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Imperialismo e Primeira Guerra Mundial
Imperialismo e Primeira Guerra Mundial
Imperialismo e Primeira Guerra Mundial
 O Imperialismo foi um fenômeno característico da
segunda metade do século XIX.
 Ele foi fruto da expansão da indústria pelo mundo,
que provocou um aumento da concorrência por
mercados internacionais, levando em muitos casos
à intervenção armada por parte de algumas nações.
Imperialismo: dominação política e econômica, direta ou
indireta, de uma nação mais rica e poderosa sobre outra mais
fraca e pobre. “Laima Mesgravis”
Fatores do imperialismo:
•Busca por mercadores produtores de matérias-primas
(carvão, ferro e cobre) e consumidores de manufaturados;
•Descoberta de que as terras africanas eram ricas em ouro
e diamantes;
•Apoio governamental: os governos das grandes potências
apoiavam a conquista de terras e povos em outros
continentes e depois usavam essas ações imperialistas para
se autopromover e despertar o “orgulho nacional” entre os
cidadãos do país.
Mito da Superioridade
Europeia:
• Características
Biológicas
• Fé Religiosa:
Cristianismo
• Desenvolvimento
Técnico e Científico
A “Diplomacia do Canhão”
“O Fardo do Homem
Branco”
Missão civilizadora
“Os glorificadores da expansão conseguiram fazer triunfar a
idéia, hoje ainda viva em vários setores da vida econômica,
de que a expansão ultramarina era o objetivo final da
política, tendo sido os ingleses, entre outros, os primeiros a
associar os benefícios do imperialismo ao triunfo da
civilização, esse grande feito dos ‘povos superiores’. No
momento em que os avanços da ciência e o sucesso do
darwinismo asseguravam aos mais dotados a tarefa de
espalhar pelo mundo os benefícios do progresso, os
ingleses se julgavam necessariamente destinados, em
essência, a realizar essa tarefa. ‘Eu acredito nessa raça’,
dizia Joseph Chamberlain em 1895. Graças ao seu avanço,
ao seu savoir-faire, os ingleses se encarregavam de civilizar
o mundo, ‘este fardo do homem branco’”. (FERRO, Marc. O
livro negro do colonialismo. RJ: Ediouro, 2004, pág. 22-3.
A dominação imperialista contou com justificativas
ideológicas. A presença do branco europeu nessas regiões
eram defendidas como uma missão civilizadora. Os europeus
viam com desprezo as diferenças culturais existentes,
considerando costumes/cultura da população nativa como
pouco civilizadas. Alegavam que caberia a eles levar a
civilização e o progresso a povos que viviam na miséria, com
precárias condições de higiene e até hábitos selvagens, como
os das tribos africanas.
O sentimento de superioridade dos europeus fundamentava-se
também em ideias correntes no final do século XIX, que
estabelecia uma verdadeira hierarquia entre as raças humanas.
Baseado nas ideias evolucionistas de Charles Darwin, desenvolveu-
se um racismo supostamente científico: sendo a raça branca
superior, ela teria o direito de dominar as outras.
“ as raças superiores têm direito perante as raças inferiores. Há
para elas um direito porque há um dever para elas. As raças
superiores têm o dever de civilizar as inferiores” ( Julho de 1885)
 As mudanças na estrutura da produção industrial foram tão aceleradas a
partir de 1870, que se pode falar de uma Segunda Revolução Industrial.
 Surgem novas fontes de energia (eletricidade, petróleo); grandes inventos
(motor a explosão, telégrafo, corantes sintéticos); e de intensa concentração
industrial.
 A grande diferença em relação à primeira fase da Revolução Industrial era o
estreito relacionamento entre ciência e técnica, entre laboratório e fábrica.
 O capitalismo de concorrência foi o grande propulsor dos avanços técnicos.
 O desenvolvimento dos meios de transporte representou uma revolução à
parte. A maioria dos países que se industrializavam elegeu as ferrovias como
o maior investimento.
 O barateamento do transporte facilitou a ida dos trabalhadores para as vilas
e cidades. Contribuiu, assim, para a urbanização e o êxodo rural. As nações
aumentaram seu poderio militar, pois podiam deslocar mais depressa suas
tropas.
 As ligações transoceânicas ganharam impulso em 1838, com a invenção da
hélice. Os clíperes, movidos a vela, perderam lugar para os novos barcos,
que cruzavam o Atlântico na linha Europa - Estados Unidos em apenas
dezessete dias.
 MONOPÓLIO INDUSTRIAL: Concentração de Capital e
dominação da produção em determinadas áreas econômicas
gerado pela livre-concorrência;
 TRUSTES: fusão de diversas empresas do mesmo ramo –
empresas que dominam todas as etapas da produção;
 CARTÉIS: grupo de grandes empresas que estabelecem
entre si um acordo com o objetivo de controlar os preços
ou o mercado de um determinado setor – acumulação
horizontal de capital;
 HOLDINGS: empresa que detém o controle acionário sobre
outras empresas embora elas mantenham denominação
própria e independência;
 BOLSA DE VALORES: Instituição típica do capitalismo. A
perspectiva de lucros pode aumentar o valor das ações.
 Novo colonialismo: essa expressão designa a nova forma
de dominação de regiões realizada pelas ricas nações
capitalistas.
 Trata-se de uma forma de dominação diferente da que
ocorreu no século XVI, mas o fim era o mesmo:
explorar a região dominada.
 O neocolonialismo significou também, a apropriação das
riquezas dos países dominados.
 Os países imperialistas buscavam: fontes de energia,
matéria-prima, mão de obra barata e novos mercados
consumidores.
EFEITOS DO NOVO COLONIALISMO
Para os países imperialistas:
ampliação de mercado
consumidor; acesso a novas
fontes de matérias-primas;
disponibilidade de mão-de-obra
especializada e barata.
