SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 17
Baixar para ler offline
Arte - Brasileira
Arte Rupestre – Pré História
As mais importantes pinturas rupestres do Brasil:
· PEDRA PINTADA (PA), aqui, em 1996, a arqueóloga americana Anna Rosevelt
achou pinturas com cerca de 11.000 anos.
· PERUAÇU (MG), tem vários estilos de pinturas entre 2.000 a 10.000 anos.
Exibe espetaculares desenhos geométricos.
· LAGOA SANTA (MG), suas pinturas de animais, conhecidas desde 1834, têm
entre 2.000 e 10.000 anos de idade.
· SÃO RAIMUNDO NONATO (PI), segundo Niède Guindon, da Universidade
Estadual de Campinas, possui vestígios humanos de 40.000 anos e pinturas
de 15.000 anos.

Para seu conhecimento:
A tinta de pedra é feita de cacos de minério que forneciam as cores para as
pinturas rupestres: os artistas raspavam as pedras para arrancar os
pigmentos coloridos, o vermelho e o amarelo vinham do minério de ferro, o
preto, do manganês. Misturado com cera de abelha ou resina de árvores o
pigmento virava tinta.

As imagens no próximo slide referem-se à Serra da Capivara/Piauí.
Arte Indígena
Os olhos e as mentes intelectuais da humanidade começaram no séc.
XX a reconhecer os povos nativos como culturas diferentes das
civilizações oficiais e vislumbraram contribuições sociais e
ambientais deixadas pelos guerreiros que tiveram o sonho como
professores. Mas a maior contribuição que os povos da floresta
podem deixar ao homem branco é a prática de ser uno com a natureza
interna de si. A Tradição do Sol, da Lua e da Grande Mãe ensinam que
tudo se desdobra de uma fonte única, formando uma trama sagrada
de relações e inter-relações, de modo que tudo se conecta a tudo. O
pulsar de uma estrela na noite é o mesmo que do coração. Homens,
árvores, serras, rios e mares são um corpo, com ações
interdependentes. Esse conceito só pode ser compreendido através
do coração, ou seja, da natureza interna de cada um. Quando o
humano das cidades petrificadas largarem as armas do intelecto, essa
contribuição será compreendida. Nesse momento entraremos no Ciclo
da Unicidade, e a Terra sem Males se manifestará no reino humano.
Arte Colonial
Após a chegada de Cabral, Portugal tomou posse do território e transformou o Brasil em
sua colônia. Primeiramente, foram construídas as feitorias, que eram construções muito
simples com cerca de pau-a-pique ao redor porque os portugueses temiam ser atacados
pelo índios. Preocupado com que outros povos ocupassem terras brasileiras, o rei de
Portugal enviou, em 1530, uma expedição comandada por Martim Afonso de Sousa para
dar início à colonização. Martim Afonso fundou a vila de são Vicente (1532) e instalou o
primeiro engenho de açúcar, iniciando-se o plantio de cana-de-açúcar, que se tornaria a
principal fonte de riqueza produzida no Brasil.
Após a divisão em capitanias hereditárias, houve grande necessidade de construir
moradias para os colonizadores que aqui chegaram e engenhos para a fabricação de
açúcar.


