Mariana Olival da Cunha Marzano (R3)
Orientador: Dr. Afrânio Coelho
LESÕES MAMÁRIAS BENIGNAS:
ASPECTO HISTOPATOLÓGICO
LESÕES MAMÁRIAS BENIGNAS:
ASPECTO HISTOPATOLÓGICO
• Objetivos
- Discutir os aspectos clínicos e histopatológicos da lesões benignas da mama
- Identificar lesões benignas e risco com câncer de mama
- Descrever os aspectos clínicos dos neoplasmas benignos da mama
LESÕES MAMÁRIAS BENIGNAS:
ASPECTO HISTOPATOLÓGICO
• 80 % dos tumores palpáveis são benignos
• 20 a 50 anos
• Importância do exame físico, exames de imagem,
histopatológico e esclarecimento á paciente.
• Risco de CA de mama
LESÕES MAMÁRIAS BENIGNAS:
ASPECTO HISTOPATOLÓGICO
The Oncologist 2006, 11:435-449. doi: 10.1634/theoncologist.11-5-435
MAMA NORMAL
dc246.4shared.com
- Epitélio ductal,
alveolar e estroma
- Estrogênio –
proliferação lóbulo-
alveolar
- Progesterona –
desenvolvimento
lóbulo-alveolar
MAMA NORMAL
Histologia normal
www.zambon.es
Lóbulos e ductos extra-lobulares Unidade ducto-lobular terminal
LESÕES INFLAMATÓRIAS
• Mastite aguda
- Primeiros 3 meses pós-parto
- Clínica: dor, calor, rubor, edema, eliminação de secreção purulenta, febre
- Celulite do tecido conjuntivo interlobular
- Fatores de risco: ingurgitamento mamário, fissuras periareolares, stress,
privação de sono
- Complicações: abscesso, sepse
LESÕES INFLAMATÓRIAS - MASTITE
medfoco.com.br
Nódulo hipodenso, heterogêneo, de bordos
irregulares, que capta grande quantidade de ecos.
http://conganat.uninet.edu
Sinais flogísticos
LESÕES INFLAMATÓRIAS - MASTITE
LESÕES INFLAMATÓRIAS – MASTITE
GRANULOMATOSA
• Mastite Granulomatosa
- Reação granulomatosa resultante de infecção (Tuberculose), reação de corpo estranho
(Silicone) ou doença auto-imune (Sarcoidose, Granulomatose de Wegener)
- 17 a 42 anos
- Clínica: massa endurecida, fixa, muitas vezes dolorosa, poupa a região retroareolar, com
espessamento cutâneo associado
- Células gigantes e multinucleadas, fibrose
LESÕES INFLAMATÓRIAS – MASTITE
GRANULOMATOSA
LESÕES INFLAMATÓRIAS – ECTASIA DUCTAL
• Ectasia ductal
- Lesão não proliferativa
- Variação da normalidade (envelhecimento e involução da mama)
- Pós-menopausa
- 50 % das mulheres > 60 anos
- Inflamação periductal
- Clínica: nódulos periareolares, dor ao toque, mastalgia não cíclica, inversão ou
retração areolar, descarga papilar, abscesso subareolar (massa indurada,
inflamatória, dolorosa)
- Ductos preenchidos por células do epitélio descamadas e secreção composta de
proteínas
- Sem associação com CA de mama
LESÕES INFLAMATÓRIAS – ECTASIA DUCTAL
Ductos dilatados
LESÕES INFLAMATÓRIAS – ECTASIA DUCTAL
http://mastologia.wordpress.com/page/3/
Infiltrado inflamatório ao redor do ducto e várias células inflamatórias – inclusive
macrófagos e células espongiformes – no interior do ducto
LESÕES INFLAMATÓRIAS - ESTEATONECROSE
• Esteatonecrose
- Lesão não proliferativa
- Clínica: Nódulos duros, arredondados, indolores, margens mal definidas,
espiculadas, retração da pele e eritema
- Trauma
- Calcificações
- Dificuldade de diferenciação com CA de mama
LESÕES INFLAMATÓRIAS - ESTEATONECROSE
http://www.doencadamama.com/tratamento_detalhe.php?i=8
LESÕES INFLAMATÓRIAS - ESTEATONECROSE
aprendendopatologiaa.blogspot.com
Tecido adiposo infiltrado de macrófagos.
Células rosa mais claro são os macrófagos
ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS
• Lesões não proliferativas
• Lesões proliferativas - sem atipias
- com atipias
ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS
• Lesões não proliferativas
- Cistos
- Metaplasia apócrina
- Fibroadenoma sem alterações complexas
- Hamartoma
- Ectasia ductal
- Esteatonecrose
- Fibrose
ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS
• Lesões proliferativas sem atipias
- Tumor filóide
- Cicatriz radial
- Hiperplasia sem atipias
- Papiloma
- Adenose esclerosante
- Fibroadenoma com alterações complexas
ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS
• Lesões proliferativas com atipias
- Hiperplasia ductal atípica
- Hiperplasia lobular atípica
ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS - CISTOS
• Cistos
- Lesão não proliferativa
- 7 – 10 % das mulheres
- 1/3 das mulheres entre 35 e 50 anos
- Clínica: nódulo de aparecimento súbito, contornos regulares, móveis, dolorosos,
consistência fibroelástica
- Fatores de risco: menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade,
oligoparidade, primiparidade tardia, amamentação curta ou tardia
- Dilatação de ácinos revestidos por uma única camada de epitélio cúbico ou
achatado, repousando em camada de células mioepiteliais.