Para os países dominados: a missão
civilizadora da cultura europeia
deixou uma herança de destruição e
miséria. No continente africano, as
consequências dessa dominação são
visíveis até hoje: divisões tribais,
guerras e estagnação econômica.
Imperialismo e Primeira Guerra Mundial
Imperialismo e Primeira Guerra Mundial
Imperialismo e Primeira Guerra Mundial
Nas áreas de dominação francesa, havia dois tipos básicos de ligação
com a metrópole:
1. Colônia, ficava sob supervisão direta do Ministério das Colônias,
com administração de um governador-geral, responsável por toda a
atividade colonial;
2. Protetorado, bastante autônomo, administrado por gente da
região, com supervisão de um representante da metrópole.
Entre os ingleses, havia mais variedade administrativa:
1. Colônia da Coroa, dependia diretamente do Escritório Colonial da
metrópole;
2. Colônia, com certo grau de autonomia, tinha Parlamento eleito;
3. Domínio, praticamente independente, exceto no tocante às
relações estrangeiras e à defesa.
A administração colonial dos outros países era semelhante à dos
franceses e ingleses.
A dominação imperialista era realizada por
meio da administração direta, com a
ocupação dos principais cargos
governamentais por agentes
metropolitanos; ou por meio da
administração indireta, por meio de
alianças com as elites locais;
Em ambas as formas, o que se esperava - e
se obteve - foi a exploração de terras e
de mão-de-obra e o controle da produção e
do consumo locais
Imperialismo e Primeira Guerra Mundial
O continente africano foi o que mais sofreu com a
implantação do novo colonialismo. A violência da
colonização submeteu povos, causou esmagamento das
populações que resistiram, e a partilha foi feita sem
levar em consideração diferenças linguísticas, culturais
e de etnias.
A África vinha sendo explorada desde o século XV,
fornecendo riquezas e escravos. Porém, a presença
estrangeira se restringia a alguns pontos do litoral, de
onde se fazia o comércio através de intermediários.
O marco histórico do início da corrida expansionista é o
ano de 1830, quando a França dominou a Argélia.
Em 1880, 10 % da África estava ocupada pelos
europeus.
Em 1990, os europeus já tinham se apoderado de 90 %
do território africano.
Em 1876, o rei Leopoldo da Bélgica deu outro impulso
à dominação, ao iniciar a exploração e conquista do
Congo através da reunião de capitais particulares,
sendo inclusive um dos principais contribuintes.
Durante a Conferência de Berlim (1884-1885),
realizada na Alemanha , 14 países europeus ( Grã-
Bretanha, França, Portugal, Alemanha, Bélgica, entre
outros) e os EUA criaram as bases da partilha da
África e de sua exploração comercial.
Decidiram que uma nação só poderia se apoderar de
um território se comunicasse sua ocupação às demais
nações e enviasse para a área uma autoridade capaz
de fazer respeitar o direito adquirido; combinaram
também permitir a livre navegação e o livre comércio
nas bacias dos rios Níger e Congo.
Imperialismo e Primeira Guerra Mundial
Franceses na Argélia
Por volta de 1830, os franceses instalaram na Argélia uma
protetorado ( território com governo próprio, mas controlado
pela França na política externa e segurança). Posteriormente,
assumiram o governo e obrigaram a população local a trabalhar
para eles na culturas de oliveiras, vinhas, frutas e legumes
destinados à exportação. Muitos missionários e educadores
foram para a África, a fim de transmitir a cultura ocidental,
que julgavam superior as demais.
No entanto, ao aprender a ler e a escrever os nativos
percebiam melhor as divergências entre os seus interesses e
os dos colonizadores e reagiam a opressão. Por isso, sob forte
pressão francesa, o congresso argelino aprovou o seguinte
documento:
“ O Congresso, considerando que a instrução dos nativos faz a
Argélia correr um verdadeiro perigo tanto do ponto de vista
econômico quanto do ponto de vista do agrupamento francês, emite o
voto de que a instrução primária dos indígenas seja suprimida. ”
Belgas no Congo
Em 1884, usando a força e a diplomacia , o rei Leopoldo II da
Bélgica apossou-se do Congo, território dezenas de vezes
maior que a Bélgica. Ele chamou este território de “ Estado
Livre do Congo” e conseguiu que fosse reconhecido como seu
território particular. Explorando a mão-de-obra africana, ele
extraiu do Congo uma fortuna incalculável em marfim e
borracha. A dominação do Congo converteu-se em um dos
episódios mais cruéis da História, envolvendo a morte de 10
milhões de africanos.
“Enquanto mulheres, crianças e velhos ficavam em casa
acorrentados e mantidos como reféns, os homens deviam ir
para a floresta coletar borracha e marfim. Os que falhavam
na entrega das cotas eram mortos, ou tinham os dedos, mãos
pés ou nariz decepados. As crianças eram mortas a
coronhadas.”
Leopoldo II se apresentava a opinião pública
europeia como responsável por uma missão
humanitária no Congo, empreendeu ali um dos
maiores genocídios da História. Para evitar
desperdício de munição, obrigava seus militares a
apresentar uma mão direita decepada para cada
cartucho disparado.
Em 1903, o missionário batista Scrivener divulgou
os horrores que ele havia presenciado.
Quando as atrocidades tornaram-se públicas, o
governo belga assumiu o controle do Congo.
Britânicos na África
Os britânicos foram um dos países que lideraram a
corrida pela África.
Aproveitando-se do endividamento do governo
egípcio ao construírem o Canal de Suez,
estabeleceram um protetorado.
No Sudão, usaram a violência. Como os sudaneses
eram muçulmanos estabeleceram uma guerra santa,
e, apesar de algumas derrotas, venceram graças a
sua superioridade bélica.