                                                                        Pátio do Colégio




     Igreja Matriz de Cananéia
Arte Holandesa
Na virada do século, os portugueses defenderam o Brasil dos invasores ingleses, franceses e
holandeses. Porém, os holandeses resistiram e se instalaram no nordeste do país por quase
25 anos (início em 1624).
O Conde Maurício de Nassau trouxe à “Nova Holanda” artistas e cientistas que se
instalaram em Recife. Foi sob a orientação de Nassau que o arquiteto Pieter Post projetou a
construção da Cidade Maurícia e também os palácios e prédios administrativos.
Embora fosse comum a presença de artistas nas primeiras expedições enviadas à América,
Maurício de Nassau afirmou, em carta à Luiz XIV, em 1678, ter a sua disposição seis
pintores no Brasil, entre os quais Frans Post e Albert Eckhout. Holandeses, flamengos,
alemães, os chamados pintores de Nassau, por não serem católicos, puderam facilmente
dedicar-se a temas profanos, o que não era permitido aos portugueses. Em conseqüência
disso foram os primeiros artistas no Brasil e na América a abordar a paisagem, os tipos
étnicos, a fauna e a flora como temática de suas produções artísticas, livre dos preconceitos
e das superstições que era de praxe se encontrar nas representações pictóricas que
apresentavam temas americanos. Foram verdadeiros repórteres do século XVII.
ALBERT
ECKHOUT
Arte Barroca
O estilo barroco desenvolveu-se plenamente no Brasil durante o século XVIII, perdurando ainda no início
do século XIX. O barroco brasileiro é claramente associado à religião católica. Duas linhas diferentes
caracterizam o estilo barroco brasileiro. Nas regiões enriquecidas pelo comércio de açúcar e pela
mineração, encontramos igrejas com trabalhos em relevos feitos em madeira - as talhas - recobertas por
finas camadas de ouro, com janelas, cornijas e portas decoradas com detalhados trabalhos de escultura.
Já nas regiões onde não existia nem açúcar nem ouro, as igrejas apresentam talhas modestas e os
trabalhos foram realizados por artistas menos experientes e famosos do que os que viviam nas regiões mais
ricas.
O ponto culminante da integração entre arquitetura, escultura, talha e pintura aparece em Minas Gerais,
sem dúvida a partir dos trabalhos de Aleijadinho.
Arte Francesa
Nesse momento, o Brasil recebe forte influência cultural européia, intensificada ainda mais
com a chegada de um grupo de artistas franceses (1816) encarregado da fundação da
Academia de Belas Artes (1826), na qual os alunos poderiam aprender as artes e os ofícios
artísticos. Esse grupo ficou conhecido como Missão Artística Francesa.
Os artistas da Missão Artística Francesa pintavam, desenhavam, esculpiam e construíam à
moda européia. Obedeciam ao estilo neoclássico (novo clássico), u seja, um estilo artístico
que propunha a volta aos padrões da arte clássica (greco-romana) da Antigüidade.




    Nicolas-Antonine Taunay                            Jean-Baptiste Debret
Pintura Acadêmica
Uma das características gerais da pintura acadêmica é seguir os padrões de beleza da
Academia de Belas Artes, ou seja, o artista não deve imitar a realidade, mas tentar recriar a
beleza ideal em suas obras, por meio da imitação dos clássicos, principalmente os gregos, na
arquitetura e dos renascentistas, na pintura.




                             Pedro Américo de Figueiredo e Melo
Vitor Meireles de Lima




       José Ferraz de Almeida Júnior
Semana de Arte Moderna de 1922
Essa arte nova aparece inicialmente através da atividade crítica e literária de Oswald de
Andrade, Menotti del Picchia, Mário de Andrade e alguns outros artistas que vão se
conscientizando do tempo em que vivem. Oswald de Andrade, já em 1912, começa a falar do
Manifesto Futurista, de Marinetti, que propõe “o compromisso da literatura com a nova
civilização técnica”.
Mas, ao mesmo tempo, Oswald de Andrade alerta para a valorização das raízes nacionais,
que devem ser o ponto de partida para os artistas brasileiros. Assim, cria movimentos, como
o Pau-Brasil, escreve para os jornais expondo suas idéias renovadores de grupos de artistas
que começam a se unir em torno de uma nova proposta estética.
Antes dos anos 20, são feitas em São Paulo duas exposições de pintura que colocam a arte
moderna de um modo concreto para os brasileiros: a de Lasar Segall, em 1913, e a de Anita
Malfatti, em 1917.
Essa divisão entre os defensores de uma estética conservadora e os de uma renovadora,
prevaleceu por muito tempo e atingiu seu clímax na Semana de Arte Moderna realizada nos
dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo. No interior do
teatro, foram apresentados concertos e conferências, enquanto no saguão foram montadas
exposições de artistas plásticos, como os arquitetos Antonio Moya e George Prsyrembel, os
escultores Vítor Brecheret e W. Haerberg e os desenhistas e pintores Anita Malfatti, Di
Cavalcanti, John Graz, Martins Ribeiro, Zina Aita, João Fernando de Almeida Prado,
Ignácio da Costa Ferreira, Vicente do Rego Monteiro e Di Cavalcanti (o idealizador da
Semana e autor do desenho que ilustra a capa do catálogo).
Antropofagia
                               Tarsília do Amaral
                                                    Samba - Di Cavalcanti

