epopeia, através da qual o poeta procura concretizar aquilo que se propôs fazer na
Proposição. Surge in media res, já durante a viagem (característica da epopeia clássica).
A narração desenvolve-se em quatro planos diferentes, mas estreitamente articulados entre si:
– Plano da viagem. A ação central do poema é a viagem de Vasco da Gama;
– Plano da História de Portugal. O objetivo de Camões era enaltecer o povo português e não apenas um
ou alguns dos seus representantes mais ilustres;
– Plano mitológico ou Maravilhoso (conflito entre os deuses pagãos). Camões imaginou um conflito
entre os deuses pagãos: Baco opõe-se à chegada dos Portugueses à Índia, pois receia que o seu prestígio
seja colocado em segundo plano pela glória dos portugueses, enquanto Vénus, apoiada por Marte, os
protege. O maravilhoso tem uma função simbólica: esta intriga dos deuses reflete indiretamente as
dificuldades que os portugueses tiveram que vencer e inculca a ideia de que os portugueses eram seres
predestinados para estas façanhas do destino e que os próprios deuses o desejavam;
– Plano das considerações do poeta. Por vezes, normalmente em final de canto, a narração é interrompida
para o poeta apresentar reflexões de carácter pessoal sobre assuntos diversos, a propósito dos factos
narrados.
Resumo dos principais episódios
Proposição (Canto I, 1-3)
O poeta apresenta o assunto do poema: vai cantar as façanhas guerreiras dos homens que se fizeram heróis
devassando o mar, dos reis que dilataram a Fé e o Império e de todos aqueles que se tornaram imortais pelas
suas obras. Afirma também que vai cantar a glória do povo português. O poeta acrescenta ainda que os feitos
portugueses são mais grandiosos do que aqueles cantados nas epopeias clássicas, pelo que merecem ser
exaltados.
“As armas e os barões assinalados/ (...) as memórias gloriosas/ Daqueles Reis (...)/ (...) E aqueles (...)/
Se vão da lei da Morte libertando:/ Cantando espalharei por toda parte,/ (...) Que eu canto o peito
ilustre Lusitano/ A quem Neptuno e Marte obedeceram.”
Neste excerto, encontram-se todos os agentes do engrandecimento da Pátria que o poeta vai cantar. Todos
eles são sintetizados na força do povo português, “o peito ilustre Lusitano/”, a quem Neptuno (venceram os
mares) e Marte (conquistaram as terras através da guerra) obedeceram. O povo português é tão sublime, tão
digno que glória, determinado e corajoso, que até os deuses lhe obedecem.
Consílio dos Deuses (Canto I, 20-41, plano mitológico)
Enquanto a armada portuguesa navega no oceano, dá-se uma simultaneidade de dois planos. Os deuses são
convocados por Mercúrio (o seu mensageiro) e dirigem-se ao Olimpo para decidirem sobre o futuro dos
Portugueses no Oriente.
Na estrofe 22, temos uma descrição de Júpiter (o pai dos deuses), através da qual vemos o seu destaque, a sua
responsabilidade e o seu poder. O pai dos deuses afirma que o Fado (destino) tornará os portugueses
superiores aos povos da antiguidade clássica. Enuncia heróis do passado e refere a presente ousadia e
persistência portuguesas na demanda de vencer os mares. A sua opinião é que se deve cumprir o Fado, os
portugueses devem conseguir chegar à Índia.
Os outros deuses vão intervindo, dando as suas opiniões: Baco manifesta-se contra, com receio de perder a
sua fama; Vénus pronuncia-se a favor, por gostar dos portugueses, dada a sua semelhança com os romanos;
Marte intervém a favor de Vénus, interpelando Júpiter para cumprir com a sua determinação. Júpiter
concorda com Marte, pelo que fica decidido que os portugueses serão ajudados a chegar à Índia (de notar a
intenção de Camões: os portugueses são tão valorosos que até os deuses estão a seu favor).
“Do mar que vê do Sol a roxa entrada” – Perífrase para Oceano Índico, Oriente.