Além do Egito e Sudão, se apossaram da Uganda,
África Oriental (Quênia) e da Rodésia (Zimbábue),
assim chamada em homenagem ao explorador Cecil
Rhodes.
Imperialismo e Primeira Guerra Mundial
A Ásia esteve bastante isolada dos europeus durante
séculos. Os contatos comerciais se restringiam a alguns
portos.
No século XIX, essa situação se alterou e as potências
estrangeiras passaram a disputar entre si para
estabelecerem zonas de influências no continente.
Britânicos na ÍndiaBritânicos na Índia
Os britânicos aportaram no litoral da Índia pela primeira vez
no século XVII. Nessa época, eles compravam tecidos finos
dos indianos e os revendiam na Europa com grandes lucros.
Por vota de 1750, os ingleses apossaram-se da Índia e
aumentaram os impostos sobre os tecidos indianos, e com
isso aumentaram seu preço, e ao mesmo tempo, passaram a
vender tecidos ingleses para os indianos. Consequentemente,
a maioria das tecelagens indianas faliu. De grande
exportadora de tecidos, agora passava a importar os tecidos
ingleses. Além disso, passou a produzir grande quantidade de
algodão para as fábricas inglesas, deixando de produzir
alimentos necessários a sua grande população.
Os abusos das autoridades inglesas, o empobrecimento da
população e as sucessivas crises de fome no país provocaram
uma rebelião contra a dominação inglesa: a REVOLTA DOS
CIPAIOS (ou Sipaios, nome dado aos soldados hindus), em
1857. Os ingleses usaram metralhadoras e canhões
esmagando com facilidade a revolta. Aproveitando-se disso,
assumiram diretamente o governo da Índia por meio de um
vice-rei, e alguns anos depois a Rainha Vitória foi proclamada
imperatriz da Índia.
Os lucros obtidos na Índia permitiram ao ingleses a
construção de amplo sistema ferroviário e de
comunicações no país e o envio de milhões de libras
para a Inglaterra, que usou parte do dinheiro para
conquistar a Birmânia (Mianmar), a Nova Zelândia, a
Austrália e parte da China, ampliando seu Império.
Ingleses na China
O império chinês era
praticamente
autossuficiente, não
se interessando pelos
produtos do Ocidente.
Já os comerciantes
europeus tinha grande
interesse na seda, no
chá e nas porcelanas
chinesas produtos
vendidos a altos
preços na Europa.
Assim, o comércio era
sempre favorável aos
chineses.
Para inverter essa situação, por volta de 1820, os britânicos
introduziram na China o ópio, passando a obter grandes
lucros na venda.
A droga, que provoca forte dependência física e
psíquica, era trazida das plantações inglesas na
Índia. Embora o ópio fosse proibido na China, os
traficantes ingleses vendiam naquele país
quantidades cada vez maiores da droga. Além de
afetar a saúde, muitas pessoas perdiam tudo que
tinham para conseguir comprar a substância.
Lin Zexu, braço direito do Imperador Daoguang,
escreveu uma carta a Rainha Vitória implorando-lhe
que não permitisse um comércio tão prejudicial às
pessoas. A Rainha nada respondeu.
Os chineses resolveram agir: confiscaram e
lançaram ao mar quase 1400 toneladas de ópio
bruto, trazidos por navios ingleses.
A resposta britânica foi a guerra. Alegando prejuízos à
propriedade privada, o governo da Rainha Vitória mandou
bombardear várias cidades chinesas. Foi a Guerra do Ópio
(1839-1842), que terminou com a vitória dos ingleses.
Em 1842, a China assinou o Tratado de NanquimTratado de Nanquim, que
estabelecia:
Abertura de cinco portos chineses para que os mercadores
ingleses pudessem comerciar livremente;
 pagamento de indenização de 21 milhões de dólares pela
perda do ópio;
 Controle de Hong Kong pelos ingleses;
 direito dos britânicos de serem julgados por suas próprias
leis, caso cometessem crimes em territórios chinês.
Pouco tempo depois, outras expedições militares levaram à
abertura dos portos. A China acabou sendo dividida em áreas de
influência entre Inglaterra, Rússia, Alemanha, França, Japão e
Itália. Em reação a essas invasões, um sociedade secreta começou
a fazer atentados em ferrovias e matar missionários e diplomatas
ocidentais. Dessa situação originou-se a Guerra dos BoxersGuerra dos Boxers (1898-
1900), que foi reprimida pelas tropas ocidentais.
Em 1900, o Império Britânico era o maior do mundo.
JAPÃO: UM NOVA POTÊNCIA CAPITALISTAJAPÃO: UM NOVA POTÊNCIA CAPITALISTA
Desde o início do século XIX, as nações ocidentais
tentavam, sem sucesso, abrir os portos do Japão ao
comércio internacional. Até que, em 1853, com os
canhões apontados pra baía de Tóquio, o oficial dos
EUA Matthew Perry entregou uma carta ao
presidente de seu país ao Shogun ( comandante
militar e chefe de governo do Japão). Assim, por
meio da coação, conseguiu a abertura de dois portos
japoneses aos norte-americanos. Seguindo o
exemplo, Rússia, Holanda e Grã-Bretanha também
conseguiram a abertura dos portos japoneses para
os seus navios.
Com o aumento das relações com os ocidentais,
parte das lideranças japonesas passou a
defender a incorporação dos avanços
tecnológicos da Europa; outra parte, porém, via
isso como uma submissão dos japoneses ao
domínio estrangeiro. Isso levou a explosão de
uma guerra civil vencida pelos favoráveis à
modernização. O jovem imperador Mutsuhito
saiu fortalecido, anunciou uma política de
modernização, dando início a ERA MEIJIERA MEIJI. Para
os japoneses, modernização significava
industrializar-se, absorvendo a tecnologia
ocidental, porém sem abrir mão de sua cultura
tradicional.
