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1
“[...]Sê forte e mui corajoso para teres o cuidado de fazer
segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou [...]”
(Js 1:7)
Introdução e Análise
do
Pentateuco
Janeiro/2005
2
Pentateuco
Este nome vem da versão grega que remonta ao séc. III a.C.; significa: pente - cinco;
teuchos - estojo para o rolo de papiro. O Pentateuco é um documento composto de livros
individuais, mas que possui uma narrativa ininterrupta de uma história completa que vai da
criação até à morte de Moisés. O livro de Êxodo continua a história começada em Gênesis
sobre os israelitas que foram para o Egito (Gn 46:26, 27; Ex 1:1). Levítico (1-9) explica os
rituais do Tabernáculo, como uma espécie de suplemento das instruções para sua
construção em (Ex 25-40), e como foi realizado o rito para a ordenação de sacerdotes,
delineado em (Ex 29). Números compartilha muitas conexões com Êxodo e Levítico,
extensas porções de todos os três livros ocorrem no deserto do Sinai. Em Deuteronômio
Moisés resume a história de Israel desde o Sinai até à terra de Moabe. Na verdade, a divisão
do Pentateuco em cinco livros não é original.
O Pentateuco é uma mistura de história e Lei. Ambas estão intimamente
relacionadas. Ele contém uma variedade de material (histórias, episódios,leis, rituais,
cerimônias,etc), mas ainda continua a ser uma história unificada e com grande importância
para a revelação, atestada pelo uso do NT como pano de fundo e preparação para a obra de
Deus em Cristo (At 13:17-41; Rm 4; 5:12-21; Gl 3:6-4:31).
Podemos dividi-lo em 6 temas: Eleição, promessa, livramento, aliança, lei e terra.
Possui duas divisões principais: Gn 1-11 e Gn 12-Dt 34. Em (Gn 12:1-2) vemos os três
aspectos que vão continuar por toda a história bíblica: Uma terra, nacionalidade e benção
(que implica em promessa de um relacionamento com Deus – Gn 17:7,19; 26:3,24; Lv 26:12;
Ex 3:6,15).
A relação entre ambas as divisões do Pentateuco está no problema do pecado
causando separação da criação em relação a Deus; e a solução apresentada por Deus que
começa a ser mais nítida em (Gn 12:3).
Embora não se afirma no Pentateuco que este haja sido escrito por Moisés em sua
totalidade, outros livros do AT e do NT citam-no como obra dele (Js 1:7-8; 23:6; 1 Rs 2:3; Ed
3:2; 6:18; Nm 8:1; Dn 9:11-13; At 13:39; Hb 10:28; 2Co 3:15; Jo 5:46; Mt 8:4; Mc 7:10; Lc
16:31; 24:27). Moisés tinha preparo, experiência, e gênio que o capacitavam para escrever o
Pentateuco (At 7:22). Além de que, foi testemunha ocular dos acontecimentos; recebia
revelações especiais; e como hebreu, tinha acesso a genealogias bem como às tradições
orais e escritas de seu povo.
Em conformidade com práticas conhecidas no Antigo Oriente Próximo, é provável
que Moisés tenha feito uso de fontes literárias. Algumas vezes essas são claramente
identificadas (Nm 21:14). No entanto, não se perde a autoridade divina por causa do uso
dessas fontes. Quanto à sua autoridade divina podemos citar vários textos os quais apontam
o livro como tendo conteúdo autoritativo: A Lei do Senhor (Ed 7:10; 1Cr 16:40; Ne 10:28,29;
8:18; 9:3; 2Cr 17:9; 31:3); e no NT (Gl 3:10; Mc 12:26; Rm 13:8-10; 2Tm 3:16; Tg 2:8-11; 1Jo
3:4). Josefo (historiador) afirma que Moisés descreveu a sua própria morte, enquanto que o
Talmude credita Josué com 8 versículos da Torá (provavelmente os últimos).
3
Gênesis
Título
Os hebreus deram-lhe o nome de “No princípio”, devido à sua primeira palavra. Nós
seguimos o nome dado na Septuaginta “Gênesis” (origem).
Autoria
Até o século 17, as comunidades judaicas e cristãs atribuíram universalmente a
autoria do Pentateuco a Moisés. Apesar de contestada esta autoria, a unidade de conteúdo,
estilo antiquado e gênero de palavras diferenciam os livros do Pentateuco de todos os outros
do AT. Além disto, Cristo e os escritores do NT afirmaram a autoria mosaica do Pentateuco
(Jo 1:17; 5:46; 7:19,22; Rm 10:5, 19), o próprio Pentateuco afirma (Ex 17:14; 24:4, 7; Dt
31:9; Nm 33:1-2) e os livros do AT também testificam (Js 1:7-8; 1Rs 2:3; Ed 6:18; Dn 9:11-
13).
Data
Foi provavelmente redigido durante a peregrinação pelo deserto, enquanto procurava
instruir Israel sobre as verdades fundamentais divinas e o programa da Aliança de Deus para
com a nação (1443 a.C.).
Propósito
O propósito não era fornecer uma descrição biológica e geológica das origens. Antes,
seu propósito era explicar a natureza e a dignidade singular dos seres humanos, em virtude
de sua origem divina. Seu objetivo é proporcionar uma narrativa autêntica da origem do
homem, sua queda no pecado com as devidas conseqüências e julgamento, e a introdução
do programa redentor na terra. Salienta a soberania de Deus sobre toda a criação e enfatiza
a responsabilidade do homem para com Deus.
Além disto, fornece um breve sumário da história da revelação divina, desde o
princípio até que os israelitas foram levados para o Egito e estavam prontos para se
formarem em nação teocrática. Podemos destacar quatro temas importantes: 1- Deus é
Criador; 2- A entrada do pecado na ordem criada altera radicalmente a criação original; 3- O
julgamento de Deus se opõe ao pecado humano em todos os seus aspectos; 4- Deus
sustenta a criação e os homens por sua graça preservadora.
Conteúdo
Os capítulos iniciais do “cânon” são básicos para a revelação inteira que se desdobra
no Antigo e Novo Testamentos. A história de Gênesis começa com a criação do universo e
do homem e termina com a morte de José, o último dos patriarcas de Israel. O livro pode ser
descrito com exatidão como „o livro dos inícios‟. Revela os inícios de muitas coisas: o mundo,
o homem, o pecado, a civilização, as nações e Israel.
Pode ser dividido em duas porções principais. A primeira porção diz respeito à
história da humanidade primitiva (1-11). É um prólogo à história da salvação. Este prólogo é
vazado em termos universais e apresenta o pano de fundo para o drama que a seguir é
desenvolvido: Qual foi a resposta de Deus ao pecado universal e persistente do homem?
4
A segunda porção trata da história do povo específico que Deus escolheu (12-50);
reconta as origens da história da redenção no ato de Deus escolher os patriarcas. No cap.
12, está o primeiro estágio da resposta de Deus. Ele haveria de chamar um povo eleito, de
onde no tempo próprio, viria o Redentor. Esse povo proclamaria a mensagem da redenção
aos homens de todos os lugares.
O autor apresenta o material de forma extremamente simples. Oferece dez histórias.
Normalmente começam com a frase “Este é o livro da genealogia de...”. Os primeiros três
relatos pertencem ao mundo pré-diluviano e os sete últimos ao período posterior ao dilúvio.
Os três primeiros relatos formam um paralelo com o quarto, quinto e sexto relatos: a)
narrativas sobre o desenvolvimento universal da humanidade na criação e na recriação após
o dilúvio (relatos um e quatro); b) genealogia das linhagens da redenção a partir de Sete e
Sem (relatos dois e cinco); c) as narrativas sobre as alianças com Noé e Abraão (relatos três
e seis).Os dois pares finais de narrativas expandem a linhagem abraâmica, contrastando os
seus filhos rejeitados, Ismael e Esaú (relatos sete e nove), com as histórias sobre os
descendentes eleitos, Isaque e Jacó (relatos oito e dez).
A seção que conclui a última narrativa contém fortes vínculos com o livro de Êxodo,
terminando com um juramento que José obteve dos seus irmãos de quê, quando Deus
viesse em seu socorro e os reconduzisse a Canaã, levariam consigo o seu corpo
embalsamado (50:24-25; Ex 13:19).
O que começou em Gênesis cumpre-se em Cristo. A genealogia iniciada no cap.5
prossegue no cap. 11 e termina com o nascimento de Jesus (Mt 1; Lc 3:23-27). Ele é, em
última análise, o descendente prometido a Abraão (Gn 12:7; Gl 3:16). Todos os que são
batizados em Cristo e unidos com Ele pela fé são descendentes de Abraão (Gl 3:26-29).As
arrojadas profecias e as prefigurações sutis em Gênesis mostram que Deus está escrevendo
uma história que conduz ao descanso em Cristo. O paraíso perdido pelo primeiro Adão é
restaurado pelo último Adão. Esta história sagrada certifica que o enfoque de Gn é Cristo.
Esboço
1- INTRODUÇÃO...................................................................1:1-2:3
2- PRIMEIRA HISTÓRIA.......................................................2:4-4:26
(A geração dos céus e da terra)
3- SEGUNDA HISTÓRIA.......................................................5:1-6:8
(A geração de Adão)
4- TERCEIRA HISTÓRIA.......................................................6:9-9:29
(A geração de Noé)
5- QUARTA HISTÓRIA..........................................................10:1-11:9
(A geração dos filhos de Noé)
6- QUINTA HISTÓRIA............................................................11:10-26
(A geração de Sem)
7- SEXTA HISTÓRIA..............................................................11:27-25:11
(A geração de Terá)
8- SÉTIMA HISTÓRIA............................................................25:12-18
(A geração de Ismael)
9- OITAVA HISTÓRIA............................................................25:19-35:29
(A geração de Isaque)
10- NONA HISTÓRIA................................................................36:1-43
(A geração de Esaú)
11- DÉCIMA HISTÓRIA............................................................37:1-50:26
(A geração de Jacó)
5
Temas Especiais
A Criação
A criação progride em duas tríades de dias, relembrando, respectivamente, o “sem
forma e vazia” do (v.2):
Dia 1: Luz (v.3) Dia 4: Luzeiros (v.14)
Dia 2: Céu - água (v.6) Dia 5: Peixes - aves (v.21)
Dia 3: Terra - vegetação (v.9-11) Dia 6: Animais - seres humanos (v.24-30)
Note como Deus executou a obra da criação de conformidade com um plano e uma ordem:
Dia 1 A luz
Dia 2 O firmamento Deus põe em ordem
Dia 3 A terra seca a criação.
Dia 4 Os luzeiros
Dia 5 Os peixes e aves
Dia 6 Os animais e o homem Deus dá vida à criação
Deus termina a criação
Dia 7 O descanso e a declara boa.
O Dilúvio
O relato sobre o dilúvio é contado em termos de universalidade. Isso não significa
necessariamente que o dilúvio tenha coberto a superfície inteira do globo terrestre. Antes, é
universal no sentido que destruiu toda carne. Se os habitantes da humanidade estavam
limitados ao vale do Eufrates, é bem possível que o dilúvio também tenha sido limitado.
O propósito divino de destruir a raça humana pecaminosa se cumpriu. Quer tenha
sido local ou mundial é de importância secundária ante o fato que o dilúvio foi bastante
amplo para incluir a humanidade inteira.
Abraão
A história de Abraão e sua aliança com Deus são a parte mais importante de
Gênesis. Essa promessa com seus elementos é chamada de aliança abraâmica, e é o
fundamento de todo o futuro programa divino para a humanidade. Deus prometeu a Abraão
que traria bênçãos pessoais, nacionais, territoriais e espirituais através da sua “Semente”.
A narrativa de sua chamada encontra-se em (12:1-3). Deus lhe faz três promessas: a)
A promessa de uma terra (Gn 12:7; 13:15, 17; 15:7, 18; 24:7; 28:4,); b) A promessa de uma
descendência numerosa (12:2; 13:16; 15:5; 17:2,4,16; 18:18; 22:17); c) A promessa de
benção universal (12:3; 18:18; 22:18).
Numa série de encontros com o patriarca, “Javé” (Deus da aliança): 1) estabeleceu a
aliança (12:1-3); 2) confirmou-a (12:7); 3) ratificou-a num ritual (15:8-18); 4) simbolizou-a
6
(17:10); e 5) acrescentou o seu juramento (22:16-18). As promessas feitas a Abraão foram
todas reafirmadas com cada um dos patriarcas que se seguem: Isaque (26:2-4) e Jacó
(28:13, 14).Garantida apenas por Deus, não podia ser anulada pelas falhas de Abraão ou da
sua descendência. O cumprimento absoluto de todos os seus elementos aguarda a segunda
vinda do Senhor, que é o “descendente” de Abraão (Gl 3:16).
O Proto-Evangelho
A entrada do pecado trouxe julgamento, mas trouxe também a promessa divina de
redenção (3:15). Ele prometeu que o “descendente” da mulher iria ferir a cabeça da serpente
e a serpente iria ferir o seu calcanhar (referindo-se a Cristo e ao demônio, João 12:31; Ap
12:9). É uma descrição resumida do reino de Deus e do plano de redenção. A morte de
Cristo destruiu potencialmente Satanás e o seu reino, ao prover redenção aos descendentes
de Adão e Eva.
A Lei Moral em Gênesis
A Lei Moral do decálogo demonstrada neste livro conforme O Catecismo Maior de
Westminster ( pág. 90-159):
4° Mandamento
Deveres exigidos - Gn 2:3
5° Mandamento
Deveres exigidos - Gn 9:23
6° Mandamento
Deveres exigidos - Gn 37: 21, 22
Pecados proibidos - Gn 9:6
7° Mandamento
Pecados proibidos - Gn 38:26
9° Mandamento
Pecados proibidos - Gn 3:5; 26:7, 9; 20:1, 9; 3:12, 13; 4:9; 9:22
7
Êxodo
Título
Os hebreus deram-lhe o nome de “são estes os nomes de”, devido à sua primeira
frase. Os tradutores da Septuaginta chamaram-no de “Êxodo” (saída) devido ao fato de seu
tema central tratar das ações redentoras de Deus para com Seu povo.
Autoria
A autoria de Moisés é confirmada pela estreita conexão e unidade com os livros
restantes do Pentateuco. Neste livro, entretanto, Moisés coloca-se como o centro de todas
as ações (17:14; 24:4; 25:9). O ponto de vista judaico, desde o tempo de Josué (8:34, 35),
sancionado por nosso Senhor, e aceito pela Igreja Cristã, sustenta que o livro de Êxodo é
obra de Moisés.
Pela evidência interna essa é igualmente a impressão deixada pelo livro. O autor era
um homem altamente instruído, residente no Egito por longo tempo e testemunha ocular do
êxodo. Estava bem familiarizado com a seqüência das colheitas no Baixo Egito (Ex 9:31-32);
e ele inclui detalhes compatíveis apenas com o relato de uma testemunha ocular (Ex 15:27).
Data
Além da data de 1445 a.C., outra data também é defendida pelos estudiosos do AT
(1290 a.C.). Porém, a data de 1445 a.C. é a preferida pelas seguintes razões:
a- (1Rs 6:1) coloca o êxodo 480 anos antes de Salomão começar a construir o templo, o que
está fixado em 967 a.C.
b- (Jz 11:26) coloca a conquista da transjordânia 300 anos antes da época de Jefté (que
viveu ao redor de 1100 a.C.)
c- (At 13:17-20 dá o período aproximado do êxodo a Samuel como sendo de 450 anos.
Samuel morreu por volta de 1020 a.C.
d- A data que o arqueólogo John Garstang deu para a queda de Jericó é a que conta com o
maior número de apoiadores (por exemplo, nenhum sepultamento em Jericó poderia ter uma
data posterior a 1375 a.C.).
e- Se aceitarmos 1290 a.C.com a data do êxodo, seremos forçados a admitir a ocorrência
desse evento entre essa data e 1210 a.C., pois a tribulação e a construção das cidades
começaram antes de Moisés nascer, oitenta anos antes do êxodo, todavia, isso é impossível
de ser historicamente demonstrado até mesmo por aqueles que advogam aquela data.
f- O nome „Ramessés‟ deriva do deus-sol “RA”, e é provável que tenha sido usado muito
antes do nascimento desse faro popular e forte.
Propósito
O principal objetivo de Êxodo é descrever como Deus livrou Israel da servidão e da
idolatria no Egito, conduzindo-o a um lugar de destaque na condição de povo
exclusivamente Seu. O êxodo é o tema principal do livro (19:1).
O livro relata como a família escolhida no Gênesis veio a ser uma nação. Registra
dois acontecimentos de grande importância na história de Israel: O livramento do Egito e a
8
entrega da Lei no Sinai. O livramento do Egito possibilita o nascimento da nação; a Lei
modelava o caráter da nação a fim de que fosse um povo santo.
Conteúdo
Os acontecimentos que conduzem à saída de Israel do Egito, e os que a seguem,
formam o tema principal do livro: A libertação do Egito.
Houve uma época em que os descendentes de Jacó aderiram aos deuses egípcios, e
a corrupção tomou conta de quase todos eles (Ez 20:6-10), mas Deus mesmo assim
providencia libertação em cumprimento à promessa de (Gn 15:13-14). O livro registra o
nascimento da nação de Israel, a outorga da Lei e a origem da adoração ritual entre os
israelitas.
Depois de apresentar uma breve nota genealógica, para efetuar a transição do livro
de Gênesis, começa com um relato sobre a inquietude dos egípcios em vista do grande
aumento numérico dos israelitas. Tratando desta forma dos acontecimentos relacionados
com Israel em período posterior aos tempos propícios do governo de José.
Os hebreus habitavam na melhor região daquele país, a região denominada Gósen.
Esta era a região nordeste do delta do Nilo, separada geograficamente do restante do Egito.
Um lugar rico e ideal para que os israelitas levassem uma vida separada dos egípcios.
Podiam ali viver juntos, multiplicar-se, conservar seus costumes e falar seu próprio idioma.
Também seu trabalho como pastores ficava protegido da influência egípcia, pois os egípcios
menosprezavam aos pastores (46:34).
As seguintes atitudes foram tomadas contra os hebreus: A primeira atitude sujeitava
os hebreus a trabalho forçado sob capatazes, o que provavelmente tinha a intenção de
satisfazer uma grande escassez de mão-de-obra como de sujeita-los a estrita observação; a
segunda atitude parece ter sido intensificar a dura servidão, provavelmente com a intenção
de reduzir o tempo vago dos israelitas, e assim sua oportunidade de traçar planos
traiçoeiros; a terceira atitude tinha por alvo impedir aumento da população israelita mediante
o extermínio dos meninos recém-nascidos. Os meninos, e não as meninas, é que foram
selecionados para o morticínio, certamente por serem considerados instigadores em
potencial de revolta.
Neste livro encontramos os dois grandes pontos culminantes da história de Israel: O
livramento do Egito e a entrega da Lei. O livro descreve, em parte, o desenvolvimento do
antigo concerto com Abraão. As promessas que este recebeu de Deus incluíam um território
próprio, uma descendência numerosa que chagaria a ser uma nação e benção para todos os
povos por meio de Abraão e sua descendência. Primeiro Deus multiplica Seu povo no Egito,
depois o livra da escravidão e a seguir o constitui uma nação.
Diversos temas importantes destacam-se em Êxodo. Primeiro o livro conta como o
Senhor libertou Israel do Egito para cumprir a Sua aliança com os pais. Um segundo
elemento importante do livro é a revelação da aliança no Sinai, que especificou os termos do
relacionamento entre o Deus santo e o seu povo. O terceiro tema deriva dos dois primeiros e
é sua consumação: Trata-se do restabelecimento da morada de Deus com o ser humano.
A revelação de Deus é destaque em todo o livro. Ele é quem controla a história
(Ex 1); Ele se revelou através de um novo nome (3:14); Ele é o Soberano do relacionamento
pactual (19:5); Ele é o redentor fiel (6:6; 15:13); Ele é o Juiz de seu povo (20:5; 32:27-28) e
de Seus inimigos (7-12); Ele é um Deus Santo, todavia, vive entre o Seu povo (29:45).
Ao longo da história de Israel, legisladores, profetas e salmistas repetidamente
assinalaram o caráter providencial, extraordinário e miraculoso dos acontecimentos que
acompanharam a saída do Egito (Js 24:17; Am 2:10 - 3:1; Mq 6:4; Sl 81:10). Os eventos
9
historiados no livro de Êxodo ocupam posição central na revelação que Deus fez de si
mesmo ao Seu povo, não apenas no AT, mas igualmente no Novo Pacto.
Esboço
I- A SAÍDA – ÊNFASE DO PODER DE DEUS
A- Aflição de Israel no Egito................................................................................1-11
B- Livramento de Israel......................................................................................12-15
C- Jornada de Israel até o monte Sinai...............................................................16-18
II- A LEI - ÊNFASE DOS PRINCÍPIOS DE DEUS
A- Aliança proposta pelo Senhor.........................................................................19
B- Mandamentos espirituais e morais..................................................................20
C- Ordenanças sociais e civis..............................................................................21-23
D- Aliança aceita por Israel..................................................................................24
III- O TABERNÁCULO- ÊNFASE DA PRESENÇA DE DEUS
A- O plano de Deus para o Tabernáculo..............................................................25-31
B- Punição de Deus para a idolatria do povo.......................................................32-34
C- Presença de Deus no término do Tabernáculo...............................................35-40
Temas Especiais
Tipologia em Êxodo
Apesar de Êxodo não apresentar profecias claras acerca de Cristo, é farto em tipos
que prefiguram a pessoa e a obra do Salvador:
A- Moisés tipificou Cristo: Como profeta (Dt 18:15).