Inês de Castro (Canto III, 118-136, plano da História de Portugal)
Este é um episódio trágico e lírico. É trágico porque contempla momentos da tragédia clássica: a paixão de
Pedro e Inês é um desafio ao poder; a punição e decisão de matar Inês; a piedade presente no discurso de Inês
quando tenta demover o rei; a catástrofe (quando se consuma a morte de Inês). É lírico porque o narrador
interpela o Amor acusando-o de ser responsável pela tragédia, sendo a inconformidade do “eu” poético
expressa ao longo de todo o episódio, bem como a repulsa pela morte de Inês, chorada até pela natureza.
Vasco da Gama relata ao rei de Melinde o episódio trágico de Inês de Castro, cujo responsável é o Amor.
Descreve-se a vida feliz e tranquila de Inês nos campos do Mondego. O narrador, neste momento, vai
introduzindo indícios de que essa felicidade não será duradoura (“Naquele engano de alma, ledo e cego”, est.
120, v.3).
Inês inicia a sua defesa, apelando à piedade do rei através: dos animais que se humanizam ao cuidar de
crianças; da afirmação da sua inocência; do respeito devido às crianças; do apelo ao desterro. D. Afonso IV
decide a morte de Inês. Contudo, tendo-a na sua presença, vacila, mas as razões do reino levam-no a
prosseguir. A determinação do rei mantém-se. Inês é executada. O narrador vê a morte de Inês como uma
atrocidade. Afirma que a própria natureza chora Inês.
“Tu, só tu, puro Amor,” – Apóstrofe
Batalha de Aljubarrota (Canto IV, 28-45, plano da História de Portugal)
Após o sinal da trompeta (est. 28), dá-se a descrição da batalha: D. Nuno Álvares Pereira defronta os seus
irmãos que lutam por Castela, o que leva a uma reflexão sobre traição (est. 32 e 33) – põe em evidência a
lealdade e o patriotismo e confere maior dramatismo à descrição, realçando a figura de Nuno Álvares
(objetivo de Camões).
Através do discurso de D. João I, incitando ao combate, o ânimo dos soldados cresce e os chefes castelhanos
começam a perecer. D. João festeja a vitória e os castelhanos deixam de oferecer resistência, uns morrem e
outros fogem (incluindo o próprio rei).
“Já pelo espesso ar os estridentes/ Farpões, setas e vários tiros voam;” – Aliteração – em –s e –r.
Despedidas de Belém (Canto IV, 83-89, plano da Viagem)
Os que partem – referência ao estímulo dado pelo rei aos marinheiros; Vasco da Gama refere o entusiasmo de
marinheiros e soldados nesta demanda; orações de despedida.
Os que ficam – A gente da cidade deixa transparecer saudade e tristeza; os mais chegados revelam a sua
tristeza (os homens com “suspiros”; as mulheres, as mães, as esposas e as irmãs “cum choro piadoso”).
“De ser do Olimpo estrelas” – Metáfora para se tornarem imortais.
Grandeza épica – os navegadores tinham consciência do perigo mas, mesmo assim, enfrentaram os
obstáculos. A verdadeira coragem só aparece perante o medo (mais uma vez, a exaltação do povo português)
Adamastor (Canto V, 39-60, plano mitológico)
O Adamastor é um dos episódios mais significativos da obra, pela inter-relação dos planos da narração e pela
sua simbologia. Pertence ao plano da Viagem – “aquele oculto e grande Cabo” -, como figura mitológica,
pertence ao plano mitológico e faz profecias dos acontecimentos futuros de Portugal, logo, pertence também
ao plano da História de Portugal.
Simbolicamente, este episódio representa os perigos do mar, perigos esses que os portugueses enfrentaram e
ultrapassaram, assemelhando-se, pela grandeza, ao próprio gigante. Este episódio, por isso mesmo, adquire
uma dimensão épica.
Aparecimento e descrição do Adamastor – figura gigantesca que surge no mar numa atitude ameaçadora,
deixando os marinheiros completamente paralisados “Arrepiam-se as carnes e o cabelo, / A mi e a todos, só
de ouvi-lo e vê-lo!”(est. 49, vv. 7 e 8).
As profecias: o gigante começa o seu discurso elogiando os portugueses. Depois, profetiza dificuldades
futuras na passagem do Cabo.
