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SEMANA DE ARTE
MODERNA
1922
BRASIL
PROFº BIM
ANTECEDENTES DA S.A.M
 1912: chegada de Oswald
de Andrade da europa com
(ideias) cubistas e
futuristas.
 Afirmou: “ estamos
atrasados 50 anos em
cultura, chafurdados
ainda em pleno
parnasianismo.”
 Romper com a arte
formal,cheia de regras.
1913: EXPOSIÇÃO DE LASAR SEGALL.
LASAR SEGALL
 INTERIOR DE INDIGENTES
 PERFIL DE ZULMIRA
1917: EXPOSIÇÃO DE ANITA MALFATTI
 Causa o 1º confronto aberto
entre o velho Monteiro
Lobato e a artista, em um
artigo para o jornal.
 Depois das críticas ela
recuou do projeto ousado,
ainda participou da
semana de arte
moderna,mas os
modernistas foram se
afastando dela.
 A BOBA
 A ESTUDANTE
 (1915-1916)
 O homem de sete cores,
1915-16.
PROVOCARAM GRANDE IMPACTO
 "Mulher de Cabelos Verdes" (1915-16)
 O JAPONÊS
 “Há duas espécies de artistas.
Uma composta dos que vêem
normalmente as coisas(..) A outra
espécie é formada pelos que vêem
anormalmente a natureza e
interpretam-na à luz de teorias
efêmeras, sob a sugestão
estrábica de escolas rebeldes,
surgidas cá e lá como furúnculos
da cultura excessiva. (...) Embora
eles se dêem como novos,
precursores de uma arte a vir,
nada é mais velho do que a arte
anormal ou teratológica: nasceu
com a paranoia e com a
mistificação.(...) 
1920: EXIBIÇÃO DA MAQUETE DA
OBRA “MONUMENTO AS
BANDEIRAS” DE
VICTOR BRECHERET
SEMANA DE ARTE MODERNA
 Ocorreu na cidade de São Paulo entre os dias 11 e 18 de
fevereiro de 1922. Tendo como palco o
 Teatro Municipal de São Paulo;
 Marco inicial do modernismo no Brasil.
A SEMANA DE ARTE MODERNA DE
1922,
 Teve como principal propósito
renovar, transformar o
contexto artístico e cultural
urbano, tanto na literatura,
quanto nas artes plásticas, na
arquitetura e na música.
 Criar uma arte essencialmente
brasileira , embora em sintonia
com as novas tendências européias,
(AS VANGUARDAS) essa era
basicamente a intenção dos
modernistas.
Capa de
Di Cavalcanti
para o Catálogo da Exposição.
 Durante uma semana a cidade entrou em plena
ebulição cultural, sob a inspiração de novas
linguagens, de experiências artísticas, de uma
liberdade criadora sem igual, com o consequente
rompimento com o passado. Novos conceitos foram
difundidos e despontaram talentos como:
 Mário e Oswald de Andrade na literatura.
  Víctor Brecheret na escultura.
 Anita Malfatti na pintura.
 A nova geração intelectual brasileira sentiu a
necessidade de transformar os antigos conceitos do
século XIX. Embora o principal centro de insatisfação
estética seja, nesta época, a literatura,
particularmente a poesia, movimentos como:
 Futurismo
 Cubismo
 Expressionismo
 começavam a influenciar os artistas brasileiros. Anita
Malfatti trazia da Europa,experiências vanguardistas
que marcaram intensamente o trabalho desta jovem,
que em 1917 realizou a que ficou conhecida como a
primeira exposição do Modernismo brasileiro.
 O movimento modernista surgiu em um contexto repleto de
agitações políticas, sociais, econômicas e culturais.
 Em meio a este redemoinho histórico surgiram as
vanguardas artísticas e linguagens liberadas de regras e de
disciplinas.
 A Semana, como toda inovação, não foi bem acolhida pelos
tradicionais paulistas, e a crítica não poupou esforços para
destruir suas ideias, em plena vigência da República Velha,
encabeçada por oligarcas do café e da política conservadora
que então dominava o cenário brasileiro.
 A elite, habituada aos modelos estéticos europeus mais
arcaicos, sentiu-se violentada em sua sensibilidade e
afrontada em suas preferências artísticas.
CONTEXTO HISTÓRICO
 Surgimento da burguesia industrial ,principalmente em
São Paulo.
 Aumento do número de imigrantes europeus,
principalmente os italianos.
 Descontentamento da burguesia industrial com a
política voltada para a produção e a exportação apenas
do café.
 (política do café com leite).
INFLUÊNCIAS
 Vanguardas: movimento formado por grupos de
pessoas, que por seus conhecimentos ou por uma
tendência natural, são precursores,pioneiros em
determinado movimento artístico ou científico.
 Cubismo: geometria
 Futurismo: um novo olhar
 Expressionismo: impacto
 Fauvismo: o poder das cores
 Dadaísmo: destruidor
 Surrealismo: o irreal
 O movimento teve início 5 anos antes da semana de
arte moderna com a exposição de Anita Malfatti, que
conheceu a arte de vanguarda na europa e nos
estados unidos.
 depois de 1922, tornou-se fonte de várias tendências.
 O principal legado da Semana de Arte Moderna foi
libertar a arte brasileira da reprodução nada
criativa de padrões europeus, e dar início à
construção de uma cultura essencialmente nacional.
OS PERSONAGENS
O CATÁLOGO DA SEMANA APRESENTA
NOMES COMO OS DE:
 Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Yan de Almeida Prado,
John Graz, Oswaldo Goeldi, entre outros, na Pintura e
no Desenho;
 Victor Brecheret, Hildegardo Leão Velloso e Wilhelm
Haarberg, na Escultura;
 Antonio Garcia Moya e Georg Przyrembel, na
Arquitetura.
