MORDENISMO
Com Wellington Alves
INTRODUÇÃO
 Tudo o que existe hoje no campo da literatura,
das artes plásticas, da música e do cinema está de
alguma forma relacionado às propostas e às
experiências desenvolvidas pela arte moderna no
começo do século XX.
 De modo geral, o que marcou o espírito da arte
moderna foi o desejo de libertação das amarras do
passado e a busca de uma forma de expressão
artística nova e sintonizada com a mentalidade do
novo século.
 Compreender a arte moderna implica conhecer o
formidável conjunto de transformações que
ocorrem nesse período – desenvolvimento
científico e tecnológico, invenções, guerra mundial,
revolução comunista, etc. – e a forma de ver e
sentir o mundo que delas resultou.
Carnaval – Di
Cavalcanti
“Não é o medo da loucura que nos vai obrigar a hastear a
meio pau a bandeira da imaginação.”
(André Breton)
“Desejamos demolir os museus e as bibliotecas.”
(Filippo Marinetti)
“O que caracteriza esta realidade que o movimento modernista
impôs é, a meu ver, a fusão de três princípios fundamentais: o
direito permanente à pesquisa estética; a atualização da
inteligência artística brasileira; e a estabilização de uma
consciência criadora nacional.”
(Mário de Andrade)
O QUE É MODERNISMO?
 Modernismo ou Movimento Moderno foi um movimento
artístico e cultural que surgiu no começo do século XX,
e seu objetivo era quebrar com o "tradicionalismo" da
época, experimentando novas técnicas e criações
artísticas.
 O modernismo ficou marcado por transformações
vertiginosas e caóticas, além da efemeridade e
sensação de fragmentação da realidade. Os artistas
modernistas sentiam a necessidade de mudar o meio
em que viviam, experimentando novos conceitos.
 Acreditava-se que as formas “tradicionais” das artes
plásticas, design, literatura, música e cinema estava
totalmente ultrapassadas. Devia-se “criar” uma nova
cultura, com o objetivo de transformar as características
culturais e sociais já estabelecidas, substituindo-as por
novas formas e visões.
 Os artistas modernos, a partir dessas novas formas
artísticas que se estabeleciam, desenvolviam as
suas técnicas de criação e reprodução, fazendo
surgir subjetivamente uma nova forma de pensar o
sistema vigente. O modo de pensar e o
posicionamento do artista perante os processos da
modernidade (a mudança, a efemeridade e a
fragmentação), eram de extrema importância para
a formação de uma estética modernista.
CARACTERÍSTICAS DO MODERNISMO:
 Libertação da estética
 Quebra com o Tradicionalismo
 Liberdade para experimentações
 Liberdade formal (versos livres, abandono das formas
fixas, ausência de pontuação e etc)
 Linguagem com humor
 Valorização do cotidiano
MODERNISMO NO BRASIL
 No Brasil o Modernismo foi um movimento de
grande importância, pois os artistas brasileiros
ansiavam por uma libertação estética, ou seja,
deixar de "sugar" as vanguardas que surgiam na
Europa e criar um modelo novo e independente de
arte.
 O ponto de partida do Modernismo no Brasil é
considerado a Semana de Arte Moderna, que
aconteceu em entre os dias 11 e 18 de fevereiro
1922, em São Paulo.
 Também conhecida por "Semana de 22", o evento
era formado por um grupo de intelectuais que
buscavam o rompimento com o "antigo", trazendo
influências das vanguardas europeias com o intuito
de criar um novo modelo.
 Entre os principais artistas representantes e que
participaram da Semana de Arte Moderna estão:
Graça Aranha, Mário de Andrade, Oswald de
Andrade, Menotti Del Pichia, Anita Malfatti, Heitor
Villa-Lobos, Tácito de Almeira, Di Cavalcanti, entre
outros.
O MODERNISMO NO BRASIL É
MARCADO POR TRÊS PRINCIPAIS
MOMENTOS
PRIMEIRA FASE DO MODERNISMO
 Também conhecida como "Fase Heroica", teve início
com a Semana de Arte Moderna, em 1922, e ficou
registrado como um momento para renovações da
estética.