- Processos involutivos da mama
ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS - CISTOS
- Associação com metaplasia apócrina (células colunares com citoplasma abundante
e com projeções luminais)
- Originados do ducto terminal da unidade lobular
- Cistos simples: sem associação com CA de mama
- Cistos complexos: presença de septações, parede irregular ou grosseira, sem reforço
acústico posterior
- Cistos complexos: taxa de malignidade = 0,3 %
ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS - CISTOS
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Ducto terminal da unidade lobular
ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS - CISTOS
www.ultrassonografiamamaria.com
USG - nódulo de paredes bem definidas, sem ecos
no seu interior (anecóica) e com reforço posterior
MMG – Nódulo com densidade de gordura,
regular, bordos bem definidos
ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS - CISTOS
ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS - CISTOS
http://anatpat.unicamp.br/lamgin22.html
Dilatação de ácinos revestidos por uma única camada de epitélio cúbico ou
achatado, repousando em camada de células mioepiteliais.
ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS - CISTOS
http://anatpat.unicamp.br/lamgin22.html
Cisto sem metaplasia apócrina – células da parede ficam achatadas
Metaplasia apócrina – proliferação celular, células cubóides a colunares com núcleo arredondado
- células colunares com citoplasma abundante e com projeções luminais
ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS - CISTOS
http://anatpat.unicamp.br/lamgin22.html
ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS – ADENOSE ESCLEROSANTE
• Adenose esclerosante
- Lesão proliferativa sem atipia
- Mulheres em idade reprodutiva
- Clínica: Massa mal definida associada a microcalcificações, tamanho 1,5 cm
- Proliferação glandular
- Aumento e distorção das unidades lobulares, aumento do número de estruturas
acinares, alterações fibrosas do estroma coexistentes, manutenção da
população normal de duas camadas de células acima da membrana basal
- Persistência de células mioepiteliais
ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS – ADENOSE ESCLEROSANTE
- Mimetiza carcinoma invasivo da mama
- Associação com hiperplasia lobular atípica, hiperplasia epitelial, intraductal,
papiloma esclerosante, calcificações, alterações apócrinas
- Pode coexistir com CA in situ ou invasivo
- Risco aumentado de CA de mama (2 x > usual)
ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS – ADENOSE ESCLEROSANTE
http://anatpat.unicamp.br/lamgin22.html
- Aumento e distorção das unidades lobulares
- Aumento do número de estruturas acinares
- Alterações fibrosas do estroma coexistentes
ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS – ADENOSE ESCLEROSANTE
http://anatpat.unicamp.br/lamgin22.htm
Manutenção da população normal de duas camadas de células
acima da membrana basal
ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS – ADENOSE ESCLEROSANTE
The Oncologist 2006, 11:435-449. doi: 10.1634/theoncologist.11-5-435
Proliferação de pequenas glândulas associadas com microcalcificações
ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS -
HIPERPLASIA SEM ATIPIAS
• Hiperplasia sem atipias
- Unidade ducto-lobular terminal
- Células imaturas, pluripotenciais, de tamanho e formas diferentes
- Aumento do número de camadas de células epiteliais (> 2 camadas) para o
interior dos ácinos ou dos ductos afetados, com preservação da camada
celular mioepitelial subjacente
- Padrão de crescimento irregular
- Leve (3 a 4 camadas de células, sem obstrução da luz do ducto), moderada,
florida (5 ou mais camadas com distensão e oclusão da luz do ducto)
- Risco de carcinoma 2 X >
ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS -
HIPERPLASIA SEM ATIPIAS
www.scielo.br
- Hiperplasia sem atipias moderada, florida
- Células de tamanho e formas diferentes
ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS –
HIPERPLASIA DUCTAL ATÍPICA
• Hiperplasia ductal atípica
- Clínica: assintomática, massa palpável
- Envolvimento completo de ductos adjacentes no conjunto com um diâmetro < 2
mm
- Células com arranjo regular e proliferação monótona
- Diagnóstico diferencial: Ca in situ
- 3,7 a 22 % desenvolve carcinoma invasivo após diagnóstico
- Risco de carcinoma 4 – 5 X >
ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS –
HIPERPLASIA DUCTAL ATÍPICA
Células com arranjo regular e proliferação monótona
ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS –
HIPERPLASIA DUCTAL ATÍPICA
Hiperplasia sem atipia Hiperplasia com atipias
Carcinoma ductal
in situ
ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS –
HIPERPLASIA LOBULAR ATÍPICA
• Hiperplasia lobular atípia
- Rara
- Raramente apresenta manifestação clínica
- Perimenopausa
- Proliferação epitelial nas unidades terminais ducto-lobulares, preenchendo e
podendo distender os ácinos, á custa de células monótonas e descoesas
- Hiperplasia lobular atípica X carcinoma lobular – Extensão e grau de
proliferação epitelial
- Lesão multifocal
- Risco aumentado de CA de mama
- Carcinoma invasivo – 15 a 20 anos após o diagnóstico
ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS –
HIPERPLASIA LOBULAR ATÍPICA
Proliferação epitelial nas unidades terminais ducto-
lobulares, preenchendo e podendo distender os
ácinos, á custa de células monótonas e descoesas
ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS – CICATRIZ RADIAL
• Cicatriz radial
- Lesão proliferativa sem atipias
- Incidência: 1,7 a 43 %
- Origem na unidade ducto-lobular terminal
- Área central fibroesclerótica (branca) envolvida por pequenos ductos de
disposição radiária, frequentemente distorcidos
- Áreas de distorção do tecido mamário com configuração estrelar