Os japoneses saíram fortalecidos, e passaram a
adotar também uma política expansionista e
militarista. Os japoneses, partir de 1860, foram
enviados à Europa e aos Estados Unidos para
estudar, principalmente ciência e tecnologia. Com
isso, foi possível iniciar um processo de
industrialização e modernização do país, levando-o a
participar da corrida imperialista na região e obter
influência sobre parte da Coreia e Manchúria.
Em 1894, o Japão travou uma guerra imperialista
contra a China. Saíram vitoriosos e obrigaram a
China a pagar uma enorme indenização e entregar-
lhes a Ilha de Formosa (Taiwan).
Imperialismo e Primeira Guerra Mundial
O Imperialismo Inglês na América Latina
Durante o século XIX, os ingleses investiram na construção de
ferrovias e portos , atuaram no comércio exterior e exportaram
capitais para diversos países latino-americanos. No Brasil,
participaram ativamente da comercialização do nosso principal
produto da época: o café.
Os interesses britânicos expressaram-se no empenho pela
extinção do trabalho escravo e no apoio aos diferentes
movimentos de libertação colonial de suas metrópoles Portugal e
Espanha. A predominância do interesse da Inglaterra sobre a
América do Sul vinha desde o período das lutas pela independência.
Os maiores investimentos ingleses se concentravam na exploração
de matéria-prima. O salitre, obtido na Chile e na Bolívia, e o guano
(substância derivada do excremento de aves aquáticas utilizada
como adubo de terras), do Peru, eram explorados por companhias
inglesas.
As interferências na América do Sul garantiram a dependência
econômica das ex-colônias ibéricas em relação à Inglaterra
A participação da América Latina, no entanto, permanecia:
exportação de matérias-primas e importação de bens e produtos
industrializados.
Desde o início do século XIX, os EUA colocavam-se como defensores dos
interesses dos americanos. Durante o Congresso de Viena (1815), o
presidente americano James Monroe, afirmou que os Estados Unidos não
iriam admitir interferência estrangeira em assuntos internos da América.
Estabelecia-se assim a DOUTRINA MONROE, que pode ser sintetizada
como “ A AMÉRICA PARA OS AMERICANOS”.
Depois da guerra com o México, os Estados Unidos anexaram vasto
território, antes pertencente aos mexicanos.
A partir de 1870, aproximadamente, os Estados Unidos passaram a
incursionar na região do Caribe, dominando-a completamente.
Para defender seus interesses econômicos e políticos, fizeram algumas
intervenções. Porto Rico tornou-se território americano.
Ao participar da independência de Cuba, os EUA conquistaram, pela
Emenda Platt, o direito de intervir naquele país para defender seu
patrimônio.
Essa política intervencionista intensificou-se no governo de Roosevelt,
sendo chamada de Big Stick, segundo a qual a dominação se fazia através
de uma fala macia e um grande porrete.
Para eles a América seria dos americanos... Do Norte!!!
O "Grande Porrete" foi uma frase
de efeito usada para descrever o
estilo de diplomacia empregada
pelo presidente estadunidense
Theodore Roosevelt, como
corolário da Doutrina Monroe, a
qual especificava que os Estados
Unidos da América deveriam
assumir o papel de polícia
internacional no hemisfério
ocidental.
 Divisão Internacional do Trabalho
 Países Pobres: Mercado Consumidor
 Choque de Imperialismos entre as
grandes potências
 Primeira Guerra Mundial (1914 –
1918)
 Paz Armada é o nome usado para descrever o período
de 1885 a 1914 que antecedeu à Primeira Guerra
Mundial. Foi um momento de intensa corrida
armamentista, quando a Tríplice Aliança ampliava sua
capacidade bélica, e a Tríplice Entente buscava equipar-
se.
 A indústria bélica aumentou consideravelmente os seus
recursos, produzindo novas tecnologias para a guerra.
 O serviço militar obrigatório, incentivou o sentimento
nacionalista.
 A persistência de tensões entre os Estados os levaram a
gastar grande parte de seu capital para investimentos
na indústria do armamento e da promoção do exército.
Isto resultou em um complexo sistema de alianças em
que as nações estavam em conflito, sem estar em
guerra.
Imperialismo e Primeira Guerra Mundial
 Teve início em 1914, com o assassinato do arquiduque
Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austríaco, em
Sarajevo,
 Foi o primeiro conflito armado a envolver as grandes
potências imperialistas da Europa.
 Provocou a morte de mais de 8 milhões de soldados e 6,5
milhões de civis.
 Confrontam-se dois grupos de países organizados em pactos
antagônicos:
- Tríplice Aliança: Alemanha, Império Austro-Húngaro e Itália (A
Itália, embora pertencente à Tríplice Aliança, fica neutra no
início da guerra, trocando de lado em 1915, sob a promessa
de receber parte dos territórios turcos e austríacos).
- Tríplice Entente: França, França Inglaterra e Rússia.
Imperialismo e Primeira Guerra Mundial
 O choque dos interesses imperialistas.
 O nacionalista emergente.
 O revanchismo.
Consequências
• A emergência dos EUA, que passam a ser o
centro de poder do capitalismo.
• A reorganização do cenário político no
continente europeu.
• A implantação do primeiro Estado socialista, a
União Soviética.
• A emergência dos totalitarismos
• A II Guerra Mundial.
Imperialismo e Primeira Guerra Mundial
 Surgem propostas de paz em 1917 e 1918, mas com pouca ou
nenhuma repercussão.
 Os 14 pontos de Wilson: O presidente norte-americano
Woodrow Wilson (1856 - 1924) traz a ideia de uma "paz sem
vencedores" e sem anexações territoriais, em um programa
com 14 itens.