 Entre os escritores encontravam-se Mário e Oswald de
Andrade, Menotti Del Picchia, Sérgio Milliet, Plínio
Salgado, e outros mais.
 A música estava representada por autores consagrados,
como Villa-Lobos, Guiomar Novais, Ernani Braga e
Frutuoso Viana.
O EVENTO
 Graça Aranha aderiu ao
movimento e abre a semana
com um poema.
 conferências dos artistas.
 recitais.
 exposições de arte.
 leitura.
 Convenções
 apresentação do novo projeto
da arte.
“ É preciso que se saiba
que nos manicômios
se produzem poemas,
partituras, quadros e
estátuas, e que essa
arte de doidos tem o
mesmo característico
da arte dos futuristas e
cubistas que andam
soltos por aí ’’.
Jornal do Comércio
fevereiro de 1922
“ Foi como se esperava, um notável fracasso a récita
de ontem na pomposa Semana de Arte Moderna,
que melhor e mais acertadamente deveria chamar-
se Semana de Mal – às artes’’.
Jornal Folha da Noite
fevereiro de 1922
“ As colunas da secção livre deste jornal estão à
disposição de todos aqueles que, atacando a
Semana de Arte Moderna, defendam o nosso
patrimônio artístico’’.
Jornal O Estado de São Paulo
fevereiro de 1922
IDEIAS LANÇADAS DURANTE A SEMANA DE 22
A FORMA DE PENSAR TEVE CONSEQUÊNCIAS .
REVISTAS DE ARTE:
 KLAXON (SP)
 A FESTA (RJ)
 A REVISTA (BELO HORIZONTE)
MANIFESTOS:
 PAU-BRASIL
 ANTROPÓFAGO OU ANTROPOFÁGICO
 VERDE-AMARELO
 ANTA
 MOSTRAM AS IDEIAS E A NOVA FORMA DE PENSAR DOS
ARTISTAS BRASILEIROS.
CARACTERÍSTICAS
 Desintegração do passado: que não importa mais.
 Atualização intelectual: Vanguardas
 Pesquisa: aprofundamento da nossa cultura.
 Criação estética: renovação,inovações e mistura.
 Consciência nacional: arte brasileira
O QUE PRETENDIAM OS
MODERNISTAS?
 A Semana de Arte Moderna ocorreu em uma época cheia de
turbulências políticas, sociais, econômicas e culturais. As
novas vanguardas estéticas surgiam e o mundo se espantava
com as novas linguagens desprovidas de regras.
 Alvo de críticas e em parte ignorada, a Semana não foi bem
entendida em sua época.
 A Semana de Arte Moderna se encaixa no contexto da
República Velha, controlada pelas oligarquias cafeeiras e
pela política do café com leite.
 O capitalismo crescia no Brasil, consolidando a República e a
elite paulista, esta totalmente influenciada pelos padrões
estéticos europeus mais tradicionais.
 Seu objetivo era renovar o ambiente artístico e cultural da
cidade com um ponto de vista rigorosamente atual.
TARSILA DO AMARAL 1886-1973
 Iniciou nas artes aos 30
anos.
 Não participou da
semana de arte
moderna ,pois estava
em Paris.
 voltou ao Brasil em
junho de 1922, entrou
em contato com os
modernistas.
 1ºfase: “Pau-Brasil”,
geometrização cubista.
 Tarsila e Oswald
casaram-se em 1926.
ABAPOROU 1928
 Tarsila deu a Oswald o
Abaporou de presente, que
significa em língua
indígena,“ANTROPÓFAGO”.
 Ele ficou tão impressionado
com a tela que, a partir
dela, criou toda uma teoria
de antropofagia cultural,
lançada em 1928.
CARACTERÍSTICAS DA PINTURA
ANTROPOFÁGICA
 Gigantismo, violenta deformação, pureza cromática, redução
da palheta a alguns tons essenciais, despojamento da
composição por um lado e por outro apelo fantástico, ao
mágico e ao onírico.
 Essa fase durou apenas de 1928 e 1929.
 Nos anos 30, ela pintou temas sociais, como
operários(1933).
 Antropofagia é um ato ritual de comer uma parte ou
várias partes de um ser humano. Os povos que praticavam a
antropofagia a faziam pensando que, assim, iriam adquirir
as habilidades e força das pessoas que comiam e a sua
virilidade. 
TARSILA DO AMARAL, ANTROPOFAGIA, 1929,
ÓLEO SOBRE TELA.
OPERÁRIOS(1933)
FLÁVIO DE CARVALHO(1899-1973)
ARQUITETO
MODERNISMO NO RIO
 ISMAEL NERY
1900-1934, SUAS
OBRAS
INFLUENCIARAM
DI CAVALCANTI,
PRECUSSOR DO
SURREALISMO
NO BRASIL.
 O ENCONTRO 1928
CÍCERO DIAS 1908-2003
 Residiu em Paris e
interessou-se pelo
surrealismo.
 A partir de 1945
pioneiro na arte
abstrata no Brasil.
 Nos anos 1960, voltou á
pintura figurativa.
OSWALDO GOELDI 1895-1961
 Gravador e desenhista.
 influenciado por Edward
Munch, é considerado
pioneiro do expressionismo
no Brasil.
 A presença de Oswaldo
Goeldi na semana foi
anunciada em jornais, mas,
ao que tudo indica, ele não
participou.
Goeldi representa uma outra
vertente do modernismo
brasileiro, de forte influência
expressionista
EMILIANO DI CAVALCANTI 1897-1976
 Criou o cartaz e expôs 12
obras.