- Lesão espiculada, com ou sem calcificações, de até 1 cm
- > 1 cm = lesão esclerosante complexa
- Potencial de malignidade? (2 X >)
- Lesões grandes – Hiperplasia epitelial – risco aumentado de carcinoma
- Diag. Diferencial: carcinoma lobular
ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS – CICATRIZ RADIAL
http://mastologia.wordpress.com/page/3
Cicatriz radial CA de mama
http://www.mulheresnopoder.com.br/tag/mamografia/
ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS – CICATRIZ RADIAL
Cicatriz radial CA de mama
http://www.emforma.net/8223-o-cancro-da-mama-nos-homens
ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS – CICATRIZ RADIAL
http://www.zambon.es
Limites estrelados, aparentemente infiltrantes. Na zona central (margem inferior
direita), a lesão mostra abundante tecido fibroso, com elastose. Nas zonas mais
periféricas, observam-se estruturas ductais mamárias distorcidas
ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS - PAPILOMA
• Papiloma
- Lesão proliferativa sem atipias
- 30 a 50 anos
- Clínica: descarga papilar hemorrágica ou
serossanguinolenta, espontânea, uniductal (“ponto-gatilho”), fluxo intermitente
- Citologia - 30 % falsos negativos
- Origem na parede do ducto e crescimento para o interior do ducto
- Lesão tumoral pediculada (pedículo fibrovascular circundado por epitélio)
- Pode apresentar metaplasia apócrina
- Papiloma central e solitário – sem risco para carcinoma
- Potencial de malignidade baixo (RR 1,3)
- Papilomas múltiplos e periféricos X CDI (RR 3,7 – risco moderado)
ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS - PAPILOMA
USG: ductos retroareolares dilatados com massa
no seu interior
ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS - PAPILOMA
www.zambon.es
- Estroma arborescente que cresce no interior de um ducto mamário dilatado
- Pedículo fibrovascular circundado por epitélio
ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS - PAPILOMA
http://www.revmatanzas.sld.cu/revista%20medica/ano%202008/vol1%202008/tema09.htm
NEOPLASMAS BENIGNOS - FIBROADENOMA
• Fibroadenoma
- Lesão não proliferativa
- 20 - 30 anos
- Segunda neoplasia mamária mais frequente
- Clínica: assintomática (25 %), tumor único ou múltiplo, móvel, bem delimitado,
não fixo, lobulado, crescimento lento, QSE, indolor, consistência fibroelástica
- Maior crescimento na gravidez e lactação (hormônio-dependente)
- “Calcificação em pipoca”
- Hiperplasia dos lóbulos normais (proliferação epitelial e mesenquimal)
- Transformação maligna – 0,1 a 0,3 % (lobular)
- Fibroadenoma X CA de mama
NEOPLASMAS BENIGNOS - FIBROADENOMA
demos.biemedia.com talkativebrain.blogspot.com
- USG: imagem nodular, circunscrita, hipoecóica,
margens definidas, maior eixo paralelo á pele,
reforço posterior e sombras laterais
MMG: imagem
nodular, circunscrita, ovalada, calcificações
grosseiras, aspecto de “pipoca”
NEOPLASMAS BENIGNOS - FIBROADENOMA
Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.29 no.4 Rio de Janeiro Apr. 2007 - Nódulos benignos da mama: uma
revisão dos diagnósticos diferenciais e conduta
- PAAF: aspecto arborescente, com projeções fibroepiteliais em “dedo de luva”
NEOPLASMAS BENIGNOS - FIBROADENOMA
http://tgmouse.ucdavis.edu/preprint/hubrca/Fibroadenoma.html
Hiperplasia epitelial, alterações metaplásicas, aumento da celularidade do estroma
www.studyblue.com
NEOPLASMAS BENIGNOS - FIBROADENOMA
http://en.wikipedia.org/wiki/File:Breast_fibradenoma_(2).jpg
- Morfologia intracanalicular (direita)
- Morfologia pericanalicular (esquerda)
NEOPLASMAS BENIGNOS - FIBROADENOMA
Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.29 no.4 Rio de Janeiro Apr. 2007 - Nódulos benignos da mama:
uma revisão dos diagnósticos diferenciais e conduta
NEOPLASMAS BENIGNOS – TUMOR FILÓIDES
• Tumor filóides
- Lesão proliferativa sem atipias
- 0,3 a 1 % dos tumores da mama
- 40 a 50 anos
- 80 % benigno
- Clínica: Massa móvel, tamanho grande, limites definidos, bordos lobulados,
crescimento rápido, indolor, consistência elástica, adenopatia axilar inflamatória
- Benignos, borderline, malignos (contagem mitótica, atipias celulares,
comprometimento das margens)
- Pode sofrer degeneração maligna sarcomatosa
- Mtx: pulmão e esqueleto
- Disseminação hematogênica
NEOPLASMAS BENIGNOS – TUMOR FILÓIDES
Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.29 no.4 Rio de Janeiro Apr. 2007 - Nódulos benignos da mama: uma
revisão dos diagnósticos diferenciais e conduta
- USG: formação nodular circunscrita e hipoecóica
- Neoformação fibroepitelial e intensa celularidade
do estroma, padrão “folha de trevo”
NEOPLASMAS BENIGNOS – TUMOR FILÓIDES
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tumor_filoide
Estroma celular mixóide e grandes fendas (compressão do componente
epitelial) – crescimento do estroma maior que o do epitélio
NEOPLASMAS BENIGNOS – TUMOR FILÓIDES
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tumor_filoide
Boderline ou maligno: Estroma com atipias, hipercelularidade
marcada, atividade mitótica ou predomínio de componente glandular
NEOPLASMAS BENIGNOS - HAMARTOMAS
• Hamartomas
- Lesão não proliferativa
- Perimenopausa
- Clínica: maioria assintomática, nódulo de dimensões variadas, amolecido,
móvel, margens bem definidas, indolor
- Lesões bem circunscritas, sem cápsula verdadeira, contendo gordura
- “Mama dentro da mama”
- Associada a Doença de Cowden
- Diagnóstico diferencial: fibroadenoma e tumor filóide
NEOPLASMAS BENIGNOS - HAMARTOMAS
Radiol Bras vol.38 no.5 São Paulo Sept./Oct. 2005
NEOPLASMAS BENIGNOS - HAMARTOMAS
www.rb.org.br
Tecido adiposo maduro
BIBLIOGRAFIA
• The Oncologist 2006, 11:435-449. doi: 10.1634/theoncologist.11-5-435
• Afonso Celso Pinto Nazário, Mychely Fernandes Rego, Vilmar Marques de Oliveira - Rev.