 Os artistas se inspiravam nas vanguardas que surgiam
na Europa. Esta fase também ficou conhecida por
causa da formação de importantes grupos modernistas,
como o Movimento Antropófago (1928-1929) e o
Manifesto Regionalista (1926).
 Entre os artistas que se destacam nesta fase, estão:
Oswald de Andrade (1890-1954), Mário de Andrade
(1893-1945) e Alcântara Machado (1901-1935).
 A primeira fase do Modernismo durou oito anos, entre
1922 e 1930.
SEGUNDA FASE DO MODERNISMO
 A "Fase de Consolidação", como também é
chamada a segunda fase do Modernismo
brasileira, tem como característica a exploração por
temas nacionalistas e regionalistas. As obras
artísticas do movimento moderno passam por um
amadurecimento
 Carlos Drummond de Andrade (1902-1987),
Raquel de Queiroz (1902-2003), Jorge Amado
(1912-2001), Cecícila Meireles (1901-1964),
Vinícius de Moraes (1913-1980) e Érico Veríssimo
(1905-1975) são alguns dos destaques desta fase.
 A segunda fase do Modernismo teve a duração de
15 anos, entre 1930 e 1945.
TERCEIRA FASE DO MODERNISMO
 Esta fase é motivo para muitos conflitos entre os
estudiosos. Alguns defendem-na como fase "Pós-
Modernista", considerando o seu término nos anos
1960, no entanto existem outras teorias que dizem que
seu fim foi nos anos 80, e há ainda quem considera a
terceira fase do Modernismo ainda presente nos dias
atuais.
 Como principal característica desta período está o
predomínio e diversidade da prosa (intimista,
regionalista, urbana e etc.). Outro destaque foi a
formação do grupo "Geração de 45", que tentava
produzir uma poesia mais neutra, com tons sérios,
sendo chamados de "neoparnasianos" (vanguarda
clássica que era rejeitada pelos modernistas).
 Nesta fase, destacam-se: Clarice Linspector (1920-
1977), Ariano Suassuna (1927-2014) e Guimarães Rosa
(1908-1967).
SEMANA DA ARTE MODERNA
 Não se sabe ao certo de quem partiu a ideia de
realizar uma amostra de artes modernas em São Paulo.
Contudo, há o registro de que, já em 1920, Oswald de
Andrade prometera para 1922 – ano do centenário da
Independência – uma ação dos artistas novos “que
fizesse valer o Centenário!”.
 O certo é que, em 1921, o grupo modernista que
realizaria a Semana estava completamente organizado
e amadurecido para o evento. No mesmo ano, chegou
da Europa Graça Aranha, escritor consagrado e
membro da Academia Brasileira de Letras. Entusiasmo
com as vanguardas artísticas europeias, com as quais
tivera contato, Graça Aranha apoiou o grupo paulista.
Era o impulso que faltava.
 A Semana de Arte Moderna ocorreu entre 13 e 18 de
fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo,
com a participação de artistas do Rio de Janeiro e de
São Paulo.
 Durante toda a semana o saguão do teatro esteve
aberto ao público. Nele havia uma exposição de artes
plásticas com obras de Anita Malfatti, Vicente do Rego
Monteiro, Zina Ait, Di Cavalcanti, Harberg, Brecheret,
Ferrignac e Antonio Moya.
 A primeira noite foi aberta com uma conferência de
Graça Aranha, intitulada “A emoção estética na arte
moderna”, na qual o escritor pré-modernista, em
linguagem tradicional e acadêmica, manifestou seu
apoio à arte moderna. À conferência seguiram-se
declamação de poemas, por Guilherme de Almeida e
Ronaldo de Carvalho, e execução de músicas de
Ernâni Braga e Villa-Lobos.
 Contrastando com o comportamento da platéia na
noite anterior, a segunda foi a mais importante e a
mais tumultuada das três noites da Semana. Foi
aberta por Menotti del Picchia, com uma conferencia
em que negava a filiação do grupo modernista ao
futurismo de Marinetti, mas defendia a integração da
poesia com os tempos modernos, a liberdade de
criação e, ao mesmo tempo, a criação de uma arte
genuinamente brasileira.