B- Arão, o sumo sacerdote, tipificou Cristo em muitos aspectos do sacerdócio (Hb 5,7)
C- O cordeiro da páscoa foi um tipo de Cristo como o cordeiro de Deus (1Co 5:7).
D- O maná era tipo de Cristo, dádiva gratuita dos céus a ser recebida pelo povo para
sustento e vida espiritual (Jo 6:32,33,58).
E- O Êxodo é o livro da redenção, o livramento dos oprimidos israelitas do poder egípcio é o
tipo de toda a redenção (1Co 10:11).
Os Dez Mandamentos
As dez palavras (Ex 34:28; Dt 4:13; 10:4) foram originalmente proferidas pela voz
divina do monte Sinai, para serem ouvidas pelo povo de Israel inteiro (Ex 19:16, 19; 20:18-
22).Depois disso, na presença de Moisés, no Sinai, foram por duas vezes seguidas escritas
pelo dedo de Deus no verso e no anverso das duas „tábuas‟ de pedras (Ex 31: 18; 32:15, 16;
34:1-28; Dt 10:4). Podem ser usadas várias terminologias para sua designação: „as palavras
da aliança‟, „as dez palavras‟ (Ex 34:28), ‟ testemunho‟ (Ex 25:16,21; 40:20), „tábuas da
aliança‟ ( Dt 9:9,11,15), „as duas tábuas do testemunho‟ ( Ex 31:18; 32:15).
10
O primeiro par de tábuas foi quebrado por Moisés, (Ex 32:19); o segundo par de
tábuas foi depositado na arca (Ex 25:16; 40:20). Posteriormente Moisés republicou os dez
mandamentos numa forma levemente modificada (Dt 5:6-21).
O decálogo em realidade é um sumário compreensivo da Lei de Deus, cuja validade
permanente é evidente pela natureza de seu conteúdo e pela atitude do NT para com o
mesmo (Rm 12:8-10; 1Jo 3:4,6). Não existe qualquer incompatibilidade entre a exigência
divina comunicada por meio de imperativos concretos e a chamada de Deus a uma entrega
pessoal a Ele, impulsionado pelo amor.
A aliança é um meio de estabelecer um relacionamento sancionado por um juramento
proferido numa cerimônia de ratificação. Todos os elementos que formam uma aliança estão
presentes no Sinai. Em (Ex 19:3-8) Israel é convidado a um relacionamento especial com
Deus, descrito por três frases: Uma propriedade peculiar dentre todos os povos, um reino de
sacerdotes, uma nação santa. Israel deve ser separada de todas as outras nações para o
serviço de Deus, assim como os sacerdotes eram separados dos outros homens.
Os Dez Mandamentos nunca se propuseram a instituir um sistema de observâncias
legais pelas quais alguém pudesse alcançar a aceitação de Deus. Antes, eram estipulações
de um relacionamento marcado por uma aliança ancorada na graça. Os primeiros quatro
mandamentos tratam das relações que devem imperar entre os homens e Deus, e os seis
mandamentos restantes tem que ver com as relações dos homens entre si.
A expansão das leis morais e regulamentos adicionais para uma vida santa tiveram o
objetivo de guiar os israelitas na sua conduta como povo santo de Deus (Ex 20-24); Lv 11-
27). A simples obediência a essas leis morais, civis e cerimoniais haveria de distingui-los das
nações ao redor. Essas leis dadas a Israel podem ser melhor entendidas à luz das culturas
contemporâneas do Egito e de Canaã. À proporção que um maior conhecimento,
concernente ao meio ambiente religioso contemporâneo, no Egito e em Canaã, se nos tornar
disponível, é provável que muitas das restrições impostas aos israelitas venham a parecer
mais razoáveis para a mentalidade moderna. O caráter do pacto do decálogo é iluminado e
corroborado pelos antigos trabalhos internacionais do tipo usado para formalizar a relação de
um suserano e seu vassalo.
A arca, na qualidade de depositório das tábuas da Lei é chamada de „arca da aliança‟
ou „arca do testemunho‟; enquanto que o Tabernáculo, onde estava localizada arca, é
denominado de „Tabernáculo do testemunho‟.
Objetivos da Lei Moral:
1. Conscientizar os homens da distinção entre o bem e o mal, entre o certo e o errado
2. Atuar como um guarda que conduz os indivíduos a Cristo (Gl 3:22-24). Mostra-lhes
que a única esperança que eles têm de justificação é por intermédio de Cristo
3. Servir de diretriz para o viver piedoso
As leis encontradas no Pentateuco não se limitam ao decálogo. Há várias leis, nas
quais podemos distinguir três aspectos:
1. O Aspecto Cerimonial: As observâncias rituais que apontavam para frente, para a
expiação final em Cristo (Hb 7-10; Lv 20:25, 26; Sl 51:7, 16, 17; Is 1:16)
2. O Aspecto Civil ou Judicial: As leis que Deus prescreveu para uso no governo civil de
Israel.
11
3. O Aspecto Moral: O corpo de preceitos morais de aplicação universal, permanente, a
toda a humanidade (Rm 6: 15-23; 1Co 5; 6:9-10).
N° Mandamento Significado
1° Não terás outros deuses diante de mim
A unicidade de Deus. Há só
um Deus e só a Ele havemos
de oferecer culto
2° Não farás para ti imagem de escultura
A espiritualidade de Deus.
Deus é espírito e não tem
forma
3° Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão
A santidade de Deus. Uso do
nome de Deus de maneira
leviana, blasfema ou
insincera
4° Lembra-te do dia de sábado, para o santificar
A Soberania de Deus.
Santificar o dia significa
separa-lo para culto e serviço
5° Honra a teu pai e a tua mãe Respeito aos representantes
de Deus
6° Não matarás A vida humana é sagrada
7° Não adulterarás A família é sagrada
8° Não furtarás Respeito à propriedade alheia
9° Não dirás falso testemunho A justiça
10° Não cobiçarás O controle dos desejos
Moisés
Moisés figura junto a Abraão e Davi como um dos três maiores personagens do AT.
Ele foi libertador, dirigente, mediador, legislador, profeta. Está contado entre os heróis da fé
enumerados em (Hb 11). Em todo o AT ele é considerado o fundador da religião de Israel,
promulgador da Lei, organizador das tribos quanto ao trabalho e à adoração, além de líder
carismático.
Ele foi criado em um lar piedoso, pelo menos durante os primeiros 5 ou 7 anos de sua
vida, e assim aprendeu a ter fé em Deus, e também amor por seu povo oprimido.Também foi
educado no palácio do Egito, contribuindo para faze-lo „poderoso em suas palavras e obras‟
(At 7:22).
12
A vida de Moisés pode ser dividida em três períodos de 40 anos:
a- Os primeiros 40 anos de sua vida Moisés passou no lar dos seus pais e no palácio do
faraó. Nascido em Gósen mais ou menos em 1525 a.C., foi o segundo filho de Anrão e
Joquebede, da tribo de Levi. No lar paterno Moisés recebeu a sua formação religiosa, e na
corta do faraó adquiriu conhecimento intelectual e político, além de treinamento militar.
b- Os segundos 40 anos passou exilado em Mídia, fugido do faraó, meditando e trabalhando
como pastor. Casou-se com Zípora, filha de Jetro, o sacerdote, e nasceram-lhe dois filhos,
Gérson e Eliezer (Ex 18:3, 4).
c- Os últimos 40 anos de sua vida ele os viveu no Egito e no Deserto, na condição de
primeiro líder de Israel. Serviu ao Senhor como profeta (ensinando); sacerdote
(intercedendo) e como rei (retirando da escravidão e organizando como povo).
A Páscoa
A palavra hebraica aqui traduzida por „páscoa‟ é de etimologia incerta. O sentido de
“passar por cima” é atestado aqui (Ex 12:27) e, provavelmente, em (Is 31:5). Apesar das
muitas festas e comemorações de Israel, nenhuma era tão importante quanto esta. O último
juízo sobre o Egito e a provisão do sacrifício pascoal possibilitaram o livramento da
escravidão e a peregrinação para a terra prometida.
A páscoa é, segundo o Novo Testamento, um símbolo profético da morte de Cristo,
da salvação e andar pela fé a partir da redenção (1Co 5:6-8). A páscoa se constituiu em
primeiro dia do ano religioso dos hebreus. Ocorreu no mês de abibe (ou nisã),
correspondente aos nossos meses de março e abril. Era celebrada pelos judeus por ocasião
do crepúsculo do décimo quarto dia do primeiro mês (12:6), durante sete dias sucessivos (do
dia 14 ao dia 21 – Ex 12:18).
Vejamos detalhes do sacrifício e as ordenanças que o acompanhavam (Ex 12):
1. O animal para o sacrifício devia ser um cordeiro macho de um ano. O cordeiro tinha
de ser sem defeito (v. 5)
2. O cordeiro foi sacrificado pela tarde como substituto do primogênito (v. 12, 13, 23;
Nm 8:16-18)
3. Os israelitas tinham de aplicar o sangue nas ombreiras e na verga das portas,
indicando sua fé pessoal (v. 7)
4. As pessoas tinham de permanecer dentro de casa (v. 22)
5. Tinham que assar a carne do cordeiro e come-la com pão sem fermento, e ervas
amargas (v. 8)
6. Os israelitas deviam come-lo em pé e vestidos como viajantes a fim de que
estivessem preparados para o momento de partida (v. 11)
O rito não só olhava retrospectivamente para aquela noite no Egito, mas também
antecipadamente para o dia da crucificação. A Santa Ceia no cristianismo do Novo
Testamento, substituiu a páscoa do Antigo Testamento.
Desta ocasião para frente, os israelitas haviam de consagrar ao Senhor, os
primogênitos dentre seus filhos (os levitas foram consagrados em substituição deles – Nm
3:12, 40-51; 8:16-18), e também os de seus animais (13:12,13; Lv 27:26,27).
13
O Tabernáculo
Até esse tempo o altar fora o lugar de sacrifício e adoração. Um dos sinais dos
patriarcas era que eles erigiam altares por onde quer que fossem. Imediatamente após a
confirmação do pacto, Israel foi comissionado a construir um Tabernáculo, a fim de que Deus
pudesse “habitar no meio deles” (Ex 25:8). Homens foram especialmente dotados com o
“Espírito de Deus”, e também com “... inteligência ... conhecimento ...” para supervisionarem
a ereção do lugar de adoração ( Ex 31, 35-36). As ofertas voluntárias, doadas pelo povo,
proveram mais do que suficiente para o material de edificação.
Embora em sentido literal seja impossível que Sua presença se limite a um lugar
(AT 7:48, 49), naquela tenda Deus habitava como rei de Seu povo e recebia a homenagem
de seu culto. Assim o Senhor se diferenciava dos deuses pagãos por habitar com Seu povo
(29:45) e manifestar Sua presença. O Tabernáculo tinha vários nomes: „Tenda da
Congregação‟, „Tabernáculo do Testemunho‟, „Santuário‟ (29:42-44; 38:21; 25:8).
A arca da aliança era o objeto mais sagrado que havia na religião de Israel. Sua
cobertura era chamada propiciatório; que era feita, com seus querubins, de uma única peça
sólida de ouro. O propiciatório era o lugar onde Deus falava ao homem (Ex 25:22; Nm 7:89),
e onde o sumo sacerdote comparecia no dia da expiação a fim de aspergir o sangue em prol
da nação de Israel (Lv 16:15, 16). Dentro da arca havia: O decálogo (Ex 25:21; Dt 10:3-5),
um vaso com maná (Ex 16:32-34), e a vara de Arão que florescera (Nm 17:10).
Duas passagens de Êxodo descrevem o Tabernáculo e seus utensílios (25-31; 35-
40). O Tabernáculo era um santuário portátil, formado de uma estrutura de madeira
recoberta por duas cortinas de linho. Uma das cortinas formava a sala principal, o Lugar
Santo (dentro ficava o altar do incenso, o castiçal de ouro e a mesa dos pães), enquanto a
segunda cobria o Santo dos Santos (dentro ficava apenas a arca), uma sala menor no fundo
da sala principal, separada por uma cortina especial. O Tabernáculo era colocado num pátio
de 45 m por 22,5m, isolado do restante do acampamento por cortinas brancas de 4,5m de
altura. No pátio, diante do Tabernáculo, ficava o altar do holocausto e entre ele e o
Tabernáculo ficava a pia de cobre. O Tabernáculo era de grande importância para Israel, era
o local da presença de Deus com seu povo. Ali Israel deveria cultuar e fazer expiação por
transgressões das estipulações da aliança.
Propósitos do Tabernáculo:
1. Proporcionar um lugar onde Deus habite entre Seu povo (25:8; 29:42-46)
2. Ser o centro da vida religiosa, moral e social.A tenda sempre se situava no meio do
acampamento das doze tribos (Nm 2:17) e era o lugar de sacrifício e centro de
celebração das festas nacionais.
3. Representar grandes verdades espirituais. Os objetos e ritos do Tabernáculo
prefiguravam as realidades cristãs (Hb 8:1, 2; 10:1)
Cada objeto e sua localização tinham grande valor simbólico. O escritor da carta aos
Hebreus mostra o simbolismo do Tabernáculo e do sacerdócio da antiga aliança dizendo que
são “sombra das coisas celestiais” (8:5).
14
Santo dos Santos Significado
Arca, Propiciatório
A presença de Deus. Para os israelitas o
Santo dos Santos e em especial o
propiciatório da arca representavam a
imediata presença de Deus.
Jesus, nosso Sumo sacerdote, entrou de
uma vez para sempre com Seu próprio
sangue e expiou os pecados, tornando
acessível a presença de Deus (Mt 27:51; Hb
10: 10-12, 19, 20-22; 4:14-16; 9:6-8, 11-12,
24; Rm 5:1, 2; Ap 5:8; 6:1, 7, 12; 7:9, 10, 14,
17)
Lugar Santo Significado
1° Altar do Incenso
2° Mesa dos Pães
3° Castiçal de Ouro
Cristo é o nosso intercessor constituído
por Deus, recebendo o ministério de advogar
a nossa causa perante o trono de Deus. (1 Jo
2:1; Hb 7:25; Sl 141: 2; Ap 5:8; 8:3)
Representava a comunhão e o alimento
espiritual (Jo 6:35, 47-51)
Representava o testemunho de Cristo. Cristo
trouxe luz espiritual ao mundo. (Jo 1:1-5;
Jo 3: 19-21; 8: 12)
15
Pátio do Tabernáculo Significado
1° Altar do Holocausto (expiação)
2° Pia de Cobre
Sacrifício de Cristo (Hb 9:22)
Os sacerdotes se lavavam antes de oficiar
nas coisas sagradas. É necessário purificar-
se para servir a Deus.Não é regeneração,
mas lavagem visando o serviço. (1Jo 1:8-10;
Jo 15:3; Sl 119:9)
As Pragas
Algumas pessoas procuram demonstrar que as pragas foram somente açoites
naturais bem conhecidos no Egito, e que o ministério de Moisés carecia de elemento
milagroso. Reconhecemos que muitas das pragas foram fenômenos da natureza
(saraiva,gafanhotos), porém estes açoites sobrevieram pela intervenção sobrenatural de
Deus.
As pragas foram a resposta de Deus à pergunta de faraó: ”Quem é o Senhor, cuja
voz eu ouvirei?” (5:2).Cada praga foi um desafio aos deuses egípcios e uma censura à
idolatria. As divindades egípcias ficaram em evidente demonstração de sua impotência
perante o Senhor, não podendo proteger aos egípcios. Calcula-se que o período das pragas
tenha durado pouco menos de um ano. As primeiras três pragas caíram tanto sobre Israel
como na terra egípcia; mas as sete seguintes castigaram somente aos egípcios para que
soubessem que o Deus que cuidava de Israel era também o Soberano do Egito e mais forte
do que seus deuses (8:21-23; 9:14). As pragas foram progressivamente mais severas até
quase destruíram o Egito (10:7).
Os feiticeiros egípcios imitaram os dois primeiros açoites, mas depois confessaram
que o poder de Deus era superior ao deles e que esta praga era realmente sobrenatural
(8:18, 19). O faraó destaca-se por sua teimosia ao enfrentar os juízos de Deus. Embora se
mantivesse obstinado, ia cedendo mais e mais às exigências de Moisés (8:25, 28; 10:11,
24). O endurecimento do coração de faraó deu a Deus a oportunidade de manifestar seu
poder cada vez mais até que causasse uma impressão profunda nos egípcios e nas outras
nações (1Sm 4:7, 8; 6:6).
Causas do envio das pragas:
1. Obrigar o faraó a libertar os israelitas (3:19, 20)
2. Mostrar o poder de Deus a favor de Israel (9:14-16)
3. Para revelar o Senhor aos israelitas (10:1-2)
4. Julgamento do povo egípcio (6:6)
5. A última praga teve por finalidade impor juízo contra todos os deuses do Egito (12:12)
16
As pragas podem ser divididas em três grupos de três e o golpe final.Veja no quadro
abaixo cada grupo com seus respectivos resultados:
GRUPO 1 Resultado
Sangue
Rãs
Piolhos
Causaram nojo e
repugnância
GRUPO 2 Resultado
Moscas que picavam
Peste no gado
Úlceras sobre os
egípcios
Caracterizavam-se
por serem muito
doloridas
GRUPO 3 Resultado
Saraiva
Gafanhotos
Trevas
Dirigidas contra a
natureza.
Produziam grande
consternação.
GOLPE FINAL Resultado
A morte dos
primogênitos
A saída do povo
hebreu
17
N° Pragas Deuses do Egito Atingidos
1ª A água do Nilo converteu-se em sangue
(7:14-25).
Hapi, o deus das inundações do Nilo
2ª A terra ficou infestada de rãs (8:1-15)
Os egípcios relacionavam as rãs com os
deuses Hapi e Ecte
3ª Piolhos (talvez mosquitos) (8:16-19)
O pó da terra, considerado sagrado no
Egito, converteu-se em insetos muito
importunadores
4ª Enormes enxames de moscas encheram
o Egito (8:20-32)
--------
5ª Peste nos animais (9:1-7)
Amom, o deus adorado em todo o Egito,
era um carneiro, animal sagrado. No
Baixo Egito eram adoradas diversas
divindades cujas formas eram de
carneiro, de bode ou de touro
6ª Úlceras (9:8-12)
As cinzas que os sacerdotes egípcios
espalhavam como sinal de benção
7ª Tempestade de trovões, chuva de
pedras e fogo do céu (9:13-35)
Este tipo de tempestade era quase
desconhecido no Egito. O termo “trovão”
em hebraico significa literalmente “vozes
de Deus” e aqui se insinua que Deus
falava em juízo.
8ª A praga de gafanhotos (10:1-20)
Os deuses Ísis e Seráfis foram
impotentes, eles que supostamente
protegiam o Egito dos gafanhotos
9ª Trevas (10:21-29)
O grande golpe contra todos os deuses,
especialmente contra Rá, o deus solar.
Os luminares celestes, objetos de culto,
eram incapazes de penetrar a densa
escuridão. Foi um golpe direto contra o
próprio faraó, suposto filho do Sol.
10ª
A morte dos primogênitos (11; 12:29-36)
Obs: O Egito havia oprimido o
primogênito do Senhor e agora eles
próprios sofriam a perda de todos os
seus primogênitos.Golpe contra todos os
deuses do Egito (Ex 12:12)
A Lei Moral em Êxodo
Muitos cristãos têm dificuldade em saber quais Leis do Pentateuco ainda são válidas,
ou seja, fazem parte da Lei Moral de Deus; e quais foram apenas temporais (civis e
cerimoniais). Para facilitar o nosso entendimento da Lei Moral, está exposta em cada livro do
Pentateuco o texto que é Lei Moral de acordo com o decálogo, conforme a exposição
interpretativa encontrada no Catecismo Maior de Westminster ( pág. 90-159):
18
1° mandamento
Deveres exigidos - Ex 14:31
2° Mandamento
Pecados proibidos - Ex 32:5; 32:8; 4:24-26
3° Mandamento
Pecados proibidos - Ex 5:2;
4° Mandamento
Deveres exigidos - Ex 20:8, 10; 16:25, 26
Pecado proibido - Ex 22:26
5° Mandamento
Pecados proibidos - Ex 21:15; Ex 34:2, 4
6° Mandamento
Pecados proibidos - Ex 22:2; 20:9, 10; 1:14; Ex 21:18-36
8° Mandamento
Deveres exigidos - Ex 23:4,5
Pecados proibidos - Ex 21:16
9° Mandamento
Pecados proibidos - Ex 23:1
19
Levítico
Título
O título hebraico do livro é a tradução da primeira palavra do livro – “E chamou”. O
nome Levítico vem de Leviticus, a forma latina do título grego do livro, e significa “a respeito
dos levitas”. O título é pertinente, porque o livro trata basicamente do culto e das condições
necessárias para o culto. No entanto, o livro não se destinava somente aos sacerdotes ou
levitas, mas também aos israelitas leigos, ensinando-lhes como oferecer sacrifícios e como
vir à presença de Deus no culto (1:2).
Autoria
Cerca de 56 vezes no livro afirma-se que o Senhor falou tais palavras a Moisés
(4:1;6:1;8:1;11:1;12:1). Além disto Jesus atestou sua autoria (Mc 1:44), e o NT também
confirma (Lc 2:22-24).