A Negra – Tarsília do Amaral

                                 Operários
                                 Tarsília do
                                 Amaral




                                                    Carnaval - Di Cavalcanti
Arte Expressionista
No Brasil, observa-se, como nunca, um desejo expresso e intenso de pesquisar nossa
realidade social, espiritual e cultural. A arte mergulha fundo no tenso panorama ideológico
da época, buscando analisar as contradições vividas pelo país e representá-las pela
linguagem estética.
.
Prof. Antonio Marcos N. dos Reis
www.pamnr.blogspot.com
www.profamnr.blogspot.com
Antonio_ead@hotmail.com
 05/28/12                                 17

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Mais procurados (20)

A arte na Pré-História
A arte na Pré-HistóriaA arte na Pré-História
A arte na Pré-História
 
Aula de arte urbana
Aula de arte urbanaAula de arte urbana
Aula de arte urbana
 
Artes Visuais
Artes VisuaisArtes Visuais
Artes Visuais
 
Pop Art em Resumo
Pop Art em ResumoPop Art em Resumo
Pop Art em Resumo
 
O que é arte?!
O que é arte?!O que é arte?!
O que é arte?!
 
Semana de Arte Moderna 1922
Semana de Arte Moderna 1922Semana de Arte Moderna 1922
Semana de Arte Moderna 1922
 
Pop Art
Pop ArtPop Art
Pop Art
 
Arte contemporanea
Arte contemporaneaArte contemporanea
Arte contemporanea
 
História da arte arte moderna
História da arte   arte modernaHistória da arte   arte moderna
História da arte arte moderna
 
Aula 13 historia da arte.
Aula 13 historia da arte.Aula 13 historia da arte.
Aula 13 historia da arte.
 
As linguagens da arte
As linguagens da arteAs linguagens da arte
As linguagens da arte
 
O modernismo brasileiro
O modernismo brasileiroO modernismo brasileiro
O modernismo brasileiro
 
Cubismo
CubismoCubismo
Cubismo
 
Arte Contemporanea no Brasil
Arte Contemporanea no BrasilArte Contemporanea no Brasil
Arte Contemporanea no Brasil
 
Semana de arte moderna
Semana de arte moderna Semana de arte moderna
Semana de arte moderna
 
Arte - Realismo
Arte - RealismoArte - Realismo
Arte - Realismo
 
Arte egípcia
Arte egípciaArte egípcia
Arte egípcia
 
Impressionismo
ImpressionismoImpressionismo
Impressionismo
 
Arte no Brasil Colonial
Arte no Brasil ColonialArte no Brasil Colonial
Arte no Brasil Colonial
 
Vanguarda europeia
Vanguarda europeiaVanguarda europeia
Vanguarda europeia
 

Destaque

Resumão de História da Arte
Resumão de História da ArteResumão de História da Arte
Resumão de História da ArteEdenilson Morais
 
Introdução à História da Arte aula 1
Introdução à História da Arte   aula 1Introdução à História da Arte   aula 1
Introdução à História da Arte aula 1VIVIAN TROMBINI
 
Período Joanino
Período JoaninoPeríodo Joanino
Período JoaninoWellersonln
 
Breve estudo da história da arte
Breve estudo da história da arteBreve estudo da história da arte
Breve estudo da história da arteEliana Frade
 
Aula de História da Arte - Arte Atual
Aula de História da Arte - Arte AtualAula de História da Arte - Arte Atual
Aula de História da Arte - Arte AtualGabriel Ferraciolli
 
História da arte
História da arteHistória da arte
História da artelgreggio10
 
Linha do Tempo da Arquitetura Egípcia à Gótica
Linha do Tempo da Arquitetura Egípcia à GóticaLinha do Tempo da Arquitetura Egípcia à Gótica
Linha do Tempo da Arquitetura Egípcia à GóticaGabriel Felix
 
História do Brasil - Período Joanino - Período Monárquico [www.gondim.net]
História do Brasil - Período Joanino - Período Monárquico [www.gondim.net]História do Brasil - Período Joanino - Período Monárquico [www.gondim.net]
História do Brasil - Período Joanino - Período Monárquico [www.gondim.net]Marco Aurélio Gondim
 