 Quando se iniciou a leitura de poemas e fragmentos
de prosa, a plateia teve reações surpreendentes, ora
vaiando, relinchando, latindo, gritando, ora
aplaudindo.
 No intervalo entre uma parte e outra do programa, na
escadaria do hall do teatro, Mário de Andrade fez, em
meio a caçoadas e ofensas, uma pequena palestra
sobre as artes plásticas ali expostas. Vinte anos
depois, Mário de Andrade assim se referiu a esse
episódio: “Como pude fazer uma conferência sobre
artes plásticas, na escadaria do Teatro, cercado de
anônimos que me caçoavam e ofendiam a valer?...”.
 Na segunda parte do programa, um número de
dança e o concerto de Guiomar Novaes acalmaram os
ânimos da plateia.
A IMPORTANCIA DA SEMANA:
 Em nexo, o modernismo é a independência cultural
do Brasil à Europa e trouxe a tona o sentido
brasileiro de ser, de norte a sul do país, os artistas
passaram a aderir às bases do modernismo em
seus trabalhos, onde se criou varias revistas
conceituais, grupos de pinturas, de literatura, entre
outros, inclusive intercâmbios de uma região com
outra no Brasil.
 A semana é tão importante, que até hoje a cultura
brasileira, ainda tem um pouco do modernismo,
seja lá qual fase das três.
MOVIMENTO ANTROPOFÁGICO
 O Manifesto Antropófago ou Antropofágico foi um
manifesto literário escrito por Oswald de Andrade,
publicado em maio de 1928, que tinha por objetivo
repensar a dependência cultural brasileira.
 O Manifesto foi publicado na primeira edição da
Revista de Antropofagia, meio de comunicação
responsável pela difusão do movimento
antropofágico brasileiro. A linguagem do manifesto
é majoritariamente metafórica, contendo
fragmentos poéticos bem-humorados e torna-se a
fonte teórica principal do movimento.
 Oswald utiliza durante o desenvolvimento do manifesto, teorias de
diversos autores e pensadores mundiais, como Freud, Marx, Breton,
Francis Picabia, Rousseau, Montaigne e Hermann Keyserling.
Combinadas as idéias destes autores e a ideologia desenvolvida
por Oswald, retomam-se características dos primórdios da formação
cultural brasileira: a combinação das culturas primitivas (indígena e
africana) e da cultura latina, formada pela colonização européia. E
forma-se o conceito errôneo de caracterizar, perante a colonização,
o selvagem como elemento agressivo.
 A intenção de promover o resgate da cultura primitiva é notável no
manifesto, e o autor o faz por meio de um processo não harmonioso
de tentar promover a assimilação mútua por ambas as culturas.
Oswald, no entanto, não se opõe drasticamente à civilização
moderna e industrializada, mas propõe um certo tipo de cautela ao
absorver aspectos culturais de outrem, para que a modernidade não
se sobreponha totalmente às culturas primitivas. E também, para
que haja maior cuidado ao absorver a cultura de outros lugares,
para que não haja absorção do desnecessário e a cultura brasileira
vire um amontoado de fragmentos de culturas exteriores.
 No decorrer do manifesto o autor reconta,
metaforicamente, a História do Brasil, associando
figuras como Padre Vieira, Anchieta, a Mãe dos
Gracos, a corte de D. João VI, a Moral da Cegonha
à potência mítica de Jabuti, Guaraci, Jaci e da
Cobra Grande. Oswald caracteriza como “idade de
ouro” a época do Brasil não colonizado, com sua
própria língua e cultura.
 O Manifesto Antropofágico foi um marco no
Modernismo brasileiro, pois não somente mudou a
forma do brasileiro de encarar o fluxo de elementos
culturais do mundo, mas também colocou em
evidência a produção própria, a característica
brasileira na arte, ascendendo uma identidade
tupiniquim no cenário artístico mundial.
SEMANA DE ARTE MODERNA DE 1922
Organizadores da Semana de Arte Moderna: de pé, entre outros, Manuel Bandeira (de óculos e
gravata-borboleta); Mário de Andrade e Guilherme de Almeida (atrás das cadeiras); Paulo
Prado (de bigode, ao centro); Gofredo Siva Telles (último à direita). Sentado no chão, Oswaldo
de Andrade.