Bras. Ginecol. Obstet. vol.29 no.4 Rio de Janeiro Apr. 2007 - Nódulos benignos da mama:
uma revisão dos diagnósticos diferenciais e conduta
• Rogério D. Duarte, Ana Alice Furtado, André Lermen Jr., Lívia Borges, Ênio M. Carvalho,
Heloise Zanelatto Neves, Dakir L. Duarte Filho, Dakir L. Duarte - Lesões mamárias
incomuns: ensaio iconográfico, Radiol Bras vol.38 no.5 São Paulo Sept./Oct. 2005
• Lolita Schneider, : Profa. Dra. Ilma Simoni Brum da Silva - EXPRESSÃO GÊNICA E
PROTÉICA DE p53 E p21 EM FIBROADENOMA E TECIDO MAMÁRIO NORMAL
ADJACENTE, Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação como requisito
parcial para a obtenção do título de Mestre em Ciências Biológicas: Fisiologia, Porto
Alegre, 2007.
BIBLIOGRAFIA
• Radiol Bras vol.38 no.5 São Paulo Sept./Oct. 2005
• Diagnostic Problems in Breast Pathology, 1st Edition 2009; Koerner, FC
• Atlas of Breast Cancer, 2nd Edition 2000; Hayes, DF
• Mastologia Moderna, 1a Edição 2006; Boff, RA
• Atlas de Mamografia, 3a Edição 2002; Tabár, L
• Dra. Mercedes Pérez Vázquez, Dra. Juana T. Santiago Pérez, Dra. Amparo de la C.
Rivera Valdespino, Dra. Petra E. Beltrán Sánchez - Hamartoma de la mama, Rev Cubana
Cir 2004;43(2)
BIBLIOGRAFIA
• http://mastologia.wordpress.com/page/3
• www.zambon.es
• http://anatpat.unicamp.br/lamgin22.htm
• www.ultrassonografiamamaria.com
• http://tgmouse.ucdavis.edu/preprint/hubrca/Fibroadenoma.html
• http://en.wikipedia.org/wiki/File:Breast_fibradenoma_(2).jpg
• demos.biemedia.com
• www.studyblue.com
• talkativebrain.blogspot.com
• http://pt.wikipedia.org/wiki/Tumor_filoide
• www.rb.org.br
BIBLIOGRAFIA
• http://mastologia.wordpress.com/page/3
• http://www.doencadamama.com/tratamento_detalhe.php?i=8/
• http://www.revmatanzas.sld.cu/revista%20medica/ano%202008/vol1%202008/tema09.htm
• http://www.mulheresnopoder.com.br/tag/mamografia/
• http://www.emforma.net/8223-o-cancro-da-mama-nos-homens
• www.scielo.br
• aprendendopatologiaa.blogspot.com
• medfoco.com.br
• http://conganat.uninet.edu

Lesões mamárias benignas - aspecto histopatológico

  • 1.
    Mariana Olival daCunha Marzano (R3) Orientador: Dr. Afrânio Coelho LESÕES MAMÁRIAS BENIGNAS: ASPECTO HISTOPATOLÓGICO
  • 2.
    LESÕES MAMÁRIAS BENIGNAS: ASPECTOHISTOPATOLÓGICO • Objetivos - Discutir os aspectos clínicos e histopatológicos da lesões benignas da mama - Identificar lesões benignas e risco com câncer de mama - Descrever os aspectos clínicos dos neoplasmas benignos da mama
  • 3.
    LESÕES MAMÁRIAS BENIGNAS: ASPECTOHISTOPATOLÓGICO • 80 % dos tumores palpáveis são benignos • 20 a 50 anos • Importância do exame físico, exames de imagem, histopatológico e esclarecimento á paciente. • Risco de CA de mama
  • 4.
    LESÕES MAMÁRIAS BENIGNAS: ASPECTOHISTOPATOLÓGICO The Oncologist 2006, 11:435-449. doi: 10.1634/theoncologist.11-5-435
  • 5.
    MAMA NORMAL dc246.4shared.com - Epitélioductal, alveolar e estroma - Estrogênio – proliferação lóbulo- alveolar - Progesterona – desenvolvimento lóbulo-alveolar
  • 6.
    MAMA NORMAL Histologia normal www.zambon.es Lóbulose ductos extra-lobulares Unidade ducto-lobular terminal
  • 7.
    LESÕES INFLAMATÓRIAS • Mastiteaguda - Primeiros 3 meses pós-parto - Clínica: dor, calor, rubor, edema, eliminação de secreção purulenta, febre - Celulite do tecido conjuntivo interlobular - Fatores de risco: ingurgitamento mamário, fissuras periareolares, stress, privação de sono - Complicações: abscesso, sepse
  • 8.
    LESÕES INFLAMATÓRIAS -MASTITE medfoco.com.br Nódulo hipodenso, heterogêneo, de bordos irregulares, que capta grande quantidade de ecos. http://conganat.uninet.edu Sinais flogísticos
  • 9.
  • 10.
    LESÕES INFLAMATÓRIAS –MASTITE GRANULOMATOSA • Mastite Granulomatosa - Reação granulomatosa resultante de infecção (Tuberculose), reação de corpo estranho (Silicone) ou doença auto-imune (Sarcoidose, Granulomatose de Wegener) - 17 a 42 anos - Clínica: massa endurecida, fixa, muitas vezes dolorosa, poupa a região retroareolar, com espessamento cutâneo associado - Células gigantes e multinucleadas, fibrose
  • 11.
    LESÕES INFLAMATÓRIAS –MASTITE GRANULOMATOSA
  • 12.
    LESÕES INFLAMATÓRIAS –ECTASIA DUCTAL • Ectasia ductal - Lesão não proliferativa - Variação da normalidade (envelhecimento e involução da mama) - Pós-menopausa - 50 % das mulheres > 60 anos - Inflamação periductal - Clínica: nódulos periareolares, dor ao toque, mastalgia não cíclica, inversão ou retração areolar, descarga papilar, abscesso subareolar (massa indurada, inflamatória, dolorosa) - Ductos preenchidos por células do epitélio descamadas e secreção composta de proteínas - Sem associação com CA de mama
  • 13.