A história do Adamastor: era um dos filhos do Céu e da Terra; confrontou-se com Júpiter e Neptuno;
apaixona-se por Tétis, filha de Nereu e Dóris; Dóris promete interceder, dadas as ameaças de Adamastor em
conquistar Tétis pelas armas; Tétis aparece e surge a deceção do gigante quando se vê abraçado a um
rochedo, pensando que abraçava a amada; transformação de Adamastor em penedo como castigo de Júpiter.
O Adamastor desaparece, chorando, emocionado com a sua triste sorte – símbolo do domínio dos mares por
parte dos portugueses.
A tempestade e a chegada à Índia (Canto VI, 70-93, plano da Viagem)
Dá-se a aproximação e descrição da tempestade. Entretanto, Vasco da Gama dirige-se à “Divina Guarda”
pedindo clemência e argumentando que aquela é uma viagem ao serviço de Deus “Se este nosso trabalho não
Te ofende,/ Mas antes Teu serviço só pretende?” (est. 82, vv.7 e 8).
Vénus intercede, mandando as Ninfas enfeitarem-se e irem ao encontro dos ventos, que, perante a sua beleza,
logo desfalecem: “À vista delas, logo lhe falecem/ As forças com que dantes pelejaram” (est. 88, vv.1 a 3).
Pela manhã, avistam a Índia. Vasco da Gama agradece a Deus.
Velho do Restelo (Canto IV, 90-104, plano da Viagem)
Este episódio conta a história de um ancião que decide se manifestar contra a viagem dos navegantes
portugueses no momento em que eles se despedem dos seus familiares que estão no Porto de Belém. O velho
assume um discurso no qual condena o povo português pela sua ambição, busca por poder, cobiça e fama, o
que faz da aventura dos portugueses uma aventura completamente insana.
Para a épica camoniana d’ Os Lusíadas, o Velho do Restelo é uma importante personagem que traz consigo a
mentalidade feudal que, por muitos anos, fez parte dos portugueses. Essa mentalidade é contra as grandes
navegações e pensa apenas nos interesses burgueses e monárquicos. Ela representa todos aqueles que se
opunham à louca aventura da Índia e preferiam a guerra santa no Norte de África.
Ilha dos Amores (Cantos IX e X, Plano mitológico)
As Ninfas oferecem um banquete aos portugueses. Após uma invocação do poeta a Calíope, uma ninfa faz
profecias sobre as futuras vitórias dos portugueses no Oriente. Tétis conduz Vasco da Gama ao cume de um
monte para lhe mostrar a Máquina do Mundo e indicar nela os lugares onde chegará o império português. Os
portugueses despedem-se e regressam a Portugal.
O poeta termina, lamentando-se pelo seu destino infeliz de poeta incompreendido por aqueles a quem canta e
exortando o Rei D. Sebastião a continuar a glória dos Portugueses.
Algumas figuras de estilo usadas por Luís de Camões
Aliteração. Repetição de um ou mais sons consonânticos para intensificar e aumentar a expressividade: "Sois
senhor superno" (I, 10).
Anáfora. Repetição de uma palavra ou de uma expressão: "Vistes que, com grandíssima ousadia/ Vistes
aquela insana fantasia/ Vistes, e ainda vemos cada dia" (VI, 29).
Antítese. Confronto de dois elementos ou ideias opostas, no intuito de reforçar a mensagem: "Tanto de meu
estado me acho incerto,/Que em vivo ardor tremendo estou frio".
Apóstrofe. Apelo do autor, através de interrupções, invocando pessoas ausentes, coisas ou ideias sob forma
exclamativa "E tu, nobre Lisboa, que no mundo" (III, 57).
Comparação. Aproximação entre dois termos ou expressões através de uma partícula comparativa (como):
"Bem como paciente e mansa ovelha (III, 131).
Eufemismo. Expressão que atenua ou modifica o sentido violento, mau ou desonesto da narrativa: "Tirar Inês
ao mundo determina," (III, 23).
Hipérbato. Inversão violenta da posição dos membros de uma frase:"os duros/Casos que Adamastor contou,
futuros" (V, 60).
Hipérbole. Exagero de qualquer realidade para a tornar mais saliente: "Que a vivos medo, e a mortos faz
espanto" (III, 103).