Data
O livro foi escrito depois da construção do Tabernáculo (1450-1410a.C.). As
instruções encontradas em Levítico são para o devido uso do Tabernáculo, e foram dadas no
intervalo de 50 dias entre a inauguração do Tabernáculo (Ex 40:17) e a partida do povo do
Sinai (Nm 10:11).
Propósito
O propósito de Levítico está resumido em (11:45). O homem deve ser como Deus em
seu caráter.Isso implica em imitar a Deus na vida diária. Tanto a dimensão espiritual como a
moral e a física deveria ser envolvidos na santidade. Tem como objetivo convocar o povo de
Deus para a santidade pessoal (19:2).
Conteúdo
As Escrituras descrevem o livro de Levítico como obra transmitida depois que os
israelitas foram adotados como povo da aliança (Ex 19:5). O livro foi dado para servir de guia
para a vida e a adoração perante Deus.
O livro fala acerca da santidade de Deus e a expiação como provisão de acesso a
Deus para o homem pecador. Levítico é parte da Lei da Aliança dada no Sinai. É o livro da
santificação, da consagração de vida. Israel teria que aprender que Deus é Santo, e que
para se chegar a Ele era preciso exercer os sacrifícios por Ele instituídos, bem como praticar
as Leis dadas a eles. Nele, o Senhor regula todo o culto sacrificial. Os que sofrem de
doenças de pele e outros problemas, são excluídos do culto porque as suas imperfeições
são incompatíveis com um Deus Santo e Perfeito (11-15). Cada ato de culto é realizado
“para o Senhor” (1:2), que habita com Seu povo na Tenda da Congregação. Embora a
presença de Deus seja normalmente invisível, Ele pode manifestar a Sua glória em ocasiões
especiais (9:23, 24).
As Leis de pureza ritual, que regulamentavam o puro e o impuro, o santo e o comum,
mantinham no povo a consciência do santo. Também protegiam a pessoa do perigo de
entrar em estado de impureza ritual, numa área sagrada. Tinham de ter certeza de que
20
estavam ritualmente limpas. Essa atividade implicava que deviam examinar o coração
(24:3,4).A polaridade entre a vida e a morte coincide com a polaridade entre o puro e o
impuro. A morte era acima de tudo uma contaminação. A morte é o oposto da santidade.
Deus é santo, tudo o mais que seja santo é santo por causa de sua relação com Ele.
As gradações espaciais no acampamento de Israel testemunham o fato de que há graus de
santidade. Para os israelitas, dois fatores determinavam o espaço em que uma pessoa podia
entrar: 1- A importância da sua função no culto e 2- o estado de sua pureza ritual.
Espaço Pessoa
Santuário
Acampamento
Fora do Acampamento
Deserto
Sacerdotes
Povo
Temporariamente Impuros
Espíritos Impuros
Quanto mais próximo de Deus, mais santo. Há graus de santidade até dentro do Santuário:
Espaço Pessoa
Pátio Interno
Lugar Santo
Santo dos Santos
Levitas
Sacerdotes
Sumo Sacerdote
As Leis que se encontram desde o cap.17 até o 20 têm o propósito de manter Israel
separado dos costumes pagãos das nações vizinhas; os capítulos 21 e 22 apresentam leis
cuja finalidade é manter os sacerdotes separados de certos costumes lícitos para o restante
dos hebreus, e leis acerca das comidas sagradas. Temas importantes que são encontrados
no livro são: Sacrifício, sacerdócio, sangue, santo e expiação.
Esboço
1- COMUNHÃO COM DEUS ATRAVÉS DAS OFERTAS RITUAIS (1-17)
A- Leis das ofertas................................................1-7
B- Leis do sacerdócio..........................................8-10
C- Leis referentes ao povo...................................11-16
D- Leis referentes ao altar....................................17
2- COMUNHÃO COM DEUS ATRAVÉS DE UMA VIDA CORRETA (18-27)
A- Santidade pessoal para todo o povo..............................18-20
B- Exigências severas para o sacerdócio.............................21-22
C- Designação das festas anuais.........................................23
D- Respeito contínuo pelo nome do Senhor.......................24
E- Regulamentos especiais para a vida em Canaã..............25-27
21
Temas Especiais
Sacrifícios
As leis sacrificiais e as instruções dadas no Sinai não subtendem a ausência de
oferendas antes desse tempo. Quer os vários tipos de oferendas fossem claramente
distinguidos e conhecidos pelos israelitas ou não, é tema que pode ser debatido. O fato é
que em relação ao Pacto com Deus, foram-lhe outorgadas instruções específicas
concernentes a vários tipos de oferendas.
I- Origem e história das ofertas no AT:
1- A oferta de sangue de Abel foi aceita “pela fé” (Gn 4:4; Hb 11:4).
2- Noé adorou a Deus com e oferta de animais limpos no mundo após o dilúvio (Gn
8:20).
3- Desde a época dos patriarcas já se fazia ofertas (Gn 22:13).
4- Fazer ofertas era quase uma prática universal dos povos antigos.
5- O Senhor apresentou um sistema de ofertas como a parte israelita da aliança (Lv 1-
7).
II- Importância das ofertas no AT:
1- Ofertas de sangue simbolizavam o princípio vicário de expiação do pecado através
da doação da vida.
2- Representavam arrependimento, fé, adoração e agradecimento a Deus.
3- Constituíam religião em ação (Hb 11:4 – “pela fé Abel ofereceu...”).
4- Reconheciam e confessavam o direito de Deus sobre a vida e bens do homem.
5- Tipificavam vários aspectos da oferta “definitiva” de Cristo.
A fim de tornar possível o acesso do pecador até à presença de Deus, foi instituído o
sistema de sacrifícios. Os sacrifícios serviam a uma dupla finalidade, isto é, a de expiação e
a de consagração.
Havia diversos sacrifícios no AT. Distintos pelo tipo de oferta (ex: sacrifícios pacíficos
Lv 3:1-17, sacrifícios pelos pecados por ignorância Lv 4, etc), pelo ofertante (ex: sacerdotes
Lv 4:1, toda a congregação Lv 4:13, um príncipe Lv 4:22, etc) e pela maneira de dispor a
vítima (que era inteiramente queimada Lv 1,ou comida pelos sacerdotes Lv 6:24-7:38).Os
Cap.1-5 tratam das diferentes ofertas e os Cap.6-7 nos fornecem regulamentos adicionais a
respeito de todos aqueles outros cinco capítulos anteriores: Ofertas queimadas (6:8-13);
Ofertas de manjares (6:14-18); Ofertas pelo pecado (6:24-30); Ofertas pela culpa (7:1-10);
Ofertas pacíficas (7:11-21).
O sacrifício também era uma substituição, isto é, oferecido em lugar do pecador. No
(17:11), vemos a idéia básica do sacrifício. A vida estava no sangue, e por isto era
derramada a favor do ofertante simbolizando a sua salvação.
Em si mesmo, como é natural, o sacrifício não possuía o poder de anular o pecado,
mas era um tipo do sacrifício de Cristo, e para Ele apontava como sacrifício futuro. O
ofertante deveria impor as mãos sobre a oferta, simbolizando a transferência do pecado,
logo em seguida o ofertante imolava a oferta.
Estes animais para o sacrifício deviam ser limpos. No entanto, essas provisões não
devem ser traçadas até à idéia de sacrifício como “alimento para os deuses” (conforme
22
parece ser sugerido – Lv 21:6; Ez 44:7). A propriedade ilegitimamente adquirida não era
aceitável como sacrifício (Dt 23:18).
O princípio que diz “o melhor é para Deus” era observado em todas as ocasiões (1:3;
3:1; Dt 15:21; 17:1; Ml 1:8). Havia exceção referente às ofertas voluntárias (22:23). As
ofertas eram dadas conforme as posses do indivíduo (14:21,22).Havia também sacrifícios de
natureza mais particular:
Aqueles que cumpriam algum voto (1Sm 1: 21; 2Sm 15:7-12)
Confirmação de um tratado (Gn 31:54)
Na veneração a Deus (Jz 13:17-20)
Dedicação pessoal (1Rs 3:4)
Na expiação (Lv 1-6)
Purificação do leproso (Lv 14)
Purificação após o parto (Lv 12)
Consagração de um sacerdote (Lv 8)
Consagração de um levita (Nm 8)
Nazireu dispensado de seus votos (Nm 6 )
Dedicação do Santuário (2Sm 6:13; 1Rs 8:5)
Coroação real (1Sm 11:15)
Quebrantamento nacional (Jz 20:26; 1Sm 7)
Preparação para a batalha (1Sm 13:8-14)
Na hospitalidade a um hóspede não é claro se era própria para sacrifício (Gn 18; Nm
22:40; 1Sm 28:24) talvez não envolva ritos levados a efeito perante um altar (1Sm 9).
Regras gerais para a execução dos sacrifícios no livro de Levítico:
a- apresentação do animal diante do altar
b- imposição das mãos sobre a vítima pelo ofertante
c- abate do animal
d- aspersão do sangue sobre o altar
e- sacrifício consumido no fogo
Sacerdócio
Antes dos tempos mosaicos, as oferendas eram apresentadas pelo chefe de uma
família, que oficialmente representava seus familiares no reconhecimento e adoração a
Deus. Porém depois, por instrução divina, o serviço dos rituais era realizado pelos
sacerdotes descendentes de Arão.
A santidade dos sacerdotes se evidenciava nas exigências de uma vida santa como
igualmente nos pré-requisitos para servirem (Lv 21:1-22:9). Os defeitos físicos barravam
permanentemente alguém para o serviço sacerdotal, enquanto que a impureza cerimonial
desqualificava-o temporariamente. Com relação ao sumo sacerdote as restrições eram mais
severas ainda (Lv 21:10-15).
A santidade dos sacerdotes também era indicada através das vestes que foram
instruídos a usar (Ex 28:40-43; 39:27-29). O sumo sacerdote era distinguido por peças
adicionais do vestuário, que consistiam de uma sobrepeliz, uma estola, um peitoral e uma
mitra especial (Ex 28:4-39). O Urim e Tumim, designativos esses que significam “luzes” e
“perfeições”, estavam postos na algibeira do peitoral (Ex 28:30; Lv 8:8). Pouco se sabe sobre
a função dessas peças ou sobre o modo de proceder do sacerdote oficiante no caso delas;
23
mas permanece de pé o fato importante - proviam elas um meio de discernir a vontade
divina. Havia uma cerimônia de consagração para seu ministério (Ex 29:1-37; 40: 12-15; Lv
8:1-36).
As funções dos sacerdotes eram variadas. Sua responsabilidade primária era a de
serem mediadores entre Deus e o homem. Oficiando nas oferendas prescritas, eles
lideravam o povo na obtenção da expiação pelo pecado (Ex 28:1-4,43; Lv 16:1-34). O
discernimento da vontade de Deus relativa ao povo era uma obrigação soleníssima (Nm
27:21). Por serem guardiões da Lei, também estavam comissionados a instruir aos leigos(Ml
2:1-9). O cuidado e a administração do Tabernáculo também estava dentro de sua jurisdição,
em conseqüência disto, os levitas foram nomeados para que os auxiliarem.
Uma vez por ano o sumo sacerdote passava além do véu, que separava o lugar
santo do lugar santíssimo, e comparecia diante do propiciatório com o sangue da expiação, a
fim de interceder pelo povo.
Levitas
Em virtude de terem escapado da morte no Egito, os primogênitos da cada família
(israelita) pertenciam a Deus. Escolhidos como substitutos para cada filho mais velho de
cada família, os levitas ajudavam aos sacerdotes em suas ministrações (Nm 3:5-13; 8:17,
18).Vejamos algumas informações sobre os levitas:
a- O papel dos levitas como ministros do Tabernáculo (enumerado em, Números) é
antecipado em (Ex 38:21)
b- Tinham a responsabilidade de desmanchar, transportar e erigir o Tabernáculo (Nm 1:47-
54).
c- Se acampavam ao redor do Tabernáculo e aparentemente serviam como pára-choque
para protegerem as demais tribos da indignação de Deus (Nm 1:51,53;2:17).
d- Proibidos de servir como sacerdotes (Nm 3:10)
e- Substituíam os primogênitos de cada família, a respeito de quem Deus tinha direitos (Ex
13:2,13). Essa representação é pormenorizada em (Nm 3:40-51).
f- Cada uma das três famílias de Levi tinha deveres especiais: Coate (transportar os móveis
– Nm 3:29-32;4:4-20); Gérson (cuidavam das cobertas,cortinas – Nm 3:21-26;4:24-28);
Merari (transportar e erguer a armação do Tabernáculo – Nm 3:35-37; 4:31-33).
g- O fato que os israelitas impuseram as mãos sobre os levitas (Nm 8:10), reconhecendo-os
como substitutos;e os sacerdotes ofereceram os levitas como oferta movida oferecida pelo
povo (Nm 8:11),sugere que os levitas foram dados pelos israelitas para que servissem aos
filhos de Arão em lugar do povo.
h- Seu serviço começava aos 25 anos de idade e terminava aos 50 (Nm 8:24-26)
i- Não possuíam nenhuma porção da terra prometida (Nm 18:23,24; Dt 12:12). Estariam
dispersos por todas as partes a fim de que seus serviços estivessem ao alcance de todo o
povo hebreu (Nm 35:1-3,6). Existia as cidades levíticas para eles e os sacerdotes (Js 21).
j- Eram sustentados pelos dízimos do povo (Nm 18:21-24); e davam a décima parte de seu
rendimento aos sacerdotes (Nm 18:25-32).
Festas Sagradas
Por meio de festas e estações determinadas, os israelitas eram constantemente
lembrados de que eram povo santo de Deus. As festas davam aos israelitas a oportunidade
de refletir sobre a bondade de Deus. O sistema das festas solenes constituía-se sobre o ciclo
de sete (sete significa: totalidade, culminação ou perfeição):
24
O sétimo dia era de descanso;
O sétimo mês era especialmente sagrado, com três dias de festa;
O sétimo ano também era de descanso;
O sétimo ano sabático era seguido do ano de jubileu.
O propósito principal das festas era conseguir que os israelitas tivessem presente que
eram o povo de Deus. Encontra-se a palavra “santo” 10 vezes no capítulo 23, ressaltando o
propósito das festas. A celebração das festas solenes demandava 67 dias do ano, nos quais
os israelitas deviam deixar seus trabalhos e entregar-se ao culto a Deus. As convocações
não eram para ser um rito formalista e vazio.O grande propósito era espiritual: Reunião da
nação com seu Deus.
A expressão “santa convocação” – literalmente quer dizer „os tempos fixados de
reunir-se‟. A maioria das convocações relacionava-se com as atividades agrícolas e com os
acontecimentos históricos da nação hebraica. Todos os varões israelitas eram obrigados a ir
a Jerusalém anualmente a fim de participar das três festas dos peregrinos: Páscoa,
Pentecostes e Tabernáculos.
A Lei Moral em Levítico
A Lei Moral do decálogo demonstrada neste livro conforme O Catecismo Maior de
Westminster ( pág. 90-159):
1° mandamento
Pecados proibidos - Lv 20:6
3° Mandamento
Pecados proibidos - Lv 24:11
4° Mandamento
Deveres exigidos - Lv 23:3
5° Mandamento
Deveres exigidos - Lv 19:3; 19:32
Pecados proibidos - Lv 19:29
7° Mandamento
Pecados proibidos - Lv 20:15, 16; 18:1-21; 19:29
8° Mandamento
Deveres exigidos - Lv 6:4, 5; 25:25
Pecados proibidos - Lv 25:17
25
9° Mandamento
Dever exigido - Lv 19:15
Pecados proibidos - Lv 19:15; 5:1; 19:17; 19:11; 19:16;
26
Números
Título
Os hebreus deram-lhe o nome de “falou o Senhor”, ou mais freqüentemente “No
deserto”, devido ao seu primeiro versículo. Os tradutores para o grego deram-lhe o nome de
“Números”. Esse título lhe foi dado porque em seus primeiros capítulos (1-3) e no 26 há
muitos números, especialmente números relativos a recenseamentos.
Autoria
Tem sido tradicionalmente colocado a autoria a Moisés, visto todo o Pentateuco ser
uma obra única. Sua autoria é confirmada no próprio livro pelas inúmeras afirmações de que
“o Senhor falou a Moisés”; pelo fato de o Senhor ter ordenado ao legislador que o
escrevesse (Nm 33:2); Jesus e os apóstolos relacionaram Moisés com os acontecimentos de
Números (Jo 3:14; 1Co 10; Hb 3; 4; 10:28) e Jesus referiu-se a Moisés como sendo o autor
do Pentateuco (Jo 5:46).
Data
A data da composição do livro pode situar-se no período após a peregrinação no
deserto (que se seguiu ao êxodo) e antes da morte de Moisés, em torno de 1406 a.C.
Propósito
O objetivo de Números foi preservar um registro da paciência de Deus para com o
povo que Ele escolhera, e demonstrar que a redentora misericórdia divina não impediu que
Ele os castigasse por causa dos pecados deles.
Em vista do seu conteúdo, foi evidentemente escrito como uma admoestação para
que a geração de israelitas nascidos no deserto perseverasse na fé e na obediência, as
quais faltaram aos seus pais. Para as gerações futuras do povo de Deus, o livro teria uma
mensagem semelhante.
Conteúdo
A história narrada no livro de números cobre um período de trinta e oito anos – O
período entre o segundo ano e o quadragésimo ano depois do êxodo (1:1; 9:1; 10:11; 33:38;
Dt 1:3). Apresenta três aspectos: Acontecimentos históricos da peregrinação; Leis para Israel
de caráter permanente; e regras transitórias válidas para os hebreus até que chegassem a
Canaã.
Na primeira porção do livro, Israel continua postada nas proximidades do monte Sinai
(Ex 19:2). O texto de (Nm 10:11-12:16) trata da partida do Sinai. No segundo ano depois do
êxodo, Israel já havia chegado em Cades (Dt 2:14). Visto que os israelitas deram crédito às
palavras derrotistas dos espias, seguiu-se uma prolongada vagueação pelo deserto (13 e
14).
A jornada entre o Sinai e Cades-Barnéia, passando pelo Golfo de Acaba, levaria
normalmente apenas onze dias (Dt 1:2). A rota direta consumiria poucos dias a menos. E,
passando por Edom e Moabe, dificilmente mais que duas semanas. A narrativa deixa claro
que o período de vagueação foi uma punição pela falta de fé (Nm 14:20-45; Dt 1:35). Pouco
27
sabemos acerca dos acontecimentos pelos quais passou Israel durante os 38 anos (15:1-
20:13). Porém, ficamos sabendo pelas Escrituras que o período do Deserto foi uma
demonstração constante da provisão do Senhor nas necessidades do povo (Nm 11:31,32;
20:8, 11; 11:6-9; Dt 8:3). A provisão de codornizes foi ao que parece temporária; o maná,
porém, continuou por toda a jornada,cessando apenas quando entraram em Canaã (Js
5:12).Depois desses anos, Israel partiu de Cades em direção a Canaã; marchou em redor de
Edom, entrou nas planícies de Moabe, e derrotou Seom e Ogue (20:14-21:35). A última
porção do livro descreve as ações de Balaão, a idolatria de Israel no caso de Baal-Peor, e a
punição dos midianitas.
Além de abordar pontos de história, esse livro contém Leis e regulamentos. Muitas
Leis dizem respeito a questões de ritual. Apesar de que, os israelitas não distinguiam entre
Leis cúlticas, morais, jurídicas e sociais, conforme nós usualmente as distinguimos.
Durante o tempo de peregrinação o Tabernáculo foi o ponto central tanto da vida civil
como da vida religiosa. Deus demonstra Seu cuidado para com o Seu povo, nas Leis e
regulamentos que impõe; Israel se revolta freqüentemente contra Ele. Em resultado, Ele não
permite que o pecado passe sem ser castigado (11:1-3,33; 12:10; 14). Até Moisés e Arão
não recebem permissão de entrar em Canaã (20:12). Não obstante, Deus não repudia o Seu
povo; permanece fiel à Sua aliança. O poder do Senhor é suficiente diante de toda e
qualquer eventualidade, que apesar dos obstáculos interpostos, dos grandes perigos e dos
fracassos do povo, os conduz com segurança através do deserto.
Apesar de ter falhado e sido castigado por Deus, Moisés é uma figura dominante no
livro. Ele estava no deserto como mediador (12:6-8); como intercessor (11:2; 12:13); porém
em certa ocasião demonstrou também ser temperamental (11:10; 16:15). Depois de Moisés,
em questão de proeminência, aparece Arão (1:3, 17, 44; 2:1; cap. 12, 16 e 17).
O livro começa com um relatório sobre os preparativos feitos para seguir em frente de
Sinai, e se encerra com a narração de certos acontecimentos que se deram nesse lugar
juntos com instruções para a conquista e divisão da terra. Cobre a jornada de 38 anos do
Sinai a Cades-Barnéia, passando por vários lugares no deserto e chegando, finalmente, às
planícies de Moabe, na margem oriental do Jordão, defronte de Jericó.
No tempo de peregrinação pode-se supor que o povo seguia as atividades
domésticas dos nômades, vivendo em tendas, levando seus rebanhos a pastarem nas
estepes semi-áridas.Essas circunstâncias requeriam provisões divinas especiais quanto à
alimentação e à água.
Quando a primeira geração pôs-se em marcha deixando o Sinai, o humor do povo
começou a piorar paulatinamente. Surgiram queixas sobre o maná e falta de gratidão pela
provisão de Deus. Até na própria família de Moisés o ciúme e a disputa tiveram de ser
julgados por Deus. Depois da grande rebelião em Cades-Barnéia, a congregação e muitos
líderes continuaram em rebelião, até que toda a primeira geração morreu.