 Tratado de Versalhes:
- Em 28 de junho de 1919 é assinado o Tratado de Versalhes.
- Pressionada por um embargo naval, a Alemanha é obrigada a
ratifica-lo.
1. Perde todas as colônias que são repartidas entre os Aliados,
e parte do seu território.
2. Passa a ser atravessada pelo chamado "Corredor Polonês",
que dava a Polônia acesso ao Mar Báltico, e divide o país em
dois.
3. É obrigada a pagar indenizações por todos danos civis
causados pela guerra e fica proibida de formas um Exército
regular.

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Imperialismo e Primeira Guerra Mundial

  • 4.  O Imperialismo foi um fenômeno característico da segunda metade do século XIX.  Ele foi fruto da expansão da indústria pelo mundo, que provocou um aumento da concorrência por mercados internacionais, levando em muitos casos à intervenção armada por parte de algumas nações.
  • 5. Imperialismo: dominação política e econômica, direta ou indireta, de uma nação mais rica e poderosa sobre outra mais fraca e pobre. “Laima Mesgravis” Fatores do imperialismo: •Busca por mercadores produtores de matérias-primas (carvão, ferro e cobre) e consumidores de manufaturados; •Descoberta de que as terras africanas eram ricas em ouro e diamantes; •Apoio governamental: os governos das grandes potências apoiavam a conquista de terras e povos em outros continentes e depois usavam essas ações imperialistas para se autopromover e despertar o “orgulho nacional” entre os cidadãos do país.
  • 6. Mito da Superioridade Europeia: • Características Biológicas • Fé Religiosa: Cristianismo • Desenvolvimento Técnico e Científico A “Diplomacia do Canhão” “O Fardo do Homem Branco”
  • 7. Missão civilizadora “Os glorificadores da expansão conseguiram fazer triunfar a idéia, hoje ainda viva em vários setores da vida econômica, de que a expansão ultramarina era o objetivo final da política, tendo sido os ingleses, entre outros, os primeiros a associar os benefícios do imperialismo ao triunfo da civilização, esse grande feito dos ‘povos superiores’. No momento em que os avanços da ciência e o sucesso do darwinismo asseguravam aos mais dotados a tarefa de espalhar pelo mundo os benefícios do progresso, os ingleses se julgavam necessariamente destinados, em essência, a realizar essa tarefa. ‘Eu acredito nessa raça’, dizia Joseph Chamberlain em 1895. Graças ao seu avanço, ao seu savoir-faire, os ingleses se encarregavam de civilizar o mundo, ‘este fardo do homem branco’”. (FERRO, Marc. O livro negro do colonialismo. RJ: Ediouro, 2004, pág. 22-3.
  • 8. A dominação imperialista contou com justificativas ideológicas. A presença do branco europeu nessas regiões eram defendidas como uma missão civilizadora. Os europeus viam com desprezo as diferenças culturais existentes, considerando costumes/cultura da população nativa como pouco civilizadas. Alegavam que caberia a eles levar a civilização e o progresso a povos que viviam na miséria, com precárias condições de higiene e até hábitos selvagens, como os das tribos africanas. O sentimento de superioridade dos europeus fundamentava-se também em ideias correntes no final do século XIX, que estabelecia uma verdadeira hierarquia entre as raças humanas. Baseado nas ideias evolucionistas de Charles Darwin, desenvolveu- se um racismo supostamente científico: sendo a raça branca superior, ela teria o direito de dominar as outras. “ as raças superiores têm direito perante as raças inferiores. Há para elas um direito porque há um dever para elas. As raças superiores têm o dever de civilizar as inferiores” ( Julho de 1885)
  • 9.  As mudanças na estrutura da produção industrial foram tão aceleradas a partir de 1870, que se pode falar de uma Segunda Revolução Industrial.  Surgem novas fontes de energia (eletricidade, petróleo); grandes inventos (motor a explosão, telégrafo, corantes sintéticos); e de intensa concentração industrial.  A grande diferença em relação à primeira fase da Revolução Industrial era o estreito relacionamento entre ciência e técnica, entre laboratório e fábrica.  O capitalismo de concorrência foi o grande propulsor dos avanços técnicos.  O desenvolvimento dos meios de transporte representou uma revolução à parte. A maioria dos países que se industrializavam elegeu as ferrovias como o maior investimento.  O barateamento do transporte facilitou a ida dos trabalhadores para as vilas e cidades. Contribuiu, assim, para a urbanização e o êxodo rural. As nações aumentaram seu poderio militar, pois podiam deslocar mais depressa suas tropas.  As ligações transoceânicas ganharam impulso em 1838, com a invenção da hélice. Os clíperes, movidos a vela, perderam lugar para os novos barcos, que cruzavam o Atlântico na linha Europa - Estados Unidos em apenas dezessete dias.
  • 10.  MONOPÓLIO INDUSTRIAL: Concentração de Capital e dominação da produção em determinadas áreas econômicas gerado pela livre-concorrência;  TRUSTES: fusão de diversas empresas do mesmo ramo – empresas que dominam todas as etapas da produção;  CARTÉIS: grupo de grandes empresas que estabelecem entre si um acordo com o objetivo de controlar os preços ou o mercado de um determinado setor – acumulação horizontal de capital;  HOLDINGS: empresa que detém o controle acionário sobre outras empresas embora elas mantenham denominação própria e independência;  BOLSA DE VALORES: Instituição típica do capitalismo. A perspectiva de lucros pode aumentar o valor das ações.