Ironia. Exprime o contrário do que as palavras ou frases significam: "Oulá, Veloso amigo, aquele outeiro
(...)/Por me lembrar que estáveis cá sem mim;" (V, 35).
Metáfora. Comparação abreviada, implícita e sem a partícula “como”: "Tomai as rédeas (governai) vós do
reino vosso:" (I, 15).
Onomatopeia. Representação auditiva ou visual pelos sons das palavras: tentativa de imitação dos ruídos
naturais através dos fonemas da linguagem: "Polas concavidades retumbando" (III, 107).
Perífrase. Expressão por diversas palavras daquilo que se poderia dizer mais concisamente ou apenas por
uma palavra "Pelo neto gentil do velho Atlante" (=Mercúrio) (I, 20).
Personificação. Atribuição de qualidades, atributos e impulsos humanos a seres inanimados e a animais
irracionais "Os altos promontórios o choraram" (III, 84).
Sinédoque - Consiste em tomar o todo pela parte e a parte pelo todo, o plural pelo singular ou o singular pelo
plural "Que da Ocidental praia Lusitana" (=Portugal) (I,1).

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Os Lusíadas de Camões

  • 1. Os Lusíadas, de Luís de Camões Dedicada a D. Sebastião, a obra Os Lusíadas (1572) canta a glória do povo português, “o peito ilustre lusitano”, durante a época dos Descobrimentos. O que é uma epopeia? Esta palavra, de origem grega, significa canto e é uma narrativa, geralmente em verso, que conta (canta) os feitos grandiosos de um herói, que pode ser individual (Ulisses – em Odisseia - e Aquiles – em Ilíada, ambas de Homero) ou coletivo (os portugueses – o povo português – em Os Lusíadas). Estes heróis ficam imortalizados através da narração dos seus sucessos gloriosos. Estrutura Estrutura externa. Os Lusíadas estão divididos em dez cantos, cada um deles com um número variável de estrofes, que, no total, somam 1102. Essas estrofes são todas oitavas (têm oito versos) decassilábicas (cada verso tem dez sílabas métricas), obedecendo ao esquema rimático “abababcc” (rima cruzada, nos seis primeiros versos, e emparelhada, nos dois últimos). Estrutura interna. A obra é constituída por quatro partes: – Proposição. O poeta começa por declarar aquilo que se propõe fazer, indicando de forma sucinta o assunto da sua narrativa: propõe-se tornar conhecidos os navegadores que tornaram possível o império português no oriente, os reis que promoveram a expansão da Fé e do Império, bem como todos aqueles que se tornam dignos de admiração pelos seus feitos (Canto I, estrofes 1-3); – Invocação. O poeta dirige-se às Tágides (ninfas do Tejo), para lhes pedir o estilo e eloquência necessários à execução da sua obra. Um assunto tão grandioso exigia um estilo elevado, havendo necessidade de solicitar o auxílio das entidades protetoras dos artistas (Canto I, estrofes 4 e 5); – Dedicatória. É a parte em que o poeta oferece a sua obra ao rei D. Sebastião (Canto I, estrofes 6-18). – Narração — O poeta canta os feitos dos portugueses, tendo como ação central a viagem de Vasco da Gama à Índia. A par desta, surge a narração da História de Portugal. A narração constitui o núcleo fundamental da epopeia, através da qual o poeta procura concretizar aquilo que se propôs fazer na Proposição. Surge in media res, já durante a viagem (característica da epopeia clássica). A narração desenvolve-se em quatro planos diferentes, mas estreitamente articulados entre si: – Plano da viagem. A ação central do poema é a viagem de Vasco da Gama; – Plano da História de Portugal. O objetivo de Camões era enaltecer o povo português e não apenas um ou alguns dos seus representantes mais ilustres; – Plano mitológico ou Maravilhoso (conflito entre os deuses pagãos). Camões imaginou um conflito entre os deuses pagãos: Baco opõe-se à chegada dos Portugueses à Índia, pois receia que o seu prestígio seja colocado em segundo plano pela glória dos portugueses, enquanto Vénus, apoiada por Marte, os protege. O maravilhoso tem uma função simbólica: esta intriga dos deuses reflete indiretamente as dificuldades que os portugueses tiveram que vencer e inculca a ideia de que os portugueses eram seres predestinados para estas façanhas do destino e que os próprios deuses o desejavam; – Plano das considerações do poeta. Por vezes, normalmente em final de canto, a narração é interrompida para o poeta apresentar reflexões de carácter pessoal sobre assuntos diversos, a propósito dos factos narrados. Resumo dos principais episódios Proposição (Canto I, 1-3) O poeta apresenta o assunto do poema: vai cantar as façanhas guerreiras dos homens que se fizeram heróis devassando o mar, dos reis que dilataram a Fé e o Império e de todos aqueles que se tornaram imortais pelas