    LESÕES INFLAMATÓRIAS –ECTASIA DUCTAL Ductos dilatados
  • 14.
    LESÕES INFLAMATÓRIAS –ECTASIA DUCTAL http://mastologia.wordpress.com/page/3/ Infiltrado inflamatório ao redor do ducto e várias células inflamatórias – inclusive macrófagos e células espongiformes – no interior do ducto
  • 15.
    LESÕES INFLAMATÓRIAS -ESTEATONECROSE • Esteatonecrose - Lesão não proliferativa - Clínica: Nódulos duros, arredondados, indolores, margens mal definidas, espiculadas, retração da pele e eritema - Trauma - Calcificações - Dificuldade de diferenciação com CA de mama
  • 16.
    LESÕES INFLAMATÓRIAS -ESTEATONECROSE http://www.doencadamama.com/tratamento_detalhe.php?i=8
  • 17.
    LESÕES INFLAMATÓRIAS -ESTEATONECROSE aprendendopatologiaa.blogspot.com Tecido adiposo infiltrado de macrófagos. Células rosa mais claro são os macrófagos
  • 18.
    ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS • Lesõesnão proliferativas • Lesões proliferativas - sem atipias - com atipias
  • 19.
    ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS • Lesõesnão proliferativas - Cistos - Metaplasia apócrina - Fibroadenoma sem alterações complexas - Hamartoma - Ectasia ductal - Esteatonecrose - Fibrose
  • 20.
    ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS • Lesõesproliferativas sem atipias - Tumor filóide - Cicatriz radial - Hiperplasia sem atipias - Papiloma - Adenose esclerosante - Fibroadenoma com alterações complexas
  • 21.
    ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS • Lesõesproliferativas com atipias - Hiperplasia ductal atípica - Hiperplasia lobular atípica
  • 22.
    ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS -CISTOS • Cistos - Lesão não proliferativa - 7 – 10 % das mulheres - 1/3 das mulheres entre 35 e 50 anos - Clínica: nódulo de aparecimento súbito, contornos regulares, móveis, dolorosos, consistência fibroelástica - Fatores de risco: menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade, oligoparidade, primiparidade tardia, amamentação curta ou tardia - Dilatação de ácinos revestidos por uma única camada de epitélio cúbico ou achatado, repousando em camada de células mioepiteliais. - Processos involutivos da mama
  • 23.
    ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS -CISTOS - Associação com metaplasia apócrina (células colunares com citoplasma abundante e com projeções luminais) - Originados do ducto terminal da unidade lobular - Cistos simples: sem associação com CA de mama - Cistos complexos: presença de septações, parede irregular ou grosseira, sem reforço acústico posterior - Cistos complexos: taxa de malignidade = 0,3 %
  • 24.
    ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS -CISTOS dc246.4shared.com Ducto terminal da unidade lobular
  • 25.
    ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS -CISTOS www.ultrassonografiamamaria.com USG - nódulo de paredes bem definidas, sem ecos no seu interior (anecóica) e com reforço posterior MMG – Nódulo com densidade de gordura, regular, bordos bem definidos
  • 26.
  • 27.
    ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS -CISTOS http://anatpat.unicamp.br/lamgin22.html Dilatação de ácinos revestidos por uma única camada de epitélio cúbico ou achatado, repousando em camada de células mioepiteliais.
  • 28.
    ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS -CISTOS http://anatpat.unicamp.br/lamgin22.html Cisto sem metaplasia apócrina – células da parede ficam achatadas Metaplasia apócrina – proliferação celular, células cubóides a colunares com núcleo arredondado - células colunares com citoplasma abundante e com projeções luminais
  • 29.
    ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS -CISTOS http://anatpat.unicamp.br/lamgin22.html
  • 30.
    ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS –ADENOSE ESCLEROSANTE • Adenose esclerosante - Lesão proliferativa sem atipia - Mulheres em idade reprodutiva - Clínica: Massa mal definida associada a microcalcificações, tamanho 1,5 cm - Proliferação glandular - Aumento e distorção das unidades lobulares, aumento do número de estruturas acinares, alterações fibrosas do estroma coexistentes, manutenção da população normal de duas camadas de células acima da membrana basal - Persistência de células mioepiteliais
  • 31.
    ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS –ADENOSE ESCLEROSANTE - Mimetiza carcinoma invasivo da mama - Associação com hiperplasia lobular atípica, hiperplasia epitelial, intraductal, papiloma esclerosante, calcificações, alterações apócrinas - Pode coexistir com CA in situ ou invasivo - Risco aumentado de CA de mama (2 x > usual)
  • 32.
    ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS –ADENOSE ESCLEROSANTE http://anatpat.unicamp.br/lamgin22.html - Aumento e distorção das unidades lobulares - Aumento do número de estruturas acinares - Alterações fibrosas do estroma coexistentes
  • 33.
    ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS –ADENOSE ESCLEROSANTE http://anatpat.unicamp.br/lamgin22.htm Manutenção da população normal de duas camadas de células acima da membrana basal
  • 34.
    ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS –ADENOSE ESCLEROSANTE The Oncologist 2006, 11:435-449. doi: 10.1634/theoncologist.11-5-435 Proliferação de pequenas glândulas associadas com microcalcificações
  • 35.
    ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS - HIPERPLASIASEM ATIPIAS • Hiperplasia sem atipias - Unidade ducto-lobular terminal - Células imaturas, pluripotenciais, de tamanho e formas diferentes - Aumento do número de camadas de células epiteliais (> 2 camadas) para o interior dos ácinos ou dos ductos afetados, com preservação da camada celular mioepitelial subjacente - Padrão de crescimento irregular - Leve (3 a 4 camadas de células, sem obstrução da luz do ducto), moderada, florida (5 ou mais camadas com distensão e oclusão da luz do ducto) - Risco de carcinoma 2 X >
  • 36.
    ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS - HIPERPLASIASEM ATIPIAS www.scielo.br - Hiperplasia sem atipias moderada, florida - Células de tamanho e formas diferentes
  • 37.
    ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS – HIPERPLASIADUCTAL ATÍPICA • Hiperplasia ductal atípica - Clínica: assintomática, massa palpável - Envolvimento completo de ductos adjacentes no conjunto com um diâmetro < 2 mm - Células com arranjo regular e proliferação monótona - Diagnóstico diferencial: Ca in situ - 3,7 a 22 % desenvolve carcinoma invasivo após diagnóstico - Risco de carcinoma 4 – 5 X >
  • 38.
    ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS – HIPERPLASIADUCTAL ATÍPICA Células com arranjo regular e proliferação monótona
  • 39.
    ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS – HIPERPLASIADUCTAL ATÍPICA Hiperplasia sem atipia Hiperplasia com atipias Carcinoma ductal in situ
  • 40.
    ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS – HIPERPLASIALOBULAR ATÍPICA • Hiperplasia lobular atípia - Rara - Raramente apresenta manifestação clínica - Perimenopausa - Proliferação epitelial nas unidades terminais ducto-lobulares, preenchendo e podendo distender os ácinos, á custa de células monótonas e descoesas - Hiperplasia lobular atípica X carcinoma lobular – Extensão e grau de proliferação epitelial - Lesão multifocal - Risco aumentado de CA de mama - Carcinoma invasivo – 15 a 20 anos após o diagnóstico
  • 41.
    ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS – HIPERPLASIALOBULAR ATÍPICA Proliferação epitelial nas unidades terminais ducto- lobulares, preenchendo e podendo distender os ácinos, á custa de células monótonas e descoesas
  • 42.
    ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS –CICATRIZ RADIAL • Cicatriz radial - Lesão proliferativa sem atipias - Incidência: 1,7 a 43 % - Origem na unidade ducto-lobular terminal - Área central fibroesclerótica (branca) envolvida por pequenos ductos de disposição radiária, frequentemente distorcidos - Áreas de distorção do tecido mamário com configuração estrelar - Lesão espiculada, com ou sem calcificações, de até 1 cm - > 1 cm = lesão esclerosante complexa - Potencial de malignidade? (2 X >) - Lesões grandes – Hiperplasia epitelial – risco aumentado de carcinoma - Diag. Diferencial: carcinoma lobular
  • 43.
    ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS –CICATRIZ RADIAL http://mastologia.wordpress.com/page/3 Cicatriz radial CA de mama http://www.mulheresnopoder.com.br/tag/mamografia/
  • 44.
    ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS –CICATRIZ RADIAL Cicatriz radial CA de mama http://www.emforma.net/8223-o-cancro-da-mama-nos-homens
  • 45.
    ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS –CICATRIZ RADIAL http://www.zambon.es Limites estrelados, aparentemente infiltrantes. Na zona central (margem inferior direita), a lesão mostra abundante tecido fibroso, com elastose. Nas zonas mais periféricas, observam-se estruturas ductais mamárias distorcidas
  • 46.
    ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS -PAPILOMA • Papiloma - Lesão proliferativa sem atipias - 30 a 50 anos - Clínica: descarga papilar hemorrágica ou serossanguinolenta, espontânea, uniductal (“ponto-gatilho”), fluxo intermitente - Citologia - 30 % falsos negativos - Origem na parede do ducto e crescimento para o interior do ducto - Lesão tumoral pediculada (pedículo fibrovascular circundado por epitélio) - Pode apresentar metaplasia apócrina - Papiloma central e solitário – sem risco para carcinoma - Potencial de malignidade baixo (RR 1,3) - Papilomas múltiplos e periféricos X CDI (RR 3,7 – risco moderado)
  • 47.
    ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS -PAPILOMA USG: ductos retroareolares dilatados com massa no seu interior
  • 48.
    ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS -PAPILOMA www.zambon.es - Estroma arborescente que cresce no interior de um ducto mamário dilatado - Pedículo fibrovascular circundado por epitélio
  • 49.
    ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS -PAPILOMA http://www.revmatanzas.sld.cu/revista%20medica/ano%202008/vol1%202008/tema09.htm
  • 50.
    NEOPLASMAS BENIGNOS -FIBROADENOMA • Fibroadenoma - Lesão não proliferativa - 20 - 30 anos - Segunda neoplasia mamária mais frequente - Clínica: assintomática (25 %), tumor único ou múltiplo, móvel, bem delimitado, não fixo, lobulado, crescimento lento, QSE, indolor, consistência fibroelástica - Maior crescimento na gravidez e lactação (hormônio-dependente) - “Calcificação em pipoca” - Hiperplasia dos lóbulos normais (proliferação epitelial e mesenquimal) - Transformação maligna – 0,1 a 0,3 % (lobular) - Fibroadenoma X CA de mama
  • 51.
    NEOPLASMAS BENIGNOS -FIBROADENOMA demos.biemedia.com talkativebrain.blogspot.com - USG: imagem nodular, circunscrita, hipoecóica, margens definidas, maior eixo paralelo á pele, reforço posterior e sombras laterais MMG: imagem nodular, circunscrita, ovalada, calcificações grosseiras, aspecto de “pipoca”
  • 52.
    NEOPLASMAS BENIGNOS -FIBROADENOMA Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.29 no.4 Rio de Janeiro Apr. 2007 - Nódulos benignos da mama: uma revisão dos diagnósticos diferenciais e conduta - PAAF: aspecto arborescente, com projeções fibroepiteliais em “dedo de luva”
  • 53.
    NEOPLASMAS BENIGNOS -FIBROADENOMA http://tgmouse.ucdavis.edu/preprint/hubrca/Fibroadenoma.html Hiperplasia epitelial, alterações metaplásicas, aumento da celularidade do estroma www.studyblue.com
  • 54.