Abaporu – Tarsila do Amaral
"A poesia existe nos fatos. Os casebres de
açafrão e de ocre nos verdes da Favela, sob o
azul cabralino, são fatos estéticos.
O Carnaval no Rio é o acontecimento religioso
da raça. Pau-Brasil. Wagner submerge ante os
cordões de Botafogo. Bárbaro e nosso. A
formação étnica rica. Riqueza vegetal. O
minério. A cozinha. O vatapá, o ouro e a
dança....."
Manifesto Pau-Brasil de Oswald de Andrade publicado
pelo Correio da Manhã, em 18 de março de 1924
Tropical, 1917. Uma das obras mais conhecidas de Anita, a tela Tropical foi
originalmente intitulada de Negra Baiana. A obra fez parte da Exposição de Pintura
Moderna, em Dezembro de 1917, que teve repercussões decisivas para o trabalho da
artista. fonte: br.blouinartinfo.com
Samba, 1925. A obra é
considerada a maior de
Di Cavalcante e a
melhor representação
da cultura negra. “No
modernismo não há
peça tão poderosa
quanto essa. É a maior
manifestação da cultura
negra, e também feita
por um artista negro.”
http://www1.folha.uol.c
om.br/ilustrada/113716
4-samba-era-obra-
mais-poderosa-do-
modernismo-diz-
curador.shtml
A obra Operários foi pintada em um momento no
qual a artista estava envolvida com o comunismo.
“A Ventania”, de Anita Malfatti. Criticada por Monteiro Lobato, em 1917, essa foi uma das obras
que participaram da exposição no Teatro Municipal, durante a Semana de Arte Moderna, em
fevereiro de 1922
Movido pelos temas de contexto racional
em seus aspectos estético-sociais da
Semana de Arte Moderna, a obra de
Portinari ultrapassa pela mão de obra dos
ciclos econômicos do café e cacau,
alcançando -por meio da pele morena,
olhos puxados e lábios grossos -o auge da
composição étnica brasileira em nossas
origens.
Obra: Mestiço
Autor: Cândido Portinari
DE PEITO ABERTO
Fim...

Mordenismo

  • 1.
  • 2.
    INTRODUÇÃO  Tudo oque existe hoje no campo da literatura, das artes plásticas, da música e do cinema está de alguma forma relacionado às propostas e às experiências desenvolvidas pela arte moderna no começo do século XX.  De modo geral, o que marcou o espírito da arte moderna foi o desejo de libertação das amarras do passado e a busca de uma forma de expressão artística nova e sintonizada com a mentalidade do novo século.
  • 3.
     Compreender aarte moderna implica conhecer o formidável conjunto de transformações que ocorrem nesse período – desenvolvimento científico e tecnológico, invenções, guerra mundial, revolução comunista, etc. – e a forma de ver e sentir o mundo que delas resultou. Carnaval – Di Cavalcanti
  • 4.
    “Não é omedo da loucura que nos vai obrigar a hastear a meio pau a bandeira da imaginação.” (André Breton) “Desejamos demolir os museus e as bibliotecas.” (Filippo Marinetti) “O que caracteriza esta realidade que o movimento modernista impôs é, a meu ver, a fusão de três princípios fundamentais: o direito permanente à pesquisa estética; a atualização da inteligência artística brasileira; e a estabilização de uma consciência criadora nacional.” (Mário de Andrade)
  • 5.
    O QUE ÉMODERNISMO?  Modernismo ou Movimento Moderno foi um movimento artístico e cultural que surgiu no começo do século XX, e seu objetivo era quebrar com o "tradicionalismo" da época, experimentando novas técnicas e criações artísticas.  O modernismo ficou marcado por transformações vertiginosas e caóticas, além da efemeridade e sensação de fragmentação da realidade. Os artistas modernistas sentiam a necessidade de mudar o meio em que viviam, experimentando novos conceitos.  Acreditava-se que as formas “tradicionais” das artes plásticas, design, literatura, música e cinema estava totalmente ultrapassadas. Devia-se “criar” uma nova cultura, com o objetivo de transformar as características culturais e sociais já estabelecidas, substituindo-as por novas formas e visões.