  • 2. suas obras. Afirma também que vai cantar a glória do povo português. O poeta acrescenta ainda que os feitos portugueses são mais grandiosos do que aqueles cantados nas epopeias clássicas, pelo que merecem ser exaltados. “As armas e os barões assinalados/ (...) as memórias gloriosas/ Daqueles Reis (...)/ (...) E aqueles (...)/ Se vão da lei da Morte libertando:/ Cantando espalharei por toda parte,/ (...) Que eu canto o peito ilustre Lusitano/ A quem Neptuno e Marte obedeceram.” Neste excerto, encontram-se todos os agentes do engrandecimento da Pátria que o poeta vai cantar. Todos eles são sintetizados na força do povo português, “o peito ilustre Lusitano/”, a quem Neptuno (venceram os mares) e Marte (conquistaram as terras através da guerra) obedeceram. O povo português é tão sublime, tão digno que glória, determinado e corajoso, que até os deuses lhe obedecem. Consílio dos Deuses (Canto I, 20-41, plano mitológico) Enquanto a armada portuguesa navega no oceano, dá-se uma simultaneidade de dois planos. Os deuses são convocados por Mercúrio (o seu mensageiro) e dirigem-se ao Olimpo para decidirem sobre o futuro dos Portugueses no Oriente. Na estrofe 22, temos uma descrição de Júpiter (o pai dos deuses), através da qual vemos o seu destaque, a sua responsabilidade e o seu poder. O pai dos deuses afirma que o Fado (destino) tornará os portugueses superiores aos povos da antiguidade clássica. Enuncia heróis do passado e refere a presente ousadia e persistência portuguesas na demanda de vencer os mares. A sua opinião é que se deve cumprir o Fado, os portugueses devem conseguir chegar à Índia. Os outros deuses vão intervindo, dando as suas opiniões: Baco manifesta-se contra, com receio de perder a sua fama; Vénus pronuncia-se a favor, por gostar dos portugueses, dada a sua semelhança com os romanos; Marte intervém a favor de Vénus, interpelando Júpiter para cumprir com a sua determinação. Júpiter concorda com Marte, pelo que fica decidido que os portugueses serão ajudados a chegar à Índia (de notar a intenção de Camões: os portugueses são tão valorosos que até os deuses estão a seu favor). “Do mar que vê do Sol a roxa entrada” – Perífrase para Oceano Índico, Oriente. Inês de Castro (Canto III, 118-136, plano da História de Portugal) Este é um episódio trágico e lírico. É trágico porque contempla momentos da tragédia clássica: a paixão de Pedro e Inês é um desafio ao poder; a punição e decisão de matar Inês; a piedade presente no discurso de Inês quando tenta demover o rei; a catástrofe (quando se consuma a morte de Inês). É lírico porque o narrador interpela o Amor acusando-o de ser responsável pela tragédia, sendo a inconformidade do “eu” poético expressa ao longo de todo o episódio, bem como a repulsa pela morte de Inês, chorada até pela natureza. Vasco da Gama relata ao rei de Melinde o episódio trágico de Inês de Castro, cujo responsável é o Amor. Descreve-se a vida feliz e tranquila de Inês nos campos do Mondego. O narrador, neste momento, vai introduzindo indícios de que essa felicidade não será duradoura (“Naquele engano de alma, ledo e cego”, est. 120, v.3). Inês inicia a sua defesa, apelando à piedade do rei através: dos animais que se humanizam ao cuidar de crianças; da afirmação da sua inocência; do respeito devido às crianças; do apelo ao desterro. D. Afonso IV decide a morte de Inês. Contudo, tendo-a na sua presença, vacila, mas as razões do reino levam-no a prosseguir. A determinação do rei mantém-se. Inês é executada. O narrador vê a morte de Inês como uma atrocidade. Afirma que a própria natureza chora Inês. “Tu, só tu, puro Amor,” – Apóstrofe Batalha de Aljubarrota (Canto IV, 28-45, plano da História de Portugal) Após o sinal da trompeta (est. 28), dá-se a descrição da batalha: D. Nuno Álvares Pereira defronta os seus irmãos que lutam por Castela, o que leva a uma reflexão sobre traição (est. 32 e 33) – põe em evidência a lealdade e o patriotismo e confere maior dramatismo à descrição, realçando a figura de Nuno Álvares (objetivo de Camões).