    NEOPLASMAS BENIGNOS -FIBROADENOMA http://en.wikipedia.org/wiki/File:Breast_fibradenoma_(2).jpg - Morfologia intracanalicular (direita) - Morfologia pericanalicular (esquerda)
  • 55.
    NEOPLASMAS BENIGNOS -FIBROADENOMA Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.29 no.4 Rio de Janeiro Apr. 2007 - Nódulos benignos da mama: uma revisão dos diagnósticos diferenciais e conduta
  • 56.
    NEOPLASMAS BENIGNOS –TUMOR FILÓIDES • Tumor filóides - Lesão proliferativa sem atipias - 0,3 a 1 % dos tumores da mama - 40 a 50 anos - 80 % benigno - Clínica: Massa móvel, tamanho grande, limites definidos, bordos lobulados, crescimento rápido, indolor, consistência elástica, adenopatia axilar inflamatória - Benignos, borderline, malignos (contagem mitótica, atipias celulares, comprometimento das margens) - Pode sofrer degeneração maligna sarcomatosa - Mtx: pulmão e esqueleto - Disseminação hematogênica
  • 57.
    NEOPLASMAS BENIGNOS –TUMOR FILÓIDES Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.29 no.4 Rio de Janeiro Apr. 2007 - Nódulos benignos da mama: uma revisão dos diagnósticos diferenciais e conduta - USG: formação nodular circunscrita e hipoecóica - Neoformação fibroepitelial e intensa celularidade do estroma, padrão “folha de trevo”
  • 58.
    NEOPLASMAS BENIGNOS –TUMOR FILÓIDES http://pt.wikipedia.org/wiki/Tumor_filoide Estroma celular mixóide e grandes fendas (compressão do componente epitelial) – crescimento do estroma maior que o do epitélio
  • 59.
    NEOPLASMAS BENIGNOS –TUMOR FILÓIDES http://pt.wikipedia.org/wiki/Tumor_filoide Boderline ou maligno: Estroma com atipias, hipercelularidade marcada, atividade mitótica ou predomínio de componente glandular
  • 60.
    NEOPLASMAS BENIGNOS -HAMARTOMAS • Hamartomas - Lesão não proliferativa - Perimenopausa - Clínica: maioria assintomática, nódulo de dimensões variadas, amolecido, móvel, margens bem definidas, indolor - Lesões bem circunscritas, sem cápsula verdadeira, contendo gordura - “Mama dentro da mama” - Associada a Doença de Cowden - Diagnóstico diferencial: fibroadenoma e tumor filóide
  • 61.
    NEOPLASMAS BENIGNOS -HAMARTOMAS Radiol Bras vol.38 no.5 São Paulo Sept./Oct. 2005
  • 62.
    NEOPLASMAS BENIGNOS -HAMARTOMAS www.rb.org.br Tecido adiposo maduro
  • 63.
    BIBLIOGRAFIA • The Oncologist2006, 11:435-449. doi: 10.1634/theoncologist.11-5-435 • Afonso Celso Pinto Nazário, Mychely Fernandes Rego, Vilmar Marques de Oliveira - Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.29 no.4 Rio de Janeiro Apr. 2007 - Nódulos benignos da mama: uma revisão dos diagnósticos diferenciais e conduta • Rogério D. Duarte, Ana Alice Furtado, André Lermen Jr., Lívia Borges, Ênio M. Carvalho, Heloise Zanelatto Neves, Dakir L. Duarte Filho, Dakir L. Duarte - Lesões mamárias incomuns: ensaio iconográfico, Radiol Bras vol.38 no.5 São Paulo Sept./Oct. 2005 • Lolita Schneider, : Profa. Dra. Ilma Simoni Brum da Silva - EXPRESSÃO GÊNICA E PROTÉICA DE p53 E p21 EM FIBROADENOMA E TECIDO MAMÁRIO NORMAL ADJACENTE, Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em Ciências Biológicas: Fisiologia, Porto Alegre, 2007.
  • 64.
    BIBLIOGRAFIA • Radiol Brasvol.38 no.5 São Paulo Sept./Oct. 2005 • Diagnostic Problems in Breast Pathology, 1st Edition 2009; Koerner, FC • Atlas of Breast Cancer, 2nd Edition 2000; Hayes, DF • Mastologia Moderna, 1a Edição 2006; Boff, RA • Atlas de Mamografia, 3a Edição 2002; Tabár, L • Dra. Mercedes Pérez Vázquez, Dra. Juana T. Santiago Pérez, Dra. Amparo de la C. Rivera Valdespino, Dra. Petra E. Beltrán Sánchez - Hamartoma de la mama, Rev Cubana Cir 2004;43(2)
  • 65.
    BIBLIOGRAFIA • http://mastologia.wordpress.com/page/3 • www.zambon.es •http://anatpat.unicamp.br/lamgin22.htm • www.ultrassonografiamamaria.com • http://tgmouse.ucdavis.edu/preprint/hubrca/Fibroadenoma.html • http://en.wikipedia.org/wiki/File:Breast_fibradenoma_(2).jpg • demos.biemedia.com • www.studyblue.com • talkativebrain.blogspot.com • http://pt.wikipedia.org/wiki/Tumor_filoide • www.rb.org.br
  • 66.