  • 6.
     Os artistasmodernos, a partir dessas novas formas artísticas que se estabeleciam, desenvolviam as suas técnicas de criação e reprodução, fazendo surgir subjetivamente uma nova forma de pensar o sistema vigente. O modo de pensar e o posicionamento do artista perante os processos da modernidade (a mudança, a efemeridade e a fragmentação), eram de extrema importância para a formação de uma estética modernista.
  • 7.
    CARACTERÍSTICAS DO MODERNISMO: Libertação da estética  Quebra com o Tradicionalismo  Liberdade para experimentações  Liberdade formal (versos livres, abandono das formas fixas, ausência de pontuação e etc)  Linguagem com humor  Valorização do cotidiano
  • 8.
    MODERNISMO NO BRASIL No Brasil o Modernismo foi um movimento de grande importância, pois os artistas brasileiros ansiavam por uma libertação estética, ou seja, deixar de "sugar" as vanguardas que surgiam na Europa e criar um modelo novo e independente de arte.  O ponto de partida do Modernismo no Brasil é considerado a Semana de Arte Moderna, que aconteceu em entre os dias 11 e 18 de fevereiro 1922, em São Paulo.
  • 9.
     Também conhecidapor "Semana de 22", o evento era formado por um grupo de intelectuais que buscavam o rompimento com o "antigo", trazendo influências das vanguardas europeias com o intuito de criar um novo modelo.  Entre os principais artistas representantes e que participaram da Semana de Arte Moderna estão: Graça Aranha, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti Del Pichia, Anita Malfatti, Heitor Villa-Lobos, Tácito de Almeira, Di Cavalcanti, entre outros.
  • 10.
    O MODERNISMO NOBRASIL É MARCADO POR TRÊS PRINCIPAIS MOMENTOS
  • 11.
    PRIMEIRA FASE DOMODERNISMO  Também conhecida como "Fase Heroica", teve início com a Semana de Arte Moderna, em 1922, e ficou registrado como um momento para renovações da estética.  Os artistas se inspiravam nas vanguardas que surgiam na Europa. Esta fase também ficou conhecida por causa da formação de importantes grupos modernistas, como o Movimento Antropófago (1928-1929) e o Manifesto Regionalista (1926).  Entre os artistas que se destacam nesta fase, estão: Oswald de Andrade (1890-1954), Mário de Andrade (1893-1945) e Alcântara Machado (1901-1935).  A primeira fase do Modernismo durou oito anos, entre 1922 e 1930.
  • 12.
    SEGUNDA FASE DOMODERNISMO  A "Fase de Consolidação", como também é chamada a segunda fase do Modernismo brasileira, tem como característica a exploração por temas nacionalistas e regionalistas. As obras artísticas do movimento moderno passam por um amadurecimento  Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), Raquel de Queiroz (1902-2003), Jorge Amado (1912-2001), Cecícila Meireles (1901-1964), Vinícius de Moraes (1913-1980) e Érico Veríssimo (1905-1975) são alguns dos destaques desta fase.  A segunda fase do Modernismo teve a duração de 15 anos, entre 1930 e 1945.
  • 13.
    TERCEIRA FASE DOMODERNISMO  Esta fase é motivo para muitos conflitos entre os estudiosos. Alguns defendem-na como fase "Pós- Modernista", considerando o seu término nos anos 1960, no entanto existem outras teorias que dizem que seu fim foi nos anos 80, e há ainda quem considera a terceira fase do Modernismo ainda presente nos dias atuais.  Como principal característica desta período está o predomínio e diversidade da prosa (intimista, regionalista, urbana e etc.). Outro destaque foi a formação do grupo "Geração de 45", que tentava produzir uma poesia mais neutra, com tons sérios, sendo chamados de "neoparnasianos" (vanguarda clássica que era rejeitada pelos modernistas).  Nesta fase, destacam-se: Clarice Linspector (1920- 1977), Ariano Suassuna (1927-2014) e Guimarães Rosa (1908-1967).
  • 14.