  • 11.  Novo colonialismo: essa expressão designa a nova forma de dominação de regiões realizada pelas ricas nações capitalistas.  Trata-se de uma forma de dominação diferente da que ocorreu no século XVI, mas o fim era o mesmo: explorar a região dominada.  O neocolonialismo significou também, a apropriação das riquezas dos países dominados.  Os países imperialistas buscavam: fontes de energia, matéria-prima, mão de obra barata e novos mercados consumidores.
  • 12. EFEITOS DO NOVO COLONIALISMO Para os países imperialistas: ampliação de mercado consumidor; acesso a novas fontes de matérias-primas; disponibilidade de mão-de-obra especializada e barata. Para os países dominados: a missão civilizadora da cultura europeia deixou uma herança de destruição e miséria. No continente africano, as consequências dessa dominação são visíveis até hoje: divisões tribais, guerras e estagnação econômica.
  • 16. Nas áreas de dominação francesa, havia dois tipos básicos de ligação com a metrópole: 1. Colônia, ficava sob supervisão direta do Ministério das Colônias, com administração de um governador-geral, responsável por toda a atividade colonial; 2. Protetorado, bastante autônomo, administrado por gente da região, com supervisão de um representante da metrópole. Entre os ingleses, havia mais variedade administrativa: 1. Colônia da Coroa, dependia diretamente do Escritório Colonial da metrópole; 2. Colônia, com certo grau de autonomia, tinha Parlamento eleito; 3. Domínio, praticamente independente, exceto no tocante às relações estrangeiras e à defesa. A administração colonial dos outros países era semelhante à dos franceses e ingleses.
  • 17. A dominação imperialista era realizada por meio da administração direta, com a ocupação dos principais cargos governamentais por agentes metropolitanos; ou por meio da administração indireta, por meio de alianças com as elites locais; Em ambas as formas, o que se esperava - e se obteve - foi a exploração de terras e de mão-de-obra e o controle da produção e do consumo locais
  • 19. O continente africano foi o que mais sofreu com a implantação do novo colonialismo. A violência da colonização submeteu povos, causou esmagamento das populações que resistiram, e a partilha foi feita sem levar em consideração diferenças linguísticas, culturais e de etnias. A África vinha sendo explorada desde o século XV, fornecendo riquezas e escravos. Porém, a presença estrangeira se restringia a alguns pontos do litoral, de onde se fazia o comércio através de intermediários. O marco histórico do início da corrida expansionista é o ano de 1830, quando a França dominou a Argélia. Em 1880, 10 % da África estava ocupada pelos europeus. Em 1990, os europeus já tinham se apoderado de 90 % do território africano.
  • 20. Em 1876, o rei Leopoldo da Bélgica deu outro impulso à dominação, ao iniciar a exploração e conquista do Congo através da reunião de capitais particulares, sendo inclusive um dos principais contribuintes. Durante a Conferência de Berlim (1884-1885), realizada na Alemanha , 14 países europeus ( Grã- Bretanha, França, Portugal, Alemanha, Bélgica, entre outros) e os EUA criaram as bases da partilha da África e de sua exploração comercial. Decidiram que uma nação só poderia se apoderar de um território se comunicasse sua ocupação às demais nações e enviasse para a área uma autoridade capaz de fazer respeitar o direito adquirido; combinaram também permitir a livre navegação e o livre comércio nas bacias dos rios Níger e Congo.
  • 22. Franceses na Argélia Por volta de 1830, os franceses instalaram na Argélia uma protetorado ( território com governo próprio, mas controlado pela França na política externa e segurança). Posteriormente, assumiram o governo e obrigaram a população local a trabalhar para eles na culturas de oliveiras, vinhas, frutas e legumes destinados à exportação. Muitos missionários e educadores foram para a África, a fim de transmitir a cultura ocidental, que julgavam superior as demais. No entanto, ao aprender a ler e a escrever os nativos percebiam melhor as divergências entre os seus interesses e os dos colonizadores e reagiam a opressão. Por isso, sob forte pressão francesa, o congresso argelino aprovou o seguinte documento: “ O Congresso, considerando que a instrução dos nativos faz a Argélia correr um verdadeiro perigo tanto do ponto de vista econômico quanto do ponto de vista do agrupamento francês, emite o voto de que a instrução primária dos indígenas seja suprimida. ”
  • 23. Belgas no Congo Em 1884, usando a força e a diplomacia , o rei Leopoldo II da Bélgica apossou-se do Congo, território dezenas de vezes maior que a Bélgica. Ele chamou este território de “ Estado Livre do Congo” e conseguiu que fosse reconhecido como seu território particular. Explorando a mão-de-obra africana, ele extraiu do Congo uma fortuna incalculável em marfim e borracha. A dominação do Congo converteu-se em um dos episódios mais cruéis da História, envolvendo a morte de 10 milhões de africanos. “Enquanto mulheres, crianças e velhos ficavam em casa acorrentados e mantidos como reféns, os homens deviam ir para a floresta coletar borracha e marfim. Os que falhavam na entrega das cotas eram mortos, ou tinham os dedos, mãos pés ou nariz decepados. As crianças eram mortas a coronhadas.”
  • 24. Leopoldo II se apresentava a opinião pública europeia como responsável por uma missão humanitária no Congo, empreendeu ali um dos maiores genocídios da História. Para evitar desperdício de munição, obrigava seus militares a apresentar uma mão direita decepada para cada cartucho disparado. Em 1903, o missionário batista Scrivener divulgou os horrores que ele havia presenciado. Quando as atrocidades tornaram-se públicas, o governo belga assumiu o controle do Congo.
  • 25. Britânicos na África Os britânicos foram um dos países que lideraram a corrida pela África. Aproveitando-se do endividamento do governo egípcio ao construírem o Canal de Suez, estabeleceram um protetorado. No Sudão, usaram a violência. Como os sudaneses eram muçulmanos estabeleceram uma guerra santa, e, apesar de algumas derrotas, venceram graças a sua superioridade bélica. Além do Egito e Sudão, se apossaram da Uganda, África Oriental (Quênia) e da Rodésia (Zimbábue), assim chamada em homenagem ao explorador Cecil Rhodes.