 Depois de 1922 viajou para
Europa e conviveu com
artistas como Picasso,
Lérger, Braque, Matisse,
dentre outros.
 É dessa época o interesse
pelas mulatas brasileiras,
que marcariam sua obra.
Cinco moças de Guaratingueta
1930 " Samba " 1925
AS MULATAS
DI CAVALCANTI
LASAR SEGALL 1891-1957
RETRATO DE MÁRIO DE
ANDRADE 1927. Bananal 1927
FOTOGRAFIA
PIERRE VERGER.
Autorretrato, 1952. PIERRE VERGER 1902-1996
LIVROS
 “Pauliceia desvairada” , entrou para a História como o
livro central da poesia modernista, em que Mário de
Andrade defende a liberdade e a polifonia.
 Seis anos depois, já a partir de suas pesquisas sobre o
folclore, Mário escreve “Macunaíma, o herói sem
nenhum caráter”, em que a polifonia se evidencia na
linguagem e na narrativa, na busca do que o escritor
denominava “entidade nacional”.
 Nas leituras da obra ao longo dos anos, o anti
 herói — interpretado por Grande Otelo e Paulo José
no filme homônimo de Joaquim Pedro de Andrade
(1969) — se tornou, de forma caricata, retrato do
brasileiro malandro. 

Três anos depois de “Pauliceia desvairada”, Oswald de
Andrade publicava “Pau-Brasil”. O livro foi um
desdobramento de seu “Manifesto da Poesia Pau-
Brasil”, que chamava os modernistas à criação de uma
“poesia de exportação”, em 1924.
APÓS A SEMANA DE ARTE
MODERNA
MURALISMO NO MÉXICO: DIEGO RIVERA,OROZCO E DAVID
SIQUEIROS.
NO BRASIL INFLIÊNCIOU, DI CAVALCANTI E PORTINARI.
MURALISMO
 O Muralismo é um movimento artístico que surgiu no
México, no início do século XX, criado por um grupo de
intelectuais pintores mexicanos, após a Revolução
Mexicana, reforçado pela grande depressão e pela
primeira guerra mundial.
DIEGO RIVERA
JOSÉ CLEMENTE OROZCO (1883–
1949)
DAVID ALFARO SIQUEIROS
PORTINARI 1903-1962
PALHAÇINHOS NA GANGORRA
O MESTIÇO
RETIRANTES, DE POTINARI
MASP SÃO PAULO
CAFÉ 1935
CÂNDIDO PORTINARI
CÂNDIDO PORTINARI
MURAL GUERRA E PAZ.
 Guerra e Paz são dois painéis de,
aproximadamente, 14 x 10 m cada um
produzidos pelo pintor brasileiro  Cândido
Portinari , entre 1952 e 1956 .
 Os painéis foram encomendados pelo governo
brasileiro  para presentear a sede da
organização das Nações Unidas (ONU) em 
Nova York , mas antes de partirem, em 1956,
foram expostos numa cerimônia no  Teatro
Municipal do Rio de Janeiro , que contou com a
presença do então Presidente  Juscelino
Kubitschek.
GUERRA E PAZ
PORTINARI
ARQUITETURA MODERNISTA
 Em 1929 Le Corbusier (1887-1965) visitou pela 1º vez o Brasil onde
conheceu jovens arquitetos como:
 Lucio Costa (1902-1998)
 Oscar Niemeyer (1907-2012)
 O contato com Le Corbusier foi decisivo para o desenvolvimento da
arquitetura moderna no Brasil, de um lado as controvérsias em torno do
projeto e o extremo impacto obtido pelo resultado final serviram de
plataforma para a divulgação de ideias, formas e estéticas dessa nova
arquitetura.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E SAÚDE (ATUAL
PALÁCIO CAPANEMA), RIO DE JANEIRO. LÚCIO COSTA
E EQUIPE.
ED. BRISTOL, LARANJEIRAS, PROJETO DE LUCIO
COSTA
OSCAR NIEMEYER PAMPULHA. IGREJA DE SÃO FRANCISCO
DE ASSIS
BELO HORIZONTE
OSCAR NIEMEYER ED. COPAN, SÃO PAULO
OSCAR NIEMEYER / A CONSTRUÇÃO DE
BRASILIA
PLANO PILOTO DE BRASÍLIA, PROJETADO
PELO URBANISTA LÚCIO COSTA.
OSWALD DE ANDRADE
 Oswald de Andrade (1890-1954) foi o mais
transgressor e experimental dos modernistas,
autor de irônicos discursos e artigos de ataque
aos “passadistas”, nos meses próximos à
Semana de 1922, da qual foi um dos
idealizadores. “A alegria é a prova dos nove”,
declarou no “Manifesto Antropófago” de 1928,
que defendia de forma poética uma língua
brasileira e a metáfora do canibalismo do índio
que deglute o estrangeiro. Era a ideia de
antropofagia como caminho para a cultura
brasileira, reaproriada pela Tropicália nos anos
1960.
ANITA MALFATTI
 Em 1917, depois de estudar pintura em Berlim
— onde teve contato com o expressionismo
alemão — e Nova York, Anita Malfatti (1889-
1964) fez a primeira exposição no país a se
autodenominar “moderna”. A mostra entrou
para a História pela crítica feroz de Monteiro
Lobato, que condenou sua “arte caricatural”
tipicamente europeia, vinculando-a à
perturbação mental. Já para Oswald de
Andrade, sua pintura causava “impressão de
originalidade e de diferente visão”. Cinco anos
depois, Anita foi uma das principais atrações
da exposição que abriu a Semana de Arte
Moderna, com telas como “O homem amarelo”,
“A estudante russa” e “A ventania”. A maior
parte dessas obras, no entanto, era de anos
anteriores, porque em 1922 Anita já tinha
voltado à pintar de forma mais convencional.
