Iatrogenias André Kayano Renato Laks
Definição O termo deriva do grego  iatros  (médico, curandeiro) e  genia  (origem, causa) Pode igualmente ser resultado das ações de outros profissionais da saúde, tais como enfermeiras, psicóloga, nutricionista, fonoaudióloga, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e assistente social.
primum non nocere
Total de 225000 mortes por ano. Iraque de 2003 a 2009 : Morte de aproximadamente 95000 a 100000 civis
 
Lesões ocasionadas pela hospitalização tem maior frequência em idosos. Idosos tem 2,2 x mais complicações perioperatórias, e risco 10 x maior de quedas.
Efeito adverso a drogas Alguns podem ser prevenidos x Não podem ser prevenidos (reação adversa a drogas) Ocorrem de 6 a 15 % durante hospitalização. 15% das hospitalizações são causadas por efeito adverso a drogas
Efeito adverso a drogas Maioria são imprevisíveis e não se pode prevenir.
Quedas Incidência em um ano na comunidade é de 32%, e destes 24% apresentam lesão grave. No hospital aproximadamente 2% dos pacientes apresentarão quedas (viés de nem sempre serem relatadas)
Infecção hospitalar Incidência de 6 a 17 por 1000 dias de internação. Risco individuo de 70 a 79 anos é 10 x maior que entre 40 a 49 anos.
Úlcera de pressão 5% de paceientes internados adquirem ulcera de pressão. Idosos frágeis são os mais vulneráveis Entre os pacientes de alto risco incidência atinge 30%
Delirium Delirium na admissão hospitalar é sinal de mal prognóstico. Incidência na admissão de 14 a 24% Durante internação de 9 a 31% Aumenta o tempo de internação, custos, e morbidade, e mortalidade.
Complicações cirúrgicas e perioperatórias Duas vezes mais frequente entre os idosos. Os idosos representam ¾ dos pacientes que morrem durante procedimentos cirúrgicos.
Prevenção
Importância 2/3 das iatrogenias no hospital são preveníveis; Princípios semelhantes em todas as faixas etárias; 4 estratégias gerais.
Educação Abordagem interdisciplinar; Aprender com outras áreas; Notificação de erros de forma não punitiva; Melhorar a comunicação; Limitações de atenção e vigilância.
Variabilidade do tratamento de idosos Idosos tem maiores riscos e mais benefícios; ACO para FA pode causar sangramento; FA em idosos tem mais risco de causar AVC; Cirurgia de emergência é pior do que eletiva.
Geriatras e Gerontólogos Probabilidade 3,3x para pneumonia comunitária evoluir para cura 1 ; Unidades multidisciplinares especializadas reduziram custos e aumentaram funcionalidade; Veteran’s Administration study não mostrou benefício no tratamento de pneumonia com interconsulta da geriatria 2 . Metanálise de ensaios clínicos de avaliação geriátrica não mostrou beneficio, estrutura? 3  . 1)  J Am Geriatr Soc. 1998;46:187- 192. 2) JAMA. 1987;257:2313-2317 3) Lancet.1993;342:1032-1036.
Avaliação de riscos Preditores mais importantes: Idade avançada, funcionalidade e cognição; Reavaliação freqüente; Programação de alta.
Reação adversa a medicamentos Novas tecnologias- suporte informatizado  ↓55% RAM graves 1 ; Educação Médica; Diagnóstico precoce (evitar cascata da iatrogenia); Reduzir medicamentos- Tratamento não farmacológico; Farmacêuticos; Iniciativas governamentais- FDA exige informações para idosos na bula de algumas classes de medicamentos. 1-JAMA. 1998;280:1311-1316.
Quedas  Serviços de prevenção de quedas reduzem quedas em 19% e lesões em 31%; Intervenção multifatorial reduziu quedas em 31% na comunidade: Revisão da prescrição; Educação; Treino de marcha e transferência; Adaptação ambiental; Exercícios resistidos; Modificações de comportamento. Tinetti ME, Baker DI, McAvay G, et al. A multifactorial  intervention to reduce the risk of falling among elderly people living in the community. N Engl J Med. 1994;331:821-827.