  • 27. A Ásia esteve bastante isolada dos europeus durante séculos. Os contatos comerciais se restringiam a alguns portos. No século XIX, essa situação se alterou e as potências estrangeiras passaram a disputar entre si para estabelecerem zonas de influências no continente.
  • 28. Britânicos na ÍndiaBritânicos na Índia Os britânicos aportaram no litoral da Índia pela primeira vez no século XVII. Nessa época, eles compravam tecidos finos dos indianos e os revendiam na Europa com grandes lucros. Por vota de 1750, os ingleses apossaram-se da Índia e aumentaram os impostos sobre os tecidos indianos, e com isso aumentaram seu preço, e ao mesmo tempo, passaram a vender tecidos ingleses para os indianos. Consequentemente, a maioria das tecelagens indianas faliu. De grande exportadora de tecidos, agora passava a importar os tecidos ingleses. Além disso, passou a produzir grande quantidade de algodão para as fábricas inglesas, deixando de produzir alimentos necessários a sua grande população.
  • 29. Os abusos das autoridades inglesas, o empobrecimento da população e as sucessivas crises de fome no país provocaram uma rebelião contra a dominação inglesa: a REVOLTA DOS CIPAIOS (ou Sipaios, nome dado aos soldados hindus), em 1857. Os ingleses usaram metralhadoras e canhões esmagando com facilidade a revolta. Aproveitando-se disso, assumiram diretamente o governo da Índia por meio de um vice-rei, e alguns anos depois a Rainha Vitória foi proclamada imperatriz da Índia. Os lucros obtidos na Índia permitiram ao ingleses a construção de amplo sistema ferroviário e de comunicações no país e o envio de milhões de libras para a Inglaterra, que usou parte do dinheiro para conquistar a Birmânia (Mianmar), a Nova Zelândia, a Austrália e parte da China, ampliando seu Império.
  • 30. Ingleses na China O império chinês era praticamente autossuficiente, não se interessando pelos produtos do Ocidente. Já os comerciantes europeus tinha grande interesse na seda, no chá e nas porcelanas chinesas produtos vendidos a altos preços na Europa. Assim, o comércio era sempre favorável aos chineses.
  • 31. Para inverter essa situação, por volta de 1820, os britânicos introduziram na China o ópio, passando a obter grandes lucros na venda.
  • 32. A droga, que provoca forte dependência física e psíquica, era trazida das plantações inglesas na Índia. Embora o ópio fosse proibido na China, os traficantes ingleses vendiam naquele país quantidades cada vez maiores da droga. Além de afetar a saúde, muitas pessoas perdiam tudo que tinham para conseguir comprar a substância. Lin Zexu, braço direito do Imperador Daoguang, escreveu uma carta a Rainha Vitória implorando-lhe que não permitisse um comércio tão prejudicial às pessoas. A Rainha nada respondeu. Os chineses resolveram agir: confiscaram e lançaram ao mar quase 1400 toneladas de ópio bruto, trazidos por navios ingleses.
  • 33. A resposta britânica foi a guerra. Alegando prejuízos à propriedade privada, o governo da Rainha Vitória mandou bombardear várias cidades chinesas. Foi a Guerra do Ópio (1839-1842), que terminou com a vitória dos ingleses.
  • 34. Em 1842, a China assinou o Tratado de NanquimTratado de Nanquim, que estabelecia: Abertura de cinco portos chineses para que os mercadores ingleses pudessem comerciar livremente;  pagamento de indenização de 21 milhões de dólares pela perda do ópio;  Controle de Hong Kong pelos ingleses;  direito dos britânicos de serem julgados por suas próprias leis, caso cometessem crimes em territórios chinês. Pouco tempo depois, outras expedições militares levaram à abertura dos portos. A China acabou sendo dividida em áreas de influência entre Inglaterra, Rússia, Alemanha, França, Japão e Itália. Em reação a essas invasões, um sociedade secreta começou a fazer atentados em ferrovias e matar missionários e diplomatas ocidentais. Dessa situação originou-se a Guerra dos BoxersGuerra dos Boxers (1898- 1900), que foi reprimida pelas tropas ocidentais. Em 1900, o Império Britânico era o maior do mundo.
  • 35. JAPÃO: UM NOVA POTÊNCIA CAPITALISTAJAPÃO: UM NOVA POTÊNCIA CAPITALISTA Desde o início do século XIX, as nações ocidentais tentavam, sem sucesso, abrir os portos do Japão ao comércio internacional. Até que, em 1853, com os canhões apontados pra baía de Tóquio, o oficial dos EUA Matthew Perry entregou uma carta ao presidente de seu país ao Shogun ( comandante militar e chefe de governo do Japão). Assim, por meio da coação, conseguiu a abertura de dois portos japoneses aos norte-americanos. Seguindo o exemplo, Rússia, Holanda e Grã-Bretanha também conseguiram a abertura dos portos japoneses para os seus navios.
  • 36. Com o aumento das relações com os ocidentais, parte das lideranças japonesas passou a defender a incorporação dos avanços tecnológicos da Europa; outra parte, porém, via isso como uma submissão dos japoneses ao domínio estrangeiro. Isso levou a explosão de uma guerra civil vencida pelos favoráveis à modernização. O jovem imperador Mutsuhito saiu fortalecido, anunciou uma política de modernização, dando início a ERA MEIJIERA MEIJI. Para os japoneses, modernização significava industrializar-se, absorvendo a tecnologia ocidental, porém sem abrir mão de sua cultura tradicional.