Missão Artística Francesa
Missão Artística FrancesaMissão Artística Francesa
Missão Artística FrancesaThalles Yvson
 
História da arte brasileira
História da arte brasileiraHistória da arte brasileira
História da arte brasileiraEmilha Souza
 
Linha do Tempo - História da Arte
Linha do Tempo - História da ArteLinha do Tempo - História da Arte
Linha do Tempo - História da ArteJesrayne Nascimento
 

Destaque (15)

Resumão de História da Arte
Resumão de História da ArteResumão de História da Arte
Resumão de História da Arte
 
Introdução à História da Arte aula 1
Introdução à História da Arte   aula 1Introdução à História da Arte   aula 1
Introdução à História da Arte aula 1
 
Período Joanino
Período JoaninoPeríodo Joanino
Período Joanino
 
Breve estudo da história da arte
Breve estudo da história da arteBreve estudo da história da arte
Breve estudo da história da arte
 
Evolução da Arte
Evolução da ArteEvolução da Arte
Evolução da Arte
 
Aula de História da Arte - Arte Atual
Aula de História da Arte - Arte AtualAula de História da Arte - Arte Atual
Aula de História da Arte - Arte Atual
 
História da arte
História da arteHistória da arte
História da arte
 
Linha do Tempo da Arquitetura Egípcia à Gótica
Linha do Tempo da Arquitetura Egípcia à GóticaLinha do Tempo da Arquitetura Egípcia à Gótica
Linha do Tempo da Arquitetura Egípcia à Gótica
 
História do Brasil - Período Joanino - Período Monárquico [www.gondim.net]
História do Brasil - Período Joanino - Período Monárquico [www.gondim.net]História do Brasil - Período Joanino - Período Monárquico [www.gondim.net]
História do Brasil - Período Joanino - Período Monárquico [www.gondim.net]
 
HistóRia Da Arte
HistóRia Da ArteHistóRia Da Arte
HistóRia Da Arte
 
História da arte
História da arteHistória da arte
História da arte
 
Missão Artística Francesa
Missão Artística FrancesaMissão Artística Francesa
Missão Artística Francesa
 
História da arte brasileira
História da arte brasileiraHistória da arte brasileira
História da arte brasileira
 
Linha do Tempo - História da Arte
Linha do Tempo - História da ArteLinha do Tempo - História da Arte
Linha do Tempo - História da Arte
 
Curso de historia da arte
Curso de historia da arteCurso de historia da arte
Curso de historia da arte
 

Semelhante a ARTE BRASILEIRA (20)

Aula 5 art em
Aula 5   art emAula 5   art em
Aula 5 art em
 
História da arte no Brasil
História da arte no BrasilHistória da arte no Brasil
História da arte no Brasil
 
7ºano.pdfslideshare
7ºano.pdfslideshare7ºano.pdfslideshare
7ºano.pdfslideshare
 
Aula 3 ef - artes
Aula 3   ef - artesAula 3   ef - artes
Aula 3 ef - artes
 
Apresentação artes visuais – arte brasileira
Apresentação   artes visuais – arte brasileiraApresentação   artes visuais – arte brasileira
Apresentação artes visuais – arte brasileira
 
BARROCO NO BRASIL
BARROCO NO BRASILBARROCO NO BRASIL
BARROCO NO BRASIL
 
Arte plásticas
Arte plásticasArte plásticas
Arte plásticas
 
NEOCLÁSSICO.pdf
NEOCLÁSSICO.pdfNEOCLÁSSICO.pdf
NEOCLÁSSICO.pdf
 
História da Arte no Brasil
História da Arte no BrasilHistória da Arte no Brasil
História da Arte no Brasil
 
Aula 6 arte brasileira-2020
Aula 6 arte brasileira-2020Aula 6 arte brasileira-2020
Aula 6 arte brasileira-2020
 
Primeira geração
Primeira geraçãoPrimeira geração
Primeira geração
 
Primeira geração
Primeira geraçãoPrimeira geração
Primeira geração
 
Modernismo Brasileiro
Modernismo BrasileiroModernismo Brasileiro
Modernismo Brasileiro
 
Modernismo fases
Modernismo fasesModernismo fases
Modernismo fases
 
1 arte brasileira-voz
1 arte brasileira-voz1 arte brasileira-voz
1 arte brasileira-voz
 