MÁRIO DE ANDRADE
 Um dos principais articuladores da
Semana, Mário de Andrade (1893-
1945) foi um teórico central do
modernismo brasileiro. O prefácio de
“Pauliceia desvairada”, publicado pouco
depois da Semana, inspirou a fase
inicial do movimento. A pesquisa
folclórica e a linguagem inventiva de
“Macunaíma” (1928) definiram o lugar
que o modernismo ocupa até hoje no
imaginário nacional. Nas décadas
seguintes, foi interlocutor de autores
das novas gerações, como Drummond e
Sabino, e publicou trabalhos
importantes sobre música tradicional
brasileira.
MENOTTI DEL PICCHIA
 Publicado em 1917, o poema “Juca
Mulato”, de Menotti del Picchia (1892-
1988) chamou atenção por mesclar
formas clássicas, disposição gráfica
ousada e temas nacionais. Em 1922,
teve atuação incendiária na Semana,
com uma palestra sobre estética
modernista que recebeu aplausos
entusiasmados e vaias indignadas. Mais
tarde, alinhou-se a um ramo
nacionalista do movimento, o “verde-
amarelismo”, com Cassiano Ricardo e
Plinio Salgado (que também participou
da Semana e, em 1932, fundou a Ação
Integralista Brasileira, de extrema-
direita).
HEITOR VILLA-LOBOS
 Se a Semana de 1922 foi um evento de São
Paulo, sua grande estrela foi um carioca.
Convocado pelos modernistas paulistas em
viagem ao Rio, Heitor Villa-Lobos (1887-
1959) teve 20 composições interpretadas nos
três dias de programação, e um dia todo
dedicado a ele, único compositor brasileiro na
Semana. Foi aplaudido e também vaiado,
pela estranheza causada pelos tambores e
instrumentos populares de congado
incorporados à orquestra. Mais do que a
participação intensiva na semana, a
importância do maestro para o modernismo
brasileiro está na criação de uma linguagem
própria na música nacional, unindo
elementos de músicas folclóricas e indígenas
já no fim dos anos 1910.
VICTOR BRECHERET
 Nascido Vittorio em Farnese, na Itália, Victor
Brecheret (1894-1955) foi adotado pelo grupo
modernista como o “Rodin brasileiro”, o
representante da escultura na exposição da
Semana de Arte Moderna de 1922. Na década de
1910, Brecheret estudou artes no Liceu de Artes
e Ofícios, orgulho da São Paulo que se
modernizava, e depois em Roma. De volta à
capital paulista, o artista se destacou num
ambiente de poucas experimentações na
escultura. Em 1954, o desbravamento do país
pelos bandeirantes, tão valorizado pelos
modernistas paulistas, foi retratado por
Brecheret na obra “Monumento às bandeiras”, no
Parque do Ibirapuera, nas comemorações dos 400
anos de São Paulo.
DI CAVALCANTI
 Foi de Emiliano Di Cavalcanti (1897-1976) a
ideia da realização de uma Semana de Arte
Moderna em São Paulo — é o que conta a maior
parte das versões de uma história repleta delas.
Naquele momento, ele era um artista diferente
daquele que se tornaria célebre com a pintura de
paisagens brasileiras, retratos de mulatas e
preocupação social. Di Cavalcanti apresentou
sobretudo desenhos e pastéis na exposição da
Semana de 1922, além de ter sido o autor de seu
cartaz e da capa do catálogo com a programação.
Em seus anos mais experimentais, Di criou
ilustrações para revistas modernistas como a
“Klaxon” e para livros como “Carnaval”, obra de
Manuel Bandeira cujo poema “Os sapos” foi lido
durante a Semana e chocou parte da plateia.
 "Contra todos os importadores de consciência
enlatada."
 ANDRADE, Oswald de. "Manifesto antropófago".
"Revista de Antropofagia", São Paulo, ano I, n. 1,
mai. 1928.
 defendia a apropriação crítica das ideias estrangeiras,
em prol da constituição de uma cultura brasileira.
 Os imigrantes, Portinari Os retirantes fugiram dos
problemas provocados pela seca, pela desnutrição e
pelos altos índices de mortalidade infantil no
Nordeste.
IV. Contribuíram para essa migração a desigualdade
social, no Nordeste.
 considerada Patrimônio da Humanidade pela Unesco,
porque o Plano Piloto de Brasília concretizava os
princípios do
 urbanismo modernista internacional.
 O movimento modernista de 1922, iniciado com a
semana da "Arte Moderna" em São Paulo, foi muito
importante para as novas concepções artísticas e
intelectuais do Brasil e caracterizou-se como :
 a) movimento intelectual e artístico organizado pela
jovem intelectualidade brasileira, que rompeu com a
repressão ideológica dominante nas artes, com o
objetivo de rever a cultura do país e valorizar, através
das artes em geral, componentes nacionais e
autenticamente brasileiros.
 Sobre este quadro, "A Negra", pintado por
Tarsila do Amaral em 1923, é possível
afirmar que
 estava relacionado a uma visão mais ampla
de nacionalização das formas de expressão
cultural, inclusive da pintura.
 Como proposta de mudança para a Arte do século XX,
ao se aceitarem as influências estrangeiras, sem se
menosprezar a identidade nacional, e sim reforçando-
a, retoma-se a proposta da antropofagia como
“ferramenta” na elaboração da verdadeira cultura
nacional.
 Portinari,imigrantes familia a postura de
engajamento e crítica social.
 Sofreu influencias de muralismo mexicano,
expressionismo e cubismo.