Infecções hospitalares Princípios para todas as idades; Lavar as mãos; Cuidados com feridas; Imunização; Evitar uso prolongado de ATB de largo espectro; Desinvadir.
Úlceras de pressão Estratificação de risco (escalas de Braden/Norton); Educação; Mobilização, Superfície de contato, cuidados com a pele, com umidade, incontinência e nutrição.
Delirium Avaliação de risco; Cuidados como analgesia, medicações e ambiente.
Fator de risco Intervenção  Déficit cognitivo Comunicação para orientação, Quadro de orientação Programa de atividades terapêuticas Imobilização Mobilização precoce Evitar dispositivos que levem a imobilização (cateters, soro,...) Medicações psicoativas Evitar uso de sedativos, narcóticos, drogas anticolinérgicas Protocolos com medidas não farmacológicas para ansiedade e insônia Privação do sono Estratégias para diminuir barulho Sono ininterrupto (ajustar prescrição, cuidados enfermagem) Alterações da acuidade visual  Providenciar dispositivos de auxílio à visão (lentes, luz) Equipamentos adaptados (livros letras gds, teclas iluminadas) Alteração da acuidade auditiva Próteses auditivas, amplificadores de som Equipe treinada em métodos alternativos de comunicação desidratação Reconhecimento precoce e hidratação adequada
Perioperatório Indicação do procedimento; Estabilização das comorbidades; Mobilização precoce e profilaxia para TVP; Analgesia; Minimizar procedimentos de emergência.
Conclusão A medicina apresentou grandes avanços nos últimos anos, principalmente relacionado à atenção aos idosos. Isso trouxe grandes benefícios e RISCOS. Estes riscos podem ser reduzidos através de uma abordagem multiprofissional. Devemos sempre focar na qualidade de vida do idoso, e ter bom senso no seu cuidado.
OBRIGADO!

Iatrogenia

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    Definição O termoderiva do grego iatros (médico, curandeiro) e genia (origem, causa) Pode igualmente ser resultado das ações de outros profissionais da saúde, tais como enfermeiras, psicóloga, nutricionista, fonoaudióloga, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e assistente social.
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    Total de 225000mortes por ano. Iraque de 2003 a 2009 : Morte de aproximadamente 95000 a 100000 civis
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    Lesões ocasionadas pelahospitalização tem maior frequência em idosos. Idosos tem 2,2 x mais complicações perioperatórias, e risco 10 x maior de quedas.
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    Efeito adverso adrogas Alguns podem ser prevenidos x Não podem ser prevenidos (reação adversa a drogas) Ocorrem de 6 a 15 % durante hospitalização. 15% das hospitalizações são causadas por efeito adverso a drogas
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    Efeito adverso adrogas Maioria são imprevisíveis e não se pode prevenir.
  • 9.
    Quedas Incidência emum ano na comunidade é de 32%, e destes 24% apresentam lesão grave. No hospital aproximadamente 2% dos pacientes apresentarão quedas (viés de nem sempre serem relatadas)
  • 10.
    Infecção hospitalar Incidênciade 6 a 17 por 1000 dias de internação. Risco individuo de 70 a 79 anos é 10 x maior que entre 40 a 49 anos.
  • 11.
    Úlcera de pressão5% de paceientes internados adquirem ulcera de pressão. Idosos frágeis são os mais vulneráveis Entre os pacientes de alto risco incidência atinge 30%
  • 12.
    Delirium Delirium naadmissão hospitalar é sinal de mal prognóstico. Incidência na admissão de 14 a 24% Durante internação de 9 a 31% Aumenta o tempo de internação, custos, e morbidade, e mortalidade.
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    Complicações cirúrgicas eperioperatórias Duas vezes mais frequente entre os idosos. Os idosos representam ¾ dos pacientes que morrem durante procedimentos cirúrgicos.
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    Importância 2/3 dasiatrogenias no hospital são preveníveis; Princípios semelhantes em todas as faixas etárias; 4 estratégias gerais.