Os dois grandes pecados de toda a assembléia no deserto ocorreram no Sinai e em
Cades, ambos cometidos pela primeira geração. O primeiro foi a idolatria, e o segundo a
rebelião. Ambos precederam grandes dádivas de Deus: a Lei Mosaica e a terra de Canaã.
Depois do primeiro e do segundo pecados, manifestou-se a ira de Deus bem como a sua
resolução de destruí-los. O livro relata a incredulidade do povo em geral (11:1) e de Miriã e
Arão (12:1), a recusa de entrar na terra prometida quando chegaram a Cades-Barnéia (14:2),
o pecado do próprio Moisés (20:12) e o culto idólatra (25:3). Após cada pecado, Deus
demonstrou ira e misericórdia, perdoando-os sempre com base na sua aliança com Abraão e
manifestando a sua misericórdia para com eles.
Como podemos observar, este livro trata de duas gerações de Israel: a primeira havia
saído do Egito, e a segunda estava para entrar em Canaã. A primeira tinha visto grandes
milagres executados por Moisés, e recebera a lei de maneira também miraculosa. Seus
28
componentes foram, entretanto, destruídos por desobediência e rebelião. A segunda
geração cresceu conhecendo a lei e recebendo diariamente o maná, e estava familiarizada
com o fato de Deus ter destruído, devido à corrupção, todos os habitantes do lado leste do
Jordão.
Esboço
O livro divide-se em três partes principais, cada uma centrada num ambiente
geográfico para marcar os estágios principais da marcha pelo deserto. As duas primeiras
seções concluem com uma descrição da jornada para o próximo estágio. O mesmo não
acontece na terceira seção, já que a marcha de Moabe a Canaã não é recontada até o livro
de Josué( Sinai: Preparação para a partida - 1:1-10:10/ Conclusão: Jornada de Sinai a
Cades - 10:11-12:16; Cades: No deserto de Parã - 13:1-20:13/ Conclusão: Jornada de
Cades às Campinas de Moabe - 20:14-22:1; Moabe: Preparação para Canaã - 22:2-32:42/
Conclusão: Uma visão do passado e do futuro - 33:1 - 36:13).
I- ORGANIZAÇÃO DA PRIMEIRA GERAÇÃO
A.Primeiro censo e deveres...............................................................1-4
B.Leis de pureza e separação............................................................5-6
C.Preparativos finais para o início da marcha....................................7-10
II- ANARQUIA DA PRIMEIRA GERAÇÃO
A.Rebelião de Israel e rejeição de Deus..............................................11-14
B.Peregrinações de Israel durante 38 anos.........................................15-20
III- REORGANIZAÇÃO DA SEGUNDA GERAÇÃO
A.Vitórias a caminho do Jordão.............................................................21-24
B.Conflito com os midianitas e vitória....................................................25-31
C.Preparativos finais para a entrada em Canaã....................................32-36
Temas Especiais
Tipologia em Números
Muito existe nesse livro que tem um sentido tipológico. Nas pessoas, nas ocorrências
e nas Leis, o Cristo vindouro projeta Sua sombra à Sua frente (Jo 3:14; 1Co 10:1-11; Hb 3-4;
9:13; Jo 6:31-33). O NT usa vários acontecimentos do livro de Números para lembrar aos
crentes a seriedade do pecado (Jo 3:14/ Nm 21:9; 1Co 10:5-11/ Nm 14:29-35,
16:41-50, 21:5,6; 2Pe 2:15-16, Ap 2:14/ Nm 22-24; Jd 11/ Nm 16, 27:3).
Nazireu
O nazireu era aquele que se separava dos outros ao consagrar-se a Javé mediante
um voto especial. Ao assumir tal voto, o indivíduo se consagrava voluntariamente a algum
serviço incomum prestado a Deus. A origem da prática é pré-mosaica e obscura.
As características distintivas do nazireado original eram uma consagração total a
Javé, na qual o corpo, não considerado meramente como algo que deve ser restringido, era
29
consagrado a serviço santo; uma extensão aos leigos de uma santidade usualmente
associada apenas com os sacerdotes.O voto era acessível a qualquer pessoa.Proibições
impostas ao voto: 1-Comer ou tomar o fruto da videira; 2- fazer uso da navalha; 3-
aproximar-se de um cadáver.
Censo Militar
Sob o comando de Deus, Moisés enumerou a 1° e a 2° geração dos homens aptos
para a guerra. Tal como Moisés proclamou em (Ex 15:3 – “O Senhor é homem de guerra”),
em Números Ele é visto preparando-os para as batalhas. Ensina-os a acampar,marchar,
alimenta-os com ração, disciplina-os para obedecer às autoridades delegadas e os conduz à
batalha. Mostra-lhes até como dividir o despojo (31; 34-35). Quando incluímos as mulheres e
as crianças, os totais dos censos sugerem que o total de pessoas era de cerca de dois
milhões.
Ordem das Tribos em Marcha
(Nm 2; 10:11-28)
DÃ
ASER
NAFTALI
EFRAIM
MANASSÉS
BENJAMIM
LEVITAS
(Coate)
levam a
mobília do
Tabernáculo
RÚBEN
SIMEÃO
GADE
LEVITAS
(Gérson e
Merari)
puxam
carros com
a estrutura
e coberta
do
Tabernáculo
JUDÁ
ISSACAR
ZEBULOM
ARCA
Obs: Moisés, Arão e os seus filhos acompanhavam a arca guiados pela Coluna de Fogo.
Marchavam por acampamentos e tribos, não lado a lado, mas em seqüência; não em “fileira
cerrada”, mas livremente, cada família com seus membros e gado.
Balaão
Os israelitas haviam sido proibidos de marchar através de Edom, de modo que a
contornaram (21:4). Eles tinham que cruzar o território Amorreu e pediram permissão para
faze-lo de modo pacífico. Seom, rei dos amorreus,recusou.Os israelitas derrotaram a ele e a
seu povo e lhes tomaram a terra ( 21:21-25). Depois entraram em Moabe, a última região a
ser atravessada no caminho para Canaã. Para impedir a marcha deles, Balaque, o rei de
Moabe, buscou ajudou ajuda de Balaão, um profeta da Mesopotâmia, conhecido por seu
poder de pronunciar maldições eficientes (22:6). Mas Javé persuadiu a não amaldiçoar Israel
(22:12). Quando Balaque pressionou o profeta, Deus alertou Balaão para que dissesse
apenas o que Deus lhe mandasse dizer (22: 20).
30
Não obstante o que diz (Nm 24:25), Balaão depois peregrinou com os midianitas, a
quem aconselhou a atraírem os israelitas para o culto de Baal-Peor (Nm 31: 16; 25: 1-3). O
Senhor ordenou que Moisés punisse os midianitas; e na guerra, Balaão morreu (31:8). A
historicidade de Balaão não pode ser contestada, visto que no NT seu nome é símbolo de
avareza (2Pe 2:15; Jd 11) e de participação em culto pagão e fornicação (Ap 2:14).
A história contém uma verdade profunda: O Senhor está no comando; mesmo um
profeta mesopotâmico só consegue falar o que o Senhor coloca em sua boca.
A Lei Moral em Números
A Lei Moral do decálogo demonstrada neste livro conforme O Catecismo Maior de
Westminster ( pág. 90-159):
6° Mandamento
Pecados proibidos - Nm 35:31, 33; 35:16
31
Deuteronômio
Título
O nome se deriva da Septuaginta “deuteronomion” (repetição da Lei) que se baseia
numa compreensão equivocada das palavras „um traslado desta Lei‟, em (Dt 17:18). Os
hebreus, usando as primeiras palavras do livro, deram-lhe o nome de: ”São estas as
palavras” ou “palavras”.
Autoria
A autoria de Moisés tem forte confirmação, tanto no próprio livro como em outros.
Além das muitas referências do AT à “Lei de Moisés”, há muitas confirmações de Jesus e
dos apóstolos. (Dt 31:9, 24-26; Mc 10:3; Jo 1:17; At 3:22; 1Co 9:9). Quanto ao ultimo capítulo
sobre a morte de Moisés é um apêndice escrito mais tarde, talvez por Josué, Eleazar, ou
Samuel.
Data
O pano de fundo do tempo, do lugar e das circunstâncias é claramente declarado. Os
discursos e acontecimentos pertencem ao último mês dos quarenta anos de vagueação
impostos sobre o povo por causa de sua incredulidade 1405a.C. (1:3, 35; 2:14). Chegam ao
seu término com acontecimentos que vão até à morte de Moisés.
Apesar de este pronunciamento ter sido feito provavelmente em diversas sessões, a
expressão “hoje” foi repetida 67 vezes em todo o livro.
Propósito
O objetivo ao escrever o livro (ou ao pronunciar os discursos) era o de preparar a
nova geração de Israel para viver em Canaã. Podemos citar os seguintes propósitos:
1- Preparar o povo para a conquista de Canaã. A presença e o poder de Deus
era a garantia de que possuiriam a terra.
2- Apresentar os preceitos da Lei em termos práticos e espirituais para serem
aplicados à nova vida em Canaã.
3- Dar instruções e advertências quanto aos detalhes da conquista ( requisitos
dos futuros reis, distinguir profetas, bênçãos e maldições do pacto).
4- Estimular lealdade ao Senhor. Pode-se dizer que o ensino de Deuteronômio é
a exposição do grande mandamento (6:5).
Conteúdo
O livro contém os discursos feitos por Moisés durante os últimos dias de sua vida,
quando os israelitas estavam acampados nas planícies de Moabe, a leste do rio Jordão e do
mar Morto, antes da entrada na terra prometida. Observe a estrutura dos quatro discursos de
Moisés: Primeiro discurso (1-4); segundo discurso (5-26); terceiro discurso (27-28); quarto
discurso (29-30).
Moisés nos oferece bastante material histórico; mas em quase todos os casos ele
relaciona os acontecimentos à lição espiritual que os mesmos sublinham. Ele também toma
32
a legislação que o Senhor dera a Israel quase quarenta anos antes, e a adapta às condições
da vida fixa na terra onde Israel em breve haveria de entrar.
Israel havia fracassado por falta de fé, não entrando na Palestina. Agora Moisés
reúne todo o povo e procura infundir fé que os capacitaria a prosseguir obedientemente. Ele
percebeu que os principais perigos que teriam que enfrentar estavam na área de sua vida
espiritual.
Aqueles para quem Moisés dirigiu a palavra era, em sua maioria, jovens, embora
houvesse um número considerável (Nm 14:29) que ainda tinha vívida memória de uma
infância passada na escravidão, bem como de todas as maravilhas de sua libertação.
Algumas vezes Moisés se dirige mais diretamente a estes últimos, e outras vezes aos
primeiros. Ao lado de Moisés havia anciãos e sacerdotes (27:1, 9), e o seu fiel ministro Josué
estava sempre à sua disposição (1:38). Duas frases freqüentemente repetidas no livro, são
“entrai e possui” (35 vezes) e “a terra que o Senhor teu Deus te dá” (34 vezes). No dizer de
Moisés o povo certamente herdaria a terra (12:10).
O Senhor entrara em relação de aliança com eles, exigindo devoção e adoração
exclusivas. Através de longa experiência Israel havia aprendido que o Senhor honra a
obediência e pune a transgressão. Moisés conclama Israel para que confie no Senhor de
todo o coração, e para que faça de Sua Lei o impulso contínuo de sua vida. Essa Lei, caso
observada, lhe infundiria uma nova vida, fazendo daquela nação um povo distinto entre as
nações. Seguir-se-iam bênçãos, e as nações reconheceriam que seu Deus é o Senhor. Mas,
se Israel seguisse o caminho das nações ao seu derredor, então seria alcançada por aflições
e finalmente seria espalhada entre as nações. A ênfase recai sobre a fé acompanhada pela
obediência.
Os elementos integrantes da teologia do AT são encontrados na sua maioria, em
Deuteronômio. Há semelhanças notáveis entre o pacto demonstrado do Deuteronômio e o
pacto do NT. A essência da aliança é a mesma, porém o modo de administração é diferente.
O livro trata de um maior número de questões de relacionamento humano do que qualquer
outro livro da bíblia. Ele é citado 356 vezes por posteriores escritores do AT, e mais de 190
vezes no NT. Foi um dos favoritos de Jesus, pois Ele o citou mais do que outro qualquer.
Mais que a mera repetição da Lei, o livro explica os privilégios e as responsabilidades do
povo diante do pacto com Javé.
O código deuteronômico foi a norma para julgar as ações dos reis de Israel. Foi a
base das exortações de Jeremias e de Ezequiel. Neste livro está a declaração de fé dos
judeus (6:4,5). Dos 27 livros do Novo Testamento, 17 deles citam Deuteronômio.
Boa parte do material de Deuteronômio segue o modelo de antigos tratados de
suserania, apresentando as responsabilidades de Israel como povo em aliança com Deus.
Ou seja, sua estrutura equivale à do típico tratado de suserania da época: a - preâmbulo
(1:1-3); b - prólogo histórico (1:6-4:49); c - provisões principais (5:1-26:19); d - maldições e
bênçãos (27:12-30:20); e - disposições para a continuação da aliança (31:3-33:29).
Como sabemos, o livro quer levar o povo a obedecer as Leis da aliança. Essas três
palavras podem servir como conveniente meio de classificar as leis em três grupos: juízos,
estatutos, mandamentos.
Juízos - É uma regra ou lei estabelecida por uma autoridade ou consagrada por uso antigo,
através da qual os juízes podiam ser guiados em certos casos especificados.
Estatutos - Veio a significar uma regra permanente de conduta. Difere do juízo devido o fato
que enquanto neste último o apelo é feito ao juiz, no estatuto tal apelo é feito à consciência e
a Deus.
Mandamentos - Apesar de que a palavra „mandamento‟ possa ser aplicada a qualquer
espécie de ordem, é conveniente, para nosso presente propósito, limitar seu emprego aqui
33
àqueles mandamentos que não eram de obrigação, mas que podiam ser cumpridos de uma
vez para sempre, como por exemplo, a destruição de santuários pagãos (12:2), a nomeação
de juízes e oficiais (16:18), e o estabelecimento das cidades de refúgio (19:1-13).
Esboço
I- FIDELIDADE DO SENHOR NOVAMENTE LEMBRADA
A- Fracassos de Israel............................................................1
B- Vitórias de Israel................................................................2-3
C- Responsabilidades de Israel.............................................4
II- FUNDAMENTOS DA LEI REAFIRMADOS
A- Decálogo..............................................................................5-6
B- Perigos de idolatria em Canaã.............................................7-9
C- Deveres de amor e serviço ao Senhor................................10-11
III- FUNCIONAMENTO DA LEI REFERENTE À VIDA EM CANAÃ
A- Leis religiosas especias.......................................................12-16
B- Leis civis especiais...............................................................17-21
C- Leis sociais especiais..........................................................22-26
IV- CUMPRIMENTO DA LEI EXIGIDO PARA PERMANECER EM CANAÃ
A- Permanência em Canaã depende da obediência.................................27-28
B- Volta a Canaã depende do arrependimento.........................................29-30
V- DETERMINAÇÕES FINAIS DE MOISÉS E A SUA PARTIDA.............31-34
Temas Especiais
Os Líderes de Israel
Em seguida à seção que tratava da adoração em Israel, vem uma seção que trata do
caráter dos líderes de Israel, os juízes (16:18-20), tribunais (17:8-13), reis (17:14-20),
sacerdotes (18:1-8) e profetas (18:9-22).
Juízes (16:18-20)
Em tempos mais remotos cabia aos sacerdotes preservar as Leis e fornecer
interpretações autênticas (Ml 2:7).Durante o período da peregrinação Moisés é apresentado
como o juiz principal de Israel, assessorado por juízes assistentes recrutados dentre as
tribos (Dt 1:12-18; Ex 18:13-27). A presente passagem contempla dois grupos de oficiais:
Juízes e oficiais (a serem escolhidos em todas as cidades).
Não é improvável que os juízes tenham sido os líderes dos conselhos locais de
anciãos (19:12). O segundo grupo, os oficiais, eram uma espécie de assistentes. Não eram
todavia, meros escribas (2Cr 34:13) talvez fossem “auxiliares de tribunal” associados aos
juízes (1Cr 23:4; 26:29). É uma questão aberta o terem ou não sido estes dois grupos,
34
funcionários do estado em dias posteriores. A responsabilidade dos juízes era julgar o povo
com reto juízo. Três regras são apresentadas apoditicamente: Não torcerás a justiça; Não
farás acepção de pessoas; Nem tomarás suborno.
Para casos judiciais que fossem difíceis para os tribunais locais, as cortes de primeira
instância localizadas nas cidades podiam apelar ao tribunal superior, localizado no santuário
central. O veredito da corte central era inapelável, pois era considerado como a expressão
do próprio pensamento de Deus sobre o caso (Ex 18:15,16). Nem os juízes podiam agir
diferente da decisão (17:10-11), nem o homem que recebesse sua sentença (17:12). Parece
que o corpo jurídico central consistia de vários sacerdotes e juízes (19:17), tendo cada grupo
seu próprio líder,ou seja, o sumo sacerdote (chefe dos sacerdotes) e o chefe dos juízes
(17:12). Cada um deles é definido pelo artigo neste versículo.
Em (Ex 18:13) vemos Moisés funcionando como a suprema autoridade judicial,
assessorado por um corpo de juízes que cuidavam de casos menos importantes, é como se
apresenta a “corte superior” nos dias anteriores.
Profetas (18:9-22)
O Senhor faria Sua vontade conhecida através dos Seus profetas, cujas palavras seriam
plenamente compreensíveis ao povo, em contraste com as “revelações misteriosas” dos que
operavam com adivinhações. A Lei sobre os profetas é apresentada:
1- Enumeram-se as práticas proibidas (9-14)
2- Explica-se o ofício de profeta (15-18)
3- Referência àqueles que rejeitarem a palavra profética ou que corromperem o ofício
profético (19-22)
4- Seria profeta do Senhor e não de outro deus (18:20)
5- O homem que se lança ao ofício profético sem ser chamado por Deus, é um profeta
falso (18:20)
6- Os profetas autênticos falariam somente as palavras que Deus lhe desse (18:18)
7- Suas palavras se cumpririam infalivelmente (18:22)
8- Os falsos profetas poderiam, em certos casos, operar milagres e ter a palavra
cumprida, mas ficariam a descoberto através de sua doutrina em desacordo com a de
Deus (13:1,2)
9- Deus permitiria que os falsos profetas fizessem sinais, a fim de provar Seu povo
(13:3).
As palavras de Moisés concernentes a um futuro profeta (18:15) foram interpretadas por
Pedro e por Estevão como predições acerca de Jesus Cristo (At 3:22; 7:37).
Rei (17:14-20)
No devido tempo, Deus daria um rei a Israel. Moisés antecipa as condições sob as
quais haveria de estabelecer-se o seu reinado:
1- Devia ser eleito por Deus; seria israelita, não estrangeiro
2- O rei não devia depender do poderio militar, nem de alianças com outras nações,
mas do poder divino
3- Não devia tomar para si muitas mulheres
4- Não devia amontoar riquezas para si, isto é, não devia usar seus poderes com
finalidades egoístas, mas para servir ao povo de Deus.
5- Devia escrever-se para o rei uma cópia da Lei.
35
Bênçãos e Maldições da Aliança
A obediência traria as seguintes bênçãos a Israel (28:1-14):
1- Prosperidade extraordinária e geral (2-6)
2- Livramento dos inimigos (7)
3- Abundância de produção (8, 11, 12)
4- Bênçãos espirituais (9, 10)
5- Proeminência entre as nações (1, 10)
A desobediência traria as seguintes maldições (28:15-68):
1- Maldições pessoais (16-20)
2- Peste (21,22)
3- Estiagem (23,24)
4- Derrota nas guerras (30-33)
5- Pragas (27, 28, 35, 58-62)
6- Calamidade (29)
7- Cativeiro (36-46)
8- Invasões dos inimigos (45-57)
9- Dispersão entre as nações (63-68)
A Lei Moral em Deuteronômio
A Lei Moral do decálogo demonstrada neste livro conforme O Catecismo Maior de
Westminster ( pág. 90-159):
1° mandamento
Deveres exigidos - Dt 26:17; 6:5
Pecados proibidos - Dt 29:29; 32:15; 8:17
2° Mandamento
Deveres exigidos - Dt 32:46; 17:18, 19; 6:13; 7:5
Pecados proibidos - Dt 13:6-8; 12:30-32; 4:15, 16; 4:2
3° Mandamento
Dever exigido - Dt 28:58
Pecados proibidos - Dt 23:18; 29:29; 18:10, 11
5° Mandamento
Deveres exigidos - Dt 6:6, 7
Pecados proibidos - Dt 21:18, 20,21; 17:17
6° Mandamento
36
Deveres exigidos - Dt 22:8
Pecados proibidos - Dt 20:1-20
8° Mandamento
Deveres exigidos - Dt 15:7,8,10; 22:1-4
Pecados proibidos - Dt 19:14; 12:7; 16:14
10° Mandamento
Pecado proibido - Dt 5:21
37
Bibliografia
- Ellisen, Stanley A. Conheça Melhor o Antigo Testamento. Editora Vida, 1991.
- Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo. Cultura Cristã, 1999.
- A Bíblia Anotada. Editora Mundo Cristão. 1ª edição. São Paulo, 1991.