    SEMANA DA ARTEMODERNA  Não se sabe ao certo de quem partiu a ideia de realizar uma amostra de artes modernas em São Paulo. Contudo, há o registro de que, já em 1920, Oswald de Andrade prometera para 1922 – ano do centenário da Independência – uma ação dos artistas novos “que fizesse valer o Centenário!”.  O certo é que, em 1921, o grupo modernista que realizaria a Semana estava completamente organizado e amadurecido para o evento. No mesmo ano, chegou da Europa Graça Aranha, escritor consagrado e membro da Academia Brasileira de Letras. Entusiasmo com as vanguardas artísticas europeias, com as quais tivera contato, Graça Aranha apoiou o grupo paulista. Era o impulso que faltava.
  • 15.
     A Semanade Arte Moderna ocorreu entre 13 e 18 de fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo, com a participação de artistas do Rio de Janeiro e de São Paulo.  Durante toda a semana o saguão do teatro esteve aberto ao público. Nele havia uma exposição de artes plásticas com obras de Anita Malfatti, Vicente do Rego Monteiro, Zina Ait, Di Cavalcanti, Harberg, Brecheret, Ferrignac e Antonio Moya.  A primeira noite foi aberta com uma conferência de Graça Aranha, intitulada “A emoção estética na arte moderna”, na qual o escritor pré-modernista, em linguagem tradicional e acadêmica, manifestou seu apoio à arte moderna. À conferência seguiram-se declamação de poemas, por Guilherme de Almeida e Ronaldo de Carvalho, e execução de músicas de Ernâni Braga e Villa-Lobos.
  • 16.
     Contrastando como comportamento da platéia na noite anterior, a segunda foi a mais importante e a mais tumultuada das três noites da Semana. Foi aberta por Menotti del Picchia, com uma conferencia em que negava a filiação do grupo modernista ao futurismo de Marinetti, mas defendia a integração da poesia com os tempos modernos, a liberdade de criação e, ao mesmo tempo, a criação de uma arte genuinamente brasileira.  Quando se iniciou a leitura de poemas e fragmentos de prosa, a plateia teve reações surpreendentes, ora vaiando, relinchando, latindo, gritando, ora aplaudindo.
  • 17.
     No intervaloentre uma parte e outra do programa, na escadaria do hall do teatro, Mário de Andrade fez, em meio a caçoadas e ofensas, uma pequena palestra sobre as artes plásticas ali expostas. Vinte anos depois, Mário de Andrade assim se referiu a esse episódio: “Como pude fazer uma conferência sobre artes plásticas, na escadaria do Teatro, cercado de anônimos que me caçoavam e ofendiam a valer?...”.  Na segunda parte do programa, um número de dança e o concerto de Guiomar Novaes acalmaram os ânimos da plateia.
  • 18.
    A IMPORTANCIA DASEMANA:  Em nexo, o modernismo é a independência cultural do Brasil à Europa e trouxe a tona o sentido brasileiro de ser, de norte a sul do país, os artistas passaram a aderir às bases do modernismo em seus trabalhos, onde se criou varias revistas conceituais, grupos de pinturas, de literatura, entre outros, inclusive intercâmbios de uma região com outra no Brasil.  A semana é tão importante, que até hoje a cultura brasileira, ainda tem um pouco do modernismo, seja lá qual fase das três.
  • 19.
    MOVIMENTO ANTROPOFÁGICO  OManifesto Antropófago ou Antropofágico foi um manifesto literário escrito por Oswald de Andrade, publicado em maio de 1928, que tinha por objetivo repensar a dependência cultural brasileira.  O Manifesto foi publicado na primeira edição da Revista de Antropofagia, meio de comunicação responsável pela difusão do movimento antropofágico brasileiro. A linguagem do manifesto é majoritariamente metafórica, contendo fragmentos poéticos bem-humorados e torna-se a fonte teórica principal do movimento.
  • 20.