  • 37. Os japoneses saíram fortalecidos, e passaram a adotar também uma política expansionista e militarista. Os japoneses, partir de 1860, foram enviados à Europa e aos Estados Unidos para estudar, principalmente ciência e tecnologia. Com isso, foi possível iniciar um processo de industrialização e modernização do país, levando-o a participar da corrida imperialista na região e obter influência sobre parte da Coreia e Manchúria. Em 1894, o Japão travou uma guerra imperialista contra a China. Saíram vitoriosos e obrigaram a China a pagar uma enorme indenização e entregar- lhes a Ilha de Formosa (Taiwan).
  • 39. O Imperialismo Inglês na América Latina Durante o século XIX, os ingleses investiram na construção de ferrovias e portos , atuaram no comércio exterior e exportaram capitais para diversos países latino-americanos. No Brasil, participaram ativamente da comercialização do nosso principal produto da época: o café. Os interesses britânicos expressaram-se no empenho pela extinção do trabalho escravo e no apoio aos diferentes movimentos de libertação colonial de suas metrópoles Portugal e Espanha. A predominância do interesse da Inglaterra sobre a América do Sul vinha desde o período das lutas pela independência. Os maiores investimentos ingleses se concentravam na exploração de matéria-prima. O salitre, obtido na Chile e na Bolívia, e o guano (substância derivada do excremento de aves aquáticas utilizada como adubo de terras), do Peru, eram explorados por companhias inglesas. As interferências na América do Sul garantiram a dependência econômica das ex-colônias ibéricas em relação à Inglaterra A participação da América Latina, no entanto, permanecia: exportação de matérias-primas e importação de bens e produtos industrializados.
  • 40. Desde o início do século XIX, os EUA colocavam-se como defensores dos interesses dos americanos. Durante o Congresso de Viena (1815), o presidente americano James Monroe, afirmou que os Estados Unidos não iriam admitir interferência estrangeira em assuntos internos da América. Estabelecia-se assim a DOUTRINA MONROE, que pode ser sintetizada como “ A AMÉRICA PARA OS AMERICANOS”. Depois da guerra com o México, os Estados Unidos anexaram vasto território, antes pertencente aos mexicanos. A partir de 1870, aproximadamente, os Estados Unidos passaram a incursionar na região do Caribe, dominando-a completamente. Para defender seus interesses econômicos e políticos, fizeram algumas intervenções. Porto Rico tornou-se território americano. Ao participar da independência de Cuba, os EUA conquistaram, pela Emenda Platt, o direito de intervir naquele país para defender seu patrimônio. Essa política intervencionista intensificou-se no governo de Roosevelt, sendo chamada de Big Stick, segundo a qual a dominação se fazia através de uma fala macia e um grande porrete. Para eles a América seria dos americanos... Do Norte!!!
  • 41. O "Grande Porrete" foi uma frase de efeito usada para descrever o estilo de diplomacia empregada pelo presidente estadunidense Theodore Roosevelt, como corolário da Doutrina Monroe, a qual especificava que os Estados Unidos da América deveriam assumir o papel de polícia internacional no hemisfério ocidental.
  • 42.  Divisão Internacional do Trabalho  Países Pobres: Mercado Consumidor  Choque de Imperialismos entre as grandes potências  Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918)
  • 43.  Paz Armada é o nome usado para descrever o período de 1885 a 1914 que antecedeu à Primeira Guerra Mundial. Foi um momento de intensa corrida armamentista, quando a Tríplice Aliança ampliava sua capacidade bélica, e a Tríplice Entente buscava equipar- se.  A indústria bélica aumentou consideravelmente os seus recursos, produzindo novas tecnologias para a guerra.  O serviço militar obrigatório, incentivou o sentimento nacionalista.  A persistência de tensões entre os Estados os levaram a gastar grande parte de seu capital para investimentos na indústria do armamento e da promoção do exército. Isto resultou em um complexo sistema de alianças em que as nações estavam em conflito, sem estar em guerra.
  • 45.  Teve início em 1914, com o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austríaco, em Sarajevo,  Foi o primeiro conflito armado a envolver as grandes potências imperialistas da Europa.  Provocou a morte de mais de 8 milhões de soldados e 6,5 milhões de civis.  Confrontam-se dois grupos de países organizados em pactos antagônicos: - Tríplice Aliança: Alemanha, Império Austro-Húngaro e Itália (A Itália, embora pertencente à Tríplice Aliança, fica neutra no início da guerra, trocando de lado em 1915, sob a promessa de receber parte dos territórios turcos e austríacos). - Tríplice Entente: França, França Inglaterra e Rússia.
  • 47.  O choque dos interesses imperialistas.  O nacionalista emergente.  O revanchismo. Consequências • A emergência dos EUA, que passam a ser o centro de poder do capitalismo. • A reorganização do cenário político no continente europeu. • A implantação do primeiro Estado socialista, a União Soviética. • A emergência dos totalitarismos • A II Guerra Mundial.
  • 49.  Surgem propostas de paz em 1917 e 1918, mas com pouca ou nenhuma repercussão.  Os 14 pontos de Wilson: O presidente norte-americano Woodrow Wilson (1856 - 1924) traz a ideia de uma "paz sem vencedores" e sem anexações territoriais, em um programa com 14 itens.  Tratado de Versalhes: - Em 28 de junho de 1919 é assinado o Tratado de Versalhes. - Pressionada por um embargo naval, a Alemanha é obrigada a ratifica-lo. 1. Perde todas as colônias que são repartidas entre os Aliados, e parte do seu território. 2. Passa a ser atravessada pelo chamado "Corredor Polonês", que dava a Polônia acesso ao Mar Báltico, e divide o país em dois. 3. É obrigada a pagar indenizações por todos danos civis causados pela guerra e fica proibida de formas um Exército regular.