- Shultz, Samuel J. A História de Israel no Antigo Testamento. Editora Vida Nova. São
Paulo, 1995.
- A Bíblia Vida Nova. Edições Vida Nova. São Paulo, 1992.
- Thompson, J. A. Deuteronômio – Introdução e Comentário. Editora Mundo Cristão. São
Paulo, 1991.
- Bíblia de Estudo Pentecostal. Editora CPAD, 1995.
- Hoff, Paul.O Pentateuco. Editora Vida.São Paulo, 1983.
- Lasor, William.Introdução ao Antigo Testamento. Editora Vida Nova.São Paulo, 1999.
- Bíblia Sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada. 2ª edição.
Barueri - SP, 1999.
- O Novo Dicionário da Bíblia.
- Virkler, Henry A. Hermenêutica Avançada. Editora Vida, 1987.
- Gilbert, Floyd Lee. A Pessoa de Cristo no Tabernáculo. Editora FIEL. 1ª edição. São José
dos Campos - SP, 1987.

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Introdução ao pentateuco

  • 1. 1 “[...]Sê forte e mui corajoso para teres o cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou [...]” (Js 1:7) Introdução e Análise do Pentateuco Janeiro/2005
  • 2. 2 Pentateuco Este nome vem da versão grega que remonta ao séc. III a.C.; significa: pente - cinco; teuchos - estojo para o rolo de papiro. O Pentateuco é um documento composto de livros individuais, mas que possui uma narrativa ininterrupta de uma história completa que vai da criação até à morte de Moisés. O livro de Êxodo continua a história começada em Gênesis sobre os israelitas que foram para o Egito (Gn 46:26, 27; Ex 1:1). Levítico (1-9) explica os rituais do Tabernáculo, como uma espécie de suplemento das instruções para sua construção em (Ex 25-40), e como foi realizado o rito para a ordenação de sacerdotes, delineado em (Ex 29). Números compartilha muitas conexões com Êxodo e Levítico, extensas porções de todos os três livros ocorrem no deserto do Sinai. Em Deuteronômio Moisés resume a história de Israel desde o Sinai até à terra de Moabe. Na verdade, a divisão do Pentateuco em cinco livros não é original. O Pentateuco é uma mistura de história e Lei. Ambas estão intimamente relacionadas. Ele contém uma variedade de material (histórias, episódios,leis, rituais, cerimônias,etc), mas ainda continua a ser uma história unificada e com grande importância para a revelação, atestada pelo uso do NT como pano de fundo e preparação para a obra de Deus em Cristo (At 13:17-41; Rm 4; 5:12-21; Gl 3:6-4:31). Podemos dividi-lo em 6 temas: Eleição, promessa, livramento, aliança, lei e terra. Possui duas divisões principais: Gn 1-11 e Gn 12-Dt 34. Em (Gn 12:1-2) vemos os três aspectos que vão continuar por toda a história bíblica: Uma terra, nacionalidade e benção (que implica em promessa de um relacionamento com Deus – Gn 17:7,19; 26:3,24; Lv 26:12; Ex 3:6,15). A relação entre ambas as divisões do Pentateuco está no problema do pecado causando separação da criação em relação a Deus; e a solução apresentada por Deus que começa a ser mais nítida em (Gn 12:3). Embora não se afirma no Pentateuco que este haja sido escrito por Moisés em sua totalidade, outros livros do AT e do NT citam-no como obra dele (Js 1:7-8; 23:6; 1 Rs 2:3; Ed 3:2; 6:18; Nm 8:1; Dn 9:11-13; At 13:39; Hb 10:28; 2Co 3:15; Jo 5:46; Mt 8:4; Mc 7:10; Lc 16:31; 24:27). Moisés tinha preparo, experiência, e gênio que o capacitavam para escrever o Pentateuco (At 7:22). Além de que, foi testemunha ocular dos acontecimentos; recebia revelações especiais; e como hebreu, tinha acesso a genealogias bem como às tradições orais e escritas de seu povo. Em conformidade com práticas conhecidas no Antigo Oriente Próximo, é provável que Moisés tenha feito uso de fontes literárias. Algumas vezes essas são claramente identificadas (Nm 21:14). No entanto, não se perde a autoridade divina por causa do uso dessas fontes. Quanto à sua autoridade divina podemos citar vários textos os quais apontam o livro como tendo conteúdo autoritativo: A Lei do Senhor (Ed 7:10; 1Cr 16:40; Ne 10:28,29; 8:18; 9:3; 2Cr 17:9; 31:3); e no NT (Gl 3:10; Mc 12:26; Rm 13:8-10; 2Tm 3:16; Tg 2:8-11; 1Jo 3:4). Josefo (historiador) afirma que Moisés descreveu a sua própria morte, enquanto que o Talmude credita Josué com 8 versículos da Torá (provavelmente os últimos).
  • 3. 3 Gênesis Título Os hebreus deram-lhe o nome de “No princípio”, devido à sua primeira palavra. Nós seguimos o nome dado na Septuaginta “Gênesis” (origem). Autoria Até o século 17, as comunidades judaicas e cristãs atribuíram universalmente a autoria do Pentateuco a Moisés. Apesar de contestada esta autoria, a unidade de conteúdo, estilo antiquado e gênero de palavras diferenciam os livros do Pentateuco de todos os outros do AT. Além disto, Cristo e os escritores do NT afirmaram a autoria mosaica do Pentateuco (Jo 1:17; 5:46; 7:19,22; Rm 10:5, 19), o próprio Pentateuco afirma (Ex 17:14; 24:4, 7; Dt 31:9; Nm 33:1-2) e os livros do AT também testificam (Js 1:7-8; 1Rs 2:3; Ed 6:18; Dn 9:11- 13). Data Foi provavelmente redigido durante a peregrinação pelo deserto, enquanto procurava instruir Israel sobre as verdades fundamentais divinas e o programa da Aliança de Deus para com a nação (1443 a.C.). Propósito O propósito não era fornecer uma descrição biológica e geológica das origens. Antes, seu propósito era explicar a natureza e a dignidade singular dos seres humanos, em virtude de sua origem divina. Seu objetivo é proporcionar uma narrativa autêntica da origem do homem, sua queda no pecado com as devidas conseqüências e julgamento, e a introdução do programa redentor na terra. Salienta a soberania de Deus sobre toda a criação e enfatiza a responsabilidade do homem para com Deus. Além disto, fornece um breve sumário da história da revelação divina, desde o princípio até que os israelitas foram levados para o Egito e estavam prontos para se formarem em nação teocrática. Podemos destacar quatro temas importantes: 1- Deus é Criador; 2- A entrada do pecado na ordem criada altera radicalmente a criação original; 3- O julgamento de Deus se opõe ao pecado humano em todos os seus aspectos; 4- Deus sustenta a criação e os homens por sua graça preservadora. Conteúdo Os capítulos iniciais do “cânon” são básicos para a revelação inteira que se desdobra no Antigo e Novo Testamentos. A história de Gênesis começa com a criação do universo e do homem e termina com a morte de José, o último dos patriarcas de Israel. O livro pode ser descrito com exatidão como „o livro dos inícios‟. Revela os inícios de muitas coisas: o mundo, o homem, o pecado, a civilização, as nações e Israel. Pode ser dividido em duas porções principais. A primeira porção diz respeito à história da humanidade primitiva (1-11). É um prólogo à história da salvação. Este prólogo é vazado em termos universais e apresenta o pano de fundo para o drama que a seguir é desenvolvido: Qual foi a resposta de Deus ao pecado universal e persistente do homem?
  • 4. 4 A segunda porção trata da história do povo específico que Deus escolheu (12-50); reconta as origens da história da redenção no ato de Deus escolher os patriarcas. No cap. 12, está o primeiro estágio da resposta de Deus. Ele haveria de chamar um povo eleito, de onde no tempo próprio, viria o Redentor. Esse povo proclamaria a mensagem da redenção aos homens de todos os lugares. O autor apresenta o material de forma extremamente simples. Oferece dez histórias. Normalmente começam com a frase “Este é o livro da genealogia de...”. Os primeiros três relatos pertencem ao mundo pré-diluviano e os sete últimos ao período posterior ao dilúvio. Os três primeiros relatos formam um paralelo com o quarto, quinto e sexto relatos: a) narrativas sobre o desenvolvimento universal da humanidade na criação e na recriação após o dilúvio (relatos um e quatro); b) genealogia das linhagens da redenção a partir de Sete e Sem (relatos dois e cinco); c) as narrativas sobre as alianças com Noé e Abraão (relatos três e seis).Os dois pares finais de narrativas expandem a linhagem abraâmica, contrastando os seus filhos rejeitados, Ismael e Esaú (relatos sete e nove), com as histórias sobre os descendentes eleitos, Isaque e Jacó (relatos oito e dez). A seção que conclui a última narrativa contém fortes vínculos com o livro de Êxodo, terminando com um juramento que José obteve dos seus irmãos de quê, quando Deus viesse em seu socorro e os reconduzisse a Canaã, levariam consigo o seu corpo embalsamado (50:24-25; Ex 13:19). O que começou em Gênesis cumpre-se em Cristo. A genealogia iniciada no cap.5 prossegue no cap. 11 e termina com o nascimento de Jesus (Mt 1; Lc 3:23-27). Ele é, em última análise, o descendente prometido a Abraão (Gn 12:7; Gl 3:16). Todos os que são batizados em Cristo e unidos com Ele pela fé são descendentes de Abraão (Gl 3:26-29).As arrojadas profecias e as prefigurações sutis em Gênesis mostram que Deus está escrevendo uma história que conduz ao descanso em Cristo. O paraíso perdido pelo primeiro Adão é restaurado pelo último Adão. Esta história sagrada certifica que o enfoque de Gn é Cristo. Esboço 1- INTRODUÇÃO...................................................................1:1-2:3 2- PRIMEIRA HISTÓRIA.......................................................2:4-4:26 (A geração dos céus e da terra) 3- SEGUNDA HISTÓRIA.......................................................5:1-6:8 (A geração de Adão) 4- TERCEIRA HISTÓRIA.......................................................6:9-9:29 (A geração de Noé) 5- QUARTA HISTÓRIA..........................................................10:1-11:9 (A geração dos filhos de Noé) 6- QUINTA HISTÓRIA............................................................11:10-26 (A geração de Sem) 7- SEXTA HISTÓRIA..............................................................11:27-25:11 (A geração de Terá) 8- SÉTIMA HISTÓRIA............................................................25:12-18 (A geração de Ismael) 9- OITAVA HISTÓRIA............................................................25:19-35:29 (A geração de Isaque) 10- NONA HISTÓRIA................................................................36:1-43 (A geração de Esaú) 11- DÉCIMA HISTÓRIA............................................................37:1-50:26 (A geração de Jacó)
  • 5. 5 Temas Especiais A Criação A criação progride em duas tríades de dias, relembrando, respectivamente, o “sem forma e vazia” do (v.2): Dia 1: Luz (v.3) Dia 4: Luzeiros (v.14) Dia 2: Céu - água (v.6) Dia 5: Peixes - aves (v.21) Dia 3: Terra - vegetação (v.9-11) Dia 6: Animais - seres humanos (v.24-30) Note como Deus executou a obra da criação de conformidade com um plano e uma ordem: Dia 1 A luz Dia 2 O firmamento Deus põe em ordem Dia 3 A terra seca a criação. Dia 4 Os luzeiros Dia 5 Os peixes e aves Dia 6 Os animais e o homem Deus dá vida à criação Deus termina a criação Dia 7 O descanso e a declara boa. O Dilúvio O relato sobre o dilúvio é contado em termos de universalidade. Isso não significa necessariamente que o dilúvio tenha coberto a superfície inteira do globo terrestre. Antes, é universal no sentido que destruiu toda carne. Se os habitantes da humanidade estavam limitados ao vale do Eufrates, é bem possível que o dilúvio também tenha sido limitado. O propósito divino de destruir a raça humana pecaminosa se cumpriu. Quer tenha sido local ou mundial é de importância secundária ante o fato que o dilúvio foi bastante amplo para incluir a humanidade inteira. Abraão A história de Abraão e sua aliança com Deus são a parte mais importante de Gênesis. Essa promessa com seus elementos é chamada de aliança abraâmica, e é o fundamento de todo o futuro programa divino para a humanidade. Deus prometeu a Abraão que traria bênçãos pessoais, nacionais, territoriais e espirituais através da sua “Semente”. A narrativa de sua chamada encontra-se em (12:1-3). Deus lhe faz três promessas: a) A promessa de uma terra (Gn 12:7; 13:15, 17; 15:7, 18; 24:7; 28:4,); b) A promessa de uma descendência numerosa (12:2; 13:16; 15:5; 17:2,4,16; 18:18; 22:17); c) A promessa de benção universal (12:3; 18:18; 22:18). Numa série de encontros com o patriarca, “Javé” (Deus da aliança): 1) estabeleceu a aliança (12:1-3); 2) confirmou-a (12:7); 3) ratificou-a num ritual (15:8-18); 4) simbolizou-a
  • 6. 6 (17:10); e 5) acrescentou o seu juramento (22:16-18). As promessas feitas a Abraão foram todas reafirmadas com cada um dos patriarcas que se seguem: Isaque (26:2-4) e Jacó (28:13, 14).Garantida apenas por Deus, não podia ser anulada pelas falhas de Abraão ou da sua descendência. O cumprimento absoluto de todos os seus elementos aguarda a segunda vinda do Senhor, que é o “descendente” de Abraão (Gl 3:16). O Proto-Evangelho A entrada do pecado trouxe julgamento, mas trouxe também a promessa divina de redenção (3:15). Ele prometeu que o “descendente” da mulher iria ferir a cabeça da serpente e a serpente iria ferir o seu calcanhar (referindo-se a Cristo e ao demônio, João 12:31; Ap 12:9). É uma descrição resumida do reino de Deus e do plano de redenção. A morte de Cristo destruiu potencialmente Satanás e o seu reino, ao prover redenção aos descendentes de Adão e Eva. A Lei Moral em Gênesis A Lei Moral do decálogo demonstrada neste livro conforme O Catecismo Maior de Westminster ( pág. 90-159): 4° Mandamento Deveres exigidos - Gn 2:3 5° Mandamento Deveres exigidos - Gn 9:23 6° Mandamento Deveres exigidos - Gn 37: 21, 22 Pecados proibidos - Gn 9:6 7° Mandamento Pecados proibidos - Gn 38:26 9° Mandamento Pecados proibidos - Gn 3:5; 26:7, 9; 20:1, 9; 3:12, 13; 4:9; 9:22
  • 7. 7 Êxodo Título Os hebreus deram-lhe o nome de “são estes os nomes de”, devido à sua primeira frase. Os tradutores da Septuaginta chamaram-no de “Êxodo” (saída) devido ao fato de seu tema central tratar das ações redentoras de Deus para com Seu povo. Autoria A autoria de Moisés é confirmada pela estreita conexão e unidade com os livros restantes do Pentateuco. Neste livro, entretanto, Moisés coloca-se como o centro de todas as ações (17:14; 24:4; 25:9). O ponto de vista judaico, desde o tempo de Josué (8:34, 35), sancionado por nosso Senhor, e aceito pela Igreja Cristã, sustenta que o livro de Êxodo é obra de Moisés. Pela evidência interna essa é igualmente a impressão deixada pelo livro. O autor era um homem altamente instruído, residente no Egito por longo tempo e testemunha ocular do êxodo. Estava bem familiarizado com a seqüência das colheitas no Baixo Egito (Ex 9:31-32); e ele inclui detalhes compatíveis apenas com o relato de uma testemunha ocular (Ex 15:27). Data Além da data de 1445 a.C., outra data também é defendida pelos estudiosos do AT (1290 a.C.). Porém, a data de 1445 a.C. é a preferida pelas seguintes razões: a- (1Rs 6:1) coloca o êxodo 480 anos antes de Salomão começar a construir o templo, o que está fixado em 967 a.C. b- (Jz 11:26) coloca a conquista da transjordânia 300 anos antes da época de Jefté (que viveu ao redor de 1100 a.C.) c- (At 13:17-20 dá o período aproximado do êxodo a Samuel como sendo de 450 anos. Samuel morreu por volta de 1020 a.C. d- A data que o arqueólogo John Garstang deu para a queda de Jericó é a que conta com o maior número de apoiadores (por exemplo, nenhum sepultamento em Jericó poderia ter uma data posterior a 1375 a.C.). e- Se aceitarmos 1290 a.C.com a data do êxodo, seremos forçados a admitir a ocorrência desse evento entre essa data e 1210 a.C., pois a tribulação e a construção das cidades começaram antes de Moisés nascer, oitenta anos antes do êxodo, todavia, isso é impossível de ser historicamente demonstrado até mesmo por aqueles que advogam aquela data. f- O nome „Ramessés‟ deriva do deus-sol “RA”, e é provável que tenha sido usado muito antes do nascimento desse faro popular e forte. Propósito O principal objetivo de Êxodo é descrever como Deus livrou Israel da servidão e da idolatria no Egito, conduzindo-o a um lugar de destaque na condição de povo exclusivamente Seu. O êxodo é o tema principal do livro (19:1). O livro relata como a família escolhida no Gênesis veio a ser uma nação. Registra dois acontecimentos de grande importância na história de Israel: O livramento do Egito e a
  • 8. 8 entrega da Lei no Sinai. O livramento do Egito possibilita o nascimento da nação; a Lei modelava o caráter da nação a fim de que fosse um povo santo. Conteúdo Os acontecimentos que conduzem à saída de Israel do Egito, e os que a seguem, formam o tema principal do livro: A libertação do Egito. Houve uma época em que os descendentes de Jacó aderiram aos deuses egípcios, e a corrupção tomou conta de quase todos eles (Ez 20:6-10), mas Deus mesmo assim providencia libertação em cumprimento à promessa de (Gn 15:13-14). O livro registra o nascimento da nação de Israel, a outorga da Lei e a origem da adoração ritual entre os israelitas. Depois de apresentar uma breve nota genealógica, para efetuar a transição do livro de Gênesis, começa com um relato sobre a inquietude dos egípcios em vista do grande aumento numérico dos israelitas. Tratando desta forma dos acontecimentos relacionados com Israel em período posterior aos tempos propícios do governo de José. Os hebreus habitavam na melhor região daquele país, a região denominada Gósen. Esta era a região nordeste do delta do Nilo, separada geograficamente do restante do Egito. Um lugar rico e ideal para que os israelitas levassem uma vida separada dos egípcios. Podiam ali viver juntos, multiplicar-se, conservar seus costumes e falar seu próprio idioma. Também seu trabalho como pastores ficava protegido da influência egípcia, pois os egípcios menosprezavam aos pastores (46:34). As seguintes atitudes foram tomadas contra os hebreus: A primeira atitude sujeitava os hebreus a trabalho forçado sob capatazes, o que provavelmente tinha a intenção de satisfazer uma grande escassez de mão-de-obra como de sujeita-los a estrita observação; a segunda atitude parece ter sido intensificar a dura servidão, provavelmente com a intenção de reduzir o tempo vago dos israelitas, e assim sua oportunidade de traçar planos traiçoeiros; a terceira atitude tinha por alvo impedir aumento da população israelita mediante o extermínio dos meninos recém-nascidos. Os meninos, e não as meninas, é que foram selecionados para o morticínio, certamente por serem considerados instigadores em potencial de revolta. Neste livro encontramos os dois grandes pontos culminantes da história de Israel: O livramento do Egito e a entrega da Lei. O livro descreve, em parte, o desenvolvimento do antigo concerto com Abraão. As promessas que este recebeu de Deus incluíam um território próprio, uma descendência numerosa que chagaria a ser uma nação e benção para todos os povos por meio de Abraão e sua descendência. Primeiro Deus multiplica Seu povo no Egito, depois o livra da escravidão e a seguir o constitui uma nação. Diversos temas importantes destacam-se em Êxodo. Primeiro o livro conta como o Senhor libertou Israel do Egito para cumprir a Sua aliança com os pais. Um segundo elemento importante do livro é a revelação da aliança no Sinai, que especificou os termos do relacionamento entre o Deus santo e o seu povo. O terceiro tema deriva dos dois primeiros e é sua consumação: Trata-se do restabelecimento da morada de Deus com o ser humano. A revelação de Deus é destaque em todo o livro. Ele é quem controla a história (Ex 1); Ele se revelou através de um novo nome (3:14); Ele é o Soberano do relacionamento pactual (19:5); Ele é o redentor fiel (6:6; 15:13); Ele é o Juiz de seu povo (20:5; 32:27-28) e de Seus inimigos (7-12); Ele é um Deus Santo, todavia, vive entre o Seu povo (29:45). Ao longo da história de Israel, legisladores, profetas e salmistas repetidamente assinalaram o caráter providencial, extraordinário e miraculoso dos acontecimentos que acompanharam a saída do Egito (Js 24:17; Am 2:10 - 3:1; Mq 6:4; Sl 81:10). Os eventos
  • 9. 9 historiados no livro de Êxodo ocupam posição central na revelação que Deus fez de si mesmo ao Seu povo, não apenas no AT, mas igualmente no Novo Pacto. Esboço I- A SAÍDA – ÊNFASE DO PODER DE DEUS A- Aflição de Israel no Egito................................................................................1-11 B- Livramento de Israel......................................................................................12-15 C- Jornada de Israel até o monte Sinai...............................................................16-18 II- A LEI - ÊNFASE DOS PRINCÍPIOS DE DEUS A- Aliança proposta pelo Senhor.........................................................................19 B- Mandamentos espirituais e morais..................................................................20 C- Ordenanças sociais e civis..............................................................................21-23 D- Aliança aceita por Israel..................................................................................24 III- O TABERNÁCULO- ÊNFASE DA PRESENÇA DE DEUS A- O plano de Deus para o Tabernáculo..............................................................25-31 B- Punição de Deus para a idolatria do povo.......................................................32-34 C- Presença de Deus no término do Tabernáculo...............................................35-40 Temas Especiais Tipologia em Êxodo Apesar de Êxodo não apresentar profecias claras acerca de Cristo, é farto em tipos que prefiguram a pessoa e a obra do Salvador: A- Moisés tipificou Cristo: Como profeta (Dt 18:15). B- Arão, o sumo sacerdote, tipificou Cristo em muitos aspectos do sacerdócio (Hb 5,7) C- O cordeiro da páscoa foi um tipo de Cristo como o cordeiro de Deus (1Co 5:7). D- O maná era tipo de Cristo, dádiva gratuita dos céus a ser recebida pelo povo para sustento e vida espiritual (Jo 6:32,33,58). E- O Êxodo é o livro da redenção, o livramento dos oprimidos israelitas do poder egípcio é o tipo de toda a redenção (1Co 10:11). Os Dez Mandamentos As dez palavras (Ex 34:28; Dt 4:13; 10:4) foram originalmente proferidas pela voz divina do monte Sinai, para serem ouvidas pelo povo de Israel inteiro (Ex 19:16, 19; 20:18- 22).Depois disso, na presença de Moisés, no Sinai, foram por duas vezes seguidas escritas pelo dedo de Deus no verso e no anverso das duas „tábuas‟ de pedras (Ex 31: 18; 32:15, 16; 34:1-28; Dt 10:4). Podem ser usadas várias terminologias para sua designação: „as palavras da aliança‟, „as dez palavras‟ (Ex 34:28), ‟ testemunho‟ (Ex 25:16,21; 40:20), „tábuas da aliança‟ ( Dt 9:9,11,15), „as duas tábuas do testemunho‟ ( Ex 31:18; 32:15).