11 arte brasileira 2020
11 arte brasileira 202011 arte brasileira 2020
11 arte brasileira 2020
 
Modernismo no Brasil
Modernismo no BrasilModernismo no Brasil
Modernismo no Brasil
 
Música colonial brasileira artes ii
Música colonial brasileira   artes iiMúsica colonial brasileira   artes ii
Música colonial brasileira artes ii
 
Missão artística francesa 3
Missão artística francesa 3Missão artística francesa 3
Missão artística francesa 3
 
Modernismo Modernismo
Modernismo   ModernismoModernismo   Modernismo
Modernismo Modernismo
 

Mais de Antonio Marcos Nunes dos Reis Marcos

Mais de Antonio Marcos Nunes dos Reis Marcos (20)

REGIME MILITAR
REGIME MILITARREGIME MILITAR
REGIME MILITAR
 
República liberal
República liberalRepública liberal
República liberal
 
REPÚBLICA VELHA
REPÚBLICA VELHAREPÚBLICA VELHA
REPÚBLICA VELHA
 
FACISMO - REGIME TOTALITÁRIO DE DIREITA
FACISMO - REGIME TOTALITÁRIO DE DIREITAFACISMO - REGIME TOTALITÁRIO DE DIREITA
FACISMO - REGIME TOTALITÁRIO DE DIREITA
 
GUERRA FRIA
GUERRA FRIAGUERRA FRIA
GUERRA FRIA
 
ERA VARGAS
ERA VARGASERA VARGAS
ERA VARGAS
 
O ILUMINISMO
O ILUMINISMOO ILUMINISMO
O ILUMINISMO
 
O conflito entre israelenses e palestinos
O  conflito entre israelenses e palestinosO  conflito entre israelenses e palestinos
O conflito entre israelenses e palestinos
 
Israel e a questão palestina
Israel e a questão palestinaIsrael e a questão palestina
Israel e a questão palestina
 
ILUMINISMO
ILUMINISMOILUMINISMO
ILUMINISMO
 
CONFLITOS ENTRE JUDEUS E ÁRABES
CONFLITOS ENTRE JUDEUS E ÁRABESCONFLITOS ENTRE JUDEUS E ÁRABES
CONFLITOS ENTRE JUDEUS E ÁRABES
 
A ÁFRICA
A ÁFRICAA ÁFRICA
A ÁFRICA
 
GLOBALIZAÇÃO
GLOBALIZAÇÃOGLOBALIZAÇÃO
GLOBALIZAÇÃO
 
A ESCRAVIDÃO - ÍNDIOS x AFRICANOS
A ESCRAVIDÃO - ÍNDIOS x AFRICANOSA ESCRAVIDÃO - ÍNDIOS x AFRICANOS
A ESCRAVIDÃO - ÍNDIOS x AFRICANOS
 