  • 3. Através do discurso de D. João I, incitando ao combate, o ânimo dos soldados cresce e os chefes castelhanos começam a perecer. D. João festeja a vitória e os castelhanos deixam de oferecer resistência, uns morrem e outros fogem (incluindo o próprio rei). “Já pelo espesso ar os estridentes/ Farpões, setas e vários tiros voam;” – Aliteração – em –s e –r. Despedidas de Belém (Canto IV, 83-89, plano da Viagem) Os que partem – referência ao estímulo dado pelo rei aos marinheiros; Vasco da Gama refere o entusiasmo de marinheiros e soldados nesta demanda; orações de despedida. Os que ficam – A gente da cidade deixa transparecer saudade e tristeza; os mais chegados revelam a sua tristeza (os homens com “suspiros”; as mulheres, as mães, as esposas e as irmãs “cum choro piadoso”). “De ser do Olimpo estrelas” – Metáfora para se tornarem imortais. Grandeza épica – os navegadores tinham consciência do perigo mas, mesmo assim, enfrentaram os obstáculos. A verdadeira coragem só aparece perante o medo (mais uma vez, a exaltação do povo português) Adamastor (Canto V, 39-60, plano mitológico) O Adamastor é um dos episódios mais significativos da obra, pela inter-relação dos planos da narração e pela sua simbologia. Pertence ao plano da Viagem – “aquele oculto e grande Cabo” -, como figura mitológica, pertence ao plano mitológico e faz profecias dos acontecimentos futuros de Portugal, logo, pertence também ao plano da História de Portugal. Simbolicamente, este episódio representa os perigos do mar, perigos esses que os portugueses enfrentaram e ultrapassaram, assemelhando-se, pela grandeza, ao próprio gigante. Este episódio, por isso mesmo, adquire uma dimensão épica. Aparecimento e descrição do Adamastor – figura gigantesca que surge no mar numa atitude ameaçadora, deixando os marinheiros completamente paralisados “Arrepiam-se as carnes e o cabelo, / A mi e a todos, só de ouvi-lo e vê-lo!”(est. 49, vv. 7 e 8). As profecias: o gigante começa o seu discurso elogiando os portugueses. Depois, profetiza dificuldades futuras na passagem do Cabo. A história do Adamastor: era um dos filhos do Céu e da Terra; confrontou-se com Júpiter e Neptuno; apaixona-se por Tétis, filha de Nereu e Dóris; Dóris promete interceder, dadas as ameaças de Adamastor em conquistar Tétis pelas armas; Tétis aparece e surge a deceção do gigante quando se vê abraçado a um rochedo, pensando que abraçava a amada; transformação de Adamastor em penedo como castigo de Júpiter. O Adamastor desaparece, chorando, emocionado com a sua triste sorte – símbolo do domínio dos mares por parte dos portugueses. A tempestade e a chegada à Índia (Canto VI, 70-93, plano da Viagem) Dá-se a aproximação e descrição da tempestade. Entretanto, Vasco da Gama dirige-se à “Divina Guarda” pedindo clemência e argumentando que aquela é uma viagem ao serviço de Deus “Se este nosso trabalho não Te ofende,/ Mas antes Teu serviço só pretende?” (est. 82, vv.7 e 8). Vénus intercede, mandando as Ninfas enfeitarem-se e irem ao encontro dos ventos, que, perante a sua beleza, logo desfalecem: “À vista delas, logo lhe falecem/ As forças com que dantes pelejaram” (est. 88, vv.1 a 3). Pela manhã, avistam a Índia. Vasco da Gama agradece a Deus. Velho do Restelo (Canto IV, 90-104, plano da Viagem) Este episódio conta a história de um ancião que decide se manifestar contra a viagem dos navegantes portugueses no momento em que eles se despedem dos seus familiares que estão no Porto de Belém. O velho assume um discurso no qual condena o povo português pela sua ambição, busca por poder, cobiça e fama, o que faz da aventura dos portugueses uma aventura completamente insana. Para a épica camoniana d’ Os Lusíadas, o Velho do Restelo é uma importante personagem que traz consigo a mentalidade feudal que, por muitos anos, fez parte dos portugueses. Essa mentalidade é contra as grandes navegações e pensa apenas nos interesses burgueses e monárquicos. Ela representa todos aqueles que se opunham à louca aventura da Índia e preferiam a guerra santa no Norte de África.