  • 10. 10 O primeiro par de tábuas foi quebrado por Moisés, (Ex 32:19); o segundo par de tábuas foi depositado na arca (Ex 25:16; 40:20). Posteriormente Moisés republicou os dez mandamentos numa forma levemente modificada (Dt 5:6-21). O decálogo em realidade é um sumário compreensivo da Lei de Deus, cuja validade permanente é evidente pela natureza de seu conteúdo e pela atitude do NT para com o mesmo (Rm 12:8-10; 1Jo 3:4,6). Não existe qualquer incompatibilidade entre a exigência divina comunicada por meio de imperativos concretos e a chamada de Deus a uma entrega pessoal a Ele, impulsionado pelo amor. A aliança é um meio de estabelecer um relacionamento sancionado por um juramento proferido numa cerimônia de ratificação. Todos os elementos que formam uma aliança estão presentes no Sinai. Em (Ex 19:3-8) Israel é convidado a um relacionamento especial com Deus, descrito por três frases: Uma propriedade peculiar dentre todos os povos, um reino de sacerdotes, uma nação santa. Israel deve ser separada de todas as outras nações para o serviço de Deus, assim como os sacerdotes eram separados dos outros homens. Os Dez Mandamentos nunca se propuseram a instituir um sistema de observâncias legais pelas quais alguém pudesse alcançar a aceitação de Deus. Antes, eram estipulações de um relacionamento marcado por uma aliança ancorada na graça. Os primeiros quatro mandamentos tratam das relações que devem imperar entre os homens e Deus, e os seis mandamentos restantes tem que ver com as relações dos homens entre si. A expansão das leis morais e regulamentos adicionais para uma vida santa tiveram o objetivo de guiar os israelitas na sua conduta como povo santo de Deus (Ex 20-24); Lv 11- 27). A simples obediência a essas leis morais, civis e cerimoniais haveria de distingui-los das nações ao redor. Essas leis dadas a Israel podem ser melhor entendidas à luz das culturas contemporâneas do Egito e de Canaã. À proporção que um maior conhecimento, concernente ao meio ambiente religioso contemporâneo, no Egito e em Canaã, se nos tornar disponível, é provável que muitas das restrições impostas aos israelitas venham a parecer mais razoáveis para a mentalidade moderna. O caráter do pacto do decálogo é iluminado e corroborado pelos antigos trabalhos internacionais do tipo usado para formalizar a relação de um suserano e seu vassalo. A arca, na qualidade de depositório das tábuas da Lei é chamada de „arca da aliança‟ ou „arca do testemunho‟; enquanto que o Tabernáculo, onde estava localizada arca, é denominado de „Tabernáculo do testemunho‟. Objetivos da Lei Moral: 1. Conscientizar os homens da distinção entre o bem e o mal, entre o certo e o errado 2. Atuar como um guarda que conduz os indivíduos a Cristo (Gl 3:22-24). Mostra-lhes que a única esperança que eles têm de justificação é por intermédio de Cristo 3. Servir de diretriz para o viver piedoso As leis encontradas no Pentateuco não se limitam ao decálogo. Há várias leis, nas quais podemos distinguir três aspectos: 1. O Aspecto Cerimonial: As observâncias rituais que apontavam para frente, para a expiação final em Cristo (Hb 7-10; Lv 20:25, 26; Sl 51:7, 16, 17; Is 1:16) 2. O Aspecto Civil ou Judicial: As leis que Deus prescreveu para uso no governo civil de Israel.
  • 11. 11 3. O Aspecto Moral: O corpo de preceitos morais de aplicação universal, permanente, a toda a humanidade (Rm 6: 15-23; 1Co 5; 6:9-10). N° Mandamento Significado 1° Não terás outros deuses diante de mim A unicidade de Deus. Há só um Deus e só a Ele havemos de oferecer culto 2° Não farás para ti imagem de escultura A espiritualidade de Deus. Deus é espírito e não tem forma 3° Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão A santidade de Deus. Uso do nome de Deus de maneira leviana, blasfema ou insincera 4° Lembra-te do dia de sábado, para o santificar A Soberania de Deus. Santificar o dia significa separa-lo para culto e serviço 5° Honra a teu pai e a tua mãe Respeito aos representantes de Deus 6° Não matarás A vida humana é sagrada 7° Não adulterarás A família é sagrada 8° Não furtarás Respeito à propriedade alheia 9° Não dirás falso testemunho A justiça 10° Não cobiçarás O controle dos desejos Moisés Moisés figura junto a Abraão e Davi como um dos três maiores personagens do AT. Ele foi libertador, dirigente, mediador, legislador, profeta. Está contado entre os heróis da fé enumerados em (Hb 11). Em todo o AT ele é considerado o fundador da religião de Israel, promulgador da Lei, organizador das tribos quanto ao trabalho e à adoração, além de líder carismático. Ele foi criado em um lar piedoso, pelo menos durante os primeiros 5 ou 7 anos de sua vida, e assim aprendeu a ter fé em Deus, e também amor por seu povo oprimido.Também foi educado no palácio do Egito, contribuindo para faze-lo „poderoso em suas palavras e obras‟ (At 7:22).
  • 12. 12 A vida de Moisés pode ser dividida em três períodos de 40 anos: a- Os primeiros 40 anos de sua vida Moisés passou no lar dos seus pais e no palácio do faraó. Nascido em Gósen mais ou menos em 1525 a.C., foi o segundo filho de Anrão e Joquebede, da tribo de Levi. No lar paterno Moisés recebeu a sua formação religiosa, e na corta do faraó adquiriu conhecimento intelectual e político, além de treinamento militar. b- Os segundos 40 anos passou exilado em Mídia, fugido do faraó, meditando e trabalhando como pastor. Casou-se com Zípora, filha de Jetro, o sacerdote, e nasceram-lhe dois filhos, Gérson e Eliezer (Ex 18:3, 4). c- Os últimos 40 anos de sua vida ele os viveu no Egito e no Deserto, na condição de primeiro líder de Israel. Serviu ao Senhor como profeta (ensinando); sacerdote (intercedendo) e como rei (retirando da escravidão e organizando como povo). A Páscoa A palavra hebraica aqui traduzida por „páscoa‟ é de etimologia incerta. O sentido de “passar por cima” é atestado aqui (Ex 12:27) e, provavelmente, em (Is 31:5). Apesar das muitas festas e comemorações de Israel, nenhuma era tão importante quanto esta. O último juízo sobre o Egito e a provisão do sacrifício pascoal possibilitaram o livramento da escravidão e a peregrinação para a terra prometida. A páscoa é, segundo o Novo Testamento, um símbolo profético da morte de Cristo, da salvação e andar pela fé a partir da redenção (1Co 5:6-8). A páscoa se constituiu em primeiro dia do ano religioso dos hebreus. Ocorreu no mês de abibe (ou nisã), correspondente aos nossos meses de março e abril. Era celebrada pelos judeus por ocasião do crepúsculo do décimo quarto dia do primeiro mês (12:6), durante sete dias sucessivos (do dia 14 ao dia 21 – Ex 12:18). Vejamos detalhes do sacrifício e as ordenanças que o acompanhavam (Ex 12): 1. O animal para o sacrifício devia ser um cordeiro macho de um ano. O cordeiro tinha de ser sem defeito (v. 5) 2. O cordeiro foi sacrificado pela tarde como substituto do primogênito (v. 12, 13, 23; Nm 8:16-18) 3. Os israelitas tinham de aplicar o sangue nas ombreiras e na verga das portas, indicando sua fé pessoal (v. 7) 4. As pessoas tinham de permanecer dentro de casa (v. 22) 5. Tinham que assar a carne do cordeiro e come-la com pão sem fermento, e ervas amargas (v. 8) 6. Os israelitas deviam come-lo em pé e vestidos como viajantes a fim de que estivessem preparados para o momento de partida (v. 11) O rito não só olhava retrospectivamente para aquela noite no Egito, mas também antecipadamente para o dia da crucificação. A Santa Ceia no cristianismo do Novo Testamento, substituiu a páscoa do Antigo Testamento. Desta ocasião para frente, os israelitas haviam de consagrar ao Senhor, os primogênitos dentre seus filhos (os levitas foram consagrados em substituição deles – Nm 3:12, 40-51; 8:16-18), e também os de seus animais (13:12,13; Lv 27:26,27).
  • 13. 13 O Tabernáculo Até esse tempo o altar fora o lugar de sacrifício e adoração. Um dos sinais dos patriarcas era que eles erigiam altares por onde quer que fossem. Imediatamente após a confirmação do pacto, Israel foi comissionado a construir um Tabernáculo, a fim de que Deus pudesse “habitar no meio deles” (Ex 25:8). Homens foram especialmente dotados com o “Espírito de Deus”, e também com “... inteligência ... conhecimento ...” para supervisionarem a ereção do lugar de adoração ( Ex 31, 35-36). As ofertas voluntárias, doadas pelo povo, proveram mais do que suficiente para o material de edificação. Embora em sentido literal seja impossível que Sua presença se limite a um lugar (AT 7:48, 49), naquela tenda Deus habitava como rei de Seu povo e recebia a homenagem de seu culto. Assim o Senhor se diferenciava dos deuses pagãos por habitar com Seu povo (29:45) e manifestar Sua presença. O Tabernáculo tinha vários nomes: „Tenda da Congregação‟, „Tabernáculo do Testemunho‟, „Santuário‟ (29:42-44; 38:21; 25:8). A arca da aliança era o objeto mais sagrado que havia na religião de Israel. Sua cobertura era chamada propiciatório; que era feita, com seus querubins, de uma única peça sólida de ouro. O propiciatório era o lugar onde Deus falava ao homem (Ex 25:22; Nm 7:89), e onde o sumo sacerdote comparecia no dia da expiação a fim de aspergir o sangue em prol da nação de Israel (Lv 16:15, 16). Dentro da arca havia: O decálogo (Ex 25:21; Dt 10:3-5), um vaso com maná (Ex 16:32-34), e a vara de Arão que florescera (Nm 17:10). Duas passagens de Êxodo descrevem o Tabernáculo e seus utensílios (25-31; 35- 40). O Tabernáculo era um santuário portátil, formado de uma estrutura de madeira recoberta por duas cortinas de linho. Uma das cortinas formava a sala principal, o Lugar Santo (dentro ficava o altar do incenso, o castiçal de ouro e a mesa dos pães), enquanto a segunda cobria o Santo dos Santos (dentro ficava apenas a arca), uma sala menor no fundo da sala principal, separada por uma cortina especial. O Tabernáculo era colocado num pátio de 45 m por 22,5m, isolado do restante do acampamento por cortinas brancas de 4,5m de altura. No pátio, diante do Tabernáculo, ficava o altar do holocausto e entre ele e o Tabernáculo ficava a pia de cobre. O Tabernáculo era de grande importância para Israel, era o local da presença de Deus com seu povo. Ali Israel deveria cultuar e fazer expiação por transgressões das estipulações da aliança. Propósitos do Tabernáculo: 1. Proporcionar um lugar onde Deus habite entre Seu povo (25:8; 29:42-46) 2. Ser o centro da vida religiosa, moral e social.A tenda sempre se situava no meio do acampamento das doze tribos (Nm 2:17) e era o lugar de sacrifício e centro de celebração das festas nacionais. 3. Representar grandes verdades espirituais. Os objetos e ritos do Tabernáculo prefiguravam as realidades cristãs (Hb 8:1, 2; 10:1) Cada objeto e sua localização tinham grande valor simbólico. O escritor da carta aos Hebreus mostra o simbolismo do Tabernáculo e do sacerdócio da antiga aliança dizendo que são “sombra das coisas celestiais” (8:5).
  • 14. 14 Santo dos Santos Significado Arca, Propiciatório A presença de Deus. Para os israelitas o Santo dos Santos e em especial o propiciatório da arca representavam a imediata presença de Deus. Jesus, nosso Sumo sacerdote, entrou de uma vez para sempre com Seu próprio sangue e expiou os pecados, tornando acessível a presença de Deus (Mt 27:51; Hb 10: 10-12, 19, 20-22; 4:14-16; 9:6-8, 11-12, 24; Rm 5:1, 2; Ap 5:8; 6:1, 7, 12; 7:9, 10, 14, 17) Lugar Santo Significado 1° Altar do Incenso 2° Mesa dos Pães 3° Castiçal de Ouro Cristo é o nosso intercessor constituído por Deus, recebendo o ministério de advogar a nossa causa perante o trono de Deus. (1 Jo 2:1; Hb 7:25; Sl 141: 2; Ap 5:8; 8:3) Representava a comunhão e o alimento espiritual (Jo 6:35, 47-51) Representava o testemunho de Cristo. Cristo trouxe luz espiritual ao mundo. (Jo 1:1-5; Jo 3: 19-21; 8: 12)
  • 15. 15 Pátio do Tabernáculo Significado 1° Altar do Holocausto (expiação) 2° Pia de Cobre Sacrifício de Cristo (Hb 9:22) Os sacerdotes se lavavam antes de oficiar nas coisas sagradas. É necessário purificar- se para servir a Deus.Não é regeneração, mas lavagem visando o serviço. (1Jo 1:8-10; Jo 15:3; Sl 119:9) As Pragas Algumas pessoas procuram demonstrar que as pragas foram somente açoites naturais bem conhecidos no Egito, e que o ministério de Moisés carecia de elemento milagroso. Reconhecemos que muitas das pragas foram fenômenos da natureza (saraiva,gafanhotos), porém estes açoites sobrevieram pela intervenção sobrenatural de Deus. As pragas foram a resposta de Deus à pergunta de faraó: ”Quem é o Senhor, cuja voz eu ouvirei?” (5:2).Cada praga foi um desafio aos deuses egípcios e uma censura à idolatria. As divindades egípcias ficaram em evidente demonstração de sua impotência perante o Senhor, não podendo proteger aos egípcios. Calcula-se que o período das pragas tenha durado pouco menos de um ano. As primeiras três pragas caíram tanto sobre Israel como na terra egípcia; mas as sete seguintes castigaram somente aos egípcios para que soubessem que o Deus que cuidava de Israel era também o Soberano do Egito e mais forte do que seus deuses (8:21-23; 9:14). As pragas foram progressivamente mais severas até quase destruíram o Egito (10:7). Os feiticeiros egípcios imitaram os dois primeiros açoites, mas depois confessaram que o poder de Deus era superior ao deles e que esta praga era realmente sobrenatural (8:18, 19). O faraó destaca-se por sua teimosia ao enfrentar os juízos de Deus. Embora se mantivesse obstinado, ia cedendo mais e mais às exigências de Moisés (8:25, 28; 10:11, 24). O endurecimento do coração de faraó deu a Deus a oportunidade de manifestar seu poder cada vez mais até que causasse uma impressão profunda nos egípcios e nas outras nações (1Sm 4:7, 8; 6:6). Causas do envio das pragas: 1. Obrigar o faraó a libertar os israelitas (3:19, 20) 2. Mostrar o poder de Deus a favor de Israel (9:14-16) 3. Para revelar o Senhor aos israelitas (10:1-2) 4. Julgamento do povo egípcio (6:6) 5. A última praga teve por finalidade impor juízo contra todos os deuses do Egito (12:12)
  • 16. 16 As pragas podem ser divididas em três grupos de três e o golpe final.Veja no quadro abaixo cada grupo com seus respectivos resultados: GRUPO 1 Resultado Sangue Rãs Piolhos Causaram nojo e repugnância GRUPO 2 Resultado Moscas que picavam Peste no gado Úlceras sobre os egípcios Caracterizavam-se por serem muito doloridas GRUPO 3 Resultado Saraiva Gafanhotos Trevas Dirigidas contra a natureza. Produziam grande consternação. GOLPE FINAL Resultado A morte dos primogênitos A saída do povo hebreu
  • 17. 17 N° Pragas Deuses do Egito Atingidos 1ª A água do Nilo converteu-se em sangue (7:14-25). Hapi, o deus das inundações do Nilo 2ª A terra ficou infestada de rãs (8:1-15) Os egípcios relacionavam as rãs com os deuses Hapi e Ecte 3ª Piolhos (talvez mosquitos) (8:16-19) O pó da terra, considerado sagrado no Egito, converteu-se em insetos muito importunadores 4ª Enormes enxames de moscas encheram o Egito (8:20-32) -------- 5ª Peste nos animais (9:1-7) Amom, o deus adorado em todo o Egito, era um carneiro, animal sagrado. No Baixo Egito eram adoradas diversas divindades cujas formas eram de carneiro, de bode ou de touro 6ª Úlceras (9:8-12) As cinzas que os sacerdotes egípcios espalhavam como sinal de benção 7ª Tempestade de trovões, chuva de pedras e fogo do céu (9:13-35) Este tipo de tempestade era quase desconhecido no Egito. O termo “trovão” em hebraico significa literalmente “vozes de Deus” e aqui se insinua que Deus falava em juízo. 8ª A praga de gafanhotos (10:1-20) Os deuses Ísis e Seráfis foram impotentes, eles que supostamente protegiam o Egito dos gafanhotos 9ª Trevas (10:21-29) O grande golpe contra todos os deuses, especialmente contra Rá, o deus solar. Os luminares celestes, objetos de culto, eram incapazes de penetrar a densa escuridão. Foi um golpe direto contra o próprio faraó, suposto filho do Sol. 10ª A morte dos primogênitos (11; 12:29-36) Obs: O Egito havia oprimido o primogênito do Senhor e agora eles próprios sofriam a perda de todos os seus primogênitos.Golpe contra todos os deuses do Egito (Ex 12:12) A Lei Moral em Êxodo Muitos cristãos têm dificuldade em saber quais Leis do Pentateuco ainda são válidas, ou seja, fazem parte da Lei Moral de Deus; e quais foram apenas temporais (civis e cerimoniais). Para facilitar o nosso entendimento da Lei Moral, está exposta em cada livro do Pentateuco o texto que é Lei Moral de acordo com o decálogo, conforme a exposição interpretativa encontrada no Catecismo Maior de Westminster ( pág. 90-159):
  • 18. 18 1° mandamento Deveres exigidos - Ex 14:31 2° Mandamento Pecados proibidos - Ex 32:5; 32:8; 4:24-26 3° Mandamento Pecados proibidos - Ex 5:2; 4° Mandamento Deveres exigidos - Ex 20:8, 10; 16:25, 26 Pecado proibido - Ex 22:26 5° Mandamento Pecados proibidos - Ex 21:15; Ex 34:2, 4 6° Mandamento Pecados proibidos - Ex 22:2; 20:9, 10; 1:14; Ex 21:18-36 8° Mandamento Deveres exigidos - Ex 23:4,5 Pecados proibidos - Ex 21:16 9° Mandamento Pecados proibidos - Ex 23:1
  • 19. 19 Levítico Título O título hebraico do livro é a tradução da primeira palavra do livro – “E chamou”. O nome Levítico vem de Leviticus, a forma latina do título grego do livro, e significa “a respeito dos levitas”. O título é pertinente, porque o livro trata basicamente do culto e das condições necessárias para o culto. No entanto, o livro não se destinava somente aos sacerdotes ou levitas, mas também aos israelitas leigos, ensinando-lhes como oferecer sacrifícios e como vir à presença de Deus no culto (1:2). Autoria Cerca de 56 vezes no livro afirma-se que o Senhor falou tais palavras a Moisés (4:1;6:1;8:1;11:1;12:1). Além disto Jesus atestou sua autoria (Mc 1:44), e o NT também confirma (Lc 2:22-24). Data O livro foi escrito depois da construção do Tabernáculo (1450-1410a.C.). As instruções encontradas em Levítico são para o devido uso do Tabernáculo, e foram dadas no intervalo de 50 dias entre a inauguração do Tabernáculo (Ex 40:17) e a partida do povo do Sinai (Nm 10:11). Propósito O propósito de Levítico está resumido em (11:45). O homem deve ser como Deus em seu caráter.Isso implica em imitar a Deus na vida diária. Tanto a dimensão espiritual como a moral e a física deveria ser envolvidos na santidade. Tem como objetivo convocar o povo de Deus para a santidade pessoal (19:2). Conteúdo As Escrituras descrevem o livro de Levítico como obra transmitida depois que os israelitas foram adotados como povo da aliança (Ex 19:5). O livro foi dado para servir de guia para a vida e a adoração perante Deus. O livro fala acerca da santidade de Deus e a expiação como provisão de acesso a Deus para o homem pecador. Levítico é parte da Lei da Aliança dada no Sinai. É o livro da santificação, da consagração de vida. Israel teria que aprender que Deus é Santo, e que para se chegar a Ele era preciso exercer os sacrifícios por Ele instituídos, bem como praticar as Leis dadas a eles. Nele, o Senhor regula todo o culto sacrificial. Os que sofrem de doenças de pele e outros problemas, são excluídos do culto porque as suas imperfeições são incompatíveis com um Deus Santo e Perfeito (11-15). Cada ato de culto é realizado “para o Senhor” (1:2), que habita com Seu povo na Tenda da Congregação. Embora a presença de Deus seja normalmente invisível, Ele pode manifestar a Sua glória em ocasiões especiais (9:23, 24). As Leis de pureza ritual, que regulamentavam o puro e o impuro, o santo e o comum, mantinham no povo a consciência do santo. Também protegiam a pessoa do perigo de entrar em estado de impureza ritual, numa área sagrada. Tinham de ter certeza de que
  • 20. 20 estavam ritualmente limpas. Essa atividade implicava que deviam examinar o coração (24:3,4).A polaridade entre a vida e a morte coincide com a polaridade entre o puro e o impuro. A morte era acima de tudo uma contaminação. A morte é o oposto da santidade. Deus é santo, tudo o mais que seja santo é santo por causa de sua relação com Ele. As gradações espaciais no acampamento de Israel testemunham o fato de que há graus de santidade. Para os israelitas, dois fatores determinavam o espaço em que uma pessoa podia entrar: 1- A importância da sua função no culto e 2- o estado de sua pureza ritual. Espaço Pessoa Santuário Acampamento Fora do Acampamento Deserto Sacerdotes Povo Temporariamente Impuros Espíritos Impuros Quanto mais próximo de Deus, mais santo. Há graus de santidade até dentro do Santuário: Espaço Pessoa Pátio Interno Lugar Santo Santo dos Santos Levitas Sacerdotes Sumo Sacerdote As Leis que se encontram desde o cap.17 até o 20 têm o propósito de manter Israel separado dos costumes pagãos das nações vizinhas; os capítulos 21 e 22 apresentam leis cuja finalidade é manter os sacerdotes separados de certos costumes lícitos para o restante dos hebreus, e leis acerca das comidas sagradas. Temas importantes que são encontrados no livro são: Sacrifício, sacerdócio, sangue, santo e expiação. Esboço 1- COMUNHÃO COM DEUS ATRAVÉS DAS OFERTAS RITUAIS (1-17) A- Leis das ofertas................................................1-7 B- Leis do sacerdócio..........................................8-10 C- Leis referentes ao povo...................................11-16 D- Leis referentes ao altar....................................17 2- COMUNHÃO COM DEUS ATRAVÉS DE UMA VIDA CORRETA (18-27) A- Santidade pessoal para todo o povo..............................18-20 B- Exigências severas para o sacerdócio.............................21-22 C- Designação das festas anuais.........................................23 D- Respeito contínuo pelo nome do Senhor.......................24 E- Regulamentos especiais para a vida em Canaã..............25-27