ALTA IDADE MÉDIA
ALTA IDADE MÉDIAALTA IDADE MÉDIA
ALTA IDADE MÉDIA
 
A MESOPOTÂMIA
A MESOPOTÂMIAA MESOPOTÂMIA
A MESOPOTÂMIA
 
POVOS INDIGENAS BRASILEIROS
POVOS INDIGENAS BRASILEIROSPOVOS INDIGENAS BRASILEIROS
POVOS INDIGENAS BRASILEIROS
 
EVOLUÇÃO - II
EVOLUÇÃO - IIEVOLUÇÃO - II
EVOLUÇÃO - II
 
EVOLUÇÃO - I
EVOLUÇÃO - IEVOLUÇÃO - I
EVOLUÇÃO - I
 
A GRÉCIA ANTIGA
A GRÉCIA ANTIGAA GRÉCIA ANTIGA
A GRÉCIA ANTIGA
 

ARTE BRASILEIRA

  • 2. Arte Rupestre – Pré História As mais importantes pinturas rupestres do Brasil: · PEDRA PINTADA (PA), aqui, em 1996, a arqueóloga americana Anna Rosevelt achou pinturas com cerca de 11.000 anos. · PERUAÇU (MG), tem vários estilos de pinturas entre 2.000 a 10.000 anos. Exibe espetaculares desenhos geométricos. · LAGOA SANTA (MG), suas pinturas de animais, conhecidas desde 1834, têm entre 2.000 e 10.000 anos de idade. · SÃO RAIMUNDO NONATO (PI), segundo Niède Guindon, da Universidade Estadual de Campinas, possui vestígios humanos de 40.000 anos e pinturas de 15.000 anos. Para seu conhecimento: A tinta de pedra é feita de cacos de minério que forneciam as cores para as pinturas rupestres: os artistas raspavam as pedras para arrancar os pigmentos coloridos, o vermelho e o amarelo vinham do minério de ferro, o preto, do manganês. Misturado com cera de abelha ou resina de árvores o pigmento virava tinta. As imagens no próximo slide referem-se à Serra da Capivara/Piauí.
  • 3.
  • 4. Arte Indígena Os olhos e as mentes intelectuais da humanidade começaram no séc. XX a reconhecer os povos nativos como culturas diferentes das civilizações oficiais e vislumbraram contribuições sociais e ambientais deixadas pelos guerreiros que tiveram o sonho como professores. Mas a maior contribuição que os povos da floresta podem deixar ao homem branco é a prática de ser uno com a natureza interna de si. A Tradição do Sol, da Lua e da Grande Mãe ensinam que tudo se desdobra de uma fonte única, formando uma trama sagrada de relações e inter-relações, de modo que tudo se conecta a tudo. O pulsar de uma estrela na noite é o mesmo que do coração. Homens, árvores, serras, rios e mares são um corpo, com ações interdependentes. Esse conceito só pode ser compreendido através do coração, ou seja, da natureza interna de cada um. Quando o humano das cidades petrificadas largarem as armas do intelecto, essa contribuição será compreendida. Nesse momento entraremos no Ciclo da Unicidade, e a Terra sem Males se manifestará no reino humano.
  • 5.
  • 6. Arte Colonial Após a chegada de Cabral, Portugal tomou posse do território e transformou o Brasil em sua colônia. Primeiramente, foram construídas as feitorias, que eram construções muito simples com cerca de pau-a-pique ao redor porque os portugueses temiam ser atacados pelo índios. Preocupado com que outros povos ocupassem terras brasileiras, o rei de Portugal enviou, em 1530, uma expedição comandada por Martim Afonso de Sousa para dar início à colonização. Martim Afonso fundou a vila de são Vicente (1532) e instalou o primeiro engenho de açúcar, iniciando-se o plantio de cana-de-açúcar, que se tornaria a principal fonte de riqueza produzida no Brasil. Após a divisão em capitanias hereditárias, houve grande necessidade de construir moradias para os colonizadores que aqui chegaram e engenhos para a fabricação de açúcar. Pátio do Colégio Igreja Matriz de Cananéia
  • 7. Arte Holandesa Na virada do século, os portugueses defenderam o Brasil dos invasores ingleses, franceses e holandeses. Porém, os holandeses resistiram e se instalaram no nordeste do país por quase 25 anos (início em 1624). O Conde Maurício de Nassau trouxe à “Nova Holanda” artistas e cientistas que se instalaram em Recife. Foi sob a orientação de Nassau que o arquiteto Pieter Post projetou a construção da Cidade Maurícia e também os palácios e prédios administrativos. Embora fosse comum a presença de artistas nas primeiras expedições enviadas à América, Maurício de Nassau afirmou, em carta à Luiz XIV, em 1678, ter a sua disposição seis pintores no Brasil, entre os quais Frans Post e Albert Eckhout. Holandeses, flamengos, alemães, os chamados pintores de Nassau, por não serem católicos, puderam facilmente dedicar-se a temas profanos, o que não era permitido aos portugueses. Em conseqüência disso foram os primeiros artistas no Brasil e na América a abordar a paisagem, os tipos étnicos, a fauna e a flora como temática de suas produções artísticas, livre dos preconceitos e das superstições que era de praxe se encontrar nas representações pictóricas que apresentavam temas americanos. Foram verdadeiros repórteres do século XVII.