    BIBLIOGRAFIA • http://mastologia.wordpress.com/page/3 • http://www.doencadamama.com/tratamento_detalhe.php?i=8/ •http://www.revmatanzas.sld.cu/revista%20medica/ano%202008/vol1%202008/tema09.htm • http://www.mulheresnopoder.com.br/tag/mamografia/ • http://www.emforma.net/8223-o-cancro-da-mama-nos-homens • www.scielo.br • aprendendopatologiaa.blogspot.com • medfoco.com.br • http://conganat.uninet.edu

Notas do Editor

  • #5 - Falar da importância de se falar sobre lesões mamárias benignas
  • #6 A mama é constituída de epitélio ductal, alveolar e estromaO estrogênio está envolvido no controle da proliferação e a progesterona no desenvolvimento lóbulo-alveolar
  • #7 1- Lóbulos e ductos extra-lobulares2- Unidade ducto-lobular terminal
  • #9 - Sinais flogísticos
  • #13 - Acomete os ductos principaisEtiologia: fumo? (mulheres jovens)Bx só quando for necessário excluir CA de mama
  • #14 Ductos dilatados
  • #15 - infiltrado inflamatório ao redor do ducto e várias células inflamatórias – inclusive macrófagos e células espongiformes – no interior do ducto
  • #18 Tecido adiposo infiltrado de macrófagos. Células rosa mais claro são os macrófagos
  • #23 A parede dos cistos pode sofrer metaplasiaapócrina, com produção ativa de fluidos, o que causa recidivas frequentes.A ativação constante do estroma pelos esteróides sexuais leva a síntese crônica de colágeno e fibrose, que obstrui os ductos, levando a formação de cistos
  • #24 - A parede dos cistos pode sofrer metaplasiaapócrina, com produção ativa de fluidos, o que causa recidivas frequentes.
  • #25 Mostrar o ducto terminal da unidade lobular aonde são originados os cistos.
  • #26 - MMG – Nódulo com densidade de gordura, regular, bordos bem definidos
  • #28 - Dilatação de ácinos revestidos por uma única camada de epitélio cúbico ou achatado, repousando em camada de células mioepiteliais.
  • #29 Cisto sem metaplasiaapócrina – células da parede ficam achatadas (formação: descontrole entre o que é secretado e o que é reabsorvido)Metaplasiaapócrina – proliferação celular, células cubóides a colunares com núcleo arredondado (formação: produção ativa de fluidos)Metaplasiaapócrina - células colunares com citoplasma abundante e com projeções luminais
  • #31 No caso de aumento do número de camadas de células, o diagnóstico deve ser de hiperplasia ductal ou lobular.Proliferação de dúctulos e deposição de material parecido com membrana basal entre eles
  • #33  Aumento e distorção das unidades lobulares Aumento do número de estruturas acinares Alterações fibrosas do estroma coexistentes
  • #34 - Manutenção da população normal de duas camadas de células acima da membrana basal
  • #35 - Proliferação de pequenas glândulas associadas com microcalcificações
  • #36 Presença de duas ou mais camadas de células epitelias sem alterações histológicasA hiperplasia ductal é comumente classificada nos graus leve, moderada e florida, refletindo a quantidade de células que preenche a luz do ductoNa hiperplasia leve são observadas 3 a 4 camadas de células, sem obstrução da luz do ducto. Já na florida observamos 5 ou mais camadas com distensão e oclusão da luz do ducto.Alguns artigos dizem que a hiperplasia ductal sem atipias aumenta em 2 X o risco de CA de mama. Já outros dizem que não aumenta esse risco.
  • #37 Células de tamanho e formas diferentesHiperplasia sem atipias moderada, florida
  • #39 - Células com arranjo regular e proliferação monótona
  • #41 - Lesão multifocal: pode apresentar lesão em diferentes quadrantes da mama
  • #43 Não é uma cicatriz verdadeiraIndistinguível do CA de mamaPensa-se que não havendo hiperplasia epitelial, não há aumento do risco de carcinoma
  • #46 - Limites estrelados, aparentemente infiltrantes. Na zona central (margem inferior direita), a lesãomostra abundante tecido fibroso, comelastose. Nas zonas mais periféricas, observam-se estruturasductaismamáriasdistorcidas
  • #47 - “ponto-gatilho” – para identificar ducto comprometido- CA principalmente acima dos 50 anos
  • #48 - USG: ductos retroareolares dilatados com massa no seu interior
  • #49 Estroma arborescente que cresce no interior de um ducto mamário dilatado Pedículo fibrovascular circundado por epitélio
  • #51 Primeira neoplasia mais frequente é o carcinoma da mamaRelata-se que as lesões proliferativas intraductais presentes nos fibroadenomas podem estar associadas ao CA de mama. Dessa forma, essas lesões é que estariam associadas ao CA de mama e não os fibroadenomas em si.ACO pode estar relacionado a maior risco de fibroadenoma
  • #52 USG: imagem nodular, circunscrita, hipoecóica, margens definidas, maior eixo paralelo á pele, reforço posterior e sombras laterais. MMG: imagem nodular, circunscrita, ovalada, calcificações grosseiras, aspecto de “pipoca”Macroscopia: Nódulos firmes, móveis, crescimento lento, bem delimitado, lobulado, QSE
  • #53 - PAAF: aspecto arborescente, com projeções fibroepiteliais em “dedo de luva”
  • #54 - Hiperplasia epitelial, alterações metaplásicas, aumento da celularidade do estroma
  • #55 Morfologia intracanalicular (direita)Morfologia pericanalicular (esquerda)- Hiperplasia epitelial, alterações metaplásicas, aumento da celularidade do estroma
  • #58 USG: formação nodular circunscrita e hipoecóicaNeoformação fibroepitelial e intensa celularidade do estromaEstrutura idêntica a do fibroadenoma, mas com crescimento do estroma comprimindo e distorcendo as estruturas glandulares, num padrão “folha de trevo”Estroma mais celular que no fibroadenomaCrescimento do estroma maior que o do epitélio
  • #59 - Estroma celular mixóide e grandes fendas (compressão do componente epitelial) – crescimento do estroma maior que o do epitélio.- Boderline ou maligno: Estroma com atipias, hipercelularidade marcada, atividade mitótica ou predomínio de componente glandular
  • #60 - Boderline ou maligno: Estroma com atipias, hipercelularidade marcada, atividade mitótica ou predomínio de componente glandular
  • #61 “Mama dentro da mama” – Mistura de tecido conjuntivo-adiposo + lóbulos mamáriosAssociado a Doença de Cowden (hamartomas múltiplos) – doença hereditária
  • #63 - Tecido adiposo maduro