  • 21. 21 Temas Especiais Sacrifícios As leis sacrificiais e as instruções dadas no Sinai não subtendem a ausência de oferendas antes desse tempo. Quer os vários tipos de oferendas fossem claramente distinguidos e conhecidos pelos israelitas ou não, é tema que pode ser debatido. O fato é que em relação ao Pacto com Deus, foram-lhe outorgadas instruções específicas concernentes a vários tipos de oferendas. I- Origem e história das ofertas no AT: 1- A oferta de sangue de Abel foi aceita “pela fé” (Gn 4:4; Hb 11:4). 2- Noé adorou a Deus com e oferta de animais limpos no mundo após o dilúvio (Gn 8:20). 3- Desde a época dos patriarcas já se fazia ofertas (Gn 22:13). 4- Fazer ofertas era quase uma prática universal dos povos antigos. 5- O Senhor apresentou um sistema de ofertas como a parte israelita da aliança (Lv 1- 7). II- Importância das ofertas no AT: 1- Ofertas de sangue simbolizavam o princípio vicário de expiação do pecado através da doação da vida. 2- Representavam arrependimento, fé, adoração e agradecimento a Deus. 3- Constituíam religião em ação (Hb 11:4 – “pela fé Abel ofereceu...”). 4- Reconheciam e confessavam o direito de Deus sobre a vida e bens do homem. 5- Tipificavam vários aspectos da oferta “definitiva” de Cristo. A fim de tornar possível o acesso do pecador até à presença de Deus, foi instituído o sistema de sacrifícios. Os sacrifícios serviam a uma dupla finalidade, isto é, a de expiação e a de consagração. Havia diversos sacrifícios no AT. Distintos pelo tipo de oferta (ex: sacrifícios pacíficos Lv 3:1-17, sacrifícios pelos pecados por ignorância Lv 4, etc), pelo ofertante (ex: sacerdotes Lv 4:1, toda a congregação Lv 4:13, um príncipe Lv 4:22, etc) e pela maneira de dispor a vítima (que era inteiramente queimada Lv 1,ou comida pelos sacerdotes Lv 6:24-7:38).Os Cap.1-5 tratam das diferentes ofertas e os Cap.6-7 nos fornecem regulamentos adicionais a respeito de todos aqueles outros cinco capítulos anteriores: Ofertas queimadas (6:8-13); Ofertas de manjares (6:14-18); Ofertas pelo pecado (6:24-30); Ofertas pela culpa (7:1-10); Ofertas pacíficas (7:11-21). O sacrifício também era uma substituição, isto é, oferecido em lugar do pecador. No (17:11), vemos a idéia básica do sacrifício. A vida estava no sangue, e por isto era derramada a favor do ofertante simbolizando a sua salvação. Em si mesmo, como é natural, o sacrifício não possuía o poder de anular o pecado, mas era um tipo do sacrifício de Cristo, e para Ele apontava como sacrifício futuro. O ofertante deveria impor as mãos sobre a oferta, simbolizando a transferência do pecado, logo em seguida o ofertante imolava a oferta. Estes animais para o sacrifício deviam ser limpos. No entanto, essas provisões não devem ser traçadas até à idéia de sacrifício como “alimento para os deuses” (conforme
  • 22. 22 parece ser sugerido – Lv 21:6; Ez 44:7). A propriedade ilegitimamente adquirida não era aceitável como sacrifício (Dt 23:18). O princípio que diz “o melhor é para Deus” era observado em todas as ocasiões (1:3; 3:1; Dt 15:21; 17:1; Ml 1:8). Havia exceção referente às ofertas voluntárias (22:23). As ofertas eram dadas conforme as posses do indivíduo (14:21,22).Havia também sacrifícios de natureza mais particular: Aqueles que cumpriam algum voto (1Sm 1: 21; 2Sm 15:7-12) Confirmação de um tratado (Gn 31:54) Na veneração a Deus (Jz 13:17-20) Dedicação pessoal (1Rs 3:4) Na expiação (Lv 1-6) Purificação do leproso (Lv 14) Purificação após o parto (Lv 12) Consagração de um sacerdote (Lv 8) Consagração de um levita (Nm 8) Nazireu dispensado de seus votos (Nm 6 ) Dedicação do Santuário (2Sm 6:13; 1Rs 8:5) Coroação real (1Sm 11:15) Quebrantamento nacional (Jz 20:26; 1Sm 7) Preparação para a batalha (1Sm 13:8-14) Na hospitalidade a um hóspede não é claro se era própria para sacrifício (Gn 18; Nm 22:40; 1Sm 28:24) talvez não envolva ritos levados a efeito perante um altar (1Sm 9). Regras gerais para a execução dos sacrifícios no livro de Levítico: a- apresentação do animal diante do altar b- imposição das mãos sobre a vítima pelo ofertante c- abate do animal d- aspersão do sangue sobre o altar e- sacrifício consumido no fogo Sacerdócio Antes dos tempos mosaicos, as oferendas eram apresentadas pelo chefe de uma família, que oficialmente representava seus familiares no reconhecimento e adoração a Deus. Porém depois, por instrução divina, o serviço dos rituais era realizado pelos sacerdotes descendentes de Arão. A santidade dos sacerdotes se evidenciava nas exigências de uma vida santa como igualmente nos pré-requisitos para servirem (Lv 21:1-22:9). Os defeitos físicos barravam permanentemente alguém para o serviço sacerdotal, enquanto que a impureza cerimonial desqualificava-o temporariamente. Com relação ao sumo sacerdote as restrições eram mais severas ainda (Lv 21:10-15). A santidade dos sacerdotes também era indicada através das vestes que foram instruídos a usar (Ex 28:40-43; 39:27-29). O sumo sacerdote era distinguido por peças adicionais do vestuário, que consistiam de uma sobrepeliz, uma estola, um peitoral e uma mitra especial (Ex 28:4-39). O Urim e Tumim, designativos esses que significam “luzes” e “perfeições”, estavam postos na algibeira do peitoral (Ex 28:30; Lv 8:8). Pouco se sabe sobre a função dessas peças ou sobre o modo de proceder do sacerdote oficiante no caso delas;
  • 23. 23 mas permanece de pé o fato importante - proviam elas um meio de discernir a vontade divina. Havia uma cerimônia de consagração para seu ministério (Ex 29:1-37; 40: 12-15; Lv 8:1-36). As funções dos sacerdotes eram variadas. Sua responsabilidade primária era a de serem mediadores entre Deus e o homem. Oficiando nas oferendas prescritas, eles lideravam o povo na obtenção da expiação pelo pecado (Ex 28:1-4,43; Lv 16:1-34). O discernimento da vontade de Deus relativa ao povo era uma obrigação soleníssima (Nm 27:21). Por serem guardiões da Lei, também estavam comissionados a instruir aos leigos(Ml 2:1-9). O cuidado e a administração do Tabernáculo também estava dentro de sua jurisdição, em conseqüência disto, os levitas foram nomeados para que os auxiliarem. Uma vez por ano o sumo sacerdote passava além do véu, que separava o lugar santo do lugar santíssimo, e comparecia diante do propiciatório com o sangue da expiação, a fim de interceder pelo povo. Levitas Em virtude de terem escapado da morte no Egito, os primogênitos da cada família (israelita) pertenciam a Deus. Escolhidos como substitutos para cada filho mais velho de cada família, os levitas ajudavam aos sacerdotes em suas ministrações (Nm 3:5-13; 8:17, 18).Vejamos algumas informações sobre os levitas: a- O papel dos levitas como ministros do Tabernáculo (enumerado em, Números) é antecipado em (Ex 38:21) b- Tinham a responsabilidade de desmanchar, transportar e erigir o Tabernáculo (Nm 1:47- 54). c- Se acampavam ao redor do Tabernáculo e aparentemente serviam como pára-choque para protegerem as demais tribos da indignação de Deus (Nm 1:51,53;2:17). d- Proibidos de servir como sacerdotes (Nm 3:10) e- Substituíam os primogênitos de cada família, a respeito de quem Deus tinha direitos (Ex 13:2,13). Essa representação é pormenorizada em (Nm 3:40-51). f- Cada uma das três famílias de Levi tinha deveres especiais: Coate (transportar os móveis – Nm 3:29-32;4:4-20); Gérson (cuidavam das cobertas,cortinas – Nm 3:21-26;4:24-28); Merari (transportar e erguer a armação do Tabernáculo – Nm 3:35-37; 4:31-33). g- O fato que os israelitas impuseram as mãos sobre os levitas (Nm 8:10), reconhecendo-os como substitutos;e os sacerdotes ofereceram os levitas como oferta movida oferecida pelo povo (Nm 8:11),sugere que os levitas foram dados pelos israelitas para que servissem aos filhos de Arão em lugar do povo. h- Seu serviço começava aos 25 anos de idade e terminava aos 50 (Nm 8:24-26) i- Não possuíam nenhuma porção da terra prometida (Nm 18:23,24; Dt 12:12). Estariam dispersos por todas as partes a fim de que seus serviços estivessem ao alcance de todo o povo hebreu (Nm 35:1-3,6). Existia as cidades levíticas para eles e os sacerdotes (Js 21). j- Eram sustentados pelos dízimos do povo (Nm 18:21-24); e davam a décima parte de seu rendimento aos sacerdotes (Nm 18:25-32). Festas Sagradas Por meio de festas e estações determinadas, os israelitas eram constantemente lembrados de que eram povo santo de Deus. As festas davam aos israelitas a oportunidade de refletir sobre a bondade de Deus. O sistema das festas solenes constituía-se sobre o ciclo de sete (sete significa: totalidade, culminação ou perfeição):
  • 24. 24 O sétimo dia era de descanso; O sétimo mês era especialmente sagrado, com três dias de festa; O sétimo ano também era de descanso; O sétimo ano sabático era seguido do ano de jubileu. O propósito principal das festas era conseguir que os israelitas tivessem presente que eram o povo de Deus. Encontra-se a palavra “santo” 10 vezes no capítulo 23, ressaltando o propósito das festas. A celebração das festas solenes demandava 67 dias do ano, nos quais os israelitas deviam deixar seus trabalhos e entregar-se ao culto a Deus. As convocações não eram para ser um rito formalista e vazio.O grande propósito era espiritual: Reunião da nação com seu Deus. A expressão “santa convocação” – literalmente quer dizer „os tempos fixados de reunir-se‟. A maioria das convocações relacionava-se com as atividades agrícolas e com os acontecimentos históricos da nação hebraica. Todos os varões israelitas eram obrigados a ir a Jerusalém anualmente a fim de participar das três festas dos peregrinos: Páscoa, Pentecostes e Tabernáculos. A Lei Moral em Levítico A Lei Moral do decálogo demonstrada neste livro conforme O Catecismo Maior de Westminster ( pág. 90-159): 1° mandamento Pecados proibidos - Lv 20:6 3° Mandamento Pecados proibidos - Lv 24:11 4° Mandamento Deveres exigidos - Lv 23:3 5° Mandamento Deveres exigidos - Lv 19:3; 19:32 Pecados proibidos - Lv 19:29 7° Mandamento Pecados proibidos - Lv 20:15, 16; 18:1-21; 19:29 8° Mandamento Deveres exigidos - Lv 6:4, 5; 25:25 Pecados proibidos - Lv 25:17
  • 25. 25 9° Mandamento Dever exigido - Lv 19:15 Pecados proibidos - Lv 19:15; 5:1; 19:17; 19:11; 19:16;
  • 26. 26 Números Título Os hebreus deram-lhe o nome de “falou o Senhor”, ou mais freqüentemente “No deserto”, devido ao seu primeiro versículo. Os tradutores para o grego deram-lhe o nome de “Números”. Esse título lhe foi dado porque em seus primeiros capítulos (1-3) e no 26 há muitos números, especialmente números relativos a recenseamentos. Autoria Tem sido tradicionalmente colocado a autoria a Moisés, visto todo o Pentateuco ser uma obra única. Sua autoria é confirmada no próprio livro pelas inúmeras afirmações de que “o Senhor falou a Moisés”; pelo fato de o Senhor ter ordenado ao legislador que o escrevesse (Nm 33:2); Jesus e os apóstolos relacionaram Moisés com os acontecimentos de Números (Jo 3:14; 1Co 10; Hb 3; 4; 10:28) e Jesus referiu-se a Moisés como sendo o autor do Pentateuco (Jo 5:46). Data A data da composição do livro pode situar-se no período após a peregrinação no deserto (que se seguiu ao êxodo) e antes da morte de Moisés, em torno de 1406 a.C. Propósito O objetivo de Números foi preservar um registro da paciência de Deus para com o povo que Ele escolhera, e demonstrar que a redentora misericórdia divina não impediu que Ele os castigasse por causa dos pecados deles. Em vista do seu conteúdo, foi evidentemente escrito como uma admoestação para que a geração de israelitas nascidos no deserto perseverasse na fé e na obediência, as quais faltaram aos seus pais. Para as gerações futuras do povo de Deus, o livro teria uma mensagem semelhante. Conteúdo A história narrada no livro de números cobre um período de trinta e oito anos – O período entre o segundo ano e o quadragésimo ano depois do êxodo (1:1; 9:1; 10:11; 33:38; Dt 1:3). Apresenta três aspectos: Acontecimentos históricos da peregrinação; Leis para Israel de caráter permanente; e regras transitórias válidas para os hebreus até que chegassem a Canaã. Na primeira porção do livro, Israel continua postada nas proximidades do monte Sinai (Ex 19:2). O texto de (Nm 10:11-12:16) trata da partida do Sinai. No segundo ano depois do êxodo, Israel já havia chegado em Cades (Dt 2:14). Visto que os israelitas deram crédito às palavras derrotistas dos espias, seguiu-se uma prolongada vagueação pelo deserto (13 e 14). A jornada entre o Sinai e Cades-Barnéia, passando pelo Golfo de Acaba, levaria normalmente apenas onze dias (Dt 1:2). A rota direta consumiria poucos dias a menos. E, passando por Edom e Moabe, dificilmente mais que duas semanas. A narrativa deixa claro que o período de vagueação foi uma punição pela falta de fé (Nm 14:20-45; Dt 1:35). Pouco
  • 27. 27 sabemos acerca dos acontecimentos pelos quais passou Israel durante os 38 anos (15:1- 20:13). Porém, ficamos sabendo pelas Escrituras que o período do Deserto foi uma demonstração constante da provisão do Senhor nas necessidades do povo (Nm 11:31,32; 20:8, 11; 11:6-9; Dt 8:3). A provisão de codornizes foi ao que parece temporária; o maná, porém, continuou por toda a jornada,cessando apenas quando entraram em Canaã (Js 5:12).Depois desses anos, Israel partiu de Cades em direção a Canaã; marchou em redor de Edom, entrou nas planícies de Moabe, e derrotou Seom e Ogue (20:14-21:35). A última porção do livro descreve as ações de Balaão, a idolatria de Israel no caso de Baal-Peor, e a punição dos midianitas. Além de abordar pontos de história, esse livro contém Leis e regulamentos. Muitas Leis dizem respeito a questões de ritual. Apesar de que, os israelitas não distinguiam entre Leis cúlticas, morais, jurídicas e sociais, conforme nós usualmente as distinguimos. Durante o tempo de peregrinação o Tabernáculo foi o ponto central tanto da vida civil como da vida religiosa. Deus demonstra Seu cuidado para com o Seu povo, nas Leis e regulamentos que impõe; Israel se revolta freqüentemente contra Ele. Em resultado, Ele não permite que o pecado passe sem ser castigado (11:1-3,33; 12:10; 14). Até Moisés e Arão não recebem permissão de entrar em Canaã (20:12). Não obstante, Deus não repudia o Seu povo; permanece fiel à Sua aliança. O poder do Senhor é suficiente diante de toda e qualquer eventualidade, que apesar dos obstáculos interpostos, dos grandes perigos e dos fracassos do povo, os conduz com segurança através do deserto. Apesar de ter falhado e sido castigado por Deus, Moisés é uma figura dominante no livro. Ele estava no deserto como mediador (12:6-8); como intercessor (11:2; 12:13); porém em certa ocasião demonstrou também ser temperamental (11:10; 16:15). Depois de Moisés, em questão de proeminência, aparece Arão (1:3, 17, 44; 2:1; cap. 12, 16 e 17). O livro começa com um relatório sobre os preparativos feitos para seguir em frente de Sinai, e se encerra com a narração de certos acontecimentos que se deram nesse lugar juntos com instruções para a conquista e divisão da terra. Cobre a jornada de 38 anos do Sinai a Cades-Barnéia, passando por vários lugares no deserto e chegando, finalmente, às planícies de Moabe, na margem oriental do Jordão, defronte de Jericó. No tempo de peregrinação pode-se supor que o povo seguia as atividades domésticas dos nômades, vivendo em tendas, levando seus rebanhos a pastarem nas estepes semi-áridas.Essas circunstâncias requeriam provisões divinas especiais quanto à alimentação e à água. Quando a primeira geração pôs-se em marcha deixando o Sinai, o humor do povo começou a piorar paulatinamente. Surgiram queixas sobre o maná e falta de gratidão pela provisão de Deus. Até na própria família de Moisés o ciúme e a disputa tiveram de ser julgados por Deus. Depois da grande rebelião em Cades-Barnéia, a congregação e muitos líderes continuaram em rebelião, até que toda a primeira geração morreu. Os dois grandes pecados de toda a assembléia no deserto ocorreram no Sinai e em Cades, ambos cometidos pela primeira geração. O primeiro foi a idolatria, e o segundo a rebelião. Ambos precederam grandes dádivas de Deus: a Lei Mosaica e a terra de Canaã. Depois do primeiro e do segundo pecados, manifestou-se a ira de Deus bem como a sua resolução de destruí-los. O livro relata a incredulidade do povo em geral (11:1) e de Miriã e Arão (12:1), a recusa de entrar na terra prometida quando chegaram a Cades-Barnéia (14:2), o pecado do próprio Moisés (20:12) e o culto idólatra (25:3). Após cada pecado, Deus demonstrou ira e misericórdia, perdoando-os sempre com base na sua aliança com Abraão e manifestando a sua misericórdia para com eles. Como podemos observar, este livro trata de duas gerações de Israel: a primeira havia saído do Egito, e a segunda estava para entrar em Canaã. A primeira tinha visto grandes milagres executados por Moisés, e recebera a lei de maneira também miraculosa. Seus
  • 28. 28 componentes foram, entretanto, destruídos por desobediência e rebelião. A segunda geração cresceu conhecendo a lei e recebendo diariamente o maná, e estava familiarizada com o fato de Deus ter destruído, devido à corrupção, todos os habitantes do lado leste do Jordão. Esboço O livro divide-se em três partes principais, cada uma centrada num ambiente geográfico para marcar os estágios principais da marcha pelo deserto. As duas primeiras seções concluem com uma descrição da jornada para o próximo estágio. O mesmo não acontece na terceira seção, já que a marcha de Moabe a Canaã não é recontada até o livro de Josué( Sinai: Preparação para a partida - 1:1-10:10/ Conclusão: Jornada de Sinai a Cades - 10:11-12:16; Cades: No deserto de Parã - 13:1-20:13/ Conclusão: Jornada de Cades às Campinas de Moabe - 20:14-22:1; Moabe: Preparação para Canaã - 22:2-32:42/ Conclusão: Uma visão do passado e do futuro - 33:1 - 36:13). I- ORGANIZAÇÃO DA PRIMEIRA GERAÇÃO A.Primeiro censo e deveres...............................................................1-4 B.Leis de pureza e separação............................................................5-6 C.Preparativos finais para o início da marcha....................................7-10 II- ANARQUIA DA PRIMEIRA GERAÇÃO A.Rebelião de Israel e rejeição de Deus..............................................11-14 B.Peregrinações de Israel durante 38 anos.........................................15-20 III- REORGANIZAÇÃO DA SEGUNDA GERAÇÃO A.Vitórias a caminho do Jordão.............................................................21-24 B.Conflito com os midianitas e vitória....................................................25-31 C.Preparativos finais para a entrada em Canaã....................................32-36 Temas Especiais Tipologia em Números Muito existe nesse livro que tem um sentido tipológico. Nas pessoas, nas ocorrências e nas Leis, o Cristo vindouro projeta Sua sombra à Sua frente (Jo 3:14; 1Co 10:1-11; Hb 3-4; 9:13; Jo 6:31-33). O NT usa vários acontecimentos do livro de Números para lembrar aos crentes a seriedade do pecado (Jo 3:14/ Nm 21:9; 1Co 10:5-11/ Nm 14:29-35, 16:41-50, 21:5,6; 2Pe 2:15-16, Ap 2:14/ Nm 22-24; Jd 11/ Nm 16, 27:3). Nazireu O nazireu era aquele que se separava dos outros ao consagrar-se a Javé mediante um voto especial. Ao assumir tal voto, o indivíduo se consagrava voluntariamente a algum serviço incomum prestado a Deus. A origem da prática é pré-mosaica e obscura. As características distintivas do nazireado original eram uma consagração total a Javé, na qual o corpo, não considerado meramente como algo que deve ser restringido, era
  • 29. 29 consagrado a serviço santo; uma extensão aos leigos de uma santidade usualmente associada apenas com os sacerdotes.O voto era acessível a qualquer pessoa.Proibições impostas ao voto: 1-Comer ou tomar o fruto da videira; 2- fazer uso da navalha; 3- aproximar-se de um cadáver. Censo Militar Sob o comando de Deus, Moisés enumerou a 1° e a 2° geração dos homens aptos para a guerra. Tal como Moisés proclamou em (Ex 15:3 – “O Senhor é homem de guerra”), em Números Ele é visto preparando-os para as batalhas. Ensina-os a acampar,marchar, alimenta-os com ração, disciplina-os para obedecer às autoridades delegadas e os conduz à batalha. Mostra-lhes até como dividir o despojo (31; 34-35). Quando incluímos as mulheres e as crianças, os totais dos censos sugerem que o total de pessoas era de cerca de dois milhões. Ordem das Tribos em Marcha (Nm 2; 10:11-28) DÃ ASER NAFTALI EFRAIM MANASSÉS BENJAMIM LEVITAS (Coate) levam a mobília do Tabernáculo RÚBEN SIMEÃO GADE LEVITAS (Gérson e Merari) puxam carros com a estrutura e coberta do Tabernáculo JUDÁ ISSACAR ZEBULOM ARCA Obs: Moisés, Arão e os seus filhos acompanhavam a arca guiados pela Coluna de Fogo. Marchavam por acampamentos e tribos, não lado a lado, mas em seqüência; não em “fileira cerrada”, mas livremente, cada família com seus membros e gado. Balaão Os israelitas haviam sido proibidos de marchar através de Edom, de modo que a contornaram (21:4). Eles tinham que cruzar o território Amorreu e pediram permissão para faze-lo de modo pacífico. Seom, rei dos amorreus,recusou.Os israelitas derrotaram a ele e a seu povo e lhes tomaram a terra ( 21:21-25). Depois entraram em Moabe, a última região a ser atravessada no caminho para Canaã. Para impedir a marcha deles, Balaque, o rei de Moabe, buscou ajudou ajuda de Balaão, um profeta da Mesopotâmia, conhecido por seu poder de pronunciar maldições eficientes (22:6). Mas Javé persuadiu a não amaldiçoar Israel (22:12). Quando Balaque pressionou o profeta, Deus alertou Balaão para que dissesse apenas o que Deus lhe mandasse dizer (22: 20).