  • 4. Ilha dos Amores (Cantos IX e X, Plano mitológico) As Ninfas oferecem um banquete aos portugueses. Após uma invocação do poeta a Calíope, uma ninfa faz profecias sobre as futuras vitórias dos portugueses no Oriente. Tétis conduz Vasco da Gama ao cume de um monte para lhe mostrar a Máquina do Mundo e indicar nela os lugares onde chegará o império português. Os portugueses despedem-se e regressam a Portugal. O poeta termina, lamentando-se pelo seu destino infeliz de poeta incompreendido por aqueles a quem canta e exortando o Rei D. Sebastião a continuar a glória dos Portugueses. Algumas figuras de estilo usadas por Luís de Camões Aliteração. Repetição de um ou mais sons consonânticos para intensificar e aumentar a expressividade: "Sois senhor superno" (I, 10). Anáfora. Repetição de uma palavra ou de uma expressão: "Vistes que, com grandíssima ousadia/ Vistes aquela insana fantasia/ Vistes, e ainda vemos cada dia" (VI, 29). Antítese. Confronto de dois elementos ou ideias opostas, no intuito de reforçar a mensagem: "Tanto de meu estado me acho incerto,/Que em vivo ardor tremendo estou frio". Apóstrofe. Apelo do autor, através de interrupções, invocando pessoas ausentes, coisas ou ideias sob forma exclamativa "E tu, nobre Lisboa, que no mundo" (III, 57). Comparação. Aproximação entre dois termos ou expressões através de uma partícula comparativa (como): "Bem como paciente e mansa ovelha (III, 131). Eufemismo. Expressão que atenua ou modifica o sentido violento, mau ou desonesto da narrativa: "Tirar Inês ao mundo determina," (III, 23). Hipérbato. Inversão violenta da posição dos membros de uma frase:"os duros/Casos que Adamastor contou, futuros" (V, 60). Hipérbole. Exagero de qualquer realidade para a tornar mais saliente: "Que a vivos medo, e a mortos faz espanto" (III, 103). Ironia. Exprime o contrário do que as palavras ou frases significam: "Oulá, Veloso amigo, aquele outeiro (...)/Por me lembrar que estáveis cá sem mim;" (V, 35). Metáfora. Comparação abreviada, implícita e sem a partícula “como”: "Tomai as rédeas (governai) vós do reino vosso:" (I, 15). Onomatopeia. Representação auditiva ou visual pelos sons das palavras: tentativa de imitação dos ruídos naturais através dos fonemas da linguagem: "Polas concavidades retumbando" (III, 107). Perífrase. Expressão por diversas palavras daquilo que se poderia dizer mais concisamente ou apenas por uma palavra "Pelo neto gentil do velho Atlante" (=Mercúrio) (I, 20). Personificação. Atribuição de qualidades, atributos e impulsos humanos a seres inanimados e a animais irracionais "Os altos promontórios o choraram" (III, 84). Sinédoque - Consiste em tomar o todo pela parte e a parte pelo todo, o plural pelo singular ou o singular pelo plural "Que da Ocidental praia Lusitana" (=Portugal) (I,1).