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    Educação Abordagem interdisciplinar;Aprender com outras áreas; Notificação de erros de forma não punitiva; Melhorar a comunicação; Limitações de atenção e vigilância.
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    Variabilidade do tratamentode idosos Idosos tem maiores riscos e mais benefícios; ACO para FA pode causar sangramento; FA em idosos tem mais risco de causar AVC; Cirurgia de emergência é pior do que eletiva.
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    Geriatras e GerontólogosProbabilidade 3,3x para pneumonia comunitária evoluir para cura 1 ; Unidades multidisciplinares especializadas reduziram custos e aumentaram funcionalidade; Veteran’s Administration study não mostrou benefício no tratamento de pneumonia com interconsulta da geriatria 2 . Metanálise de ensaios clínicos de avaliação geriátrica não mostrou beneficio, estrutura? 3 . 1) J Am Geriatr Soc. 1998;46:187- 192. 2) JAMA. 1987;257:2313-2317 3) Lancet.1993;342:1032-1036.
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    Avaliação de riscosPreditores mais importantes: Idade avançada, funcionalidade e cognição; Reavaliação freqüente; Programação de alta.
  • 20.
    Reação adversa amedicamentos Novas tecnologias- suporte informatizado ↓55% RAM graves 1 ; Educação Médica; Diagnóstico precoce (evitar cascata da iatrogenia); Reduzir medicamentos- Tratamento não farmacológico; Farmacêuticos; Iniciativas governamentais- FDA exige informações para idosos na bula de algumas classes de medicamentos. 1-JAMA. 1998;280:1311-1316.
  • 21.
    Quedas Serviçosde prevenção de quedas reduzem quedas em 19% e lesões em 31%; Intervenção multifatorial reduziu quedas em 31% na comunidade: Revisão da prescrição; Educação; Treino de marcha e transferência; Adaptação ambiental; Exercícios resistidos; Modificações de comportamento. Tinetti ME, Baker DI, McAvay G, et al. A multifactorial intervention to reduce the risk of falling among elderly people living in the community. N Engl J Med. 1994;331:821-827.
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    Infecções hospitalares Princípiospara todas as idades; Lavar as mãos; Cuidados com feridas; Imunização; Evitar uso prolongado de ATB de largo espectro; Desinvadir.
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    Úlceras de pressãoEstratificação de risco (escalas de Braden/Norton); Educação; Mobilização, Superfície de contato, cuidados com a pele, com umidade, incontinência e nutrição.
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    Delirium Avaliação derisco; Cuidados como analgesia, medicações e ambiente.
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    Fator de riscoIntervenção Déficit cognitivo Comunicação para orientação, Quadro de orientação Programa de atividades terapêuticas Imobilização Mobilização precoce Evitar dispositivos que levem a imobilização (cateters, soro,...) Medicações psicoativas Evitar uso de sedativos, narcóticos, drogas anticolinérgicas Protocolos com medidas não farmacológicas para ansiedade e insônia Privação do sono Estratégias para diminuir barulho Sono ininterrupto (ajustar prescrição, cuidados enfermagem) Alterações da acuidade visual Providenciar dispositivos de auxílio à visão (lentes, luz) Equipamentos adaptados (livros letras gds, teclas iluminadas) Alteração da acuidade auditiva Próteses auditivas, amplificadores de som Equipe treinada em métodos alternativos de comunicação desidratação Reconhecimento precoce e hidratação adequada
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    Perioperatório Indicação doprocedimento; Estabilização das comorbidades; Mobilização precoce e profilaxia para TVP; Analgesia; Minimizar procedimentos de emergência.
  • 27.
    Conclusão A medicinaapresentou grandes avanços nos últimos anos, principalmente relacionado à atenção aos idosos. Isso trouxe grandes benefícios e RISCOS. Estes riscos podem ser reduzidos através de uma abordagem multiprofissional. Devemos sempre focar na qualidade de vida do idoso, e ter bom senso no seu cuidado.
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