 Brasilia, . O projeto urbano e arquitetônico
modernista de construção da nova cidade correspondia
à utopia política modernizadora de um futuro
grandioso para o Brasil, em consonância com a teoria
econômica do desenvolvimentismo.
A nova cidade, no meio do cerrado do Planalto
Central, buscava ser o novo centro de integração da
vida nacional e um estímulo à ocupação do Centro-
Oeste.
IV. O projeto urbanístico da nova cidade tinha um
desenho inovador e era uma promessa de campanha
do Presidente quando ainda Governador de Minas
Gerais, estado cuja capital também tinha nascido
como uma capital administrativa planejada.

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  • 2.
  • 3.
  • 4. ANTECEDENTES DA S.A.M  1912: chegada de Oswald de Andrade da europa com (ideias) cubistas e futuristas.  Afirmou: “ estamos atrasados 50 anos em cultura, chafurdados ainda em pleno parnasianismo.”  Romper com a arte formal,cheia de regras.
  • 5. 1913: EXPOSIÇÃO DE LASAR SEGALL.
  • 6. LASAR SEGALL  INTERIOR DE INDIGENTES  PERFIL DE ZULMIRA
  • 7. 1917: EXPOSIÇÃO DE ANITA MALFATTI  Causa o 1º confronto aberto entre o velho Monteiro Lobato e a artista, em um artigo para o jornal.  Depois das críticas ela recuou do projeto ousado, ainda participou da semana de arte moderna,mas os modernistas foram se afastando dela.  A BOBA
  • 8.  A ESTUDANTE  (1915-1916)  O homem de sete cores, 1915-16.
  • 9. PROVOCARAM GRANDE IMPACTO  "Mulher de Cabelos Verdes" (1915-16)  O JAPONÊS
  • 10.  “Há duas espécies de artistas. Uma composta dos que vêem normalmente as coisas(..) A outra espécie é formada pelos que vêem anormalmente a natureza e interpretam-na à luz de teorias efêmeras, sob a sugestão estrábica de escolas rebeldes, surgidas cá e lá como furúnculos da cultura excessiva. (...) Embora eles se dêem como novos, precursores de uma arte a vir, nada é mais velho do que a arte anormal ou teratológica: nasceu com a paranoia e com a mistificação.(...) 
  • 11. 1920: EXIBIÇÃO DA MAQUETE DA OBRA “MONUMENTO AS BANDEIRAS” DE VICTOR BRECHERET
  • 12.
  • 13. SEMANA DE ARTE MODERNA  Ocorreu na cidade de São Paulo entre os dias 11 e 18 de fevereiro de 1922. Tendo como palco o  Teatro Municipal de São Paulo;  Marco inicial do modernismo no Brasil.
  • 14. A SEMANA DE ARTE MODERNA DE 1922,  Teve como principal propósito renovar, transformar o contexto artístico e cultural urbano, tanto na literatura, quanto nas artes plásticas, na arquitetura e na música.  Criar uma arte essencialmente brasileira , embora em sintonia com as novas tendências européias, (AS VANGUARDAS) essa era basicamente a intenção dos modernistas. Capa de Di Cavalcanti para o Catálogo da Exposição.
  • 15.  Durante uma semana a cidade entrou em plena ebulição cultural, sob a inspiração de novas linguagens, de experiências artísticas, de uma liberdade criadora sem igual, com o consequente rompimento com o passado. Novos conceitos foram difundidos e despontaram talentos como:  Mário e Oswald de Andrade na literatura.   Víctor Brecheret na escultura.  Anita Malfatti na pintura.
  • 16.  A nova geração intelectual brasileira sentiu a necessidade de transformar os antigos conceitos do século XIX. Embora o principal centro de insatisfação estética seja, nesta época, a literatura, particularmente a poesia, movimentos como:  Futurismo  Cubismo  Expressionismo  começavam a influenciar os artistas brasileiros. Anita Malfatti trazia da Europa,experiências vanguardistas que marcaram intensamente o trabalho desta jovem, que em 1917 realizou a que ficou conhecida como a primeira exposição do Modernismo brasileiro.
  • 17.  O movimento modernista surgiu em um contexto repleto de agitações políticas, sociais, econômicas e culturais.  Em meio a este redemoinho histórico surgiram as vanguardas artísticas e linguagens liberadas de regras e de disciplinas.  A Semana, como toda inovação, não foi bem acolhida pelos tradicionais paulistas, e a crítica não poupou esforços para destruir suas ideias, em plena vigência da República Velha, encabeçada por oligarcas do café e da política conservadora que então dominava o cenário brasileiro.  A elite, habituada aos modelos estéticos europeus mais arcaicos, sentiu-se violentada em sua sensibilidade e afrontada em suas preferências artísticas.
  • 18. CONTEXTO HISTÓRICO  Surgimento da burguesia industrial ,principalmente em São Paulo.  Aumento do número de imigrantes europeus, principalmente os italianos.  Descontentamento da burguesia industrial com a política voltada para a produção e a exportação apenas do café.  (política do café com leite).
  • 19. INFLUÊNCIAS  Vanguardas: movimento formado por grupos de pessoas, que por seus conhecimentos ou por uma tendência natural, são precursores,pioneiros em determinado movimento artístico ou científico.  Cubismo: geometria  Futurismo: um novo olhar  Expressionismo: impacto  Fauvismo: o poder das cores  Dadaísmo: destruidor  Surrealismo: o irreal
  • 20.  O movimento teve início 5 anos antes da semana de arte moderna com a exposição de Anita Malfatti, que conheceu a arte de vanguarda na europa e nos estados unidos.  depois de 1922, tornou-se fonte de várias tendências.  O principal legado da Semana de Arte Moderna foi libertar a arte brasileira da reprodução nada criativa de padrões europeus, e dar início à construção de uma cultura essencialmente nacional.