  • 9. Arte Barroca O estilo barroco desenvolveu-se plenamente no Brasil durante o século XVIII, perdurando ainda no início do século XIX. O barroco brasileiro é claramente associado à religião católica. Duas linhas diferentes caracterizam o estilo barroco brasileiro. Nas regiões enriquecidas pelo comércio de açúcar e pela mineração, encontramos igrejas com trabalhos em relevos feitos em madeira - as talhas - recobertas por finas camadas de ouro, com janelas, cornijas e portas decoradas com detalhados trabalhos de escultura. Já nas regiões onde não existia nem açúcar nem ouro, as igrejas apresentam talhas modestas e os trabalhos foram realizados por artistas menos experientes e famosos do que os que viviam nas regiões mais ricas. O ponto culminante da integração entre arquitetura, escultura, talha e pintura aparece em Minas Gerais, sem dúvida a partir dos trabalhos de Aleijadinho.
  • 10.
  • 11. Arte Francesa Nesse momento, o Brasil recebe forte influência cultural européia, intensificada ainda mais com a chegada de um grupo de artistas franceses (1816) encarregado da fundação da Academia de Belas Artes (1826), na qual os alunos poderiam aprender as artes e os ofícios artísticos. Esse grupo ficou conhecido como Missão Artística Francesa. Os artistas da Missão Artística Francesa pintavam, desenhavam, esculpiam e construíam à moda européia. Obedeciam ao estilo neoclássico (novo clássico), u seja, um estilo artístico que propunha a volta aos padrões da arte clássica (greco-romana) da Antigüidade. Nicolas-Antonine Taunay Jean-Baptiste Debret
  • 12. Pintura Acadêmica Uma das características gerais da pintura acadêmica é seguir os padrões de beleza da Academia de Belas Artes, ou seja, o artista não deve imitar a realidade, mas tentar recriar a beleza ideal em suas obras, por meio da imitação dos clássicos, principalmente os gregos, na arquitetura e dos renascentistas, na pintura. Pedro Américo de Figueiredo e Melo
  • 13. Vitor Meireles de Lima José Ferraz de Almeida Júnior
  • 14. Semana de Arte Moderna de 1922 Essa arte nova aparece inicialmente através da atividade crítica e literária de Oswald de Andrade, Menotti del Picchia, Mário de Andrade e alguns outros artistas que vão se conscientizando do tempo em que vivem. Oswald de Andrade, já em 1912, começa a falar do Manifesto Futurista, de Marinetti, que propõe “o compromisso da literatura com a nova civilização técnica”. Mas, ao mesmo tempo, Oswald de Andrade alerta para a valorização das raízes nacionais, que devem ser o ponto de partida para os artistas brasileiros. Assim, cria movimentos, como o Pau-Brasil, escreve para os jornais expondo suas idéias renovadores de grupos de artistas que começam a se unir em torno de uma nova proposta estética. Antes dos anos 20, são feitas em São Paulo duas exposições de pintura que colocam a arte moderna de um modo concreto para os brasileiros: a de Lasar Segall, em 1913, e a de Anita Malfatti, em 1917. Essa divisão entre os defensores de uma estética conservadora e os de uma renovadora, prevaleceu por muito tempo e atingiu seu clímax na Semana de Arte Moderna realizada nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo. No interior do teatro, foram apresentados concertos e conferências, enquanto no saguão foram montadas exposições de artistas plásticos, como os arquitetos Antonio Moya e George Prsyrembel, os escultores Vítor Brecheret e W. Haerberg e os desenhistas e pintores Anita Malfatti, Di Cavalcanti, John Graz, Martins Ribeiro, Zina Aita, João Fernando de Almeida Prado, Ignácio da Costa Ferreira, Vicente do Rego Monteiro e Di Cavalcanti (o idealizador da Semana e autor do desenho que ilustra a capa do catálogo).
  • 15. Antropofagia Tarsília do Amaral Samba - Di Cavalcanti A Negra – Tarsília do Amaral Operários Tarsília do Amaral Carnaval - Di Cavalcanti
  • 16. Arte Expressionista No Brasil, observa-se, como nunca, um desejo expresso e intenso de pesquisar nossa realidade social, espiritual e cultural. A arte mergulha fundo no tenso panorama ideológico da época, buscando analisar as contradições vividas pelo país e representá-las pela linguagem estética. .
  • 17. Prof. Antonio Marcos N. dos Reis www.pamnr.blogspot.com www.profamnr.blogspot.com Antonio_ead@hotmail.com 05/28/12 17