  • 30. 30 Não obstante o que diz (Nm 24:25), Balaão depois peregrinou com os midianitas, a quem aconselhou a atraírem os israelitas para o culto de Baal-Peor (Nm 31: 16; 25: 1-3). O Senhor ordenou que Moisés punisse os midianitas; e na guerra, Balaão morreu (31:8). A historicidade de Balaão não pode ser contestada, visto que no NT seu nome é símbolo de avareza (2Pe 2:15; Jd 11) e de participação em culto pagão e fornicação (Ap 2:14). A história contém uma verdade profunda: O Senhor está no comando; mesmo um profeta mesopotâmico só consegue falar o que o Senhor coloca em sua boca. A Lei Moral em Números A Lei Moral do decálogo demonstrada neste livro conforme O Catecismo Maior de Westminster ( pág. 90-159): 6° Mandamento Pecados proibidos - Nm 35:31, 33; 35:16
  • 31. 31 Deuteronômio Título O nome se deriva da Septuaginta “deuteronomion” (repetição da Lei) que se baseia numa compreensão equivocada das palavras „um traslado desta Lei‟, em (Dt 17:18). Os hebreus, usando as primeiras palavras do livro, deram-lhe o nome de: ”São estas as palavras” ou “palavras”. Autoria A autoria de Moisés tem forte confirmação, tanto no próprio livro como em outros. Além das muitas referências do AT à “Lei de Moisés”, há muitas confirmações de Jesus e dos apóstolos. (Dt 31:9, 24-26; Mc 10:3; Jo 1:17; At 3:22; 1Co 9:9). Quanto ao ultimo capítulo sobre a morte de Moisés é um apêndice escrito mais tarde, talvez por Josué, Eleazar, ou Samuel. Data O pano de fundo do tempo, do lugar e das circunstâncias é claramente declarado. Os discursos e acontecimentos pertencem ao último mês dos quarenta anos de vagueação impostos sobre o povo por causa de sua incredulidade 1405a.C. (1:3, 35; 2:14). Chegam ao seu término com acontecimentos que vão até à morte de Moisés. Apesar de este pronunciamento ter sido feito provavelmente em diversas sessões, a expressão “hoje” foi repetida 67 vezes em todo o livro. Propósito O objetivo ao escrever o livro (ou ao pronunciar os discursos) era o de preparar a nova geração de Israel para viver em Canaã. Podemos citar os seguintes propósitos: 1- Preparar o povo para a conquista de Canaã. A presença e o poder de Deus era a garantia de que possuiriam a terra. 2- Apresentar os preceitos da Lei em termos práticos e espirituais para serem aplicados à nova vida em Canaã. 3- Dar instruções e advertências quanto aos detalhes da conquista ( requisitos dos futuros reis, distinguir profetas, bênçãos e maldições do pacto). 4- Estimular lealdade ao Senhor. Pode-se dizer que o ensino de Deuteronômio é a exposição do grande mandamento (6:5). Conteúdo O livro contém os discursos feitos por Moisés durante os últimos dias de sua vida, quando os israelitas estavam acampados nas planícies de Moabe, a leste do rio Jordão e do mar Morto, antes da entrada na terra prometida. Observe a estrutura dos quatro discursos de Moisés: Primeiro discurso (1-4); segundo discurso (5-26); terceiro discurso (27-28); quarto discurso (29-30). Moisés nos oferece bastante material histórico; mas em quase todos os casos ele relaciona os acontecimentos à lição espiritual que os mesmos sublinham. Ele também toma
  • 32. 32 a legislação que o Senhor dera a Israel quase quarenta anos antes, e a adapta às condições da vida fixa na terra onde Israel em breve haveria de entrar. Israel havia fracassado por falta de fé, não entrando na Palestina. Agora Moisés reúne todo o povo e procura infundir fé que os capacitaria a prosseguir obedientemente. Ele percebeu que os principais perigos que teriam que enfrentar estavam na área de sua vida espiritual. Aqueles para quem Moisés dirigiu a palavra era, em sua maioria, jovens, embora houvesse um número considerável (Nm 14:29) que ainda tinha vívida memória de uma infância passada na escravidão, bem como de todas as maravilhas de sua libertação. Algumas vezes Moisés se dirige mais diretamente a estes últimos, e outras vezes aos primeiros. Ao lado de Moisés havia anciãos e sacerdotes (27:1, 9), e o seu fiel ministro Josué estava sempre à sua disposição (1:38). Duas frases freqüentemente repetidas no livro, são “entrai e possui” (35 vezes) e “a terra que o Senhor teu Deus te dá” (34 vezes). No dizer de Moisés o povo certamente herdaria a terra (12:10). O Senhor entrara em relação de aliança com eles, exigindo devoção e adoração exclusivas. Através de longa experiência Israel havia aprendido que o Senhor honra a obediência e pune a transgressão. Moisés conclama Israel para que confie no Senhor de todo o coração, e para que faça de Sua Lei o impulso contínuo de sua vida. Essa Lei, caso observada, lhe infundiria uma nova vida, fazendo daquela nação um povo distinto entre as nações. Seguir-se-iam bênçãos, e as nações reconheceriam que seu Deus é o Senhor. Mas, se Israel seguisse o caminho das nações ao seu derredor, então seria alcançada por aflições e finalmente seria espalhada entre as nações. A ênfase recai sobre a fé acompanhada pela obediência. Os elementos integrantes da teologia do AT são encontrados na sua maioria, em Deuteronômio. Há semelhanças notáveis entre o pacto demonstrado do Deuteronômio e o pacto do NT. A essência da aliança é a mesma, porém o modo de administração é diferente. O livro trata de um maior número de questões de relacionamento humano do que qualquer outro livro da bíblia. Ele é citado 356 vezes por posteriores escritores do AT, e mais de 190 vezes no NT. Foi um dos favoritos de Jesus, pois Ele o citou mais do que outro qualquer. Mais que a mera repetição da Lei, o livro explica os privilégios e as responsabilidades do povo diante do pacto com Javé. O código deuteronômico foi a norma para julgar as ações dos reis de Israel. Foi a base das exortações de Jeremias e de Ezequiel. Neste livro está a declaração de fé dos judeus (6:4,5). Dos 27 livros do Novo Testamento, 17 deles citam Deuteronômio. Boa parte do material de Deuteronômio segue o modelo de antigos tratados de suserania, apresentando as responsabilidades de Israel como povo em aliança com Deus. Ou seja, sua estrutura equivale à do típico tratado de suserania da época: a - preâmbulo (1:1-3); b - prólogo histórico (1:6-4:49); c - provisões principais (5:1-26:19); d - maldições e bênçãos (27:12-30:20); e - disposições para a continuação da aliança (31:3-33:29). Como sabemos, o livro quer levar o povo a obedecer as Leis da aliança. Essas três palavras podem servir como conveniente meio de classificar as leis em três grupos: juízos, estatutos, mandamentos. Juízos - É uma regra ou lei estabelecida por uma autoridade ou consagrada por uso antigo, através da qual os juízes podiam ser guiados em certos casos especificados. Estatutos - Veio a significar uma regra permanente de conduta. Difere do juízo devido o fato que enquanto neste último o apelo é feito ao juiz, no estatuto tal apelo é feito à consciência e a Deus. Mandamentos - Apesar de que a palavra „mandamento‟ possa ser aplicada a qualquer espécie de ordem, é conveniente, para nosso presente propósito, limitar seu emprego aqui
  • 33. 33 àqueles mandamentos que não eram de obrigação, mas que podiam ser cumpridos de uma vez para sempre, como por exemplo, a destruição de santuários pagãos (12:2), a nomeação de juízes e oficiais (16:18), e o estabelecimento das cidades de refúgio (19:1-13). Esboço I- FIDELIDADE DO SENHOR NOVAMENTE LEMBRADA A- Fracassos de Israel............................................................1 B- Vitórias de Israel................................................................2-3 C- Responsabilidades de Israel.............................................4 II- FUNDAMENTOS DA LEI REAFIRMADOS A- Decálogo..............................................................................5-6 B- Perigos de idolatria em Canaã.............................................7-9 C- Deveres de amor e serviço ao Senhor................................10-11 III- FUNCIONAMENTO DA LEI REFERENTE À VIDA EM CANAÃ A- Leis religiosas especias.......................................................12-16 B- Leis civis especiais...............................................................17-21 C- Leis sociais especiais..........................................................22-26 IV- CUMPRIMENTO DA LEI EXIGIDO PARA PERMANECER EM CANAÃ A- Permanência em Canaã depende da obediência.................................27-28 B- Volta a Canaã depende do arrependimento.........................................29-30 V- DETERMINAÇÕES FINAIS DE MOISÉS E A SUA PARTIDA.............31-34 Temas Especiais Os Líderes de Israel Em seguida à seção que tratava da adoração em Israel, vem uma seção que trata do caráter dos líderes de Israel, os juízes (16:18-20), tribunais (17:8-13), reis (17:14-20), sacerdotes (18:1-8) e profetas (18:9-22). Juízes (16:18-20) Em tempos mais remotos cabia aos sacerdotes preservar as Leis e fornecer interpretações autênticas (Ml 2:7).Durante o período da peregrinação Moisés é apresentado como o juiz principal de Israel, assessorado por juízes assistentes recrutados dentre as tribos (Dt 1:12-18; Ex 18:13-27). A presente passagem contempla dois grupos de oficiais: Juízes e oficiais (a serem escolhidos em todas as cidades). Não é improvável que os juízes tenham sido os líderes dos conselhos locais de anciãos (19:12). O segundo grupo, os oficiais, eram uma espécie de assistentes. Não eram todavia, meros escribas (2Cr 34:13) talvez fossem “auxiliares de tribunal” associados aos juízes (1Cr 23:4; 26:29). É uma questão aberta o terem ou não sido estes dois grupos,
  • 34. 34 funcionários do estado em dias posteriores. A responsabilidade dos juízes era julgar o povo com reto juízo. Três regras são apresentadas apoditicamente: Não torcerás a justiça; Não farás acepção de pessoas; Nem tomarás suborno. Para casos judiciais que fossem difíceis para os tribunais locais, as cortes de primeira instância localizadas nas cidades podiam apelar ao tribunal superior, localizado no santuário central. O veredito da corte central era inapelável, pois era considerado como a expressão do próprio pensamento de Deus sobre o caso (Ex 18:15,16). Nem os juízes podiam agir diferente da decisão (17:10-11), nem o homem que recebesse sua sentença (17:12). Parece que o corpo jurídico central consistia de vários sacerdotes e juízes (19:17), tendo cada grupo seu próprio líder,ou seja, o sumo sacerdote (chefe dos sacerdotes) e o chefe dos juízes (17:12). Cada um deles é definido pelo artigo neste versículo. Em (Ex 18:13) vemos Moisés funcionando como a suprema autoridade judicial, assessorado por um corpo de juízes que cuidavam de casos menos importantes, é como se apresenta a “corte superior” nos dias anteriores. Profetas (18:9-22) O Senhor faria Sua vontade conhecida através dos Seus profetas, cujas palavras seriam plenamente compreensíveis ao povo, em contraste com as “revelações misteriosas” dos que operavam com adivinhações. A Lei sobre os profetas é apresentada: 1- Enumeram-se as práticas proibidas (9-14) 2- Explica-se o ofício de profeta (15-18) 3- Referência àqueles que rejeitarem a palavra profética ou que corromperem o ofício profético (19-22) 4- Seria profeta do Senhor e não de outro deus (18:20) 5- O homem que se lança ao ofício profético sem ser chamado por Deus, é um profeta falso (18:20) 6- Os profetas autênticos falariam somente as palavras que Deus lhe desse (18:18) 7- Suas palavras se cumpririam infalivelmente (18:22) 8- Os falsos profetas poderiam, em certos casos, operar milagres e ter a palavra cumprida, mas ficariam a descoberto através de sua doutrina em desacordo com a de Deus (13:1,2) 9- Deus permitiria que os falsos profetas fizessem sinais, a fim de provar Seu povo (13:3). As palavras de Moisés concernentes a um futuro profeta (18:15) foram interpretadas por Pedro e por Estevão como predições acerca de Jesus Cristo (At 3:22; 7:37). Rei (17:14-20) No devido tempo, Deus daria um rei a Israel. Moisés antecipa as condições sob as quais haveria de estabelecer-se o seu reinado: 1- Devia ser eleito por Deus; seria israelita, não estrangeiro 2- O rei não devia depender do poderio militar, nem de alianças com outras nações, mas do poder divino 3- Não devia tomar para si muitas mulheres 4- Não devia amontoar riquezas para si, isto é, não devia usar seus poderes com finalidades egoístas, mas para servir ao povo de Deus. 5- Devia escrever-se para o rei uma cópia da Lei.
  • 35. 35 Bênçãos e Maldições da Aliança A obediência traria as seguintes bênçãos a Israel (28:1-14): 1- Prosperidade extraordinária e geral (2-6) 2- Livramento dos inimigos (7) 3- Abundância de produção (8, 11, 12) 4- Bênçãos espirituais (9, 10) 5- Proeminência entre as nações (1, 10) A desobediência traria as seguintes maldições (28:15-68): 1- Maldições pessoais (16-20) 2- Peste (21,22) 3- Estiagem (23,24) 4- Derrota nas guerras (30-33) 5- Pragas (27, 28, 35, 58-62) 6- Calamidade (29) 7- Cativeiro (36-46) 8- Invasões dos inimigos (45-57) 9- Dispersão entre as nações (63-68) A Lei Moral em Deuteronômio A Lei Moral do decálogo demonstrada neste livro conforme O Catecismo Maior de Westminster ( pág. 90-159): 1° mandamento Deveres exigidos - Dt 26:17; 6:5 Pecados proibidos - Dt 29:29; 32:15; 8:17 2° Mandamento Deveres exigidos - Dt 32:46; 17:18, 19; 6:13; 7:5 Pecados proibidos - Dt 13:6-8; 12:30-32; 4:15, 16; 4:2 3° Mandamento Dever exigido - Dt 28:58 Pecados proibidos - Dt 23:18; 29:29; 18:10, 11 5° Mandamento Deveres exigidos - Dt 6:6, 7 Pecados proibidos - Dt 21:18, 20,21; 17:17 6° Mandamento
  • 36. 36 Deveres exigidos - Dt 22:8 Pecados proibidos - Dt 20:1-20 8° Mandamento Deveres exigidos - Dt 15:7,8,10; 22:1-4 Pecados proibidos - Dt 19:14; 12:7; 16:14 10° Mandamento Pecado proibido - Dt 5:21
  • 37. 37 Bibliografia - Ellisen, Stanley A. Conheça Melhor o Antigo Testamento. Editora Vida, 1991. - Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo. Cultura Cristã, 1999. - A Bíblia Anotada. Editora Mundo Cristão. 1ª edição. São Paulo, 1991. - Shultz, Samuel J. A História de Israel no Antigo Testamento. Editora Vida Nova. São Paulo, 1995. - A Bíblia Vida Nova. Edições Vida Nova. São Paulo, 1992. - Thompson, J. A. Deuteronômio – Introdução e Comentário. Editora Mundo Cristão. São Paulo, 1991. - Bíblia de Estudo Pentecostal. Editora CPAD, 1995. - Hoff, Paul.O Pentateuco. Editora Vida.São Paulo, 1983. - Lasor, William.Introdução ao Antigo Testamento. Editora Vida Nova.São Paulo, 1999. - Bíblia Sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada. 2ª edição. Barueri - SP, 1999. - O Novo Dicionário da Bíblia. - Virkler, Henry A. Hermenêutica Avançada. Editora Vida, 1987. - Gilbert, Floyd Lee. A Pessoa de Cristo no Tabernáculo. Editora FIEL. 1ª edição. São José dos Campos - SP, 1987.