  • 22. O CATÁLOGO DA SEMANA APRESENTA NOMES COMO OS DE:  Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Yan de Almeida Prado, John Graz, Oswaldo Goeldi, entre outros, na Pintura e no Desenho;  Victor Brecheret, Hildegardo Leão Velloso e Wilhelm Haarberg, na Escultura;  Antonio Garcia Moya e Georg Przyrembel, na Arquitetura.  Entre os escritores encontravam-se Mário e Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia, Sérgio Milliet, Plínio Salgado, e outros mais.  A música estava representada por autores consagrados, como Villa-Lobos, Guiomar Novais, Ernani Braga e Frutuoso Viana.
  • 23. O EVENTO  Graça Aranha aderiu ao movimento e abre a semana com um poema.  conferências dos artistas.  recitais.  exposições de arte.  leitura.  Convenções  apresentação do novo projeto da arte.
  • 24. “ É preciso que se saiba que nos manicômios se produzem poemas, partituras, quadros e estátuas, e que essa arte de doidos tem o mesmo característico da arte dos futuristas e cubistas que andam soltos por aí ’’. Jornal do Comércio fevereiro de 1922
  • 25. “ Foi como se esperava, um notável fracasso a récita de ontem na pomposa Semana de Arte Moderna, que melhor e mais acertadamente deveria chamar- se Semana de Mal – às artes’’. Jornal Folha da Noite fevereiro de 1922 “ As colunas da secção livre deste jornal estão à disposição de todos aqueles que, atacando a Semana de Arte Moderna, defendam o nosso patrimônio artístico’’. Jornal O Estado de São Paulo fevereiro de 1922
  • 26. IDEIAS LANÇADAS DURANTE A SEMANA DE 22 A FORMA DE PENSAR TEVE CONSEQUÊNCIAS . REVISTAS DE ARTE:  KLAXON (SP)  A FESTA (RJ)  A REVISTA (BELO HORIZONTE) MANIFESTOS:  PAU-BRASIL  ANTROPÓFAGO OU ANTROPOFÁGICO  VERDE-AMARELO  ANTA  MOSTRAM AS IDEIAS E A NOVA FORMA DE PENSAR DOS ARTISTAS BRASILEIROS.
  • 27. CARACTERÍSTICAS  Desintegração do passado: que não importa mais.  Atualização intelectual: Vanguardas  Pesquisa: aprofundamento da nossa cultura.  Criação estética: renovação,inovações e mistura.  Consciência nacional: arte brasileira
  • 28. O QUE PRETENDIAM OS MODERNISTAS?  A Semana de Arte Moderna ocorreu em uma época cheia de turbulências políticas, sociais, econômicas e culturais. As novas vanguardas estéticas surgiam e o mundo se espantava com as novas linguagens desprovidas de regras.  Alvo de críticas e em parte ignorada, a Semana não foi bem entendida em sua época.  A Semana de Arte Moderna se encaixa no contexto da República Velha, controlada pelas oligarquias cafeeiras e pela política do café com leite.  O capitalismo crescia no Brasil, consolidando a República e a elite paulista, esta totalmente influenciada pelos padrões estéticos europeus mais tradicionais.  Seu objetivo era renovar o ambiente artístico e cultural da cidade com um ponto de vista rigorosamente atual.
  • 29. TARSILA DO AMARAL 1886-1973  Iniciou nas artes aos 30 anos.  Não participou da semana de arte moderna ,pois estava em Paris.  voltou ao Brasil em junho de 1922, entrou em contato com os modernistas.  1ºfase: “Pau-Brasil”, geometrização cubista.  Tarsila e Oswald casaram-se em 1926.
  • 30. ABAPOROU 1928  Tarsila deu a Oswald o Abaporou de presente, que significa em língua indígena,“ANTROPÓFAGO”.  Ele ficou tão impressionado com a tela que, a partir dela, criou toda uma teoria de antropofagia cultural, lançada em 1928.
  • 31. CARACTERÍSTICAS DA PINTURA ANTROPOFÁGICA  Gigantismo, violenta deformação, pureza cromática, redução da palheta a alguns tons essenciais, despojamento da composição por um lado e por outro apelo fantástico, ao mágico e ao onírico.  Essa fase durou apenas de 1928 e 1929.  Nos anos 30, ela pintou temas sociais, como operários(1933).  Antropofagia é um ato ritual de comer uma parte ou várias partes de um ser humano. Os povos que praticavam a antropofagia a faziam pensando que, assim, iriam adquirir as habilidades e força das pessoas que comiam e a sua virilidade. 
  • 32. TARSILA DO AMARAL, ANTROPOFAGIA, 1929, ÓLEO SOBRE TELA.
  • 34.
  • 36. MODERNISMO NO RIO  ISMAEL NERY 1900-1934, SUAS OBRAS INFLUENCIARAM DI CAVALCANTI, PRECUSSOR DO SURREALISMO NO BRASIL.  O ENCONTRO 1928
  • 37. CÍCERO DIAS 1908-2003  Residiu em Paris e interessou-se pelo surrealismo.  A partir de 1945 pioneiro na arte abstrata no Brasil.  Nos anos 1960, voltou á pintura figurativa.
  • 38. OSWALDO GOELDI 1895-1961  Gravador e desenhista.  influenciado por Edward Munch, é considerado pioneiro do expressionismo no Brasil.  A presença de Oswaldo Goeldi na semana foi anunciada em jornais, mas, ao que tudo indica, ele não participou. Goeldi representa uma outra vertente do modernismo brasileiro, de forte influência expressionista
  • 39.