     Oswald utilizadurante o desenvolvimento do manifesto, teorias de diversos autores e pensadores mundiais, como Freud, Marx, Breton, Francis Picabia, Rousseau, Montaigne e Hermann Keyserling. Combinadas as idéias destes autores e a ideologia desenvolvida por Oswald, retomam-se características dos primórdios da formação cultural brasileira: a combinação das culturas primitivas (indígena e africana) e da cultura latina, formada pela colonização européia. E forma-se o conceito errôneo de caracterizar, perante a colonização, o selvagem como elemento agressivo.  A intenção de promover o resgate da cultura primitiva é notável no manifesto, e o autor o faz por meio de um processo não harmonioso de tentar promover a assimilação mútua por ambas as culturas. Oswald, no entanto, não se opõe drasticamente à civilização moderna e industrializada, mas propõe um certo tipo de cautela ao absorver aspectos culturais de outrem, para que a modernidade não se sobreponha totalmente às culturas primitivas. E também, para que haja maior cuidado ao absorver a cultura de outros lugares, para que não haja absorção do desnecessário e a cultura brasileira vire um amontoado de fragmentos de culturas exteriores.
  • 21.
     No decorrerdo manifesto o autor reconta, metaforicamente, a História do Brasil, associando figuras como Padre Vieira, Anchieta, a Mãe dos Gracos, a corte de D. João VI, a Moral da Cegonha à potência mítica de Jabuti, Guaraci, Jaci e da Cobra Grande. Oswald caracteriza como “idade de ouro” a época do Brasil não colonizado, com sua própria língua e cultura.  O Manifesto Antropofágico foi um marco no Modernismo brasileiro, pois não somente mudou a forma do brasileiro de encarar o fluxo de elementos culturais do mundo, mas também colocou em evidência a produção própria, a característica brasileira na arte, ascendendo uma identidade tupiniquim no cenário artístico mundial.
  • 22.
    SEMANA DE ARTEMODERNA DE 1922
  • 23.
    Organizadores da Semanade Arte Moderna: de pé, entre outros, Manuel Bandeira (de óculos e gravata-borboleta); Mário de Andrade e Guilherme de Almeida (atrás das cadeiras); Paulo Prado (de bigode, ao centro); Gofredo Siva Telles (último à direita). Sentado no chão, Oswaldo de Andrade.
  • 24.
  • 25.
    "A poesia existenos fatos. Os casebres de açafrão e de ocre nos verdes da Favela, sob o azul cabralino, são fatos estéticos. O Carnaval no Rio é o acontecimento religioso da raça. Pau-Brasil. Wagner submerge ante os cordões de Botafogo. Bárbaro e nosso. A formação étnica rica. Riqueza vegetal. O minério. A cozinha. O vatapá, o ouro e a dança....." Manifesto Pau-Brasil de Oswald de Andrade publicado pelo Correio da Manhã, em 18 de março de 1924
  • 26.
    Tropical, 1917. Umadas obras mais conhecidas de Anita, a tela Tropical foi originalmente intitulada de Negra Baiana. A obra fez parte da Exposição de Pintura Moderna, em Dezembro de 1917, que teve repercussões decisivas para o trabalho da artista. fonte: br.blouinartinfo.com
  • 27.
    Samba, 1925. Aobra é considerada a maior de Di Cavalcante e a melhor representação da cultura negra. “No modernismo não há peça tão poderosa quanto essa. É a maior manifestação da cultura negra, e também feita por um artista negro.” http://www1.folha.uol.c om.br/ilustrada/113716 4-samba-era-obra- mais-poderosa-do- modernismo-diz- curador.shtml
  • 28.
    A obra Operáriosfoi pintada em um momento no qual a artista estava envolvida com o comunismo.
  • 29.
    “A Ventania”, deAnita Malfatti. Criticada por Monteiro Lobato, em 1917, essa foi uma das obras que participaram da exposição no Teatro Municipal, durante a Semana de Arte Moderna, em fevereiro de 1922
  • 30.
    Movido pelos temasde contexto racional em seus aspectos estético-sociais da Semana de Arte Moderna, a obra de Portinari ultrapassa pela mão de obra dos ciclos econômicos do café e cacau, alcançando -por meio da pele morena, olhos puxados e lábios grossos -o auge da composição étnica brasileira em nossas origens. Obra: Mestiço Autor: Cândido Portinari DE PEITO ABERTO Fim...