  • 40. EMILIANO DI CAVALCANTI 1897-1976  Criou o cartaz e expôs 12 obras.  Depois de 1922 viajou para Europa e conviveu com artistas como Picasso, Lérger, Braque, Matisse, dentre outros.  É dessa época o interesse pelas mulatas brasileiras, que marcariam sua obra.
  • 41. Cinco moças de Guaratingueta 1930 " Samba " 1925
  • 43. LASAR SEGALL 1891-1957 RETRATO DE MÁRIO DE ANDRADE 1927. Bananal 1927
  • 44.
  • 46.
  • 47. LIVROS  “Pauliceia desvairada” , entrou para a História como o livro central da poesia modernista, em que Mário de Andrade defende a liberdade e a polifonia.  Seis anos depois, já a partir de suas pesquisas sobre o folclore, Mário escreve “Macunaíma, o herói sem nenhum caráter”, em que a polifonia se evidencia na linguagem e na narrativa, na busca do que o escritor denominava “entidade nacional”.  Nas leituras da obra ao longo dos anos, o anti  herói — interpretado por Grande Otelo e Paulo José no filme homônimo de Joaquim Pedro de Andrade (1969) — se tornou, de forma caricata, retrato do brasileiro malandro.   Três anos depois de “Pauliceia desvairada”, Oswald de Andrade publicava “Pau-Brasil”. O livro foi um desdobramento de seu “Manifesto da Poesia Pau- Brasil”, que chamava os modernistas à criação de uma “poesia de exportação”, em 1924.
  • 48. APÓS A SEMANA DE ARTE MODERNA
  • 49. MURALISMO NO MÉXICO: DIEGO RIVERA,OROZCO E DAVID SIQUEIROS. NO BRASIL INFLIÊNCIOU, DI CAVALCANTI E PORTINARI.
  • 50. MURALISMO  O Muralismo é um movimento artístico que surgiu no México, no início do século XX, criado por um grupo de intelectuais pintores mexicanos, após a Revolução Mexicana, reforçado pela grande depressão e pela primeira guerra mundial.
  • 52. JOSÉ CLEMENTE OROZCO (1883– 1949)
  • 60.
  • 61.  Guerra e Paz são dois painéis de, aproximadamente, 14 x 10 m cada um produzidos pelo pintor brasileiro  Cândido Portinari , entre 1952 e 1956 .  Os painéis foram encomendados pelo governo brasileiro  para presentear a sede da organização das Nações Unidas (ONU) em  Nova York , mas antes de partirem, em 1956, foram expostos numa cerimônia no  Teatro Municipal do Rio de Janeiro , que contou com a presença do então Presidente  Juscelino Kubitschek.
  • 62.
  • 64.
  • 65.
  • 66.
  • 67. ARQUITETURA MODERNISTA  Em 1929 Le Corbusier (1887-1965) visitou pela 1º vez o Brasil onde conheceu jovens arquitetos como:  Lucio Costa (1902-1998)  Oscar Niemeyer (1907-2012)  O contato com Le Corbusier foi decisivo para o desenvolvimento da arquitetura moderna no Brasil, de um lado as controvérsias em torno do projeto e o extremo impacto obtido pelo resultado final serviram de plataforma para a divulgação de ideias, formas e estéticas dessa nova arquitetura.
  • 68. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E SAÚDE (ATUAL PALÁCIO CAPANEMA), RIO DE JANEIRO. LÚCIO COSTA E EQUIPE.
  • 69. ED. BRISTOL, LARANJEIRAS, PROJETO DE LUCIO COSTA
  • 70. OSCAR NIEMEYER PAMPULHA. IGREJA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS BELO HORIZONTE
  • 71. OSCAR NIEMEYER ED. COPAN, SÃO PAULO
  • 72. OSCAR NIEMEYER / A CONSTRUÇÃO DE BRASILIA
  • 73. PLANO PILOTO DE BRASÍLIA, PROJETADO PELO URBANISTA LÚCIO COSTA.
  • 74.
  • 75. OSWALD DE ANDRADE  Oswald de Andrade (1890-1954) foi o mais transgressor e experimental dos modernistas, autor de irônicos discursos e artigos de ataque aos “passadistas”, nos meses próximos à Semana de 1922, da qual foi um dos idealizadores. “A alegria é a prova dos nove”, declarou no “Manifesto Antropófago” de 1928, que defendia de forma poética uma língua brasileira e a metáfora do canibalismo do índio que deglute o estrangeiro. Era a ideia de antropofagia como caminho para a cultura brasileira, reaproriada pela Tropicália nos anos 1960.
  • 76. ANITA MALFATTI  Em 1917, depois de estudar pintura em Berlim — onde teve contato com o expressionismo alemão — e Nova York, Anita Malfatti (1889- 1964) fez a primeira exposição no país a se autodenominar “moderna”. A mostra entrou para a História pela crítica feroz de Monteiro Lobato, que condenou sua “arte caricatural” tipicamente europeia, vinculando-a à perturbação mental. Já para Oswald de Andrade, sua pintura causava “impressão de originalidade e de diferente visão”. Cinco anos depois, Anita foi uma das principais atrações da exposição que abriu a Semana de Arte Moderna, com telas como “O homem amarelo”, “A estudante russa” e “A ventania”. A maior parte dessas obras, no entanto, era de anos anteriores, porque em 1922 Anita já tinha voltado à pintar de forma mais convencional.
  • 77. MÁRIO DE ANDRADE  Um dos principais articuladores da Semana, Mário de Andrade (1893- 1945) foi um teórico central do modernismo brasileiro. O prefácio de “Pauliceia desvairada”, publicado pouco depois da Semana, inspirou a fase inicial do movimento. A pesquisa folclórica e a linguagem inventiva de “Macunaíma” (1928) definiram o lugar que o modernismo ocupa até hoje no imaginário nacional. Nas décadas seguintes, foi interlocutor de autores das novas gerações, como Drummond e Sabino, e publicou trabalhos importantes sobre música tradicional brasileira.
  • 78. MENOTTI DEL PICCHIA  Publicado em 1917, o poema “Juca Mulato”, de Menotti del Picchia (1892- 1988) chamou atenção por mesclar formas clássicas, disposição gráfica ousada e temas nacionais. Em 1922, teve atuação incendiária na Semana, com uma palestra sobre estética modernista que recebeu aplausos entusiasmados e vaias indignadas. Mais tarde, alinhou-se a um ramo nacionalista do movimento, o “verde- amarelismo”, com Cassiano Ricardo e Plinio Salgado (que também participou da Semana e, em 1932, fundou a Ação Integralista Brasileira, de extrema- direita).
  • 79. HEITOR VILLA-LOBOS  Se a Semana de 1922 foi um evento de São Paulo, sua grande estrela foi um carioca. Convocado pelos modernistas paulistas em viagem ao Rio, Heitor Villa-Lobos (1887- 1959) teve 20 composições interpretadas nos três dias de programação, e um dia todo dedicado a ele, único compositor brasileiro na Semana. Foi aplaudido e também vaiado, pela estranheza causada pelos tambores e instrumentos populares de congado incorporados à orquestra. Mais do que a participação intensiva na semana, a importância do maestro para o modernismo brasileiro está na criação de uma linguagem própria na música nacional, unindo elementos de músicas folclóricas e indígenas já no fim dos anos 1910.
  • 80. VICTOR BRECHERET  Nascido Vittorio em Farnese, na Itália, Victor Brecheret (1894-1955) foi adotado pelo grupo modernista como o “Rodin brasileiro”, o representante da escultura na exposição da Semana de Arte Moderna de 1922. Na década de 1910, Brecheret estudou artes no Liceu de Artes e Ofícios, orgulho da São Paulo que se modernizava, e depois em Roma. De volta à capital paulista, o artista se destacou num ambiente de poucas experimentações na escultura. Em 1954, o desbravamento do país pelos bandeirantes, tão valorizado pelos modernistas paulistas, foi retratado por Brecheret na obra “Monumento às bandeiras”, no Parque do Ibirapuera, nas comemorações dos 400 anos de São Paulo.
  • 81. DI CAVALCANTI  Foi de Emiliano Di Cavalcanti (1897-1976) a ideia da realização de uma Semana de Arte Moderna em São Paulo — é o que conta a maior parte das versões de uma história repleta delas. Naquele momento, ele era um artista diferente daquele que se tornaria célebre com a pintura de paisagens brasileiras, retratos de mulatas e preocupação social. Di Cavalcanti apresentou sobretudo desenhos e pastéis na exposição da Semana de 1922, além de ter sido o autor de seu cartaz e da capa do catálogo com a programação. Em seus anos mais experimentais, Di criou ilustrações para revistas modernistas como a “Klaxon” e para livros como “Carnaval”, obra de Manuel Bandeira cujo poema “Os sapos” foi lido durante a Semana e chocou parte da plateia.
  • 82.  "Contra todos os importadores de consciência enlatada."  ANDRADE, Oswald de. "Manifesto antropófago". "Revista de Antropofagia", São Paulo, ano I, n. 1, mai. 1928.  defendia a apropriação crítica das ideias estrangeiras, em prol da constituição de uma cultura brasileira.  Os imigrantes, Portinari Os retirantes fugiram dos problemas provocados pela seca, pela desnutrição e pelos altos índices de mortalidade infantil no Nordeste. IV. Contribuíram para essa migração a desigualdade social, no Nordeste.  considerada Patrimônio da Humanidade pela Unesco, porque o Plano Piloto de Brasília concretizava os princípios do  urbanismo modernista internacional.  O movimento modernista de 1922, iniciado com a semana da "Arte Moderna" em São Paulo, foi muito importante para as novas concepções artísticas e intelectuais do Brasil e caracterizou-se como :  a) movimento intelectual e artístico organizado pela jovem intelectualidade brasileira, que rompeu com a repressão ideológica dominante nas artes, com o objetivo de rever a cultura do país e valorizar, através das artes em geral, componentes nacionais e autenticamente brasileiros.  Sobre este quadro, "A Negra", pintado por Tarsila do Amaral em 1923, é possível afirmar que  estava relacionado a uma visão mais ampla de nacionalização das formas de expressão cultural, inclusive da pintura.  Como proposta de mudança para a Arte do século XX, ao se aceitarem as influências estrangeiras, sem se menosprezar a identidade nacional, e sim reforçando- a, retoma-se a proposta da antropofagia como “ferramenta” na elaboração da verdadeira cultura nacional.  Portinari,imigrantes familia a postura de engajamento e crítica social.  Sofreu influencias de muralismo mexicano, expressionismo e cubismo.  Brasilia, . O projeto urbano e arquitetônico modernista de construção da nova cidade correspondia à utopia política modernizadora de um futuro grandioso para o Brasil, em consonância com a teoria econômica do desenvolvimentismo. A nova cidade, no meio do cerrado do Planalto Central, buscava ser o novo centro de integração da vida nacional e um estímulo à ocupação do Centro- Oeste. IV. O projeto urbanístico da nova cidade tinha um desenho inovador e era uma promessa de campanha do Presidente quando ainda Governador de Minas Gerais, estado cuja capital também tinha nascido como uma capital administrativa planejada.